domingo, 29 de abril de 2007

162) Portugal no último lugar

Os quase seis mil dentistas (estão inscritos 5.056 associados na Ordem dos Médicos Dentistas) existentes em Portugal seriam suficientes para que todos os portugueses recebessem os necessários cuidados em saúde oral. No entanto, não é o que acontece. E Portugal apresenta-se como o último dos países da União Europeia em cuidados de saúde a este nível, com cerca de, segundo números da ordem, 40 por cento da população a não receber os cuidados de que necessitam.
E perante esta realidade não resta aos especialistas portugueses senão lamentarem. E tentarem explicar. O esclarecimento – dizem – assenta na ausência de dentistas no Serviço Nacional de Saúde e nos fracos recursos económicos da maioria dos portugueses. Também a falta de informação está, muitas vezes, por trás das bocas mal tratadas dos portugueses, lembrou o bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas (OMD), bem como – reforçou – “a inexistência de mecanismos facilitadores do acesso à Medicina Dentária”. E neste campo inserem-se os mais idosos, os portadores de deficiências ou de doenças congénitas e do foro infeccioso, que necessitam de cuidados (ainda mais) especiais.
Por tudo isto e muito mais, nomeadamente, porque “não há saúde de uma forma geral sem saúde oral” é necessário que esta especialidade seja introduzida no Serviço Nacional de Saúde.
Quando nos referimos aos preços mais ou menos estáveis em todo o País e de consultório para consultório – a ordem garante que não há tabelas nem concertação de preços, até por proibição da Autoridade da Concorrência – como inibidores do acesso dos serviços a uma grande parte dos portugueses, Orlando Monteiro, bastonário, e Paulo Melo, médico dentista e professor na Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto, são unânimes. “Os preços apenas reflectem os elevados custos impostos pelas especificidades da consulta”. E o bastonário da OMD apontou o facto de as consultas desta especialidade serem pagas na totalidade pelo utente, para dar a real noção dos valores.
Pelo contrário – contrapôs –, “as outras especialidades são disponibilizadas pelo Estado, pagas pelos contribuintes através dos impostos, logo, o encargo surge de forma diluída e amenizada”.
Também o especialista Paulo Melo reconheceu que “as pessoas de menores recursos económicos não terão capacidade de ir a uma consulta privada”, mas dirigiu a justificação da impossibilidade de os preços nesta especialidade na direcção da que foi dada por Orlando Monteiro: os custos envolvidos numa consulta de medicina dentária são elevados e que dificilmente poderão baixar. “A solução passa por uma abertura ao acesso às consultas no âmbito do SNS à população mais carenciada”, reforçou o especialista, cujos números que avançou para quem não pode ser visto por um médico dentista se situa próximo dos 60 por cento.
O facto de não existir a especialidade nos quadros da Função Pública, para além de privar um grande número de portugueses de acederem “ao direito fundamental consagrado constitucionalmente, que é o direito à saúde”, levou à eliminação dos, já na altura, insuficientes serviços ao nível da saúde oral. E o especialista Paulo Melo deu a sua visão do que se passa. “Portugal deve ser dos poucos países europeus que não possui um departamento de saúde oral no Ministério da Saúde”, logo, “não existe nenhuma estratégia nacional a este nível”. E lembrou o processo para a retirada daqueles serviços nos centros de saúde.
O que existia nestas estruturas de saúde eram estomatologistas (pessoas com o curso de Medicina que faziam uma especialização em Estomatologia), mas a actual legislação europeia não contempla a formação deste grupo de profissionais, pelo que estarão em vias de extinção e deixaram de estar nos centros de saúde. “O que seria normal” era a substituição daqueles por médicos dentistas, mas como não existe a carreira destes especialistas na Função Pública, aquela situação aparentemente óbvia não se pôde concretizar, levando à cessação de saúde oral no sector público.
Paulo Melo, que fez a viagem pelo tempo para explicar o fim das consultas no serviço público, referiu-se ainda à actualidade. E esta revela que poucos são os centros de saúde que contam com médicos dentistas e quando tal acontece está-se perante contratações fora dos quadros da Função Pública.
Para além dos motivos anteriores para que os portugueses tenham «bocas feias», não se pode passar ao lado das notícias que de vez em quando dão conta da ilegalidade que ronda o sector. Geralmente, as ilegalidades assentam na inexistência de qualificações ou de qualificações inadequadas das pessoas que desempenham as funções de dentista. Os casos denunciados aguardam resposta dos tribunais, que são muitas vezes “deficientes”, até pela morosidade na resolução dos casos, apontou Orlando Monteiro. Não é fácil (como em qualquer outra área) para o comum utilizador perceber quem são os verdadeiros ou os que se fazem passar por tal.
Contra esta insegurança, o bastonário da OMD aconselha o doente a solicitar a carteira profissional a quem lhe está a prestar o tratamento. Ou em alternativa tentar saber junto da ordem se o médico dentista está inscrito e se tem as qualificações adequadas para exercer, ou não, o tratamento a que se propõe. Esta informação pode ser obtida através de telefone ou do sítio da Internet http://www.omd.pt/.
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A radiografia da situação está feita; falta apenas a vontade política para resolver a situação.
Gerofil

quinta-feira, 26 de abril de 2007

161) IV Reunião de Saúde Oral dos Açores com apoio do executivo açoriano

A Secretaria Regional dos Assuntos Sociais vai apoiar a realização da IV Reunião de Saúde Oral dos Açores que decorre de 26 a 28 deste mês, no vale das Furnas, em São Miguel. O encontro, organizado pelo Centro de Saúde da Povoação e acreditado pela Ordem dos Médicos Dentistas, visa promover a saúde oral junto da população açoriana e, em especial, da comunidade escolar.
Nesta iniciativa, de carácter bienal, participam profissionais nacionais e regionais de Medicina Dentária que irão delinear metas e estratégias para a continuidade do trabalho de promoção da Saúde Oral. Para além do seu cariz científico e social, aquele evento pretende ser o corolário do trabalho de prevenção na área da Saúde Oral que tem sido desenvolvido ao longo dos últimos 10 anos nas escolas do ensino básico da Região Autónoma.
Paralelamente às conferências que vão decorrer para Médicos Dentistas e Assistentes de Clínica Dentária, estão programadas algumas actividades destinadas ao público em geral, designadamente, uma sessão para crianças no dia 26, pelas 10 horas, no polidesportivo da Povoação, e conferências sobre Saúde Oral para a população em geral, na manhã do dia 28, no Terra Nostra Garden Hotel, nas Furnas
Governo Regional dos Açores

terça-feira, 24 de abril de 2007

160) Nos Açores - Cerca 18 mil crianças com boletim de Saúde Oral

NOTA INTRODUTÓRIA: GOSTARIA QUE ESTA POSTAGEM FOSSE DO CONHECIMENTO PÚBLICO DO EX.º SR. MINISTRO DA SAÚDE E DE TODOS OS DEPUTADOS DA ASSEMBLEIA DA REPUBLICA NA ACTUAL LEGISLATURA. OBRIGADO.
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Cerca de 18 mil crianças açorianas já dispõem do Boletim Individual de Saúde Oral, um documento inédito no país que regista toda a informação e historial clínico do seu portador, anunciou hoje fonte ligada ao projecto. O coordenador regional do Programa de Promoção da Saúde Oral, Ricardo Cabral, adiantou à agência Lusa que o projecto, que arrancou em 2006, está a decorrer de forma "positiva" e já abrange as nove ilhas do arquipélago.
Segundo explicou o médico dentista, o boletim destina-se a crianças e jovens até aos 18 anos e pode ser solicitado, gratuitamente, nos 16 centros de saúde existentes na região." O objectivo, no futuro, é que toda a população possa ter um boletim individual de saúde oral", afirmou o especialista, que representa os Açores no Programa Nacional de Saúde Oral. Com a criação deste documento, o executivo açoriano pretendeu dotar o Serviço Regional de Saúde (SRS) de um instrumento de registo e consulta para a promoção da saúde e prevenção das doenças orais nas ilhas.
Para Ricardo Cabral, este documento representa mais um contributo para a saúde oral dos açorianos, que conjuntamente com outras acções de sensibilização e informação já realizadas, tem permitido consciencializar a população. O médico dentista assegurou que, embora sejam lentos, os resultados deste trabalho têm surgido, ao apontar o exemplo dos índices de cáries dentárias nas crianças açorianas, que, em 2000, eram de 4,5 por cento e, em 2005, passaram para 2,1 por cento.
Citando as conclusões do último estudo de saúde oral realizado no arquipélago, Ricardo Cabral referiu que, entre 2000 e 2005, houve um "ganho em saúde" real ao nível dos índices de cáries dentárias das crianças de 2,4 por cento. Quanto à percentagem de crianças isentas de cáries aos seis anos de idade, a região passou de 30,8 por cento em 2000 para os 37,3 por cento em 2005, sendo que a Organização Mundial de Saúde preconiza que, em 2020, se atinja os 80 por cento, disse.
Para o presidente da delegação açoriana da Ordem dos Médicos Dentistas, Artur Lima, o Boletim Individual de Saúde Oral constitui um "importante contributo" para a promoção da saúde, embora alerte para dificuldades na implementação do projecto na ilha do Faial. Artur Lima adiantou à Lusa que, no Faial, não há médicos dentistas no sector público, pelo que a distribuição dos boletins tem sido feito através de equipas de enfermagem." Os seis médicos dentistas que trabalham no Faial exercem todos clínica privada, porque o Governo Regional nunca abriu vagas para a função pública", afirmou Artur Lima.
Nos Açores exercem medicina dentária 74 profissionais, que cobrem todas as ilhas do arquipélago. Contactada pela Lusa, a directora regional da Saúde, Teresa Brito, garantiu que a situação do Faial está por resolver, não por falta de vontade da tutela, mas devido a questões de ordem legal. "A contratação de funcionários exige primeiro o descongelamento de vagas e a realização de um concurso público", afirmou Teresa Brito, para quem "a solução para esta lacuna deverá chegar a curto prazo". Segundo disse, os procedimentos legais "não são compatíveis" com a urgência das situações, embora saliente que o Governo açoriano tem feito "um trabalho gradual" para dotar todos os centros de saúde com novos equipamentos e materiais essenciais à prática da medicina dentária.
Cerca de centena e meia de médicos dentistas participam, no final do mês, num encontro sobre saúde oral na ilha São Miguel, que vai servir também para um rastreio gratuito à população, anunciou fonte da organização. A IV Reunião de Saúde Oral dos Açores decorre de 26 a 28 de Abril no concelho da Povoação, revelou Ricardo Cabral, para quem o evento vai permitir debater e trocar experiências entre os profissionais ligados à saúde oral de todo o país. Do programa, que tem início a 26 de Abril, consta uma acção de rastreio gratuita destinada à população, que vai decorrer no pavilhão desportivo da vila da Povoação.
ViaOceânica

