domingo, 31 de agosto de 2008

286) Os Médicos Dentistas e o Serviço Nacional de Saúde (SNS)

Ao afirmarmos que o SNS deveria englobar Médicos Dentistas nos seus quadros, o que queremos dizer com tal afirmação? Podemos concluir que deveria haver Médicos Dentistas nos Hospitais públicos? Que deveriam ser distribuídos pelos Centros de Saúde?
Ora bem, para responder a estas perguntas comecemos por lembrar que, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), a Saúde é o completo bem – estar físico, psíquico e social, e não consiste somente na ausência de doença ou enfermidade. Ora, à luz desta definição toda e qualquer especialidade médica e paramédica deveria estar integrada no SNS. Penso que este raciocínio está correcto.
Regressemos, então, ao assunto principal. Há ou não urgências em Medicina Dentária que justifiquem a presença de um Médico Dentista num serviço de urgência? Efectivamente, não há. Na área da Saúde Oral poucas “verdadeiras urgências” podemos ter. Assim, serão urgências de facto, as fracturas maxilares, e estas estarão à mercê do Cirurgiões Maxilo – faciais. Serão urgências de facto a avulsão de dentes, e aí temos em muitos hospitais centrais Estomatologistas para resolver o caso. Uma odontalgia, vulgo dor de dentes, não é uma situação de urgência que justifique a presença de um profissional num serviço de urgência.
Põe-se o problema dos pacientes que não têm condições económicas para tratar os seus dentes. Ora, para estes pacientes poderiam as Faculdades de Medicina Dentária ter convenções com a Segurança Social. Se fizermos uma análise sobre o investimento a fazer na montagem de um consultório dentário mediano, cerca de 20,000 € só em equipamento, não será difícil, utilizando a matemática, perceber o dinheiro necessário para um investimento nacional nesta área. Somando a estes valores os ordenados dos Médicos Dentistas, a manutenção dos consultórios e equipamentos, a factura a pagar por estes serviços será muito elevada.
Estou convencido que a melhor maneira, e mais económica de servir uma população na Especialidade de Medicina Dentária é a de o SNS fazer convenções com as Clínicas e Consultórios dentários. Com esta medida o Estado obrigava todos os Consultórios e Clínicas a trabalhar na legalidade. Ao comparticipar as consultas conseguia harmonizar os preços entre prestadores e assim as pessoas ficavam mais salvaguardadas da especulação. O Estado arrecadaria mais em impostos, pois todos os pacientes pediriam recibo para serem reembolsados. A população ficaria melhor servida pois assim recorreria apenas aos Médicos Dentistas com qualificações. Os Médicos Dentistas estariam assim integrados no SNS o que seria benéfico para todas as partes.
Colocar Médicos Dentistas nos Hospitais ou Centros de Saúde seria dar força à Ordem dos Médicos Dentistas de uma forma que, a meu ver, é perfeitamente desprovida de racionalidade. O grave problema da Saúde em Portugal tem dois grandes responsáveis. O Ministério da Saúde e a Ordem dos Médicos. O primeiro porque tem medo de dar ordens, o segundo porque dá ordens a mais. Não queiram colocar um terceiro interveniente na desordem da Saúde.
Carlos Borrego

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

285) DENTE POR DENTE, o verdadeiro impacto da saúde oral

Um sorriso bonito vale ouro. E anos de vida, também. Cada vez mais estudos estão a encontrar relações imprevistas entre a saúde oral e patologias crónicas, como doenças cardiovasculares e degenerativas do cérebro.
Se se questionarem cem portugueses, apenas um não se vai queixar do estado de saúde dos seus dentes. Os resultados pouco animadores pertencem ao estudo sobre Saúde Oral apresentado pela Sociedade Portuguesa de Estomatologia e Medicina Dentária (SPEMD) e referem-se a mais de 13 mil rastreios efectuados durante 2006. O diagnóstico apurado foi, mais uma vez, francamente negativo e varreu população adulta e crianças de igual forma, o que revela que a educação para a saúde oral não tem beneficiado os dentes portugueses.
Principais problemas: cáries, dentes obturados, falta de dentes, infecções. Dos oito aos 16 anos, 47% das crianças apresentam cárie dentária na dentição permanente; 16% já tiveram infecções, sensibilidade ou dor, mas apenas 50% procuraram tratamento. Os adultos dos 17 aos 30 anos são os que mais dentes cariados apresentam - em média 3,45. Trinta e oito por cento experenciaram dor ou abcessos e 71 % problemas periodontais, mas apenas 42% procurou resolver estes problemas com tratamento dentário.
Esta "alergia" à cadeira do dentista afasta os portugueses da média do cidadão europeu: o mais recente Eurobarómetro revela que o check up anual mais frequente dos europeus é exactamente à saúde dos dentes. Não é possível adivinhar o que está na origem deste exemplar comportamento preventivo dos cidadãos europeus, mas a assiduidade pode dar brilho a muito mais do que o esmalte dentário.
Um estudo publicado na revista científica Heart de Setembro revela que quanto mais cáries e dentes em falta um adulto jovem apresentar, maior o risco de sofrer de doenças cardiovasculares no futuro. Sugere o artigo que as bactérias alojadas na boca podem chegar de alguma forma à corrente sanguínea e provocar infecções ou inflamações crónicas.
Embora sem identificar uma relação causa-efeito, também a American Dental Association admite existir ligação entre a periodontite e a doença cardiovascular, Ave e pneumonia de origem bacteriana. Outros estudos encontraram ainda uma relação perigosa entre doença periodontal em grávidas e nascimentos prematuros, bem como complicações na diabetes. Não a causando, as infecções nos dentes e na boca podem provocar aumento de insulina no sangue e tornar a patologia crónica mais difícil de controlar.
Uma das investigações mais faladas este ano, na área da saúde oral, deu direito a destaque no Wall Street journal. Talvez por se tratar de um dos cancros mais mortíferos ou pela relevância da amostra: 51 mil homens. Em comparação com os que apresentavam bocas sãs, os homens com doenças de gengivas apresentam um risco 64% maior de sofrer de cancro do pâncreas. Embora raro, este risco representa mais 36 casos por 100 mil pessoas.
Na altura, os investigadores de Harvard "acusaram" a Porphyromonas gingivalis, bactéria que afecta as gengivas e que também pode despoletar a formação química de nitrosamidas, uma substância cancerígena, no organismo.
Mas negligenciar a saúde oral pode também reflectirse no cérebro. Um estudo britânico efectuado com cerca de 2500 idosos concluiu que não ter qualquer tipo de dentição eleva 3,57 vezes as probabilidades de se sofrer de algum tipo de disfunção cognitiva. Para além dos já referidos riscos derivados da exposição contínua a uma infecção bacteriana, o estudo de Robert Stewart e Vasant Hirani acrescenta uma outra explicação possível - a alimentação pobre e desequilibrada que os idosos sem dentes tendem a manter pode abrir caminho a doenças degenerativas no cérebro, como o Alzheimer.
Fonte: Revista Performance - Out07

terça-feira, 26 de agosto de 2008

284) Análise ao Estudo Nacional de Prevalência das Doenças Orais 2008 (2ª Parte)

RESUMO

No resumo do documento é referido que “Portugal, nos últimos 20 anos, tem desenvolvido programas de promoção da saúde e de prevenção das doenças orais assentes em estratégias universais (para toda a população), selectivas (para grupos risco) e indicadas (para os que têm doença), cuja monitorização tem sido feita, regularmente, pela Direcção-Geral da Saúde.” Surge aqui ao leitor a dúvida sobre quais os programas a que se pretende referir; deveria ter-se sido mais específico e listar quais os programas implementados no país nos últimos vinte anos e respectiva população – alvo de cada um deles. A pergunta fica feita: qual foi o programa que o Ministério da Saúde aplicou de forma a promover a prevenção das doenças orais, numa estratégia universal e destinada a toda a população.
O presente estudo é o resultado do levantamento da situação no ano lectivo de 2005/06, tendo como base o diagnóstico da “prevalência da cárie dentária, das doenças periodontais e da fluorose, bem como compreender alguns dos seus determinantes, nomeadamente, os relacionados com os hábitos alimentares e de higiene oral” tendo por base uma amostra de 2612 crianças de 6, 12 e 15 anos de idade das escolas públicas das várias regiões do país, incluindo as regiões autónomas. Sabendo-se que a maior parte das crianças frequentam o ensino público, fica aqui em aberto a possibilidade de avançar também com outro estudo ao universo residual constituído pelas crianças que estão fora do ensino público: em que medida haverá coincidências ou contrastes entre os dois universos e quais as razões para que isso aconteça?
Poderá a amostra de 2612 crianças ser segura, de forma a fazer-se uma extrapolação para o universo global de crianças existentes no país, para aquelas idades? O documento aponta para “índices de confiança intra e inter-observadores atingiram valores de 92,8% e 88,9%, respectivamente”, relativamente à cárie dentária.
O estudo permitiu apurar conhecimentos e os comportamentos relacionados com a saúde oral. Assim, apurou-se que “aos 6 anos de idade, 51% das crianças portuguesas estarem livres de cárie, quer na dentição temporária, quer permanente”; por outras palavras, aos 6 anos de idade, metade das crianças já apresentavam problemas de cárie dentária. Mais agravante é o facto de o CPOD (Índice de Cárie Dentária) passar de 0,07 aos 6 anos de idade para 1,48 aos 12 anos de idade e 3,04 aos 15 anos de idade.
Tais valores, embora de populações distintas, levam a concluir que existe a tendência dos problemas de saúde oral se agravarem de forma acentuada no final da infância e primeiros anos da adolescência dos jovens, no nosso país. Assim, torna-se indispensável que as autoridades competentes apostem na prevenção e tratamento dos problemas dentários da população escolar do ensino básico, generalizando a sua acessibilidade a consultas de saúde oral, apostando ao mesmo tempo na educação, fomentando a aquisição de comportamentos responsáveis.
A análise dos mesmos indicadores demonstra que a situação ainda é mais preocupante nas regiões autónomas, pelo que a existência de um cartão de saúde oral para todas as crianças e jovens deve constituir elemento vital para um controlo epidemiológico desta nefasta situação em alguns pontos do território nacional.
Constata o estudo de que, entre 2000 e 2006, “verificou-se um aumento de 30% de jovens com os dentes tratados. Estes ganhos em saúde oral resultaram, em grande parte, do processo de contratualização com o sector privado para a prestação de cuidados médico-dentários às crianças e jovens”. Se assim é, então que haja a possibilidade imediata de todas as crianças e jovens poderem ter acesso a esses processos de contratualização, uma vez que resultará em ganhos em saúde oral.
Avança o estudo que “a higiene oral, questionada através da execução da escovagem dos dentes, duas vezes por dia com uma pasta dentífrica fluoretada, era realizada por 50% das crianças de 6 anos e aos 12 e 15 anos, por 67% e 69% dos jovens respectivamente”, ou seja, entre um terço a metade das crianças e jovens não tem os melhores hábitos de higiene oral; esta situação é grave, na medida em que a escola e a sociedade não estão a cumprir com os deveres de formação parta a saúde de grande fatia da sua população infanto-juvenil. Como ninguém nasce ensinado, compete às autoridades competentes tomarem, no imediato, medidas que alterem este panorama, facilitando a aquisição de uma educação para a saúde, não apenas na teoria mas fundamentalmente prática, por parte das crianças e jovens; esse papel compete à escola, para além da família.
Refere o estudo que “a autopercepção que os jovens portugueses tinham da sua saúde oral era boa ou muito boa para 50% e razoável para outros tantos”; ora acontece que a realidade é muito diferente daquela que é percebida pelos jovens, pelo que há muito, mas mesmo muito, por fazer em termos de controlo epidemiológico das doenças orais junto das crianças e dos adolescentes.
“Após 20 anos de programas de saúde oral, dirigidos, prioritariamente às crianças e aos jovens, a percentagem de crianças livres de cárie dentária, aos 6 anos, passou de 10% em 1986 para 51% em 2006, o índice de CPOD de 1,1 para 0,07 e, aos 12 anos de 3,97 para 1,48”. Demasiado pouco, muito pouco, para um país-membro da União Europeia, onde entraram largos milhares de milhões de euros para tudo e mais alguma coisa, onde se organizaram todo o tipo de eventos à escala planetária, mas onde a saúde oral para uma larga maioria de crianças e jovens é apenas e tão só uma miragem, com as consequentes sequelas permanentes e irreversíveis para o resto das suas vidas.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

