terça-feira, 28 de agosto de 2007

186) O papel da LBV (Legião da Boa Vontade) na saúde comunitária (VI)

Futuro auspicioso
Apesar de todos os obstáculos, o cenário está mudar. «Existem mais de cinco mil médicos dentistas registados e estamos a formar 600 por ano. Seguramente, com a implementação do estágio obrigatório no final do curso, poder-se-á sensibilizar os futuros profissionais para o trabalho do voluntariado, nem que seja», ressalva Manuel Fontes de Carvalho, «como arranque de uma carreira, como já acontece noutras profissões».
Jacinto Durães defende, também, que os bons exemplos vão produzir o efeito bola-de-neve. «Às vezes, a iniciativa de alguém leva a que outro o acompanhe», explica o coordenador do "Ambulatório", que não se coíbe de dar o exemplo. «Tenho aprendido que o país, precisa deste género de actividades, para que as populações se sintam protegidas. Também tenho percebido que a solidariedade é um bem essencial para vivermos uns com os outros».
Manuel Fontes de Carvalho acredita que há disponibilidade de muita gente e mostra-se esperançoso: «campanhas como as que faço com os meus alunos poderiam existir em todo o país porque há empresas de equipamento prontas a ajudar e instituições com vontade em as acolher».
Em Outubro, decorre mais uma "Mês da Saúde Oral". Uma campanha que poderá ser, nas palavras do presidente da SPEMD, a actividade «mais abrangente, a nível nacional, e que envolve mais utentes e médicos dentistas num mesmo objectivo: «ajudar quem precisa».
Desde que a iniciativa foi criada, há sete anos, foram abrangidas 50 mil pessoas e o número tem vindo a crescer anualmente. Ainda assim, Cassiano Scapini não desarma e sublinha a mudança necessária. «O médico dentista precisa de sair do consultório. É preciso mais, e todas as boas vontades, por muito pequenas que sejam, têm que ser aproveitadas».
O médico dentista lança o desafio à classe e aponta baterias já para o próximo congresso da OMD), que se realiza em Novembro. «É só colocar esta questão na lista de assuntos a debater».
Depois de terminado "o jogo das bactérias", Maria lava os dentes e aprende como, na pratica, se matam os «bichinhos» que lhe «fazem mal à boca». Mostra um largo sorriso e diz: «já está. Agora não me posso esquecer de os lavar antes de deitar». Esperemos que não.
LBV - Legião da Boa Vontade

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

185) S. Domingos de Benfica apoia assistência médica: dentista a 20 euros (2ª parte)

A opinião dos leitores:
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Aqui ficam algumas opiniões dos leitores do CORREIO DA MANHÃ referentes ao título da notícia. Será bom que as tutelas dos respectivos serviços (Ministério da Saúde, Ministério da Educação, Direcção-Geral da Saúde, deputados da Assembleia da República, Presidência da República, Associação Nacional de Municípios, Ordem dos Médicos Dentistas, ...) ouçam também a opinião pública. Espero assim contribuir para alertar publicamente da necessidade urgente de implantar uma política de saúde oral no país, com garantias absolutas de igualdade para todas as pessoas.
Gerofil
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- É uma vergonha, Portugal no seu melhor! Esse presidente de Junta devia ser homenageado e condecorado, por prestar um serviço público que é dever do Estado!
- Um acontecimento de louvar a todos os níveis! É a "prova provada" de que, quando há vontade, as coisas acontecem e também de que a regionalização com regras e fiscalização é o melhor que pode acontecer ao país! Só a população e os eleitos que são gente próxima do povo, pode fazer com que os problemas sejam resolvidos. Quando o povo quer as coisas acontecem!
- A minha estupefacção não tem limites! É o primeiro Presidente de Junta deste país desde o 25 de Abril/74, há muitos anos portanto, que merece os meus aplausos e sinceros parabéns! Até que enfim, que um político de proximidade se preocupou com os seus eleitores!
- Sou Médico Dentista há 8 anos, estando neste momento a trabalhar em Inglaterra e considero a situação da Medicina dentária em Portugal calamitosa, quer na desordem na formação, quer no acesso da população a tratamento dentário. Bem sei que é uma especialidade dispendiosa mas há que ter coragem politica para avançar e reformar o SNS... Boa sorte para o colega e o Presidente da Junta...
- A propósito da política de saúde oral fica aqui também o registo do blog SAUDE ORAL: http://saudeoral.blogspot.com/Já é tempo de nos revoltar contra o aparelho político-partidário que são os únicos e exclusivos responsáveis pela actual saúde oral dos portugueses; muitos desses senhores deveriam ser chamados à justiça pela sua responsabilidade criminosa em termos de saúde oral em Portugal.
- Há muitos anos que "alguém" controla a não existência de dentistas nos hospitais ou centros de saúde, porque será? Não é uma das doenças com maiores ramificações a nível do corpo humano, estômago, etc.? Isto já me faz lembrar quando se vai a um centro de saúde e depois mandam-nos fazer análises e ecografias a privados, porque será?
- Mas que bom exemplo, limitar os custos das profissões liberais a 20 euros por hora, isto dá 3500 euros mês ou 700 contos. Sr. Ministro mais uva vez o mercado da saúde não funciona tal como com as farmácias. Que tal liberalizar o mercado com a entrada de dentistas ou médicos ou clínicas cubanas.
- É incrível, como é possível uma coisa destas, e o Sr.Ministro da Saúde sabe? Cuidado, senão fecha tudo e pronto...Pena os que têm menos idade não terem direito porque também não têm dinheiro. Maria
- Ora vejam um "simples" presidente de Junta de Freguesia a dar um estalo sem mãos ao governo e SNS! Que vergonha não haver medicina dentária nos centros de Saúde. Neste país sejam crianças, sejam idosos, estão condenados a andarem desdentados e careados se não tiverem dinheiro para o privado. Excelente exemplo, este, que deve ser seguido pelos outros PJF.
- Estão de Parabéns os autores desse projecto. No meu caso só agora que estou a viver no Brasil que posso arranjar os dentes, pois aqui já existe consultórios populares faz muito tempo. Até implantes vou fazer ao preço da banana. Portugal deveria generalizar esses consultórios populares.
- Dou o meu exemplo: ganho o ordenado médio do Norte, a minha esposa menos ainda, e há mais de 10 anos que não temos dinheiro para o dentista, eu minha esposa, meu filho (18), minha filha (10), não somos esbanjadores; roubam-nos é tudo (Estado... etc). Chamo a isso terroristas sociais.
- O Estado deveria pagar indemnização aos cidadãos de Lisboa que têm a boca podre, pois a agua que se bebe das torneiras contribui, e muito, para o apodrecimento dos dentes. É um verdadeiro crime o que se faz em Portugal: só quem tem dinheiro é que tem direito a sorrir. Injustiça não se poder sorrir se tem dentes estragados, que é o meu caso: há 5 anos que conto pelos dedos da mão as vezes que sorri.
- Haja concorrência! Aqui há anos gastei mil e tal contes só por colocar uma ponte com 6 dentes (é uma prótese, tem um encaixe metálico, é cimentada em dentes que foram destruídos p/servirem de pilares) e por fora tem os dentes em simples cerâmica. Mil e tal contos, cerca de 6000 euros, como é possível?! E sou remediado, gastei quase todas as economias! Haja concorrência c/dentistas novos e serviço do Governo.
- Como dizia os tratamentos são inexplicavelmente tão caros que eu e familiares estivemos privados de tratamentos essenciais, como disse uma comentadora, c/graves consequências. Mesmo agora tenho um dente partido já há um ano que não trato porque já sei que vou ser "assaltado" com coroas e pontes a 600-2000 euros! É a saúde pública que temos em Portugal.
- Só em Portugal, dito país europeu, é um luxo tratar da saúde oral! É preciso pedir empréstimo ao banco para ir aos especuladores dos dentistas! Não se entende o porquê de tratamentos custarem fortunas e do Governo não regular essa selva! Aliás, entendo; os Srs. dentistas têm pagar jipe, barco, vivenda, etc. Talvez em Espanha seja + Barato. Só aos 34 anos é que pude tratar dentes, já c/sem alguns. É uma VERGONHA.
- De facto, o preço tanto nos médicos de clínica geral como nos dentistas, devem ser os mais caros da UE. Em Paris, uma limpeza aos dentes a tabela da S.Social é de 23E,35 na clínica geral são 22E, tanto faz ser em consultórios privados como em públicos. Há alguns médicos que ultrapassam essas tabelas, mas nos temos direito à escolha, e se não for urgente, o máximo de espera, nunca ultrapassa; 3 dias.
- Não façam muita "publicidade", não vá dar-se o caso do (des)Ministro da Saúde mandar fechar o Centro.....
- Parabéns aos responsáveis da Junta de Freguesia que tão boa ideia tiveram. Um exemplo a seguir por todas as outras do País. Porque nem toda a bolsa chega aos preços exorbitantes que os médicos cobram. (Coimbra)
- Se com consultas a preços módicos os médicos continuam a ter bons lucros, não se compreende porque nesta e noutras especialidades a grande maioria opta por cobrar preços exorbitantes. Partindo do princípio que hoje em dia já todos passam recibos, pagariam eles menos impostos e beneficiariam os utentes, se praticassem preços mais acessíveis!
- Boas notícias nunca são demais! Isto sim, é serviço público. As Juntas de Freguesia podem fazer coisas assim, até porque aquele dinheiro é dos contribuintes, só que, desta vez, é bem utilizado. Parabéns Srs. Presidente da Junta e estomatologista. Aqui o médico também tem mérito porque, de uma forma geral, eles só querem facturar a preços proibitivos...
- Ai está uma boa noticia, finalmente. Pena não tomarem esta iniciativa para outras freguesias, nomeadamente na zona do Barreiro, onde moro. Pode ser com o tempo...
- Que notícia agradável. Parabéns a todos os promotores desta iniciativa e ao médico dentista Pedro Melo e Castro. Ainda há pessoas diferentes neste mundo.
- Será que o Sr. primeiro-ministro não lê o Correio da Manhã? Por que não segue este exemplo no SNS? Por que é que só os funcionários públicos têm consultas a 7,50 euros? Enquanto uns tudo têm os pobres de Portugal que não têm 50 ou 60 euros são marginalizados. O Sócrates só se preocupa com os ricos (funcionários públicos).
- Finalmente uma boa notícia que me deixa muito feliz. É pena que não haja mais e em especial na minha área de residência e não só. Portugal deve estar no topo da lista de pessoas com os dentes e a saúde mais negligenciados. Assim ainda vale a pena efectuar descontos...Há por aí dentes que são uma vergonha!... Não ganhamos para os tratar e o sistema de saúde é o que se vê!
- A noticia não podia ser melhor para todos os portugueses, eu não tive essa sorte o meu pai faleceu devido a problemas dentais (varias infecções) que não podemos assumir eu só aos 27 anos é que pode corrigir os meus dentes; quando pequena a minha família não tinha possibilidades e mesmo assim não puderam ficar como ficariam se tivesse um aparelho aos 9 anos. Desejo ao Sr. presidente muitas felicidades.
- Bem-haja Senhor Presidente da Junta de Freguesia, Rodrigo Gonçalves, eleito pelo PSD. Sou Socialista e militante, mas venho por este meio dar os parabéns, porque isto sim, é solidariedade e amor ao próximo, e o SENHOR está a dar o exemplo, e que seja seguido por muitas Freguesias, não importa o Partido, porque eu Socialista, apoio a sua acção, seja do PSD ou de outro Partido Politico. Bem-haja.
- Moro perto de Sintra, a única maneira que vou ter para arranjar os meus dentes é através de um empréstimo bancário. Há 2 anos a minha esposa gastou 1100 euros. Entretanto e melhor esconder o sorriso. Bem-haja esse dentista, nao quererá vir para essa zona ou o lobby não deixa?
- Isto só vem provar que as autarquias se quiserem, podem fazer mais do que fazem! Algumas não fazem nada...só falam!
- Concordo que os preços dos dentistas são elevados! Mas a maioria dos portugueses tem péssima higiene dentária (não sabem o que é uma escova e pasta de dentes) e só se lembram dos dentes quando tem dores. E preferem investir o dinheiro em coisas menos essenciais à vida e à saúde. Quantas vezes não se vêem pessoas com roupas, calçado, telemóveis, etc... de marcas caras, mas dentes de bradar aos céus.
- Não generalizem, p.f. Sou médico dentista, trabalho em duas clínicas na região metropolitana do Porto, cuja consulta custa 30 e 40 euros com o médico a receber no máximo 50%,dos quais ainda deve fazer os respectivos descontos, com o restante a ficar para despesas da clínica e para o bolso do patrão (que não tem de ser obrigatoriamente dentista). Os jovens dentistas têm na maioria empregos precários.
- É incrível é como alguns tratamentos a um só dente chegam a custar 300 euros! Os dentistas são demasiado exploradores e o governo pactua com isto! Deveria haver dentistas em todos os hospitais e com preços baixos!
- Bem hajam, ainda ontem fui ao dentista tratar de um dente deixei lá em moeda antiga 12 contos, dentes, vista e ouvidos são das coisas que deviam ter assistência a preços mais acessíveis e paga-se ao preço do ouro alguém enche os bolsos com isso.
- A maioria dos Portugueses não vai ao dentista porque os salários são de terceiro mundo e os preços das consultas são à Europa, aqui neste País fazem-se milagres todos os dias para se conseguir sobreviver com dignidade!
- Uma boa notícia. Algo a seguir por todos. As juntas de freguesia e até pela autarquias. Os cuidados dentários são dos poucos em Portugal que não existem nos centros de saúde. Os particulares são pagos a peso de ouro, por isso os Portugueses têm os dentes e a boca no estado que têm. Uma miséria. Os aparelhos e placas são carissimos. Os dentistas particulares não são fiscalizados e praticam preços que querem.
- Que este exemplo sirva para todos os autarcas do País, mas principalmente par o Sr. Primeiro-ministro e para o Sr. Ministro da Saúde possam reflectir sobre as carências que as pessoas têm no acesso à assistência médica.
- O que os nossos governantes parecem esquecer-se ou fazem-se de esquecidos, são os preços exorbitantes dos dentistas, um dos mais altos da UE. Ainda se queixam que os portugueses não tratam da boca..pois bem! Iniciativas como esta são de louvar! Só graças a pessoas generosas que têm estas ideias.
- Seria excelente que todos os autarcas desta Pais fizessem o mesmo que está a fazer este SENHOR Presidente de Junta. É que este SENHOR não olha só para ele mas também para aqueles que o elegeram. Continue e boa sorte na sua vida Sr. Presidente, e que todos os outro ponham os olhos na sua iniciativa... Obrigado.
- Ainda bem que de vez enquanto aparecem aqui boas noticias para nos animar um pouco. Parabéns à Junta de Freguesia de S.Domingues de Benfica por esta louvável iniciativa. Oxalá outros lhe sigam o exemplo.
- Parabéns pela excelente iniciativa. Em quanto temos o 1º ministro mais preocupado com as OTAS e os hotéis em Montargil, finalmente temos alguém c/ coragem e c/ vocação olhando para o povo que não tem possibilidade de pagar 2000€ por um aparelho de ortodontia ou 100€ por consulta. Ponham os olhos neste presidente de Junta e já que se importam tantos modelos do estrangeiro olhem mas é para o nosso país.
- Não é só na área de estomatologia que os cuidados são só para ricos. A ganância dos profissionais sente-se em todas as áreas da saúde. Parabéns ao Sr. P da Junta e aos profissionais que colaboram com ele. Outros que lhe sigam o exemplo.
- Costumo dizer que a boca é um "cartão de visita".Parabéns Sr. Presidente! É um exemplo a seguir por todas as juntas de freguesia, eu moro na de S. Domingos de Rana. Tires
- É um exemplo a seguir e só mostra que não custa ajudar os outros a viver melhor. Talvez o (des)governo possa aprender com este exemplo e repense o SNS que é uma vergonha nacional.
- Um exemplo que todas as juntas deviam seguir. Parabens ao Presidente.
- É de louvar esta iniciativa, espero que a mesma se pudesse estender todos os pontos do pais, assim mais pessoas poderiam beneficiar da mesma.
- Uma boa iniciativa que devia servir como exemplo aos Srs. Drs. Dentistas que praticam preços ofensivos para a média da população portuguesa. Será que os Srs. Drs. não podem abdicar de férias noutros continentes ou trocar o carro de luxo por um normal? É que os portugueses estão fartos de apertar o cinto para outros encherem a barriga!
- Ora ai está uma notícia bem positiva. Parabéns à Junta de Freguesia de S. Domingos de Benfica pela iniciativa. Agora falta as outras juntas seguirem este louvável exemplo.
- De vez em quando ainda aparecem boas notícias. Os preços praticados pela maioria dos dentistas são um autêntico escândalo 60 e 80 euros por consulta e um tratamento nunca se fica por uma consulta só. Gente desumana.