segunda-feira, 23 de abril de 2007

159) O absurdo completo da política actual da saúde oral em Portugal

Em Portugal existem sete faculdades de Medicina Dentária e estão a ser formados médicos em números excessos, caminhando-se – alertou o bastonário da OMD – para “o desemprego”. O alerta de Orlando Monteiro teve a intenção de reforçar a necessidade de “uma intervenção política”.
O bastonário lembrou, aliás, que “já existem mais de 140 dentistas portugueses a exercerem a função no SNS de outros países europeus [Inglaterra e Holanda, por exemplo]”. Uma vez que no resto da União Europeia existe esta especialidade no serviço público de saúde e apresentam défice de dentistas. A explicação da deslocalização não assenta numa escolha livre, mas numa alternativa às dificuldades económicas que impedem esses profissionais de abrirem os seus próprios consultórios (única hipótese de exercer a profissão em Portugal).
Também aqui, minimizar a situação passaria pela introdução da especialidade no serviço público.
O Primeiro de Janeiro
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Preto no branco: gastam-se largos milhares e milhares de euros dos nossos impostos para formar especialistas que vão tratar pacientes no estrangeiro, quando é negado pelo nosso SNS a assistência a largas centenas de milhares de crianças, jovens e menos jovens portugueses de algo como pão para a boca.
Realmente, urge mudar seja o que for para colocar ponto final na banalização da pessoa humana praticada por quem dirige o estado.
Gerofil

quinta-feira, 19 de abril de 2007

158) Ministério da Saúde sem departamento de saúde oral. As consequências à vida

“Portugal deve ser dos poucos países europeus que não possui um departamento de saúde oral no Ministério da Saúde”. A constatação do médico dentista Paulo Melo revela-se, igualmente, uma contestação. E a consequência daquela afirmação é a inexistência de uma estratégia nacional para a saúde oral dos portugueses.
Os políticos nacionais – continuou o também professor na Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto –nunca se preocuparam com a saúde oral dos portugueses e nunca tiveram a preocupação de irem substituindo os estomatologistas que se iam reformando, por médicos dentistas nos centros de saúde”. Mais uma situação que tem consequências e estas “estão à vista de todos”.
Não seria necessário a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) dizer que Portugal se encontra na cauda da Europa a este nível, uma vez que “quem andar na rua pode aperceber-se da quantidade de pessoas sem dentes anteriores”. Esta é uma realidade inegável, correspondendo “a uma situação embaraçosa, que os políticos teimam em ignorar.
Paulo Melo lamenta uma situação que – garante – “só não está pior por Portugal possuir dos melhores médicos dentistas da Europa”.
“Embaraçoso” é também o adjectivo usado pelo bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas (OMD), que, classificando-se como “ingénuo”, está a depositar esperanças na Comissão de Saúde Oral que o actual Governo criou para avaliar a situação. Em finais de Maio deverão ser conhecidas conclusões.
Orlando Monteiro não escondeu que espera que “as conclusões sejam as óbvias…”. E o óbvio é o mau estado das bocas portuguesas e da necessidade de se proceder à criação de meios de acesso às consultas, no âmbito do Serviço Nacional de Saúde, à população mais carenciada. Este acesso público à saúde oral é uma luta antiga da OMD, a que o bastonário tem dado voz e no qual tem envidado esforços. Para já – apesar de céptico em relação às comissões de uma maneira geral – espera para ver. Mas não de braços cruzados.
E, aproveitando a reestruturação dos serviços de saúde, Orlando Monteiro tem tentado, nomeadamente junto das Unidades de Saúde Familiar, sensibilizar os responsáveis para a necessidade desta especialidade ser introduzida nos centros de saúde e nos hospitais. Este responsável aponta críticas, mas também apresenta propostas. Por exemplo, Orlando Monteiro não considera como melhor solução a abertura de consultórios dentários em todos os centros de saúde do País. Pelo elevado investimento que implica, defende a criação de convenções e protocolos entre aqueles estabelecimentos e os consultórios privados que existem na área geográfica em que se inserir o estabelecimento, “aproveitando que o investimento nas estruturas já foi feito pelo sector privado”.
Reconhecendo que o ministro da Saúde, Correia de Campos, tem demonstrado “sensibilidade nesta área e vontade de, pelo menos, estudar o que poderá ser feito”, o bastonário dos médicos dentistas espera que seja passada para a prática a boa vontade que tem sido demonstrada. E reforçou que se o Plano Nacional de Saúde for cumprido, então até 2010 os hospitais terão de estar equipados com esta especialidade, para responder às emergências e urgências que actualmente não podem ser tratadas. Em situações de acidente não há resposta nas urgências.
No caso de a urgência ser por dor – “uma das mais fortes que o corpo humano sente”, apontou – “na melhor das hipóteses é prescrito um analgésico”. O especialista é categórico ao pedir: “É preciso agir politicamente”. E sabendo que “é impossível que toda a gente tenha tudo, é essencial que se faça o possível para que todos tenham o melhor possível”.
E, apesar de estar aquém das necessidades da sociedade, a criação de um programa de prevenção e tratamento, destinado a crianças dos três aos 16 anos já foi encarado como positivo pelo bastonário: “Não obstante ser ainda inacessível à maioria das crianças”, mesmo dentro desta faixa etária.
Apesar de para a maioria das pessoas poder ser difícil de perceber ou até indiferente, o especialista Paulo Melo quis separar o trigo do joio e apontou as diferenças entre os vários tipos de profissionais que tratam a cavidade oral dos portugueses.
“São três”, disse. Os estomatologistas, formados em Medicina, especializaram-se em Estomatologia e o seu âmbito de acção apenas difere do médico dentista no acesso às áreas vizinhas da cavidade oral, onde o estomatologista pode actuar. Os médicos dentistas com um curso de seis anos (em breve diminuído para cinco segundo Bolonha), têm durante os primeiros anos conceitos gerais de Medicina e nos últimos tempos de formação seguem um caminho próprio. O seu âmbito de acção é vasto, mas compreende apenas as estruturas que dizem respeito à cavidade oral.
Existem também os odontologistas, que “durante muito tempo exerceram a actividade ilegalmente, muitos não tinham sequer a formação básica”, e que depois foram legalizados pelo Estado português após lhes terem sido ministradas algumas horas de formação profissional. O seu âmbito de acção é bastante restrito, estando impossibilitados de realizar cirurgias mais complexas, prótese fixa e ortodontia.
Para complicar tudo isto, asseverou o médico dentista e docente na Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto, “a terminologia adoptada em diferentes países difere da nossa, pelo que profissionais europeus com a mesmo denominação correspondem a formações e áreas de acção completamente diferentes”. Paulo Melo ainda lembrou uma quarta classe de profissionais que são os higienistas orais, mais vocacionados para a prevenção “e devem exercer a profissão superintendidos por um médico ou médico dentista”.

terça-feira, 17 de abril de 2007

157) ERS cobra taxas a clínicas que diz estarem ilegais

O bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas qualifica de, «no mínimo, estranho» e causador de «grande indignação» as denúncias feitas pela Entidade Reguladora de Saúde (ERS) segundo as quais a maioria das unidades de saúde privadas (83%) não estão licenciadas. Isto porque a ERS tem vindo a cobrar, desde o início do ano passado, taxas obrigatórias a todas elas.
Em declarações publicadas na edição de ontem do Diário de Notícias, Orlando Monteiro da Silva afirma concordar com o diagnóstico traçado no relatório da ERS, embora refira também que tal acontece porque, «mesmo para quem deseje ardentemente concluir a via sacra do licenciamento, a tarefa é praticamente impossível». Concordando que não existe nenhum consultório de medicina dentária licenciado em Portugal, o bastonário critica, contudo, a ERS por traçar este cenário sem nunca ter assumido parte da sua responsabilidade no controlo do funcionamento das unidades.
«O caso dos livros de reclamações dos utentes é um exemplo. A experiência que tenho é que eles seguem para a ERS e esta limita-se a distribuir os casos para outros organismos», afirma Monteiro da Silva.
Também o bastonário da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes, desfere críticas a ERS, ao questionar: «Os milhões que as unidades de saúde pagam à ERS servem para fazer relatórios a concluir o que toda a gente sabe há anos?». Pedro Nunes denuncia o facto de, embora apontando os problemas, a ERS não avançar uma «solução consistente» para os resolver, isto apesar de há anos se saber que a lei sobre o licenciamento não tem adequação à realidade e «tornaria ilegais todos os hospitais públicos, incluindo Santa Maria ou S. José», caso se aplicasse às unidades do Serviço Nacional de Saúde.
Diário dos Açores (23 de Março de 2007)

