quarta-feira, 18 de outubro de 2006

63) Taxa de sucesso dos implantes dentários ronda os 98%

Fernando Almeida é responsável pelo ensino teórico-prático de colocação de implantes nas suas clínicas, situadas em Lisboa e no Porto. O Curso possui nove módulos, duram aproximadamente seis meses e destinam-se aos médicos dentistas que desejam aprofundar os seus conhecimentos nesta área. A parte prática é, primeiro, efectuada em maxilares de animais; posteriormente, em doentes de cada uma das clínicas.
Além dos cursos de Implantologia, Fernando Almeida é promotor de uma acção de solidariedade: «Tratamos gratuitamente várias crianças até aos 18 anos, por dia, que estão ao abrigo da Segurança Social, no Lar Internato dos Carvalhos, no Porto. São crianças vítimas de maus-tratos por parte dos pais, filhas de presos, alcoólicos, portadores de SIDA, etc.» Em Lisboa, com a parceria da Junta de Freguesia de Belém, está prevista a implementação de uma acção semelhante dirigida às pessoas carenciadas de todas as idades.
Dr. Fernando Almeida, médico dentista e investigador de Implantologia da Universidade de Gotemburgo, Suécia
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Caro Dr. Fernando Almeida, aqui fica o agradecimento pelo seu trabalho de solidariedade junto daqueles que são os mais necessitados.
Não devemos esquecer também que Portugal não é só Lisboa e o Porto; há que arranjar medidas urgentes para a grande percentagem de crianças e jovens do interior rural do continente e das ilhas que se encontra completamente abandonados em termos de "saúde oral" por parte do SNS, pese embora tantas promessas, estudos e medidas tomadas pelas entidades oficiais que mais parecem ser feitas para "inglês" ver e colocar depois na gaveta.
Gerofil

62) Perdi meus dentes, e agora?

Na matéria de hoje vamos falar sobre uma técnica que se chama: Protocolo. Se você perdeu todos seus dentes, ou grande parte deles, sem dúvida esta técnica pode resolver o seu caso, de maneira rápida, sem grandes dores e com um custo relativamente baixo. O protocolo irá devolver a você uma mastigação correta dos alimentos, acabará com o constrangimento de sorrir e, consequentemente, devolverá o formato que o rosto tinha antes da ausência dos dentes.
Antes dos implantes dentários, não existia qualquer solução fixa disponível para pessoas que tivessem perdido todos os seus dentes. Hoje, é possível substituir um maxilar edêntulo, ou seja, sem dente com alguns implantes dentários e uma ponte fixa apoiada sobre eles que resultará em uma solução permanente, estável e de estética elevada.
Vantagens de um Protocolo sobre implantes:
Quando todos os dentes estão em falta ou estão num tal estado que seja necessário substituí-los, uma ponte fixa apoiada sobre implantes dentários é a melhor solução. O Protocolo:
-permite a você comer e funcionar como se tivesse dentes naturais;
-uma solução sólida e estável que lhe servirá para a vida;
-preserva a aparência da face - previne a perda de osso;
Tratamento:
O procedimento de tratamento e o número de consultas depende sobretudo, das condições específicas. Porém, no geral, 5 a 10 consultas deverão ser suficientes para a colocação de uma ponte fixa. A maioria dos pacientes conta que se sentiu bastante mais confortável do que o esperado durante o procedimento.
O procedimento de tratamento aqui descrito é apenas uma de, possivelmente, várias alternativas disponíveis:
1.-Antes do procedimento o dentista determina o procedimento necessário para iniciar o tratamento;
2. Colocar os implantes - o primeiro passo é a colocação dos implantes dentários para substituir a raiz dos dentes. Neste caso, são utilizados cinco implantes. São colocados dentes provisórios que lhe permitem comer e funcionar normalmente enquanto aguarda a colocação da ponte definitiva.
3. Fixar o PROTOCOLO - a ponte definitiva ou protocolo é firmemente colocado sobre os implantes. No caso de um maxilar edêntulo, são geralmente necessárias 1 a 3 consultas para fixar completamente a ponte.
4. Resultado final - será difícil distinguir quais os dentes novos e quais os dentes naturais - tanto para si como para os outros. Pessoas que utilizaram próteses convencionais antes de experimentar uma ponte fixa protocolo, descrevem frequentemente esta opção como uma experiência incomparável e extremamente positiva.
ALTERNATIVAS À PONTE FIXA PROTOCOLO
Uma alternativa à ponte fixa é a utilização de uma sobredentadura implanto-suportada. A prótese tradicional, Dentadura, apresenta várias desvantagens e, se possível, deverá ser evitada.
a) Sobredentadura sobre implante removível: uma sobredentadura de encaixe de bola ou retida por barra, que por sua vez é apoiado em dois ou mais implantes na parte anterior do maxilar. Os implantes ajudam a manter a prótese no lugar e proporcionam uma melhor função e conforto. O custo é geralmente o motivo pelo qual esta solução é escolhida em detrimento de uma ponte fixa - embora o resultado final não seja comparável.
b) Prótese completa removível: uma dentadura que é colocada folgadamente sobre a gengiva para suprir os dentes em falta. Esta alternativa não possui grandes vantagens - com excepção do seu custo reduzido e da fácil instalação. As desvantagens são muitas: desconforto ao comer, estética pobre, problemas na fala e dores na gengiva causada pelo movimento da prótese. Para além disto, uma prótese completa colocada no maxilar superior reduz severamente o paladar.