283) A SAÚDE ORAL É UM DIREITO DE TODOS OS CIDADÃOS

COMUNICADO DE IMPRENSA Nº 011/08
(CGTP-IN)
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O Governo, em vez de implementar uma política a sério de prevenção e tratamento da saúde oral nos Centros de Saúde, para abranger a generalidade da população, alarga um programa existente, reconhecidamente insuficiente, às grávidas e idosos beneficiários do complemento solidário de idosos, representando estes últimos apenas cerca de 60 mil pessoas.
Foi publicado o despacho n.º 4324/2008, do Gabinete do anterior Ministro da Saúde Correia de Campos, para alargar o Programa Nacional de Promoção de Saúde Oral, a grávidas seguidas no Serviço Nacional de Saúde e aos idosos, beneficiários do complemento para idosos, que sejam utentes do SNS. O Programa Nacional, aprovado em 2005, definiu como objectivo a redução de incidência e da prevalência das doenças orais nas crianças e adolescentes e, como é referido no despacho, apesar de proporcionar a cerca de 60 mil crianças e jovens cuidados curativos é reconhecido que se encontra desajustado, e que deve ser revisto até final de 2008.
Esta constatação do desajustamento do programa não surpreende, porque é demonstrativa do fracasso das políticas que não têm presente objectivos estratégicos, como é o caso da saúde oral. A CGTP-IN reclamou, ao longo dos tempos, que o SNS fosse apetrechado de consultas de estomatologia, dado que a generalidade da população não tem acesso a estas consultas e, sabendo nós, que a saúde oral, como reconhece o próprio despacho, é um importante problema de saúde pública, uma vez que afecta grande parte da população e influencia os seus níveis de saúde, bem-estar e qualidade de vida.
Em Portugal, a situação é uma vergonha nesta área e, por essa razão, somos dos países da U.E. onde há mais problemas de saúde oral, dado que só quem tem avultados meios ou se endivida, pode recorrer ao sector privado, dado os custos elevados, tanto na prevenção como no tratamento. Os dados da Direcção Geral de Saúde, de 2006, caracterizam bem a situação caótica existente nos Centros de Saúde.
Em todo o País Continental, para cerca de 10 milhões de habitantes, só existem 32 médicos especialistas: 12 estomatologistas e 20 em medicina dentária.

Como se pode verificar em toda a região do Alentejo não existe um único especialista e há sub-regiões de saúde, como Braga, Viana do Castelo, Vila Real, Viseu, Leiria, Guarda, Castelo Branco e Santarém, onde não existe também nenhum especialista. Na sub-região de Lisboa, onde vivem centenas e centenas de milhar de pessoas, só existem 15 especialistas nos Centros de Saúde.
O Governo, perante esta situação gravíssima no País, em vez de implementar uma política a sério de prevenção e tratamento da saúde oral nos Centros de Saúde, para abranger a generalidade da população, alarga um programa existente, reconhecidamente insuficiente, às grávidas e idosos beneficiários do complemento solidário de idosos, representando estes últimos apenas cerca de 60 mil pessoas.
E a grande questão que se coloca é que a grande maioria da população, continua sem ter acesso a estes cuidados no SNS e não tem condições económicas para recorrer ao sector privado, que até já aceitam pagamentos a prestações para que algumas pessoas possam a ele ter acesso. Esta política de tipo caritativa não pode deixar de ser rejeitada, a saúde oral é um direito básico de toda a população.
Não é um cheque-dentista de 120 euros no total para as grávidas e de 80 euros anuais para os idosos que são abrangidos pela rede mínima social, para irem a consultórios privados aderentes do programa, que se resolvem as carências existentes. Estas medidas com carácter populista só servem para gastar dinheiros públicos, quando o País necessita é que o Serviço Nacional de Saúde preste estes cuidados a toda a população.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

282) AFID: Associação Nacional de Famílias para a Integração da Pessoa Deficiente

Saúde Oral na AFID
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Actualmente, há um crescente interesse da população em manter a sua saúde oral num bom estado, apesar continuar a haver limitações no que diz respeito a condições económicas, disponibilidade de horários e poucos recursos médicos.
Alguma coisa tem sido feita, mas ainda muito está por fazer, principalmente para este tipo de população. É fundamental continuarmos este trabalho. A formação dos técnicos e pais é para nós motivo de orgulho, uma vez que todos juntos podemos ajudar os utentes com deficiências motoras, físicas ou sensoriais a terem menos problemas de saúde. Os utentes agradecem que lhes sejam retirados, ou pelo menos, minimizados os problemas de saúde oral para que a sua qualidade de vida seja cada vez maior.
Contactos: Centro Social e de Reabilitação do Zambujal, Quinta do Paraíso, Bairro do Zambujal, 2720-502 Amadora, Telefone: 214724040 Fax: 214724041 Correio Electrónico: afid@afid.org.pt

terça-feira, 19 de agosto de 2008

281) Higiene Oral/ Higienista Oral (Caracterização)

D.L. 261/93, de 24 de Julho e D.L. 564/99 de 21 de Dezembro - Realização de actividades de promoção da saúde oral dos indivíduos e das comunidades, visando métodos epidemiológicos e acções de educação para a saúde; prestação de cuidados individuais que visem prevenir e tratar doenças orais.
Classificação Nacional de Profissões / 2006 - Exerce funções no âmbito da promoção da saúde oral dos indivíduos e das comunidades, utilizando métodos epidemiológicos e acções de educação para a saúde:
-planeia, executa e avalia programas de saúde pública oral;
-participa em acções de educação para a saúde no domínio de sensibilização das populações, ministrando conhecimentos sobre a aplicação de cuidados de higiene oral individual no âmbito da prevenção das doenças orais;
-execução técnicas clínicas adequadas à prevenção e controlo da gengivite, periodontite e cárie dentária, recolhendo informação clínica através da avaliação do registo da história médica, dentária e alimentar do individuo, da medição, avaliação e registo de sinais vitais, dos exames da cabeça, pescoço e intra-oral, da avaliação da saúde do periodonto e da higiene oral, do exame da dentição e oclusão, resultados dos exames radiográficos intra-orais, do reconhecimento de situações de emergência e da execução de impressões dentárias para obtenção de modelos de estudo;
-executa e avalia a eficácia dos tratamentos efectuados, nomeadamente, remoção de cálculo supra e sub gengival, alisamento de raízes, polimento de coroas e amálgamas, aplicação de flúor tópico, de selantes de fissuras e dessensibilização dos dentes hipersensíveis;
-executa outras tarefas clínicas, designadamente a aplicação e remoção de pensos cirúrgicos; detecção de obturações debortantes, manipulação de materiais de impressão, aplicação do dique e limpeza de próteses removíveis; presta informações sobre a aplicação de higiene oral individual.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

280) Análise ao Estudo Nacional de Prevalência das Doenças Orais 2008 (1ª Parte)

NOTA PRÉVIA

Esta é uma nota prévia ao Estudo Nacional de Prevalência das Doenças Orais 2008 publicado pela Direcção-Geral de Saúde. Seguir-se-ão novos comentários, oportunamente, onde será feita uma análise detalhada e cuidada de cada um dos capítulos que integram o referido estudo.
A publicação, pela Direcção-Geral de Saúde, do Estudo Nacional de Prevalências das Doenças Orais 2008, aliás, referente ao ano lectivo de 2005/06, vem constituir mais um documento para o necessário diagnóstico e análise da saúde dos portugueses, na vertente que diz respeito à saúde oral.
Louvando-se todo o trabalho realizado pela equipa que o levou a efeito, desde já sugere-se que não se perca a sua dinâmica de trabalho de equipa, persuadindo-a a prosseguir o seu valiosíssimo trabalho e a aprofundar a temática, estendendo-a a um universo maior. Sendo um dos raros trabalhos de investigação, no âmbito da saúde oral, levados a cabo a nível nacional, permita-se sugerir à Direcção-Geral de Saúde o reforço da equipa que o elaborou e que possa dar prosseguimento às suas actividades, agora mais favorecido com a expansão das novas tecnologias de recolha, processamento e análise de dados. Sugere-se mesmo o estabelecimento de parcerias de trabalho entre a equipe que realizou o estudo e as várias entidades nacionais que possam de algum modo contribuir para a investigação nesta área, quer por estarem directamente relacionados com a saúde oral, por exemplo as várias ordens profissionais e entidades de formação associadas à saúde oral, quer outras entidades independentes do próprio Ministério da Educação e que possam contribuir para a recolha e tratamento da informação, quer abrindo iniciativas que possibilitem a contribuição de terceiros, individualmente ou colectivamente, para a resolução dos problemas detectados.
Assim sendo, que o Estudo Nacional de Prevalência das Doenças Orais 2008 não seja um fim mas sim o início de um amplo programa nacional de combate aos problemas de saúde oral que afectam a população portuguesa.
Outra sugestão que se faz à Direcção-Geral de Saúde é que permita a disponibilização do Estudo Nacional de Prevalência das Doenças Orais 2008 num endereço directamente na Internet, sem ter a necessidade de fazer obrigatoriamente o seu download a partir do site da D.G.S., possibilitando assim um acesso mais fácil ao seu conteúdo.
Gerofil

sábado, 16 de agosto de 2008

279) DIRECÇÃO-GERAL DE SAÚDE: Cáries dentárias aumentam 21 % nos últimos 20 anos

As cáries dentárias aumentaram em Portugal nos jovens entre os seis e os 15 anos. Os dados são de um estudo nacional da Direcção-Geral de Saúde que dá conta de um aumento de 21 pontos percentuais nos últimos 20 anos.
Os jovens entre os seis e os 15 anos estão mais descuidados na atenção que devem ter com os seus dentes e, por isso, as cáries dentárias aumentaram no nosso país nos últimos 20 anos em 21 pontos percentuais. Os dados chegam de um estudo nacional da Direcção-Geral de Saúde, que mostra a evolução em 20 anos da saúde oral das crianças e jovens portugueses, documento que analisa o período entre 1986 e 2006.
O estudo também indica que com o passar da idade há mais problemas nas gengivas, assim como um maior hábito de escovar os dentes, pelo menos duas vezes por dia, mas revela igualmente uma tendência positiva quanto à população com dentes sãos. Olhando ainda ao estudo e centrando as atenções nas regiões verifica-se que Lisboa e Vale do Tejo surge com os melhores resultados, enquanto a Madeira e os Açores registavam os valores mais baixos. O documento refere ainda que, com a contratualização de serviços privados, também aumentou o número de jovens com dentes tratados entre 2000 e 2006.
Num dos pontos mais importante da higiene dentária, como o escovar os dentes pelo menos duas vezes por dia, a percentagem também tende a aumentar com a idade, passando dos 50 por cento aos seis anos, para 69 por cento aos 15 anos.
Depois de revelar todos os dados o estudo recomenda a implementação das estratégias do Programa Nacional de Promoção Saúde Oral, "o mais cedo possível, na vida das crianças" e que a prevenção seja integrada na promoção da saúde em geral. O estudo da Direcção-Geral de Saúde recomenda ainda a criação de serviços de saúde oral acessíveis às crianças e aos jovens, bem como de um sistema de recolha de informação epidemiológica para permitir uma avaliação de custo-efectividade das intervenções.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

