segunda-feira, 23 de Novembro de 2009

408) Orlando Monteiro da Silva X Fernado Guerra

As presentes entrevistas foram retiradas do site Saúde Oral; este blogue tem o mesmo nome que o site mas é completamente independente do mesmo e apenas o nome coincidem por acaso.
Relativamente às eleições para o Bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas, o Blogue Saúde Oral é completamente independente e equidistante às duas candidaturas, pelo que no caso de ser detectada qualquer infracção a esta política de independência, agradece-se a imediata comunicação via correio electrónico para tempogero@gmail.com .
Por fim, fica o agradecimento da publicação das entrevistas ao site Saúde Oral, ao qual se deseja sinceras felicidades e a continuação do vosso serviço pela saúde oral em Portugal.
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Defensor de uma Ordem dos Médicos Dentistas «independente e livre de outros interesses além dos directamente relacionados com o exercício da profissão», o candidato a líder dos mais de sete mil dentistas inscritos na Ordem acredita que o futuro da saúde oral, em Portugal, passa pela criação de parcerias público-privadas que potenciem as estruturas já criadas ao mesmo tempo que se prestam cuidados à população dentro do Serviço Nacional de Saúde.
Saúde Oral - Como surgiu o desafio de se recandidatar a bastonário da OMD?
Orlando Monteiro da Silva – Surgiu depois de reflectir e após ter recebido o apoio de um leque enorme de pessoas que me passaram uma espécie de “cheque em branco” e que, embora saiba que nem sempre é fácil, deram a cara no site da candidatura. O grupo de apoiantes reúne já mais de 750 pessoas que fizeram sentir um apelo único para que protagonizasse o projecto da candidatura. Senti com esse apelo uma enorme liberdade e responsabilidade ao mesmo tempo, até porque houve também um movimento muito forte por parte dos jovens médicos dentistas. Foram estes que me convenceram mesmo a avançar com a decisão, sem querer aqui colocar em causa o apoio nem o prestígio de ninguém.
Saúde Oral - No entanto, há também um problema crescente de excesso de médicos dentistas em Portugal. Que medidas propõe para resolver esta questão?
Orlando Monteiro da Silva - Não sou um bastonário de gabinete ou de opereta e contacto regularmente com os profissionais no terreno. Apercebi-me bem das expectativas que eram em mim depositadas por estes jovens recém chegados à profissão e entendo que há claramente um excesso de médicos dentistas no nosso país, com muitos a irem trabalhar para o estrangeiro. Não tenho meias palavras sobre isso: é uma pena que se esteja a perder este potencial e pessoas qualificadas. Além disso, é uma pena para o país que se perca assim o investimento realizado na formação destes profissionais.
Acho que efectivamente os mais jovens têm tido dificuldades em afirmar-se em Portugal e que é necessário que haja uma grande representatividade e que sejam escutados os seus problemas, como tem acontecido no site, com questionários, seleccionando grupos de discussão e tentando fazer com que as suas propostas possam obter resposta adequada por parte da OMD.
O que quero frisar é que esta candidatura é um novo projecto que promove novas ideias para os próximos três anos e, obviamente, que estaremos atentos aos problemas desta franja da profissão que tanto nos apoiou. Acho também que devemos adaptar a formação de médicos dentistas às necessidades do país e propomos medidas concretas quanto a isso, porque as faculdades vivem do número de alunos, uma vez que disso depende o seu financiamento.
Saúde Oral - Não vê então com bons olhos a abertura de mais uma faculdade de Medicina Dentária anunciada para Lisboa?
Orlando Monteiro da Silva - Sei que há pulsões nesse sentido, que a Ordem tem conseguido deter com o diálogo privilegiado que tem com o Governo – não apenas com este, mas com qualquer Governo -, fruto do prestígio que tem adquirido ao longo dos anos. Considero que, em muitos casos, é mais importante aquilo que se evita que se faça do que o que se faz. Estamos empenhados em que a postura em relação à abertura de novas faculdades permaneça e até que se reduza o número de alunos de Medicina Dentária, pois consideramos que melhoraria a qualidade do ensino.
Além disso, apregoamos uma maior aposta no ensino pós-graduado e que haja um estágio voluntário remunerado, no plano dos cursos de Bolonha, nas faculdades, hospitais, centros de saúde e em clínicas privadas, que dê aos jovens médicos dentistas maior facilidade de entrada no mercado de trabalho e uma experiência acrescida nesse contacto com a profissão.
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Com o lema “Uma Ordem por Todos!”, a lista B assume-se confiante na vitória. Das dez linhas de força pelas quais se vai reger, destaca-se a proposta da criação de um serviço de atendimento permanente de medicina dentária, assegurado por consultórios e clínicas privadas, com urgências 24 horas por dia e a criação de um Boletim de Saúde Oral distribuído logo à nascença. Fernando Guerra acusa ainda a actual direcção da OMD de ter assumido uma atitude de «subserviência aos diversos poderes instituídos» e promete reformular os cheques-dentista cujo modelo actual considera um contra-senso, uma vez que «não traz qualquer benefício a longo prazo».
Saúde Oral – O que motivou a sua candidatura a bastonário da OMD?
Fernando Guerra – Foi o acreditarmos que era altura de a Ordem se renovar e revitalizar. Achamos que a experiência de vida que temos nos preparou para este desafio e conseguimos mobilizar um conjunto de colegas que constituem uma equipa com a necessária experiência e competência a todos os níveis, para poder servir a OMD da forma que entendemos mais conveniente.Essa revitalização é fundamental e é necessário que estas instituições tenham a capacidade de se renovar e de abrir portas a novas ideias e energias.
Saúde Oral - Porquê o lema “Uma Ordem por Todos!”?
Fernando Guerra - Traduz muito daquilo que são as nossas convicções. Achamos que a OMD deve reorientar-se para as questões profissionais, dar a ênfase particular às dificuldades que os médicos dentistas sentem e a nossa acção, enquanto Ordem, será recentrar a atenção da instituição no médico dentista. Daí que estejamos convictos que não haveria melhor lema para espelhar essa vontade.
A equipa é constituída por médicos dentistas que trabalham diariamente nos seus consultórios e, por isso, temos noção da realidade e dos problemas que persistem. Queremos mudar este cenário e dar o nosso contributo para mudar o caminho que vem sendo seguido.
Saúde Oral - Depreendo pelas suas declarações que há alterações que a OMD deve introduzir no seu funcionamento. Que mudanças pretendem introduzir?
Fernando Guerra - Como já referi, as instituições devem revitalizar-se periodicamente. Para isso, propomos um enquadramento diferente na forma de abordar os problemas, através de uma reorientação para as questões profissionais, também uma abertura grande do papel do médico dentista na sociedade e termos a capacidade de constituir a OMD como um verdadeiro catalizador num plano nacional de saúde integrado e que tenha uma participação activa dos médicos dentistas.
Com isto queremos dizer claramente a integração dos médicos dentistas a todos os níveis nessa estratégia de saúde oral. Elaborámos um programa de acção que tem inúmeras propostas. Um conjunto de medidas que apresentamos no âmbito desse tal plano articulado que queremos que passe pela integração dos médicos dentistas nas equipas de Saúde Escolar, criando desde logo uma abordagem diferente da que tem sido defendida, que se estenderá a uma integração nos centros de saúde. Queremos que sejam os médicos dentistas a instituir ao nível das comunidades as estratégias adequadas, assim como as boas práticas e também que possam ser os motores de uma reformulação, que deverá ser imediata e bastante pertinente, do cheque-dentista.
Saúde Oral - Defendem portanto a integração do médico dentista no SNS?
Fernando Guerra - Sim, pretendemos é uma integração a vários níveis. A integração do médico dentista no SNS é necessária para uma melhoria efectiva da saúde oral em Portugal. Assistimos, ano após ano, à implementação de programas de saúde oral que não têm uma consequência efectiva nessa vertente e que têm vindo de uma forma atentatória a considerar os médicos dentistas apenas como mão-de-obra prestadora de cuidados, o mais baratos possível, e que atenta contra a sua dignidade profissional.Somos completamente contra esse estilo de abordagem.
Pelo contrário, pretendemos que os médicos dentistas sejam motores a nível das comunidades na implementação de estratégias de saúde oral e a OMD deve ser catalizadora dessa ideia a nível nacional.

407) Medicina dentária sazonal?

O estado actual da saúde oral em Portugal vive um período de inúmeras dificuldades e as acções encetadas pelos responsáveis do Ministério da Saúde, em iniciativas conjuntas com a Ordem dos Médicos Dentistas, persistem em medidas inconsequentes quanto à prestação de cuidados adequados aos cidadãos.
Nos últimos sete anos, duplicou o número de pessoas que abdicaram de tratar os seus dentes por dificuldades económicas. Não basta desencadear campanhas televisivas nem falar de milhões de euros de verbas orçamentadas (muitas não executadas), terminando tudo por não se traduzir em ganhos efectivos de saúde.
Os doentes e os médicos dentistas não podem ficar condenados à era do cheque-dentista! Urge encetar uma reformulação imediata do Programa Nacional de Saúde Oral. A medida cheque-dentista tem-se revelado cada vez mais ineficaz, pois o período e forma de funcionamento são inconciliáveis com a boa saúde oral de jovens, grávidas e idosos que pretende abranger.
Para os jovens, em muitos locais do país, foram emitidos cheques apenas em Agosto e o seu fim de validade deu-se neste 31 de Outubro. As doenças orais não são sazonais!
Por outro lado, a diferença entre o número de cheques emitidos e os utilizados é o reflexo da falência do modelo. A mesma ineficácia tem sido demonstrada nos atrasos de pagamento aos profissionais, havendo mais de cinco meses de espera, o que acarreta enormes dificuldades na viabilidade do emprego nas clínicas e consultórios que aderiram ao programa. A Direcção-Geral de Saúde, com o acordo da actual direcção da Ordem, estipulou directivas do Programa Nacional de Saúde Oral que atentam contra a dignidade dos médicos dentistas e tendem a inviabilizar as boas práticas no tratamento de muitas situações de doença dentária nos grupos-alvo.
Pretende-se que os tratamentos dentários necessários a uma cavidade oral sejam efectuados dentro de uma verba fixa pré-estabelecida, não olhando às diferentes particularidades e ao número dos actos médico-dentários a executar, pondo em causa a deontologia profissional e o direito à saúde. Tal atitude afronta a ética e ofende quer os doentes quer os profissionais.
As propostas de reformulação que defendemos passam pelos seguintes aspectos: a integração dos médicos dentistas no Serviço Nacional de Saúde, permitindo coordenar o encaminhamento de doentes e monitorizar a evolução dos cuidados de saúde oral; a erradicação de tratamentos a ‘custo zero’; a elaboração de uma tabela de pagamentos digna e diferen- ciada para os diferentes actos médico-dentários; a penalização dos atrasos de pagamento; a simplificação dos procedimentos administrativos; a disponibilização permanente do sistema informático de registo de doentes; a alteração da denominação (cheque-dentista) para comparticipação de acto médico-dentário; a adequada monitorização científica do programa; e a liberdade universal de acesso e cessação ao mesmo.
Fernando Guerra, Professor Catedrático da Universidade de Coimbra e candidato a bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas

quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

406) O meu sorriso vale mais que o seu?

CopyRight @ Turma do Bem

sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

405) MANGUALDE: Projecto de saúde oral autárquico

A Câmara de Mangualde foi a única edilidade do distrito de Viseu e a primeira do país que aceitou a proposta da Associação Portuguesa de Saúde Oral: desenvolver o projecto de saúde oral ao longo de dois anos. A primeira fase do programa "Dente Limpo", que incidiu nas escolas do primeiro ciclo do concelho, terminou esta semana e já é considerada "das experiências mais bem sucedidas" nesta matéria. Mas os resultados são assustadores: perto de 80 % das crianças tem dentes com cáries. A associação está satisfeita, mas lamenta o desinteresse das restantes autarquias.
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Alguém faz o favor de informar se este programa ainda está em actividade? Qual o balanço feito pela Associação Portuguesa de Saúde Oral e a Câmara Municipal de Mangualde do trabalho realizado? Aguardamos explicações.
Gerofil

domingo, 8 de Novembro de 2009

404) Candidatos a bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas

Candidato a bastonário Fernando Guerra defende reformulação do cheque-dentista - O candidato a bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas (OMD) Fernando Guerra defendeu hoje a 'reformulação imediata' do cheque-dentista, considerando que a medida é ineficaz na melhoria da saúde oral dos cidadãos.'
A medida 'cheque-dentista' inserida no Programa Nacional de Saúde Oral tem-se revelado cada vez mais ineficaz, com um período e forma de funcionamento inconcebíveis para a saúde oral dos jovens, grávidas e idosos que pretende abranger', sustenta Fernando Guerra em comunicado divulgado hoje. Segundo o candidato da Lista B, 'para os jovens em muitos locais do país foram emitidos cheques apenas em Agosto e o encerramento dos tratamentos dá-se neste 31 de Outubro'.'
As doenças orais não são sazonais', sublinha o professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra. Segundo o candidato a bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas, 'a mesma ineficácia tem sido demonstrada nos atrasos de pagamento aos profissionais, com mais de cinco meses de espera, o que acarreta enormes dificuldades na viabilidade do emprego nas clínicas e consultórios que aderiram ao programa'.
Ao defender a 'reformulação imediata do 'cheque-dentista' e do Programa Nacional de Saúde Oral', Fernando Guerra preconiza também 'uma tomada de posição firme da OMD em defesa dos doentes e dos médicos dentistas e o fim da atitude pactuante com interesses meramente políticos'.'Os doentes e os médicos dentistas não podem ficar condenados à espera do cheque-dentista', sustenta.
De acordo com Fernando Guerra, 'a Direcção-Geral de Saúde, com a anuência do ainda bastonário, pretende que os tratamentos dentários necessários na cavidade oral sejam efectuados num montante pré-estabelecido fixo, não olhando às diferentes particularidades e ao número dos actos médico-dentários a executar, pondo em causa a deontologia profissional e o direito à saúde dos cidadãos'. Por outro lado, 'a promessa eleitoral deste governo no alargamento do 'cheque-dentista' aos jovens dos 4 aos 17 anos e a diabéticos continua a não incentivar os cuidados adequados aos doentes e a não contemplar a justa retribuição de tratamentos que permitam a recuperação de peças dentárias em risco, prejudicando os cidadãos'.
Como propostas de reformulação, a lista B defende, entre outras medidas, a erradicação de tratamentos a 'custo zero', a elaboração de uma tabela de pagamentos 'digna e diferenciada' para os diferentes actos médico-dentários, a penalização dos atrasos de pagamento, a desburocratização dos procedimentos administrativos e a 'adequada monitorização científica' do programa. As eleições para a OMD estão marcadas para 12 de Dezembro, concorrendo também o actual bastonário, Orlando Monteiro da Silva.
No passado dia 12 de Setembro, o bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas revelou que mais de 90 mil cheques-dentista foram entregues a grávidas e idosos entre Maio de 2008 e 31 de Agosto deste ano.
Correio do Minho
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Candidato a bastonário defende alargamento de cheques-dentista a diabéticos e seropositivos - O candidato a bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas (OMD) Orlando Monteiro Silva defendeu hoje o alargamento dos cheques-dentista a diabéticos e seropositivos e a adequação do número de licenciados à procura da realidade do mercado português.
Ao contrário de Fernando Guerra, o outro candidato a bastonário, que defendeu a “reformulação imediata” do programa dos cheques-dentista por considerar a medida ineficaz na melhoria da saúde oral dos cidadãos, o candidato da Lista A à OMD considera que a medida inserida no Programa Nacional de Saúde Oral deve ser alargada. “Pretendendo não criar sobressaltos, nem mudar de rumo, nem colocar em causa o que já foi conseguido, o que está a ser negociado com o Governo, e que pode vir a ser alcançado, é o alargamento do cheque-dentista às crianças dos quatro aos 18 anos e a outros grupos especiais da população, como os diabéticos (cerca um milhão em Portugal) e os portadores de HIV positivo”, sustentou à agência Lusa.
Para o bastonário, que se recandidata ao cargo, a proposta de reformulação imediata, proposta pela Lista B, “teria como resultado o fim do programa com um prejuízo enorme para a população e para os milhares de profissionais que a ele aderiram”. A Lista A apresenta “desafios importantes” para a classe, nomeadamente “diminuir a formação do número de graduados em medicina dentária que as actuais faculdades estão a produzir”, avançou.
Nos últimos anos, passámos de cerca de 5300 médicos dentistas para 7100. Isto é desadequado à procura que existe em Portugal, cria situações de subemprego e desemprego na classe”, advogou. Esta situação está a levar os profissionais a procurarem emprego noutros países, havendo mesmo situações de dentistas inscritos em centros de emprego. “Já temos 400 médicos dentistas registados a exercer em Inglaterra e vários outros a exercer noutros países da Europa, nomeadamente no Luxemburgo, Suécia, Dinamarca, etc”, frisou, considerando esta situação “perfeitamente desadequada”.
Orlando Monteiro Silva defendeu ainda o alargamento do acesso da população à medicina dentária, através de um sistema de comparticipação das consultas de medicina dentária nos privados para os utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS), como já existe na Madeira e nos Açores. “A maioria da população portuguesa não tem acesso aos cuidados de medicina dentária pelo SNS, exceptuando os cheques-dentista”, sublinhou.
A inserção dos médicos dentistas nos hospitais do SNS, centros de saúde e unidades de saúde familiar numa carreira própria adequada à profissão é outra proposta da Lista A, assim como a inserção da medicina dentária na medicina do trabalho. “Não é admissível que a medicina dentária esteja excluída desta área, porque cerca de sete a dez por cento do absentismo ao trabalho está ligado à saúde oral”, sustentou.
Correio do Minho

sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

403) Acordãos do Supremo Tribunal de Justiça

O Portal vLex permite a consulta dos vários acórdãos do Supremo Tribunal de Justiça português. Assim, caso o leitor manifeste estrita necessidade, pode efectuar a activação de uma conta no vLex sem nenhum compromisso durante 3 dias e consultar diversa documentação, incluindo acórdãos no âmbito da medicina dentária.

terça-feira, 3 de Novembro de 2009

402) Metade dos portugueses não pode pagar dentista

«Estimamos que cerca de 50 por cento da população portuguesa não tenha capacidade para pagar sequer uma consulta na medicina dentária privada. Enquanto não houver médicos dentistas nos centros de saúde ou sistemas de concessão, as pessoas estarão excluídas da saúde oral», afirmou em entrevista à agência Lusa o bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas, Orlando Monteiro da Silva.
A Ordem tem pugnado para que haja dentistas nos centros de saúde e hospitais portugueses ou para que se criem sistemas de convenção com os privados. Orlando Monteiro da Silva citou um estudo realizado pela Universidade de Liverpool, onde Portugal figura com «o cenário mais negro na Europa» nos cuidados de saúde oral. E é em grande parte o facto de não existir oferta por parte do Serviço Nacional de Saúde (SNS) ao nível da medicina dentária que também está a criar um excesso destes profissionais no país e a Ordem lamenta a «ausência de planeamento de recursos humanos».
«Se a população portuguesa passasse a ter toda acesso aos cuidados de saúde oral, os médicos dentistas provavelmente não chegariam», estimou Orlando Monteiro da Silva. Mas como isto não se verifica, os dentistas portugueses estão a procurar outros países: «Estamos a exportar recursos humanos para países deficitários, como a Inglaterra e a Holanda, porque nos países nórdicos a profissão deixou de ser atractiva». Portugal e Polónia são os países que mais contribuem para os serviços de saúde oral do SNS inglês, por exemplo.
As estimativas da Ordem indicam que dentro de três anos, em 2010, haverá um dentista por cada 1.180 habitantes em Portugal. Em comparação, Espanha terá um profissional por cada 2.667 habitantes, a Holanda um para cada 2.118 habitantes e o Reino Unido um por cada 2.105 cidadãos. As projecções do número de médicos dentistas para os próximos anos revelam «um descontrolo por excesso de formação de licenciados». «O resultado será inevitavelmente o do aumento do desemprego e sub-emprego na classe», refere a Ordem.
Em Portugal, apenas as regiões autónomas têm sistemas de saúde oral a servir os utentes do SNS. Nos Açores há 19 médicos dentistas no sistema público regional de saúde e a Ordem prevê que, em alguns anos, os Açores tenham os melhores indicadores de saúde oral. Já na Madeira, há uma convenção entre o serviço regional de saúde e os privados, em que o sistema público reembolsa em parte o custo dos utentes que recorrem a dentistas privados.
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Até quando vamos nós portugueses continuar a pagar dezenas de milhares de euros em impostos para pagar a formação de cada médico dentista para depois mais tarde esses mesmos médicos dentistas não poderem efectuar tratamentos dentários à população que realmente precisa?
Aguarda-se resposta para esta situação no mínimo absurda e caricata para um país membro da União Europeia; tenha o Ministério da Saúde a bondade de dar a devida resposta para o email deste Blogue.
Gerofil

quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

401) Apresentado logótipo da candidatura ibérica ao Mundial

O logótipo da Candidatura Ibérica à organização do Mundial 2018/2022 foi apresentado esta quinta-feira em conferência de imprensa, na sede da Federação Portuguesa de Futebol. Na cerimónia estiveram presentes Gilberto Madaíl, presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Angel María Villar, presidente da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), e Eugénio Chorão, Director-Geral da Euro RSCG Design & Arquitectura, empresa que idealizou a imagem.
“Procurámos criar uma imagem moderna, contemporânea e apelativa que fizesse a fusão entre os dois países – por intermédio das suas bandeiras – através da paixão que os une pelo Futebol”, explicou Eugénio Chorão.
Já o Madaíl salientou que este logótipo “transmite vontade de dois países vencerem, dois países que estão entrelaçados, não só pelo futebol, mas também pela sua história”, reforçando que este símbolo “era o que mais força podia dar a esta candidatura”.
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Um exemplo caricato e perverso do modelo de desenvolvimento sustentável que devemos querer para o país. Tendo a esmagadora maioria da população necessidades vitais de acesso a cuidados de saúde, a classe dominante não olha a meios para esbanjar os nossos recursos em festas e acontecimentos fora do alcance do pacato cidadão pagador de impostos e que nunca irá entrar num estádio de futebol.
Ao vermos estes projectos megalómanos estamos perante um ultraje e uma infâmia ao sofrimento de quem precisa e não pode ter acesso a cuidados de saúde.
Gerofil

segunda-feira, 26 de Outubro de 2009

400) Tomada de posse do novo Governo

Toma hoje posse o segundo governo constitucional de José Sócrates. A Ministra Ana Jorge volta novamente a ser empossada no cargo de Ministra da Saúde.
O Saúde Oral congratula-se com a nomeação de Ana Jorge para o cargo de Ministra da Saúde e espera que a nova equipa ministerial reconheça a saúde oral da população portuguesa como um drama de saúde pública que urge tratar com urgência.
Juntamente com as diversas associações do sector e tendo em conta as prementes necessidades da população em termos de saúde oral, espera-se uma maior abertura para o dialogo na procura de consensos entre todas as partes interessadas, baseando-se numa nova filosofia em que esteja em primeiro lugar a garantia do acesso de toda a população portuguesa aos cuidados de saúde oral, banindo definitivamente as discriminações actualmente existentes, dando garantias de uma perfeita igualdade no acesso a cuidados de saúde oral.
Muito há ainda por fazer, começando necessariamente por avaliar e reformular os actuais programas de saúde oral, que pecam por excessivamente direccionados em termos de publico alvo, tendencialmente muito limitado em termos de tratamentos a efectuar e estarem essencialmente direccionados para o sector privado. A recuperação de equipas de saúde escolar é um aspecto de grande pertinência, porque é dentro das escolas que se deve começar uma verdadeira batalha pelos cuidados de saúde primários em termos de saúde oral.
Num país desenvolvido, é fundamental garantir a equidade entre os sectores público e privado; o estado tem de investir na área de saúde oral de tal forma que garanta uma igual concorrência com o sector privado de medicina oral, competindo apenas aos cidadãos a opção de escolha entre a oferta do Serviço Nacional de Saúde e os privados. Torna-se premente dotar todos os Centros de Saúde do país com a valência de saúde oral, medida que inicialmente poderá acarretar elevados encargos financeiro mas que terá de imediato impacto positivo na saúde da população portuguesa, e subsequente elevadíssimo retorno financeiro para o estado a médio prazo.
Medida prioritária consiste na criação de Boletim de Saúde Oral para toda a população, nomeadamente tornando-o elemento obrigatório imediato para as crianças e jovens que frequentem o ensino básico e secundário; por mais incrível que pareça não se compreende que países mais atrasados que o nosso estejam já muitíssimo mais avançados na área da saúde oral infantil e juvenil.
Gerofil