quinta-feira, 12 de outubro de 2006

61) PSF está garantindo a cobertura total

RIO GRANDE DO NORTE, BRASIL - A qualidade dos serviços oferecidos na área de saúde é uma das prioridades da Prefeitura de Rio do Fogo. Com a cobertura completa do município, quatro equipes de PSF (Programa Saúde da Família) garantem o atendimento médico à comunidade, além do trabalho educativo, visando orientar sobre as medidas que proporcionam melhorias na qualidade de vida.
Segundo a diretora da unidade mista de saúde, Arivoneide Pontes, as visitas domiciliares fazem parte da programação mensal realizada pelas equipes de PSF. "Toda quarta-feira, cerca de dez famílias recebem a visita do enfermeiro, auxiliar e médico. As visitas são agendadas previamente pelos agentes de saúde, de acordo com as necessidades de cada família", diz.
O município conta com quatro equipes de PSF, que realizam a cobertura de 100% da população. A diretora ressalta a importância do trabalho educativo realizada pelas equipes de PSF para melhorias na qualidade de vida da população. "Reunimos a comunidade da Colônia dos Pescadores para assistir a palestras que abordam medidas preventivas. O objetivo é orientar a população, para que adotem certos cuidados para não adquirir doenças", afirma.
O assunto discutido na última reunião foi sobre as doenças sexualmente transmissíveis e reuniu toda a comunidade. Os beneficiados puderam interagir tirando suas dúvidas sobre o tema. A próxima abordará a "Conscientização humana", explicando os programas de saúde desenvolvidos na Unidade, mas ainda não tem data definida.
A diretora destaca que em Punaú, a equipe de saúde também desenvolve o trabalho educativo nas escolas e com as crianças do Peti (Programa de Erradicação ao Trabalho Infantil). A equipe de saúde bucal ministra palestras sobre a importância da higiene bucal, a partir da escovação, do uso do fio dental e da aplicação de flúor. "As crianças precisam ter conhecimento sobre a importância da higiene para evitar as doenças. Nosso objetivo é fazer com que os alunos sejam orientados e adquiram o hábito da escovação correta", finaliza.
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Aqui fica o exemplo de uma política voltada para a resolução dos problemas reais das pessoas, apostando na prevenção de doenças.
Em vez de gastar milhões e milhões de euros em actividades sem qualquer benefício para a população, bem podem os nossos presidentes de Câmara e Ministros olharem para o Brasil e aplicarem também cá em Portugal este bom exemplo.
Gerofil

60) Solidariedade Médica e Social

Um projecto nacional para levar apoio médico gratuito a pessoas carenciadas efectuou, nos últimos dias, cerca de 1.700 rastreios de doenças em quatro freguesias do concelho de Ponta Delgada, anunciou fonte da iniciativa.
Designado SMS - Solidariedade Médica e Social, o projecto envolveu voluntários, entre médicos, enfermeiras e técnicos de saúde, que desenvolveram diversas acções, durante a última semana, nas freguesias de Arrifes, São José, Livramento e Fajã de Baixo.
Segundo a mesma fonte, o balanço da iniciativa ultrapassou as expectativas, uma vez que foram efectuados 1.500 rastreios a 530 adultos, incluindo medições de glicemia, colesterol, triglicéridos, cardiopneumologia e estudo da função respiratória.
Além disso, os voluntários efectuaram outros 200 rastreios da visão a crianças e promoveram acções de sensibilização na área de higiene oral a 1.200 estudantes, assim como acções de planeamento familiar, auto-exame da mama e aleitamento materno a cerca de 300 adultos e adolescentes.
No total ao longo dos últimos cinco dias, adiantou a mesma fonte, beneficiaram deste projecto cerca de duas mil pessoas do concelho de Ponta Delgada, uma iniciativa que segue para o concelho de Mértola, entre 21 e 24 de Novembro.
Este projecto envolveu "uma grande logística" que levou nove meses a organizar, com o objectivo de ajudar de forma gratuita e humana todos os que, por razões geográficas ou sociais, não têm acesso a cuidados básicos de Saúde, adiantou.
Depois desta primeira acção, os técnicos do projecto SMS seguem, até Dezembro, para algumas freguesias dos concelhos de Mértola e do Sabugal.
A responsável adiantou ainda que, para o ano, já estão agendadas seis acções no continente, admitindo a hipótese de o projecto regressar, em 2007, a outra ilha açoriana.
Entre as entidades que aderiram ao projecto figuram médicos voluntários, a Escola Superior de Saúde de Leiria, a Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa, a Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa, a Associação Portuguesa de Apoio à Mulher com Cancro da Mama e as câmaras municipais de Ponta Delgada, de Mértola e a do Sabugal.

59) Dentistas nos Centros de Saúde

Várias vezes tenho referido que existe uma grande necessidade de se incluir a medicina dentária nas consultas dos Centros de Saúde. Também me parece óbvio que esse será um objectivo difícil de atingir, mas que é inevitável. Então agora, com as Unidades de Saúde Familiares, cuja filosofia de funcionamento tenderá a aumentar a competitividade e a oferta de serviços, o caminho será apenas de um sentido e acredito que não demorará muito a considerarmos normal a presença do Médico Dentista nos Centros de Saúde.
Entretanto continuamos com o problema de termos uma fatia considerável da população com carências e problemas importantes a nível da sua saúde oral. Na grande maioria, quem mais necessita serão as pessoas que não possuem condições económicas para recorrer a uma consulta privada. Estima-se que seja cerca de 50% da população que se encontra nesta situação. No outro extremo temos vindo a assistir a uma melhoria da saúde oral na parcela da população com melhores recursos económicos. Essa melhoria, que se reflecte directamente nos resultados gerais de saúde oral da população portuguesa, está relacionada com a intervenção que os médicos dentistas têm tido no âmbito preventivo e terapêutico das doenças da cavidade oral.
Como já referi, o exercício da Medicina Dentária em Portugal é eminentemente privado, existindo poucos Centros de Saúde que dispõem de apoio médico-dentário. Essa é uma das razões pela qual apenas os estratos sócio-económicos mais favorecidos poderão apresentar melhorias significativas na saúde oral. Graças a uma intervenção bem direccionada, motivando e sensibilizando pais e filhos individualmente no âmbito da sua consulta, o médico dentista tem vindo a desenvolver uma acção muito mais eficaz que qualquer dos programa públicos de prevenção das doenças da cavidade oral que tem vindo a ser implementado pelo Estado. Ou seja, a melhoria significativa dos índices gerais de saúde oral da população portuguesa, que têm vindo a ser apresentados, resulta da melhoria do estado da cavidade oral das crianças de famílias com melhor poder económico.
Já as crianças mais desfavorecidas têm estado à mercê de programas preventivos Estatais descontínuos, completamente desarticulados e mal concebidos. Penso que só não se verifica um agravamento do estado geral da saúde oral dessas crianças porque o uso de pastas dentífricas com flúor lhes confere alguma protecção. O que eu tenho vindo a defender ao longo destes anos sempre que abordo este assunto, é que existe uma necessidade premente de resolver o problema de saúde oral das crianças mais carenciadas. Isso não se consegue com uma observação esporádica e não continuada, como acontece no actual programa de saúde oral escolar.
Exige sim uma equipa de saúde oral com um programa sustentado de sensibilização e prevenção com ampla divulgação a par dum acompanhamento e envolvimento do médico dentista de forma a reforçar a prevenção, controlar as doenças e monitorizá-las. Se realmente os programas públicos de prevenção na saúde oral, que têm vindo a ser implementados nas duas últimas décadas, tivessem sido eficazes não teríamos um relatório da OCDE de 2006 tão desfavorável. Apesar desse relatório dizer que houve uma melhoria no estado geral da saúde oral dos portugueses, também refere que o nosso país foi o que apresentou piores resultados evolutivos dentro dos países que compõem a comunidade europeia.
Assim, numa fase de contenção de despesas, continua a ser contraproducente o dispêndio de verbas do Estado para programas que os observadores internacionais confirmam ter resultados insuficientes. Começa a ser por demais evidente que enquanto não houver nas estruturas governamentais da Saúde um departamento de Saúde Oral, comandado por elementos com competência na área, que definam estratégias claras relativamente a este problema, estaremos com o futuro da saúde oral dos portugueses comprometido.
À semelhança do que acontece com outras áreas do nosso país, desperdiçamos recursos sem atingirmos a produtividade desejada. Já começa a ser tempo do actual ministro da Saúde, Prof. Correia de Campos, tentar inverter esta tendência e actuar em conformidade.
PAULO MELO, Medico dentista e professor de Medicina Dentária