278) Plano de saúde oral deixa 1,7 milhões de euros por gastar

O plano que dá cuidados dentários a crianças dos três aos 16 anos só gastou 3,3 dos cinco milhões de euros disponíveis em 2007. E nem cobriu os 65 mil sujeitos previstos. "Lamentável", diz a Ordem dos Médicos Dentistas.
O Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral da Direcção-Geral da Saúde (DGS) integrou 52.771 crianças e jovens no ano passado. Mais cinco mil do que em 2006, mas abaixo das 65 mil previstas, apesar do reforço orçamental. O que equivale a uma taxa de execução de 81%, bem inferior aos 92% de 2006.
Apesar dos "assinaláveis" ganhos em saúde face às condições disponíveis, o bastonário da OMD lamenta que a execução continue "inexplicavelmente a não ser total". Isto num país que conta com cerca de 1,3 milhões de crianças e jovens naquelas faixas etárias.
Admitindo que não é possível chegar a todos - até porque muitas famílias optam pelo privado -, Orlando Monteiro da Silva entende que, no mínimo, as crianças acompanhadas nos centros de saúde deveriam ser gradualmente abrangidas, começando pelas mais novas. Se forem tantas quantos os filhos de grávidas assistidas no Serviço Nacional de Saúde (65 mil/ano), serão, entre os três os 16 anos, 795 mil. "A cobertura não chega a 7%. Há crianças em lista de espera para entrar no programa e o país dá-se ao luxo de nem gastar o dinheiro disponível".
Orlando Silva atribui a baixa execução à escassez de médicos dentistas contratualizados para o programa (que envolve escolas e centros de saúde). São 1191, num processo de recrutamento cuja burocracia "trava" novas adesões e cujo preço - 75 euros/ano/criança - são impraticáveis.
Diz a DGS que as 52 771 crianças implicaram 112 850 consultas, isto é, uma média de 2,3 cada. Atentando no número de cáries tratadas (eram 150 147 antes da intervenção médico-dentária, passando para 34 321 depois), a que se devem somar selagens e obturações, percebe-se que "o número de tratamentos é muito superior ao número de consultas". E, adianta, "a maior queixa dos colegas é que os casos mais frequentes são crianças com dez ou mais cáries".
Para a OMD, a solução para melhorar um programa que o ex-ministro Correia de Campos considerou "desajustado" (num despacho de Janeiro em que determinava o alargamento a 80 mil crianças este ano) seria aplicar-lhe o esquema de cheques-dentistas criado para grávidas e idosos carenciados. Os dentistas inscrevem-se voluntariamente e recebem 40 euros por consulta.
As poucas crianças dos três aos cinco anos abrangidas (4711, quando há em Portugal cerca de cem mil) é outra crítica de Orlando Silva. Porque é acompanhando-as desde cedo que se previne e evita o aparecimento de cáries e se cumpre o programa.
Jornal de Notícias
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É lamentável que um governo socialista arrase quase por completo o acesso das crianças e adolescentes aos programas de saúde oral; trata-se de um gravíssimo crime de negligência pública por parte do Ministério da Saúde, pelo que desde já peço a todos os leitores deste blogue que denunciem este atentado perpetuado pelo governo e façam chegar as suas reclamações junto de todas as instituições de direitos cívicos e humanos, tanto em Portugal como no estrangeiro.
O governo não pode continuar a actuar de forma criminosa por negligência, colocando a saúde das crianças e jovens em risco permanente e para o resto das suas vidas, com todos os gravíssimos problemas físicos e psicológicos irreversíveis que daí advêm; é tempo de dizer basta. Que alguém possa colocar termo a esta barbaridade praticada por um governo de um país que faz parte da União Europeia.
Gerofil

terça-feira, 12 de agosto de 2008

277) HOSPITAL DE SÃO JOSÉ: Apelo de uma mãe

helena disse...Ao ler o comentário lamento informa-lo que o sistema de saúde continua igual ou pior que a 34 anos atrás, pois tendo eu 2 filhos um com 6 e outro com 5 anos pedi a medica de família um consulta de dentista exactamente para prevenção de cáries e outros problemas que possam vir a existir, foi feito o pedido de marcação de consulta para o Hospital de São José em Abril e ainda estou a espera de uma resposta - estamos em Agosto certo?
10 Agosto, 2008 21:44
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Por favor, agradeço a esta mãe que deixe os seus contactos no meu endereço de correio electrónico (tempogero@gmail.com), a fim de eu próprio apurar as razões e dar seguimento imediato ao seu pedido.
Entretanto saiu o balanço do Programa de Saúde Oral para crianças e adolescentes referente ao ano passado; será aqui feito a sua análise dentro de alguns dias. À partida parece que vai pecar dos mesmos erros que já aconteceram nos programas dos anos anteriores, ou seja, ao actual ritmo só dentro de 40 / 50 anos é que todas as actuais crianças e jovens de Portugal Continental terão direito a uma consulta integrado no referido programa, isto se nesse prazo a natalidade vier a ser nula no país.
Gerofil

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

276) Estado vs Saúde Oral: Uma bagunça

No início era o PICSO: Programa Integrado de Cuidados de Saúde Oral. Era um programa de saúde oral na comunidade. Executado em 7 dos 11 concelhos do distrito de Castelo Branco, o PICSO durou 6 anos, tendo terminado em 1997.
Atendendo aos bons resultados conseguidos, a Ordem dos Médicos Dentistas (Associação Profissional dos Médicos Dentistas, à data considerada), da mesma forma que a Ordem dos Médicos, celebrou com a Direcção Geral da Saúde um acordo de parceria prevendo a contratualização dos profissionais seus associados que, nos respectivos consultórios, efectuariam os necessários tratamentos aos dentes definitivos das crianças escolarizadas do ensino público, discriminando negativamente as do ensino privado. Iniciava-se assim o PAMDIA – Programa de Medicina Dentária para a Infância e Adolescência. O tratamento dos dentes definitivos de cada criança valia 15.000$00.
Veio, de seguida, o PPSOCA: Programa de Promoção da Saúde Oral em Crianças e Adolescentes, destinado ainda e apenas aos alunos das escolas públicas. Os tratamentos dentários dos dentes definitivos de cada criança passaram a valer 75 Euros (conversão dos 15.000$00).
Finalmente, surge o actual PNPSO: Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral. A sua primeira vertente exige o tratamento dos dentes temporários (decíduos, de leite ou caducos) e dos dentes definitivos de cada criança ou adolescente. Apesar do aumento do volume de trabalho, do aumento dos impostos e do aumento dos materiais dentários, a totalidade dos tratamentos continua a valer 75 Euros por indivíduo tratado.
Outra das vertentes deste PNPSO é a Saúde Oral da Grávida. As grávidas têm direito à emissão de cheques dentários emitidos nos Centros de Saúde, destinados aos tratamentos que necessitem efectuar. No entanto, apenas as grávidas que sejam seguidas nos Centros de Saúde têm direito aos referidos cheques. As restantes, ainda que sejam seguidas no âmbito do Serviço Nacional de Saúde, não têm direito aos cheques-dentários. A discriminação é evidente. Segundo opiniões jurídicas várias, subscritas também por peritos médico-legais, este facto constitui um atropelo à Constituição da República Portuguesa. Trata-se, portanto, de uma situação ferida de inconstitucionalidade.
A totalidade dos tratamentos dentários da grávida vale 120 Euros – uma valorização surpreendente relativamente ao valor dos tratamentos efectuados às crianças e aos adolescentes. Mas há mais: nenhum cheque-dentário pode ser emitido se não houver tratamentos dentários a realizar. Uma destartarização (limpeza) não justifica a emissão de um cheque, tal como consta na Circular Normativa da Direcção Geral da Saúde. Ora o primeiro cheque emitido a uma grávida seguida no Centro de Saúde dos Olivais e apadrinhado pela Sr.ª Ministra da Saúde serviu, segundo a beneficiária, para fazer uma limpeza, já que não tinha necessidade de outros tratamentos. A televisão mostrou e deu voz àquela utente do referido Centro de Saúde. A conclusão parece óbvia: as regras veiculadas através de Circular Normativa não são para cumprir.
Para finalizar, atente-se sobre a terceira vertente do PNPSO: emissão de cheques dentários, pelos Médicos de Família, nos Centros de Saúde, aos reformados que beneficiem do complemento solidário para idosos. Se bem que moralmente aceitável – são pessoas de parcos recursos – a presente situação configura, uma vez mais, um atropelo à Constituição, dada a discriminação explícita nas regras do Programa de Saúde Oral da Pessoa Idosa.
No que respeita ao pagamento dos actos médico-dentários, assiste-se a mais uma surpresa: os tratamentos efectuados na cavidade oral do idoso valem 80 Euros por idoso e por ano, sem especificar o volume de trabalho que se pretende conseguir. Assim, a saúde oral do idoso, que vale 80 Euros, vale mais que a saúde oral da criança ou do adolescente (75 Euros) e menos que a saúde oral da grávida (120 Euros). Ninguém explicou os critérios que levaram à atribuição daqueles valores. Também ninguém explicou porque os Centros de Saúde de Oleiros, Vila Velha de Ródão, Belmonte e Covilhã não foram autorizados a emitir cheques dentários, se a Sr.ª Ministra afirmou que todos os Centros de Saúde do País o poderiam fazer.
Outras situações existem que configuram algo de errado no Ministério da Saúde, no âmbito da Saúde Oral. A circular normativa que institui o PNPSO diz claramente que serão tratados pelos profissionais contratualizados os utentes em programa que não consigam tratamento nas instituições do Serviço Nacional de Saúde. A Sr.ª Ministra da Saúde certamente não concorda com esta postura que o PNPSO determina uma vez que exclui a hipótese de um cidadão usufruir de uma consulta médico-dentária num Centro de Saúde. Pergunta-se: que devem fazer os Médicos Dentistas em funções nos Centros de Saúde? Há ainda que aconselhar a verificação dos recursos existentes, no que aos Médicos Dentistas diz respeito. Não há apenas “uns 20” daqueles profissionais a trabalhar no SNS. Esclareça-se: nos 16 Centros de Saúde dos Açores trabalham 17 Médicos Dentistas; em Castelo Branco, encontram-se mais 2; no IPO do Porto, 2; em Viseu, 2; acrescem ainda mais daqueles profissionais de saúde oral em Aveiro, Bragança, Hospital de S. João, etç.
A ligação dos Médicos Dentistas ao Serviço Nacional de Saúde constitui uma verdadeira surpresa em termos de atropelos legais: há Médicos Dentistas no Quadro de Pessoal, como Técnicos Superiores da Carreira Geral, no exercício de actividades clínicas. Dentro da mesma carreira, há Médicos Dentistas proibidos de exercerem clínica no âmbito do Serviço Nacional de Saúde, com funções exclusivamente administrativas. Há Médicos Dentistas com contrato resolutivo a termo certo que têm por base a Carreira Médica Hospitalar e outros que têm por base a Carreira Geral dos Técnicos Superiores. Ambos exercem funções clínicas e praticam o mesmo horário de trabalho. No entanto, têm ordenados diferentes. A todos estes acrescem ainda os recibos verdes.
As conclusões, certamente, pertencem ao leitor. Da mesma forma a indignação que possa conduzir à acção.
Manuel Nunes
Médico Dentista