sábado, 24 de Outubro de 2009

399) Mensagem dedica os mais novos sobre a importância da saúde oral

A boa saúde oral e dos nossos dentes constitui uma das principais condições essenciais para termos uma boa saúde ao longo de toda a nossa vida. Infelizmente muitas patologias oportunistas vão surgindo sem nós darmos conta e que depois mais tarde vão trazer gravíssimos problemas de saúde.
Ter todos os dentes sãos e uma boca sempre limpa é fundamental para que não surjam depois outras doenças. Portanto, é muito importante que observes frequentemente o estado de todos os teus dentes; caso detectes alguma mancha ou qualquer outro problema com algum dente, informa de imediato os teus pais e o teu médico de família.
Qualquer problema que tenhas com algum dente deve ser imediatamente tratado, pois os dentes são parte do nosso corpo e também precisam de ser cuidados porque vão viver connosco durante toda a nossa vida.
Já alguma vez sentiste alguma dor? Pois bem, se um dia perderes algum dente, podes começar a ter uma dor que será permanente e que irá durar para o resto da tua vida. Não será uma dor física como as normais, mas sim uma dor psicológica, de muito difícil cura ou mesmo sem nenhum tratamento; perder um dente para o resto da vida pode trazer consequências desastrosas para nós e que nunca mais serão reparáveis.
Quem já perdeu um dente está constantemente a perguntar a si próprio qual o motivo porque teve de perder o dente; além disso, a falta de um dente na nossa boca pode trazer logo outros gravíssimos problemas de saúde, muitos deles não visíveis como por exemplo passar a sofrer de zumbidos permanentes dia e noite nos ouvidos, como se o silêncio deixasse de existir para sempre.
Em Portugal ainda não se dá a importância necessária aos cuidados de saúde oral. O Ministério da Saúde quase não tem nenhum interesse no assunto porque inventa a falsa desculpa que é muito caro colocar dentistas nos centros de saúde para tratar as pessoas. O Ministério da Educação é desleixado e não faz rastreios nas escolas a todas as crianças e jovens para detectar quem precise de tratamentos dos dentes. Os dentistas necessitam que alguém pague as despesas que têm de efectuar com os tratamentos que precisam fazer a todas as pessoas. E não é justo veres os teus amigos com direito a todos os tratamentos que precisem e tu seres impedido de teres os mesmos tratamentos.
Assim, como em muitas outras coisas do nosso dia a dia, temos de nós próprios a lutar por aquilo que precisamos. Tens de ser tu próprio a ter coragem e exigir junto de todos (pais, escola, médico de família) que tratem qualquer problema que encontres nos teus dentes; só tu é que tens o problema e apenas tu é que sofres com o problema. Por isso não sejas nunca cúmplice de qualquer problema com os teus dentes e procura ajuda para que te possam tratar – não vai ser fácil, mas nunca desistas e não deixes de lutar por aquilo que é um direito teu: acesso aos tratamentos de saúde oral. Quando fores adulto serás recompensado por uma melhor saúde e poderás ser muito mais feliz.
E nunca deixes de lavar diariamente os teus dentes e usar também diariamente o fio dental; serás recompensado por uma melhor saúde e viverás muitos mais anos.
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EXTRACTO DA DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS
DIREITOS DA CRIANÇA
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Art.º 3º - 2. Os Estados Partes comprometem-se a garantir à criança a protecção e os cuidados necessários ao seu bem-estar.
Art.º 24º - 1. Os Estados Partes reconhecem à criança o direito a gozar do melhor estado de saúde possível e a beneficiar de serviços médicos e de reeducação; 2. b) Assegurar a assistência médica e os cuidados de saúde necessários a todas as crianças, enfatizando o desenvolvimento dos cuidados de saúde primários; Os Estados Partes velam pela garantia de que nenhuma criança seja privada do direito de acesso a tais serviços de saúde.
(Assinada por Portugal a 26 de Janeiro de 1990 e aprovada para ratificação pela Resolução da Assembleia da República n.º 20/90, de 12 de Setembro.)
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Repassem esta mensagem aos mais novos; já que é tão lamentável o desprezo manifestado pelas instituições oficiais, nomeadamente os Ministérios da Educação e da Saúde, em assumir globalmente as suas responsabilidades pela saúde oral das crianças e jovens do país, vamos informá-los dessa situação, para que eles próprios ganhem consciência das enormes atrocidades cometidas actualmente em Portugal na igualdade de acesso a cuidados de saúde, incluindo o acesso aos cuidados e tratamentos de saúde oral na infância e adolescência.
Gerofil

quarta-feira, 21 de Outubro de 2009

398) Saúde oral em Portugal e no mundo

Em Portugal existem recursos económicos, humanos e materiais para dar uma resposta global às necessidades de cuidados de saúde oral de toda a população; falta apenas a vontade política para que o Ministério da Saúde assuma as suas responsabilidades e integre a saúde oral em todos os centros de saúde e hospitais públicos existentes no país, em perfeita igualdade com o sector privado, dando as mesmas oportunidades de acesso a cuidados de saúde oral a todas as pessoas, sem qualquer discriminação de idade, grupo social ou possibilidades económicas.
Ao longo dos últimos anos, o Saúde Oral tem feito uma análise às políticas de saúde oral seguidas em Portugal. A maior parte dos leitores do Saúde Oral são de Portugal e do Brasil, mas também temos muitos leitores de países de língua espanhola e francesa.
Para trocar experiências, solicitamos aos leitores do Saúde Oral residentes fora de Portugal que escrevam e contem como se processa os cuidados de saúde oral nos vossos países. O Saúde Oral tem todo o interesse em divulgar a realidade das políticas de saúde oral existentes nos vários países do mundo e comparar com o que é feito em Portugal.
Participe e escreva, utilizando o email tempogero@gmail.com; pode acompanhar a actividade do Saúde Oral nas redes sociais, lendo e subscrevendo o Friendfeed, o Twitter e o Facebook ou active o RSS do feedburner no seu computador para acompanhar as actualizações do Saúde Oral.
A participação de todos é essencial para que se possa alertar e consciencializar a opinião pública e os dirigentes políticos portugueses para a necessidade de encararem os cuidados de saúde oral como fundamentais para a saúde geral de toda a população.
Gerofil

sábado, 17 de Outubro de 2009

397) Metade dos portugueses não pode pagar dentista

Cerca de metade da população portuguesa não tem capacidade para pagar uma consulta de medicina dentária, o que prejudica a saúde oral e está a levar os dentistas a procurarem outros países para exercer a profissão. «Estimamos que cerca de 50 por cento da população portuguesa não tenha capacidade para pagar sequer uma consulta na medicina dentária privada. Enquanto não houver médicos dentistas nos centros de saúde ou sistemas de concessão, as pessoas estarão excluídas da saúde oral», afirmou em entrevista à agência Lusa o bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas, Orlando Monteiro da Silva. A Ordem tem pugnado para que haja dentistas nos centros de saúde e hospitais portugueses ou para que se criem sistemas de convenção com os privados.
Orlando Monteiro da Silva citou um estudo realizado pela Universidade de Liverpool, onde Portugal figura com «o cenário mais negro na Europa» nos cuidados de saúde oral. E é em grande parte o facto de não existir oferta por parte do Serviço Nacional de Saúde (SNS) ao nível da medicina dentária que também está a criar um excesso destes profissionais no país e a Ordem lamenta a «ausência de planeamento de recursos humanos».
«Se a população portuguesa passasse a ter toda acesso aos cuidados de saúde oral, os médicos dentistas provavelmente não chegariam», estimou Orlando Monteiro da Silva. Mas como isto não se verifica, os dentistas portugueses estão a procurar outros países: «Estamos a exportar recursos humanos para países deficitários, como a Inglaterra e a Holanda, porque nos países nórdicos a profissão deixou de ser atractiva». Portugal e Polónia são os países que mais contribuem para os serviços de saúde oral do SNS inglês, por exemplo.
As estimativas da Ordem indicam que dentro de três anos, em 2010, haverá um dentista por cada 1.180 habitantes em Portugal. Em comparação, Espanha terá um profissional por cada 2.667 habitantes, a Holanda um para cada 2.118 habitantes e o Reino Unido um por cada 2.105 cidadãos.
As projecções do número de médicos dentistas para os próximos anos revelam «um descontrolo por excesso de formação de licenciados». «O resultado será inevitavelmente o do aumento do desemprego e sub-emprego na classe», refere a Ordem.
Em Portugal, apenas as regiões autónomas têm sistemas de saúde oral a servir os utentes do SNS. Nos Açores há 19 médicos dentistas no sistema público regional de saúde e a Ordem prevê que, em alguns anos, os Açores tenham os melhores indicadores de saúde oral. Já na Madeira, há uma convenção entre o serviço regional de saúde e os privados, em que o sistema público reembolsa em parte o custo dos utentes que recorrem a dentistas privados.
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É bom que o futuro Ministro da Saúde comece por arrumar a casa. Nos últimos quatro anos assistimos ao nascimento e à morte de programas de saúde oral, persistindo sempre o mesmo problema: todos pagamos impostos para formar dentistas que depois não são colocados ao serviço de quem precisa.
Esta situação aberrante não pode continuar a persistir num país civilizado e deve ser denunciado a todos os níveis; a saúde oral não pode continuar a ser tratada pelos governos e organizações do sector como um negócio.
Gerofil

segunda-feira, 12 de Outubro de 2009

396) Dentistas usam esquemas para sobrefacturar à ADSE

A maioria dos médicos dentistas com convenções com a ADSE (o sistema de segurança social dos funcionários públicos) recorrem a estratagemas ilegais para compensar os valores "obscenos" que lhes são pagos pelos seus serviços. A denúncia é de Jorge Crespo, médico dentista em Vila Real, que tem o seu caso em tribunal e garante que 90% dos colegas recorrem àquilo que na classe se chama de "compensações" (ver caixa).
O bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas (OMD), Orlando Monteiro da Silva, confirmou, ao JN, ter conhecimento de alguns casos, só podendo, no entanto, remeter para as instâncias competentes aqueles que lhes chegam por via oficial. E garante que a direcção da ADSE "sabe do que se passa, mas só actua em situações visíveis", como já o reconheceu em reuniões com a OMD.
Lamentando a existência de ilegalidades, Orlando Monteiro responsabiliza a própria ADSE. "Apresentam-nos tabelas de pagamento morais, que não são actualizadas desde 1991", diz, apontando o exemplo do valor que os médicos dentistas convencionados recebem por uma consulta: 4,99 euros pagos pela ADSE e 2,49 euros pagos pelo utente, ou seja, 7,48 euros, isto quando, segundo um estudo elaborado pela Universidade Católica, o valor médio do custo de uma consulta sem tratamento é de 34,50 euros (ver caixa). "É ridículo, não chega sequer para pagar os materiais", classifica o bastonário, alertando para o facto de estar em causa a "qualidade", quer em termos de materiais usados, quer de tempo dedicado. "Isto potencia as ilegalidades".
A OMD já tentou renegociar os valores das tabelas e propôs até a sua eliminação, em troca de um regime livre de comparticipação em que o utente pagaria a totalidade ao médico dentista e seria depois reembolsado pela ADSE. Além de possibilitar a escolha do médico, permitiria um controlo do tratamento que é feito: o doente pagaria apenas o que lhe é feito de facto. "Não recebemos resposta, sequer", diz o bastonário.
O JN também não conseguiu, apesar de 15 dias de tentativas, qualquer comentário da parte do director-geral da ADSE. "Seria impopular acabar com as convenções perante o funcionalismo público, porque obrigaria as pessoas a adiantar o dinheiro", arrisca-se a analisar o bastonário da OMD, garantindo que a situação se alarga a outros ramos da medicina.
Questionado sobre o porquê de os médicos dentistas manterem convenções que lhes são prejudiciais, Orlando Monteiro aponta o dedo à saturação do mercado de trabalho. "Temos quase cinco mil médicos dentistas em Portugal e sete faculdades. É um número excessivo para o país". Equivale a um médico dentista para menos de 2500 habitantes, num país em que a medicina dentária é toda ela privada e à qual, por tal, 40% da população não tem acesso. A grande maioria dos profissionais tem menos de 35 anos, foram formados desde 1995 e trabalham em consultórios partilhados, sendo 41% deles trabalhadores dependentes.
"Já há muitas situações de subemprego e mesmo desemprego", adianta o bastonário da OMD, sendo preferível trabalhar a perder dinheiro. "Sem carreira no Serviço Nacional de Saúde (SNS), aceitam trabalhar para quem tem convenções, ao preço que calha", completa Jorge Crespo.
E se a ADSE não abre vagas para convenções há mais de dez anos (o que faz com que muitos médicos dentistas trabalhem para a ADSE com fichas de outros profissionais, ilegalmente), outra fonte de emprego é encontrada nos contratos com seguros de saúde oral. Aí, adianta a OMD, há parte dos actos que são feitos "gratuitamente". Aceita-se "porque sempre são clientes que se vão tendo e podem trazer outros..."
A OMD aponta ainda violação da concorrência fruto da aplicação das tabelas da ADSE, questão que conta, aliás, colocar nas instâncias europeias.
Orlando Monteiro resume o quadro como pantanoso. E acredita que se resolveria com a racionalização da formação e com a abertura do Serviço Nacional de Saúde à medicina dentária. Quer "nos 143 consultórios fixos ou móveis que existem" no SNS, quer através de convenções.
Preocupações de que espera dar mais uma vez conta dele ao Ministério da Saúde no decurso do seu congresso anual que hoje arranca no Europarque da Feira. Onde aproveitará a presença do presidente da Entidade Reguladora da Saúde.
Jorge Crespo é médico dentista em Vila Real e tinha um contrato com a ADSE até ser alvo de um processo, no qual diz estar inocente. Acusa ex-colegas de usar as fichas da convenção em seu nome. Desgostado, resolveu contar como se "compensa" o baixo valor do pagamento das convenções (que representam uma média de 50% dos doentes de cada dentista). "Facturam-se extracções de dentes a crianças que já os perderam, tratamentos que nunca existiram, ou que já foram cobrados por outro colega", por exemplo. Um sistema facilitado pela burocracia: obrigando a preencher uma ficha em triplicado, manda-se o doente embora sem lhe entregar a sua parte, evitando o controlo de quem foi tratado. Depois, continua, ao utente, cobra-se uma quantia pelo aluguer do espaço, passado em recibo à parte, em nome da clínica e não do médico convencionado. Jorge Crespo garante que 90% dos médicos dentistas recorrem a estas compensações. E que a ADSE "não fiscaliza".
18 de Novembro de 2004

quinta-feira, 8 de Outubro de 2009

395) As benesses de 11 000 milhões de euros do estado à PORTUGAL TELECOM e ao CITIGROUP

Em causa está a cedência a título definitivo da rede fixa de telefone à Portugal Telecom, em 2002. A PT pagou 365 milhões, por um activo que avaliou, à data, em 2,3 mil milhões de euros. "Vendeu-se a rede fixa por um sexto do seu valor", acusou na altura a Sonaecom, que se manifestou "perplexa" com todo o negócio.
A necessidade de encontrar receitas extraordinárias foi o que motivou a concretização deste negócio, como Ferreira Leite assume nas declarações ao i. Os 365 milhões encaixados, em conjunto com a concessão da CREL à Brisa, permitiram ao Estado respeitar os 3% de défice impostos por Bruxelas em 2002. "Estão reunidas as condições para que o défice orçamental previsto para 2002 se cumpra", garantiu então Manuela Ferreira Leite.
No ano seguinte, este limite foi igualmente respeitado graças a um outro negócio muito controverso com a assinatura de Ferreira Leite: a cedência de 11 mil milhões de dívidas fiscais que o Estado tinha a seu favor ao Citigroup. O governo de Durão Barroso vendeu estes 11 mil milhões por 1,75 mil milhões.
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Já pensou a quantidade de dinheiro em jogo? Pois bem, esse dinheiro público de todos nós foi “oferecido” a duas entidades privadas sem qualquer retorno. Agora faça contas e imagine, por exemplo, que esse dinheiro daria para garantir todas as despesas de saúde oral da população portuguesa durante mais de 200 anos (5 gerações); já agora, faça também o favor de acreditar nos políticos que dizem não haver dinheiro para colocar um dentista em cada centro de saúde do país.
Puro roubo às descaradas do bem publico por parte dos governantes portugueses, mais interessados no encaixe de milhares de milhões de euros nos amigos colocados nos grupos privados do que zelar pelo bem publico. E depois não se queixem de haver no país crianças com 10 anos de idade já sem dentes definitivos para o resto da sua vida.
O senhor Presidente da República e a Procuradoria-Geral da República nada têm a investigar neste tipo de comportamento completamente lesivo por parte dos detentores de cargos ao mais alto nível do estado?
Gerofil

quarta-feira, 7 de Outubro de 2009

394) 10ª edição do Mês da Saúde Oral da Colgate e SPEMD

Com o objectivo de prevenir as doenças orais e intensificar a educação para uma correcta higiene oral junto da população portuguesa, a Colgate e a SPEMD (Sociedade Portuguesa de Estomatologia e Medicina Dentária) realizam, em Outubro, a 10ª edição do Mês da Saúde Oral.
Durante o mês de Outubro, centenas de médicos estomatologistas e médicos dentistas de todo o País (incluindo Açores e Madeira) vão abrir as portas dos seus consultórios para realizarem, voluntariamente, check-ups dentários gratuitos à população portuguesa (sem tratamento ou exame radiográfico).
Uma década depois, o “Mês da Saúde Oral da Colgate e SPEMD” já permitiu a realização de mais de 95 mil rastreios dentários gratuitos e institucionalizou-se entre a população portuguesa, que todos os anos adere a esta campanha, e os profissionais de saúde oral, que continuam a colaborar voluntariamente neste esforço comum em prol da boa higiene oral da população portuguesa.
Para qualquer esclarecimento, contacte por favor:
Emirec Comunicação - Cristina Brito Telf: 21 301 13 90, Telm. 918 840 101 - Email: cristina.brito@emirec.pt
Como participar? Para participarem no Mês da Saúde Oral da Colgate e SPEMD, os interessados podem obter informações sobre o consultório aderente mais próximo da sua residência, através da “linha azul” – 808 205 206, diariamente, a partir de 17 de Setembro entre as 12h00 e as 23h00. Marque o seu check-up dentário gratuito, directamente para o consultório por si escolhido.

segunda-feira, 5 de Outubro de 2009

393) 900 vilarrealenses já estão na lista de espera do dentista

Depois das cataratas e dos tratamentos oftalmológicos, que estiveram na base das mediatizadas viagens à ilha caribenha de Cuba, a Câmara de Vila Real de Santo António vai agora tratar da saúde oral dos munícipes. Para arrancar com o programa, seis clínicas privadas já assinaram um protocolo com a autarquia, que vai desembolsar uma verba inicial de 300 mil euros.
De forma a dar prioridade aos casos mais urgentes, o município contratou também um médico dentista que, ao longo dos últimos dois meses, tem feito rastreios semanais nas três freguesias do concelho. «No caso da oftalmologia, não houve parcerias com a rede de privados portugueses porque os preços e a qualidade não eram competitivos com Cuba. Agora, houve compreensão dos profissionais de medicina dentária do concelho, que se dispuseram a praticar um valor abaixo dos preços de mercado para que os tratamentos fossem feitos aqui no município», explicou o autarca Luís Gomes ao «barlavento».
Questionado sobre se a medida irá abrir uma nova «brecha» no relacionamento com o Ministério da Saúde, o social-democrata respondeu que o único problema que existe é entre o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e a população. «Não há médicos dentistas no centro de saúde de VRSA e no Hospital de Faro existe apenas um ou dois, para tratar toda a região», argumentou.
Por agora, o protocolo garante financiamento até ao final do ano, embora a sua renovação dependa da cor política que vier a ocupar a cadeira do executivo depois de 11 de Outubro. «O protocolo não tem prazo e é mantido enquanto houver vontade política e necessidades da população. É como o protocolo que temos com a república de Cuba, que é infindável a não ser que alguma das partes o denuncie», assinalou Gomes.
Segundo o edil vilarrealense, os 300 mil euros agora disponibilizados não serão suficientes para garantir os tratamentos das 900 pessoas já em lista de espera, o que obrigou a dar prioridade às crianças e idosos.
De acordo com o coordenador do programa «VRSA a Sorrir» Paulo Sousa, a atenção será redobrada nas faixas nas etárias mais jovens, onde há crianças com menos de 10 anos em que a extracção dos dentes definitivos é já a única solução possível. Sobre as causas desta situação, o médico dentista associa às questões culturais à fraca capacidade económica das famílias. «Nota-se que há, em Vila Real, grupos com uma grande incidência de problemas dentários devido à falta de recursos para pagar tratamentos de rotina nos privados», concluiu.
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É claramente vergonhoso ser portugues e ter conhecimento que o Ministério da Saúde, a Direcção-Geral de Saúde e a Administração Regional de Saúde do Algarve permitem a existência de crianças com menos de 10 anos de idade já sem dentes definitivos, em pleno Século XXI e na região turística por excelência de Portugal. A pergunta é simples: algum filho ou neto com menos de 10 anos de idade da Senhora Ministra da Saúde, da Ministra da Educação, do Senhor Director-Geral da Saúde, do presidente do Conselho de Administração da ARS do Algarve e do Presidente da Ordem dos Médicos Dentistas já perdeu os seus dentes definitivos?
Afinal, para onde vão os milhares de milhões de euros de fundos comunitários? Será melhor investir em aeroportos e TGV ou na saúde dos portugueses? Será mais "interessante" dar educação sexual nas escolas do que tratar da saúde oral de todas as crianças, sem excepção?
Este exemplo prova que é possível dar uma volta completa ao desolador panorama da saúde oral em Portugal quando os representantes do poder e dos médicos dentistas se sentam a uma mesa e dialoguem para chegarem a acordo. Os problemas da saúde oral já não existiriam em Portugal se fosse sempre esse o espírito a seguir por governantes e representantes dos médicos dentistas e estomatologistas.
Gerofil

segunda-feira, 28 de Setembro de 2009

392) Cerca de 45 mil alunos do ensino particular foram excluídos pelo Ministério da Saúde