domingo, 15 de abril de 2007

156) 19 mil alunos da rede municipal recebem kit com pasta e escova

Bauru (BRASIL) - Cerca de 19 mil alunos da rede municipal de ensino de Bauru, do berçário à educação fundamental, estão recebendo kit de educação bucal contendo porta-escova, escova e pasta dentária. A prefeitura investiu R$ 50 mil na aquisição de 23 mil kits e ainda bonecos de fantoche, macromodelos, livros e slides educativos que estão sendo utilizados nas atividades do Programa Sorria Bauru.
O programa foi reestruturado e, nesta nova fase, os cirurgiões dentistas e auxiliares-odontológicos estão fazendo visitas às escolas municipais. Eles realizam palestras para alunos e professores enfatizando a importância dos cuidados com a saúde bucal e ensinando a escovação correta.
Ontem, os secretários municipais da Saúde, Mário Ramos, e da Educação, Ana Maria Daibem, participaram de uma visita da equipe do Programa Sorria Bauru à Emeii Maria Helena Amantini, no Núcleo Ouro Verde. A Secretaria Municipal da Saúde conta com três programas educativos. Paralelamente a eles, e além dos consultórios dentários nas escolas, a prefeitura oferece também atendimento gratuito à população. Além do Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), inaugurado na Universidade do Sagrado Coração (USC) no mês passado, Bauru possui consultórios odontológicos nas unidades de saúde e o Odontomóvel. Em 2006 foram realizados 81.177 atendimentos em odontologia na rede municipal de saúde.
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Pelo contrário, nós por cá tudo bem !!! Enquanto permanecer esta anestesia geral da sociedade, persiste uma inércia e continua falta de eficiência das autoridades competentes no que toca a uma política de saúde oral para toda a população; é esta, no fundo, sempre a esquecida e votada ao destino que tiver.
Infelizmente, tanto governos, parlamento como associações de profissionais ligados ao sector da saúde oral têm completa e total responsabilidade pelo que se tem passado nos últimos vinte anos em Portugal – infestam a opinião publica sobre os factos mas jamais se interessam em resolver os reais problemas da saúde oral no nosso país.
Não se compreende gastar algumas migalhas aqui e acolá, mostrando generosidade por meia dúzia de pessoas desafortunados da vida, quando depois existem milhares de milhões para investir e custear em tratamentos completamente evitáveis, em benefício e proveitos de sabe-se lá de quem quer que seja..
É assim que vai a política de saúde oral em Portugal.
Gerofil

sábado, 14 de abril de 2007

155) Quatro em cinco unidades de saúde privadas não têm licença

A maior parte das unidades privadas de saúde (83 por cento) em actividade em Portugal não está licenciada, apesar de este processo ser obrigatório, adianta a Entidade Reguladora da Saúde (ERS).
Entre as cerca de duas mil clínicas e consultórios dentários que existem em Portugal, não há mesmo um único licenciado, o mesmo acontecendo com os estabelecimentos termais." O sistema de licenciamento não funciona em Portugal", sintetiza o presidente da ERS, Álvaro Santos Almeida, ressalvando que isto não implica que as unidades de saúde não legalizadas não tenham condições para funcionar, mas sim que este processo é demasiado "complexo e moroso".
Então como é que as pessoas têm garantias de que estes estabelecimentos têm condições de funcionamento? "Não há garantias...", admite o presidente da ERS. O "caso extremo" das clínicas e consultórios dentários tem uma justificação: a impossibilidade de constituição de comissões de verificação técnica - que fazem as vistorias e inspecções necessárias a este tipo de estabelecimentos nas administrações regionais de saúde - e de elaboração do manual de boas práticas, devido à discordância entre os vários intervenientes no processo (ordens dos médicos, dos médicos dentistas e associações de odontologistas), explica a ERS.
No caso dos estabelecimentos termais, não há licenciamentos por falta de regulamentação de várias questões, como os requisitos de ordem técnica ou os quadros de pessoal. O problema da falta de licenciamento é ainda "particularmente grave" nos laboratórios de patologia clínica ou análises clínicas (dos 393, estão licenciados 98) e ainda mais nos prestadores de radioterapia e radiodiagnóstico (dos 451, apenas 90 estão licenciados).
Apesar de menor, a percentagem de não licenciados é ainda significativa em medicina física e reabilitação (47 por cento) e nas unidades privadas de saúde com internamento (25 por cento). Já das 89 unidades de diálise, só 11 não estão licenciadas.
Mas esta não é a única justificação para os atrasos na instrução de pedidos de licenciamento. Seja como for, a situação varia consoante o tipo de unidade de saúde, até porque não existe um regime jurídico único para o licenciamento, mas sim diplomas específicos. E há mesmo estabelecimentos - como os consultórios médicos - que nem sequer estão sujeitos a este processo, porque o diploma que os enquadra (um decreto-lei de 1942) apenas os obriga a comunicar a sua existência à Direcção-Geral da Saúde (DGS) e à Ordem dos Médicos.
Mas bizarro mesmo é o facto de os pedidos de licenciamento dos postos de enfermagem (também efectuados junto da DGS) terem de ser efectuados mediante a apresentação de um impresso da Imprensa Nacional-Casa da Moeda (INCM). O problema é que "a INCM afirma que tal impresso não existe", o que significa que não existe qualquer centro de enfermagem licenciado, refere a ERS. Além disso, os estabelecimentos do sector público e do sector social (como as instituições particulares de solidariedade social) não estão sujeitos a licenciamento, mas só ao poder orientador e de inspecção do Ministério da Saúde.

quarta-feira, 11 de abril de 2007

154) Do outro lado da fronteira

En 2006, el PADIEx incluyó a 30.000 niños de 6, 7 y 8 años de edad, de los que alrededor del 55% frecuentaron al dentista, un porcentaje que otras comunidades, pioneras en este tipo de planes, tardaron cinco años en alcanzar.
A este respecto, el Gobierno extremeño ha matizado que este año, durante el pasado mes de enero, a todos los niños incluidos en el plan, nacidos entre los años 1998 y 2001, se les hizo llegar a su domicilio el correspondiente talón de asistencia dental y el directorio de dentistas englobados en el citado plan. De esta forma, los padres del menor acuden a las consultas y pueden recibir la oportuna evaluación y el tratamiento necesario a través de uno de los 173 puntos asistenciales ubicados en la región.
Concretamente, cada año se incorporan al plan los niños que cumplen 6 años, y permanecen en él hasta el 31 de diciembre del año en que cumplen 15 años. Desde los centros de salud, y por derivación de los servicios de seguimiento del embarazo, se realizan también actividades preventivas a mujeres embarazadas y, esta actividad, de reciente implantación, ha permitido que, durante el pasado año, fueran atendidas en estas consultas alrededor de 3.000 gestantes. Asimismo, se realizaron actividades de educación para la salud y prevención que benefician la salud oral de la embarazada y redundan en la de su hijo aún no nacido.
Por otro lado, el Plan de Atención Dental al Discapacitado ha atendido hasta la fecha más de 10.000 consultas y ha realizado más de 21.000 procedimientos terapéuticos.Según la Junta, han sido intervenidos bajo anestesia general alrededor de 500 personas que no han podido ser atendidas de manera convencional en las unidades de Salud Bucodental.
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Aqui fica um exemplo do trabalho feito no domínio da saúde oral, na Comunidade de Extremadura (ESPANHA). Está claro que se espera que as autoridades portuguesas tenham também consciência da extrema necessidade na urgência de generalizar o mesmo tipo de programas de saúde oral a toda a população portuguesa; afinal, tal como a Espanha, também fazemos parte da União Europeia (ou, dizendo por outras palavras, não é por falta de recursos que não se implanta em Portugal esses programas de saúde oral).
Gerofil

sexta-feira, 30 de março de 2007

153) Deputado António Gonçalves pretende esclarecimentos sobre os cuidados de saúde nas Flores

O deputado do PSD António Maria Gonçalves, eleito pelo círculo eleitoral das Flores, manifestou a sua preocupação relativamente à prestação dos cuidados de saúde na ilha. Em requerimento entregue na Assembleia Regional, o parlamentar realça que "os habitantes da ilha não têm à sua disposição alguns cuidados de saúde essenciais", e que recentemente questionou o Governo sobre o estado do aparelho de imagiologia existente no Centro de Saúde local, pois "o mesmo não apresenta condições técnicas de fiabilidade enquanto meio complementar de diagnóstico por estar obsoleto".
António Gonçalves refere que o executivo previa "a aquisição e montagem de um novo aparelho de "Raio-X" digital para o Centro de Saúde de Santa Cruz das Flores até final do ano de 2006", o que não se veio a verificar e motiva a dúvida agora apresentada. No tocante ao Serviço Público de Saúde Oral praticado na sua ilha, o deputado destaca o que "a médica dentista que se desloca à ilha para a prestação daqueles cuidados de saúde primários não consegue dar resposta a todas as solicitações que lhe são colocadas atendendo ao seu elevado número", assim "os florentinos não têm outra alternativa que não seja recorrer à prestação de serviços privados na área, o que implica custos avultados para os orçamentos familiares". Refere ainda que "uma primeira consulta de saúde oral pode implicar uma espera superior a quatro meses, sendo o acesso à lista realizado de modo burocrático e limitado pelas segundas consultas, que entretanto a médica dentista recomenda no seguimento dos tratamentos pela mesma iniciados".
António Gonçalves pretende saber se há conhecimento governamental destas realidades e que medidas serão tomadas para modificar a situação existente.