58) O que 7 médicos conseguem fazer

MAIS DE MIL CRIANÇAS ATENDIDAS POR MÊS - São sete médicos especializados que atendem na Secretaria Municipal de Saúde em Lages (BRASIL).
A Secretaria Municipal de Saúde registra uma média bastante alta de atendimentos pediátricos. A média alcança 1.840 atendimentos por mês e de acordo com o secretário municipal de saúde, Heron Anderson de Souza, no atendimento pediátrico destaca-se o Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional.
Este programa consiste em um conjunto de informações para a formulação e reorientação de políticas públicas quanto a situação alimentar e nutricional da população. “Todo mês são acompanhadas 2.290 crianças e 280 gestantes”, informa o secretário.
Outro programa em destaque é o Atendimento Psicossocial (PAPS) voltado à crianças e adolescentes com transtornos biopsicossociais. O Objetivo é a busca da superação das dificuldades apresentadas nas áreas psicológica, psicopedagógica, fonoaudiológica, social, terapia ocupacional, fisioterapia, odontopediatria, neurologia e audiometria. Atualmente estão cadastradas 5.204 crianças no Programa.
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É simples: basta reunião de vontades e a obra nasce. Parabéns.
Gerofil

quarta-feira, 11 de outubro de 2006

57) Rastreios Dentários Gratuitos

Outubro é o mês dedicado à Saúde Oral. Cerca de dois mil consultórios vão-se associar a esta data para um check in dentário gratuito, numa iniciativa promovida pela Colgate e pela Sociedade Portuguesa de Estomatologia e Medicina Dentária (SPEMD).
Qual o real estado de higiene e saúde oral dos Portugueses é o que se pretende analisar com a edição de 2006 dos check-ups dentários gratuitos (sem tratamento ou radiografias), procurando em simultâneo sensibilizar a população de Portugal Continental, ilhas inclusive, para esta questão. Afinal, apenas 23,7 por cento dos adultos portugueses, segundo dados da última edição do Mês da Saúde Oral, têm uma dentição completamente saudável. Uma situação que se verifica sobretudo nas zonas urbanas e nas regiões do Algarve (32%), do Centro (25,8%) e pessoas com Escolaridade Superior (32,1%). As situações piores têm maior incidência nas zonas suburbanas (20,7%) e em indivíduos com a Escolaridade Básica (15,7%).
A Colgate divulgou ainda outros resultados: o de um estudo realizado em mais de uma centena de escolas de todo o país com crianças dos 5 aos 12 anos. Somente 19 por cento das escolas do ensino básico e jardins-de-infância promovem, regularmente, acções de higiene oral. De forma a envolver mais as escolas neste hábito vão ser efectuados, pela primeira vez, rastreios dentários gratuitos a crianças em 50 escolas.
Para os interessados em realizar um check-up dentário gratuito, a Colgate e a SPEMD disponibiliza uma “Linha Azul” – 808 205 206 entre as 9h e as 23h. Aí pode-se, também, saber os consultórios aderentes a esta iniciativa. No concelho, sabe-se que aderiram: Odivelas (7), Pontinha (5), Póvoa de Santo Adrião (2), Ramada (1); e no concelho vizinho, em Loures (3), Catujal (2), Camarate (2) e Santo António dos Cavaleiros (2).
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Saúde Oral e Problemas Cardíacos estão relacionados
Um estudo publicado no American Journal of Preventive Medicine (EUA) revela que existe uma relação entre a saúde oral e os problemas cardíacos, uma vez que em 4,7 por cento das pessoas que tinham perdido um dente manifestaram problemas cardíacos, este número aumenta para os 5,7 por cento entre os que perderam um a cinco dentes, para 7,5 por cento nos casos de queda de 6 a 31 dentes e para 8,5 por cento nos que perderam totalmente os dois. Saiba que pela boca se chega ao coração. Por isso proteja os dois.
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Está compravado que o estado da saúde oral condiciona o restante organismo. Assim, é fundamental apostar, em primeiro lugar, na saúde oral das pessoas. Para isso deve o MINISTÉRIO DA SAÚDE DISPONIBIZAR OS MEIOS NECESSÁRIOS ÀS POPULAÇÕES, PARA QUE AS PESSOAS SE POSSAM TRATAR E PREVENIR PRECOCEMENTE RELATIVAMENTE ÀS DOENÇAS DENTÁRIAS..
Gerofil