Nas escolas públicas basta ter a idade certa para receber um cheque-dentista. Nas particulares, para além da idade, também é preciso ter baixos rendimentos para se ter direito a um.
Os alunos do ensino básico que estão a estudar em escolas particulares só podem beneficiar dos cheques-dentista emitidos pelo Ministério da Saúde (MS) se foram oriundos de agregados com baixos rendimentos e já auferirem, por isso, ajudas do Estado para frequentarem aqueles estabelecimentos, confirmou ao PÚBLICO a assessora de imprensa do ministério, Helena Marteleira. Esta condição - que exclui cerca de 45 mil alunos do privado, um terço dos que frequentam ali o básico - não se encontra prevista na portaria que, em Março passado, alargou a emissão dos cheques-dentista às crianças e jovens com menos de 16 anos, uma das principais novidades do novo Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral (PNPSO).
E também não é aplicada aos alunos que estudam em escolas públicas ou em instituições particulares de solidariedade social (IPSS), os quais podem beneficiar do cheque, no valor de 40 euros, independentemente dos rendimentos do seu agregado.
"Não faz sentido nenhum. Os ricos que têm filhos nas escolas públicas recebem os cheques, mas os da classe média que estão no privado não podem beneficiar", comenta Rodrigo de Melo, director executivo da Associação de Estabelecimentos do Ensino Particular e Cooperativo.
"Era preciso começar por algum lado e é obrigação do Estado começar pela escola pública", justifica Helena Marteleiro. A assessora do MS garantiu, contudo, que até 2013 a "globalidade" dos jovens com menos de 16 anos ficará abrangida pelo PNPSO, independentemente do tipo de escola que frequente. Mas esta é uma fronteira assumida em pleno pela Direcção-Geral de Saúde (DGS), que nas suas circulares descreve assim o objectivo geral do plano: "Aos 15 anos, os jovens que frequentam as escolas públicas e IPSS do continente devem ter todos os dentes permanentes devidamente tratados e/ou protegidos (...)".
Segundo a DGS, entre Abril e 31 de Agosto foram emitidos 199.102 cheques para tratamentos dentários de menores nascidos em 2002, 1999 e 1996. Até ao final do mês passado, tinham sido utilizados apenas 86.672. O prazo de validade terminava a 30 de Agosto, mas foi prolongado até ao final de Outubro, uma vez que muitos cheques só foram distribuídos no final do ano lectivo ou mesmo já em férias, explica Rui Calado, um dos responsáveis na DGS pelo plano.
Até Dezembro, serão emitidos cheques para os que nasceram em 2002, 1999 e 1996. Excluindo os que frequentam o ensino particular, são cerca de 250 mil menores, quase cinco vezes mais dos que foram abrangidos, em 2008, pelo anterior plano de saúde oral, frisa Calado, que não tem dúvidas sobre o impacto positivo desta dilatação.
Um estudo da DGS dá conta de que, com muito menos utentes abrangidos, a percentagem de crianças com cárie aos seis anos passou de 67 por cento em 2000 para 49 por cento em 2005.
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Este texto permite varias reflexões. Algumas perspectivas de analise:
a) Existem pais que se podem dar ao luxo de colocar os filhos no ensino privado; terão também esses pais consciência plena que podem suportar todos os gastos de prevenção de saúde dos seus educandos em hospitais ou clínicas privadas?
b) Poderá o estado (Ministério da Saúde e Ministério da Educação) ter o direito de seleccionar e discriminar os cidadãos que devem ter acesso a cuidados médicos preventivos, favorecendo uns e penalizando outros?
c) Que tipo de sociedade iremos ter no futuro em Portugal, a partir do momento em que crianças e jovens inocentes são directamente discriminados no acesso aos cuidados de saúde básicos de qualquer ser humano?
NOTA FINAL: Só por má fé aparece o último paragrafo da notícia; o mesmo estudo demonstra que nas crianças mais velhas ocorreu exactamente o oposto, em que se agravou consideravelmente o estado da sua saúde oral.
Manifeste a sua opinião.
Gerofil

sexta-feira, 25 de Setembro de 2009

391) Cultura oral em escolas do Norte

Programa de Incentivo para a Educação em Saúde Oral (PIESO) arranca no próximo ano lectivo em 21 estabelecimentos de ensino. Um projecto que integra cadernos educativos com actividades para o 1.º e 2.º ciclos e sugestões para o 12.º ano.
A saúde oral é essencialmente um problema comportamental e, por isso, há dicas importantes que devem ser assimiladas o mais cedo possível. A higiene oral até pode ser um tema que passa ao lado de determinados planos curriculares, mas é ponto de honra para quem trabalha na área.
A pensar na promoção de cuidados de saúde oral na comunidade escolar - sem nunca esquecer o trio fundamental da prevenção, formação e educação -, a União Portuguesa de Prevenção Oral (UPPO) prepara-se para colocar o assunto na ordem do dia. Ou seja, a saúde oral vai entrar no circuito de 21 escolas do Norte do país já no próximo ano lectivo. O processo está ainda numa fase de elaboração, mas a missão já tem um nome.
Programa de Incentivo para a Educação em Saúde Oral (PIESO) é o nome do projecto que vai colocar a saúde oral em destaque no 1.º e 2.º ciclos do Ensino Básico e no Secundário. Acções de educação e motivação para a saúde oral estão assim na lista da UPPO, num trabalho de parceria que envolve a Administração Regional de Saúde do Norte e a Direcção Regional de Educação do Norte. O PIESO engloba ainda acções de formação em centros de saúde a profissionais da área e a equipas de saúde escolar, de forma a promover a interacção entre os diversos intervenientes.
O presidente da UPPO, Mário Rodrigues, explica como o programa será aplicado no terreno a turmas do 2.º ano de escolaridade do 1.º ciclo, do 5.º ano do 2.º ciclo e a alunos do 12.º ano. As crianças mais novas do 1.º ciclo, de seis escolas do Porto, terão três sessões orientadas por técnicos da UPPO e no final poderá ser apresentada uma peça de teatro, para que os cuidados a ter com os dentes estejam presentes no dia a dia. As acções têm um importante suporte. "Os cadernos educativos correspondem a actividades em saúde oral", adianta o responsável. A avaliação será feita através de questionários e alguns testes epidemiológicos.
O 5.º ano do 2.º ciclo é contemplado com dez sessões, duas das quais a cargo de técnicos da UPPO. "As restantes oito serão dadas pelos professores". Os docentes são também um público-alvo do PIESO ou não fossem uma peça fundamental da comunidade escolar. Para este nível de ensino, há também cadernos de apoio educativo para orientar as actividades e estão previstas duas sessões, de duas horas, para educadores e pais.
No 12.º ano, o objectivo é lançar desafios na Área de Projecto. O PIESO entra em cena para que os alunos do Secundário possam agarrar algumas ideias em nome de uma saudável cultura de saúde oral. Aqui a intervenção da UPPO é mais de consultadoria. E ideias não faltam. Criar um dicionário de saúde oral ou um guia prático sobre o tema. Idealizar jogos educativos ou planear acções de sensibilização para os mais pequeninos. Ocupar uma coluna do jornal da escola com o assunto ou criar uma história infantil sobre a higiene oral. Estes são alguns dos trabalhos possíveis.
As actividades do 2.º ciclo e do Secundário envolverão 15 escolas dos distritos da área de influência da Administração Regional de Saúde do Norte. O PIESO da UPPO, que trabalha em prol da implementação de uma cultural de saúde oral de uma forma integrada, conta com várias parcerias institucionais, nomeadamente a Associação Nacional de Professores e a Confederação Nacional das Associações de Pais.
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Mais uma iniciativa em prol da educação para a saúde oral. Mas reparem que, em todo o projecto, não se refere que todos os alunos serão previamente observados e tratados por técnicos de saúde oral. Pergunto: qual o interesse em integrar estes programas de saúde oral nos currículos dos alunos se não é feito um diagnóstico previamente e permitido o tratamento dentário a todas as crianças e adolescentes antes da aplicação da iniciativa?
Obviamente primeiro há que tratar da saúde e depois sim fazer prevenção; o contrário é andar com a carroça à frente dos bois.
Gerofil

domingo, 20 de Setembro de 2009

390) UNIVERSIDADE DE MICHIGAN: Portal no Youtube de formação em Medicina Dentária e Saúde Oral

Formação em Medicina Dentária e Saúde Oral
Universidade de Michigan
(Portal de vídeos no Youtube)
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sexta-feira, 18 de Setembro de 2009

389) Rotulagem das pastas dentífricas

Circular Informativa N.º 169/CD Data: 10/10/2008
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As pastas dentífricas com flúor destinadas a crianças foram objecto, a nível Europeu, de recente reavaliação relativamente ao risco, tendo culminado com a transposição da respectiva Directiva (Directiva 2007/53/CE de 29 de Agosto de 2007) para o Decreto-Lei nº 189/2008, de 24 de Setembro. Efectivamente, o desenvolvimento do esmalte do dente em fase pré-eruptiva pode ser alterado por diversos factores, entre eles o excesso de flúor. O flúor absorvido em excesso pode causar fluorose, manifestando-se no aparecimento de manchas brancas e acastanhadas do esmalte que são irreversíveis.
Dado que, em crianças com menos de 6 anos e sem adequada supervisão parental, a deglutição de pasta dentífrica contribui para a quantidade de flúor ingerido, foi decidido acrescentar a seguinte advertência na rotulagem dos dentífricos, desde que não seja contra-indicada para crianças:
“Crianças com idade igual ou inferior a 6 anos: utilizar uma quantidade do tamanho de uma ervilha, com supervisão durante a escovagem para minimizar a deglutição. Se estiver a tomar flúor proveniente de outras fontes, consulte o seu médico dentista ou médico assistente”.
Os fabricantes, a pessoa por conta de quem o produto é fabricado ou o responsável pela colocação no mercado devem providenciar para que, a partir de 19 de Março de 2009, só possam estar disponíveis ao consumidor pastas dentífricas contendo 0,1 a 0,15% de flúor que incluam a advertência referida, excepto se já constar a indicação, por exemplo, “Unicamente para adultos”. O INFARMED, I.P alerta os profissionais de saúde e os consumidores para a necessidade de verificação da informação constante das pastas dentífricas com flúor.
Direcção de Produtos de Saúde (Fax: 21 798 7281; pchc@infarmed.pt)
O Conselho Directivo Luisa Carvalho
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Amanhã vou comprar uma pasta dentífrica numa farmácia e verificar se a lei está efectivamente a ser cumprida. Logo ficarei a saber se a farmácia está a comercializar a pasta dentífrica dentro ou fora da lei.
Poderá estar em causa um atentado à saúde pública no caso de a lei não estar a ser rigorosamente cumprida e fiscalizada pelas autoridades competentes.
Gerofil

quarta-feira, 16 de Setembro de 2009

388) BRASIL: Programas de saúde oral nas escolas

Brasil (Distrito Federal) - O governador José Roberto Arruda lança nesta sexta-feira (28), às 10h, no Recanto das Emas, o Dentista na Escola, que oferecerá atendimento odontológico diário aos alunos da rede pública. A partir de hoje, o projeto funcionará em dez escolas, mas o objetivo levá-lo aos 334 mil alunos do Ensino Fundamental.
Já a partir da semana que vem, começa a chegar às escolas de Ensino Fundamental material didático para o desenvolvimento da educação em saúde bucal. Este material será distribuído aos professores e aos 334 mil alunos do Fundamental.
Na semana passada foi realizado um treinamento com os chefes do Núcleo de Monitoramento Pedagógico e Supervisores Pedagógicos de todas as Regionais de Ensino, para apresentação do material e orientação de como inseri-lo no dia-a-dia do aluno. No entanto, cada professor, segundo sua experiência individual, poderá utilizar o material como um norte para a introdução gradativa do tema.
Os professores do Ensino Fundamental trabalharão o tema saúde bucal de forma transversal (de 1ª à 4ª série no ensino fundamental de 8 anos ou do 1° ao 5° ano no ensino fundamental de 9 anos) e interdisciplinar (de 5ª à 8ª série no ensino fundamental de 8 anos ou do 6° ao 9° ano no ensino fundamental de 9 anos).
De imediato, dez consultórios fixos - A partir desta sexta, além do CEF 104 do Recanto, as seguintes escolas terão consultórios fixos do Dentista na Escola: CAIC de Planaltina, CEF 206 do Recanto das Emas, CEF Telebrasília do Riacho Fundo I, EC 02 do Riacho Fundo II, EC Vila Boa de São Sebastião e quatro escolas do Paranoá – EC 01, CEF 01, CEF 03 e CAIC Sta. Paulina.
As escolas com mais de 1.000 alunos terão consultórios fixos. Nas menores, incluindo as da área rural, os alunos serão atendidos por unidades móveis contratadas pela Secretaria de Saúde – carretas com três a quatro cadeiras odontológicas e um aparelho de raios X cada uma.
Os serviços oferecidos compreenderão restaurações em dentes permanentes e de leite; selante de fóssulas e fissuras; remoção e/ou alívio da dor; remoção de focos de infecção; periodontia (raspagem sub e supra-gengival); cirurgias menores; e aplicação de flúor.
Prevenção e cura - O projeto, uma parceria entre as secretarias de Educação e de Saúde, terá duas frentes de atuação: uma curativa e outra educativa e preventiva.
A parte curativa será realizada nos consultórios, fixos ou móveis, onde o atendimento será realizado por cirurgiões-dentistas e técnicos em saúde bucal concursados do quadro das secretarias de Saúde e de Educação. A parte educativa e preventiva será realizada por estes mesmos profissionais por meio de palestras, oficinas, orientação de higiene oral e escovação supervisonada.
Os profissionais que atuarão nos consultórios fixos nas escolas deverão reservar, durante os cinco dias da semana, um período pela manhã e outro pela tarde, para se dedicar à orientação de higiene oral e realização de escovação supervisonada dos alunos.
Serão realizadas também ações de educação e prevenção em saúde bucal, onde será feita a orientação de higiene oral e entregue um kit de higiene bucal, ao menos três vezes ao ano a todos os alunos do Ensino Fundamental. Esse kit de higiene bucal é composto por escova de dente, fio dental, creme dental grande, com flúor; creme dental com flúor e revelador da placa bacteriana – indicado para a escovação noturna, item que possibilita ao próprio aluno identificar se a escovação é bem feita e corrigi-la se necessário.
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No Brasil, os programas de saúde oral destinados aos jovens vão aonde é preciso: à escola e tentam abranger todas as crianças e jovens sem excepção. Este exemplo demonstra claramente o interesse por medidas eficazes e concretas, onde o estado é capaz de constituir-se como o principal e fundamental elemento de protecção da saúde oral das crianças e jovens.
Este é o melhor exemplo como a protecção dos direitos das crianças e jovens no acesso a cuidados de saúde oral é exercido pelo próprio estado; também em Portugal compete ao estado assumir idênticas responsabilidades, permitindo que a saúde oral faça parte integrante dos currículos escolares dos ensinos básicos e secundários, e que a prevenção e o tratamento dentário seja oferecido em meio escolar a todas as crianças e jovens em idade escolar, sem quaisquer limitações ou restrições.
A importância da promoção da saúde oral na escola nunca, em caso algum, deverá ser colocado a um nível inferior à promoção da educação sexual; a todas as crianças e jovens deverá ser assegurado o direito ao recebimento de todos os tratamentos necessários dentários necessários à sua idade; estes deverão ser incluídos dos projectos educativos das escolas e os Ministérios da Educação e da Saúde deverão disponibilizar às escolas todos os recursos para a sua implementação.
É tempo de abandonar definitivamente programas de saúde oral de duvidosa execução, sempre em constantes alterações consoante os ministros que se vão substituindo-se uns aos outros nos governos, e apostar definitivamente numa saúde oral escolar universal de carácter curativa e preventiva feita nas escolas, em parceria com a comunidade e com técnicos especialistas contratados pelo Estado.
Gerofil

sábado, 12 de Setembro de 2009

387) 210 mil cheques-dentista utilizados desde Maio de 2008

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Em pouco mais de um ano foram emitidos perto de 360 mil cheques dentista tendo sido utilizados cerca de 210 mil. As grávidas foram as que mais beneficiaram da ajuda, seguindo-se os idosos. Os jovens em idade escolar, o último grupo a aderir ao Programa Nacional de Saúde Oral, são os que menos recorreram aos cheques dentista.
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O facto de aqueles que mais precisarem de acesso generalizado aos cuidados de saúde oral serem os que menos acessos têm tido demonstra claramente a perversão do programa.
Para quem está por dentro do programa e conhece claramente o seu funcionamento entende facilmente as suas perversidades e que o mesmo serve apenas para colmatar parcialmente as manifestas debilidades do Serviço Nacional de Saúde.
Esperemos por um novo governo, uma nova equipa à frente do Ministério da Saúde e uma nova política de saúde oral, voltada para os reais interesses das pessoas necessitadas e não para colmatar lacunas e satisfazer interesses terceiros.
A Medicina Oral não pode ser um privilégio para quem quer que seja e tem de estar disponível no Serviço Nacional de Saúde, em todos os Centros de Saúde do país, em forma agrupada ou não, em perfeita situação de igualdade com a oferta do sector privado, de modo a permitir que sejam as pessoas a escolherem a quem recorrer; é exactamente para isso que todos nós pagamos impostos.
Gerofil

386) Excerto do debate LOUÇA X PAULO PORTAS (11.09.2009)

video

quinta-feira, 10 de Setembro de 2009

385) RABO DE PEIXE: PS quer criar mais consultas dentárias

O candidato do PS/Açores à Câmara Municipal da Ribeira Grande, Ricardo Silva, defendeu a abertura de um consultório de medicina dentária na Vila de Rabo de Peixe. Ricardo Silva falava depois de uma visita à unidade de saúde de Rabo de Peixe, acompanhado da directora clínica do Centro de Saúde da Ribeira Grande, Rosa Lourenço.
Sendo Rabo de Peixe uma vila muito populosa, com uma elevada taxa de população jovem que procura diariamente o Centro de Saúde da Ribeira Grande para tratamento dentário, o candidato socialista - citado em nota partidária -, sustenta ser uma “necessidade” e uma “prioridade” a cumprir se for eleito. “Sendo reeleito irei apoiar a instalação na unidade de saúde de Rabo de Peixe de um consultório dentário público, com todo o equipamento necessário para a prestação de cuidados na saúde oral”, garantiu o candidato à eleições de 11 de Outubro.
Açoriano Oriental

domingo, 6 de Setembro de 2009

384) Programa Eleitoral do PS no âmbito da saúde oral

Defender e desenvolver o Serviço Nacional de Saúde (Compromissos principais):
1.-Assegurar, até ao final da legislatura, a cobertura nacional das Unidades de Saúde
Familiar;
2.-Estender o Programa de Saúde Oral a todas as crianças entre os 4 e os 16 anos;
3.-Duplicar o número de lugares na Rede de Cuidados Continuados.
Bases Programáticas do Partido Socialista
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O programa eleitoral do Partido Socialista faz referência, numa linha, ao alargamento do Programa de Saúde Oral a todas as crianças dos 4 aos 16 anos. Só não se entende que, após quatro anos e meio no governo, o Partido Socialista ainda irá demorar mais quatro anos a alargar o Programa de Saúde Oral apenas a uma faixa da população infanto-juvenil, assumindo desde já o compromisso de deixar largas centenas de milhares de crianças e jovens automaticamente fora do programa nos próximos quatro anos (menores de 4 anos e maiores de 16 anos de idade).
É preciso lembrar que o governo do Partido Socialista extinguiu este ano o Programa Nacional de Saúde Oral, do qual tive o cuidado de fazer uma análise detalhada e apontar medidas para o seu aperfeiçoamento; no entanto, o governo tomou a iniciativa de o extinguir.
E nada se fala na integração da saúde oral no Serviço Nacional de Saúde. Digamos que, no caso do Partido Socialista vier a ganhar as eleições legislativas do próximo dia 27 de Setembro e voltar a formar governo, perspectiva-se a continuação das políticas de desresponsabilização do estado pela saúde oral dos portugueses, que continuará a ser essencialmente privatizada e em benefício apenas das classes sociais de elevados rendimentos, desprezando o seu acesso à esmagadora maioria da população portuguesa que paga impostos para formar médicos dentistas que depois não estão disponíveis nos hospitais e centros de saúde para atender as pessoas que precisam de ser tratadas.
Sabendo-se do provérbio de que quem cala consente, seria bom que as classes profissionais ligadas à saúde oral em Portugal também efectuassem uma análise aos programas eleitorais de cada um dos partidos e emitissem uma opinião sobre os mesmos, antes das eleições, para que os portugueses ficassem realmente esclarecidos sobre o rumo que os políticos querem dar à saúde oral em Portugal.
Gerofil

quinta-feira, 3 de Setembro de 2009

383) Programa Eleitoral do PSD no âmbito da saúde oral

Desenvolveremos políticas específicas de saúde infantil, nomeadamente com um rastreio universal de condições dentárias, visuais e auditivas e com o alargamento da saúde dentária infantil paga pelo Estado.
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Entre as 40 páginas do Programa Eleitoral aparecem 3 linhas com referência aos compromissos que o PSD assume para a próxima legislatura, no caso de ser governo. Medidas pertinentes que parecem ser muito vagas e que ficam aquém do muito que ainda se tem de trabalhar pela saúde oral em Portugal, nomeadamente com a sua plena integração no Serviço Nacional de Saúde.
Pelo menos temos já um compromisso assumido por um partido; como estarão os outros partidos? Também apresentam alguma proposta no âmbito da saúde oral? A caixa de correio electrónico (tempogero@gmail.com) está disponível para a sua recepção.
Gerofil



sábado, 29 de Agosto de 2009

382) Porque terei eu de tudo suportar ?

"Para que todos saibam deixo aqui a lista de todas as entidades a quem expos o meu caso, e da qual continuo a aguardar a justa e devida justiça por tudo o que aconteceu comigo; em caso de necessidade comprovo toda a correspondência com cada um dos organismos.
  • Procuradoria-geral da República;
  • Provedor de Justiça;
  • Ex-Ministro da Saúde e actual Eurodeputado Correia de Campos;
  • Actual presidente da Administração Regional de Saúde do Alentejo;
  • Director-Geral da Saúde;
  • Inspecção Geral das Actividades em Saúde;
  • Supremo Tribunal de Justiça.
Continuo a aguardar que se faça a devida reposição de danos físicos e morais de que fui vítima, uma vez que até este momento ainda não obtive quaisquer reparações pelos factos ocorridos. Em última instância reservo-me o direito de recorrer de todos estes organismos para o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem.
Enquanto frequentei o ensino secundário procurei apoio junto ao centro de saúde de Vila Viçosa, onde fui acompanhado por uma doutora “Guida”; desse infeliz tempo tenho a recordação de apenas ter feito um electroencefalograma pelas queixas de zumbido que já padecia na altura; nunca, mas mesmo nunca, foi-me possibilitado qualquer tipo de apoio ou acompanhamento a nível de estomatologia. Mesmo para o serviço militar, fui inspeccionado como carne para canhão, sem que alguém tenha-me realizado qualquer tipo de exame dentário.
Serviram-se assim sempre da minha ingenuidade para, indirectamente, desprezarem-me pois tinham perfeita consciência do que poderia acontecer-me no futuro quando atingisse a idade adulta. Será que nunca terão pensado que, quando fosse adulto, eu também queria ser um homem feliz e realizado como as restantes pessoas ou, pelo contrário, ao demonstrarem desprezo por mim serviu para servirem o seu próprio ego?
Resumindo, ninguém se importou pelo meu futuro; ninguém pensou duas vezes que eu também um dia iria chegar à idade adulta e quereria realizar-me pessoalmente e constituir família. Assumindo a posição que tomaram, o que fizeram (médicos e serviços de saúde a que recorri) foi tornar a minha vida adulta num inferno, votado ao abandono e à solidão. Por isso, hoje sinto um tremendo ódio e remorsos pelas pessoas que na devida altura deviam e teriam a obrigação de ter tornado a minha vida completamente diferente para melhor. Não suporto agora ter de pagar impostos para sustentar esses indivíduos que lixaram-me a minha qualidade de vida para sempre, pois sendo eu criança e adolescente, não estava à altura de ter a mesma consciência que eles tinham relativamente ao que me iria suceder.!"

sexta-feira, 28 de Agosto de 2009

381) Odontologia à noite e em oito anos

Entre os projetos de reestruturação e expansão da UFRGS para 2010, a que promete ter maior impacto é a criação do curso noturno de Odontologia, já aprovado pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Expansão (Cepe). Com aulas exclusivamente à noite, a tradicional formação foi redesenhada e vai exigir oito anos de estudo (16 semestres) para que os alunos consigam cumprir 18 a 22 horas semanais.
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Este exemplo concreto, oriundo do Brasil (Rio Grande do Sul) mostra-nos como é possível rentabilizar os recursos disponíveis para a formação de técnicos de medicina oral, existindo meios e havendo necessidade de haver um maior número de especialistas de saúde oral para atender a população.
Também por cá, em Portugal, se deverá apostar na diversificação da oferta formativa, ao nível das várias valências da saúde oral, aproveitando os recursos disponíveis e possibilitando uma via alternativa de formação para os adultos já activos e que não tiveram a possibilidade de se formarem enquanto jovens.
Fica aqui o repto às várias faculdades de medicina oral espalhadas pelo país para que criem também cursos pós-laborais idênticos aos cursos de regime diurno, com as devidas adaptações dos planos curriculares. Seria dada resposta à larga procura de formação e, por outro lado, constituiria mais uma formula de possibilitar o aumento substancial de recursos humanos da área da saúde oral, ainda tão escassos face às tremendas necessidades básicas actuais da população do nosso país, em termos de saúde oral.
Gerofil

quarta-feira, 26 de Agosto de 2009

380) DENTISTAS: Bastonário quer regulação e controlo de sociedades comerciais de saúde oral

O actual bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas e candidato às próximas eleições defendeu hoje a regulação e o controlo das sociedades comerciais que prestam cuidados de saúde oral, algumas delas detidas por pessoas externas à profissão. Orlando Monteiro da Silva alerta para o perigo destas sociedades, que efectuam publicidade enganosa, regendo-se "quase em exclusivo por uma lógica do negócio sem ter em conta a ética e deontologia da profissão". Segundo o bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas (OMD), tornou-se "incomportável que os profissionais sejam regulados e as sociedades anónimas e de franshising não respeitem as obrigações a que os médicos dentistas estão sujeitos".
Na sua candidatura a bastonário – as eleições decorrem a 12 de Dezembro –, Orlando Monteiro da Silva propõe a negociação com o Governo e com a Assembleia da República, no âmbito do processo de revisão do estatuto da Ordem, de um regime especial de constituição das sociedade comerciais de prestação de cuidados no âmbito da saúde oral. Este regime especial, explicou, implicaria a obrigatoriedade do registo destas sociedades na OMD, assim como a obrigatoriedade de o capital social ser detido, em parte, por médicos dentistas. "É nossa intenção propor uma percentagem de quota que assegure que o controlo das sociedades pertencerá, de facto, a médicos dentistas", antecipou.
O regime especial proposto já existe em Portugal para várias outras profissões, nomeadamente advogados, revisores oficiais de contas e solicitadores. Segundo Orlando Monteiro da Silva, a sua candidatura não está contra a criação de sociedades ligadas à saúde oral, mas contra as situações em "que os critérios de rentabilidade e lucro se construam à custa de salários terceiro-mundistas e da baixa qualidade dos serviços prestados". Nos últimos dois a três anos, explicou, assistiu-se a uma profunda modificação da forma como a profissão de médico dentista se organiza.
Segundo Orlando Monteiro da Silva, tem-se verificado "o alastramento de estruturas orientadas exclusivamente para uma lógica de lucro imediato, com uma visão da prestação de cuidados de saúde como um negócio indistinto e com estratégias comerciais agressivas". Estas estruturas, adiantou, usam mensagens de publicidade enganosa, publicitam especialidades que não existem, colocam em causa os princípios éticos fundamentais para a profissão e prejudicam a saúde pública e o consumidor. Este tipo de empresas, frisou Orlando Monteiro da Silva, socorrem-se normalmente de lacunas no ordenamento jurídico português, da actuação deficiente das autoridades de regulação, da morosidade da justiça, da dificuldade de identificar directores clínicos e inclusive de algumas destas estruturas serem entidades franchisadas.
Além de considerar que esta actividade lesa os consumidores, levando-os a fazer tratamentos de que não necessitam, também diz que prejudica os jovens médicos dentistas, "que são obrigados a aceitar honorários e condições de trabalho ultrajantes e humilhantes, hipotecando a independência da profissão".