quinta-feira, 29 de março de 2007

152) Escola José Falcão inaugurou Gabinete de Promoção da Saúde

A Escola José Falcão de Miranda do Corvo inaugurou o Gabinete de Promoção da Saúde (GPS), que vai funcionar às segundas-feiras à tarde com a presença de uma enfermeira do Centro de Saúde para esclarecer dúvidas aos estudantes. «Numa população escolar com cerca de 700 alunos e uma multiplicidade de problemas, é indispensável que os estudantes encontrem respostas técnicas e profissionais sobre as suas dúvidas», salientou Fausto Luís, presidente do Agrupamento de Escolas de Miranda do Corvo e director da Escola José Falcão.
Num ambiente informal, a inauguração contou com a presença da vereadora Carla Baptista, médica que vai apoiar tecnicamente o projecto, do director do Centro de Saúde, César Fernandes, do chefe do serviço de enfermagem, José Taborda, e das estagiárias de enfermagem do 4.º ano da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, que foram autoras do projecto, para além de outros responsáveis e de um representante da Associação de Estudantes. Através do GPS, os alunos poderão esclarecer dúvidas sobre saúde, oral, alimentação saudável, actividade física, segurança e prevenção de acidentes, sexualidade, álcool, drogas e outros assuntos relacionados com a saúde.
A vereadora Carla Baptista destacou o grande «valor educativo do projecto», que assenta numa vertente «de promoção da saúde e da prevenção da doença». «A vertente da promoção da saúde tem vindo a ser esquecida no país, mas o Centro de Saúde de Miranda do Corvo mostrou que se mantém na vanguarda dos cuidados primários de saúde, promovendo intervenções de grande valor educativo», sublinhou a autarca.
Para o director do Centro de Saúde, César Fernandes, a criação do GPS insere-se «numa filosofia de implementar uma medicina de proximidade, cada vez mais perto dos cidadãos». Segundo este responsável médico, «a população escolar é tão vulnerável que poderá beneficiar bastante deste espaço», onde os alunos poderão expor as suas preocupações e esclarecer dúvidas num «espaço de diálogo aberto e confidencial».
O GPS resulta da parceria entre o Centro de Saúde, o Agrupamento de Escolas José Falcão e a Câmara Municipal, com o apoio do Instituto do Desporto de Portugal.

terça-feira, 27 de março de 2007

151) Tutela não encerra centros de saúde

A secretária regional dos Assuntos Sociais do Governo em gestão garantiu ontem que não está previsto, a médio prazo, o encerramento de qualquer centro de saúde na Região. Conceição Estudante que falava na apresentação do balanço das actividades relativas a estas unidades de saúde referiu que, neste momento, a principal preocupação é a de proporcionar condições para o bom funcionamento dos centros de saúde existentes.
Crítica quanto aos que entendem que o encerramento destes serviços é uma forma de reduzir custos, a secretária regional dos Assuntos Sociais procurou provar precisamente o oposto, ao afirmar que o efeito pode ser contrário, na medida em que toda a panóplia de cuidados médicos e de enfermagem afectos a um serviço de urgência seja hospitalar, ou num centro de saúde é «objectivamente mais caro, do que a prestação numa situação de consulta médica».
Neste sentido, Conceição Estudante deixou clara a ideia que a redução de custos com a saúde passa, antes de mais, pela aposta na prevenção e na boa prestação de cuidados de saúde primários. Um objectivo que deverá reflectir-se num aumento do número de consulta médicas disponíveis nos centros de saúde.
Conceição Estudante referiu ainda, que nos últimos anos, a taxa de crescimento das despesas do Serviço Regional de Saúde foi inferior à taxa de inflação. Porque a eficácia dos cuidados de saúde prestados nos centros de saúde passa por garantir um número suficiente de médicos de família, a secretária da tutela garantiu, que a Região caminha no bom sentido. Actualmente estão afectos aos centros de saúde 109 profissionais, entre médicos de família e clínicos gerais ao que se soma mais 24 internos, médicos que estão a terminar esta especialidade. Embora o número seja suficiente para os cerca de 114.387 mil utentes que frequentaram, no ano passado, os centros de saúde, não satisfaz a tutela, que pretende fazer subir o número de frequentadores destas unidades.
Segundo os dados divulgados ontem pelo presidente do Conselho de Administração do Serviço Regional de Saúde (SRS) o número de frequentadores corresponde a apenas 42,5 por cento do total de inscritos (269.379), com uma média por frequentador de 3 consultas durante o último ano. No que toca ao total de consultas, o SRS apurou cerca de 334.507 mil actos, dos quais 13.524 mil foram consultas de planeamento familiar, verificando-se, a este nível, um aumento de 5,5 por cento relativamente a 2004.
As consultas domicíliárias registaram um forte crescimento, cerca de 42 por cento durante os últimos dois anos. A medicina dentária foi outra das áreas de maior incremento, com um aumento de 113,9 por cento. Facto relacionado com a extensão do Programa de Saúde Oral a toda a Região, sublinhou Filomeno Paulo.
Tânia Caldeira
Jornal da Madeira
* * *
Embora esta notícia não traga os números de consultas de saúde oral efectuadas na região, pelo menos parece pertinente que esta valência tem abrangido uma maior percentagem da população local.
Já foram aqui apresentados dados relativos à evolução de programas de saúde oral para crianças e jovens no Continente (postagens anteriores). Agradeço quem possa disponibilizar mais estatísticas sobre a evolução no tempo e no espaço do território nacional, sobre saúde oral.
Gerofil

segunda-feira, 26 de março de 2007

150) Brincar e Aprender…

Na segunda-feira, a Delegação de Saúde Pública do Barreiro foi fazer uma acção de promoção da saúde junto dos mais novos, acção esta que se engloba no projecto saúde escolar. Os alunos da Escola do 1ºciclo do Ensino Básico de Coina e da Escola nº2 do 1ºciclo do Ensino Básico da Telha (St.André) bem que ficaram contentes e no final disseram que aprenderam bastante.
Técnicas, enfermeira, nutricionista e higienista oral fizeram um teatro de fantoches para ensinar às crianças como devem comer bem e lavar os dentes.
A história começa com o Capuchinho Vermelho que é muito guloso e tem preguiça de lavar os dentes. O Capuchinho vai levar o almoço à sua amiga Branca de Neve que está doente, mas no caminho encontra o Pinoquio que é muito mentiroso. A menina diz-lhe que não gosta de sopa nem de fruta e que queria comer sempre doces, o Pinoquio diz-lhe que pode comer os doces, pois não fazem mal. O que é certo é que o Capuchinho ficou com dor de barriga e com uma cárie no dente. Nessa altura encontra o Robin dos Bosques que diz ser necessário a intervenção da Fada Nutricionista, esta diz ao Capuchinho que deve comer sempre o pequeno almoço antes de sair de casa, comer sopa, carne ou peixe e fruta, para crescer saudável e com energia. Como o Capuchinho também lhe doía o dente, foi preciso chamar a Higienista Oral que ensinou aos meninos e meninas como se devem lavar os dentes e que não podem comer muitos doces.
A brincar aos fantoches, os meninos aprenderam que não devem comer doces em exagero, que é importante ter uma alimentação saudável e que devem lavar bem os dentes, pelo menos 3 vezes por dia. Os alunos estiveram com muita atenção ao teatro, visto que estavam interessados em aprender de uma forma diferente. No fim, prometeram não levar mais doces para o lanche, tendo assim uma alimentação saudável.
Este é um bom exemplo de promoção da saúde, para que de pequeninos se comece a cuidar da saúde e em adultos vivam felizes e saudáveis.
Jornal do Barreiro

segunda-feira, 5 de março de 2007

149) Estomatologia: Hospital central com lista de espera de 3 anos !!!

O Hospital do Espírito Santo de Évora, prestando cuidados de saúde pública abrangendo uma população superior a 150 000 habitantes, apresenta actualmente uma lista de espera de cerca de 3 anos para a consulta de Estomatologia.
Esta profunda e lamentável lista de espera não se coaduna com um país dito civilizado, pelo que urgentemente deve merecer especial atenção na sua resolução por parte do Senhor Ministro Correia de Campos. Porque está em causa um grave problema de saúde pública da população do distrito de Évora.

148) Gravidez e Saúde Oral

Um conselho: Durante a gravidez visite o seu médico dentista de 3 em meses, para efectuar uma destartarização, prevenindo assim os problemas gengivais, bem como para efectuar uma aplicação tópica de flúor, que previne a desmineralização dentária, prevenindo assim o aparecimento de novas cáries, ou o desenvolvimento de cáries preexistentes.
Desta forma será possível desfrutar de uma gravidez com uma saúde oral bastante mais estável.
UM CONSELHO DO DOUTOR JOSÉ ANTÓNIO TEIXEIRA (Licenciado em Medicina Dentária, pelo Instituto Superior de Ciências de Saúde Egas Moniz, e Pós-Graduado em Cirurgia e Prótese sobre Implantes; docente convidado da cadeira de Periodontologia no Instituto Superior de Ciências Egas Moniz)

domingo, 4 de março de 2007

147) Saúde Pública

O ar que se respira, as águas públicas são duas das áreas de intervenção do projecto ambulatório de ambiente e saúde que a Universidade Fernando Pessoa (UFP) se prepara para lançar, no decorrer deste mês, em Ponte de Lima. O arranque de mais um projecto ambulatório não dita o fim da iniciativa que, desde 2003, a UFP dedica à saúde oral e pública e que já totalizou 34603 rastreios à população mais carenciada.
O projecto ambulatório de saúde pública, abrangendo o controlo do colesterol, glicemia e tensão arterial, higiene oral, análises clínicas e terapia da fala, iniciou-se, no distrito de Viana do Castelo e passou, o ano passado, por quatro concelhos do distrito de Braga. O gestor do projecto, Jacinto Durães, faz um balanço global "altamente positivo".
No distrito de Braga, onde o projecto incidiu nos concelhos Guimarães, Braga, Vila Verde e Fafe, foram realizados 4784 rastreios. "Conseguimos satisfazer as populações que nos procuraram, mas também as escolas, infantários e lares de terceira idade" afirma Jacinto Durães, que considera que, com este projecto, a Universidade dá um sinal de que "quer chegar às pessoas".
As áreas mais procuradas são as análises clínicas e da saúde pública (colesterol e glicemia), a par do controlo da tensão arterial, descreve o gestor do projecto ambulatório. "Encontramos muita gente com colesterol e glicemia elevados, bem como a tensão arterial" aponta. Para todas as instituições e estabelecimentos de ensino abrangidos, foi enviado um relatório sobre as patologias encontradas. Além das populações, o projecto envolveu centenas de alunos de enfermagem, análises clínicas, medicina dentária e terapia da fala.
Depois do distrito de Braga, no ano lectivo de 2005/6, o projecto seguiu para Baião. Jacinto Durães garante que o ambulatório de saúde pública "é para continuar", em parceria com as autarquias locais. "Dada a importância que tem, o projecto ambulatório de saúde pública é reclamado por outras zonas do país" refere aquele responsável.
O projecto já extravasou fronteiras. Durante o mês de Agosto do ano passado, uma equipa de licenciados em medicina dentária, enfermagem, fisioterapia e análises clínicas esteve em Angola. Os licenciados da UFP deram formação nestas áreas a técnicos de saúde (282 no total) e fizeram rastreios de higiene oral e análises clínicas em dois hospitais e dois centros de saúde.