sábado, 11 de agosto de 2007

184) Um em cada cinco açorianos nunca foi ao dentista

Um em cada cinco açorianos com mais de dois anos nunca foi ao dentista ou ao estomatologista, apesar os Açores serem a única região do país que disponibiliza consultas de medicina dentária no serviço público de saúde. Os dados constam do Inquérito Nacional de Saúde 2005-2006, e indicam que a proporção de população das Regiões Autónomas a partir dos dois anos que já alguma vez na vida utilizou consultas de saúde oral é menor do que no Continente. No Continente, 86,3 por cento já foi assistido por estomatologistas, dentistas ou outros técnicos de saúde oral, enquanto na Madeira esse valor desce para os 81,8 e nos Açores para os 78,7 por cento.
Confrontado com estes números, o coordenador regional açoriano do Programa de Promoção de Saúde Oral, Ricardo Cabral, desvalorizou a percentagem mais baixa registada nos Açores, alegando que, há cinco anos, a região "partiu da cauda profunda". Garantiu que os Açores estão a aproximar-se dos indicadores médios nacionais nesta área, com medidas que permitiram "ganhos em saúde" nos últimos anos.
O dentista lembrou que a Região Autónoma dos Açores é a única do país que disponibiliza medicina dentária pública, através de um programa regional com medidas inovadoras ao nível do país. Cada um dos centros de saúde dos Açores, à excepção do da ilha do Faial, já asseguram uma média de duas mil consultas de saúde oral por ano, adiantou à agência Lusa.
Com a este programa, têm-se registado "ganhos em saúde consideráveis", assegurou o especialista, lembrando que os dados do inquérito hoje divulgados coincidem com o início da aplicação do programa.
Em declarações à Lusa, o especialista reconheceu, porém, que "ainda há muito a fazer" nesta área na região, mas salientou que os Açores já se estão a aproximar das médias nacionais. Apontou o exemplo de medidas inovadoras desenvolvidas no arquipélago, como o Boletim Individual de Saúde Oral, disponibilizado às crianças das nove ilhas e que permite registar toda a informação e historial clínico do seu portador.
Este boletim, que pode ser solicitado gratuitamente nos centros de saúde das nove ilhas, constitui mais um contributo para a saúde oral dos açorianos, no âmbito do programa em curso. Segundo disse, entre 2000 e 2005 registou-se uma evolução na saúde oral da população, comprovada, por exemplo, pelo índice de cáries dentárias nas crianças, que passou de 4,5 para 2,1 neste período (indicador internacional). Quanto à percentagem de crianças isentas de cáries aos seis anos (bocas saudáveis), a região passou de 30,8 por cento em 2000 para os 37,3 por cento em 2005, uma evolução positiva, mas ainda longe das metas da Organização Mundial de Saúde.
Ricardo Cabral defendeu que a saúde oral está mais acessível a toda população, com a entrada de novas profissionais em ilhas que não disponham de médicos dentistas.
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Com esta notícia chama-se à atenção dos governentes: a quem hoje negam o acesso à saúde irão amanhã ter que pagar obrigatoriamente impostos ?
Gerofil

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

183) O papel da LBV (Legião da Boa Vontade) na saúde comunitária (VII)


PAULO OLIVEIRA
Todos os dias, centenas de crianças, de bairros carenciados do Porto, são recolhidas pela Legião da Boa Vontade (LBV) e distribuídas pelos centros da instituição ou outros locais onde passam o dia, como escolas e ATLs. Contratado pela LBV para trabalhar no programa "Sorriso Feliz", Paulo Oliveira acompanha a saúde oral de mais de 1200 menores, «muitos dos quais nunca pegaram numa escova».
Decidiu trabalhar neste projecto «porque gosto da comunidade e ou estava num centro de saúde ou vinha para a LBV e, aqui, trabalho com uma maior variedade de pessoas, desde toxicodependentes a prostitutas». Já esteve em Braga e no Alentejo, «onde há menos cáries que no Norte», afirma, mas este «é um meio [Grande Porto] mais carenciado».
Além da parte teórica, o higienista oral desenvolve uma série de actividades práticas que tentam promover a prevenção de problemas bucais na população. «Já tivemos propostas para trabalhar em Guimarães e noutros locais, mas não temos capacidade». As acções vão variando: «hoje falamos sobre o açúcar, da próxima vez que fizermos a visita a este centro poderá ser sobre a cárie ou a placa bacteriana».
As crianças respondem bem e participam, porque muitas não têm esta atenção em casa, e não são incentivadas pela família. Por isso, o trabalho passa, também, por falar com os progenitores, uma tarefa que «nem sempre é fácil».
Ainda assim, Paulo Oliveira reconhece que «era bom que houvesse mais médicos dentistas a ajudar. Mas, por falta de tempo, disponibilidade ou informação, poucos participam».”