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

275) Área de Projecto do 12º ano da Escola Secundária de Tondela

Link: Tecle aqui
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Somos um grupo de área de projecto do 12º ano da Escola Secundaria de Tondela. Estamos a realizar um projecto intitulado “Saúde Oral: Como aumentar o orgulho nos nossos dentes?”

domingo, 27 de julho de 2008

274) ENTRONCAMENTO: A Câmara paga as escovas

As crianças que pela primeira vez frequentam o ensino pré-escolar vão ser envolvidas em sessões sobre saúde oral, organizadas pelo Centro de Saúde e pelo Agrupamento Alpha dos Jardins de Infância. A ideia é alertar as crianças e os pais "para a importância da saúde oral no bem estar geral, em especial a prática da escovagem diária dos dentes".
A Câmara decidiu por unanimidade atribuir um subsídio de €43,56, para a aquisição de 200 escovas de dentes, a indispensável "ferramenta pedagógica".

segunda-feira, 21 de julho de 2008

273) DENTES SÃOS - 1º PASSO PARA UMA VIDA SAUDÁVEL

Esteve hoje presente na nossa escola uma Técnica Superiora de Higiene Oral do Centro de Saúde do Cacém, no âmbito do Programa Nacional de Promoção de Saúde Oral da Direcção Geral de Saúde. Segundo a simpática senhora, este programa desenvolve-se através de várias observações feitas aos alunos de idades compreendidas entre os 7 e os 12/13anos. Por vezes são também observados alunos dos jardins de infância. A 1ª observação dá-se no 2º ano, fazendo-se outra no 4º e uma terceira no 6º ano com alunos já anteriormente referenciados como portadores de alguma cárie.
Ainda de acordo com números fornecidos pela higienista oral contactada, no anterior ano lectivo (2006/07) a percentagem de crianças livres de cárie nos jardins de infância públicos da zona do Cacém foi de 71% e o grupo dos meninos de 7 anos foi de 42% livres de cárie. A nível nacional não há nenhuma estatística actualizada.
Ora, aos 7 anos de idade, 42% de alunos de uma zona citadina estavam livres de cáries, o que significa que 58% apresentam já cáries dentárias. Estes casos são referenciados e depois transmitidos aos pais dos alunos. Infelizmente, muitos não se apresentam nos centros de saúde para posterior tratamento dos filhos. Lamentável atodos os níveis!
Daqui se faz um apelo aos pais para que tratem da higiene oral e da boa saúde dos garotos.
O LENCASTRE, BLOGUE-JORNAL
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Um número a não esquecer: 58 % das crianças com 7 anos de idade já apresentam cárie dentária. Será que este número não diz absolutamente nada aos Ministérios da Saúde e da Educação ? Depois há quem diga que existem médicos dentistas a mais em Portugal.
Gerofil

quinta-feira, 17 de julho de 2008

271) Guiné-Bissau: ONG portuguesa Mundo a Sorrir vai abrir clínica dentária e dar consultas gratuitas

A organização não-governamental (ONG) Mundo a Sorrir vai abrir uma clínica dentária na Guiné-Bissau e prestar tratamentos dentários gratuitos a toda a população guineense, disse hoje o seu presidente Miguel Pavão. Criada há três anos, a Mundo a Sorrir é uma associação de médicos dentistas portugueses que se propõe trabalhar na área da saúde oral, especialmente junto das comunidades mais desfavorecidas, excluídas e marginalizadas.
Além de ter projectos em Portugal, a ONG também desenvolve trabalhos na Guiné-Bissau e em Cabo-Verde, países onde voluntários da Mundo a Sorrir prestam cuidados médicos e sensibilizam as populações para a higiene oral. A ideia de abrir uma clínica na Guiné-Bissau surgiu porque a ONG apenas dispunha de uma cadeira de dentista portátil que limitava o trabalho dos voluntários. "Tínhamos dificuldades em trabalhar. O único meio técnico era uma cadeira dentária portátil, que ajuda mas tem limitações", disse hoje à Agência Lusa Miguel Pavão.
A Mundo a Sorrir contactou com o Orfanato Casa Emanuel, em Bissau, "um parceiro no terreno", que se aliou à iniciativa e ofereceu um espaço nas suas instalações para se montar a clínica, indicou o responsável. "Já foi enviada uma cadeira dentária cedida pela Associação Abraço e 15 caixas de material de estomatologia e medicina dentária que o Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento nos fretou num contentor", disse o presidente da ONG.
De acordo com Miguel Pavão, no próximo mês seguem para a Guiné-Bissau um grupo de voluntários, entre os quais dois finalistas universitários, que vão instalar a cadeira, devendo a clínica abrir a meio de Agosto. A clínica vai prestar serviço gratuito a toda a população guineense.
Esperando "muita clientela", Miguel Pavão disse que vão ter de ser definidas algumas regras no atendimento, devendo ser dada prioridade às entidades parceiras e aos casos prioritários. Para já, o atendimento prestado será "quase paliativo", centrando-se nos tratamentos de cáries, tratamento da dor, prescrições médicas e nos cuidados com os mais jovens.
"Como têm um consumo de açúcar muito baixo, vale a pena apostar quando não lhes surge a primeira cárie. Até aos 12 anos podemos aplicar-lhes um tratamento que evita aparecimentos de cáries", explicou o responsável.
Além da vertente clínica, outra das apostas da organização é a formação dos técnicos locais e a sensibilização da população para os cuidados com a higiene oral.

terça-feira, 15 de julho de 2008

270) Portugal Continental: 5 distritos sem médicos dentistas no S.N.S.

O distrito de Santarém é um dos cinco a nível nacional onde as populações são obrigadas a recorrer a dentistas privados porque esta especialidade não existe nos serviços de saúde públicos, revela um levantamento da Ordem dos Médicos Dentistas. Os restantes são Viana do Castelo, Guarda, Viseu e Portalegre.
De acordo com o “Levantamento informativo efectuado nos centros de saúde e hospitais do continente” pela Ordem dos Médicos Dentistas (OMD), e que foi apresentado no XIV Congresso destes profissionais, nove em cada dez centos de saúde não tem médicos dentistas e sete em cada dez hospitais sofrem da mesma carência. A situação é pior nos cinco distritos citados, dado que nenhum dos hospitais ou centros de saúde que servem estas populações tem esta especialidade.
O coordenador da Sub-Região de Saúde de Santarém, Fernando Afoito, confirma que não há sequer quadros de pessoal para médicos dentistas nos centros de saúde e a especialidade não entra também nas contas dos hospitais públicos do distrito. Mas ressalva que “Santarém não está a zero nesse campo”.
Está em curso há cinco anos um programa de higiene oral, garantido por técnicos habilitados, inicialmente destinado às crianças em idade escolar. Já este ano foi alargado a grávidas e utentes de centros de recuperação infantil.
“Temos dez higienistas orais que fazem a cobertura em onze centros de saúde – Benavente, Salvaterra, Coruche, Cartaxo, Rio Maior, Almeirim, Torres Novas, Tomar, Entroncamento, Fátima e Ourém”, explica Fernando Afoito. Para garantir o serviço nos restantes centros de saúde, a Sub-Região de Saúde contratou médicos dentistas. “Só em Santarém temos contrato com cinco”, diz o mesmo responsável.
O trabalho feito é sobretudo de prevenção de cáries e manutenção da higiene oral. A partir daí, dentista só mesmo no mercado privado. Onde por vezes se paga o serviço a peso de ouro.
O levantamento agora efectuado pela OMD actualiza um anterior, realizado em 2001, e revela que, em relação à oferta de tratamento em saúde oral, “a situação não evoluiu, antes pelo contrário, agravou-se”. A OMD salienta que os médicos dentistas “apenas podem exercer as suas funções como profissionais liberais, uma vez que não existe legislação que os enquadre no Serviço Nacional de Saúde”.
O levantamento da OMD abrangeu 410 estabelecimentos de saúde, repartidos por 79 hospitais e 340 centros de saúde, dos 18 distritos de Portugal continental. Tendo em conta todos os estabelecimentos de saúde inquiridos, “apenas em 11 por cento dos casos existe a especialidade” de medicina dentária ou estomatologia, o que representa uma redução em relação a 2001", conclui a OMD.
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É lamentável que neste país se veja nas televisões digníssimos governantes nacionais na inauguração de unidades de saúde de âmbito privado e esses mesmos governantes nada fazem pelo estado cada vez mais calamitoso da saúde oral nos hospitais centrais e centros de saúde.
Como é possível que o dinheiro dos impostos pagos por todos os que trabalham neste país continue a ser canalizado para negócios chorudos de hospitais privados, onde só os ricos podem entrar ? Quais os políticos responsáveis por esta situação ?
Gerofil

sexta-feira, 11 de julho de 2008

269) Mais de 5.000 cheques-dentista entregues a grávidas e idosos, mas apenas 10% utilizados