56) Implante dentário, solução para quem tem problemas com os dentes

Os implantes dentários são a solução para muitas pessoas que tiveram problemas com seus dentes naturais. Os implantes osseointegrados começaram a ser utilizados na década de 60 e viraram um sucesso porque além de serem melhores do ponto de vista estético que as dentaduras ou pontes móveis, exercem as funções dos dentes naturais com muito mais eficácia.
O Dr. Maurício Morato Corrêa explica a seguir como este processo funciona, seus riscos e eficiência.
-O que são implantes osseointegrados?
-Introduzidos a partir da década de 60, são “parafusos” de titânio colocados nas áreas desdentadas, que apresentam a capacidade de exercer as funções mastigatórias e funcionais de maneira semelhante aos dentes naturais. Comparativamente, são muito superiores as próteses totais (dentaduras) ou removíveis (pontes móveis).
Normalmente o tratamento é realizado em três etapas: uma para colocação do cilindro de titânio (uma cirurgia mais extensa); outra, alguns meses após, para a colocação dos dispositivos que suportarão a prótese e finalmente a terceira etapa, a confecção da peça protética.
-O que existe de mágico no titânio? Existem riscos de rejeição?
-Não. Simplesmente o titânio não sofre corrosão quando inserido no corpo humano e não apresenta fenômeno de rejeição imunológica. O sucesso da técnica ocorre devido a um bom conjunto de fatores: do planejamento, da técnica cirúrgica, de um bom período de cicatrização e de uma reabilitação adequada.
Este protocolo (a receita completa de como se faz um implante) tem minúcias que não podem ser desprezadas, e um profissional competente e bem treinado na técnica pode alcançar excelentes resultados.
-Existem garantia de sucesso?
-A principio pode ser dito que a taxa de sucesso é uma boa garantia, mas nos processos biológicos sempre existe uma certa dose de imponderabilidade.
-Quais as contra-indicações?
-O comprometimento da saúde geral que impeça a realização do ato cirúrgico e a ausência de osso suficiente para acomodar os implantes. Um estudo detalhado dos exames por imagem evitará surpresas, especialmente na fase cirúrgica.
-Quais os riscos cirúrgicos?
-Mínimos. A cirurgia é normalmente feita em duas horas, com anestesia local e é muito mais simples do que outros procedimentos cirúrgico-odontológicos, como a extração de um dente retido, por exemplo. Os implantes são colocados de forma não traumática e o osso é manipulado com suavidade, parecido com uma microcirurgia.
O único efeito posterior está associado ao desprendimento da gengiva, devendo ocorrer inchaço local, em uma intensidade que varia de paciente para paciente.
-Quais são os maiores problemas após a colocação dos implantes?
-Alguns estudos demonstram que os maiores problemas após a colocação das próteses são a dicção e as mordidas nas bochechas, em função da colocação de dentes nas áreas que ficaram desdentadas por muito tempo, sendo normalmente contornáveis em pouco tempo.
Lembre-se: o implante é muito superior a outros procedimentos de prótese e na ausência dos dentes, é o que de melhor pode ser realizado.
-Posso comer de tudo após a colocação das próteses?
-Não, mas as restrições não são muito severas. Você deve ter em conta que os implantes, por melhores e mais confiáveis que sejam, ainda não representam a total recuperação funcional e estética, não podendo, pelo fato de serem artificiais, restituir completamente todas as funções que os dentes naturais exerciam. Assim, você deve evitar alimentos excessivamente duros.

55) Porquê a importância de controlar a saúde oral desde o berço ?

Porque a cárie dentária é uma doença que aparece a partir dos 6 meses de idade e que, se não for devidamente tratada, pode afectar todos os dentes de leite e condicionar a futura dentição definitiva.
Assim, é muito importante o acompanhamento da saúde oral das crianças logo desde o berço; este acompanhamento deve ser feito ao longo de toda a infância e adolescência, de modo a prevenir precocemente quaisquer anomalias ao nível do desenvolvimento dentário da criança e do adolescente.
Gerofil

terça-feira, 10 de outubro de 2006

54) BRASIL: Equipas de Saúde Famíliar integram técnicos de saúde oral

As seis novas equipes do programa Saúde da Família (PSF), instituído pela Prefeitura Municipal de Bauru, começam a atender a partir de hoje. O serviço consiste em desenvolver programas de prevenção, recuperação e reabilitação de doenças.
Cada grupo é composto por um médico, um enfermeiro, um auxiliar de enfermagem e seis agentes comunitários de saúde. Quando ampliado, conta ainda com um dentista, um auxiliar de consultório dentário e um técnico em higiene dental.
Conforme a Secretaria Municipal de Saúde, o serviço tem apresentado um índice de resolutividade dos casos atendidos de 90% e uma cobertura de vacinas e pré-natal de 100%.
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Tal como no Brasil, espera-se que as Unidades Familiares de Saúde em implantação em Portugal, por parte do Ministério da Saúde, incluam também técnicos de saúde oral, de forma a tornar eficaz o combate a esta doença.
Torna-se imperioso e urgente o acesso universal da população portuguesa, independentemente do seu poder económico e área de residência, a consultas e tratamentos de saúde oral.
Gerofil

segunda-feira, 9 de outubro de 2006

53) Prevenção em meio escolar, muito para além da saúde oral

Prefeitura de Mogi Mirim, Estado de S. Paulo, Brasil - A Prefeitura de Mogi Mirim, através dos departamentos de Educação e de Saúde, lançou na tarde desta quarta-feira, dia 4, dois projetos sociais que beneficiarão cerca de 10 mil alunos matriculados na rede municipal de ensino.
Um deles é o programa Boa Visão é Qualidade de Vida, que promoverá testes de acuidade visual, consultas oftalmológicas e entrega de armação de graça para os estudantes que não podem pagar. O outro é o programa de Saúde Bucal.
O lançamento dos dois projetos foi realizado na Emef (Escola Municipal de Educação Fundamental) Dona Sinhazinha. "Além de oferecer o processo pedagógico do aprendizado, a escola tem por obrigação também educar os alunos quanto à higienização bucal pessoal e verificar a saúde visual dessas crianças", disse o prefeito Carlos Nelson Bueno.
O programa Boa Visão é Qualidade de Vida já aplicou teste de acuidade visual em 4.500 alunos da 1ª a 4ª séries do Ensino Fundamental. Em 639 crianças foi diagnosticado algum tipo de problema. Agora, as crianças passarão por um médico oftalmologista. O atendimento desses alunos será feito através de um mutirão, que ainda não tem data marcada, mas deve acontecer até o final do mês. Os testes visuais prosseguirão nas creches e nas escolas de Ensino Infantil. O programa conta com o apoio da ACCB (Associação Civil Cidadania Brasil), que irá fornecer 500 armações de óculos. Os alunos que necessitarem de lentes especiais também terão apoio do Município.
O programa de Saúde Bucal já vinha sendo aplicado na rede municipal de ensino. Será, agora, mais intensificado. Cada aluno ganhou um kit com o seu nome, contendo pasta de dente e escova, que será de uso individual. As crianças que ainda não começaram o processo de alfabetização terão suas fotos coladas no kit para a identificação. Uma equipe do Departamento de Saúde, com o auxilio de fantoches, visitará todas as escolas da rede para ensinar os alunos a forma correta de escovação. A meta é diminuir o índice de cárie no município.

52) Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral

O Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral foi publicado por despacho ministerial no Diário da República n.º 3, II Série, no dia 5 de Janeiro de 2005. Atendendo que já passaram 21 meses desde a sua entrada em vigar, pergunta-se:

-Qual o número e a percentagem de crianças e jovens (relativamente à população total nacional dos respectivos grupos etários) que estão abrangidos pelo programa ?

-Quais os jardins-de-infância e as escolas básicas e secundárias do país abrangidas pelo programa ?

Aguarda-se uma resposta das autoridades oficiais, nomeadamente do Ministério da Saúde e do Ministério da Educação.

“A saúde oral das crianças e dos adolescentes é um GRAVE PROBLEMA DE SAÚDE PÚBLICA” (página 64 da Brochura Saúde Oral, D.G.S., Lisboa, 2005)
Gerofil

domingo, 8 de outubro de 2006

51) Outubro – Mês da Saúde Oral

A Colgate e a Sociedade Portuguesa de Estomatologia e Medicina Dentária (SPEMD) estão a promover, durante este mês, a 7ª edição do Mês da Saúde Oral da Colgate e SPEMD. Durante este mês, os Profissionais de Saúde Oral aderentes vão, voluntariamente, realizar um check-up dentário gratuito à população (sem radiografias ou tratamentos), com identificação das principais deficiências na Higiene Oral dos Portugueses.
Na Home Page da Sociedade Portuguesa de Estomatologia e Medicina Dentária (SPEMD) encontram-se os relatórios da iniciativa referentes às edições de 2000 a 2005.
Gerofil

quinta-feira, 5 de outubro de 2006

50) Novo serviço de urgência em Valongo

Arrancou na segunda-feira, dia 2 de Outubro, no Hospital Nossa Senhora da Conceição de Valongo o novo serviço de Urgência, requalificado segundo todas as exigências definidas pelo Ministério da Saúde para um "serviço de urgência básico".
Dentro de mais ou menos quinze dias prevê-se a abertura do serviço de Medicina Dentária.
A Voz de Ermesinde

segunda-feira, 2 de outubro de 2006

48) Andaluzia: ir até junto dos necessitados

La Junta pone en marcha una campaña itinerante para promover la salud bucodental entre los menores. Un autobús trasladará por todas las provincias 144 representaciones de un espectáculo de títeres para concienciar a los más pequeños sobre la importancia de acudir periódicamente al dentista
La Consejería de Salud va a poner en marcha una campaña formativa dirigida a concienciar a los menores andaluces acerca de la importancia de seguir unos cuidados bucodentales adecuados, fomentando además las visitas periódicas al dentista de cabecera. La consejera de Salud, María Jesús Montero, ha presentado esta iniciativa, consistente en un espectáculo de títeres con el objetivo de acercar estos mensajes a los más pequeños en un formato ameno, directo y atractivo.
La obra se representará en un autobús articulado que recorrerá todas las provincias andaluzas hasta mediados de noviembre, lo que posibilitará un total de 144 representaciones y la asistencia de más de 14.000 menores. El vehículo dispone de un escenario para títeres y una zona para el público asistente, con capacidad para un centenar de menores. Cada sesión tiene una duración de unos 35 minutos y consta de 9 actos.
Entre otros aspectos, la obra ofrece consejos básicos sobre el cuidado de los dientes, las distintas partes de la boca y la importancia de acudir al dentista de forma periódica. Asimismo, se informa sobre la prestación bucodental gratuita para menores, ofertada por la Junta de Andalucía a través de la figura del dentista de cabecera y del talón de asistencia dental. La obra también promociona entre los pequeños otros valores cívicos, como la importancia de compartir las tareas domésticas, el ahorro de agua o el reciclaje de basuras.
Del total de 144 representaciones que habrá en toda Andalucía, 12 corresponderán a Almería; Cádiz (20); Córdoba (16); Granada (16); Huelva (12); Jaén (16); Málaga (28), y Sevilla (24).
ATENCIÓN GRATUITA - La Junta de Andalucía puso en marcha en 2002 la atención bucodental gratuita para los niños de entre 6 y 15 años, una medida cuya implantación se está realizando de forma progresiva hasta cubrir a los cerca de 800.000 menores comprendidos en estos tramos de edad. Durante el año 2006, todos los niños andaluces nacidos entre 1994 y 2000 pueden beneficiarse de esta atención, lo que supone que, en total, son 587.706 los menores que tienen acceso a la revisión anual para evitar la aparición de caries. Esto incluye consejos preventivos sobre higiene y alimentación, así como la prestación de la asistencia dental básica y urgente si lo requiere el estado de su boca o dientes.
El profesional responsable de la salud bucodental de los niños es el dentista de cabecera, que el padre o tutor puede elegir anualmente entre los profesionales del sistema sanitario público o del ámbito privado contratados por la Consejería de Salud.
A principios de año, la Consejería de Salud remite por correo a cada niño el Talón de Asistencia Dental Anual (TADA), el documento que permite la elección del dentista, y que, en el caso de las personas que se incorporan por primera vez a este derecho, va acompañado por un directorio de profesionales. Esta información también está disponible en los centros de salud, en las delegaciones provinciales de Salud y en la página web de la Consejería (www.juntadeandalucia.es/salud). Este portal incluye además información general sobre esta prestación. También es posible solicitar información en el Centro de Información y Servicios al Ciudadano ‘Salud Responde’ (902 505 060).
Cada menor puede acudir a la consulta del dentista elegido cuantas veces lo necesite; para ello, sólo es preciso presentar el Talón de Asistencia Dental Anual en la primera visita. El fin de esta prestación es que durante los años que dura este programa, el niño adquiera una cultura de higiene bucal, adopte hábitos preventivos adecuados y reciba una asistencia sanitaria adecuada.
REVISIÓN - La asistencia dental básica consiste en una revisión anual completa del estado de los dientes y la boca del menor, que también recibe información sobre normas de higiene para el mantenimiento de su salud oral y el uso correcto de flúor, además de consejos de alimentación para evitar la aparición de caries. Esta asistencia incluye igualmente el sellado preventivo de las fisuras y fosas que se detecten, el tratamiento de todas las caries de los dientes definitivos, la extracción de las piezas cuando no sea posible su conservación, las limpiezas dentales y la atención urgente en los casos en que sea necesario.
También se contemplan los casos de maloclusión severa en pacientes intervenidos de fisura palatina, labio leporino y malformaciones esqueléticas.
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Saúde oral em Espanha. E em Portugal ? Gostava de saber quando é que em Portugal a saúde oral vai passar a ser considerada um problema de saúde pública.
Dedico esta postagem ao Senhor Ministro da Saúde CORREIA DE CAMPOS, ao Senhor Director-Geral da Saúde FRANCISCO GEORGE e à Senhora Ministra da Edução MARIA DE LURDES RODRIGUES.
Gerofil