terça-feira, 7 de agosto de 2007

182) S. Domingos de Benfica apoia assistência médica: dentista a 20 euros (1ª parte)

Pagar uma consulta de dentista a 20 euros e fazer tratamentos dentários por um preço 50 a 60 por cento mais barato do que o praticado no sector privado faz com que muitos moradores na freguesia de S. Domingos de Benfica, em Lisboa, tratem da boca. Asseguram que de outra forma não cuidavam da saúde oral por não terem dinheiro para pagar os preços pedidos pelos estomatologistas de consultórios particulares.
O Gabinete Clínico do Bairro do Calhau, inaugurado há três semanas, é um projecto da Junta de Freguesia de S. Domingos de Benfica e nasceu da necessidade da população em aceder a algumas especialidades médicas, especialmente à medicina dentária. Além da estomatologia, o Gabinete Clínico presta consultas de clínica geral, serviços de enfermagem e de fisioterapia. Nestes dois últimos casos podem ser prestados cuidados no domicílio, mas a deslocação tem um custo acrescido de três euros e meio.
A procura da assistência clínica, sujeita a marcação prévia, tem sido grande e é aberta à população lisboeta, não apenas aos residentes na freguesia. Os utentes com o Cartão Freguês (custa 2,5 euros) beneficiam de descontos na assistência médica e no comércio aderente.
MEDOS PASSADOS - O médico dentista Pedro Melo e Castro não tem tido mãos a medir, apesar de se estar em período de férias. “Uma percentagem muito elevada da população, cerca de 95 por cento, não tem acesso aos cuidados da saúde oral no Serviço Nacional de Saúde e os resultados vêem-se nos dentes estragados ou na falta de dentes.”
Melo e Castro sublinha um factor que tem mantido afastados dos gabinetes médicos muitos portugueses: “Muita gente diz ter medo de ir ao dentista, o que revela episódios traumáticos do passado. Todavia, as técnicas evoluíram e hoje não se sente o tratamento dentário.”
Quem se mostra satisfeito com o êxito deste projecto, ainda em fase inicial, é o seu promotor, o presidente da Junta de Freguesia, Rodrigo Gonçalves, eleito pelo PSD. “Decidimos avançar com estes cuidados de proximidade à população, destinados em especial aos idosos com carências económicas, porque ouvíamos as suas queixas de falta de acesso à saúde, na demora das consultas no centro de saúde e nos elevados preços no privado. O objectivo não é ter lucro, pretendemos que o projecto seja auto-sustentável.”
A Junta de Freguesia, a quarta maior de Lisboa, com 29 mil eleitores e cerca de 90 mil residentes, investiu no projecto oito mil euros.
DEPOIMEMTOS - "ESTOU MUITO SATISFEITA": Rosa Balão (68 anos) “Estou muito satisfeita com o tratamento dentário que estou a fazer. Se não fossem os preços baixos não podia arranjar os dentes porque não tinha dinheiro para pagar num consultório privado e não existe médico dentista nos centros de saúde. A minha família vem cá tratar-se.”
"EVITO PERDER OS DENTES": Elvira Videira (67 anos) “O meu tratamento consiste numa limpeza e arranjar quatro dentes. Vou pagar 175 euros mas se fosse num consultório privado estou certa que iria pagar mais. Como não podia suportar esse preço alto, o mais certo seria perder os dentes nos próximos anos, o que não vai acontecer com este tratamento.”
"VOU TER UMA BOCA BONITA": José Teles (56 anos) “Nunca gostei de dentistas mas mudei de opinião quando conheci o dr. Pedro Melo e Castro no Gabinete Clínico. Vou continuar com o tratamento e sei que no final vou ficar com uma boca bonita. Como estou desempregado, estes preços são acessíveis.”
Correio da Manhã (Cristina Serra)

quinta-feira, 26 de julho de 2007

181) Contratualização no SNS

Quando determinados sectores do poder político apontam as contratualizações por parte do SNS para minorar carências de saúde oral em Portugal, vejamos o ponto da situação traçado este mês na Assembleia da República acerca da sua (não) efectiva aplicação no país: link (tecle no link)

terça-feira, 17 de julho de 2007

180) Queixa: Entidade visada - Centro de Saúde de Odivelas

Há uns meses atrás, telefonei para o Centro de Sáude de Odivelas para marcar consulta para o dentista. Informaram-me que só passado um mês é que começavam a marcar consultas para o mês seguinte. Isto é, no dia 1 de Abril marcavam consultas para o mês de Maio.
Aceitei o dia que me propuseram para consulta no mês de Maio. Quando lá cheguei, fui informada que alguém se enganou a marcar consultas. Com muito esforço da minha parte, pedi-lhes para voltar no dia seguinte...depois de muito batalhar lá consegui. Depois de esperar que todos os pacientes impacientes se fossem embora, lá consegui que o dentista me deixasse entrar.
Assim que me viu disse que só me tratava se tivesse com dores, porque tinha mais que fazer. Entretanto, examinou-me os dentes à pressa e disse-me que eu precisava de aparelho. Aliás, ele indicava-me uma clinica privada para o colocar. Está-se mesmo a ver...
Já fui a diversos dentistas e nenhum me disse que precisasse de aparelho. Conclusão, passados meses à espera da consulta, deparo com a falta de vontade em me atenderem devidamente. Vim de lá conforme tinha ido, sem problema nenhum resolvido e irritada.
Optei por uma clínica privada. Aquelas condições são deploráveis, as recepcionistas que marcam consultas demasiado ineficientes, as instalações físicas também se vê que não apresentam as condições mínimas, ouvem-se berros de crianças impacientes que atordoam quem está doente. É uma vergonha o serviço prestado neste Centro de Saúde, está ao nível de um país de 3º mundo...
25 de Agosto de 2006
Pesquisa do Google (Termos "queixa" e "dentista")
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Espero que a ARS e o Ministério da Saúde já tenham resolvido todos os problemas referentes ao funcionamento das consultas no Centro de Saúde de Odivelas.
Gerofil

segunda-feira, 16 de julho de 2007

179) Saúde dentária passa pelos bons alimentos

Para uma boa saúde dentária, segundo o estomatologista Avelino Cachilandala, é importante uma boa alimentação com frutas como banana, mamão, maça, bem como outros alimentos como cereais, carne, peixe, vegetais, verduras, pão, queijo, leite e iogurtes, que são ricos em cálcio, vitamina A e ajudam a cuidar e fortalecer os dentes.
A cárie, de acordo com Avelino Cachilandala, é uma doença transmissível e infecciosa. Ela acontece quando há a associação entre a placa bacteriana cariogênica (uma espécie de película composta por bactérias vivas e de resíduos alimentares que se depositam sobre e entre os dentes), dieta inadequada e higiene deficiente.
O especialista disse que a perda dos dentes, problemas de audição e de fala, dentes permanentes tortos, baixa de auto estima, são os principais efeitos da cárie na infância.
Jornal de Angola Online
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Este recado fica bem aos responsáveis pelas políticas de saúde primária em Portugal. Pena que os órgãos de comunicação social sejam sistematicamente utilizados para fins sem quaisquer interesses para a população, quando deveriam ser a melhor forma de divulgação da cultura e de hábitos e estilos de vida saudáveis - seria bonito mas não dão votos nas urnas no imediato.
É o amadorismo político que temos no país.
Gerofil

terça-feira, 10 de julho de 2007

178) «Mundo a Sorrir» debatido na Maia: Intervenção em Cabo Verde e Guiné-Bissau

O projecto «Mundo a Sorrir» vai ser discutido no próximo dia 30 de Maio, durante a reunião do Rotary Club da Maia. «Mundo a Sorrir» é um projecto da Associação de Médicos Dentistas Solidários Portugueses, que tem por objectivo «melhorar as condições da Saúde Oral em Portugal e no Mundo».
De acordo com um comunicado da associação, o projecto tem actualmente em curso duas medidas de apoio à saúde oral em países carenciados de Língua Portuguesa, como Cabo Verde e a República da Guiné-Bissau, levadas a cabo por médicos dentistas voluntários que para além de realizarem vários tratamentos dentários, promovem também campanhas de sensibilização da Higiene Oral.
A próxima missão do «Mundo a Sorrir», desenvolvida pelo Rotary e pelo Rotaract Club da Maia, visa recolher material médico «consumível e medicamentos», a ser utilizado pela associação durante os meses de Agosto e Setembro, na Guiné-Bissau.
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Todas as iniciativas tomadas em prol dos desfavorecidos são sempre de louvar. Mas atenção, jamais esqueçamos as crianças que em Portugal sofrem tanto ou mais que as crianças em Cabo Verde ou na Guiné-Bissau.
Infelizmente, nenhum poder político quer resolver o problema da saúde oral em Portugal, preferindo todos enterrar a cabeça na areia. É assim os políticos que temos em Portugal: incapacidade de sentir emoções ou de qualquer tipo de sentimentos por crianças e jovens indefesos perante o completo desleixo do Serviço Nacional de Saúde pela sua saúde oral. Uma vergonha de um país membro da União Europeia.
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COMENTÁRIO RECEBIDO VIA E-MAIL (17.07.2007):
Apenas uma pequena informação adicional. A noticia corresponde ao projectos desenvolvidos no Ano Passado. Actualmente a ONG Mundo a Sorrir, desenvolve projectos de Saúde Oral na Guiné-Bissau e Cabo-Verde, tendo no próximo Outubro um projecto em parceria com a AMI.
Todavia, por sermos uma ONG Portuguesa, e por estarmos conscientes da realidade de Saúde Oral existente nas comunidades mais desfavorecidas em Portugal a Mundo a Sorrir, desenvolve campanhas de Saúde Oral na zona Norte e Sul do País. É parceira também do projecto "Dentes Saudáveis" da EntrAjuda.
As instituições que a Mundo a Sorrir dá apoio são: Casa Pia, Casa do Gaiato, Bairros do Lagarteiro, Escolas, Orfanatos, Lares e instituições particulares de Solidariedade Social. Sabemos que em Portugal não devemos ultrapassar os órgãos competentes para actuarem e mudarem a triste realidade da Saúde Oral, mas podemos alertar, denunciar e confrontar as autoridades para que estas se envergonhem da sua inoperância.
DESDE JÁ O MUITO OBRIGADO PELAS INFORMAÇÕES. ASSIM TENHAM O APOIO TOTAL DO MINISTÉRIO DA SAÚDE E DA EDUCAÇÃO PARA ALARGAREM A VOSSA ACTIVIDADE.
Gerofil

quarta-feira, 4 de julho de 2007

177) SNS: mais pobres pagam mais pela saúde, diz estudo

Quem é mais pobre paga cada vez mais pela generalidade dos serviços de saúde do Estado. Essa tendência está demonstrada num relatório realizado há quatro meses por um grupo de trabalho nomeado pelo Governo para estudar soluções para a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS), revela o Jornal de Notícias esta quarta-feira. «São os agregados mais pobres que suportam o maior encargo com o financiamento dos medicamentos (maior fatia das despesas das famílias)". As despesas com aparelhos e material terapêutico, bem como despesas com serviços médicos, de enfermagem, paramédicos e outros aumentaram o significativamente o seu nível de regressividade entre 1980 e 2000», refere o documento citado pelo jornal.
As taxas moderadoras pouco ou nada adiantam, representando 0,77% da despesa total de saúde. Por outro lado, especialidades como Estomatologia, Ginecologia, Oftalmologia ou Cardiologia têm vindo a desaparecer do SNS em benefício dos privados.
Os autores do documento alertam também para o facto de a regressividade (pagam mais os mais pobres) estar presente também nas deduções à colecta do IRS, chamando também a atenção para o facto de o sistema ser generoso a esse nível.