Mais de 5.000 cheques-dentista foram entregues a grávidas e idosos em pouco mais de um mês de funcionamento deste projecto de saúde oral, a grande maioria a futuras mães, segundo dados oficiais fornecidos hoje à Lusa. Os cheques-dentista foram criados pelo Governo como forma de colmatar a falta de oferta de saúde oral no Serviço Nacional de Saúde.
De acordo com os números da Ordem dos Médicos Dentistas, de 27 de Maio a 07 de Julho foram emitidos mais de 4.483 cheques-dentista destinados a grávidas e apenas cerca de 600 cheques para idosos. Cada grávida seguida nos centros de saúde tem direito a três cheques-dentista, num valor máximo total de 120 euros, num programa que prevê abranger 65 mil grávidas. Os idosos beneficiários do complemento solidário poderão usufruir de um máximo de dois cheques-dentista, num total anual de 80 euros.
Apesar de terem sido emitidos mais de cinco mil cheques, os números recolhidos até segunda-feira mostram que ainda só foram usados 559 cheques (cerca de 10 por cento dos já emitidos). Para o bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas, Orlando Monteiro da Silva, a diferença entre os cheques emitidos e os já utilizados terá a ver com o facto de as pessoas agendarem as consultas para mais tarde, sublinhando que o uso dos cheques está a ter "nos últimos dias um crescimento exponencial". Esta situação é demonstrada pelo número de chamadas com pedidos de informação para a Ordem dos Dentistas, que têm rondado uma média de 60 telefonemas diários, tendo o bastonário decidido afectar dois funcionários exclusivamente para responder a dúvidas dos utentes.
Na distribuição geográfica da emissão dos cheques-dentista, a Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte surge como a que mais cheques tem entregue, seguida da ARS de Lisboa e Vale do Tejo, da ARS do Centro, do Algarve e do Alentejo. No Norte há 92 centros de saúde a passar estes vales aos utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS), 87 no Centro, 79 em Lisboa e Vale do Tejo, 23 no Alentejo e 15 no Algarve, num total de 296 estruturas em todo o país.
Até ao momento há mais de 2.300 médicos privados que aderiram ao programa dos cheques passados pelo SNS, com mais de 3.000 locais diferentes a que os utentes se podem dirigir para realizar as consultas ou tratamentos. A Ordem dos Dentistas estima que haverá 195 mil consultas para grávidas – num total de 7,8 milhões de euros – e 190 mil consultas para idosos, num total de 7,6 milhões de euros. Se houvesse uma distribuição equitativa dos cheques pelos médicos aderentes, cada clínico teria proveitos superiores a 6.800 euros anuais.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

268) Grupo Parlamentar do Grupo Socialista (Açores)

SR. Presidente, SR.ª e SRS. Secretários, SR.AS e SRS. Deputados:
A situação de crianças e jovens em risco, manifesta-se de formas diversas, sendo as mais comuns situações de maus-tratos físicos e psicológicos, problemas de saúde, negligência, abusos sexuais, regulação do poder paternal e abandono escolar. As crianças até aos cinco anos são as que mais sofrem atentados contra o seu bem-estar, seguindo-se a faixa dos seis aos 11anos. Na maioria dos casos, as crianças são vítimas da própria família.
(…) Nos Açores, esta realidade tem de ser considerada. Aprofundando a problemática, somos conduzidos a um paradoxo: 13 anos após a proclamação da Convenção dos Direitos da Criança, a qual coloca definitivamente a criança como titular de direitos, nunca como agora foram tão amplas as políticas de protecção das crianças. Assim sendo, a situação actual da infância, já referida, parece dever-se, fundamentalmente, à profunda desigualdade da sociedade contemporânea, com relevo para as situações de pobreza material e destituição escolar que afectam largas parcelas da população, propiciando, no seio das famílias, terrenos estruturais de risco de mau trato na infância, muito especialmente no domínio das grandes negligências de cuidados básicos.
Assim, a resolução do paradoxo só pode situar-se na adopção de políticas económicas e sociais de efectiva transformação e mudança das realidades sociais que promovem a exclusão. Em Portugal, desde 1990 que se vêm desenvolvendo esforços para a implementação de políticas a vários níveis que valorizam o estatuto da criança e do adolescente. Desde a gratuitidade dos cuidados de saúde na infância e na adolescência, alargando-se a idade pediátrica nos centros de saúde e nos hospitais, até ao efectivo desenvolvimento de uma rede pública de estabelecimentos para a educação pré-escolar, ao mesmo tempo que se instituem mecanismos de combate ao insucesso e ao abandono escolar.
(…) Nos Açores, a abordagem da problemática das crianças e jovens em risco baliza-se, por um lado, pela legislação nacional e, por outro, pela execução no terreno dessas determinações com as regulamentações e adaptações que se vão verificando necessárias para que haja uma protecção eficaz, e, não menos importante, para que se previna atempadamente o aparecimento de contextos vulneráveis àquelas situações.
(…) Previne-se o aparecimento de terrenos estruturais de risco, quando:
• Se decide a integração nas escolas das crianças e jovens com necessidades educativas especiais e se colocam docentes com especialização na área;
• Se dota o quadro das escolas de psicólogos (em breve serão 46);
• Se vacinam as crianças;
• Se cria, iniciativa única no País, o boletim de Saúde Oral para as crianças, e o Plano Regional de Saúde Oral;
• Se promove e apoia o debate sobre o tema e a formação de educadores, professores, profissionais de saúde, técnicos sociais, psicólogos, sociólogos, agentes da autoridade, magistrados, etc.
(…) Falando um pouco mais sobre a fase da Sinalização, deve contar-se com o espaço escola como o privilegiado para o efeito, dado que toda a criança vai à escola e está lá muitas horas. Assim, os educadores devem estar sensibilizados para a observação dos comportamentos das crianças e dos jovens, e deve ser-lhes dada formação para os habilitar à observação dos comportamentos, detectando eventuais sinais de maus-tratos.
Por outro lado, é fundamental que a instituição escola se organize de modo a oferecer oportunidades e contextos que permitam aos seus alunos descarregar as suas tensões, fazer confidências, serem autênticos sem receios de críticas. É preciso que se estabeleça uma relação de confiança entres eles e a comunidade educativa, de modo a que os mesmos sintam que podem contar com a instituição escola para tudo o que necessitarem, incluindo a denuncia de eventuais maus tratos a que são sujeitos, com especial referência para o abuso sexual, assunto de abordagem difícil, como é do conhecimento de todos nós.
(…) Muitas vezes, o encaminhamento da criança ou jovem em perigo passa pela institucionalização em casas de acolhimento temporário ou lares. Actualmente, há, em toda a Região Açores, cerca de 580 crianças e jovens institucionalizados. Para dar resposta a esta realidade, a política do Governo Regional tem-se pautado por:
• Construir e/ou criar novos equipamentos, dotando todas as ilhas (excepto o Corvo), de um centro de acolhimento ou de um lar, evitando que as crianças saiam da sua própria ilha;
• Remodelar os lares de grandes dimensões para jovens – conhecidos por Internatos, substituindo-os por equipamentos com características de acolhimento familiar para 10/12 utentes, em que se proporciona um tratamento mais humano, uma educação mais personalizada e por conseguinte melhor desenvolvimento pessoal e bem estar para o jovem;
• Todas as crianças e jovens, com deficiência, têm centros específicos, não necessitam mais de ficar trancados em casa em condições sub-humanas;
As rotinas de vida da criança e dos jovens promovem o seu desenvolvimento sob o ponto de vista emocional, social, motor, intelectual e afectivo. Assim, o que é necessário é definir políticas de intervenção que, de forma continuada, melhorem essas rotinas no dia-a-dia da criança, como tem vindo a ser feito pelos governos da responsabilidade do PS/A.
A pluridimensionalidade da área exige conjugação de vários esforços numa intervenção que tem de ser cada vez mais territorializada. Por isto, a articulação estreita entre a tutela e todos os parceiros sociais que desenvolvem trabalho na área, com especial referência para as Autarquias, Instituições Particulares de Solidariedade Social, Organizações não Governamentais, não esquecendo a própria família, é imprescindível para que se conceba e desenvolva um eficaz plano de intervenção que previna e combata situações de crianças e jovens em perigo.
DISSE!
Horta, Sala das Sessões, 19 de Setembro de 2003
A Deputada Regional do P.S.: Maria Natividade Luz

segunda-feira, 7 de julho de 2008

267) VILA REAL: Informar as camadas mais jovens da população sobre a prevenção na saúde oral

Criada em 2002, a Clínica de Medicina Dentária Dr. Daniel Azevedo (Qt. St Iria Lt. 6-Lj 1 Vila Real 5000-722 VILA REAL Vila Real telef.: 259327004) tem vindo a crescer, apostando em novas especialidades e contribuindo para a melhoria da qualidade dos cuidados de saúde prestados no concelho de Vila Real. Informar as camadas mais jovens da população sobre a prevenção na saúde oral é cada vez mais importante.
Ciente dessa realidade, Daniel Azevedo está a desenvolver um projecto, em conjunto com as autarquias, que se prende com triagens nas escolas e, ao mesmo tempo, motivar as crianças para a importância da prevenção. “Inicialmente este projecto vai ser feito apenas com as escolas da cidade de Vila Real, e mais tarde será alargado a todo o concelho”.
De acordo com o nosso entrevistado, nos últimos dez a 15 anos a medicina dentária sofreu várias modificações, sobretudo ao nível dos materiais. “Os materiais estão cada vez mais evoluídos, o que dá uma maior segurança aos médicos, pois consegue-se resolver com maior rapidez e qualidade os problemas dos utentes”. Este aspecto é bastante importante para as pessoas deixarem de ter medo de ir ao dentista, “travamos uma luta diária no sentido de combater a fobia de consultar o dentista e lentamente temos conseguido grandes resultados a esse nível, o que é bastante importante, sobretudo se tivermos em conta que dez por cento da população mundial é totalmente desdentada. A nossa ida às escolas também irá contribuir bastante para que as crianças deixem de ter medo de ir ao dentista e depois elas próprias irão incentivar os pais a terem mais cuidado com a sua higiene dentária, pois por incrível que pareça, muitos portugueses ainda não sabem o que é uma escova de dentes”.
Na saúde oral, os problemas mais frequentes surgem ao nível da fixação das próteses. Apesar de à primeira vista esta questão parecer muito simples, acaba por ser complexa, porque os utentes que têm este problema acabam por não conseguir um relacionamento agradável com outras pessoas, ficam mais deprimidas e isolam-se da sociedade. “Somos bastante procurados para resolver esse tipo de problemas. Hoje já começa a haver uma mudança de mentalidades e os implantes têm cada vez mais procura”.
Contrariamente ao que se pensa, por vezes, é mais fácil reabilitar um doente que fez um implante do que um que fez uma extracção, “conseguimos que entre três a quatro horas o utente saia daqui com os dentes fixos e pronto para mastigar”, adianta. Por outro lado, Daniel Azevedo aconselha aos pais das crianças que estas devem começar a escovar os dentes desde muito novas, assim como a consultarem o dentista, por forma a se familiarizarem com os consultórios e os com os próprios médicos dentistas. “Ao manterem uma higiene dentária diária desde muito cedo, conseguem evitar problemas mais graves no futuro”.
A Clínica estabeleceu protocolos com a Medis, com a Caixa Geral de Depósitos, com o SAMS Quadros e com a Visavital. Este último protocolo foi estabelecido há cerca de um ano e, de acordo com o nosso entrevistado, está a ter resultados bastante positivos, “porque se trata de um seguro que reduz bastante o custo da medicina dentária em qualquer tratamento”.
O custo dos tratamentos dentários continua a ser um dos factores que mais afasta as pessoas dos consultórios médicos. “É difícil para nós contornarmos esse problema, porque as despesas com os materiais são muito elevadas, devido à sua qualidade, porque alguém que prima pela qualidade tem de usar materiais melhores e logicamente que isso aumenta o custo para o cliente. Por isso mesmo é que tentamos apresentar várias soluções, tais como os financiamentos e os seguros com que trabalhamos”.
Daniel Azevedo confessa que tentou estabelecer protocolos com outras instituições, o que não foi possível por já terem prestadores suficientes nesta região. “Deparamo-nos com uma procura cada vez maior de alguns subsistemas de saúde. Penso que as necessidades dessas pessoas não estão a ser tidas em conta. Por outro lado, é uma injustiça para os novos profissionais que surgem no mercado com conceitos mais actualizados e que não conseguem dar uma resposta por nos serem negadas as convenções, o que acaba por condicionar alguns tratamentos”.
O investimento no espaço, nos materiais e nos equipamentos exigiu um grande esforço financeiro. A Clínica adquiriu todos os equipamentos necessários para desenvolver o melhor trabalho possível. “Hoje, apostamos sobretudo ao nível dos materiais que colocamos na boca dos utentes, porque é isso que nos dá resultados mais imediatos. Ao nível dos equipamentos, as diferenças não são muitas de marca para marca. Penso que acompanhamos sempre as evoluções tecnológicas e de momento não existe nada no mercado que justifique a aquisição de um novo equipamento. O meu sonho, desde que criei a clínica, era acabar com a broca, mas isso ainda não é possível. Existe um tratamento a laser que substitui a broca, mas apenas em casos muito específicos e não se justifica gastar uma verba bastante avultada num equipamento para tratar cerca de um por cento das situações”.
O futuro passa por estar sempre na linha da frente ao nível das evoluções tecnológicas. Daniel Azevedo adianta ainda que nos meses de Outubro ou Novembro, juntamente com outros profissionais do país, irá orientar um curso de medicina dentária na área da implantologia. Este curso terá lugar nas instalações da clínica e destina-se a todos os médicos generalistas que se queiram iniciar em implantologia.