quinta-feira, 13 de Agosto de 2009

379) Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral - Relatório Contratualização 2008

CONCLUSÕES: No ano 2008 a contratualização permitiu abranger, para tratamento dentários 65 371 crianças e jovens, dos 3 aos 16 anos. A nível nacional, estiveram envolvidos 92% dos Centros de Saúde. As regiões de saúde do Algarve e do Alentejo desenvolveram a contratualização médico-dentária, incluída no Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral, em 100% dos Centros de Saúde existentes naquelas regiões.
Relativamente aos profissionais de saúde contratualizados, estomatologistas e médicos dentistas, aderiram 1532, mais 28% do que em 2007. A taxa de execução em 2007 foi de 81% e em 2008 82%. Contudo o número de crianças e jovens aumentou 19%. De 65 000 crianças e jovens previstos para tratamento dentário, passou-se para 80 000, mais 15 000 do que no ano anterior.
Das 65 371 crianças e jovens que, efectivamente, entraram em programa, 61 612 terminaram os tratamentos dentários efectuados no âmbito da contratualização (94%). As regiões de saúde do Norte e do Centro situaram-se acima da média nacional tendo ambas, atingido 98%. A região de saúde do Algarve atingiu 87%, Lisboa e Vale do Tejo, 88% e o Alentejo 87%.
O número médio de consultas realizadas por criança ou jovem foi 2,2. Destaca-se a região de saúde do Norte onde a média atingida chegou aos 2,6. Apesar das dificuldades relativas ao tratamento das crianças do grupo etário 3-5 anos, a percentagem de crianças incluídas neste processo foi, a nível nacional, de 9% destacando-se a região do Algarve com maior percentagem de encaminhamentos e consequentes tratamentos de crianças deste grupo (12%).
Através da intervenção médico-dentária obtiveram-se ganhos em saúde importantes, nomeadamente no que diz respeito ao tratamento de dentes que apresentavam lesões de cárie dentária. Foram tratados 71% dos dentes temporários e 96% dos dentes permanentes que apresentavam lesões de cárie dentária.
A contratualização com os profissionais de saúde foi efectuada mediante a celebração de contrato entre as duas partes, prestador privado e Administração Regional de Saúde. Para a concretização deste processo e obtenção dos resultados apresentados, é de realçar o empenho dos profissionais dos Centros de Saúde, das Administrações Regionais de Saúde, dos estomatologistas e médicos dentistas contratualizados os quais, de um modo geral, demonstraram inexcedível profissionalismo, tendo todos contribuído para a promoção da saúde das crianças e jovens.
Fonte: Direcção-Geral de Saúde
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A conclusão do relatório refere que foram tratadas 65 371 crianças e jovens dos 3 aos 16 anos; segundo os dados do I.N.E existem mais de 1 000 000 de crianças e jovens entre aquelas idades em Portugal. Fazendo as contas, mesmo que cada criança ou jovem só tenha direito a participar um único ano, ao longo de toda a sua infância e adolescência, no referido programa, constata-se que o referido programa nunca e jamais conseguirá abranger todas as crianças e jovens do país.
E pergunto, uma criança ou um jovem só pode ter acompanhamento da sua saúde oral num só e único ano ao longo de toda a sua infância e adolescência? O caro leitor tirará concerteza as suas ilações.
Só a teimosia em negar o direito à saúde oral praticado sobre pessoa imatura pode levar a este tipo de políticas de saúde, espezinhando direitos e comprometendo a qualidade de vida daqueles que são mais necessitados.
Gerofil

quarta-feira, 5 de Agosto de 2009

378) Avaria de cadeira deixa utentes sem dentista há mais de três meses em Centro de Saúde

Os utentes do Centro de Saúde da Ajuda, em Lisboa, muitos dos quais idosos e de baixos rendimentos, estão sem dentista há mais de três meses porque a cadeira da especialidade de estomatologia está avariada. A cadeira já há muito que andava a dar sinais de decadência junto dos utentes e dos médicos. Uma utente do Centro da Ajuda, recorda-se de, na sua última consulta, ter quase precisado de um escadote para se conseguir sentar, uma vez que o sistema de elevação não estava, nem a subir, nem a baixar. "Foi preciso muita ginástica!", confessou, entre risos.
As avarias da cadeira tornam-se insustentáveis e a suspensão das consultas de dentistas acabou por acontecer, arrastando-se no tempo. O impasse levou mesmo um grupo de moradores a organizar um abaixo-assinado para contestar a demora e a falta de respostas da direcção do Centro de Saúde da Ajuda.
"É inaceitável esta situação. Muitas pessoas estão a ser prejudicadas, sobretudo idosos", critica um dos promotores da petição, responsabilizando o Ministério da Saúde por não disponibilizar verbas para a substituição da cadeira-dentista, temendo que a falta da cadeira seja um pretexto para acabar com a especialidade; lembra que os idosos e as pessoas carenciadas não têm meios para recorrerem ao privado. "O centro já teve dois dentistas, depois ficou só com um. Este é um receio que tenho, de que a especialidade deixe de existir. Mas, estaremos disponíveis para lutar", avisa um dos subscritores do abaixo-assinado.
A petição, com mais de duas centenas de assinaturas, foi esta semana enviada para a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, Ministério da Saúde e para o Centro da Ajuda, explicou, por sua vez, o presidente da Junta de Freguesia da Ajuda, Joaquim Granadeiro. O autarca revelou ao JN que esteve, há poucos, dias, reunido com um responsável do Centro de Saúde que garantiu que o problema será resolvido brevemente. "Depois de ter enviado o abaixo-assinado, fui contactado pelo director, que me disse que a cadeira seria arranjada e que as consultas seriam retomadas", adiantou Joaquim Granadeiro.
O presidente referiu ainda que a ausência prolongada de consultas tem sido objecto de muitas queixas por parte de munícipes na Junta de Freguesia.
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Na minha modesta opinião já se deveria ter empacotado e enviado a cadeira para o Gabinete do Senhor Director Geral da Saúde ou ao Gabinete da Senhora Ministra da Saúde; estou em querer que ambos ainda desconhecem o assunto e que ainda hão-de solicitar um inquérito de averiguações ao sucedido, não se vá dar o caso de algum deles vir a cair da dita cadeira.
Gerofil

377) Entrevista no "Jornal 2" do bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas

CopyRight @ Medicosdentistas

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Uma excelente intervenção do presidente da Ordem dos Médicos Dentistas no Jornal 2 da RTP (emissão do dia 4 de Agosto de 2009). Hoje torna-se claro que o actual pântano da saúde oral em Portugal tem responsáveis: conjunto de políticos sem escrúpulos e altos dirigentes instalados no aparelho estatal, com uma falta de visão de planeamento e de estratégia, alheados dos problemas sociais da população e que têm agravado, de forma continuada, os problemas da saúde oral no país.

Esta situação tem de mudar radicalmente com o próximo governo, que deverá formar e colocar os recursos humanos da área da saúde oral ao serviço de toda a população, sem quaisquer tipos de discriminação. Urge colocar um ponto final na violação dos mais elementares direitos humanos praticados em Portugal que é a discriminação actual no acesso a cuidados de saúde.

Não se pode continuar a permitir que a maioria da população activa portuguesa continue a pagar impostos para cuidar apenas da saúde oral das classes sociais da burguesia e do aparelho estatal.

Gerofil

terça-feira, 4 de Agosto de 2009

376) Saúde Oral a bater no fundo em Portugal

Dentistas portugueses em Inglaterra:
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Bastonário dos dentistas quer mais investimento:
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Jovens fazem rastreio dentário:

CopyRight @ RTP
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Estas reportagens mostram o lastimável ponto da situação a que se chegou no nosso país com as políticas que os vários governos executaram desde o 25 de Abril de 1974 até aos nossos dias: investimentos na abertura de faculdades e formação de médicos dentistas sem qualquer planeamento, excesso de oferta de médicos dentistas no mercado interno nacional, exportação dos nossos melhores dentistas para o estrangeiro a troco de nada (depois de terem custado dezenas ou centenas de milhões de euros dos nossos impostos) e nunca como hoje a população está tão abandonada à sua sorte em termos de saúde oral.
Torna-se urgente e necessário uma profunda e drástica mudança do panorama da saúde oral no nosso país, a todos os níveis, e não deixar impunes os políticos totalmente irresponsáveis que são os verdadeiros responsáveis por esta degradação dos cuidados de saúde em Portugal e que deveriam responder na justiça por tão gravíssimos erros praticados enquanto governantes.
O país não pode continuar a tolerar a aberração dos sucessivos ministros que têm orientado as políticas de saúde oral no nosso país; trata-se de crimes públicos em que a justiça deverá agir rapidamente.
Gerofil

domingo, 2 de Agosto de 2009

375) Clínica dentária acusada de fraude de 200 mil à ADSE

Durante cinco anos, uma clínica do Porto inventou consultas e emitiu recibos falsos que foram comparticipados pela ADSE. A fraude rondou os 200 mil euros. O MP acusou 63 funcionários dos ex-SMAS e os donos da clínica.
No topo da fraude que, segundo a acusação do Ministério Público (MP), ontem avançada pelo "Público", atinge quase 200 mil euros, estão os donos da Clínica Dentária Santo Ildefonso, no Porto - Felisberto Horácio, odontologista e a esposa, Julieta Monteiro, que geria a empresa. Ambos estão acusados de burla qualificada e falsificação de documentos. No rol de acusados estão também 63 funcionários do ex-Serviços Municipalizados de Águas e Saneamento (SMAS) do Porto, também pelos mesmos crimes e alegadamente cúmplices da estratégia delineada pelos donos da clínica.
Segundo o MP, o esquema consistia na emissão de falsos recibos a favor da referida clínica. Através do endosso das facturas aos ex-SMAS do Porto, actualmente Empresa de Águas do Município do Porto, EM, a ADSE pagou quase 200 mil euros em comparticipações, relativas a apoios e protecção social dos funcionários e agentes da Administração Pública. A acusação considera que existem provas de que, em alguns casos, os funcionários do SMAS do Porto nunca foram sequer clientes da unidade de saúde e que, curiosamente, os recibos de tratamentos apareciam em nome de seus familiares ou colegas.
Em outras situações, porém, os investigadores chegaram à conclusão que o valor dos recibos tinha sido aumentado de forma fraudulenta com o único propósito de sacar reembolsos, muitas vezes de actos clínicos nunca praticados. Por vezes, estes valores funcionavam como uma espécie de conta-corrente, para pagamento de tratamentos aos dentes que, de facto, eram efectuados.
Toda a gente ganhava dinheiro: os gerentes da clínica recebiam verbas de cuidados de saúde nunca prestados e os funcionários do ex-SMAS do Porto (ou familiares) nada pagavam sempre que tinham necessidade de qualquer tratamento médico. As facilidades eram tantas que o tema passou de boca em boca e tornou-se conhecido na empresa. Por outro lado, os gerentes da Clínica Dentária de Santo Ildefonso, procuraram estabelecer relações de amizade e confiança com os potenciais clientes, facilitando, inclusive, os pagamentos de serviços não previstos a amigos e familiares.
O propósito foi duplo: por um lado, fazer aumentar os lucros e, por outro, fazer crescer, consideravelmente o número de clientes, já que, no período em causa (2001-2005) muitos deles foram à clínica por serem funcionários do ex-SMAS e saberem, antecipadamente que, nada pagavam pelos cuidados médicos efectuados. Feito o cruzamento de dados e verificado o excessivo número de recibos, alguns deles rasurados por uma funcionária do ex-SMAS do Porto (que, num mês, chegou a receber mais de comparticipações da ADSE do que o ordenado pago pelos ex-SMAS) os investigadores concluíram que os arguidos mantiveram um plano entre si destinado ao enriquecimento ilícito para a sociedade que eram sócios, decorrente dos valores entregues em dinheiro pela ADSE.
Deduzida a acusação do MP, os 65 arguidos aguardam, agora, o início do julgamento.

segunda-feira, 27 de Julho de 2009

374) Resumo do Programa SERVIÇO DE SAÚDE sobre saúde oral

Saúde_Oral

domingo, 26 de Julho de 2009

373) 10 Conselhos para manteres o teu sorriso sempre bonito

10 Conselhos para manteres o teu sorriso sempre bonito:
1. Escova os dentes pelo menos duas/três vezes por dia, preferencialmente após as refeições e antes de te deitares;
2. Utiliza uma escova do tamanho adequado, macia e com uma cabeça pequena, para evitar lesões sobre os dentes e gengivas;
3. Procura utilizar sempre um dentífrico com 1.000 a 1.500 ppm de flúor (pergunta ao teu dentista qual o dentífrico mais adequado para os teus dentes);
4. Evita escovar os dentes só na horizontal. Coloca a escova ligeiramente inclinada, na passagem pelos dentes, para que estes não se desgastem com o tempo;
5. Utiliza diariamente fio dentário, antes da escovagem, para retirar restos alimentares e bactérias dos espaços que existem entre os dentes e entre estes e as gengivas;
6. Segue as recomendações do teu dentista na utilização de elixir para o bochecho;
7. Procura manter os dentes bem limpos, sobretudo junto à linha gengival, evitando a placa bacteriana e tártaro;
8. Efectua uma revisão dentária regular, preferencialmente de 6 em 6 meses, e um check-up oral pelo menos uma vez durante o ano;
9. Mantém uma dieta equilibrada e procura substituir os doces por alimentos mais nutritivos como o queijo, frutos ou vegetais frescos;
10. Se tens sensibilidade dentária visita o seu dentista porque pode ser um indicador de uma cárie dentária, um dente fracturado.

quarta-feira, 22 de Julho de 2009

372) Fórum Novas Fronteiras 2009-2013 foi palco de promessas eleitorais no âmbito da saúde oral

A saúde, o tema em debate no Fórum Novas Fronteiras desta quarta-feira, mereceu, no final das intervenções dos especialistas, a participação do primeiro-ministro, José Sócrates, que elogiou o Serviço Nacional de Saúde (SNS).
Com grande ênfase, Sócrates falou numa das grandes metas a atingir no seu próximo mandato. Trata-se do programa cheque-dentista. O líder socialista afirmou que pretende generalizar a abrangência deste programa. Actualmente apenas atinge as crianças com sete, dez e treze anos, num total de 200 mil.
«O nosso compromisso é garantir até ao final da legislatura o acesso a cuidados de saúde oral de todas as crianças e todos os jovens dos quatro aos 16 anos», esclareceu o líder do PS.
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José Sócrates promete garantir o famigerado programa de saúde oral baseado no cheque-dentista a todas as crianças e jovens entre os 4 e os 16 anos de idade em 2013, ou seja, apenas para quem nasceu entre 1997 e 2009. Ficam assim automaticamente garantido, pelo actual chefe de governo, o afastamento do referido programa de largas centenas de milhares de crianças e adolescentes nascidos antes de 1997, independentemente de qualquer critério clínico ou de origem social.
Tendo já em conta a precariedade do referido programa de cheque-dentista, torna-se evidente que não será com a continuação da actual política de saúde preconizada pelo Partido Socialista que a maior parte das crianças e jovens portugueses terão acesso a cuidados de saúde oral. Assim, a maioria da futura geração de homens e mulheres do nosso país continuará fora de quaisquer possibilidade de acesso a cuidados de saúde oral no nosso país.
Agora que José Sócrates colocou preto no branco sobre o que vai continuar a ser a política de saúde oral caso continue a ser Primeiro-ministro, fica a pergunta: valerá a pena votar no Partido Socialista nas próximas eleições legislativas? Talvez você não tenha interesse no tema mas será que vamos sacrificar quase mais uma geração inteira, gastando dezenas de milhares de milhões de euros em investimentos de muito duvidoso interesse para a melhoria de vida da população, ao mesmo tempo que se vai negar o acesso da maior parte das crianças e jovens a cuidados de saúde oral?
Pense bem antes de votar.
Gerofil

terça-feira, 21 de Julho de 2009

371) Em Portugal, os criminosos têm melhor assistência de saúde oral que as pessoas sem cadastros

"É de notar que, embora tal não suceda noutros campos, o sistema prisional, hoje, fornece um apoio mais relevante aos reclusos que o SNS à população livre, designadamente no que toca a cuidados dentários."

terça-feira, 14 de Julho de 2009

370) Ministro promete dentista gratuito para crianças

Em devido tempo solicitei aos partidos políticos representados na Assembleia da República que fizessem chegar ao SAÚDE ORAL as propostas relativas à saúde oral contempladas nos seus programas para a próxima legislatura. Até ao momento apenas o CDS-PP teve o obséquio de corresponder ao pedido, que pode ser lido teclando aqui.
Sendo assim, e tendo todos conhecimento da politica absurda de descriminação que continua a ser protagonizado pelo actual Ministério da Saúde, afecto ao governo do PS, no campo da saúde oral, dividindo entre portugueses de primeira (muito poucos e sobretudo quem tem dinheiro) e portugueses de segunda (a esmagadora maioria da população e quem mais contribui com impostos), vale a pena lembrar outras políticas por outras forças partidárias quando estiveram no poder.
Abaixo fica a promessa do então Ministro da Saúde Luís Filipe Pereira, afecto ao governo do PSD/CDS em 2004, prometendo consultas gratuitas para todas as crianças e adolescentes até aos 18 anos, para além da promessa da viabilidade da saúde oral no SNS (promessas que eram muito, mas muito mais, que do temos actualmente e implementadas pelo governo do Partido Socialista, nos últimos meses do seu mandato).
Entretanto fico a aguardar pelas propostas dos outros partidos políticos.
Gerofil
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Ministro promete dentista gratuito para crianças
O ministro da Saúde comprometeu-se ontem a implementar, já no próximo ano, duas consultas gratuitas de medicina dentária para todos os cidadãos até aos 18 anos. A promessa foi feita numa reunião com o bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas (OMD), Orlando Monteiro, que admitiu considerar curioso a notícia cair "assim, de repente".
Segundo Orlando Monteiro, Luís Filipe Pereira tem em mãos um plano nacional de saúde oral delineado pela Direcção Geral da Saúde (DGS), que prevê consultas "em consultórios privados", através de uma espécie de convenção em que o Estado "pagará 37,5 euros" por cada exame clínico. Já com dotação orçamental (que Luís Filipe Pereira não quis adiantar à OMD), a iniciativa arranca "em 2005" e deverá ser implementada "gradualmente", sob supervisão conjunta da DGS e da OMD.
Mais "tímida" parece ser a intenção do ministro de começar a rentabilizar os equipamentos de medicina dentária que existem, parados, no SNS. "Ficou combinado que se iria trabalhar para abrir as vagas congeladas de alguns hospitais - muito poucos - e a partir daí estudar" a viabilidade da introdução da saúde oral no SNS, disse Orlando Monteiro, adiantando que Luís Filipe Pereira "frisou bem que não queria abrir demasiadas expectativas à população, para não abrir uma comporta que se tornasse incontrolável em termos de custos". A ideia parece ser fazer experiências-piloto em centros de saúde já equipados, "só para certos tratamento e com taxas moderadoras adequadas". Mas não tem data de arranque.
O bastonário da OMD aproveitou a audiência para denunciar a imposição de serviços gratuitos aos dentistas pelos seguros de saúde e as convenções com o sistema de segurança social da administração pública (ADSE), cujos valores "não cobrem sequer o preço dos materiais" e motivam situações ilegais de sobrefacturação. O ministro remeteu a questão para o Ministério das Finanças, a Autoridade da Concorrência e a Entidade Reguladora da Saúde.

domingo, 12 de Julho de 2009

369) Candidatos a bastonário da OMD: Website dos candidatos

368) The most toothless smile in Europe

Portugal has the most toothless smile in Europe! How? Why?
First of all, the problem is cultural and educational. There has never been a program of dental education in the country. For Example, "Between a top model cell phone and a healthy smile people prefer the phone!" Even Public figures, with no financial problems, appear on TV with smiles full of holes, because most of the people think oral health is not a priority!
Second, the public health system has no dental care whatsoever. The oral health of the Portuguese depends on the private sector. Not surprisingly, many people never go to the dentist until it is too late, when pain is not more bearable!
Third, the situation is even more serious when we consider that millions of Portuguese do not have access to dental care. For lack of buying power (a visit costs between 30 and 75 euros). The problem is especially serious among the old, with one half of senior citizens in Portugal not having one tooth in their mouth! The pensions are so low that they don't cover the high expenses of dentistry.
The lack of teeth results in problems of a psychiatric nature, such as isolation and shame. All in all, not a pretty picture.The problem though is not a shortage of dentists. In a region where almost no dentists even existed twenty years ago, there are now enough to attend to the population. All of them are private and not cheap. The seven Portuguese dental schools (three public and four private) now turn out about five hundred graduates in Dental Medicine.
In a few years the growth in the area will be out of control and this will bring serious problems. Of the 4,500 dentists registered in the Order of Medical Dentists (OMD), 20% are foreigners (from 34 nationalities).
The government also allows non-qualified dentists to operate legally. In a controversial decision the National Assembly passed a law legalizing all the dentists without diplomas (called "mechanics") to carry on their practice, with the dubious obligation to do a certain number of courses in a determined number of years. No one thinks that these so called dentists will ever do any courses. Many of them are semi-illiterate and some are too old to set foot in a classroom. Not surprisingly, the population with fewer financial means prefers these ? dentists? because they are cheaper.
The OMD says that in Portugal there are "hundreds of illegal dental clinics." The denunciation of this "shameless situation that occurs in Dentistry, without any control?, comes from Orlando Monteiro da Silva, president of the organization. He states that public health is at risk from the possible transmission of communicable diseases, like Aids and hepatitus, by way of blood and saliva. Furthermore, there is illegal competition for professionals who are already facing the shadow of unemployment.
Recently, the Assembly of the Republic approved a law, readied by the parliamentary group of the Democratic Social Party (PSD) , that will give to the order, powers to inspect and to combat the false dentists, who proliferate all over the country, with particular prominence in the outskirts of Lisbon.
The present law was the only way to change the Order statutes, which now give the Order power to intervening in the combat against the shamless situation that is taking place in Portuguese dentistry, where hundreds of individuals practice with no academic training whatsoever.
With this change in the law, the OMD doesn`t hesitate to "call the police" and "order the closing of clinics that operate illegally?. In addition to the Doctors in Dentistry, who are graduates of the schools of Dental Medicine, there are about 600 "Odontologistas", recognized by the National Association of Portuguese Dentists (ANDEP). Some of these dentists are Brazilians (university graduates and others are graduates of recent courses in Portugal, while others have no diploma whatsoever).
Special recognition was given to these professionals in order to preserve acquired rights. Hundreds of candidates were left out, and despite being excluded by the ANDEP, continue to practice dentistry. These are the targets to be hit. The argument of the OMD, besides the obvious illegal competition, relies on aspects of public health, like improper sterilization of material. Patients visiting these "dentists" put their health at risk!
The European Commission has instituted a suit against Portugal in the Justice Court of the European Communities, because it considers that the legislation regulating the profession of dentist violates the community directives on Dental Medicine. For the Commission, which is acting after a complaint from the OMD, the profession of ?Odontologista?, as it is defined in Portuguese legislation, has a "field of activity almost identical" to that of the graduates of the schools of Medicine and Dental Medicine. Odontology appears as an "alternative and competing" profession with that of dentist, when its professionals do not have the qualifications foreseen in European directives.
The OMD contested Law 4/99, which has already been repealed, but has still not been able to hinder the "odontologistas", who have been awarded professional documents, even some who have any university training.It is thus that the smile of the Portuguese goes!
André Almeida, Dental Student of Health Sciences Faculty of Fernando Pessoa University

sexta-feira, 10 de Julho de 2009

367) Ministra refere que dificuldade de acesso a dentistas não é exclusiva de Portugal