176) Crescimento de consultas e cirurgias nos Hospitais do SNS

NOTA DE IMPRENSA DO MINISTÉRIO DA SAÚDE
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Crescimento da Consulta Externa e Cirurgia em cinco
especialidades nos Hospitais do SNS - 2004-2006
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CONSULTA EXTERNA
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Entre 2004 e 2006, as consultas hospitalares, para o total do SNS, cresceram 9,8%, com as 1ªs consultas a crescerem 8,8% nesse período. Analisou-se, em particular, a evolução das consultas de Oftalmologia, Ginecologia/obstetrícia, Estomatologia, Cardiologia e Ortopedia (as especialidades referidas na comunicação social como sendo alvo de «crescente privatização»).
Em todas as especialidades se verifica um aumento da produção do SNS. No entanto, à excepção da Cardiologia, em todas elas o crescimento é inferior ao crescimento médio do total de consultas no SNS, no período 2004-2006.
1) Em Oftalmologia, constata-se um aumento das consultas, no período, de 7,5%, inferior ao do total do SNS (para todas as especialidades). No caso das 1ªs consultas, o aumento foi apenas de 2,8% em 2 anos, contrastando com o aumento de 8,8% do total das 1ªs consultas no SNS. Em termos relativos, portanto, o acesso piorou nesta especialidade.
2) Em Ginecologia/obstetrícia, o aumento total, nos 2 anos em causa foi de 4,22% e houve uma melhoria relativa do acesso, pois o aumento das 1ªs consultas deu-se ao ritmo de 7,7% (inferior, no entanto ao da média das 1ªs consultas do total do SNS, que foi de 8,8%).
3) Em Estomatologia, o aumento médio foi de 7,53% e verificou-se uma melhoria relativa do acesso a 1as. consultas, que cresceram a 11,02% nos 2 anos (mais intenso, portanto, do que para o total do SNS). No entanto, o nº total de 1ªs consultas em 2006 (35.949) é ainda muito reduzido face às necessidades da população.
4) Cardiologia apresenta-se como o único caso de evolução favorável dos 5 estudados: aumento do total de consultas superior ao dos SNS nesses 2 anos e crescimento das 1ªs consultas (13,88%) superior ao das consultas totais (11,85%).
5) Em Ortopedia, tal como em Oftalmologia, constata-se que em termos relativos o acesso piorou nesta especialidade. Houve um aumento das consultas, no período, de 7,2%, inferior ao do total do SNS (9,8%). No caso das 1ªs consultas, o aumento foi de 4,8% em 2 anos, contrastando com o aumento de 8,8% do total das 1ªs consultas no SNS.
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Intervenções cirúrgicas
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Entre 2004 e 2006, as intervenções cirúrgicas (IC), para o total do SNS, cresceram 5,4%.
Analisou-se, em particular, a evolução das IC de Oftalmologia, Ginecologia/obstetrícia, Estomatologia, e Ortopedia (as especialidades referidas na comunicação social como sendo alvo de «crescente privatização»).
Em todas as especialidades se verifica um aumento da produção do SNS no período, e superior ao da média do SNS (excepto para o caso particular da obstetrícia): Oftalmologia com 13,7% nos 2 anos em análise, Ginecologia/obstetrícia com 6,7%, Estomatologia com 24,3% (mas um númeno total de IC muito reduzido) e Ortopedia com um crescimento de 11,9%.

175) Faria Gomes homenageado

No passado dia 26 de Maio de 2007, na Reitoria da Universidade do Porto em sessão solene presidida pelo Magnifico Reitor, realizou-se a apresentação oficial da Academia de Medicina Dentária e fez-se a imposição das insígnias aos académicos fundadores. Entre os distinguidos estavam o ilustre barroense, médico estomatologista e ex-professor associado convidado da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, António Augusto Faria Gomes, e o aguedense Olávio Sereno.
Faria Gomes nasceu em 12 de Maio de 1931, filho de Marcolino Gomes, mecânico dentista, de Barrô, e Olinda Faria, de Mogofores. Embora não tendo nascido em Barrô, desde sempre adoptou esta como sua terra, onde, aliás, os pais viveram largos anos, até para além da morte do pai. Licenciado em medicina pela Universidade de Coimbra, em 1957, efectuou o exame de especialidade de estomatologia à Ordem dos Médicos em 1961, com aprovação por unanimidade.
Responsável pela cirurgia oro-maxilo-facial no Hospital Conde de Sucena, em Águeda, de 1962 a 1965, foi mobilizado como tenente meliciano médico para o Hospital de Luanda, entre 1965 e 1967, tendo sido nomeado médico chefe do serviço de estomatologia. Foi nomeado director do serviço de estomatologia do Hospital Distrital de Aveiro em 1978. Foi presidente do Colégio de Especialidade da Ordem dos Médicos, de 1987 a 1989, presidente da Sociedade Portuguesa de Estomatologia e Medicina Dentária, de 1980 a 1983, professor convidado da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, sendo regente da disciplina de prótese fixa do Departamento de Medicina Dentária, Estomatologia e Cirurgia Maxilo-Facial, de 1988 a 2001, data em que atingiu a reforma por limite de idade.
A sua área de maior interesse clínico-científico tem sido a implantologia, onde é um dos pioneiros e dos mais conceituados profissionais do país. Proferiu inúmeras conferências em reuniões científicas nacionais e internacionais, tendo publicado vários artigos em revistas da especialidade, sendo mesmo correspondente de uma revista espanhola. Foi organizador de vários eventos científicos, tendo sido galardoado pela Sociedade Espanhola de Estomatologia, com o Diploma de Honor, em 1983. É um dos principais impulsionadores das relações profissionais entre Portugal e Espanha, tendo sido presidente e secretário-geral do primeiro e terceiro congresso luso-espanhol organizados em Braga e Coimbra respectivamente. É membro efectivo do “Comité de Liaision Dentaire” da Comunidade Europeia. V.C.

sábado, 30 de junho de 2007

174) Cárie dentária afecta 70% das crianças do Norte do país

Cárie dentária afecta 70% das crianças do Norte do paísRastreios organizados pelo Instituto Superior de Saúde do Alto Ave (ISAVE) indicam que 70% das crianças do Norte do país têm cárie dentária, disse hoje à agência Lusa fonte do ISAVE. Das mais de três mil crianças, entre os seis e os nove anos, alunas do ensino pré-escolar e do 1º Ciclo, de algumas escolas públicas do norte de Portugal analisadas, apenas 30% não apresentam problemas de cárie.
O estudo, iniciado há cinco anos, pelo Departamento de Saúde Oral Comunitária do ISAVE, percorreu já escolas dos distritos de Bragança, Porto, Viana do Castelo e Braga. Em todos os estabelecimentos de ensino percorridos pelos estudantes do Instituto Superior de Saúde do Alto Ave, a junção dos «maus hábitos alimentares com os fracos hábitos de higiene oral», deixam marcas.
«São raras as crianças que não têm problemas de cáries», referiu à Lusa Estela Castro, coordenadora do departamento de saúde oral no Instituto Superior da Póvoa de Lanhoso. Depois de agrupamentos escolares em toda a zona Norte (como Torre de Moncorvo, Vinhais, Miranda do Douro, Carvalhido e Santa Maria da Feira), os técnicos estiveram no agrupamento de escolas de Vermoim, na Maia.
Em parceria com a autarquia local, foram realizados rastreios a 197 crianças para saber pormenores específicos sobre a sua saúde oral e, ao mesmo tempo, promover sessões de educação para a saúde apelativas, de forma a criar hábitos de prevenção de saúde oral. Com esse rastreio, foi criada uma base de dados que permitiu retirar informação precisa sobre problemas orais nas crianças.
Também na Maia, a percentagem de crianças com cárie é de 70%, idêntica à dos restantes concelhos nortenhos.
Para Estela Castro «a melhor forma de assegurar saúde, segurança e bem-estar na área da saúde oral é investir na formação de higienistas orais altamente qualificados de forma a atingir com sucesso as medidas de saúde oral implementadas no nosso país». Com protocolos celebrados com agrupamentos, câmaras municipais, centros de saúde e sub-regiões de saúde, os técnicos que efectuam o rastreio, seguem as indicações do Programa Nacional de Saúde Oral do Ministério da Saúde.
«Queremos ensinar a cuidar os dentes, a comer melhor e a viver melhor», diz Estela Castro. Na maioria dos casos sinalizados, cada escola informou os pais ou encarregados de educação das crianças dos procedimentos que deveriam tomar. Os casos mais graves foram comunicados aos respectivos centros de saúde.
«Depois de tratar, é necessário investir para que esses tratamentos não voltem a ser necessários. As doenças orais são muito caras para as pessoas e para o erário público. É preciso aumentar os níveis educacionais de saúde da população e melhorar os índices de percepção da importância da saúde oral na saúde geral», afirma a coordenadora. Segundo o responsável do curso de Higiene Oral do ISAVE, Mário Rui Araújo, «é urgente investir na saúde oral em Portugal».
«Não podemos somente pensar em tratar dentes. É preciso investir na criação de uma cultura forte de saúde oral, um trabalho que começa nas escolas e nos infantários», disse. Na Maia, disse, «os casos mais urgentes de crianças a necessitarem de tratamento oral serão enviados para o ISAVE, de forma a serem selados os dentes em risco». No futuro, «todas as crianças que necessitem serão atendidas ao abrigo deste programa e do programa nacional de saúde oral», salienta Rui Araújo.
Diário Digital / Lusa
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Este problema tão gravíssimo de saúde oral em Portugal, logo na infância, carece de medidas imediatas; basta de promessas e de mais estudos. O problema é tão grave de tal forma que é necessário alertar toda a comunidade e exigir respostas concretas no terreno por parte dos organismos competentes. Copie e divulgue esta notícia, pelo bem das crianças e jovens de todo o país.
Gerofil

segunda-feira, 25 de junho de 2007

173) Política de saúde a bater mesmo no fundo

De acordo com um estudo realizado por investigadores da Universidade Católica Portuguesa e da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, os internamentos motivados pelo tabagismo custaram 126 milhões de euros, uma verba que acresce aos mais de 308 milhões gastos em medicamentos, consultas e meios complementares de diagnóstico.
Diário Digital
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Até quando pode um país gastar 432 milhões de euros a tratar viciados em tabaco e depois atribuir 5 milhões de euros para o Programa de Saúde Oral Escolar, que abrange largas centenas de milhar de crianças e adolescentes sem recursos para tratamentos de saúde oral ? É a política de saúde nacional a bater mesmo no fundo.
Gerofil

quarta-feira, 20 de junho de 2007

172) 100 centros de saúde equipados sem aproveitamento !!!