146) O papel das empresas na saúde dos seus empregados

BRASIL - As ações de promoção e prevenção da saúde continuam tendo papel fundamental nas corporações que, além de buscar a melhoria da qualidade de vida dos empregados, visam manter mais controlados os custos com o benefício-saúde. Essa é a opinião da Watson Wyatt ao concluir a pesquisa sobre Benefícios de Assistência à Saúde.
O destaque do estudo ficou por conta do grande número de empresas (82%) oferecerem planos odontológicos, sinalizando para a conscientização de que o tratamento e a manutenção dentária do colaborador evita futuras complicações de saúde. Na maioria dos casos, essa adesão ocorre de forma voluntária e com cobertura intermediária (inclui os tratamentos básicos e complexos, exceto próteses e ortodontia), sendo que a empresa assume, em geral, 50% do custo.

sexta-feira, 2 de março de 2007

145) “Dois Euros Pela Sua Saúde”

Nas próximas semanas a Avale vai lançar a campanha “Dois Euros Pela Sua Saúde”. “Cada pessoa faz uma inscrição, paga dois euros mensais e tem direito ao acesso a assistência médica e enfermagem ao domicílio, pagando cinco euros pelos médicos e três euros por enfermagem”, explica o presidente. Nesta fase serão adquiridos dois veículos para as deslocações dos médicos e enfermeiros.
Nos dois dias seguintes à publicação do anúncio a pedir médicos de clínica geral, a Avale recebeu vários currículos. Em relação à clínica, irá abrir em breve na urbanização do Monte Penedo, em Milheirós, em instalações da junta, com as especialidades de estomatologia e podologia. Estão previstas a introdução de outras especialidades médicas, que ainda não estão definidas.
Este projecto de medicina ao domicílio, organizado por uma associação de juntas de freguesia, é único em Portugal. O seu director clínico é Jorge Rodrigues, cirurgião plástico, e conta com a colaboração do Hospital de Nossa Senhora da Conceição de Valongo, para onde serão encaminhados os casos de urgência ou os casos em que é necessária a realização de exames mais complexos.
O projecto de médicos ao domicílio da Avale pretende ser autosustentável e não conta com apoios da câmara municipal ou de outra instituição. O autarca de Milheirós refere que “as juntas de freguesia mudaram a sua filosofia, deixaram de ser meros postos administrativos, muitas vezes a desenvolver as tarefas da câmara municipal, e passam agora a desenvolver um trabalho mais autónomo. Por isso é que temos vindo cada vez mais sistematicamente a dizer que as freguesias têm que ter competências próprias, e não delegadas, e têm que ter verbas distribuídas pelo Orçamento Geral do Estado para estas tarefas”.

144) Coimbra vai receber especialistas de medicina dentária

A Universidade de Coimbra (UC) anunciou que a XVI Reunião Anual de Medicina Dentária e Estomatologia vai ter lugar nos Hospitais da UC, entre 22 e 24 de Março.
O encontro vai reunir estudantes e docentes universitários, bem como especialistas nacionais e internacionais na área da medicina dentária.
O programa inclui palestras subordinadas a temas como “Os Cuidados dentários a ter na população idosa”, “Actualidade em Implantologia” e “Como realizar uma acção escolar de educação para a saúde oral”, mas também inclui diversas mesas-redondas e acções de convívio. A XVI Reunião Anual de Medicina Dentária e Estomatologia é organizada pelo departamento de Medicina Dentária, Estomatologia e Cirurgia Maxilo-facial da Universidade de Coimbra.
CONTACTOS:
Telef.: 239 484 183
Fax: 239 402 910

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

143) Empresas amigas: Cuidando dos dentes

BRASIL - Alice dos Santos Melgaço, 11 anos, é cliente assídua há 5 anos do Projeto Social "Dente que te quero dente", que existe desde 2000, financiado pela EIM Instalações Industriais. Ela é uma das 150 crianças carentes beneficiadas com os serviços gratuitos do consultório odontológico montado pela empresa para atender alguns bairros de risco em Fortaleza, como Pantanal, Lagoa Redonda, Jangurussu e Alagadiço Novo: "Aqui é muito bom, as doutoras são legais. A gente participa de várias palestras que nos explicam como cuidar melhor dos nossos dentes. Eu participo de todas porque é de graça".
* * *
Agradeço que me comuniquem o nome de entidades, organismos ou empresas que, em Portugal, também se preocupam com a saúde oral da população infanto-juvenil.
Gerofil

142) Cientistas criam dentes de rato em laboratório

JAPÃO - Pela primeira vez, cientistas japoneses conseguiram substituir com sucesso dentes naturais em ratos por outros criados a partir de células individuais, informa a edição desta semana da revista "Nature Methods". Os cientistas, coordenados por Takashi Tsuji, utilizaram células-tronco mesenquimais da medula óssea e células epiteliais, que depois se transformaram em um dente.
Primeiro, os cientistas promoveram o crescimento separado de cada tipo de célula para obter maiores quantidades delas. Em seguida, elas foram injetadas em uma gota de colágeno, substância que une as células em um organismo. As células se desenvolveram até se transformarem em um dente com grande eficácia.
Quando foram implantadas na cavidade dentária de um rato, se desenvolveram normalmente e demonstraram ter a mesma composição e estrutura que os incisivos naturais.
Segundo os autores do artigo, o estudo apresenta a primeira prova de uma regeneração bem-sucedida de um órgão completo através da implantação de material obtido mediante bioengenharia. Para os cientistas, os resultados da pesquisa contribuem bastante para o desenvolvimento das tecnologias de bioengenharia e a futura reconstrução de órgãos vitais in vitro.
Além disso, as descobertas podem encorajar o desenvolvimento de órgãos substitutos por meio de tratamento regenerativo.

domingo, 25 de fevereiro de 2007

141) Chupeta: Deixá-la até aos três anos

Durante anos, a chupeta converteu-se numa máxima pediátrica. Este artigo de que os bebés tanto gostam tinha-se tornado o culpado por os pequenos não quererem o peito materno, apanharem infecção nos ouvidos, ficarem apáticos e mal-humorados quando não chuchavam e até por os seus sorrisos serem um desastre em termos de dentição. Com o passar do tempo, a ciência desmistificou a maioria destas crenças e revelou na chucha um instrumento muito útil para crianças e pais.
Especialistas portugueses alertam, contudo, para que os benefícios do seu uso só existem até aos dois, três anos de idade no máximo. A partir daí, a criança desenvolve deformações da cavidade da boca, com consequências a vários níveis. A chucha reduz a incidência da morte súbita do recém-nascido, é um analgésico muito eficaz nos processos dolorosos e os efeitos prejudiciais que exerce sobre o correcto alinhamento dos dentes são passageiros. Quer isto dizer que, para que os dentinhos voltem ao lugar correcto, a chupeta deve desaparecer, o mais tardar, aos três anos de idade.
Não obstante, um trabalho científico publicado no último número da revista ‘General Dentistry’ acaba por deitar por terra que a ideia de que a chupeta não é tão prejudicial para a dentição das crianças. Quando um bebé introduz a tetina da chucha na boca e faz o que os especialistas denominam de sucção não nutritiva (o propósito deste acto não é ingerir alimentos), os dentes centrais inferiores desviam-se lentamente para dentro, enquanto os que se encontram no mesmo plano, mas no maxilar superior, tendem a separar-se e a sair para fora (‘dentes de coelho’). Com o tempo, os dentes caninos chocam entre si e ambas as filas de dentes não se fecham correctamente (mordida aberta).
Além disso, a sucção põe em funcionamento uma série de músculos da cara que, juntamente com a língua, fazem com que os dentes nos maxilares superiores e inferiores percam o paralelismo (mordida cruzada). Para que as malformações sejam apreciáveis estima-se que seja necessário exercer uma pressão mais ou menos constante durante seis horas diárias. O factor tempo e a energia que o pequeno aplica na sucção marcam a diferença neste aspecto.
“Isso explica porque muitas crianças que usam chupeta não desenvolvem nenhum tipo de deformação dentária”, sublinha Jane Soxman, autora do trabalho e membro da Sociedade Americana de Odontologia Pediátrica, referindo-se às crianças que usam a chucha em momentos pontuais (para ir dormir, por exemplo) ou se limitam unicamente a tê-la na boca sem chuchar.
Libério Ribeiro, da Sociedade Portuguesa de Pediatria, aponta ao CM as consequências de um uso prolongado da chucha: “A cavidade bocal adapta-se às características da chupeta e deforma a arcada dentária.” Mas não só. Segundo este pediatra do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, o céu da boca (palato) desenvolve-se de forma oval, o que prejudica a mastigação, a respiração (pela boca) e a oralidade. “Nesses casos, a criança respira mal, tem dificuldade em articular as palavras e em mastigar. Quanto mais tarde se retirar a chucha à criança [depois dos três anos] mais difícil se torna reparar essa deformação da boca.”
A longa experiência profissional diz-lhe que a maioria dos pais consegue retirar a chucha na altura devida – até aos três anos – mas “ainda existem muitos casos de chucha aos cinco e seis anos”. Nestes casos, Libério Ribeiro aconselha os pais a tirar a chucha ao filho após explicação prévia, para que o pequeno perceba a situação, e lhes dê incentivos como, por exemplo, idas a parques infantis. Esse processo deve ser feito nas férias, que permitirá aos pais e crianças descansar após noites mal dormidas.