terça-feira, 26 de setembro de 2006

47) Uma em cada quatro crianças vai ao Dentista aos seis anos

Uma em cada quatro crianças vai ao Dentista pela primeira vez aos seis anos e apenas 19% das escolas promovem actividades de higiene oral junto dos alunos, segundo um estudo divulgado pela Sociedade Portuguesa de Estomatologia Dentária (SPEMD).
O trabalho abrangeu 5.500 crianças, dos cinco aos 12 anos, de cerca de uma centena de jardins-de-infância e escolas do ensino básico de todo o país. De acordo com o estudo, 25% das crianças visita o dentista pela primeira vez aos seis anos de idade, "quando já têm toda a dentição de leite e está iminente a primeira erupção da dentição definitiva".
A SPEMD concluiu ainda que apenas 19% das escolas do ensino básico e jardins-de-infância realizam com regularidade iniciativas relacionadas com a higiene oral e só 15% do total estudado tem por hábito promover a escovagem diária dos dentes das crianças. "Em 49% dos casos, a participação das escolas faz-se de forma esporádica, através de programas promovidos por outras entidades", acrescenta a SPEMD.
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A Ministra da Educação e o Ministro da Saúde serão insensíveis a estes números ?
Gerofil

segunda-feira, 25 de setembro de 2006

46) Informação e mais informação: a base do sucesso na educação para a saúde

Criciúma, Brasil - Para manter a saúde bucal em dia não basta a escovação. Por isso, a Secretaria de Saúde de Criciúma realiza a Semana do Sorriso Saudável. Cerca de 28 mil alunos receberão a aplicação de flúor gel, que protege os dentes por seis meses.
De 25 a 29 de setembro, 55 profissionais, entre dentistas e atendentes de odontologia, percorrerão todas as escolas municipais e estaduais. A abertura da atividade ocorrerá amanhã (25), às 9 horas, no Bairro da Juventude, com apresentações culturais das oficinas da instituição. A coordenadora do Serviço de Odontologia, Eva Regina Grings, destaca que a semana contempla os alunos do Pré até a 8ª série do Ensino Fundamental. “No momento da aplicação será desenvolvida uma palestra sobre cuidados com a higiene bucal, dieta adequada e técnicas de escovação”, adianta a dentista. As crianças ainda serão orientadas a qual unidade de saúde deve procurar caso precisem de atendimento odontológico. “O objetivo da Semana do Sorriso Saudável é fazer a prevenção à cárie dentária. O flúor protege o esmalte e deixa o dente mais resistente às bactérias que causam a doença”, explica Eva. A reaplicação do material deve ser realizada a cada seis meses, além da visita ao dentista. Os alunos receberão também um kit com escova e creme dental para levarem para casa.
Rádio Criciuma
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Se melhor não sabemos fazer, pelo menos que se faça como no Brasil; ignorar a situação, por parte das entidades responsáveis, é o pior crime que pode suceder a qualquer criança. Fica aqui o reparo às entidades oficiais portuguesas.
Gerofil

45) Sabia que a cárie é transmissível ?

As bactérias podem passar das bocas dos pais para a da criança. A principal causa de perda dos dentes é a falta de higienização adequada; a prevenção é o tratamento mais barato, mais eficiente e mais abrangente - o uso do fio dental, a limpeza da língua e a escovação dos dentes são medidas que cooperam para a manutenção da saúde.
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Falta agora saber se estas medidas de prevenção já são devidamente ensinadas e postas em prática em todos os jardins de infância do país; isto porque nenhuma criança nasce já ensinada.
Gerofil