A ministra da Saúde, Ana Jorge, sublinha, em declarações à TSF, que a maioria dos idosos, grávidas e crianças já tem acesso a cheques dentista, mas justifica que a dificuldade que se mantém no acesso da população a esta especialidade não é um problema de Portugal.
Em declarações à TSF, a ministra Ana Jorge, lembrou que a maioria dos idosos, grávidas e crianças já têm cheques dentista e referiu que a dificuldade no acesso aos dentistas é um problema que também se coloca nos países mais desenvolvidos da Europa.
«É um problema que não é exclusivo de Portugal. Estamos preocupados com isso de tal forma, que uma das preocupações foi tentar alargar progressivamente à população os cuidados de saúde oral», afirmou.
TSF
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Todos sabem perfeitamente que cerca de 90 % da população ficou excluída do acesso a cheque dentistas que, no caso das crianças, só servem para serem tratados em determinadas idades e não de quando realmente precisam. Mais: a esmagadora maioria dos médicos dentistas que integram o programa fazem-no na maior parte das vezes por caridade, perdendo dinheiro face aos preços irrisórios dos cheques dentistas.
Relativamente à comparação com outros países, não será com o mal dos outros que os portugueses vão viver melhor.
A forma demagógica do comportamento do governo que pretende passar para a opinião publica o já desacreditado programa de saúde oral, muitas vezes ajudado pela comunicação social mais ou menos estatizada, demonstra que não será com os actuais governantes que a saúde oral chegará a mais de 90 % da população portuguesa, continuando a ser quase um exclusivo da burguesia.
Gerofil

366) Candidatos a bastonários da Ordem dos Médicoa Dentistas

Candidato a Bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas em Viseu - O candidato a Bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas, Fernando Guerra, esteve na cidade de Viseu para apresentar as linhas de orientação da sua candidatura, auscultando ainda os problemas com que se debatem diariamente os médicos dentistas da região. Fernando Guerra referiu que o objectivo principal desta candidatura passa pela “revitalização da instituição que é a Ordem dos Médicos Dentistas”.
“Queremos introduzir um discurso inovador, encontrar propostas diferentes e concretas para que possam ser encontradas soluções para vários problemas, que teimam em persistir”, explicou. O professor auxiliar da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra considera que representa “uma alternativa clara ao rumo que a Ordem tem tido”.
“Procuramos dar novas energias, incutir claramente soluções inovadoras para que a ordem possa reequilibrar a profissão do médico dentista”, apontou. A pouco mais de seis meses das eleições, o candidato tem vindo a percorrer o país, “de forma a partilhar experiências, escutar os colegas, reaproximar as políticas que se pretendem introduzir na Ordem dos Médicos Dentistas aos médicos dentistas”.
“Os médicos dentistas têm respondido de uma forma muito positiva a este desafio, têm apresentado nestes encontros os seus pontos de vista, partilhado as suas experiências, chamado à atenção para as muitas coisas com que se debatem no seu dia-a-dia”, frisou. Entre as linhas de força, apresenta a necessidade de “reorientar a Ordem dos Médicos Dentistas para as questões profissionais, alargando também a intervenção dos médicos dentistas na sociedade, propondo um plano de saúde oral racional e integrado”.
“Achamos que as verbas que estão disponibilizadas para a Saúde Oral em Portugal carecem de ser racionalizadas, de ter médicos dentistas no terreno a implementar as estratégias da saúde oral. Os médicos dentistas devem integrar o Serviço Nacional de saúde e devem ser eles os protagonistas das estratégias que se desenrolam nesta área”, defendeu. Lamenta que até então “isto não tenha acontecido”. Por isso, “apresentámos propostas concretas, nomeadamente a criação de um Plano Nacional de Urgências em saúde oral e a integração dos médicos dentistas nas equipas nucleares de saúde escolar, para além da atribuição de um boletim de saúde oral aos recém-nascidos e crianças do jardim de infância e do primeiro ciclo”.
Fernando Alberto Guerra é licenciado pela Faculdade de Medicina de Coimbra (1993), concluiu o Mestrado em Outubro de 1997, o Doutoramento em Janeiro de 2004 e efectuou provas de Agregação em Julho de 2008. É professor auxiliar da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra desde 6 de Janeiro de 2004 e investigador principal ou em co-autoria em projectos de investigação nacionais e internacionais sendo responsável pelo Laboratório de Histologia de Tecidos da Cavidade Oral do Departamento de Medicina Dentária. Fernando Guerra cessou, em Março, as funções de pró-reitor da Universidade de Coimbra, para se candidatar à Ordem dos Médicos Dentistas.
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Bastonário dos dentistas apresenta recandidatura este sábado - Cedendo ao «apelo da classe», o bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas, Orlando Monteiro da Silva, vai recandidatar-se ao cargo, com propostas como o alargamento do cheque-dentista. O bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas revelou que apresenta, este sábado, a sua recandidatura ao cargo e que irá propor, entre outras coisas, o alargamento dos cheques-dentista a crianças de idades que ainda não foram contempladas, bem como a pessoas diabéticas.
Monteiro da Silva indica que as suas propostas incidem sobre a inserção obrigatória da medicina dentária na medicina do trabalho e a entrada dos médicos-dentistas nos hospitais públicos através de uma carreira própria. Duas outras propostas surgem também em cima da mesa, como a contratação de médicos desta especialidade pelas Unidade de Saúde Familiar (USF) e a criação de um sistema nacional de comparticipação de cuidados básicos de saúde dentária para todos os utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
De acordo com a Lusa, o actual bastonário cede assim ao apelo dos vários profissionais da especialidade que reclamaram a candidatura e o convenceram a dar «continuidade» às medidas em curso. Apesar de nos últimos anos muita coisa ter mudado na medicina dentária em Portugal e na saúde oral, Monteiro da Silva sublinha que ainda existe uma «faixa muito grande da população que não tem acesso aos cuidados desta especialidade».
Fábrica de Conteúdos

quinta-feira, 9 de Julho de 2009

365) 4 tipos de alimentos que fazem sorrir

66% dos portugueses já teve pelo menos uma cárie e a grande maioria evita as visitas ao dentista, seja pelos custos associados ou por puro terror! É certo que a saúde oral passa pela higiene oral diária, mas também por olharmos ao que comemos.
Fique a conhecer 4 tipos de alimentos bons para os seus dentes:
  • Lacticínios (leite meio-gordo, iogurtes e queijo) - O cálcio é um elemento essencial para a constituição dos dentes e dos ossos. Uma dieta rica em cálcio protege os dentes e os maxilares. Uma dieta pobre em cálcio desprotege os maxilares, solta os dentes e expõe-los aos ataques de bactérias.
  • Pêras - As frutas cruas (não ácidas), ricas em água, estimulam a salivação, baixam o pH da boca e exercitam os maxilares. Ao mesmo tempo é feita uma limpeza natural às gengivas.
  • Chá preto - Estudos recentes revelam que o chá preto (de pH neutro) contem compostos que atacam as bactérias causadoras de cáries e doenças nas gengivas. No entanto não se deve adicionar açúcar ao chá.
  • Alimentos integrais - Os alimentos integrais possuem grandes níveis de vitamina D e Ferro, elementos essenciais para gengivas saudáveis. Também contêm magnésio, um importante constituinte dos ossos e dentes.

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Fonte: Clínica Dentária Dentisaúde

segunda-feira, 6 de Julho de 2009

364) Estudo Nacional de Prevalência das Doenças Orais 2008

Estudo Saúde Oral

quinta-feira, 2 de Julho de 2009

363) Talvez numa clínica, perto de si

Este vídeo revela o escândalo praticado por várias clínicas, nomeadamente na prestação de cuidados de saúde oral. Também eu já fui "vitima" deste tipo abusivo numa determinada clínica existente em Elvas, num primeiro andar perto do centro da cidade, onde uma determinada doutora não hesitou em passar-me três recibos por uma só consulta pelo qual tive de pagar um preço completamente exorbitante, sem que tenha sido informado antes do início da consulta.
Isto só é e continuará a ser possível enquanto o estado, o governo e as administrações regionais de saúde continuarem a pactuar com privados sem escrúpulos e que apenas visam o lucro e a exploração dos paciente, não olhando a meios para atingirem os seus fins. Estou em crer que isto seria impossível de ocorrer num outro país membro da União Europeia.
Gerofil

segunda-feira, 29 de Junho de 2009

362) Quando a primeira consulta é grátis

http://www.dentisaude.com.pt/
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Várias clínicas e consultórios dentários oferecem uma primeira consulta grátis de observação (sem qualquer tratamento dentário ou então oferecendo uma simples limpeza). Aproveite e tire vantagem, já que pode ficar a saber como está a sua saúde oral e quais as recomendações para o seu caso.
Não se esqueça: tire partido da oferta da primeira consulta e opte por passar em duas ou três clínicas ou consultórios, no mínimo, para melhor se inteirar da sua saúde oral, consultar preços e solicitar orçamentos, tendo em consulta sempre a qualidade do serviço prestado. Depois, opte racionalmente para tomar a decisão mais acertada, tendo em conta em primeiro lugar a sua saúde.
Gerofil

quarta-feira, 24 de Junho de 2009

361) Fórum de Saúde Oral (Ordem dos Médicos Dentistas)

http://www.omd.pt/pt-PT/Forum/Forum.aspx
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A Ordem dos Médicos Dentista disponibiliza um Fórum de discussão on – line. Participe e divulgue o Fórum; façamos da saúde oral uma causa de saúde pública nacional.
A maior parte das conquistas sociais actuais só foram conseguidas apenas com um grande esforço, dedicação e empenho de pessoas anónimas que fizeram o seu melhor pelo bem da sociedade. Também nós teremos de deixar a nossa marca para as futuras gerações, contribuindo de forma desinteressada pelas causas sociais. E, em Portugal, a saúde oral ainda não é considerada pelo Estado como sendo uma doença; por isso, junte-se nesta caminhada pela causa pública; participe e dinamize todas as acções que possam contribuir para a declaração da saúde oral como uma doença de saúde pública, em plena igualdade com as restantes especialidades médicas.

segunda-feira, 22 de Junho de 2009

360) Há um maior cuidado na apresentação da boca

Após um atraso de décadas na prevenção da saúde oral, os portugueses começam agora a dar a real importância aos dentes. Fundamentais para mastigar os alimentos, para a pronúncia das palavras, mas também para a fisionomia da face, a perda de um dente pode ter consequências graves. Além de ser inestético e de deformar a face, há também perda óssea que, a longo prazo, é de difícil recuperação.
Para fazer a reabilitação da boca, a implantologia tem um papel importante, já que permite a “recuperação” dos dentes. Como explicou ao nosso jornal o presidente da Sociedade Científica Portugal Implantologia, Vasco Carvalho, um implante é um artefacto que substitui a raíz de um dente, sendo finalizado pela coroa, actualmente muito semelhante a um dente natural.
«O implante parece um parafuso, mas é muito rugoso em que o osso o agarra durante a osseointegração. A parte exterior é a coroa. Cinco ou seis implantes podem suportar 12 a 14 dentes», exemplificou aquele médico dentista que também é docente da Universidade Católica Portuguesa.
A implantologia é uma técnica que é desenvolvida apenas há 15 anos na Madeira e são poucos os médicos dentistas que a desenvolvem. O elevado custo da técnica limita o acesso da população. Contudo, Vasco Carvalho garante que cada caso é uma situação diferente. Aquele médico dentista reconhece que a colocação de implantes para as pessoas que têm dificuldades financeiras «é uma miragem», mas também é certo que «se aumentar a quantidade de implantes dentários que são colocados isso irá permitir a perda de patentes e esses preços começam por ser mais acessíveis a todos».
Mesmo assim, sublinha que as pessoas por vezes preferem mudar de automóvel a investir na saúde. Por isso, lembra que «hoje ninguém arranja emprego sem dentes ou ninguém vai para a televisão sem dentes, o aspecto da boca conta».
O aspecto positivo desta técnica de reabilitação da boca é a de que a taxa de sucesso dos implantes actualmente é muito elevada, chegando aos 98 por cento e podem durar «uma vida» se houver cuidados de higiene. É que os tecidos à volta dos implantes podem sofrer as mesmas doenças que surgem nas raízes naturais dos dentes, como a “piorreia”, que costuma atacar o osso e os tecidos à sua volta.
Ainda assim, a técnica da implantologia não tem muitas contra-indicações. Há uns anos atrás, os diabéticos não poderiam colocar implantes, mas com a evolução dos materiais usados e, desde que o protocolo seja seguido, um diabético pode ter a sua boca reabilitada. O mesmo acontece com um doente que tenha feito tratamento oncológico. Neste caso, tem de cumprir um determinado prazo, antes de se submeter à cirurgia. Nos dois casos, o risco de o osso não integrar o implante é quase o mesmo do que nas pessoas saudáveis.
Vasco Carvalho defende que a implantologia não pode ser encarada da mesma forma que se vai ao supermercado comprar produtos, porque tem de haver um trabalho de uma equipa de profissionais. Neste sentido, defendeu que a implantologia «com o tempo terá que fazer parte da intervenção dos colegas, claro que há casos mais complexos que merecem técnicas mais invasivas e mais complexas», mas a implantologia é uma boa solução para a recuperação da boca de quem anda desdentado.
Excesso de médicos dentistas - Enquanto que nos Estados Unidos ou em alguns países europeus as escolas de medicina dentária já contavam muitos anos, em Portugal estas só surgiram em 1976 e foram oferecidas pela Noruega. «Até aí a população estava entregue ao cuidado de alguns práticos de estomatologia», contou Vasco Carvalho, docente de História da Medicina Dentária, na Universidade Católica Portuguesa. Mesmo assim, a evolução da medicina dentária em Portugal foi muito rápida e durante anos «foi do melhor que o país teve».
Actualmente conta com mais de 6.500 profissionais, «um excesso», considera. «Antes, se não tínhamos médicos, como poderíamos ter bons dentes?», questionou Vasco Carvalho. Contudo, há uma questão que o atormenta que é a adaptação dos cursos a Bolonha, o que vai tirar um ano no curso de medicina dentária. «Vamos perder e muito», considera.
Confrontado se os médicos dentistas deveriam integrar os sistemas nacionais e regionais de saúde, aquele profissional afirmou que isso sairia muito caro aos governos. Quanto à prevenção da saúde oral, Vasco Carvalho diz que tem de começar pelos pais. A acção na escola é importante, mas são os adultos que têm de limitar o acesso das crianças aos açúcares refinados e incentivar a comer, por exemplo, uma maçã às dentadas que tem fibras importantes para os dentes.
Apesar da conjuntura económica difícil, os portugueses vão ao dentista por prevenção e há muitas pessoas que aderiram ao cheque dentista da Ordem dos Médicos Dentistas. «É pouco, mas é melhor do que nada». «O problema é que há um núcleo da população que se não têm para comer, não vão ter para comprar pasta para escovar os dentes», lamentou.
Marília Dantas

quarta-feira, 17 de Junho de 2009

359) Opiniões acerca do Programa SERVIÇO DE SAÚDE - Saúde Oral (2009-06-16)

Algumas considerações acerca das várias intervenções no programa:
-positivamente esteve o Doutor João Pimenta, que foca exactamente o principal problema hoje em Portugal na área da saúde oral: os profissionais de saúde oral deveriam estar nos Centros de Saúde e Centros Hospitalares; há dinheiro para muitas coisas mas já não há dinheiro para ter dentistas nos Centros de Saúde. Estou também de acordo, ao comentar o sorriso sarcástico do Doutor Rui Calado, presente no programa, que sabe exactamente onde deveriam estar os profissionais de saúde oral existentes em Portugal;
-o Doutor Francisco Salvado, Coordenador do Serviço de Estomatologia do Hospital de Santa Maria também esteve muito bem, ao lembrar que o cheque-dentista chega apenas a menos de um milhão de portugueses, deixando de fora mais de nove milhões; questionou também acerca da necessidade de apoiar outros grupos de risco, nomeadamente os idosos com dificuldades de locomoção, os deficientes e os doentes oncológicos, além do perigo do abandono da saúde escolar. Já agora, permitam-me lembrar que aguardo esclarecimentos da Direcção-Geral de Saúde relativamente ao Protocolo da promoção da educação para a saúde em meio escolar, assinado entre os Ministérios da Saúde e da Educação no dia 7 de Setembro de 2006, conforme a postagem número 347 deste blogue, publicada no dia 8 de Maio do corrente ano e que, passado mais de um mês, continuo a aguardar pela resposta; tenho algumas dúvidas que o referido protocolo não tenha passado disso mesmo, tendo morrido no mesmo dia em que foi assinado.
-pelo contrário, muito mal esteve o Doutor Paulo Melo, da direcção da Ordem dos Médicos Dentistas, ao considerar que a realidade nacional mudou muito e que seria desadequado que o Serviço Nacional de Saúde gastar uma enorme quantidade de recursos humanos e financeiros em equipar os Centros de Saúde; é exactamente esta posição defendida pelo Doutor Paulo Melo que faz com que cada vez mais se agrave o problema da saúde oral dos portugueses. Com estas opiniões simplesmente estaremos a andar para trás, pois negar a integração dos serviços de saúde oral nos centros de saúde será infelizmente dar continuidade a mais do mesmo, afastando cada vez mais a maior parte da população, obrigada a pagar impostos, de qualquer acesso à saúde oral, assim meia privada;
-por último, saliento aquilo que o Doutor Rui Calado afirmou, ao comentar que a saúde oral não é considerada uma doença em Portugal; eu acrescento, opinião a começar pelos políticos e seguida pelo próprio Ministério da Saúde;
-tenho pena que ninguém tenha falado, durante o programa, que todos os portugueses são obrigados a pagar impostos para a formação dos médicos dentistas mas que, depois de formados, os médicos dentistas não estão disponíveis para tratar a saúde oral de todos os portugueses; mais, considero uma falta de moralidade e extremamente malicioso haver preocupações com gastos de recursos hoje, quando todos sabem os ganhos e poupanças de recursos que se começariam imediatamente a obter no dia de amanhã.
Gerofil
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358) RTP: SERVIÇO DE SAÚDE - Saúde Oral (2009-06-16)













357) Enxaguante bucal favorece câncer de boca

O uso de enxaguatórios bucais no Brasil cresceu 2.277% de 1992 a 2007, mostra um levantamento realizado pelo cirurgião-dentista Marco Antônio Manfredini, pesquisador da Faculdade de Saúde Pública da USP (Universidade de São Paulo), baseado em informações da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos. De 2002 a 2007, o aumento foi de 190%.
Para Manfredini, o incentivo ao consumo indiscriminado de enxaguatórios deve ser criticado. "Observamos um grande investimento na indução ao uso do produto. E é importante dizer que, ao contrário da pasta, da escova e do fio dental, o colutório não tem indicação universal. É preciso concentrar a utilização para casos específicos."
Além de não ser essencial à saúde oral, o uso frequente de enxaguatórios bucais com álcool aumenta os riscos de câncer de boca e da faringe. Uma revisão científica publicada no fim de 2008 na revista da Academia Dental Australiana compilou estudos do mundo todo que encontraram essa relação. De acordo com os pesquisadores, há evidências suficientes para aceitar a ideia de que enxaguatórios bucais com álcool contribuem para aumentar a taxa de câncer oral.
Grande parte dos produtos comercializados no Brasil contém álcool. Um estudo brasileiro realizado com 309 pacientes e publicado no ano passado na "Revista de Saúde Pública" também encontrou a mesma associação. "Algumas marcas chegam a ter 26% de álcool, e há pessoas que usam todos os dias. Hoje existem produtos no mercado sem álcool, que devem ser os escolhidos", diz o oncologista Luiz Paulo Kowalski, diretor do Departamento de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital A. C. Camargo e um dos autores do trabalho.
De acordo com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), fabricantes são obrigados a informar na embalagem a presença de álcool na composição. O álcool presente nos enxaguantes contribui para o aumento das taxas de câncer oral de forma similar às bebidas alcoólicas --e sabe-se que o álcool é o segundo fator de risco para a doença, depois do tabagismo, aumentando de cinco a nove vezes os riscos.
"Brinco que a pessoa bebe sem usufruir da parte boa da bebida. O produto tem álcool não porque é um antisséptico, mas porque é um veículo muito eficiente, industrialmente conveniente e muito barato. Por isso as versões sem álcool tendem a ser mais caras", explica o dentista Alberto Consolaro, professor de patologia da Faculdade de Odontologia de Bauru da USP.
O álcool não é um agente causador de câncer isoladamente, mas uma enzima do organismo o transforma em acetaldeído, substância que pode alterar as células da boca e causar tumores na região. "O problema é usar diariamente o produto, pois o dano constante não dá tempo de as células se repararem. O uso de enxaguatórios bucais [com álcool] precisa ser mais estudado, mas é algo parecido com o que ocorre com o cigarro: quanto mais exposição, maior o risco", diz Kowalski. Por isso, dentistas recomendam o uso do produto sem álcool, seja manipulado, seja de marca.
"O produto é um bom auxiliar na limpeza da boca, mas não deve conter álcool. As pessoas acham que um enxágue que queima a boca é melhor, mas produto bom não precisa dar essa sensação. A substância antisséptica não é o álcool", diz Consolaro.
Indicações Dentistas recomendam o uso de enxaguatórios após cirurgias, raspagem de dente, casos de alta incidência de cárie, doenças da gengiva e para pessoas que não têm coordenação motora para realizar uma boa escovação. Para o restante da população, o uso é opcional, apesar de boa parte da publicidade desse tipo de produto sugerir que ele combate mau hálito.
"Do ponto de vista da higiene bucal, não é necessário. Quem tem boa higiene bucal geralmente não tem halitose --e, se tiver, não será o enxaguatório que vai resolver o problema", afirma Manfredini.
GazetaWEB.com

sexta-feira, 12 de Junho de 2009

356) Cheque-dentistas: Como passar do elogio à desilusão … Tenham vergonha!!!

José Sócrates entregou os primeiros
cheques-dentista para crianças
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CopyRight @ Socrates2009.pt
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José Sócrates considerou o programa “cheque dentista”, que deverá abranger 200 mil crianças, como um bom exemplo de “concertação estratégica” entre público e privado e admitiu estender esta experiência a outras áreas do Serviço Nacional de Saúde.
O primeiro-ministro marcou presença numa sessão realizada no agrupamento de escolas Nuno Gonçalves, na Penha de França, em Lisboa, depois de ter entregue os primeiros cheques-dentista a alunos com sete, dez e treze anos, e destacou como principais características do programa “a livre escolha do prestador, garantia de equidade e ausência de listas de espera”. Segundo José Sócrates, com o arranque da atribuição dos primeiros cheques dentista a jovens estudantes, o SNS “deu um passo muito importante”:
“Em qualquer país do mundo desenvolvido, é um desafio para os SNS a questão da higiene e da saúde oral. O SNS “começou a cumprir a sua missão no que diz respeito à saúde oral para toda a sociedade portuguesa” quando o Governo optou pela atribuição de cheques dentista para determinados públicos-alvo, como jovens, idosos e grávidas.
O primeiro-ministro adiantou ainda que a meta do Governo é “mobilizar” as estruturas e os recursos já existentes no país na área da saúde oral “ao serviço do SNS”: “Por isso, o Governo recusou criar mais um serviço dentro do SNS, que fosse alternativa ao sistema privado, decidindo antes utilizar o sistema privado ao serviços dos objectivos públicos”.
“Queremos que todos, independente da condição económica, tenha acesso à medicina dentária. “As famílias que estiverem inscritas neste programa escolherão com total autonomia a que dentista ir. E escolherão sem terem de esperar pelo próximo ano, ou daqui a três ou quatro meses, porque este sistema garante um acesso ao dentista sem lista de espera”, frisou José Sócrates.

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Atrasos nos pagamentos afastam dentistas

dos cheques-dentistas

video

Mais uma vez primeiro o elogio que a realidade vem depois; para quem não esteja minimamente atento, é bom que comece a pensar nas boas intenções dos governantes que temos. Afinal, para quando primeiro a obra e só depois os elogios?