140) Cuidado desde o berço

A receita é simples: escovar os dentes após as refeições e usar fio dental. Essa é a principal medida para que crianças e adultos tenham boa saúde bucal e previnam o aparecimento da cáries. É simples assim.
(...) O professor de odontologia preventiva e social da Unirp, André Luiz Marçal Terreri, explica que o consumo de doces e bolachas deve ser sempre após as refeições e antes da escovação. “Alimentos com açúcar favorecem a instalação da cárie no dente”, afirma. (...) Segundo Terreri, o hábito da escovação começa nos primeiros dias de vida.
Até os seis meses, a mãe deve fazer a higienização com uso de gaze e água filtrada. A partir dessa idade, já existe no mercado escova específica para uso em bebês. A mãe deve ainda acompanhar a escovação até oito anos de idade, quando a criança adquire coordenação motora para remover sozinha as placas bacterianas.
Terreri diz que o uso de fio dental deve ser feito assim que surgirem os primeiros dentes na criança. Ele é que remove a placa bacteriana, que provoca a cárie. A doença, segundo o especialista, é causada por bactérias que estão na boca. Elas consomem o açúcar ingerido na alimentação e produzem ácidos que descalcificam os dentes até a formação da lesão. Se não for tratada, a cárie progride e atinge a polpa do dente, que precisa ser retirada (conhecido tratamento de canal).
A partir daí o dente não tem mais vida e fica preso apenas pela raiz. Pode evoluir ainda para gengivite (inflamação da gengiva) ou doença periodontal, que é a perda do osso que leva à queda do dente. Terreri orienta que a principal escovação deve ser feita à noite, antes de dormir. “Quando a pessoa adormece, a limpeza natural da boca é reduzida por causa da diminuição da produção de saliva e o risco de desenvolver cárie é maior.”
A saúde bucal depende também da boa calcificação dos dentes, que é garantida cedo, no período de gestação. Os “dentes-de-leite” começam a se formar a partir da 6ª semana e os permanentes a partir do 5º mês de vida intra-uterina. “A gestante deve ter dieta saudável rica em cálcio, fósforo e vitaminas para que o bebê tenha uma boa calcificação dentária, diz o professor André Terreri.
Ele alerta que a mãe é a maior responsável pela transmissão de microorganismos que causam a cárie. “Como a cárie é uma doença pode ser transmitida ao assoprar a papinha ou mesmo quando dá um beijo nos lábios do bebê. Mãe ou mesmo babá precisam ter bom padrão de saúde bucal”, diz.
Jornal Bom Dia (É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo para fins comerciais)

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

139) Trailer leva saúde bucal a alunos

Um trailer adaptado com equipamento odontológico vai beneficiar os alunos da Escola Municipal Maria Ovídia Junqueira, com tratamento dentário gratuito, a partir da próxima segunda-feira (12). O consultório odontológico ambulante cedido pelo Sesi em parceria com a Prefeitura, tem como objetivo levar saúde bucal aos estudantes da 1ª a 8ª séries das escolas municipais.
Além de tratamento básico como limpeza dentária, obturação e extração, os alunos vão receber também como trabalho de prevenção, palestras de motivação, orientação de escovação correta e aplicação de flúor. Os tratamentos específicos vão ser encaminhados para o Centro de Especialidades Odontológicas (CEO).
Os alunos vão ser atendidos de segunda a sexta das 7h às 11h e das 13h às 17h, por vinte e dois profissionais, entre dentistas e auxiliares, da rede municipal e estadual, que estarão fazendo rodízio na escola até atender toda a demanda de alunos. Os profissionais estarão sob a supervisão do coordenador de Odontologia da Secretaria Municipal de Saúde, Agnaldo Augusto."
O trailer leva o atendimento bucal a todos os locais. Muitas dessas crianças e jovens ainda não tiveram a oportunidade de cuidar dos dentes, seja por falta de orientação ou por dificuldades financeiras. O trailer na escola vai propiciar este contato e promover saúde", disse o coordenador. "Antes de começar o tratamento, os alunos vão passar por uma triagem para detectar se existe a necessidade do tratamento, para verificar qual o grau de urgência do problema bucal e, com a autorização dos pais ou responsáveis, o tratamento tem início", disse a atual diretora da escola Maria Ovídia, Rosemary Aparecida Perugini Torres.
A técnica em higiene dental Alice da Silva Jonsson, que vai atuar como uma das auxiliares dos dentistas, ressalta a importância do trabalho com os alunos. "Aqui os alunos vão ser conscientizados da necessidade de visitar o dentista regularmente. O trailer estando na escola facilita para o aluno receber orientação pelo professor dessa necessidade, além de ter como incentivo e motivação a companhia do colega, que também faz o tratamento", disse Alice.
O Programa de Saúde Bucal da Secretaria Municipal de Saúde conta ainda com dois outros trailers odontológicos que estão atuando também na zona rural.
Perfeituria Municipal de Poços de Caldas (Brasil)
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Julgo de todo o interesse que, em Portugal, também se deva copiar alguns exemplos práticos existentes no Brasil. Já se teve a oportunidade de falar sobre o Programa de Saúde Oral que existe em Portugal - falta agora ver também na prática esse programa em todas as nossas escolas.
Porque é injusto qualquer descriminação na área dos cuidados de saúde, quaisquer que sejam as razões invocadas, o acesso a este tipo de programa tem obrigatoriamente de ser divulgado e facultado a todas as crianças e jovens do país, sob pena de estarmos a violar direitos fundamentais do ser humano. Fica, pois, aqui feita a chamada de atenção ao Senhor Ministro da Saúde e à Senhora Ministra da Educação.
Gerofil

138) Implante dentário

Quem sofreu perda óssea e quer fazer implante dentário sem enxerto ou aqueles que sonham em se submeter a um implante e no mesmo dia sair do consultório já com a prótese provisória mas bem instalada podem sorrir à vontade. Isso já é possível graças a novidades como a técnica de ancoragem ou fixação Zigomática. Além de eficiente, a técnica de ancoragem que já é realizada em Santa Maria, evita o inconveniente de fazer a retirada de parte de ossos fora da boca (queixo, costela ou do ilíaco) para enxertar na maxila e depois fixar os implantes e em seguida as próteses.
"Com esse método, que envolve o osso zigomático, o paciente não precisa fazer enxerto ósseo. Os implantes de titânio, medindo cerca de 50 milímetros cada, são colocados na região posterior da maxila, ancorados e fixados aos ossos malares. Após a instalação das fixações e da formação do osso ao redor do implante, o que corre no período de seis meses, vêm a prótese definitiva", explica o cirurgião-dentista e periodontista, Oscar José Carlesso, 58 anos, o primeiro na cidade a fazer procedimento cirúrgico. No total, já foram cinco os pacientes que voltaram a sorrir com segurança e recuperaram a auto-estima depois do procedimento que, segundo ele, é menos demorado (procedimento cirúrgico que exige anestesia geral e leva entre 48 horas e 72 horas) e menos traumático. Na fila de espera, há mais de 20 pacientes.
“Com os dentes fixos, a sensação de comer melhor, sorrir e falar com segurança já servem para devolver a auto-estima”, festeja uma das pacientes que passou a cirurgia recentemente e que preferiu não se identificar. Sem revelar valores, Carlesso, que é membro da Academia Latinoamericana de Oseointegracion desde 1993, e atua há 18 anos com implantes osseointegrados, adianta apenas que o procedimento fica em média 30% mais barato que o convencional. Nos implantes convencionais com enxerto o paciente precisa esperar de até oito meses para colocação dos implantes provisórios e aguardar mais um tempo (por volta de seis meses) para a osseointegração até a colocação da tão esperada prótese definitiva.
Amante da profissão, o cirurgião-dentista que, quando criança, chegou a sair correndo da cadeira de um médico com medo do tratamento, tem cursos na Suécia, Londres, Itália e Barcelona, entre outros países e três filhos seguindo pelo mesmo caminho. “Jamais vi o pai chegar em casa cedo e muito menos triste. Um fato que acabou nos motivando”, afirma um dos filhos, Jonathan Carlesso, 23, que faz pós-graduação em implantodontia em Porto Alegre.
Elisete Tonetto

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

134) "Verdadeira vergonha nacional" (?)