quinta-feira, 21 de setembro de 2006

44) REVELA ESTUDO: 42 % das crianças até aos 7 anos apresentavam cáries

«Três em cada cinco portugueses com dores de dentes não vão ao dentista e mais de metade das crianças entre os oito e os 16 anos já têm cáries na dentição permanente, revela um estudo onten apresentado.
Este estudo da Sociedade Portuguesa de Estomatologia e Medicina Dentária (SPEMD) foi hoje divulgado em conjunto com a apresentação do 7º Mês da Saúde Oral, iniciativa que a SPEMD desenvolve em Outubro, promovendo rastreios dentário s gratuitos em todo o país.
Segundo a SPEMD, com base no rastreio de 11 mil pessoas durante a iniciativa Mês de Saúde Oral de 2005, 36 por cento dos adultos portugueses têm sintomas de dor ou abcesso, mas apenas 40 por cento deles procuraram tratamento para os problemas dentários. A SPEMD revela ainda que apenas 46 por cento dos participantes adultos não apresentavam problemas nas gengivas.
O estudo realça ainda que 42 por cento das crianças até aos sete anos apresentavam cáries e 55 por cento das crianças entre os oito e os 16 anos apresentavam cáries dentárias na dentição permanent~e. "É um número altíssimo e mostra que o padrão continua e vale a pena preocuparmo-nos com os dentes de leite", salientou José Pedro Figueiredo, presidente da SPEMD, lembrando que a ideia enraizada de que não há que ter preocupação com os dentes de leite "é errada".
O rastreio da SPEMD realça ainda que apenas 37 por cento das crianças até aos sete anos tem uma dentição saudável."Isto é, apenas uma em cada três crianças desta faixa etária tem uma saúde oral razoável", realçou o presidente da SPEMD. Durante o rastreio, 15 por cento das crianças indicaram que nos três meses anteriores tinham tido sintomas de infecções, dor ou sensibilidade e só 40 por cento das crianças com dores ou infecções dentárias procuraram ajuda profissional.
"Isto quer dizer que 60 por cento destas crianças em sofrimento não procuraram tratamento", concluiu José Pedro Figueiredo, acentuando que "o sofrimento com a saúde oral está implicitamente aceite pela sociedade, embora a esmagador a maioria das doenças da cavidade oral sejam de prevenção fácil". "Eu penso que o ideal era recorrer a parcerias com entidades privadas para proporcionar tratamentos dentários", defendeu o presidente da SPEMD, admitindo que "a realidade mostra que grande parte da população portuguesa não tem capacidade económica para recorrer ao dentista".
Em 2005 foram observadas por dentistas voluntários durante o Mês de Saúde Oral, uma iniciativa que a SPEMD promove em conjunto com a Colgate, cerca de 11.000 pessoas de todo o país, quase 50 por cento das quais com idades entre os oito e os 30 anos. Paralelamente, a Colgate realizou em Maio deste ano um estudo sobre a saúde oral das crianças portuguesas, concluindo que uma em cada quatro crianças vai ao dentista pela primeira vez aos seis anos e apenas 19 por cento das escolas promovem actividades de higiene oral junto dos alunos. O estudo abrangeu 5.500 crianças dos cinco aos 12 anos de cerca de uma centena de jardins-de-infância e escolas do ensino básico de todo o país.
Segundo o estudo, 24 por cento das crianças nunca visitou um dentista e destas 81 por cento não o fez porque considera que não houve necessidade. Quarenta e cinco por cento das crianças só faz a primeira visita a um profissional dentário entre os cinco e os seis anos, altura em que já está com a dentição de transição, e 36 por cento das crianças procurou um profissional dentário por problemas de cárie e dor ou abcesso. Trinta e nove por cento das crianças vão ao dentista menos de uma vez por ano, 56 por cento não o fazem porque não é considerado necessário e 28 por cento porque é caro.
O estudo concluiu ainda que 27 por cento das crianças começa a escovar os dentes aos dois anos, 47 por cento dos dois aos três e 13 por cento só depois dos três, quando a idade recomendada é por volta dos seis meses, quando começa a aparecer a dentição de leite. Quase metade das crianças (48 por cento) utilizam a escova mais tempo do que os três meses recomendados, 79 por cento não utiliza nem elixir nem fio dentário, e 57 por cento escova os dentes duas vezes ao dia, mas uma em cada três lava os dentes sem a supervisão de um adulto.
O Mês da Saúde Oral, que a SPEMD realiza desde há sete anos em Outubro, conta este ano com a participação de cerca de dois mil consultórios dentários de todo o país, que farão de forma voluntária rastreios dentários gratuitos à população, sem incluir tratamentos ou radiografias. Segundo os organizadores, além de tornar os rastreios dentários acessíveis a pessoas de recursos económicos mais limitados, a iniciativa pretende "sensibilizar as pessoas para os hábitos correctos de Higiene Oral e traçar um quadro geral da Saúde Oral em Portugal, a partir dos resultados dos rastreios efectuados".
Para inscrição e informações sobre o check-up gratuito, está a funcionar a 'linha azul' 808 205 206, entre as 09:00 e as 23:00.
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Espero que este artigo seja lido pelos responsáveis de saúde escolar do país ou, em último caso, pela própria Senhora Ministra da Educação. Com tantas reformas no ensino, não há maneira de sair, de uma vez por todas, de uma medida para acabar de vez com o problema do acesso de todas as crianças e jovens a tratamentos de saúde oral. SERÁ PRECISO EFECTUAR MAIS ESTUDOS PARA FAZER-SE O LEVANTAMENTO DESTA SITUAÇÃO ?
Gerofil

quarta-feira, 20 de setembro de 2006

43) Tornar os sorrisos bonitos

No consultório que ocupa há apenas 15 dias, Sónia São José luta todos os dias para mostrar que ir ao dentista não tem que ser encarado como um castigo. Desde muito cedo que Sónia São José se sentia atraída pela área da saúde. Escuteira desde os seis anos, sempre se imaginou num trabalho que lhe permitisse ajudar o próximo. Algo que diz conseguir com a medicina dentária.
Sónia São José, 24 anos, diz que é o facto de “cessar o sofrimento, de contribuir para melhorar a qualidade de vida das pessoas” o que mais lhe dá prazer na profissão que começou a exercer há 15 dias numa clínica em Vila Franca de Xira.
Tendo-se candidatado primeiro a medicina, rapidamente se apaixonou pela especialidade dentária, sobretudo pelo “desafio acrescido” de conquistar a confiança das pessoas. É que, como diz a jovem dentista, “as pessoas ainda possuem uma ideia antiga e ultrapassada de que a medicina dentária está associada à dor”.
Todos os dias no consultório Sónia São José tenta desmistificar o trabalho do dentista, combatendo fobias resultantes de más experiências quando a tecnologia não era ainda uma aliada dos profissionais. “A área desenvolveu muitíssimo. Com a anestesia hoje os pacientes já não sentem qualquer dor”, garante. No dia a dia a médica dentista divide-se na realização de coisas tão simples e corriqueiras como a realização de exodontias, endodontias, restaurações em compósito e destartarizações. Para quem não percebeu, fica a tradução: extracção de dentes, desvitalização, remoção de cáries e colocação de massa branca e limpeza, respectivamente.
As extracções são o que mais prazer dá a Sónia. “Pela adrenalina, porque exige mais já que é irreversível, temos mesmo que conseguir”, explica. Pelo contrário, as endodontias, ou desvitalizações, são consideradas “o trabalho mais chato” pela generalidade dos médicos dentistas, segundo refere.
Apesar de só ter entrado no mercado de trabalho há 15 dias, Sónia São José conta já com três anos de especialização, a maior parte passada na clínica da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto. No seu currículo conta ainda com um estágio de seis meses numa unidade hospitalar da Hungria.
Uma “experiência extremamente enriquecedora”, tanto em termos profissionais como pessoais. Na Hungria contactou com uma outra realidade do mundo da medicina dentária, não tanto em termos de tecnologia, mas no que toca à assistência prestada aos cidadãos.
O Estado comparticipa tudo o que esteja ligado à medicina dentária, ao contrário do que se passa em Portugal, onde ir ao dentista é quase um luxo, já que o serviço público de saúde fica aquém das necessidades da população.
Para facilitar o contacto com os pacientes, Sónia São José teve que aprender um pouco de húngaro, o que “não foi nada fácil”. A jovem dentista conta ainda o episódio em que um paciente que atendia há um mês começou também a aprender algumas palavras em inglês. “Fiquei muito comovida”, refere.
Apesar das aulas de húngaro, houve alguns momentos em que diz ter-se sentido “frustrada” por não poder falar. Como em situações mais complicadas do foro oncológico ao nível da boca em que só tinha o olhar e os gestos para transmitir algum conforto e segurança aos pacientes.
Também em Portugal, em comparação com a Hungria, diz que há um “longo caminho ainda a percorrer no que toca à sensibilização da população para a importância da saúde oral”. Sónia frisa que muitas vezes as pessoas não sabem que a saúde oral influencia outras patologias, tornando ainda mais importante o cuidado com a boca.
Por isso aproveita para deixar alguns conselhos: escovar sempre os dentes depois das principais refeições, não usar escovas duras e preferir dentífricos adequados; usar fio dentário e bochechar frequentemente. Recomenda ainda uma a duas idas ao dentista por ano para melhorar a saúde oral dos portugueses.
O Mirante online (Sara Cardoso)
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A prática da medicina de saúde oral vista por uma profissional. Destaquei alguns excertos:
-o que se passa na Hungria demonstra plenamente que países com graus de desenvolvimento similares ou inferiores ao de Portugal podem e sabem investir os seus recursos no domínio da saúde pública, possibilitando aos seus cidadãos cuidados de saúde primários; por cá, é o que se diz no artigo - em Portugal, onde ir ao dentista é quase um luxo, já que o serviço público de saúde fica aquém das necessidades da população;
-“em Portugal, em comparação com a Hungria, diz que há um longo caminho ainda a percorrer no que toca à sensibilização da população para a importância da saúde oral. Sónia frisa que muitas vezes as pessoas não sabem que a saúde oral influencia outras patologias, tornando ainda mais importante o cuidado com a boca” – disto têm muito bem conhecimento os ministérios da Saúde e da Educação em Portugal; simplesmente a sua profunda burocracia e a falta de estratégias de combate aos verdadeiros problemas que deveriam debelar, em termos de saúde, empurram-nos para um país típico do desenrasca, em que o que mais conta geralmente é cada um conseguir forma de ter acesso aos privados ($$$$$$$$$$ …., isso mesmo, dinheiro para pagar) para realmente ser devidamente atendido. Pobre de quem nasça já pobre porque, na área da saúde, a descriminação por cá, em certas e muitas situações, surge logo à nascença.
Daí a necessidade de dar uma volta muito profunda na situação actual em Portugal, nomeadamente ao nível da saúde oral (há que nos aproximar também da qualidade que é prestada aos cidadãos dos outros países).
PORQUE, AFINAL, ATÉ SOMOS UM PAÍS DA UNIÃO EUROPEIA, TAL E QUAL COMO A HUNGRIA.
Gerofil