Gerofil

quarta-feira, 10 de Junho de 2009

355) Escovas macias e dentes limpos

A escolha correta da escova dental deve começar na primeira infância, e os cuidados com a dentição devem começar a partir do nascimento dos primeiros dentes. Por esta razão, deve-se usar a escova correta para esta fase da vida.
A escovação dos dentes dos bebês e crianças deve ser feita de uma forma prazerosa e divertida, justamente para estimular o hábito da escovação e garantir a qualidade da saúde oral nos anos seguintes. De acordo com o dentista Hugo Roberto Lewgoy, nesta fase da vida, deve-se tomar muito cuidado para não provocar uma aversão dos pequeninos em relação aos hábitos de higiene oral.
— As gengivas dos bebês e das crianças são muito delicadas e sensíveis. Recomendo o uso das escovas com um grande número de cerdas e de textura ultramacia — explica o especialista.
Oferecer ao público infantil uma escova eficiente e que possibilite a correta higienização dos dentes sem machucar ou traumatizar as gengivas, é a maior contribuição que os pais podem oferecer para garantir a saúde oral por toda vida de seus filhos. Por isso, a escova é indicada logo após a erupção dos primeiros dentes decíduos (também conhecidos como "dentes de leite"), entre cinco e nove meses, até os seis ou sete anos de idade, quando ocorre o início da erupção dos dentes permanentes.
Uma questão importante, é que a escova infantil não pode ser apenas bonita ou cheia de apelos visuais chamativos, ela precisa ter muita qualidade e não pode machucar as gengivas.
— A escova deve apresentar características desenvolvidas especificamente para esta faixa etária como, por exemplo, a presença de uma cabeça pequena e anatômica, cerdas arredondadas e polidas e um cabo que se adapte facilmente às pequenas mãozinhas — explica.

sábado, 6 de Junho de 2009

354) Análise ao Estudo Nacional de Prevalência das Doenças Orais 2008 (7ª Parte)

As doenças orais na infância e na adolescência (1ª Parte)
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O Estudo Nacional de Prevalência da Doenças Orais 2008 identifica a cárie dentária e as doenças periodentais nas crianças e jovens portugueses, a que se vem juntar a fluorose em determinadas áreas geográficas.
O cálculo dos índices de cárie dentária permitiu verificar que o seu valor cresce à medida que aumenta a idade das crianças e jovens, o que pode supor uma condição associada a um desleixo da saúde oral à medida que as crianças e os jovens crescem e/ou a uma maior atenção da saúde oral das crianças quando estas são mais pequenas. Não nos podemos esquecer as mudanças do meio que as crianças e os jovens vão tendo à medida que vão crescendo, o que poderá também contribuir para a evolução atrás referida. Estarão os jardins-de-infância e os estabelecimentos escolares do primeiro ciclo mais aptos em apoiar e ajudar de uma melhor forma e mais consistentes do que os outros níveis superiores de ensino? Se sim, porque será?
Cárie dentária aos 6 anos de idade - Muito preocupante é a discrepância registada entre as várias regiões do país: “Na dentição temporária, a Madeira, com um índice cpod de 3,61, apresentava a maior prevalência de doença, sendo a diferença, estatisticamente significativa face à média nacional. Na dentição permanente, os Açores, tinham um índice CPOD de 0,24, que era triplo da média nacional. As regiões do Centro (0,02), de Lisboa e Vale do Tejo e do Algarve (0,03) apresentavam os valores mais baixos; estas variações são estatisticamente significativas. (…) Por regiões de saúde a percentagem de dentes temporários cariados (aos seis anos de idade) era muito elevada, variando entre 83% no Alentejo e Açores e 94% em Lisboa e Vale do Tejo.”
Estes contrastes evidenciam claramente a falta de oportunidade de acesso à saúde oral em grande parte do território nacional, constituindo uma gravíssima injustiça praticada sobre as crianças que vivem em zonas desfavorecidas; por outras palavras, na saúde oral prova-se a discriminação feita em benefício das regiões mais ricas, prejudicando sempre as regiões mais pobres (lógica absurda se pretendermos falar em coesão nacional, pois são as crianças que vivem nas regiões mais desfavorecidas que têm menos garantias de saúde oral).
Cárie dentária aos 12 anos de idade – Neste estudo apurou-se que, aos 12 anos de idade, “as regiões do Alentejo, do Norte e dos Açores, como as que apresentam grupos de jovens com índices de cárie dentária mais elevados”. São também o Alentejo e os Açores onde há jovens com menos dentes tratados. Assim, o estudo realizado permite concluir que as cáries dentárias incidem com mais frequência nos jovens que não têm os dentes tratados.
Note-se que o estudo salienta que estas variações são significativas, tendo em conta a média nacional; quer isto dizer que há disparidades regionais significativas no país e que, como tal, a residência geográfica dos jovens de 12 anos de idade determina directamente a sua saúde oral.
Obviamente existirão factores culturais intrínsecos às famílias que determinam a importância dada aos cuidados de saúde oral das crianças até aos 12 anos de idade, mas os significativos contrastes identificados entre as diferentes regiões também terão a haver, em grande medida, com as políticas ignóbeis de saúde seguidas pelo país ao longo das últimas décadas e que contribuíram para o acentuar da descriminação das regiões mais periféricas.
Urge, pois, implementar com urgência a transferência de meios e de recursos públicos para aonde hoje existem tantas carências; compete aos organismos públicos aplicar políticas que incentivem entidades e profissionais de saúde oral a fixarem-se junto dos que mais necessitam; enquanto não surgirem essas políticas, as crianças que hoje vivem no Alentejo e nos Açores encontram-se muito mais desprotegidas e sem as mesmas condições de acesso a cuidados de saúde oral que existem noutras regiões do país; naturalmente, este facto trará consequências incalculáveis que se irão prolongar por toda a vida destas crianças.

terça-feira, 2 de Junho de 2009

353) 10 Conselhos para manteres o teu sorriso sempre bonito

1. Escova os dentes pelo menos duas/três vezes por dia, preferencialmente após as refeições e antes de te deitares;
2. Utiliza uma escova do tamanho adequado, macia e com uma cabeça pequena, para evitar lesões sobre os dentes e gengivas;
3. Procura utilizar sempre um dentífrico com 1.000 a 1.500 ppm de flúor (pergunta ao teu dentista qual o dentífrico mais adequado para os teus dentes);
4. Evita escovar os dentes só na horizontal; coloca a escova ligeiramente inclinada, na passagem pelos dentes, para que estes não se desgastem com o tempo;
5. Utiliza diariamente fio dentário, antes da escovagem, para retirar restos alimentares e bactérias dos espaços que existem entre os dentes e entre estes e as gengivas;
6. Segue as recomendações do teu dentista na utilização de elixir para o bochecho;
7. Procura manter os dentes bem limpos, sobretudo junto à linha gengival, evitando a placa bacteriana e tártaro;
8. Efectua uma revisão dentária regular, preferencialmente de 6 em 6 meses, e um check-up oral pelo menos uma vez durante o ano;
9. Mantém uma dieta equilibrada e procura substituir os doces por alimentos mais nutritivos como o queijo, frutos ou vegetais frescos;
10. Se tens sensibilidade dentária visita o seu dentista porque pode ser um indicador de uma cárie dentária, um dente fracturado.

quinta-feira, 28 de Maio de 2009

352) Intervenção inicial da Ministra da Saúde na audição da Comissão Parlamentar de Saúde

Intervenção inicial da Ministra da Saúde
na audição da Comissão Parlamentar de Saúde
(21 de Abril de 2009)
* * *
Senhora Presidente da Comissão Parlamentar de Saúde, Senhoras e Senhores Deputados, Comunicação Social: É com muito gosto que me encontro aqui para responder às questões dos Senhores Deputados. Manifestei a minha disponibilidade há algum tempo, mas, por razões dos trabalhos desta Assembleia, só hoje se concretizou.
Este ano o Serviço Nacional de Saúde (SNS) faz 30 anos. Nestas décadas foram muitas as mudanças demográficas, sociais, económicas e culturais às quais o SNS teve de se adaptar. Temos dado continuidade às reformas que fazem parte do programa deste Governo, implementando as medidas consideradas relevantes. As políticas certas são para levar até ao fim. A nossa responsabilidade é para com o cidadão. Trinta anos depois, defendemos um Serviço Nacional de Saúde revigorado e capaz de responder às novas necessidades, mas assente nos mesmos princípios: universal, geral e tendencialmente gratuito, como um dos alicerces do Sistema de Saúde Português.
(...)
O alargamento do Programa de Saúde Oral aos mais novos: A atribuição de cheques-dentista a grávidas e a idosos beneficiários do complemento solidário do idoso, que até à data perfazem um total de mais de 50 mil cheques, foi um sucesso. Foi decidido o alargamento deste programa aos mais novos.
Ainda este mês, as crianças e jovens com 7, 10 e 13 anos que frequentam a escola pública vão ter acesso a consultas de saúde oral e, se necessário, direito a dois ou três cheques-dentista para tratamento. Esta medida é o complemento necessário ao programa de prevenção da cárie dentária já existente. No total, serão abrangidas 190 mil crianças.
Estão, ainda, a ser disponibilizados mais 20 mil cheques-dentista para o tratamento de crianças com necessidades identificadas nos exames globais de saúde, dos 4-5 anos, antes da entrada para o ensino obrigatório.
Portal do Governo

segunda-feira, 25 de Maio de 2009

351) Higiene oral em crianças com menos de dois anos - Conselhos para os jovens papás!

A higiene oral para crianças deve ser levada a sério desde cedo, pois é na infância que se dá a calcificação dos dentes permanentes. E para criança aprender a importância de cuidar dos dentes e da higiene da sua boca, os pais devem dar o exemplo, escovando os dentes na frente dela. Depois, é interessante comprar uma escova infantil para motivá-la. Ela deve realmente gostar de escovar os dentes; quanto maior for seu interesse e afinidade com a escova, melhor.
A criança deve ser incentivada a mastigar para que aconteça um bom desenvolvimento do aparelho mastigatório. Os dentes são imprescindíveis para a fonação, pois a perda precoce do dente pode prejudicar a pronúncia de alguns fonemas ou acarretar maus hábitos, como a interposição da língua. E a função estética também é muito importante, pois as crianças que perdem algum dente de leite muito cedo passam a ser motivo de gozo pelos colegas, e isso pode causar problemas psicológicos.
Estojo Toilette com:
-Corta-unhas com pega antiderrapante;
-Escova de dentes para os mais pequenos;
-Escova de dentes/estimulador de gengivas para recém-nascido;
-Escova e pente com pegas Soft Grip;
-Pente para recém-nascido;
-Luvas protectoras (2 pares);
-8 limas.
Antes dos 2 anos
=============
Durante esta fase, limpe os dentinhos do seu filho. Use gaze ou uma fralda húmida nas gengivas, mesmo antes de aparecerem os primeiros dentes. Quando estes começarem a nascer, proceda da seguinte maneira:-Fique atrás da criança, e, com uma das mãos, afaste os lábios e bochechas da criança. Com a outra, escove os lados de fora e de dentro dos dentes em movimentos circulares;
-Escove a parte de cima dos dentes (superfície mastigatória) com movimentos de "vai-vem";
-Escove também a língua.
Importante: o uso da pasta de dentes não é recomendável nesta idade, porque ela contém flúor, que é tóxico se ingerido em grande quantidade. Se desejar usar a pasta, aplique uma quantidade bem pequena. Não corra riscos. Em caso de grande ingestão de pasta de dente, procure o médico imediatamente.

quinta-feira, 21 de Maio de 2009

350) S.Pedro do Sul: Câmara Municipal distribui kits de higiene oral às crianças

Cerca de 1200 crianças que frequentam as escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico (CEB) e Jardins-de-infância do concelho de S. Pedro do Sul vão ser contempladas com um kit de higiene oral, composto por uma escova e uma pasta de dentes, oferecido pela Câmara Municipal. A entrega dos primeiros kits decorreu no dia 14de Abril, na Escola do 1º CEB da vila de S. Pedro do Sul. As actividades estão a cargo da equipa de Saúde Escolar do Centro de Saúde local e de Técnicos de Educação da Câmara Municipal.
O projecto, desenvolvido em parceria com o Centro de Saúde de S. Pedro do Sul no âmbito da Educação para a Saúde, tem como principal objectivo trabalhar com as crianças a higiene em geral e a higiene oral em particular, promovendo a aquisição de conhecimentos, capacidades e competências para a promoção da sua saúde oral. Para além disso, o programa pretende demonstrar a importância da saúde oral para manter um estilo de vida saudável; alterar hábitos de higiene oral; sensibilizar para a importância de consultar o dentista periodicamente; e implementar nas crianças o bom hábito de escovar os dentes após as refeições.
Para o vereador da Educação e Acção Social da autarquia, Rogério Duarte, “uma boa prenda que os pais, encarregados de educação e a sociedade em geral podem oferecer aos mais pequenos é a possibilidade de terem uma dentição saudável, que os acompanha até ao final das suas vidas. A Câmara Municipal, atenta e preocupada com o bem-estar das gerações futuras, quer dar o ‘pontapé de saída’ para um processo que julga ser de extrema importância – a saúde, neste caso a saúde oral. Acreditamos que as crianças de hoje, um dia reconhecerão o quão importante foi, para a sua saúde, esta iniciativa”.
O vereador salienta ainda: “é nossa convicção que as apostas que temos vindo a fazer na área da educação/formação nas nossas crianças orgulhar-nos-ão num futuro próximo”.
* * *
Todas as campanhas de sensibilização para a problemática da saúde oral são bem vindas. Relativamente a esta iniciativa do Município de S. Pedro do Sul, coloca-se a questão de saber se as entidades promotoras da iniciativa tiveram o cuidado de fazer previamente o rastreio da saúde oral de todas as crianças envolvidas e se foi feito o seu devido encaminhamento médico.
Numa altura em que altos dirigentes políticos do país estão mais concentrados para discutirem se as escolas passam a ser porta aberta para a distribuição de preservativos a adolescentes desnecessitados e sem fome do que prestar cuidados de saúde a quem precisa como pão para a boca, resta o poder autárquico que vai colmatando as obrigações dos Ministérios da Educação e da Saúde (já que estes nada fazem pela saúde primária das crianças e adolescentes que frequentam as escolas do país, votados a todo o tipo de abandono e à sorte do seu dia a dia).
Vergonhoso, extremamente vergonhoso, o comportamento, relativo aos cuidados de saúde oral das crianças e adolescentes, por parte do Governo, dos deputados da maioria na Assembleia da República e até do Senhor Presidente da República, isto num país que faz parte da União Europeia.
Gerofil

sábado, 16 de Maio de 2009

349) “A boca não deve ser tratada só quando dá problemas"

A Clínica Médica e Dentária (Caldas da Rainha), situada na Rua Heróis da Grande Guerra, n.º 103, 2º andar, tem como objectivo fornecer aos seus pacientes os mais altos padrões de rigor clínico e científico. Natural de Lisboa, o médico dentista Gonçalo Seguro Dias adquiriu a Clínica Médica e Dentária em 2003 e hoje divide a sua actividade profissional entre Caldas da Rainha e Lisboa. É também assistente de cirurgia e de medicina oral na Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa.
Formou-se na Faculdade de Medicina Dentária de Lisboa e frequentou a Universidade Columbia, uma instituição de ensino superior situada na cidade de Nova Iorque. A sua principal preocupação é que os seus pacientes tenham uma boa saúde oral.
Segundo o médico dentista, a mentalidade dos portugueses em relação à saúde oral está a mudar. Há alguns anos atrás a maioria das pessoas recorria ao dentista só quando tinha dores de dentes. “Hoje as pessoas procuram cada vez mais soluções fixas, têm mais cuidados do que tinham há alguns anos atrás”, disse, acrescentando que “é essencial fazer a manutenção da higiene oral”. Por isso, o médico aconselha a que os pacientes recorram aos dentistas desde tenra idade para permitir uma actuação preventiva.
JORNAL DAS CALDAS : Hoje em dia ouvimos falar muito de implantes dentários. O que são?
Gonçalo Seguro Dias - O implante dentário é um meio artificial para substituição de uma ou mais raízes perdidas, sendo constituído à base de titânio, o qual é um material osteointegrável, isto é, que não é rejeitado. Estamos a falar de uma técnica que tem 97 a 99% de sucesso.
J.C: Quem pode colocá-los?
G.S.D. - Qualquer pessoa pode fazer implantes, desde que o seu médico dentista não encontre nenhuma contra-indicação.
J.C.: E não é um procedimento muito complexo?
G.S.D - Não, trata-se de uma técnica que evoluiu muito nos últimos anos e que simplificou todo o procedimento. Numa primeira fase, sob anestesia local (idêntica à utilizada para tratar um dente com cárie), o seu dentista coloca o número de implantes programados e adequados ao seu caso (em função do número de dentes ausentes). Passados 3 a 5 meses, é confeccionada a prótese fixa definitiva que substitui os dentes perdidos, e que ficará apoiada nos implantes colocados anteriormente.
J.C.: E qualquer dentista pode fazer o procedimento?
G.S.D. - Trata-se de um procedimento cirúrgico e, como tal, deve ser realizado por um especialista. Naturalmente, as pessoas devem informar-se sobre o procedimento e obter toda a informação possível. Tudo deve ser explicado aos pacientes.
J.C.: É realmente possível uma pessoa sair logo com dentes fixos?
G.S.D. - Sim, na maioria dos casos conseguimos que os pacientes possam sair da clínica com dentes fixos provisórios.
J.C.: Existe um grande número de pessoas a procurar estes tratamentos?
G.S.D. - Posso-lhe dizer que em 2008 fizemos 400 implantes, que temos pacientes portugueses, ingleses, irlandeses, suíços, etc. Isto é, para um grande número de pessoas é a única solução.
J.C.: Participou recentemente no programa “Doutor, preciso de ajuda”, da TVI. São realmente possíveis transformações tão grandes?
G.S.D. - Hoje em dia tudo é possível. Conseguimos dar dentes a pacientes com osso, sem osso, é tudo uma questão de técnica. O que os pacientes têm de compreender é que é um processo que é feito em várias etapas.
J.C.: Na sua opinião, quais são os principais méritos do programa?
G.S.D. - Penso que teve um papel muito importante em informar os pacientes sobre muitos aspectos da medicina dentária, de certo modo desmistificou uma série de conceitos.
J.C. - E como é a saúde oral dos portugueses?
G.S.D. - Má em relação à média dos países desenvolvidos. Chegamos a ter pacientes entre os 30 e os 40 anos sem dentes, que não conseguem mastigar…isto é qualidade de vida? A minha grande batalha é tentar que os portugueses comecem a pensar que a boca é um bem essencial e não um mal necessário que deve ser tratado só quando dá problemas.
J.C.: Como vê a Medicina Dentária em Portugal?
G.S.D.- Temos em Portugal dos melhores médicos dentistas a nível mundial. Temos profissionais que são requisitados para dar cursos no estrangeiro, que estão envolvidos em projectos muito interessantes ao nível das faculdades. Nesse aspecto melhoramos muito em relação às últimas décadas. Agora o que não é possível é o mesmo dentista saber tudo de todas as áreas. Se queremos trabalhar com qualidade, teremos de trabalhar em equipa, por áreas de especialização. Esse é o futuro. É a única maneira de garantirmos aos nossos pacientes que estão a ter o melhor tratamento. Por isso, hoje temos uma grande equipa e o meu lema é a qualidade.
Marlene Sousa

terça-feira, 12 de Maio de 2009

348) Higiene Oral

A higiene oral é uma prática muito antiga e faz parte da construção e do reforço positivo da auto-imagem. As principais doenças e alterações orais provocadas por uma deficiente higiene oral são: a Cárie Dentária, a Gengivite, a Periodontite e a Halitose.
A Placa Bacteriana, responsável pelo aparecimento das doenças referidas anteriormente, é constituída por micróbios (bactérias) e componentes da saliva que aderem fortemente aos dentes, condição que lhe permite resistir às forças de auto-limpeza fisiológica, relacionadas com os movimentos da língua e das bochechas.
A Cárie Dentária, é uma doença localizada e com origem nas bactérias. Estas bactérias, a partir dos açúcares dos alimentos, produzem ácidos que provocam uma perda dos minerais do dente, formando-se com o tempo uma cavidade no mesmo.
Gengivas avermelhadas, inchadas e a sangrar facilmente, são sinais de Gengivite.
A Periodontite é a inflamação e destruição dos tecidos que suportam os dentes na boca, ou seja, há uma perda do osso e alteração das gengivas, ficando os dentes com mobilidade e “descarnados”.
Estas doenças podem provocar uma entrada das bactérias para o sangue, ameaçando todo o organismo (afecções nos olhos, coração, ossos, tubo digestivo, rins, pulmões, gânglios, articulações).
Halitose, ou mau hálito, deriva do latim “halitus”, que significa hálito e do sufixo grego “osis”, que significa condição. A halitose pode tornar-se um problema preocupante por dificultar as relações interpessoais ou diminuir a auto-estima.
O primeiro passo para eliminar ou minorar a Halitose, passa por ter uma boa higiene oral, limpar a língua com a escova ou limpadores próprios e antes de dormir bochechar com elixires. Os portadores de prótese dentária, devem lavá-la sempre e após as refeições e mergulhá-la uma vez por semana em soluções desinfectantes.
Deve-se beber muita água durante o dia, principalmente, se se sentir a boca seca e sobretudo nesse caso, devem-se estimular as glândulas salivares com pastilhas elásticas e rebuçados sem açúcar, isto porque a saliva tem uma função de limpeza e protecção da boca.
É importante fazer uma alimentação rica em alimentos fibrosos, evitando os muito condimentados e com forte odor (cebola e alho) e estar muito tempo sem comer, pois a alimentação é a melhor forma de estimular as glândulas salivares. O tabaco e o álcool são agentes a evitar, pois além de secarem a boca, são grandes promotores de halitose.
Se tem uma boa higiene oral e a halitose persiste, deve consultar o seu Médico Dentista e/ou Higienista Oral, pois só eles lhe poderão dizer se tem outros factores causadores de halitose, tais como, Cárie Dentária, Gengivite, Periodontite, baixo fluxo salivar, excesso de placa bacteriana e tártaro.
Como prevenir as doenças orais:
(1) Escovar os dentes depois das refeições principais e antes de dormir, com uma escova de dureza média ou macia e com um dentífrico com flúor, mantendo-o na boca pelo menos durante dois minutos;
(2) Passar o fio dentário uma vez por dia;
(3) Usar elixires, pois têm um importante papel na prevenção da cárie dentária e sensibilidade dentária;
(4) Fazer uma alimentação saudável (evitando doces entre as refeições e consumindo alimentos com fibras);
(5) Consultar o Médico Dentista e/ou Higienista Oral, duas vezes por ano.
Sofia Machado

sexta-feira, 8 de Maio de 2009

347) Balanço do Programa Nacional de Saúde Escolar‏

À Direcção-Geral de Saúde
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Serve o presente para solicitar, no âmbito do PROGRAMA DE SAÚDE ESCOLAR da Direcção-Geral da Saúde, informação pormenorizada, como balanço, acerca de todas as intervenções efectuadas em meio escolar ocorridas no último ano lectivo ou, em alternativa, no último ano civil, relacionadas com a SAÚDE ORAL.
Atendendo que o referido programa visa a “Promoção da saúde oral”, “Monitorizar a realização do Exame Global de Saúde, aos 5-6 anos e 11-13 anos”, “Promover o desenvolvimento de competências pessoais e sociais e identificar as crianças em risco de distúrbios comportamentais”, "Promover a equidade entre alunos”, tendo como finalidade, entre outras, a de “Promover e proteger a saúde e prevenir a doença na comunidade educativa” e “Contribuir para a promoção de estilos de vida saudáveis”, tendo como público-alvo “Toda a comunidade educativa dos Jardins-de-infância, das Escolas do Ensino Básico e do Ensino Secundário e outras instituições com intervenção em meio escolar”, e dando cumprimento ao Protocolo assinado no dia 7 de Fevereiro de 2006 entre os Ministérios da Saúde e da Educação, solicita-se um balanço pormenorizado e discriminado por regiões/distritos das intervenções realizadas nas escolas no âmbito da saúde oral, nomeadamente o número de consultas da especialidade de Medicina Dentária a que as crianças e adolescentes já tiveram acesso após aquele protocolo, bem como dos tratamentos efectuados e acompanhamento actualmente feito nas escolas básicas e secundárias do país.
Mais se agradece a divulgação de outras parcerias estabelecidas, bem como toda e qualquer informação que se torne pertinente e que deva ser transmitida a todas as escolas, a fim de garantir uma igualdade de acesso ao referido programa por parte de todas as crianças e adolescentes que frequentam o ensino básico e secundário de todo o país.