"O Serviço Nacional de Saúde está em condições de realizar aquilo que os portugueses lhe pedem, para dar equidade e a qualidade que decorrem da despenalização de uma situação que é verdadeiramente uma vergonha nacional."
(Correia de Campos, a prepósito do referendo sobre a LEI do ABORTO, in: Público 12-02-07)
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Senhor Ministro, se de facto o Serviço Nacional de Saúde está em condições de realizar aquilo que os portugueses lhe pedem, então pede-se que acabe de imediato com a VERGONHOSA lista de espera das consultas de ESTOMATOLOGIA que, em alguns hospitais, chegam a atingir 3 ANOS DE ESPERA POR UMA CONSULTAISSO É QUE É UMA VERDADEIRA VERGONHA NACIONAL NUM PAÍS MEMBRO DA UNIÃO EUROPEIA. Porque a si teve a sorte de não passar pelo que outros passaram (link); o resto da conversa entende-se como pura demagogia politica dirigida à opinião pública.
Gerofil

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

133) Bebês podem ter problemas na dentição e cavidade bucal detectados no primeiro ano de vida

Os pais estão preocupados com a higiene bucal dos filhos e por isso é cada vez mais comum bebês, de até um ano, fazerem sua primeira consulta odontológica. De acordo com o odontopediatra Marcelo Bonecker, a idade ideal para que o bebê faça a sua primeira visita ao dentista é aos seis meses de vida, período em que os dentes começam a nascer.
“É interessante que os pais levem a criança ao dentista no primeiro ano porque os pais estão mais receptivos para que possamos orientá-los e, assim, eles utilizarão os métodos que indicamos para a higiene bucal dos filhos”, comenta Bonecker. Além disso, nesta idade a criança também está aberta às mudanças de hábitos, como o cuidado com os dentes.
Na primeira consulta, o odontopediatra faz uma análise para conhecer os pais e a criança para, assim, verificar como são os hábitos de alimentação e higiene da família. “Após esta primeira conversa, fazemos um exame clínico no bebê para analisar se está tudo bem ou se há um problemas na dentição, cavidade bucal, ou outros. Se houver, inicia-se o tratamento mais adequado”, enfatiza Marcelo.
Nesta primeira fase da vida, os pais são os principais “agentes da saúde bucal”, pois, para as crianças, eles são os principais exemplos. “Hábitos saudáveis de higiene, como escovar os dentes após as refeições, e de alimentação são essenciais para o incentivo das crianças”, explica o odontopediatra. A escovação dental começa assim que os dentes começam a nascer e os pais têm que auxiliar as crianças até os sete anos e supervisionar até os 12 anos.
Outro ponto que os pais podem ajudar muito na saúde bucal dos filhos é na prevenção de doenças, como cáries. Bonecker afirma que evitar alimentos açucarados ajudam nesta ação. “Se a criança tomar leite adoçado ou mesmo do peito, ou consumir algum alimento que contêm açúcar, é necessário que faça a higiene bucal. Além disso, dê preferência para pastas de dente com flúor”. O odontopediatra também diz que o flúor é o principal veículo de prevenção das cáries.
“A quantidade e freqüência da aplicação do flúor no consultório odontológico depende de cada criança, depende se tem cáries ou não. Lembrando que a idade mínima do bebê é de seis meses para esta ação”, comenta.
Cárie, traumatismo, como dentes quebrados, e problemas com a mordida são os principais problemas que as crianças enfrentam. “Nesta fase, as crianças estão aprendendo a andar, correr. Por isso é alta a incidência de traumatismos”, relata. Mesmo assim, os pais têm muito mais acesso às informações do que no passado, podendo auxiliar e prevenir mais nas questões de saúde bucal dos filhos.

domingo, 11 de fevereiro de 2007

132) Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça

I - Os crimes cometidos por negligência, quando não sejam puníveis com pena de prisão superior a um ano, com ou sem multa, foram amnistiadas pelo disposto na alínea w), do artigo 1 da Lei n. 23/91, de 4 de Julho, desde que praticados até 25 de Abril de 1991.
II - Tendo ficado provado que o requerente do pedido civil, sofreu dores, ficou com uma ligeira deformidade na zona do queixo e carece de uma prótese para correcção de uma lesão na região dos dentes, tais factos são suficientes para acarretar ao requerente danos não patrimoniais que devem ser compensados com a atribuição ao lesado de uma importância em dinheiro a fixar equitativamente pelo tribunal, como prescrevem os artigos 496 e 494, ambos do Código Civil.
Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

131) COLÓN: PROGRAMA DE SALUD DENTAL “A BOCA SANA”

Colón (Argentina) - La Dirección de Salud de la Municipalidad de Colón, por intermedio del Servicio de Odontología del Centro Preventivo Materno Infantil y conjuntamente con el Círculo Odontológico de Colón, informan la continuación del programa de certificados bucodentales a "Boca Sana", implementado desde el año 2000 en todas las escuelas del Partido de Colón.
Dicho programa estará indicado solamente a alumnos de 1º, 3º, 5º, 7º y 9º de la EGB. Al igual que el año anterior, el alumno concurrirá al odontólogo de su elección (privado u hospitalario), el cual, de encontrar la boca en condiciones de buena salud oral, otorgará una constancia de buen estado bucal, la cual será cambiada en el Centro Preventivo Materno Infantil por un certificado oficial, legitimizado con sello hospitalario. En caso contrario el alumno deberá recibir tratamiento odontológico hasta conseguir el alta, otorgada por el profesional actuante.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

130) Ainda a disponibilidade do Ministério da Saúde

Relativamente à consignação de “cinco milhões de euros” para o Programa Nacional de Promoção de Saúde Oral destinada à população infanto-juvenil, e tendo em conta a percentagem nacional de crianças e jovens já abrangidos pelo programa, sugiro que o mesmo passe a ser competência exclusiva da responsabilidade dos estabelecimentos de ensino público, para quem o Ministério da Saúde faria a transferência.
Assim, sem mais encargos, acredito sinceramente que, com os mesmos “cinco milhões de euros” transferidos para as escolas em função do seu número de alunos, o programa passaria a abranger uma percentagem extremamente maior de crianças e jovens, tornar-se-ia mais eficiente e desburocratizava-se todo o processo, libertando mão-de-obra burocrata do próprio Ministério da Saúde e suas dependências para outras funções de maior interesse nacional, ocupando socialmente melhor os tempos não lectivos dos professores nas escolas – isto tudo sem aumentar um cêntimo aos prometidos “cinco milhões de euros”.
Fica aqui a sugestão ao Sr. Ministro da Saúde, a quem solicito também que torne publico, em todas as escolas do país, a lista das clínicas contratualizadas pelo Ministério da Saúde para a implementação do referido programa.
Gerofil

quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

129) Câmara de Baião atenta a doenças

Estriou-se no terreno, dia 24 deste mês, uma equipa da Fundação de Ensino e Cultura da Universidade Fernando Pessoa (UFP), constituída por médicos e alunos finalistas da Faculdade de Ciências da Saúde da UFP que, ao abrigo de um protocolo de cooperação celebrado com a Câmara Municipal de Baião, vão iniciar um conjunto de acções de rastreio à população baionense durante seis semanas - perto de dois meses. As acções vão desenvolver-se junto das escolas básicas e secundárias, lares de idosos e juntas de freguesia, nas valências de medicina dentária preventiva, análises clínicas ao colesterol e diabetes, enfermagem – controlo de tensão arterial, motricidade humana, fisioterapia e terapia da fala.
Para o autarca de Baião, José Luís Carneiro, este protocolo “é mais uma iniciativa que se enquadra no esforço que a autarquia tem vindo a desenvolver no sentido de proporcionar aos baionenses, nomeadamente, aos mais carenciados, condições de vida mais adequadas à promoção da saúde”, refere em comunicado. Apesar das actividades relacionadas com a saúde não serem uma competência das autarquias locais, a Câmara de Baião entendeu adoptar uma politica pró-activa no sentido de garantir o desenvolvimento de politicas sociais activas e que vão de encontro às necessidades específicas do município.
A Unidade Móvel de Saúde e a disponibilização de habitação para médicos que queiram exercer a profissão no concelho são dois exemplos, afirma na missiva, dessa política pró-activa e que têm mostrado resultados. As acções de rastreio começaram em Ancede, uma das maiores freguesias de Baião e desenrolam-se às quintas-feiras, das 9h00 às 17horas, em diferentes pontos do concelho.
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Um bem haja e sinceros agradecimentos por estas iniciativas por parte da Câmara Municipal de Baião. Um exemplo a seguir por outras autarquias, pois aqui todo o dinheiro gasto será sempre bem gasto, já que será sempre em benefício do bem estar da população.
Gerofil

128) MADEIRA: Serviço Público regional já tem três Centros de Saúde com consultas dentárias

Desde Setembro passado que a Região aplica o sistema de contratualização de serviços com médicos dentistas, que exercem a sua actividade no Serviço Público. É dessa forma que os Centros de Saúde do Porto Moniz, Porto Santo e do Bom Jesus dão consultas de medicina e higiene dentária.
Há outros médicos disponíveis e só «não estão mais, (no Serviço Público) porque também não estão mais centros de Saúde dotados para a medicina dentária”, diz Gil Alves, da Ordem dos Dentistas da Madeira. O médico salienta que, embora ao nível nacional as EPE também possam aplicar este sistema, a verdade é que há cada vez mais hospitais e centros de Saúde cujos equipamentos dentários se estão a degradar por falta de médicos. Essa, talvez, a razão de os portugueses serem dos europeus com maiores problemas dentários.
Gil Alves contesta o argumento de que isso se deve ao elevado preço dos tratamentos e lembra que os custos dos equipamentos e materiais usados na medicina dentária são elevados.

terça-feira, 30 de janeiro de 2007

127) Prometida melhor saúde oral

Correia de Campos garante
colaboração com profissionais do sector
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“Posso garantir que estamos totalmente abertos e disponíveis para convosco colaborar e discutir matérias como o pacote básico, o estabelecimento de uma futura Convenção [Nacional da Medicina Dentária] e abrir os Hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) conforme propõem em nome da melhoria da saúde oral dos portugueses”, disse o ministro da Saúde, na cerimónia de tomada de posse dos novos órgãos sociais da Ordem dos Médicos Dentistas (OMD) no Porto. Na sessão, que decorreu no Palácio da Bolsa, Correia de Campos falou do sucesso do Programa Nacional de Promoção de Saúde Oral destinada à população infanto-juvenil e que para este ano tem consignados “cinco milhões de euros”.
O governante afirmou que “não será o argumento da falta de recursos que impedirá que o programa continue”, apesar de admitir que “este apoio tem aumentado de forma lenta, todavia sistemática e diria até sustentada”, dados os resultados de alguns estudos relativos a custos/benefícios. O bastonário da OMD, Orlando Monteiro da Silva, entretanto empossado – e que ficará à frente dos destinos da Ordem até 2009 – reiterou que entre as suas principais tarefas está a “integração dos serviços de medicina dentária no Sistema Nacional de Saúde (SNS), de modo a torná-la acessível a todos os portugueses”.
Segundo o clínico, a grande maioria da população portuguesa não tem acesso aos serviços de medicina dentária e a contratualização de médicos dentistas com os serviços públicos” resolveria esse problema. Nesse sentido, agradeceu a abertura do ministro da Saúde e do seu ministério em “ouvir” as propostas da Ordem, como é o caso do “pagamento de uma taxa moderadora, para permitir aos utentes do SNS acesso às consultas”.