Existem cerca de 100 centros de saúde espalhados por todo o País, com todo o material para a prática de medicina dentária. No entanto, o equipamento nunca foi utilizado por falta de médicos da especialidade.
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Já se canstatou que não é a falta de recursos que impede o SNS de servir toda a população portuguesa em termos de saúde oral; aqui basta apenas a vontade política.
Gerofil

171) BRASIL: Saúde oral nas Escolas

DOURADOS – A Escola do Sesi de Dourados realizou com sucesso a "I Semana: Para ter Dentes Bonitos – Creme Dental e Escova". Durante esta semana, os alunos da Educação Infantil e Ensino Fundamental I iniciaram suas atividades com escovação, avaliação odontológica e aplicação de flúor, leitura de textos informativos sobre como escovar os dentes, entre outras atividades.
Além das informações prestadas pela professora em sala de aula, a escola contou com o apoio de orientação, aplicação de flúor e avaliação odontológica da dentista do Sesi, Emanuelle Campos de Menezes.
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Não se entende a razão pela qual este exemplo não é seguido em todas as escolas de Portugal, país membro da UNIÃO EUROPEIA. Também não se entende que não haja uma divulgação do PROGRAMA DE SAÚDE ORAL junto de todas as crianças e adolescentes a frequentarem as escolas do ensino básico e secundário; sem informação, logicamente o programa não funciona correctamente e jamais chegará de quem o precise.
Aguarda-se explicações urgentes por esta lamentável situação por parte dos Ministérios da Educação e da Saúde.
Gerofil

terça-feira, 12 de junho de 2007

170) Patrocínios para o desenviolvimento de projectos de saúde oral nas escolas

Várzea Grande (Brasil) - SECRETARIA BUSCA PARCERIAS PARA O PROJETO "Aprender Sorrindo": O secretário municipal de saúde, Guilherme Maluf, reuniu ontem (01) pela manhã com empresários e representantes de entidades de classe para apresentar o projeto Aprender Sorrindo criado com a finalidade de retomar o programa de prevenção em saúde bucal nas escolas da rede municipal de ensino.
De acordo com a coordenação de Saúde Bucal da SMS, Rita Sinohara, a prevenção traz resultados extremamente importantes na prevenção de cáries e extrações. “Além de ensinar a escovar os dentes, nossas equipes aplicam flúor e distribuem kits odontológicos às crianças”, explica.
Hoje o secretário Guilherme Maluf reuniu parceiros em potencial para a retomada do programa. Participaram da reunião representantes de redes de supermercados, hotéis, farmácias, entidades de classe, dentais, convênios odontológicos e empresários de outros ramos que terão retorno em mídia, na forma de patrocínio.
“Percebemos que a classe empresarial está cada vez mais consciente de suas responsabilidades sociais e acreditamos que o projeto será muito bem recebido principalmente pelo fato de representar mais qualidade de vida para a população cuiabana”, finaliza o secretário.
Durante a reunião o presidente da Associação dos Camelôs do Shopping Popular, Misael Galvão, garantiu participação na parceria. “Conhecemos bem a realidade da periferia e sabemos o quanto este projeto vai pode representar em termos de redução de cáries e extrações”, frisou.
Gustavo Moreira de Oliveira – Presidente do Sindicato dos Odontólogos de Mato Grosso (Sinodonto), elogiou a iniciativa da Secretaria Municipal de Saúde. “Cuidando da saúde bucal do cidadão é possível ainda evitar inúmeras outras complicações à saúde das pessoas”, disse Gustavo, referindo-se a problemas de baixo peso, partos prematuros, problemas cardíacos, dentre outros. “O nosso sindicato está à disposição desta parceria”, garantiu ele.
O projeto ainda recebeu apoio irrestrito do Conselho Regional de Odontologia. “Faltam campanhas preventivas em saúde bucal na mídia e este projeto, com apoio dos parceiros, permitirá que as orientações cheguem às escolas e consequentemente às famílias cuiabanas”, ponderou o presidente da entidade, Hani Fares.
Representantes dos supermercados Comper e Modelo também participaram da reunião e reconheceram a importância do Aprender Sorrindo. A Universidade de Cuiabá também se fez presente e ratificou a disposição de retomar a parceria em recursos humanos.
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Tenho aqui apresentado toda uma série de exemplos de iniciativas tomadas em Portugal e no estrangeiro, no campo da saúde oral. Espero e desejo que as entidades competentes possam tirar daqui também algumas iniciativas para que as possam colocar em pratica. Porque o tempo urge, é já necessário agir hoje.
Gerofil

domingo, 10 de junho de 2007

169) Palestra: Crianças atentas

Crianças atentas à palestra sobre saúde bucal em Cuiabá

Saúde bucal foi o tema da palestra ministrada hoje (08) pela manhã por agentes comunitários de saúde a alunos da Escola Municipal Silvino Leite de Arruda no bairro Planalto. Trata-se de uma ação preventiva e cuja iniciativa partiu dos próprios agentes, sob a coordenação da enfermeira Luciana Regina de Aguiar Silva, responsável pelo Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS).
“Nós estamos trabalhando com a prevenção de doenças através da promoção da saúde”, disse a enfermeira aos alunos ao abrir as atividades. Na oportunidade, os agentes cantaram uma música cujo tema também era saúde, animando a atenta platéia. A professora Irani Ribeiro Gnoatto, responsável pela equipe gestora da escola, enalteceu o trabalho dos agentes comunitários. “A prevenção é a melhor maneira de promover a saúde”, reconheceu, lamentando que muitos pais não se preocupam com cuidados preventivos, favorecendo o surgimento de cáries e a perda de dentes prematuramente.
O secretário municipal de saúde, Guilherme Maluf, considerou louvável a ação dos agentes comunitários e anunciou: “estamos nos organizando para retomar o programa de descentralização do procedimento coletivo odontológico a partir do segundo semestre”. Trata-se de um trabalho preventivo articulado pela Coordenação de Saúde Bucal da SMS e público alvo são alunos de escolas públicas.
24 horas News
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Esta notícia ilustra o interesse que os temas de saúde têm junto dos mais novos. É neste sentido que também se terá de começar a agir e praticar, de forma sistemática, junto da comunidade educativa, fornecendo-lhe as armas de que necessitam para se prevenirem de doenças perfeitamente evitáveis.
Basta de simples intenções emanadas de gente colocada em gabinetes, desconhecedora muitas vezes da realidade do dia a dia.
Gerofil

quarta-feira, 6 de junho de 2007

168) Saúde oral nos centros de saúde

As últimas semanas trouxeram algumas novidades à inépcia que se tem vivido acerca da falta de capacidade dos Centros de Saúde e Hospitais darem resposta às necessidades de saúde oral das populações. A hipótese da presença de médicos dentistas nos Centros de Saúde foi de novo levantada e apoiada por diferentes personalidades da área da Saúde.
É um facto que sucessivamente todos os governos e políticos presentes no Parlamento têm feito questão de não levantar muito o problema. Excepção feita ao Bloco de Esquerda que ainda recentemente apresentou uma proposta para integração dos médicos dentistas no SNS, que foi liminarmente recusada.
Mas, realmente a (não) política seguida até agora é escandalosamente irresponsável e com repercussões de qualidade de vida e de aumento de custos em saúde perfeitamente desproporcionadas.
Parece que finalmente estão criadas as condições para que se comece a fazer sentir uma pressão da opinião pública e da comunicação social sobre este tema. Até a própria Organização Mundial de Saúde deu orientações a todos os países no sentido de dar prioridade à saúde oral das suas populações. A opinião sobre este assunto solicitada recentemente por diferentes órgãos de comunicação social ao Bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas, Dr Orlando Monteiro da Silva, é paradigmática das repercussões negativas que ausência de médicos dentistas no SNS tem tido sobre a população.
No nosso país, são cada vez mais as vozes que se levantam contra o facto de não haver médicos dentistas nos Centros de Saúde. De um lado temos as famílias com menor capacidade económica que não têm qualquer possibilidade de recorrer ao médico dentista privado, para resolver os seus problemas. Do outro, são os professores das escolas, que falam do absentismo e referindo que as crianças cada vez têm os dentes piores e que vêm para as aulas com imensos problemas, sem que eles saibam como os encaminhar para verem resolvidos esses problemas.
Também os médicos de família têm vindo a sentir cada vez mais dificuldade em dar resposta aos problemas de saúde oral com que os seus utentes se confrontam. A nossa população tem mesmo necessidade de ter médicos dentistas no SNS para dar resposta às suas necessidades de tratamento!
A desculpa de que a inclusão duma valência como a medicina dentária no SNS acarretaria custos acrescidos para o Ministério da Saúde é pouco fundamentada. Inclusivamente, os custos envolvidos nesta falta de apoio de saúde oral por parte do SNS são incalculáveis, pois teríamos que somar os dias de baixa dos trabalhadores e falta às aulas dos alunos por problemas dentários, o recurso ao serviço de urgência dos hospitais por rotina com decisões, exames e medicações nem sempre apropriadas, as repercussões a nível da saúde geral com agravamento de determinadas doenças ou início de outras, entre um número interminável de implicações.
Como já referi várias vezes, considero que a disponibilização de cuidados de saúde oral às populações no âmbito do SNS é uma medida fundamental, num país com as carências que mais de metade da população evidencia. A actual dinâmica do Ministério da Saúde, com a abertura das unidades de saúde a parcerias público-privado, parece ter criado outro tipo de oportunidades e de possibilidade de decisão, muito longe dos jogos dos lobbies anti-médicos dentistas no SNS. Estas estruturas, mais viradas para a optimização de recursos e melhoria da capacidade de resposta às necessidades da população, vão certamente dar passos sólidos e determinantes para que um anseio mais que legitimo da população possa vir a ser correspondido a curto-médio prazo.
PAULO MACEDO