quarta-feira, 29 de Abril de 2009

346) CONSTÂNCIA: Protocolo na área da Saúde Oral

No dia 7 de Abril, Constância viu assinado o Protocolo Para o Desenvolvimento Integrado da Actividade de Protecção e Tratamento Dentário no âmbito da Saúde Oral / Saúde Escolar, uma iniciativa que decorreu no Salão Nobre dos Paços do Concelho. O Protocolo foi assinado entre o Centro de Saúde, a Câmara e o Agrupamento de Escolas de Constância.
O protocolo tem como principais objectivos: reduzir os níveis de cárie dentária na dentição permanente dos jovens que frequentam o 1º e o 2º Ciclo do Ensino Básico do Concelho de Constância, complementar o programa básico de saúde oral em Constância, assegurando que todas as crianças escolarizadas do 1º e do 2º ciclo tenham acesso a este programa.
O Mirante
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Mais uma iniciativa de louvar protagonizada a nível local; é bom que estas iniciativas sirvam de exemplo ao resto do país.
Espera-se que haja resultados e que os mesmos sejam sempre divulgados e tornados públicos; é preciso que os protocolos estabelecidos produzam resultados reais e que não passem de simples manobras teóricas que depois mais tarde não produzem qualquer efeito real e acarretam gastos completamente desnecessários ao orçamento público.
Gerofil

quinta-feira, 23 de Abril de 2009

345) A saúde oral proposta pelos partidos representados na Assembleia da República

Nota: Aguardo respostas do PS, PSD, PCP, BE e PEV
* * *
A estratégia europeia e as metas definidas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para a saúde oral apontam para que, em 2020, pelo menos 80% das crianças com 6 anos de idade estejam livres de cárie e, aos 12 anos, o CPOD não ultrapasse o valor de 1.5.
Portugal tem um Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral, elaborado em 2005; ao ler o Programa, os cidadãos ficam ainda a saber que “ao sector público compete assegurar a promoção da saúde, a prevenção das doenças orais e a prestação de cuidados de saúde dentários, passíveis de serem realizados no Serviço Nacional de Saúde (SNS). Ora a verdade é que os cuidados de saúde médico-dentários não são, nem pouco mais ou menos, satisfeitos pelo SNS.
Existem actualmente 6 mil dentistas em Portugal, inscritos na Ordem dos Médicos Dentistas, número mais do que suficiente para cobrir as necessidades nacionais. A este propósito, o Bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas afirmou, há poucos meses, que a Ordem poderá ser obrigada a limitar o acesso à profissão. Uma das razões apontadas para o excesso de médicos dentistas deve-se ao número de faculdades e de alunos inscritos, que é bastante avultado dificultando, assim, o escoamento total destes profissionais no mercado de trabalho português. Importa realçar que, todos os anos, saem para o mercado de trabalho 600 novos licenciados e que cerca de 247 dentistas portugueses estão a trabalhar no estrangeiro.
No entanto, e apesar do aparentemente elevado número de dentistas no nosso país, os cuidados de saúde oral no SNS são praticamente inexistentes! Do que se sabe, existem apenas 43 unidades de estomatologia em todo o país, unidades essas que só tratam internados e situações graves.
Iniciativas do CDS:
1. Para tentar confirmar o número de unidades de estomatologia, em Junho de 2008, o CDS-PP enviou por escrito uma pergunta à Senhora Ministra da Saúde, questionando quantos serviços de estomatologia/medicina dentária existem nos Hospitais do SNS; quantos e quais os Centros de Saúde e USF que têm cuidados de saúde oral; e quantos médicos dentistas e estomatologistas exercem funções no SNS, discriminados por Hospitais, Centros de Saúde e USF. O CDS-PP já reenviou esta pergunta mais duas vezes – a última no passado dia 9 de Abril – e, até hoje, a Senhora Ministra nunca respondeu, como é sua obrigação regimental.
Podemos, assim, deduzir que apesar das recomendações internacionais e apesar da existência de um Programa Nacional, as medidas deste Governo para assegurar os cuidados de saúde oral aos cidadãos ficaram-se apenas pela distribuição dos cheques-dentista, apresentados no Orçamento de Estado 2008 e destinados a crianças, grávidas e idosos.
2. O CDS-PP já apresentou, por diversas vezes, uma iniciativa legislativa pedindo a inclusão dos médicos dentistas na carreira dos Técnicos Superiores de Saúde, que foi rejeitada pela maioria socialista.
3. Também defendemos que todos profissionais liberais – médicos e tecnologias da saúde oral incluídos, naturalmente – que pratiquem acções de voluntariado, dando o seu tempo para tratar gratuitamente a saúde dos mais desfavorecidos, possam descontar no IRS as horas que dedicam ao voluntariado.

O CDS-PP entende que muitas medidas têm de ser tomadas em matéria de saúde oral. Medidas que se traduzem nas seguintes questões: onde está a intervenção de prevenção da cárie dentária, que deveria ser realizada nas escolas? Foi ou está a ser feita? Em que escolas? Quantas crianças e adolescentes abrange? Quantos cidadãos podem recorrer ao SNS para obter cuidados de saúde oral, com garantias de atendimento? Em que localidades do país? Quantas acções de formação foram feitas junto das famílias portuguesas? Quantas campanhas de informação e sensibilização foram realizadas a nível nacional? O Ministério da Saúde faz a avaliação dos serviços prestados pelos médicos dentistas contratualizados? Como é feita essa avaliação? Estará Portugal em condições de atingir em 2020 as metas estabelecidas pela OMS?
Infelizmente, estas perguntas continuam sem resposta. Pior, estas e muitas mais matérias relativas à saúde oral continuam sem acção por parte deste Governo. Permanecem esquecidas.
Portugal, um país da União Europeia, em pleno século XXI orgulha-se de distribuir computadores “Magalhães” nas escolas, orgulha-se de, em tempo de crise, poder investir em projectos megalómanos como um novo aeroporto ou o TGV, mas não pode orgulhar-se de assegurar aos seus cidadãos alguns dos cuidados de saúde mais básicos e elementares como são os cuidados de saúde oral.
É em casos como este que entendemos que Portugal deve olhar, com humildade, para um país lusófono, o Brasil, cuja saúde oral é das mais avançadas do Mundo. Este país tomou a decisão política, há décadas, de apostar fortemente na saúde dentária, como factor de saúde pública de pleno direito. Iniciaram-se campanhas de sensibilização em todo o território do país (de dimensão incomparavelmente maior que Portugal) para incutir na população uma ideia: um sorriso com dentes saudável é FUNDAMENTAL. Nas escolas, as crianças e jovens são acompanhados desde cedo para uma preocupação constante com a higiene e saúde oral; em meio hospitalar, todos são acompanhados para não deixarem de cuidar dos seus dentes.
Assim, Portugal deverá assumir a saúde oral como uma prioridade, designadamente:
- Criando campanhas eficazes junto da população (sobretudo a jovem);
- Dignificação dos profissionais;
- criação da carreira ou maior contratualização do Estado com médicos dentistas.

domingo, 19 de Abril de 2009

344) EDUCAÇÃO ALIMENTAR: Conselhos aos pais

Educação alimentar
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Prevenir a cárie dentária pela redução dos alimentos cariogénicos implica não só reduzir a quantidade de ingestão de açúcares, mas também, e principalmente, a sua frequência. Também sob este ponto de vista, as instituições têm um papel muito importante, pois podem promover dietas equilibradas, com baixo consumo de alimentos açucarados (ex: uma sobremesa por semana, um pão com manteiga em vez de doce).
Existem materiais muito úteis, nesta área, nomeadamente o ‘Manual para uma Alimentação Saudável em Jardins de Infância’ e o ‘Manual de Educação para a Saúde em Alimentação’, que se recomendam. A dieta deverá incluir alimentos que estimulem a mastigação. No entanto, há pessoas com problemas neste domínio que, geralmente, comem papas. Deve-se, assim, ter o cuidado de não adicionar açúcar a estas preparações.As recompensas alimentares dadas por alguma tarefa bem sucedida não devem ser açucaradas.


Os técnicos devem sensibilizar as instituições e os pais para a importância do baixo consumo de alimentos açucarados e refrigerantes, informando que:
• os alimentos açucarados, sólidos e aderentes aosdentes são os mais cariogénicos;
• o efeito cariogénico dos alimentos é maior se estes forem ingeridos no intervalo das refeições;
• uma boa dieta passa pela selecção de alimentos naturais, fruta, legumes, cereais e alimentos fibrosos.
Fonte:Portugal. Direcção-Geral da Saúde – Divisão de Saúde Escolar, Manual de Boas Práticas em Saúde Oral para quem trabalha com crianças e jovens com necessidades de saúde especiais. –Lisboa, Direcção-Geral da Saúde, Divisão de Saúde Escolar, 2002.
(Retirado de Professor Escovinha)

quarta-feira, 15 de Abril de 2009

343) Porque não uma carteira para a pasta e escova de dentes?

CopyRight @ Feltro & Outros

quinta-feira, 9 de Abril de 2009

342) Análise ao Estudo Nacional de Prevalência das Doenças Orais 2008 (7ª Parte)

As doenças orais na infância e na adolescência
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O Estudo Nacional de Prevalência da Doenças Orais 2008 identifica a cárie dentária e as doenças periodentais nas crianças e jovens portugueses, a que se vem juntar a fluorose em determinadas áreas geográficas.
O cálculo dos índices de cárie dentária permitiu verificar que o seu valor cresce à medida que aumenta a idade das crianças e jovens, o que pode supor uma condição associada a um desleixo da saúde oral à medida que as crianças e os jovens crescem e/ou a uma maior atenção da saúde oral das crianças quando estas são mais pequenas. Não nos podemos esquecer as mudanças do meio que as crianças e os jovens vão tendo à medida que vão crescendo, o que poderá também contribuir para a evolução atrás referida. Estarão os jardins-de-infância e os estabelecimentos escolares do primeiro ciclo mais aptos em apoiar e ajudar de uma melhor forma e mais consistentes do que os outros níveis superiores de ensino? Se sim, porque será?
Cárie dentária aos 6 anos de idade - Muito preocupante é a discrepância registada entre as várias regiões do país: “Na dentição temporária, a Madeira, com um índice cpod de 3,61, apresentava a maior prevalência de doença, sendo a diferença, estatisticamente significativa face à média nacional. Na dentição permanente, os Açores, tinham um índice CPOD de 0,24, que era triplo da média nacional. As regiões do Centro (0,02), de Lisboa e Vale do Tejo e do Algarve (0,03) apresentavam os valores mais baixos; estas variações são estatisticamente significativas. (…) Por regiões de saúde a percentagem de dentes temporários cariados (aos seis anos de idade) era muito elevada, variando entre 83% no Alentejo e Açores e 94% em Lisboa e Vale do Tejo.”
Estes contrastes evidenciam claramente a falta de oportunidade de acesso à saúde oral em grande parte do território nacional, constituindo uma gravíssima injustiça praticada sobre as crianças que vivem em zonas desfavorecidas; por outras palavras, na saúde oral prova-se a discriminação feita em benefício das regiões mais ricas, prejudicando sempre as regiões mais pobres (lógica absurda se pretendermos falar em coesão nacional, pois são as crianças que vivem nas regiões mais desfavorecidas que têm menos garantias de saúde oral).

segunda-feira, 6 de Abril de 2009

341) Qual a Saúde Oral que os partidos políticos qurem para Portugal?

Aos Senhores Presidentes dos Grupos Parlamentares do PS, PSD, PCP, CDS-PP, BE e PEV: Serve o presente para solicitar aos diversos partidos políticos e grupos parlamentares representados na Assembleia da República que tenham a delicadeza de apresentarem ao Blogue SAÚDE ORAL (http://saudeoral.blogspot.com/) qual a sua linha de actuação e propostas de intervenção ao nível da prestação de cuidados de saúde oral que preconização para a população em geral e para os grupos mais vulneráveis em Portugal, tendo em vista as próximas eleições legislativas para nova legislatura de 2009 a 2013.
Agora que estão decorridos trinta e cinco anos após o 25 de Abril de 1974 e mais de vinte após de integração de Portugal na União Europeia, a saúde oral em Portugal continua a ser tratada de uma forma anacrónica e lastimável pelos governos, com intervenções pontuais e de fachada, sem colmatar quaisquer causas pela raiz, pelo que urge informar todos os portugueses pelas soluções que os várias organizações políticas se propõem trabalhar na próxima legislatura para mudar radicalmente o panorama actual da prestação de cuidados de saúde oral no nosso país.
Agradece-se o envio das propostas (máximo duas páginas de tamanho A4), que serão publicadas no Blogue SAÚDE ORAL, a fim de os portugueses poderem ser informados e poderem escolher livremente aquelas que considerarem melhor servir a população e o país.

quarta-feira, 1 de Abril de 2009

340) Dentes de leite - como mantê-los saudáveis?

Os dentes de leite fazem a sua aparição por volta dos seis meses e dão lugar aos dentes definitivos cerca dos seis anos. Apesar de serem um curto episódio na "história" da nossa vida, devem ser cuidados, uma vez que o seu estado de conservação vai influenciar a saúde dos dentes definitivos.
Se os dentes de leite de uma criança estiverem cariados existe um risco real de virem a contaminar, desde o início, os dentes definitivos, enfraquecendo o seu esmalte, ainda frágil durante os primeiros tempos de actividade.
Veja quais os cuidados a ter para que a criança possua sempre dentes saudáveis:
1. Escovar os dentes - A existência de bactérias na cavidade bucal é uma situação perfeitamente normal. Porém, quando o número de bactérias de torna excessivo, quebra-se o equilíbrio existente e podem surgir cáries. A principal causa deste desequilíbrio é a falta de higiene oral.
Para prevenir o aparecimento de cáries, entre os seis e os doze meses, a mãe deve limpar os dentes da criança com uma compressa. A partir desta idade, regra geral, a criança já consegue manusear a sua própria escova de dentes (sem usar dentífrico). A partir dos 24 meses a criança já consegue usar pequenas quantidades de dentífrico sem o engolir e, pouco a pouco, deve ser-lhe incutido o hábito de escovar os dentes depois das refeições.
Atenção: Boa parte dos medicamentos destinados às crianças são açucarados, pelo que devem ser administrados antes da lavagem dos dentes.
2. Fornecer um suplemento de flúor - Os suplementos em flúor estão disponíveis em comprimidos ou em gotas. Podem ser dados à criança desde o nascimento do primeiro dente até cerca da altura em que a criança começa a ter uma alimentação semelhante à dos adultos (catorze meses). Se as águas do concelho não forem (como acontece frequentemente) enriquecidas com flúor, é aconselhável manter o suplemento de flúor até à adolescência.
3. Uma alimentação anti-cárie - Os açúcares contidos nos alimentos são os principais responsáveis pelas primeiras cáries. As bactérias que normalmente habitam a cavidade bucal transformam estes açúcares em ácidos. Estes ácidos criam cavidades nas quais elas se instalam e continuam o seu trabalho de destruição.
Para eliminar este risco há que fazer uma alimentação diversificada, pobre em alimentos ricos em açúcares. É também muito importante definir horários concretos para as refeições, proibindo o consumo de alimentos (ou seja, chocolates, rebuçados, gomas e outros alimentos desta natureza) fora das refeições. Porquê? Porque nestas ocasiões a saliva, que contém enzimas que "partem" as moléculas de açúcar, está menos activa. Logo, estas moléculas estão muito mais disponíveis para serem transformadas em ácidos pelas bactérias. É também importante não exagerar na quantidade de alimentos picados que a criança (já com uma dentição eficiente) consome.
Conhece a "cárie do biberão"? Este problema pode atingir todos os dentes dos bebés, excepto os caninos e os incisivos inferiores. Deve-se a uma exposição excessiva aos açúcares e tem origem nos biberões com água açucarada, sumos de frutas, leites aromatizados, bem como nas tetinas embebidas em mel. Para não ter enfrentar este problema, não dê bebidas açucaradas à criança e não a deixe usar o biberão como chupeta.
* * *
Adenda (Recebida por correio electrónico)
Actualmente já não se recomendam suplementos de flúor a não ser em casos identificados de crianças com mais de 3 anos com alto risco à cárie dentária. Foi estudado o efeito do flúor no organismo e chegou-se à conclusão de que o efeito preventivo do flúor em relação à cárie dentária é apenas tópico e não sistémico como se pensava.
Como tal apenas se recomendam, nos casos específicos que já referi, a utilização dos comprimidos de flúor (e não das gotas) pois são chupados e permanecem em altas concentrações na cavidade oral durante esta administração.
O melhor fornecimento de flúor é feito através do dentífrico e de bochechos de flúor pela sua acção tópica.

segunda-feira, 30 de Março de 2009

339) Século XXI: O descalabro da saúde oral em Portugal

Pela sua pertinência trago para aqui dois comentários que foram enviados para o SAÚDE ORAL. O primeiro provem de uma médica dentista que trabalha com crianças e jovens num centro de saúde, chamando a atenção para o facto de ser colocada no desemprego pelo famoso cheque dentista que trata as crianças aquela hora daquele dia daquele mês daquele ano naquele sítio com aquele fulano, mesmo que para isso tenha agora OFICIALMENTE que esperar dois, três ou mais anos para ter idade para ser tratado a um abcesso ou a uma cárie (daria vontade de rir se não fosse verdade e não estivéssemos em Portugal, com um governo do Partido Socialista):
“Sou médica dentista e trabalho num centro de saúde a atender só crianças dos 3 aos 18 anos. Estou em risco de ficar desempregada devido à criação do famoso cheque dentista que não é mais do que atirar areia para os olhos do nosso povo... uma criança com 8 anos, por exemplo, terá de esperar até aos 10 para tratar um abcesso? Uma criança com 5 anos já com os primeiros molares terá de esperar até aos 7 para selantes?”
O segundo comentário é de quem também está no terreno e sabe o que vai acontecer à maioria das crianças e jovens com quem está a lidar: daqui a cinco, dez ou quinze anos (2015, 2020 ou em 2025) muitos deles terão perdido metade (escrevi bem, metade) dos dentes porque agora não têm qualquer hipótese de terem acesso a cuidados de saúde oral (falo claro, cuidados de saúde oral no sentido exacto do termo):
“Trabalho como psicóloga num agrupamento de escolas inserido num bairro social muito problemático. Tenho lá alunos que tenho a clara percepção que quando chegarem à idade adulta, não terão metade dos dentes, ou seja, a prevenção nestes jovens já era. Necessitam de inúmeros tratamentos, mas os adultos responsáveis por eles reclamam não conseguir pagar as consultas.
Digo adultos, pois muitos não têm pais, e muito menos alguém que desde cedo pudesse considerar a saúde oral como uma prioridade a par de outras. Com 2 ou 3 cheques dentistas, como vão estes alunos fazer os tratamentos que necessitam? Já para não falar da quantidade de jovens que já ultrapassaram os 13 anos...Não há nenhuma forma de apoio social a estas pessoas?”
Apesar de estarmos no Século XXI e Portugal pertencer à União Europeia, parece que o destino e o percurso destas crianças e jovens será pouco diferente de outros que agora chegaram à idade adulta (ver aqui).
Mas há mais … Sabe que, se tiver a infeliz necessidade de recorrer a uma urgência de odontologia em determinados hospitais centrais (digo bem, hospitais centrais), não existe sequer um médico especializado para o atender? Vá lá, imagine-se num fim-de-semana em Vila Real e acontece-lhe o azar de ter um acidente facial e necessite urgentemente de ser atendido por um odontologista ou médico dentista? Bem, o melhor é que isso nunca lhe venha a acontecer!
E sabem mais? O senhor Primeiro Ministro, a Senhora Ministra da Saúde, a Senhora Ministra da Educação, o Senhor Director-Geral da Saúde, os senhores Deputados à Assembleia da República, o Senhor Presidente da República e a Ordem dos Médicos Dentistas têm conhecimento destes factos. E o que fazem para os resolver? Todos sabemos que estes senhores lidam com dezenas de milhares de milhões de euros e que bastava tão pouco para que este problema não fosse um cancro dentro do nosso país; apenas a má fé própria de todos eles (vá lá o diabo saber porque agem assim) negam o acesso à saúde oral a largas centenas de milhares de crianças e jovens do país, com consequências devastadoras para o resto das suas vidas.
Gerofil

quarta-feira, 25 de Março de 2009

338) Mais de 200 mil crianças abrangidas com cheques-dentista

Mais de 200 mil crianças com sete, dez e 13 anos que frequentam o ensino público vão ser abrangidas pelos cheques-dentista, anunciou hoje o secretário de Estado da Saúde, Manuel Pizarro. A portaria que alarga os cheques-dentista às crianças foi publicada hoje em Diário da República e tem como objectivo essencial a preservação da dentição definitiva.
Em declarações à Agência Lusa, Manuel Pizarro explicou que vão ser abrangidas por esta medida 210 mil crianças. "Todas as crianças que completam este ano sete, dez anos e 13 anos e que frequentam o ensino público", sublinhou. Haverá ainda 20 mil cheques para crianças do ensino pré-escolar, com quatro e cinco anos, que sejam indicadas pelos seus médicos de família, revelou à Lusa.
Segundo Manuel Pizarro, as crianças com sete e dez anos receberão no máximo dois cheques e os de 13 anos três. "Se tomarmos como referência o que está a acontecer com as grávidas que recorrem ao Serviço Nacional de Saúde e que recebem cheques-dentista desde Maio de 2008, cada cheque dá para fazer em média dois tratamentos", justificou.
A medida insere-se no Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral (PNPSO), que foi elaborado pela Direcção-Geral de Saúde e pelas organizações profissionais que representam os médicos dentistas e os estomatologistas. "Eu julgo que todos reconhecemos que uma das limitações do Serviço Nacional de Saúde era o acesso à saúde oral", afirmou o secretário de Estado, acrescentando: "Pretendemos, de uma forma equilibrada e tecnicamente sustentada, ir aos poucos introduzindo programas de saúde oral que valorizem o Serviço Nacional de Saúde".
Em 2008, foram as grávidas e os idosos abrangidos por esta medida, que em 2009 foi alargada às crianças. "Isto é para ter continuidade que seja sustentável do ponto de vista técnico e financeiro e que permita que os portugueses possam sorrir com um sorriso mais bonito", acrescentou.
Os utentes beneficiários têm liberdade de escolha dos médicos estomatologistas e dentistas aderentes, que constam de uma lista nacional disponível nas unidades funcionais dos agrupamentos de centros de saúde e no sítio electrónico
* * *
Mais uma gota de água para colmatar a precariedade e o abandono da valência da saúde oral no nosso país. Depois de um vasto estudo sobre a saúde oral (Estudo Nacional de Prevalência das Doenças Orais 2008), surgem medidas desgarradas e sem qualquer sentido para combater e resolver eficazmente o problema; parece mesmo que afinal não valeu a pena o esforço e o dinheiro gasto naquele estudo, pago pelo dinheiro dos contribuintes.
Em vez de efectuar um projecto inovador e de eficácia, de acesso a todas as crianças e adolescentes, com base naquele estudo, valorizando a qualidade e não os números, voltamos a assistir a iniciativas governamentais de pura demagogia e propaganda em véspera de eleições, pois o que interessa são números e mais número, sem qualquer interesse pela qualidade, durabilidade e sustentabilidade das medidas tomadas.
Espera-se que as entidades profissionais ligadas ao sector da saúde oral saibam demarcar-se destas medidas demagógicas, não alinhando na distribuição de rebuçados às crianças, propondo políticas de saúde oral alternativas e que sejam eficazes e eficientes e que tenham única e exclusivamente o interesse das crianças e jovens portugueses.
Gerofil

terça-feira, 24 de Março de 2009

337) Ordem quer baixa do IVA nos dentífricos com flúor como "medida de saúde pública"

A Ordem dos Médicos Dentistas (OMD) defende a redução do IVA nas pastas dentífricas com flúor, através de uma reclassificação do produto, por "comprovadamente serem eficientes na prevenção da doença infecciosa mais comum, a cárie dentária". À Lusa, o bastonário Orlando Monteiro da Silva argumentou ser uma "medida de saúde pública".
"O flúor é comprovadamente uma substância eficaz na prevenção e por isso os dentífricos não devem ser taxados como qualquer perfume ou outro cosmético", a 20 por cento, disse. A Ordem já solicitou a alteração da taxa em 2007, em carta enviada ao então ministro da Saúde Correia dos Campos, mas não obteve qualquer resposta.
A OMD pretende que as pastas, actualmente consideradas produtos de luxo cosméticos, sejam reclassificadas como bens essenciais preventivos e terapêuticos, como já aconteceu com fraldas e preservativos. Depois da reclassificação, a diminuição da taxa de IVA pode ficar inscrita no Orçamento de Estado, previu Orlando Monteiro da Silva.
Por outro lado, os refrigerantes ou os chupa-chupas são tributados a cinco por cento "quando são produtos altamente cariogénicos", notou ainda o bastonário. Fonte da Direcção-Geral da Saúde (DGS) indicou hoje que qualquer decisão nesta área é "política" e que a DGS não recebeu pedido para se pronunciar. Cabe à DGS avaliar e sustentar tecnicamente a relevância e importância dos pedidos, acrescentou a mesma fonte à Lusa.
Fonte da Autoridade Nacional do Medicamento (INFARMED) referiu ser responsável pela garantia de qualidade do que é colocado no mercado em termos de medicamentos, produtos cosméticos e de higiene corporal. Para ser considerado como medicamento, os fabricantes terão de submeter o produto às diversas entidades europeias competentes, explicou ainda a mesma fonte.
O bastonário sustentou, por seu lado, não pretender que as pastas passem a medicamentos, o que acarreta um complexo processo, mas a bens essenciais e lembrou que a reclassificação cabe a cada Estado-Membro. À Lusa, o responsável exemplificou a diferença do IVA taxado entre Portugal (20 por cento) e Espanha (7 por cento) nos materiais de uso médico dentário.
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A Ordem dos Médicos Dentistas tem a obrigação de intervir nas políticas de saúde oral seguidas no país; é tempo de assumir as suas responsabilidades pelo panorama desolador na prestação dos cuidados primários e preventivos que hoje (não) se fazem em Portugal.
Não é apenas a descida do IVA sobre as pastas dentífricas; a OMD deve e tem a obrigação de ir muito mais longe e exigir firmeza e determinação na resolução do problema do abandono dos cuidados de saúde oral a prestar à população feito pelo actual governo do Partido Socialista, bem como pelos outros que o antecederam.
Porque somos todos nós a pagar impostos para a formação dos médicos dentistas em Portugal; estes médicos formados não podem depois estar apenas ao serviço das pessoas ricas e abandonar ao esquecimento a assistência que devem ter com o resto da população que pagou a sua formação com o dinheiro dos seus impostos.
É lamentável a desgraça que se abate sobre os mais desfavorecidos, nomeadamente crianças, jovens e idosos a quem é descurado qualquer tipo de acesso a cuidados dignos de saúde oral, apesar de sermos um país membro de pleno direito da União Europeia.
Gerofil

quinta-feira, 19 de Março de 2009

336) Portugal e Espanha: duas formas distintas e completamente opostas de tratar a saúde oral das crianças


O Ministério da Saúde lançou uma campanha de saúde oral em que todas as crianças espanholas entre 7 e 15 anos podem visitar gratuitamente o dentista durante o ano de 2009. Bernat Soria, ministro da Saúde e Defesa do Consumidor, disse que "o objectivo é que a saúde oral diz respeito a todos e que o sorriso de cada criança nunca deverá depender da sua condição social." Assim, irá promover a extensão destes serviços em Espanha, com a assinatura de acordos com as Comunidades Autónomas. O projecto inclui uma ampla cobertura de serviços odontológicos, a partir de revisões anuais a um tratamento especial, através de obturação, extracção de dentes ou limpeza da boca, por exemplo.