domingo, 6 de julho de 2008

266) Divulgação de outros blogues e sites

O amigo leitor conhece outros blogues e sites referentes à área da saúde e, especialmente, sobre a saúde oral? Nacionais ou estrangeiros, em qualquer língua?
Utilize o correio electrónico tempogero@gmail para fazer as suas sugestões.
Gerofil

sexta-feira, 4 de julho de 2008

265) Estudo regional sobre saúde oral na população escolarizada demonstra melhoria nos cuidados de saúde

O secretário regional dos Assuntos Sociais presidiu, em Angra do Heroísmo, à sessão de apresentação do Estudo Regional de Prevalência das Doenças Orais na População Escolarizada da Região Autónoma dos Açores, iniciado em 2006 pelo Executivo e que revela uma redução da incidência da cárie dentária na juventude açoriana. Segundo Domingos Cunha, o documento, que vai ser entregue a todas as escolas e unidades de saúde açorianas, “demonstra claramente que as medidas implementadas pelo Governo dos Açores e dinamizadas pelo Grupo de Trabalho de Saúde Oral, resultaram favoravelmente no âmbito da saúde oral”.
Integrado no Programa Regional de Saúde Oral, o estudo, elaborado pelos médicos dentistas Ricardo Cabral, Madalena Mont´Alverne e Artur Lima, abrangeu 517 crianças dos seis, 12 e 15 anos, examinadas nas escolas e centros de saúde de todas as ilhas, tendo sido comprovada a redução dos índices de cárie dentária nas populações jovens açorianas. Elogiando o “trabalho criterioso, metódico, com sustentação científica e clínica” realizado pela equipa de rastreio, o secretário regional realçou as particularidades do estudo regional: “primeiro, foi feito por profissionais que exercem a sua actividade na Região; segundo, é o primeiro estudo direccionado na área das doenças orais; terceiro é um estudo que vai de Santa Maria ao Corvo”.
O governante relembrou ainda o “pioneirismo” da Região neste sector, ao ter criado o Boletim Individual de Saúde Oral para os utentes do Serviço Regional de Saúde, através da Portaria nº93/2005, de 29 de Dezembro.
Na apresentação da investigação, o médico Ricardo Cabral realçou o facto de os Açores serem a única das regiões do País que realiza 25 mil consultas por ano, possuindo igualmente uma “política única de reembolsos”. O investigador adiantou que, no âmbito deste projecto, está já preparado o Estudo Regional do Doseamento de Flúor nas Águas de Consumo que pretende abranger as 154 freguesias existentes nos Açores.
Actualmente, existem 108 médicos dentistas existentes na Região, 15 dos quais integrados nos centros de saúde regionais e 14 bolseiros, sete deles com licenciatura concluída.
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Para quando a colocação de uma equipa multidisciplinar de profissionais de saúde oral em cada um dos agrupamentos de centros de saúde em Portugal Continental? Para quando a criação de uma hierarquia que enquadre a prestação de cuidados de saúde oral no país, estabelecendo definitivamente a ligação entre os médicos de família, a escola, os lares e as famílias e as estruturas de saúde oral estatais, convencionadas e privadas existentes no país? Não haverá técnicos suficientes ao nível dos ministérios com a capacidade de estabelecer estas recomendações?
Basta de políticas a avulso e sem qualquer nexo com a realidade no terreno que os governos nos têm vindo a brindar há anos; siga-se, isso sim, uma política de interesse voltado para as populações porque são elas que pagam impostos e têm necessidade que lhes sejam prestados cuidados de saúde.
Gerofil

quarta-feira, 2 de julho de 2008

264) Ministra disponível para discutir eventual alargamento do Programa de Saúde Oral

A ministra da Saúde, Ana Jorge, criticou a «pressão» da Ordem dos Médicos Dentistas para o alargamento do Programa Nacional de Promoção de Saúde Oral, mas manifestou abertura para discutir com os parceiros essa possibilidade. «A Ordem dos Dentistas fez uma proposta, nós poderemos analisar, mas a Ordem dos Dentistas não pode, obviamente, fazer o que eu quase que diria que é uma pressão junto do Ministério da Saúde [para alargamento daquele programa]», referiu Ana Jorge.
O bastonário da Ordem dos Dentistas, Orlando Monteiro da Silva, reuniu com o Presidente da República, tendo abordado o tema do Programa Nacional de Promoção de Saúde Oral, que entrou em vigor a 1 de Março e que implica a atribuição de cheques-dentistas a grávidas e a idosos beneficiários do complemento solidário. O bastonário saúda a iniciativa, mas defende o seu alargamento às crianças, aos diabéticos a aos portadores de doenças especiais.
Na resposta, a ministra da Saúde referiu que o programa actual já «foi um grande passo» para ajudar dois grupos muito necessitados e defendeu que agora há que ganhar experiência e ver como este programa acontece, mas manifestou abertura para discutir o eventual alargamento. «Estamos disponíveis para, em conjunto com os parceiros, discutir aquilo que é possível fazer», referiu, ressalvando, no entanto, que há que definir prioridades.
«Vamos ver se essa será uma prioridade ou não», afirmou Ana Jorge em Viana do Castelo, à margem do I Congresso sobre Estilos de Vida Promotores de Saúde.

domingo, 29 de junho de 2008

263) Ordem pondera impedir acesso à profissão se continuarem a faltar saídas profissionais

A Ordem dos Médicos Dentistas pondera impedir o acesso à profissão, caso continuem a não existir soluções de emprego para estes profissionais, revelou à Lusa o bastonário da classe. Orlando Monteiro da Silva falava à Lusa no final da audiência que manteve com o Presidente da República, com o qual abordou a questão da emprego dos médicos dentistas.
Para a Ordem, a situação destes profissionais está a atingir um limite, uma vez que todos os anos saem 600 licenciados que se juntam aos 6.000 médicos dentistas que existem em Portugal. Sem emprego para exercer a profissão, muitos têm optado por emigrar, o que a Ordem dos Médicos Dentistas lamenta. Nesta situação estão já 247 médicos dentistas que exercem a profissão em Inglaterra.
Perante este cenário, que classifica de "muito grave", a Ordem está a ponderar impedir o acesso à profissão, alegando que estão cobertas as necessidades sanitárias do país, em termos de medicina dentária.
Outro tema que a Ordem dos Médicos Dentistas abordou com Aníbal Cavaco Silva foi o Programa Nacional de Promoção de Saúde Oral, que entrou em vigor a 01 de Março e que implica a atribuição de cheques-dentistas. De acordo com o programa, cada grávida seguida no centro de saúde terá direito a três cheques-dentista, num valor máximo total de 120 euros. O programa prevê abranger 65 mil grávidas. Os idosos beneficiários do complemento solidário poderão usufruir de um máximo de dois cheques-dentista, num total anual de 80 euros.
Consoante os casos, são requisitos fundamentais um atestado de gravidez ou um comprovativo da situação de beneficiário do complemento emitido pelo Instituto de Segurança Social. Os utentes podem escolher qualquer médico dentista ou consultório, desde que faça parte da lista de profissionais que aderiram ao sistema na respectiva região de saúde.
O bastonário saúda a iniciativa mas defende o seu alargamento às crianças, aos diabéticos a aos portadores de doenças especiais.
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Comentários retirados do SAPO NOTÍCIAS:
- Não percebi. Há dentistas sem emprego? Então porque é que em vez de o estado gastar milhões de euros em cheques-dentista de valor individual miserável não os põe ao serviço da população em geral nos hospitais e centros de saúde? Ah, porque os senhores da ordem não poderiam continuar a pedir 100 euros por consulta, e deixariam de poder acumular fortunas. A saúde tem de deixar de ser um meio de acesso à riqueza individual. Os profissionais da saúde têm direito a uma vida digna – como temos todos – mas não à custa dos desfavorecidos. O que é que um idoso que ganhe um valor mínimo de sobrevivência vai fazer com 2 cheques de 40 euros? A que serviços vai conseguir ter acesso com esse valor? Espero que encontrem um dentista solidário que aceite ficar com o cheque e lhes dê o seu valor em dinheiro para poderem comprar comida. Mas com a mentalidade da classe provavelmente só o farão se apenas devolverem 70%; afinal, há que pagar a casa de férias, carro de luxo e outras despesas essenciais;
- Ordem dos dentistas quer o mesmo para a saúde dentária dos portugueses que temos para a saúde do resto do corpo. Deixem os portugueses escolherem, informem os jovens dos cursos onde não há saída profissional, mas não os impeçam de estudar;
- Meus amigos Portugueses. Hoje para ir ao dentista é preciso contrair um empréstimo bancário!!! Mesmo assim com tantos médicos, como diz o bastonário, os preços e a política de tratamento usados pelos dentistas são completamente irrealistas para o poder de compra, já que a classe média desapareceu. Só os ricos, os políticos, os deputados, os juízes, os futebolistas, os ministros, têm possibilidades de consultarem um médico privado, com preços de consultas em vigor!!! Cada médico se que forma, tem logo no subconsciente a ideia de ficar rico no mês seguinte;
- A questão é tão simples: mais de metade dos dentistas preferiam ter seguido medicina...mas não há vagas!!! Chegamos ao ridículo de haver excesso de dentistas e falta de médicos em quase todas as especialidades. É uma vergonha este país;
- Desde quando é que as ordens impedem o acesso ao exercício de uma profissão devidamente reconhecida pela Republica. Aqui estão ideias manifestamente inconstitucionais, tais como noutras áreas, e ninguém protesta;
- O Sr. bastonário esquece-se que há uma Constituição e um direito de acesso à profissão. A Ordem, nem esta nem outra, tem poderes para vedar o acesso. Parvoíce.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

