quinta-feira, 15 de maio de 2008

250) MADEIRA: Doze reclamações contra dentistas

A delegação regional da Ordem dos Médicos Dentistas enviou, recentemente, uma queixa de um utente ao Conselho Deontológico daquela Ordem. Este foi o único caso registado este ano, até agora, segundo Gil Alves, presidente do conselho madeirense.
Este ano, Gil Alves já recebeu 12 reclamações, resultado dos encontros que mantém, todas as quintas-feiras, na sede da delegação regional, com os utentes que vão reclamar de algum acto de um dentista. Aquele responsável sublinha que a maior parte das pessoas apenas quer ser esclarecidas e são casos facilmente resolvidos entre as partes em conflito. «Este ano, apenas um caso se revelou mais grave, o que levou a que o encaminhássemos para o Conselho Deontológico da OM, no Porto».
No ano passado, ao longo de todo o ano, registaram-se 16 pedidos de reunião, por parte de utentes. Daqueles casos, resultaram dois processos enviados ao Conselho Deontológico. Por outro lado, Gil Alves anunciou que o cartão que vai passar a identificar os médicos-dentistas portugueses estará na posse dos profissionais madeirenses, no máximo, até finais de Junho. Os primeiros exemplares serão enviados ao longo deste mês.
O representante dos dentistas madeirenses explica que o objectivo da Ordem foi o de identificar, perante o utente, os profissionais que podem exercer e utilizar a designação de médico-dentista. Isto porque, conforme sublinha, existem “alguns curiosos” que não têm quaisquer certificações e que, sobretudo no Continente, vêm exercendo a profissão ilegalmente. A estes juntam-se os ortodontologistas, pessoas certificados, mas que não podem prestar actos médicos. Há ainda a considerar, os estomatologistas, médicos licenciados, inscritos na Ordem dos Médicos.
Foi para “separar as águas” que a OM optou por um cartão, a ser colocado na vestimenta médica, que permita aos utentes, mais facilmente, identificar os médicos e protegê-los de pessoas sem habilitações para tal.
Gil Alves, questionado pelo JM, sublinhou que nos últimos dois anos não tem havido casos de pessoas detectadas a exercer ilegalmente a profissão. E recorda que, na Madeira e nos Açores, qualquer consultório de médico-dentista é, no início, vistoriado pela Câmara da área onde está localizado e ainda pelo delegado de saúde do mesmo concelho.

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