MangaSpam.com

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O mesmo problema em dois países irmãos: em Espanha faz-se campanhas de prevenção para eliminar o problema; em Portugal "esconde-se" o problema para evitar a prevenção.

Completamente vergonhoso o comportamento das entidades públicas e privadas portugueses, relacionadas directamente com a área da saúde oral, ao restringirem o acesso das crianças e jovens a cuidados de saúde primários consoante a sua classe social; não foi para isto que se fez o 25 de Abril de 1974. É imperativo denunciar o escândalo, cá e no estrangeiro, pois todos estamos a pagar impostos de igual modo para a formação dos dentistas e estomatologistas, que não podem estar só ao serviço das classes sociais ricas.

Gerofil

segunda-feira, 16 de Março de 2009

335) Verbas do Orçamento de Estado suficientes para «manter e melhorar» cuidados de saúde, diz ministra

A Ministra da Saúde, Ana Jorge, considerou que o Orçamento de Estado para 2009 é o suficiente para «manter e melhorar os cuidados de saúde à população». Em declarações à margem da assinatura de um protocolo com as Câmaras de Vila do Conde e da Póvoa de Varzim para a construção de um novo centro hospitalar, Ana Jorge afirmou que «temos o orçamento que é o possível neste momento e, portanto, temos a obrigação de o gerir bem».
Segundo a Ministra da Saúde, «gerir bem não significa cortar, significa pensar nos recursos que existem e nas necessidades que há». «É fundamental definir prioridades, envolver os profissionais e também a população, que tem de ser capaz de recorrer aos serviços de saúde de forma racional e responsável», afirmou Ana Jorge.
A propósito da proposta de Orçamento de Estado para 2009, a ministra frisou que foi feita «com realidade e pensando naquilo que é possível fazer desde que seja bem gerido». Para a responsável, as prioridades «estão definidas», destacando-se a continuidade das reformas dos cuidados de saúde primários e dos cuidados continuados e hospitalares, além dos «programas de saúde que fazem parte do plano nacional e que tem de ser acompanhado».
No que concerne a listas de espera em cirurgia e saúde oral, Ana Jorge afirmou que «vamos dar enfoque nalgumas áreas para melhorar aspectos complicados».
A ministra que detém a pasta da Saúde também anunciou que divulgará um programa sobre a redução das listas de espera em cirurgia, relativo à cirurgia de ambulatório. «Este novo modelo, com um conjunto de atitudes e práticas que divulgaremos segunda-feira, permitirá reduzir as listas de espera, porque há muitas cirurgias que se podem realizar com apenas um dia de internamento, em condições de total segurança para o doente», concluiu Ana Jorge.
* * *
A Senhora Ministra reconhece que não são as verbas que constituem o principal entrave à produtividade na área de saúde pública e, consequentemente, da prestação de cuidados de saúde primária às populações. De facto, existe uma falta de organização da forma de administrar os vários departamentos de saúde pública, quantas vezes obsoletos e que, em vez de melhorar os cuidados de saúde da população, têm o efeito perverso de actuarem em sentido oposto.
O avanço tecnológico pode libertar muitos recursos do Serviço Nacional de Saúde desperdiçados em burocracia para ser implantado directamente na prestação de cuidados de saúde.
Por exemplo, porque é que o Ministério da Saúde não transfere as verbas que gasta em saúde oral para as escolas ou para os centros de saúde? Poder-se-ia assim ganhar imenso em termos de produtividade e resultados em saúde oral; enquanto tal não acontecer, é o desespero de quem precisa e vê recusado tratamentos de saúde oral, especialmente as camadas da população mais carenciada, crianças e idosos a quem lhes é negado qualquer possibilidade de um tratamento eficaz em tempo útil.
Palavras para quê? Exige-se é acção e basta de burocracia nos organismos do Ministério da Saúde.
Gerofil

segunda-feira, 9 de Março de 2009

334) Acção de Formação em Voluntariado (ONG Mundo a Sorrir)

Caros Colegas,
Como é do v/conhecimento, a ONGD Mundo a Sorrir desenvolve os seus projectos com o apoio dos seus associados em regime de voluntariado. Assim sendo e para que possamos desenvolver esse mesmo serviço voluntário com qualidade, apostamos na formação dos nossos associados, assim como de potenciais voluntários que se queiram juntar à nossa Causa em prol da Saúde Oral.
E é neste contexto, que nos dirigimos aos Estabelecimentos de Ensino de Medicina Dentária e outros parceiros de comunicação no sentido de solicitar autorização para a divulgação da n/Acção de Formação em Voluntariado junto dos v/associados e Bloguistas, assim como perguntar qual a melhor maneira para o fazermos. Aproveitamos este momento, para informar dos dois grandes projectos a que vamos dar início, ambos aprovados pelo Alto Comissariado da Saúde, e no caso da Clínica, também pela Fundação EDP Solidária:
1) “Projecto Saúde Oral sobre Rodas”, um autocarro que circulará pela cidade, visitando as escolas do 1º ciclo, e onde serão efectuadas sessões de esclarecimento e formação, tendo como objectivos principais da sua intervenção: a promoção de Campanhas de Informação, Prevenção e Promoção da Saúde Oral e desenvolvimento de um trabalho que concorra para a melhoria das condições de vida das famílias. Pretendendo-se também, com estas visitas elaborar um estudo epidemiológico do estado da Saúde Oral na população abrangida pelo projecto.
2) "Projecto Clínica Apoio à Saúde Oral - CASO", uma clínica solidária para apoio a grupos específicos, nomeadamente: jovens, grávidas, idosos e grupos de risco e que pretende ser um veículo de melhoramento da Saúde Oral, numa perspectiva de inclusão social dos utentes.
Certos da v/melhor atenção, agradecemos antecipadamente a V/prezada resposta, enviando
Melhores Cumprimentos
Mundo a Sorrir - Associação de Médicos Dentistas Solidários Portugueses
Rua Ciríaco Cardoso 265-C 5ºDT
4150-213 Porto
220169882/931653608
http://www.mundoasorrir.org/
geral@mundoasorrir.org
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Instituição de Utilidade Pública de Portugal
Organização Não Governamental para o Desenvolvimento
Membro da Plataforma Portuguesa das ONGD

333) VERGONHA DO SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE: Centro de Saúde sem dentista há um mês

Desde Setembro que os utentes do Centro de Saúde de Aveiro não têm à sua disposição os serviços de uma médica dentista. A profissional reformou-se e a sua substituição não está para breve, segundo apurou o JN. A passagem à reforma da médica dentista em Setembro passado que prestava serviço no Centro de Saúde de Aveiro, deixou os utentes sem possibilidade de poderem recorrer à prestação de cuidados de saúde oral, no caso dos doentes agudos.
A solução encontrada para obviar à falta da profissional de saúde ora, foi segundo o responsável pelo Centro de Saúde de Aveiro, João Terrível a distribuição de "cheques-dentistas" aos idosos e grávidas e a contratualização com médicos-dentistas ou estomatologistas privados. "Os doentes agudos terão que recorrer aos serviços privados", disse ao JN, João Terrível que minorou os efeitos da falta da dentista no Centro de Saúde.
"Ela tinha um horário de doze horas por semana, por isso, não eram muitos os utentes que tinha", referiu o director do Centro de Saúde de Aveiro que lembrou que aquela unidade de saúde possui em serviço um higienista oral. "Estamos em démarches para solucionar o problema, estando a ser equacionada uma solução, que de qualquer das maneiras nunca será encontrada a curto prazo, mas sim a médio prazo", disse ao JN.
* * *
É absolutamente vergonhoso a política de saúde oral seguida em Portugal. Este exemplo demonstra claramente a tentativa do Ministério da Saúde em destruir o pouco que ainda vai existindo no atendimento da população.
Entre as promessas e os actos sobra a má fé e a liquidação, por parte do Governo, dos cuidados de saúde oral prestados pelo Serviço Nacional de Saúde, algo impensável durante o Estado Novo.
Haja coragem e denuncie-se a situação, pois os impostos que cada um de nós paga (quer seja rico ou pobre) para a formação de dentistas em Portugal não pode depois reverter apenas e só em benefício da classe social de altos rendimentos, que pode pagar consultas no privado.
Infelizmente (porque será?), a Ordem dos Médicos Dentistas parece estar surda perante tão grave atentado à população do país perpetrado pelo actual governo.
Gerofil

sábado, 7 de Março de 2009

332) Linha Dentária - O seu espaço na net para expor e aprender sobre a sua saúde oral.

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domingo, 1 de Março de 2009

331) SAÚDE ORAL: O que devia ser obrigatório no ensino básico e secundário e que ninguém fala.

Sem uma atitude firme dos pais ou responsáveis, qualquer criança ou adolescente pode ter comprometido o seu sorriso definitivamente para o resto da sua vida, com os graves problemas psicológicos e físicos que lhe estão associados.
Porque é que estes assuntos não são directamente abordados e tratados, encontram-se actualmente praticamente banidos dos currículos obrigatórios dos ensinos básico e secundário?
Afinal, se existe uma Ordem dos Médicos Dentistas, qual a sua função no quadro das políticas de prevenção das doenças de saúde oral na infância e adolescência? Não serão concerteza a de adormecer junto aos interesses que os Ministérios da Educação e da Saúde sempre tiveram de desprezar, na generalidade, a saúde oral das crianças e jovens abrangidos pelos ensinos básico e secundário do nosso país.
Afinal, ainda há muito, mas mesmo muito, por fazer pela jovem Democracia Portuguesa nascida em 25 de Abril de 1974; e uma dessas coisas é combater a violação sistemática dos Direitos Humanos pelo estado português e respectivos governos, quando falamos no acesso das crianças e jovens a tratamentos de saúde oral no nosso país, feito actualmente em função das possibilidades económicas de cada família.
* * *
Bibliografia recomendada a qualquer pai ou educador, obrigatório em todas as bibliotecas e centros de recursos didácticos de qualquer escola:

Sorri Dente
Autor: Trigo, Mauricio
Editora: Garrido Editores
ISBN 972-8471-42-4
ISBN 972-8738-15-3

terça-feira, 24 de Fevereiro de 2009

330) Câmara de Silves promove rastreios médicos gratuitos

Um conjunto de rastreios médicos e acções de sensibilização terão lugar entre 3 e 6 de Março, em Silves. Esta iniciativa resulta de um protocolo de cooperação estabelecido entre o Município de Silves e a Empresa Tecnifar – Indústria Técnica, que permitiu a implementação do projecto “SMS – Solidariedade Médica Social”.
Estes rastreios terão lugar na Fissul e nos quatro Agrupamentos de Escolas do concelho. No edifício Fissul serão realizados exames às populações adulta e idosa, entre as 09h30 e as 18h00, ininterruptamente. Nos Agrupamentos de Escolas privilegiar-se-ão as crianças do 1º Ciclo do Ensino Básico, decorrendo a actividade entre as 09h30 e as 17h30. Efectuar-se-ão, igualmente, com a colaboração das unidades móveis do CAD de Faro e do Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio, rastreios do VIH/Sida e recolha/doação de sangue.
Assim, durante os dias em que decorrerão estas acções, todos os interessados poderão efectuar Rastreios Visuais, participar em momentos de sensibilização para a Higiene Oral, fazer Avaliações Nutricionais, medições diversas (Tensão Arterial, Glicemia, Colesterol e Índice de Massa Corporal), Densitometrias Ósseas (para averiguar da existência ou não de osteoporose), Electrocardiogramas e Espirometrias (exames que permitem ver o funcionamento dos pulmões, medindo a quantidade de ar que conseguem suportar e a rapidez das expirações).
No caso dos estabelecimentos de ensino serão efectuados, ainda, Rastreios Visuais às crianças sinalizadas para o efeito, bem como uma Acção de Sensibilização para a Higiene Oral a todos os alunos.
Ao todo, esta iniciativa envolverá a participação de 25 técnicos de saúde, entre médicos e enfermeiros, para além do staff da Câmara Municipal de Silves, nomeadamente os técnicos do Sector de Acção Social – Divisão de Desporto, Juventude e Acção Social, que coordenarão esta iniciativa.
Para mais informações, os interessados deverão contactar esta Divisão, através dos telefones 282 440 270, ou 282 440 831.
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Mais uma iniciativa autárquica de louvar; felizmente começam a urgir câmaras municipais e juntas de freguesia que entendem as necessidades das populações locais. Embora sabendo que muitos outros autarcas ainda investem milhares de euros em viagens de luxo pelo estrangeiro (onde anda o Governo e a Procudaria-Geral da República para investigar estas viagens?), começa hoje a surgir uma nova geração de pessoas nas autarquias que colocam os interesses comunitários acima dos interesses dos seus umbigos.
Gerofil

quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2009

329) A SAÚDE ORAL DO MINISTÉRIO DA SAÚDE: Entre as promessas e a prática ...

A dívida total vencida (a mais de 90 dias) do Serviço Nacional de Saúde (SNS) ascendia a 908 milhões de euros no final de Setembro. O grosso (727 milhões de euros) é da responsabilidade dos hospitais empresarializados (EPE), que constituem cerca de 90 por cento dos hospitais públicos em Portugal, em dimensão financeira e em número de camas.
Foi justamente para "acabar com o drama dos hospitais que não pagam a tempo e horas" e "injectar liquidez na economia" numa altura de crise que o Governo decidiu alargar e activar o fundo de apoio aos pagamentos do SNS (nunca usado, apesar de existir desde 2006).
Os hospitais SPA e serviços centrais resultará de uma realocação de verbas, nomeadamente desactivações e transferências entre programas - usando, por exemplo, o dinheiro que este ano (2008) sobrou dos programas de saúde oral e da procriação medicamente assistida.
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É absolutamente vergonhoso que a actual equipa do Ministério da Saúde “esconda” os programas de saúde oral, aproveitando daí dividendos para pagar dívidas de má gestão, enquanto se nega tratamentos de saúde oral a centenas de milhares de portugueses, nomeadamente crianças e adolescentes, mantendo-os numa ignorância permanente relativamente às suas necessidades de saúde.
Recado à Senhora Ministra da Saúde: afinal, das promessas politicamente correctas à prática real vai uma grande lata; absolutamente demagoga esta evolução da política de saúde oral em Portugal.
Ao menos que enviem este recado à Juventude Socialista para que também se lembre, no Parlamento, do que realmente precisam as nossas crianças nas escolas.
Gerofil

domingo, 15 de Fevereiro de 2009

328) Análise ao Estudo Nacional de Prevalência das Doenças Orais 2008 (6ª Parte)

Crianças e jovens com cárie dentária

A leitura do Estudo Nacional de Prevalência da Doenças Orais 2008 permite concluir que a cárie dentária atinge níveis demasiado alarmantes na população infantil e juvenil do nosso país. A situação quase que se pode dizer de catastrófica, pois a percentagem de crianças afectadas atinge os 49 % aos 6 anos de idade, passando para os 72 % aos 15 anos de idade. Tal constatação deveria constituir, desde já, preocupação absolutamente fundamental em termos de saúde escolar, ao nível do ensino básico.
Numa altura em que se avançam projectos de juventudes partidárias para introdução e reforço de outras valências educativas, é completamente urgente atacar o problema da saúde oral que graça indiscriminadamente, de forma avassaladora, afectando a esmagadora maioria da população escolar e de consequências físicas e psicológicas imprevisíveis em termos futuros.
Não se pode ficar de consciência tranquila quando ficamos a saber que 88,5 % dos adolescentes com 15 anos nos Açores e 75,4 % dos adolescentes com 15 anos no Alentejo apresentarem cárie dentária, sabendo-se dos milhares de milhões de euros de recursos de que o país usufrui provenientes da União Europeia.
Por isso mesmo, é urgente e necessário mudar as políticas irracionais de saúde oral seguidas pelos governos em Portugal desde o 25 de Abril de 1974; não se pode conceber que, num país membro da União Europeia, as crianças e os jovens continuem a ser tratados de forma discriminatória, em que a origem da classe social determina o seu acesso a cuidados de saúde (algo que hoje sucede em Portugal e que é mais típico de um país do Terceiro Mundo).
Assim, cabe também a si, caro leitor deste blogue, denunciar esta situação e alertar a opinião pública; as crianças e os jovens de hoje serão os homens que amanhã irão construir o futuro do nosso país. Não deixe que uma cúpula de políticos e governantes incipientes tenham o direito de limitar e constranger o desenvolvimento físico e psicológico daqueles que serão os homens e mulheres de Portugal na próxima geração.
* * *
NOTA FINAL: Porventura a Presidência da Republica estará disponível para a realização de uma semana aberta, a nível nacional, sobre a temática da prestação de cuidados de saúde primários à população, incluindo o seu acesso a cuidados de saúde oral? Fica a sugestão de quem está no terreno e conhece a realidade.
Gerofil

segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2009

327) Dentistas: Ordem critica alguns comportamentos na classe

O Ministério da Saúde deve assumir as suas competências e resolver a degradação a que chegou a actividade dos médicos dentistas, diz o bastonário Orlando Monteiro da Silva. Há dentistas em Portugal a usar material de menor qualidade nos tratamentos e a poupar nas esterilizações, porque vários seguros diminuíram os preços dos tratamentos dentários, denuncia o responsável.
Orlando Monteiro da Silva considera que o Ministério da Saúde não pode fechar os olhos a esta situação. Confrontada com estas denúncias no Porto, a ministra Ana Jorge mostrou-se “preocupada,” mas sublinhou que é à respectiva Ordem dos Dentistas que cabe o controlo da qualidade dos serviços. A Renascença já contactou o Instituto de Seguros de Portugal para tentar perceber porque estarão as seguradoras a reduzir as coberturas na área dentária, no entanto, o Instituto não faz, para já, qualquer comentário.
* * *
Esperemos, pois, por uma clara acção de fiscalização aos consultórios por parte da Ordem dos Médicos Dentistas; os pacientes exigem e o país agradece.
Gerofil

domingo, 8 de Fevereiro de 2009

326) Correio de Itália

Senhor responsável pelo sector da medicina dentária de Angola. O meu nome é Sergio Sabellini, sou Higienista Oral italiano, trabalho como tutor no curso de Higiene Oral no Hospital São Paulo de Milão.
Estou, também a estudar para um master sobre a cooperação internacional (COI-ECTOH) na Universidade de Torino:
Estou a preparar uma tese acerca dos Sistemas de Saúde dos Países Lusofonos Africanos (PALOP`s) e das organizações internacionis do sector, que operam nesses países. Foi ja visitar o site do Ministerio da Saúde de Angola, mas não consigo achar muitos dados.
O Senhor pode aconselhar-me outros links ou outras fontes da Angola? Agradeço muito pela atenção.
Dr. Sergio Sabellini

domingo, 1 de Fevereiro de 2009

325) Matosinhos: crianças não pagam pelo dentista

Em parceria com a Junta de Freguesia de Matosinhos, a Clínica Parque da Cidade lançou um projecto que permite o atendimento preventivo de 1.000 crianças da freguesia. «Este é um programa apenas de prevenção, se detectamos anomalias, as crianças serão direccionadas para os seus médicos dentistas. Nós avaliamos o risco de cárie da placa bacteriana e posicionamos as crianças em grupos. É uma oportunidade para todas as crianças, começarem a criar hábitos orais», refere José Maria Corte-Real, Director Clínico.
Este projecto envolve toda uma equipa de médicos, mas sobretudo o envolvimento dos pais e dos professores «porque é com eles que temos de trabalhar para que todo este programa tenha continuidade».
As consultas são destinadas as todas as crianças da freguesia, quer de escolas públicas quer de escolas privadas. «Não vamos excluir nenhuma criança. Este é um projecto de valor para as crianças que nunca tiveram a oportunidade de ir ao Dentista, de certeza que nunca irão esquecer esta clínica», refere António Parada, Presidente da Junta de Freguesia de Matosinhos.
O Presidente deixa um agradecimento à clínica pela coragem de verificar as deficiências do sistema e de as tentar corrigir com este projecto.
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Exemplo de coragem e de determinação que outras autarquias deveriam seguir, em vez de andarem feitos lacaios a esbanjarem milhões e milhões de euros dos nossos impostos em viagens de passeio para Cuba, Canadá, Brasil, Moçambique, Polónia ou outros lados ou organizarem festas sem nenhum resultado para a melhoria de vida das populações locais.
Pena que essa corrupção passiva dos políticos autárquicos não seja investigada pela Procudaria-Geral da República; esse dinheiro devia ser investigado e aplicado directamente nos cuidados de saúde da população de cada concelho.
Bem haja povo de Matosinhos.
Gerofil

segunda-feira, 26 de Janeiro de 2009

324) European Association for Osseointegration


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Colmatar o fosso entre ciência e prática clínica, EAO melhora a qualidade da assistência ao paciente como o principal centro de recursos na área de implante de odontologia na Europa.

domingo, 18 de Janeiro de 2009

323) European Global Oral Health Indicators Development

European Global Oral Health
Indicators Development
Link:

terça-feira, 13 de Janeiro de 2009

322) Quintessence Publishung

Quintessence Publishing
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sexta-feira, 9 de Janeiro de 2009

321) Dr Orlando Monteiro da Silva eleito presidente do Conselho Europeu de Dentistas

O Conselho Europeu de Dentistas (CED) é uma organização europeia sem fins lucrativos que representa mais de 300.000 dentistas em toda a Europa. É composto por associações e organizações nacionais de dentistas de 30 países europeus. Os principais objectivos do CED são a promoção de elevados padrões de saúde oral e de representar os interesses da profissão odontológica na União Europeia.
O CED aprovou em 28 de Novembro de 2008, na sua Assembleia Geral, em Bruxelas, uma posição escrita sobre o projecto da directiva europeia relativamente aos direitos dos doentes no que se refere a cuidados de saúde transfronteiriços. O CED aprovou também uma resolução sobre o parecer do CCPC relativamente a produtos de branqueamento utilizados na saúde oral.
Para mais informações sobre o CED consulte WebPage http://www.eudental.eu/

domingo, 4 de Janeiro de 2009

320) Estatísticas 2008


terça-feira, 30 de Dezembro de 2008

319) FDI World Dental Federation

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