262) Região dá apoio universal

Continente avança com cheques-dentista
mas Madeira acha que medida não é justa
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O Governo da República deu ontem início a um novo programa que prevê a atribuição de cheques-dentista a grávidas e a idosos. O programa prevê tectos máximos anuais de 120 euros para as grávidas seguidas no Serviço Nacional de Saúde e de 80 euros para os idosos beneficiários do complemento solidário.
A Região não vai seguir esta política e o secretário regional dos Assuntos Sociais explica porquê. «O nosso apoio é de uma forma universal, sejam as pessoas de que grupo forem. Não precisam ser grávidas ou idosos. Basta que tenham dificuldades financeiras e que as comprovem nos serviços de Segurança Social», afirmou Francisco Jardim Ramos, o qual exemplificou referindo que «podem existir grávidas cujo rendimento familiar não necessite desse apoio, assim como existem mulheres, que não estando grávidas, têm mais dificuldades financeiras». Por outro lado, o secretário regional dos Assuntos Sociais lembrou aquilo que tem sido feito, na Madeira, ao nível do plano regional de saúde, o qual apostou na parte preventiva (com a cobertura total de todas as crianças da Região) e na parte curativa, que funciona, actualmente, nos centros de Saúde do Bom Jesus, do Porto Santo e do Porto Moniz.
Relativamente à saúde oral preventiva, Francisco Jardim Ramos destacou o facto de, neste último ano, o Funchal ter vindo a ser coberto por este projecto que já abrange 16 mil e 333 crianças. Só neste concelho, são três mil e 840 crianças, aquelas que foram abrangidas pela iniciativa que visita as escolas e que apresenta uma inovação: «o equipamento escolar inclui a escova e a pasta de dentes. As crianças são obrigadas a levarem para a escola estes dois objectos de higiene».
No que toca à parte curativa, Jardim Ramos não tem datas concretas mas garante que o objectivo, em termos futuros, é estendê-la a um maior número de centros de saúde na Região. «O objectivo é fazermos com que os utentes possam ir tratar dos seus dentes num maior número de centros de saúde até que a cobertura passe também a ser total», frizou o secretário regional dos Assuntos Sociais.
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Como é possível dentro do mesmo país existirem duas orientações distintas em matéria de políticas de saúde oral? Está mais que visto que os problemas de saúde oral dos portugueses se devem pura e simplesmente por opções políticas, uma vez que não existem falta de recursos.
Enquanto assim for, serão as crianças deserdadas da fortuna, os velhinhos, os pobres e os desprotegidos da sorte carrascos das políticas de saúde do regime? Existindo milhares de milhões de euros para investir (projectos megalómanos como o TGV – transporte de grande velocidade, ou o novo aeroporto da OTA), continuam os políticos a fazer o faz de conta com a saúde da maioria dos portugueses.
Já não bastava o desemprego, a miséria e a fome que a tantos afecta como fazer de conta que não existem problemas de saúde no país. Infelizmente não é a poderosa classe política beneficiada com o 25 de Abril de 1974 que tem que se confrontar com essa realidade.
Gerofil

terça-feira, 24 de junho de 2008

261) Saúde Oral: Cheques-dentista só no público é «dispendioso»

A ministra da Saúde afirmou hoje que um programa de saúde oral no sector público obrigaria a um «investimento muito dispendioso», por ser necessário instalar equipamento e colocar muitos profissionais nos centros de saúde. Na emissão simbólica do primeiro cheque-dentista a uma grávida, no Centro de Saúde dos Olivais (Lisboa), Ana Jorge assumiu não estarem feitas as contas da poupança para o Serviço Nacional de Saúde (SNS) com o recurso aos serviços contratualizados na área privada, onde existem o equipamento e os profissionais na área da saúde oral. Este ano, o alargamento do programa de saúde oral custará ao Estado 21 milhões de euros.
«[Colocar exclusivamente no sector público o programa de saúde oral] exigiria um esforço muito grande para que o programa fosse alargado equitativamente», sublinhou a ministra, garantindo que a iniciativa dos cheques-dentista permite que o programa se estenda de forma «mais rápida e mais equitativa por todo o país». Até ao momento foram emitidos 43 cheques-dentista, mas a ministra garante que todos os centros de saúde têm já essa possibilidade.
Para o bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas, Orlando Monteiro da Silva, apesar de «com certeza continuar a haver muito por fazer», «um bom começo é sempre um bom princípio». O programa prevê tectos máximos anuais de 120 euros para as grávidas seguidas no SNS e 80 euros para os idosos beneficiários do complemento solidário.
O despacho de Fevereiro que determinou o alargamento do Programa nacional de Promoção de Saúde Oral prevê o aumento da cobertura de cuidados a 80.000 jovens por ano, estimando que o programa abranja 65 mil grávidas anualmente. O acesso às consultas de medicina dentária faz-se mediante um cheque-dentista personalizado emitido e entregue ao utente pelo centro de saúde onde é seguido, sendo necessários, consoante os casos, um atestado de gravidez ou um comprovativo da situação de beneficiário do complemento emitido pelo Instituto de Segurança Social.
Além do cheque inicial, as grávidas podem receber mais dois cheques-dentistas para consultas e tratamentos, num valor total de 120 euros. A realização de tratamentos pode ser concluída até 60 dias após o parto.
Os idosos abrangidos podem receber até dois cheques-dentista por ano, num máximo de 80 euros. Os utentes podem escolher qualquer médico desde que conste da lista dos profissionais aderentes da respectiva região de saúde. Essa lista integra actualmente 2.600 profissionais, o que equivale a 40 por cento dos médicos inscritos na Ordem dos Dentistas (cerca de seis mil), referiu o bastonário, precisando que este é um «processo de adesão contínua».
Maria de Fátima, grávida de mais de 35 semanas, foi o rosto simbólico do início da emissão dos cheques-dentista. A utente do Centro de Saúde dos Olivais recebeu hoje das mãos da ministra da Saúde um cheque que lhe possibilitará «fazer um check-up aos dentes e depois logo se vê», mas por não ter problemas nos dentes, o seu plano passa por uma limpeza oral. «Os dentes ficam mais fracos durante a gravidez e parecendo que não [este cheque] é uma ajuda. Nem todas as pessoas têm meios para ir a um médico privado e por isso concordo com esta medida», referiu.
Diário Digital

domingo, 22 de junho de 2008

260) Pedido de ajuda (modelos de boca e de escova)

Olá.
Estive a ver o seu blog e pensei que talvez me pudesse ajudar na seguinte questão: neste verão irei como voluntária missionária para uma escola em Moçambique e, entre outros projectos, irei fazer promoção da saúde oral, ensinando aos alunos e professores como realizar a sua hegiene oral.
Pensei que seria útil ter um modelo de uma boca em proporções aumentadas e uma escova também maior para mais facilmente explicar a técnica de escovagem. Sei que existe à venda, mas não me saberia informar se existe alguma entidade que me pudesse facultar um modelo, nem que fosse emprestado?
Desde já agradeço pela sua atenção.
Endereço de contacto: tempogero@gmail.com

sexta-feira, 20 de junho de 2008

259) Violência contra idosos e nos hospitais preocupa PGR

O procurador-geral da República mostrou-se hoje preocupado com a violência contra idosos e nos hospitais, crimes que ainda não são denunciados. Pinto Monteiro, que falava na Comissão Parlamentar da Educação e Ciência, disse que há medo de fazer participações.
“Já tenho elementos sobre violências nas escolas, sobre violência doméstica - e aí muito maior - , de violência sobre menores, mas sobre violência nos hospitais até agora ainda não consegui elementos, ou seja, ainda há mais medo de comunicar violência nos hospitais do que outro tipo de violência”, sublinhou.
O procurador-geral da República revela que a sua prioridade é a investigação dos diversos crimes de violência e, neste momento, o que o preocupa mais é a violência sobre os idosos. “Tenho poucos dados da violência sobre os idosos e preocupa-me bastante, é a que me preocupa mais, talvez, porque os idosos não têm voz”, referiu Pinto Monteiro.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

258) Acções de vigilância na saúde infantil e juvenil têm “impacto indiscutível”

A directora regional da Saúde dos Açores garantiu, na Horta, que as acções de vigilância na saúde infantil e juvenil, pertinentes e de qualidade, têm um “impacto indiscutível” na vida das crianças. Teresa Brito falava no V Seminário de Saúde Infantil, que decorreu no Faial, numa iniciativa do Centro de Saúde da Horta, e a cuja abertura presidiu em representação do secretário regional dos Assuntos Sociais.
Segundo sublinhou na ocasião, a saúde não depende, porém, somente da prestação de cuidados, uma vez que a “influencia do ambiente social, biofísico e ecológico é também determinante”. Para Teresa Brito, o apoio às crianças com necessidades especiais, em situação de risco ou especialmente vulneráveis, a redução das desigualdades no acesso aos serviços de saúde e o reconhecimento dos pais como primeiros prestadores de cuidados “são aspectos prioritários”.
Lembrou, ainda, que o aumento do nível de conhecimentos e de motivação das famílias, a par da melhoria das condições de vida, “favorecem o desenvolvimento da função parental e tornam possível que os pais e a família a assumam, como direito e dever, competindo aos profissionais facilitá-la e promovê-la”. Disse também que alimentação e saúde infantil constituem problemática actual e fundamental, na medida em que a “aquisição dos hábitos alimentares resulta da obtenção de competências e saberes na infância, com reflexos na melhoria da qualidade de vida ao longo de todo o ciclo vital”.
“As crianças não possuem capacidades inatas que lhes permitam uma escolha discernidas dos alimentos”, sublinhou a directora regional, adiantando que essa opção resulta da “simples apreensão proveniente da experiência, observação e educação”. Nesse âmbito, “o papel de todos nós, enquanto gestores, profissionais de saúde, pais e educadores, assume uma preponderante importância na produção de práticas condizentes a uma alimentação correcta, equilibrada e completa”, observou Teresa Brito.
Destinado a médicos, enfermeiros, professores, educadores de infância, assistentes sociais e psicólogos, este seminário debateu temas como a adolescência, saúde escolar, patologias pediátricas, imunização e vinculação afectiva.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