167) O que é gengivite? Sinais e sintomas


O que é gengivite? Gengivite - uma inflamação da gengiva - é o estágio inicial da doença da gengiva e a mais fácil de ser tratada. A causa direta da doença é a placa - uma película, grudento e sem cor de bactérias que se forma, de maneira constante, nos dentes e na gengiva.
Se a placa não for removida pela escovação e uso de fio dental diários, ela produz toxinas (venenos) que irritam a mucosa da gengiva causando a gengivite. Neste estágio inicial da doença da gengiva, os danos podem ser revertidos, uma vez que o osso e o tecido conjuntivo que segura os dentes no lugar ainda não foram atingidos. Entretanto, se a gengivite não for tratada, ela pode evoluir para uma periodontite e causar danos permanentes aos dentes e mandíbula/maxilar.
Como sei que tenho gengivite? Os sintomas clássicos da gengivite incluem gengivas vermelhas, inchadas e sensíveis que podem sangrar durante a escovação. Outro sintoma de doença é o recuo ou retração da gengiva, conferindo aos dentes uma aparência alongada. A doença da gengiva pode formar bolsas entre os dentes e a gengiva, onde se acumulam restos de comida e placa. Algumas pessoas têm mau hálito freqüente ou sentem gosto ruim na boca, mesmo se a doença não estiver em estágio avançado.
Como posso prevenir a gengivite? Uma boa higiene bucal é essencial. A limpeza profissional também é extremamente importante, pois uma vez que a placa se acumula e endurece (ou torna-se tártaro), apenas o dentista ou um higienista podem removê-la. Você pode prevenir a gengivite pela:
-A correta escovação e uso apropriado do fio dental para remover placas e restos, e do controle do aparecimento de tártaro.
-Alimentação correta para garantir nutrição adequada para o osso da mandíbula/maxilar e dos dentes.
-Evitar cigarros e outras formas de tabaco.
-Ir ao dentista regularmente.

sexta-feira, 1 de junho de 2007

166) Confrangedor

O primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou um programa para garantir a meio milhão de pessoas - estudantes, professores e trabalhadores em formação - o acesso a preços reduzidos a um computador e à Internet de banda larga.
Falando na abertura do debate mensal, José Sócrates disse que já a partir de Setembro todos os estudantes que se inscrevam no 10º ano terão acesso a um computador e à ligação à banda larga.
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Esta notícia faz perguntar, a quem quer que seja, quais as reais intenções do governo relativamente às políticas destinadas à infância e juventude do país. Sem querer menosprezar o alcance das medidas preconizadas, é deveras confrangedor o contraste gritante entre as iniciativas governamentais e as reais necessidades que as crianças e jovens de hoje necessitam em Portugal.
Como pão para a boca, a cada dia que passa restringe-se e cortam-se direitos sociais e atiram-se pessoas para largos anos para filas de espera em simples tratamentos dentários muito mais baratos que toda a panóplia assumida pelo governo relativamente à aposta que faz nas novas tecnologias …
E esperava eu que o Senhor Primeiro Ministro iria finalmente divulgar ao país que todas as crianças e adolescentes deste país iriam finalmente ter acesso a consultas de saúde oral.
Gerofil

quarta-feira, 9 de maio de 2007

165) Cuidado com os dentes

Os dentes são fundamentais para diversas tarefas vitais, tais como a alimentação (através da mastigação), a fala, o sorriso e a aparência, contribuindo, de forma inequívoca, para o bem-estar e a auto-estima das nossas crianças. Vamos, pois, aprender a cuidar do sorriso dos nossos pequenos!
Promover uma boa saúde oral nos progenitores - A primeira medida preventiva deverá passar pelo cuidar da sua própria boca. As primeiras bactérias a invadir as bocas dos nossos bebés são, muitas vezes, provenientes da bocas das pessoas mais íntimas!
Iniciar os cuidados com os dentes o mais cedo possível - Lavar as gengivas com uma compressa embebida em água quente deve fazer parte das regras de higiene logo após o nascimento. A utilização de escovas de dentes ficará protelada para o momento em que os primeiros dentinhos começarem a aparecer.
Na criança mais crescida é de reforçar a importância da lavagem dos dentes. Não faça disso uma obrigação, pois poderá estar a tornar o simples acto de escovar os dentinhos um verdadeiro martírio para o seu filho. Opte por entrar 'na onda', dando o exemplo e acompanhando-o sempre que chega a hora de pegar na escovinha.
Mostrar que lavar os dentes é uma tarefa de 'grandes' pode ser muito útil para incentivá-los. É uma estratégia pedagógica que se tem mostrado bastante eficaz, pelo menos até por volta dos 6 anos, altura em que os bons hábitos já deverão estar bem enraizados. Nesta altura, esta pequena tarefa já deverá constituir uma rotina saudável, tão básica como o chichi antes de dormir.
A selecção da escova - A primeira 'escova' não será mais do que uma compressa embebida em água quente, com a qual deverá massajar as gengivas do seu bebé após cada mamada. Logo que surja o dentinho 'inaugural', deverá comprar-se uma escova pequena e macia, tão colorida e atractiva quanto possível.
As escovas deverão ser substituídas quando os filamentos começarem a abrir (aproximadamente de 3 em 3 meses). As escovas eléctricas não são mais eficazes do que as manuais usadas de modo adequado. Contudo, são mais fáceis de utilizar. Além disso são, por vezes, mais apelativas pelo que, não sendo milagrosas, podem constituir um excelente incentivo.
A selecção da pasta dentífrica - Deverá ser de criança, com gosto agradável. Os dentífricos com flúor só estão indicados a partir dos 3 anos, altura em que os miúdos começam a conseguir evitar a sua deglutição. Depois dos 6 anos já serão permitidas pastas de adulto e bochechos com elixir.
Deve utilizar-se sempre uma pequena quantidade de pasta, pois uma pequena porção é suficiente para garantir uma lavagem eficaz. Idealmente dever-se-ia lavar os dentinhos sempre após as refeições ou ingestão de alimentos açucarados. No dia-a-dia será mais prático estipular um mínimo de duas lavagens (uma de manhã e outra à noite).
Assim sairá reforçada a qualidade da lavagem, não a quantidade. Mais vale fazer duas lavagens cuidadas do que várias em dois tempos!
Reconhecer a importância do flúor na higiene oral - O flúor é fundamental na prevenção da cárie dentária, actuando pela inibição da desmineralização do esmalte, ou seja, aumentando a resistência dos dentinhos à cárie. Deve ser administrado na forma de suplemento oral a partir dos 6 meses, através da pasta dentífrica depois dos 3 anos e sob a forma de elixir nas crianças com mais de 6 anos. Em quantidade adequada, o flúor não tem efeitos secundários.
Usar fio dentário - Os espaços entre os dentes são especialmente propensos à acumulação de restos alimentares e, consequentemente, de placa bacteriana. Para além disso constituem os locais menos acessíveis na escovagem regular, pelo que o uso de fio dentário funciona como um complemento da escovagem, não como alternativa.
Consultar regularmente o dentista - A primeira consulta deverá ocorrer por volta dos 12-24 meses. Nesta altura, o objectivo é mais pedagógico do que médico, procurando-se estabelecer desde cedo empatia com o local e as pessoas. Muitas vezes o primeiro contacto faz-se durante uma consulta dos pais, durante a qual o pequenote se familiariza com novos odores e ruídos, inspirando-lhes confiança para um próximo encontro.
Depois uma visita anual será, à partida, suficiente. Nunca, em circunstância alguma, deverá assustar o seu filho com histórias ou ameaças relacionadas com dentistas. Isso só irá contribuir para acalentar os seus receios!
Aproveite para questionar o dentista do seu filho sobre selante de fissuras. É um produto que se aplica nas pequenas reentrâncias dos dentinhos sãos, habitualmente a partir dos 6 anos, actuando como barreira física contra a cárie dentária. Uma excelente arma na prevenção desta doença!
Instituir uma alimentação saudável e equilibrada - Uma alimentação saudável é particularmente benéfica para a saúde da boca do seu filho. Diminuir a ingestão de alimentos açucarados é a chave para uma boca sã!
Não vamos pedir o impossível e tentar transformar as nossas crianças em adultos pequenos, pedindo-lhes que abdiquem das suas guloseimas. Era o mesmo que partir para uma corrida já com a derrota estabelecida. Opte por explicar o mal que os refrigerantes, doces e chocolates podem fazer aos seus dentinhos, tentando 'negociar' de forma a estabelecer dois ou três excessos por semana. Estes deverão ocorrer de preferência após as refeições, altura em que os nossos dentes estão mais protegidos contra a agressão dos açúcares.
Ariana Afonso (Interna Complementar de Pediatria)
Serviço de Pediatria do Hospital de São Marcos de Braga

segunda-feira, 7 de maio de 2007

164) ONG recruta dentistas voluntários para atender as crianças carentes

O Programa Dentista Do Bem, da Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) Turma do Bem, vai começar a atender crianças carentes de Bauru e Lençóis Paulista. Para isso, está recrutando dentistas voluntários.
Atualmente, quatro profissionais da região fazem parte do projeto, que já existe em todo o País.A cirurgiã-dentista Elizandra Paccola Moretto, coordenadora do projeto, explica que crianças de 5ª a 8ª séries da rede pública de ensino passarão por uma triagem e depois iniciarão o tratamento gratuito com os especialistas voluntários. As ações em Bauru ainda dependem de aval da prefeitura, mas a expectativa é que logo as avaliações comecem. Em Lençóis Paulista, a triagem também começará logo.
Moretto explica que as crianças são encaminhadas aos consultórios particulares dos dentistas e receberão o tratamento odontológico necessário. Para aumentar a capacidade de atendimento, ela espera que especialistas se inscrevam no projeto. Cada dentista poderá adotar o número de crianças que tiver interesse. A triagem das crianças será feita por Moretto.
Serão levadas em conta prioridades como dores, cáries e extração de dentes. Ainda sem data prevista para iniciar os atendimentos, o programa mantém profissionais cadastrados na região desde 2002. “Ainda não havia um coordenador regional”, explica Moretto. Ela conheceu o projeto no começo deste ano, quando participou de um congresso internacional. “Eu fui até o stand do programa e me interessei pelo projeto. Então, fui convidada para participar”, lembra.
Os dentistas interessados em participar do Programa Dentista Do Bem podem obter informações no site www.turmadobem.org.br ou com Moretto pelos telefones (14) 3226-2331, (14) 9714-3189 ou e-mail elizandra. moretto@gmail.com
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Bem-haja às pessoas que se prestem no bem das crianças. Que em Portugal também haja quem olhe pelos mais necessitados e que o Estado assuma a sua obrigação de proteger todos aqueles que não encontram respostas de tratamento nas instituições já existentes. A saúde oral tem de ser entendida como um bem de primeira necessidade e não como mais uma actividade económica destinada apenas às classes sociais mais favorecidas pelo sistema.
Gerofil

quarta-feira, 2 de maio de 2007

163) Associação Nacional dos Técnicos de Estomatologia de Angola (ANTEA)