domingo, 28 de janeiro de 2007

126) Equidade Horizontal no Sistema de Saúde Português


Equidade Horizontal no Sistema de Saúde Português
(Ana Simões, Ana Paquete e Marília Araújo)
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A equidade no âmbito da saúde é cada vez mais recorrente dado que os sistemas de saúde públicos assentam nesta noção. Neste estudo, a abordagem assentou no conceito de equidade horizontal, averiguando o grau de equidade no acesso a cuidados de saúde para indivíduos com igual necessidade. A inovação aqui proposta foi tratar separadamente cuidados de saúde privados e públicos. Analisaram-se as consultas de clínica geral (sector público), de medicina dentária (sector privado) e a especialidade de cardiologia (público/privado).
A análise, baseada no INS de 1998/99, foi feita através da utilização dos conceitos de curvas e índices de concentração, de modo a calcular o índice de Le Grand. Os resultados obtidos neste trabalho permitiram concluir que existe iniquidade no sistema de saúde português favorecendo as classes de maior rendimento no sector público e no privado.
Gerofil

quarta-feira, 17 de janeiro de 2007

125) Bilhetes de Paris: Pobres e muito pobres

Embora a larga maioria dos estudantes universitários seja de origem mais do que abastada (mais de oitenta por cento provêm de familias de profissões liberais, engenheiros ou quadros técnicos e quadros administrativos e comerciais), a sua situação económica causa apreensões, que foram enunciadas num relatório de uma comissão parlamentar: os estudantes universitários, em grande número, enfrentam dificuldades para se alimentar correctamente, abandonam a ideia de tratar os dentes ou a vista (um em cada seis), consomem álcool em excesso (um em cada dez) e, na mesma proporção de um em dez, são vítimas de fases de depressão.
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Se a situação é esta em França, como será actualmente no universo dos estudantes universitários portugueses ?
Gerofil

terça-feira, 16 de janeiro de 2007

124) Sempre demasiado tarde para alguém

O QUE SE PERDE NOS MELHORES ANOS DA VIDA
(...)
Quando fiz quinze anos, constatei que os meus amigos da minha idade tinham os dentes tratados - vai daí e pedi aos meus pais para me deixarem ir a Évora tentar resolver o problema dos meus dentes.
Dirigi-me ao Hospital Distrital de Évora; na recepção do Hospital disseram-me logo de que não havia vagas para a consulta de estomatologia (ou odontologia). Lembro-me perfeitamente que depois ainda me dirigi ao sector das consultas e cheguei a entrar no consultório onde estavam instalados os equipamentos de consultas de estomatologia, mas não se encontrava aí ninguém.
Também fui a um “dentista” que trabalhava na rua dos “Arcos” em Évora; infelizmente, acho que cometi o maior erro da minha vida, pois o “dentista” que me atendeu disse-me que tinha de fazer mais extracções, antes de pudesse fazer-me um tratamento de limpeza aos dentes … Possivelmente por todos os traumas que já tinha passado no Centro de Saúde do Alandroal, não quis então fazer mais extracções.
Entrei para a Universidade de Lisboa, fruto de uma bolsa de estudo.
Só consegui entrar para a consulta de estomatologia dos Serviços Médico-Sociais da Universidade de Lisboa quando já andava no 4º ano da Universidade; infelizmente, demasiado tarde para ser tratado como deveria ter sido logo desde a infância.
(...)
Texto completo aqui
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Onde está a justiça social no país, por favor ? Haja coragem por parte de quem a deve ter.
Gerofil

segunda-feira, 15 de janeiro de 2007

123) Programa de Promoção da Saúde Oral nas crianças e adolescentes

O Relatório de Avaliação da Contratualização do Ano 2004 específica que entre o ano 2000 e o ano 2004 foram abrangidos 143 289 crianças e jovens pelo Programa de Promoção da Saúde Oral.
Tendo em conta os dados do Instituto Nacional de Estatísticas para 2004, em Portugal havia 1 648 996 de crianças entre os 0 e os 14 anos de idade e 1 360 606 de jovens entre os 15 e os 24 anos de idade. Fazendo uma extrapolação, o número de crianças e adolescentes entre os 6 e os 16 anos (idades abrangidas pelo programa) estaria próximo de 1 261 519. Isto quer dizer que, ao fim de cinco anos de vigência do programa, este apenas abrangeu 11 em cada 100 crianças e jovens em idade de serem atendidas (ou seja, 89 em cada 100 crianças e jovens ficaram de fora no acesso ao referido programa).
Alguns alguns aspectos positivos e negativos referidos pelos gestores do Programa nas ARS’s:
-Inicio tardio do processo de contratualização o que condicionou as actividades do programa;
-O desfasamento entre o ano escolar e o ano civil impede uma melhor execução da contratualização;
-Escassez de recursos humanos nos Centros de Saúde, para a quantidade de tarefas que é necessário realizar e que condicionaram o resultado final;
-Atraso nos pagamentos aos profissionais de saúde oral contratualizados, com tempos muito para além do estipulado nos contratos;
-Atraso na entrega dos destacáveis pelos profissionais contratualizados;
-Deficiente qualidade dos registos na Ficha Individual de Saúde Oral;
-Grande envolvimento de Centros de Saúde e profissionais de saúde oral;
-Pouca adesão dos pais e encarregados de educação, mas também de alguns professores;
-A mobilidade das crianças dificulta a sua localização e encaminhamento;
-A maior parte das cáries em crianças alvo de contratualização, ficaram tratadas no final do programa, no entanto «alguns» profissionais contratualizados têm um elevado número de cáries por tratar, no final do programa;
-Para muitas crianças esta foi a primeira oportunidade de beneficiarem de uma intervenção oral.
Gerofil

quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

122) Em 2001 estavamos assim

SNS sem dentistas - Cerca de 90% dos centros de saúde do Serviço Nacional de Saúde (SNS) não têm médico dentista nem fornecem consultas de saúde oral. Nos poucos que têm dentista, as consultas destinam-se quase exclusivamente a crianças, só se realizam em média uma vez por semana e, por isso, têm listas de espera que chegam a atingir os três anos. Quem precisa de tratar os dentes não tem mesmo outra alternativa senão pagar uma consulta no médico particular.
Estas são só algumas das «dramáticas» conclusões de um levantamento feito pela Ordem dos Médicos Dentistas durante os últimos meses a uma amostra alargada de estabelecimentos de saúde pertencentes à rede pública. «A saúde oral é uma valência excluída da saúde em Portugal», comentou a este propósito o bastonário dos Dentistas, Orlando Monteiro da Silva. «E isto implica que, por motivos económicos, grande parte da população não tem, pura e simplesmente, acesso a cuidados de saúde oral», acrescentou.
O levantamento abrangeu mais de 400 estabelecimentos do SNS, espalhados por todo o país, sendo a maioria centros de saúde. Dos mais de 70 hospitais questionados sobre a oferta de serviços de saúde oral, apenas 30% disseram ter dentistas.
Por outro lado, e segundo revela o estudo, só 7% dos centros de saúde que não têm dentista é que encaminham os doentes para o hospital. O problema é que o acesso a estas, como às outras consultas hospitalares de especialidade, nunca é directo - implicando sempre uma referenciação feita pelo médico de família.
Se este encaminhamento não for feito pelo médico de família, os doentes são obrigados a recorrer às urgências. Mas o mais provável é que dêem com a cara na porta. Segundo os dados da Ordem, mais de 80% dos hospitais que têm dentistas ao seu serviço admitiram que não fazem urgência em saúde oral. «Os doentes não têm alternativas, nem quaisquer condições para tratar da sua boca», insiste o bastonário.
Quanto aos centros de saúde, diz o estudo que 90% não têm dentistas e que, naqueles que proporcionam esta consulta, chega a haver listas de espera de três anos. Isto porque na maior parte dos 10% de centros com consulta de dentista «só é aceite uma marcação por semana». E se já é reduzido o grupo de centros de saúde com dentista, é inexistente a oferta de urgências em saúde oral, «o que constitui um factor de grande preocupação» - diz a Ordem. «Se os utentes tiverem um problema grave não poderão sequer deslocar-se a um serviço de atendimento permanente (SAP)», acrescenta o estudo.
Nos centros de saúde onde não há dentistas, os doentes são maioritariamente (92%) encaminhados para médicos particulares. Mas as estes, como diz Orlando Monteiro da Silva, só tem acesso quem pode pagar.
Comparticipações de 55 escudos (23 cêntimos) - O levantamento da Ordem revela ainda outros dados preocupantes. Por exemplo, que no Alentejo e no Algarve só foi encontrado um único dentista a trabalhar em serviços públicos de saúde e que Lisboa, apesar da oferta pública ser maior, é uma das regiões mais carenciadas do país nesta valência.
O Ministério da Saúde já respondeu favoravelmente a algumas das propostas da Ordem para resolver este problema, nomeadamente através de um alargamento das convenções com dentistas particulares. Até agora, porém, o processo não passou do plano das intenções.
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Este texto diz quase tudo sobre a relidade da saúde oral no SNS em Portugal Continental. Hoje, a situação pouco terá evoluído. Por mais que se diga e mil desculpas se inventem, o que está claro é que quase tudo está ainda por fazer em Portugal Continental, no que toca à saúde oral.
Gerofil