257) Açores: Número de crianças sem cáries dentárias aumenta

O número de crianças açorianas com seis anos isentas de cáries dentárias aumentou de 30 para 38 por cento, de acordo com o estudo regional de prevalências orais na população escolarizada, anunciou hoje o Governo Regional.
O secretário regional dos Assuntos Sociais, Domingos Cunha, adiantou que o aumento significativo de médicos dentistas e o acesso dos cidadãos permite a obtenção de “resultados muito positivos, de acordo com as recomendações da Organização Mundial de Saúde”. “Com a contratação de 15 médicos dentistas para as unidades de saúde de todas as ilhas do arquipélago e o trabalho de mais 108 médicos dentistas do sector privado, existe uma maior oferta que tem sido aproveitada pela população”, explicou.
Segundo Domingos Cunha, os centros de Saúde da região estão a realizar, anualmente, 25 mil consultas de saúde oral e a política de reembolsos para quem utiliza os serviços privados dá um contributo decisivo.
O “Estudo Regional de Prevalência das Doenças Orais na População Escolarizada da Região Autónoma dos Açores em 2005” foi orientado pelos médicos dentistas Ricardo Cabral, Madalena Mont’Alverne e Artur Lima. O estudo examinou 517 crianças das nove ilhas, das quais 250 do sexo masculino (48 por cento) e 267 do sexo feminino (52 por cento) com seis anos (165), doze anos (179) e quinze anos (153). Os resultados permitiram concluir que o índice médio de fluorose dentária nos Açores é de 0.7, sendo as ilhas de São Miguel e Pico as que possuem o índice mais elevado (0.9) e as Flores e o Corvo as que têm o índice mais baixo (0.1).
Quanto à cárie dentária, é de 0.2 nas crianças com seis anos, 2.1 aos doze anos e de 3.6 aos quinze anos. Nas crianças ou jovens com seis anos, doze e quinze anos, o maior índice de cárie dentária verifica-se na ilha do Corvo, enquanto o menor é em Santa Maria (seis e quinze anos) e na ilha do Pico (12 anos).
De acordo com o estudo, a prevalência das crianças isentas de cárie dentária na dentição permanente nos Açores é de 44,9 por cento.
As conclusões do trabalho recomendam a realização de um estudo regional do doseamento de flúor nas águas de consumo, que abranja as 154 freguesias dos Açores. O documento, segundo Domingos Cunha, vai ser entregue a todas as escolas e unidades de saúde açorianas.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

256) Cheques dentista já estão disponíveis para grávidas e idosos

O primeiro cheque dentista para grávidas foi emitido dia 2 de Junho. O programa de saúde oral vai dispor de 21 milhões de euros, para o primeiro ano, e além das grávidas vai também abranger idosos carenciados.
Os utentes vão poder escolher qualquer médico que conste da lista dos profissionais aderentes da respectiva região de saúde. Até ao momento já foram emitidos 43 cheques dentista.
“Será por prescrição do médico de família. No caso dos idosos é necessário que tenham direito ao complemento solidário”, afirmou Ana Jorge, ministra da Saúde, na emissão simbólica do primeiro cheque dentista a uma grávida, no Centro de Saúde dos Olivais (Lisboa). Na ocasião, a ministra da Saúde assumiu que não estão feitas as contas da poupança para o Serviço Nacional de Saúde (SNS).
Segundo Ana Jorge, um programa de saúde oral no sector público obrigaria a “um investimento muito dispendioso”, por ser necessário instalar equipamentos e colocar muitos profissionais nos centros de saúde. “Colocar exclusivamente no sector público o programa de saúde oral exigiria um esforço muito grande para que o programa fosse alargado equitativamente”, acrescentou.
O Ministério da Saúde assegura que todos os centros de saúde do país poderão disponibilizar os cheques dentista. O programa prevê tectos máximos de 120 euros para as grávidas, repartidos por três cheques e a realização de tratamentos pode ser concluída até 60 dias após o parto. Para os idosos o valor máximo é de e de 80 euros mais uma comparticipação até 250 euros para a colocação de próteses dentárias.
Cristina Sambado

segunda-feira, 2 de junho de 2008

255) Dentistas criticam programa de saúde oral nas escolas

O programa de promoção de saúde oral nas escolas, que a Direcção-Geral de Saúde quer avaliar antes de avançar com cheques-dentistas para crianças, merece críticas de médicos dentistas, que defendem uma reorganização do projecto.
As críticas foram transmitidas à margem do Congresso da Ordem dos Médicos Dentistas, que decorreu em Novembro, por um dos representantes da Ordem dos Médicos Dentistas no grupo de análise do programa de saúde oral, Paulo Rompante. A etapa básica e essencial deste programa passa por promover a escovagem diária na escola, o que não está a ser realizado em grande parte das instituições.
«Como o programa foi concebido, só tinham direito a aceder às outras etapas do programa as escolas que promovessem a escovagem diária, nenhum programa funciona se esta escovagem não for promovida», comentou o especialista. O argumento invocado por algumas escolas de que não têm condições para promover a saúde oral não colhe entre os dentistas. «Se uma escola não tem condições para isto, então quase mais vale fechar a escola», considerou Frias Bulhosa, outro dos elementos da Ordem que participou no grupo de análise que fez propostas ao ministro da Saúde.
Até porque, frisa o especialista, para escovar os dentes basta apenas que os alunos tenham uma escova e pasta, sendo o uso de água até prescindível. A par da escovagem, as escolas incluídas no programa de saúde oral promovem a administração de flúor quinzenalmente entre os seus alunos.
Depois desta etapa, devem seleccionar-se as crianças que devem colocar selante nos dentes - um material plástico que é aplicado para prevenir as cáries. Mas também aqui há falhas no programa realizado nas escolas, dizem os dentistas. Isto porque, antes do selante, é necessário detectar se a criança não tem já cáries em desenvolvimento, o que deve ser feito por um médico dentista, que não está presente na escola.
«A selecção das crianças nem sempre é feita por profissionais qualificados. Actualmente isso é a maior parte das vezes feito pelas equipas de saúde escolar, que muitas vezes nem têm sequer um higienista oral», sustentou Paulo Rompante. O médico sublinhou que a cárie é uma doença «infecciosa e contagiosa», cujo diagnóstico deve ser feito pelo dentista.
O bastonário considera que os higienistas orais têm preparação para colocar o selante, mas recorda que estes devem sempre trabalhar sob supervisão de um médico dentista, que é a quem compete fazer o diagnóstico das cáries.
Para o médico Frias Bulhosa, outra das deficiências do programa de saúde oral tem a ver com a falta de acompanhamento das crianças. «Uma criança de quatro, cinco ou seis anos pode entrar num determinado ano no programa, mas depois não voltar a ser acompanhada. A criança não é seguida nos anos seguintes», lamentou.
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Enfim, se é assim que o estado trata as crianças do país ...
Gerofil

domingo, 1 de junho de 2008

254) A condição bucal das crianças não é aquilo que deveria ser

Pindamonhangaba, S. Paulo (BRASIL) - “A condição bucal das crianças não é aquilo que deveria ser”. Essa é a opinião da dentista Janaína Tavares Costa de Castro, que realiza um trabalho social de orientação a crianças de uma escola particular no Distrito de Moreira César, em Pindamonhangaba. Formada em odontologia pela Faculdade de Pindamonhangaba, Janaína tem aperfeiçoamento na área de odontopediatria. Ela acredita que, muitas vezes, a saúde bucal precária bucal de muitas crianças é decorrente da falta de tempo e de informação de muitos pais.
“Hoje em dia, muitas mães trabalham fora e têm essa dificuldade de supervisionar. A criança acaba ficando com a empregada ou até mesmo na escolinha. E não é a mesma coisa. Torna-se difícil perceber a existência de cáries”, explica a dentista. Por isso mesmo, ela diz que a atuação de dentistas nas escolas seria de fundamental importância para a melhoria da saúde bucal das crianças. Na cidade de Guaratinguetá, por exemplo, ela conta que inúmeras escolas municipais já possuem consultórios dentários.
Na opinião de Janaína, é importante que os pais façam o monitoramento de escovação e do uso do fio dental. Segundo ela, esse trabalho deve acontecer por meio da interação entre pais, professores e profissionais da área de odontologia. No trabalho específico realizado na escola em Moreira César, Janaína está fazendo um levantamento da condição bucal das crianças. Mas, segundo ela, na primeira triagem, pela qual 70 crianças passaram, o número de cáries verificado foi além do esperado.
”Vamos fazer esse levantamento, reunir a escola, interagir com os pais e, através de relatórios e palestras, mostrar os casos específicos e estar dando um alerta”, destacou. A profissional alerta que o aparecimento de manchas brancas nos dentes das crianças nem sempre é percebido. “Essas manchas já são a primeira manifestação da cárie e, às vezes passa despercebido”, justifica.
Janaína acredita que um trabalho conjunto entre dentistas, escolas e pais é de suma importância para a prevenção, auxiliando na redução dos problemas bucais.
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Chama-se também a atenção para a necessidade de realização de rastreios da população estudantil em Portugal. Detectar problemas precocemente pode prevenir situações dramáticas no futuro de muitas crianças e dos jovens. Para quando um rastreio a nível nacional ?
Gerofil

sexta-feira, 30 de maio de 2008

253) Mau hálito? Veja causas e como solucionar

O que é halitose?
Halitose significa "mau hálito", um problema que muitas pessoas enfrentam eventualmente. Calcula-se que aproximadamente 40% da população sofre ou sofrerá de halitose crônica em alguma época de sua vida. Muitas são as causas deste mal, incluindo: higiene bucal inadequada (falta de escovação adequada e falta do uso do fio dental), gengivite, ingestão de certos alimentos como por exemplo alho ou cebola, tabaco e produtos alcoólicos, boca seca (causada por certos medicamentos, por distúrbios e por menor produção de saliva durante o sono), doenças sistêmicas tais como câncer, diabetes, problemas com o fígado e rins.
Como saber se tenho halitose?
Uma forma de saber se você tem mau hálito é cobrir sua boca e nariz com a mão, exalar e sentir o hálito. Uma outra forma é perguntar a alguém em quem você confia como está o seu hálito. Mas, não se esqueça de que muitas pessoas têm este problema quando acordam de manhã, como resultado de uma produção menor de saliva durante a noite, o que permite os ácidos e outras substâncias se deteriorarem no interior da boca. Medidas tais como escovar bem os dentes e língua, e usar fio dental antes de dormir e ao se levantar sempre ajudam a eliminar o mau hálito matinal.
Como prevenir a halitose?
Evite alimentos que causam mau hálito e observe o seguinte: escove bem duas vezes ao dia e use fio dental diariamente para remover a placa bacteriana e as partículas de alimento que se acumulam todos os dias (escovar a língua também ajuda a diminuir o mau hálito), remova a dentadura antes de dormir, limpando-a bem antes de recolocá-la de manhã e visite seu dentista periodicamente para fazer uma revisão e uma limpeza de seus dentes.
Se o seu mau hálito persistir mesmo após uma boa escovação e o uso do fio dental, consulte seu dentista, já que isso pode ser a indicação da existência de um problema mais sério. Só o dentista poderá dizer se você tem gengivite, boca seca ou excesso de placa bacteriana, que são as prováveis causas do mau hálito.
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