A Associação Nacional dos Técnicos de Estomatologia de Angola (ANTEA) vai realizar o 1º Congresso nacional sobre “Medicina dentária no país”, durante os dias 20 e 21 de Julho do ano em curso. O evento enquadra-se no âmbito da formação contínua dos técnicos de estomatologia, em colaboração com a Ordem dos Médicos Dentistas de Portugal.
A informação foi avançada recentemente, em Luanda, pelo vice-presidente da Antea, Avelino Cachilandala, no final da palestra sobre “a importância da saúde buco oral e sobre a prevenção das doenças da boca” no seminário de “Formação dos formadores de agentes comunitários” que decorre nas instalações do Hospital Pediátrico de Luanda. Ao congresso participarão médicos, especialistas em estomatologia, enfermeiros, técnicos de diagnósticos, bem como empresas do ramo da distribuição de medicamentos.
Segundo Avelino Cachilandala, a situação dentária no país está controlada porque em todas as províncias a Antea possui técnicos e em colaboração com o Ministério da Saúde têm desenvolvido acções de capacitação e campanha sobre a saúde dentária. O especialista pontualizou que a higiene oral consiste na execução de uma série de actividades, utilizando diferentes elementos para retirar os resíduos de alimentos, placa bacteriana entre outros das superfícies dentárias, gengivas, língua e mucosa.
Para uma boa saúde dentária, Avelino Cachilandala recomendou uma boa alimentação com frutas como banana, mamão, maçã, outros alimentos como cereais, carne, peixe, vegetais, verduras, pão, queijo, leite e iogurtes, que são ricos em cálcio, vitamina A e ajudam a cuidar e fortalecer os dentes.
Quanto à escova individual, o especialista aconselha o cidadão a substituir de três em três meses e substituir sempre que estiver muito usada.“Após o uso da escova, lava-se com água e sacode-se para ser guardada. Deve-se evitar comer muitos doces para o cidadão não contrair cáries nem gengivites”, rematou.
A cárie, segundo Avelino Cachilandala, é uma doença transmissível e infecciosa. Ela acontece quando há a associação entre placa bacteriana cariogênica (uma espécie de película composta de bactérias vivas e de resíduos alimentares que se depositam sobre e entre os dentes), dieta inadequada e higiene deficiente.
“Quando o açúcar entra em contacto com a placa bacteriana, formam-se ácidos que serão responsáveis pela saída de minerais do dente”, frisou.
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Vamos ver também se a OMD desenvolve os devidos esforços no sentido de olhar cá para dentro e resolver os graves problemas de saúde oral que afectam grande parte da população portuguesa.
Gerofil

domingo, 29 de abril de 2007

162) Portugal no último lugar

Os quase seis mil dentistas (estão inscritos 5.056 associados na Ordem dos Médicos Dentistas) existentes em Portugal seriam suficientes para que todos os portugueses recebessem os necessários cuidados em saúde oral. No entanto, não é o que acontece. E Portugal apresenta-se como o último dos países da União Europeia em cuidados de saúde a este nível, com cerca de, segundo números da ordem, 40 por cento da população a não receber os cuidados de que necessitam.
E perante esta realidade não resta aos especialistas portugueses senão lamentarem. E tentarem explicar. O esclarecimento – dizem – assenta na ausência de dentistas no Serviço Nacional de Saúde e nos fracos recursos económicos da maioria dos portugueses. Também a falta de informação está, muitas vezes, por trás das bocas mal tratadas dos portugueses, lembrou o bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas (OMD), bem como – reforçou – “a inexistência de mecanismos facilitadores do acesso à Medicina Dentária”. E neste campo inserem-se os mais idosos, os portadores de deficiências ou de doenças congénitas e do foro infeccioso, que necessitam de cuidados (ainda mais) especiais.
Por tudo isto e muito mais, nomeadamente, porque “não há saúde de uma forma geral sem saúde oral” é necessário que esta especialidade seja introduzida no Serviço Nacional de Saúde.
Quando nos referimos aos preços mais ou menos estáveis em todo o País e de consultório para consultório – a ordem garante que não há tabelas nem concertação de preços, até por proibição da Autoridade da Concorrência – como inibidores do acesso dos serviços a uma grande parte dos portugueses, Orlando Monteiro, bastonário, e Paulo Melo, médico dentista e professor na Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto, são unânimes. “Os preços apenas reflectem os elevados custos impostos pelas especificidades da consulta”. E o bastonário da OMD apontou o facto de as consultas desta especialidade serem pagas na totalidade pelo utente, para dar a real noção dos valores.
Pelo contrário – contrapôs –, “as outras especialidades são disponibilizadas pelo Estado, pagas pelos contribuintes através dos impostos, logo, o encargo surge de forma diluída e amenizada”.
Também o especialista Paulo Melo reconheceu que “as pessoas de menores recursos económicos não terão capacidade de ir a uma consulta privada”, mas dirigiu a justificação da impossibilidade de os preços nesta especialidade na direcção da que foi dada por Orlando Monteiro: os custos envolvidos numa consulta de medicina dentária são elevados e que dificilmente poderão baixar. “A solução passa por uma abertura ao acesso às consultas no âmbito do SNS à população mais carenciada”, reforçou o especialista, cujos números que avançou para quem não pode ser visto por um médico dentista se situa próximo dos 60 por cento.
O facto de não existir a especialidade nos quadros da Função Pública, para além de privar um grande número de portugueses de acederem “ao direito fundamental consagrado constitucionalmente, que é o direito à saúde”, levou à eliminação dos, já na altura, insuficientes serviços ao nível da saúde oral. E o especialista Paulo Melo deu a sua visão do que se passa. “Portugal deve ser dos poucos países europeus que não possui um departamento de saúde oral no Ministério da Saúde”, logo, “não existe nenhuma estratégia nacional a este nível”. E lembrou o processo para a retirada daqueles serviços nos centros de saúde.
O que existia nestas estruturas de saúde eram estomatologistas (pessoas com o curso de Medicina que faziam uma especialização em Estomatologia), mas a actual legislação europeia não contempla a formação deste grupo de profissionais, pelo que estarão em vias de extinção e deixaram de estar nos centros de saúde. “O que seria normal” era a substituição daqueles por médicos dentistas, mas como não existe a carreira destes especialistas na Função Pública, aquela situação aparentemente óbvia não se pôde concretizar, levando à cessação de saúde oral no sector público.
Paulo Melo, que fez a viagem pelo tempo para explicar o fim das consultas no serviço público, referiu-se ainda à actualidade. E esta revela que poucos são os centros de saúde que contam com médicos dentistas e quando tal acontece está-se perante contratações fora dos quadros da Função Pública.
Para além dos motivos anteriores para que os portugueses tenham «bocas feias», não se pode passar ao lado das notícias que de vez em quando dão conta da ilegalidade que ronda o sector. Geralmente, as ilegalidades assentam na inexistência de qualificações ou de qualificações inadequadas das pessoas que desempenham as funções de dentista. Os casos denunciados aguardam resposta dos tribunais, que são muitas vezes “deficientes”, até pela morosidade na resolução dos casos, apontou Orlando Monteiro. Não é fácil (como em qualquer outra área) para o comum utilizador perceber quem são os verdadeiros ou os que se fazem passar por tal.
Contra esta insegurança, o bastonário da OMD aconselha o doente a solicitar a carteira profissional a quem lhe está a prestar o tratamento. Ou em alternativa tentar saber junto da ordem se o médico dentista está inscrito e se tem as qualificações adequadas para exercer, ou não, o tratamento a que se propõe. Esta informação pode ser obtida através de telefone ou do sítio da Internet http://www.omd.pt/.
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A radiografia da situação está feita; falta apenas a vontade política para resolver a situação.
Gerofil

quinta-feira, 26 de abril de 2007

161) IV Reunião de Saúde Oral dos Açores com apoio do executivo açoriano

A Secretaria Regional dos Assuntos Sociais vai apoiar a realização da IV Reunião de Saúde Oral dos Açores que decorre de 26 a 28 deste mês, no vale das Furnas, em São Miguel. O encontro, organizado pelo Centro de Saúde da Povoação e acreditado pela Ordem dos Médicos Dentistas, visa promover a saúde oral junto da população açoriana e, em especial, da comunidade escolar.
Nesta iniciativa, de carácter bienal, participam profissionais nacionais e regionais de Medicina Dentária que irão delinear metas e estratégias para a continuidade do trabalho de promoção da Saúde Oral. Para além do seu cariz científico e social, aquele evento pretende ser o corolário do trabalho de prevenção na área da Saúde Oral que tem sido desenvolvido ao longo dos últimos 10 anos nas escolas do ensino básico da Região Autónoma.
Paralelamente às conferências que vão decorrer para Médicos Dentistas e Assistentes de Clínica Dentária, estão programadas algumas actividades destinadas ao público em geral, designadamente, uma sessão para crianças no dia 26, pelas 10 horas, no polidesportivo da Povoação, e conferências sobre Saúde Oral para a população em geral, na manhã do dia 28, no Terra Nostra Garden Hotel, nas Furnas
Governo Regional dos Açores

terça-feira, 24 de abril de 2007

160) Nos Açores - Cerca 18 mil crianças com boletim de Saúde Oral

NOTA INTRODUTÓRIA: GOSTARIA QUE ESTA POSTAGEM FOSSE DO CONHECIMENTO PÚBLICO DO EX.º SR. MINISTRO DA SAÚDE E DE TODOS OS DEPUTADOS DA ASSEMBLEIA DA REPUBLICA NA ACTUAL LEGISLATURA. OBRIGADO.
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Cerca de 18 mil crianças açorianas já dispõem do Boletim Individual de Saúde Oral, um documento inédito no país que regista toda a informação e historial clínico do seu portador, anunciou hoje fonte ligada ao projecto. O coordenador regional do Programa de Promoção da Saúde Oral, Ricardo Cabral, adiantou à agência Lusa que o projecto, que arrancou em 2006, está a decorrer de forma "positiva" e já abrange as nove ilhas do arquipélago.
Segundo explicou o médico dentista, o boletim destina-se a crianças e jovens até aos 18 anos e pode ser solicitado, gratuitamente, nos 16 centros de saúde existentes na região." O objectivo, no futuro, é que toda a população possa ter um boletim individual de saúde oral", afirmou o especialista, que representa os Açores no Programa Nacional de Saúde Oral. Com a criação deste documento, o executivo açoriano pretendeu dotar o Serviço Regional de Saúde (SRS) de um instrumento de registo e consulta para a promoção da saúde e prevenção das doenças orais nas ilhas.
Para Ricardo Cabral, este documento representa mais um contributo para a saúde oral dos açorianos, que conjuntamente com outras acções de sensibilização e informação já realizadas, tem permitido consciencializar a população. O médico dentista assegurou que, embora sejam lentos, os resultados deste trabalho têm surgido, ao apontar o exemplo dos índices de cáries dentárias nas crianças açorianas, que, em 2000, eram de 4,5 por cento e, em 2005, passaram para 2,1 por cento.
Citando as conclusões do último estudo de saúde oral realizado no arquipélago, Ricardo Cabral referiu que, entre 2000 e 2005, houve um "ganho em saúde" real ao nível dos índices de cáries dentárias das crianças de 2,4 por cento. Quanto à percentagem de crianças isentas de cáries aos seis anos de idade, a região passou de 30,8 por cento em 2000 para os 37,3 por cento em 2005, sendo que a Organização Mundial de Saúde preconiza que, em 2020, se atinja os 80 por cento, disse.
Para o presidente da delegação açoriana da Ordem dos Médicos Dentistas, Artur Lima, o Boletim Individual de Saúde Oral constitui um "importante contributo" para a promoção da saúde, embora alerte para dificuldades na implementação do projecto na ilha do Faial. Artur Lima adiantou à Lusa que, no Faial, não há médicos dentistas no sector público, pelo que a distribuição dos boletins tem sido feito através de equipas de enfermagem." Os seis médicos dentistas que trabalham no Faial exercem todos clínica privada, porque o Governo Regional nunca abriu vagas para a função pública", afirmou Artur Lima.
Nos Açores exercem medicina dentária 74 profissionais, que cobrem todas as ilhas do arquipélago. Contactada pela Lusa, a directora regional da Saúde, Teresa Brito, garantiu que a situação do Faial está por resolver, não por falta de vontade da tutela, mas devido a questões de ordem legal. "A contratação de funcionários exige primeiro o descongelamento de vagas e a realização de um concurso público", afirmou Teresa Brito, para quem "a solução para esta lacuna deverá chegar a curto prazo". Segundo disse, os procedimentos legais "não são compatíveis" com a urgência das situações, embora saliente que o Governo açoriano tem feito "um trabalho gradual" para dotar todos os centros de saúde com novos equipamentos e materiais essenciais à prática da medicina dentária.
Cerca de centena e meia de médicos dentistas participam, no final do mês, num encontro sobre saúde oral na ilha São Miguel, que vai servir também para um rastreio gratuito à população, anunciou fonte da organização. A IV Reunião de Saúde Oral dos Açores decorre de 26 a 28 de Abril no concelho da Povoação, revelou Ricardo Cabral, para quem o evento vai permitir debater e trocar experiências entre os profissionais ligados à saúde oral de todo o país. Do programa, que tem início a 26 de Abril, consta uma acção de rastreio gratuita destinada à população, que vai decorrer no pavilhão desportivo da vila da Povoação.
ViaOceânica

segunda-feira, 23 de abril de 2007

159) O absurdo completo da política actual da saúde oral em Portugal

Em Portugal existem sete faculdades de Medicina Dentária e estão a ser formados médicos em números excessos, caminhando-se – alertou o bastonário da OMD – para “o desemprego”. O alerta de Orlando Monteiro teve a intenção de reforçar a necessidade de “uma intervenção política”.
O bastonário lembrou, aliás, que “já existem mais de 140 dentistas portugueses a exercerem a função no SNS de outros países europeus [Inglaterra e Holanda, por exemplo]”. Uma vez que no resto da União Europeia existe esta especialidade no serviço público de saúde e apresentam défice de dentistas. A explicação da deslocalização não assenta numa escolha livre, mas numa alternativa às dificuldades económicas que impedem esses profissionais de abrirem os seus próprios consultórios (única hipótese de exercer a profissão em Portugal).
Também aqui, minimizar a situação passaria pela introdução da especialidade no serviço público.
O Primeiro de Janeiro
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Preto no branco: gastam-se largos milhares e milhares de euros dos nossos impostos para formar especialistas que vão tratar pacientes no estrangeiro, quando é negado pelo nosso SNS a assistência a largas centenas de milhares de crianças, jovens e menos jovens portugueses de algo como pão para a boca.
Realmente, urge mudar seja o que for para colocar ponto final na banalização da pessoa humana praticada por quem dirige o estado.
Gerofil

quinta-feira, 19 de abril de 2007

158) Ministério da Saúde sem departamento de saúde oral. As consequências à vida

“Portugal deve ser dos poucos países europeus que não possui um departamento de saúde oral no Ministério da Saúde”. A constatação do médico dentista Paulo Melo revela-se, igualmente, uma contestação. E a consequência daquela afirmação é a inexistência de uma estratégia nacional para a saúde oral dos portugueses.
Os políticos nacionais – continuou o também professor na Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto –nunca se preocuparam com a saúde oral dos portugueses e nunca tiveram a preocupação de irem substituindo os estomatologistas que se iam reformando, por médicos dentistas nos centros de saúde”. Mais uma situação que tem consequências e estas “estão à vista de todos”.
Não seria necessário a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) dizer que Portugal se encontra na cauda da Europa a este nível, uma vez que “quem andar na rua pode aperceber-se da quantidade de pessoas sem dentes anteriores”. Esta é uma realidade inegável, correspondendo “a uma situação embaraçosa, que os políticos teimam em ignorar.
Paulo Melo lamenta uma situação que – garante – “só não está pior por Portugal possuir dos melhores médicos dentistas da Europa”.
“Embaraçoso” é também o adjectivo usado pelo bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas (OMD), que, classificando-se como “ingénuo”, está a depositar esperanças na Comissão de Saúde Oral que o actual Governo criou para avaliar a situação. Em finais de Maio deverão ser conhecidas conclusões.
Orlando Monteiro não escondeu que espera que “as conclusões sejam as óbvias…”. E o óbvio é o mau estado das bocas portuguesas e da necessidade de se proceder à criação de meios de acesso às consultas, no âmbito do Serviço Nacional de Saúde, à população mais carenciada. Este acesso público à saúde oral é uma luta antiga da OMD, a que o bastonário tem dado voz e no qual tem envidado esforços. Para já – apesar de céptico em relação às comissões de uma maneira geral – espera para ver. Mas não de braços cruzados.
E, aproveitando a reestruturação dos serviços de saúde, Orlando Monteiro tem tentado, nomeadamente junto das Unidades de Saúde Familiar, sensibilizar os responsáveis para a necessidade desta especialidade ser introduzida nos centros de saúde e nos hospitais. Este responsável aponta críticas, mas também apresenta propostas. Por exemplo, Orlando Monteiro não considera como melhor solução a abertura de consultórios dentários em todos os centros de saúde do País. Pelo elevado investimento que implica, defende a criação de convenções e protocolos entre aqueles estabelecimentos e os consultórios privados que existem na área geográfica em que se inserir o estabelecimento, “aproveitando que o investimento nas estruturas já foi feito pelo sector privado”.
Reconhecendo que o ministro da Saúde, Correia de Campos, tem demonstrado “sensibilidade nesta área e vontade de, pelo menos, estudar o que poderá ser feito”, o bastonário dos médicos dentistas espera que seja passada para a prática a boa vontade que tem sido demonstrada. E reforçou que se o Plano Nacional de Saúde for cumprido, então até 2010 os hospitais terão de estar equipados com esta especialidade, para responder às emergências e urgências que actualmente não podem ser tratadas. Em situações de acidente não há resposta nas urgências.
No caso de a urgência ser por dor – “uma das mais fortes que o corpo humano sente”, apontou – “na melhor das hipóteses é prescrito um analgésico”. O especialista é categórico ao pedir: “É preciso agir politicamente”. E sabendo que “é impossível que toda a gente tenha tudo, é essencial que se faça o possível para que todos tenham o melhor possível”.
E, apesar de estar aquém das necessidades da sociedade, a criação de um programa de prevenção e tratamento, destinado a crianças dos três aos 16 anos já foi encarado como positivo pelo bastonário: “Não obstante ser ainda inacessível à maioria das crianças”, mesmo dentro desta faixa etária.
Apesar de para a maioria das pessoas poder ser difícil de perceber ou até indiferente, o especialista Paulo Melo quis separar o trigo do joio e apontou as diferenças entre os vários tipos de profissionais que tratam a cavidade oral dos portugueses.
“São três”, disse. Os estomatologistas, formados em Medicina, especializaram-se em Estomatologia e o seu âmbito de acção apenas difere do médico dentista no acesso às áreas vizinhas da cavidade oral, onde o estomatologista pode actuar. Os médicos dentistas com um curso de seis anos (em breve diminuído para cinco segundo Bolonha), têm durante os primeiros anos conceitos gerais de Medicina e nos últimos tempos de formação seguem um caminho próprio. O seu âmbito de acção é vasto, mas compreende apenas as estruturas que dizem respeito à cavidade oral.
Existem também os odontologistas, que “durante muito tempo exerceram a actividade ilegalmente, muitos não tinham sequer a formação básica”, e que depois foram legalizados pelo Estado português após lhes terem sido ministradas algumas horas de formação profissional. O seu âmbito de acção é bastante restrito, estando impossibilitados de realizar cirurgias mais complexas, prótese fixa e ortodontia.
Para complicar tudo isto, asseverou o médico dentista e docente na Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto, “a terminologia adoptada em diferentes países difere da nossa, pelo que profissionais europeus com a mesmo denominação correspondem a formações e áreas de acção completamente diferentes”. Paulo Melo ainda lembrou uma quarta classe de profissionais que são os higienistas orais, mais vocacionados para a prevenção “e devem exercer a profissão superintendidos por um médico ou médico dentista”.