terça-feira, 19 de setembro de 2006

42) Livro que discute a microbiologia na odontologia é lançado por professores da Unicamp

Ajudar o diagnóstico microbiológico por meio da observação e interpretação de imagens é o objetivo de novo livro lançado pelos professores José Francisco Höfling e Reginaldo Gonçalves, da área de microbiologia e imunologia da Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
"Acredito que esse manual poderá contribuir bastante para o conhecimento dos estudantes", disse Höfling. A obra Manual de microscopia de luz óptica em microbiologia, morfologia bacteriana e fúngica é voltada para alunos de graduação, pós-graduação e especialização. Segundo os autores, o guia microbiológico pode ajudar principalmente pesquisadores do setor de saúde em geral, envolvendo os cursos de ciências biológicas e de medicina.
O livro está disponível aos interessados em dois volumes. O manual, com mais de 200 páginas, é voltado a atividades práticas da disciplina de microbiologia, em particular para a odontologia. A obra ainda traz um anexo com propostas de atividades alternativas a serem associadas com a microscopia óptica.
Mais informações: (19) 3412-5322. [Fapesp]
Universia Brasil

41) Alemanha, um exemplo real

Relatório sobre a saúde dos alemães feito pelo Instituto Robert Koch mostra que diminui o consumo de álcool e tabaco. Expectativa média de vida dos alemães aumentou três anos desde 1990.
O relatório apontou uma série de curiosidades, como o fato de a dentição infantil ser uma das mais sadias em nível internacional. Também a concentração de médicos, dentistas e leitos hospitalares é muito mais alta dos que nos países vizinhos.
DW
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Está visto que existe uma corrrelação directa entre o número de profissionais da área da saúde oral e a saúde oral das pessoas.
Gerofil

40) Um louvor

Dentistas dão apoio gratuito
Cerca de três dezenas de jovens do concelho de Santa Maria da Feira já beneficiaram do apoio gratuito de medicina dentária, no âmbito do “Serviço Âncora”, do projecto Direitos & Desafios, sendo que parte já terminou o tratamento e, neste momento, 17 utentes estão ainda em fase de atendimento.
A lista de espera conta com cerca de 30 jovens e adultos inscritos.Para a implementação deste apoio gratuito ao nível da medicina dentária, o projecto Direitos & Desafios estabeleceu protocolos de cooperação com três médicos dentistas (Andreia Guimarães Lino, de S. João de Ver, Luísa Fernandes, de Lobão, e António Vita/UlfiClínica, de Fiães), que estão a proceder ao tratamento dentário em jovens indicados pelas instituições/projectos de intervenção social do concelho. Através destes protocolos, o “Serviço Âncora” financia os materiais necessários e os dentistas oferecem os seus serviços.
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Fica aqui também o meu louvor ao trabalho daqueles três médicos dentistas. Pena é que haja actualmente tão poucos gestos de amor e solidariedade para com os próximos na nossa sociedade .
Gerofil

39) Saúde: Dentistas fartos de "trabalhar para aquecer"

Para contratarem estomatologistas, as seguradoras impõem que parte dos tratamentos, como a consulta ou a extracção de dentes, tenham de ter desconto ou ser, simplesmente, gratuitos, argumenta a Ordem.
O bastonário Orlando Gonçalves apresentou cinco casos na Autoridade da Concorrência, mas garante que há mais. Os profissionais acabam por aceitar as condições porque "há um excesso de médicos dentistas em Portugal" e não há alternativas.
A questão pode parece irrelevante para o cliente do seguro, mas basta pensar que, dificilmente, alguém tem o mesmo desempenho seja ou não pago por isso, sobretudo quando não tem opção.
Qualquer consulta implica gastos e num dentista é melhor nem imaginar no que é que o nosso pode poupar. O negócio só é mesmo bom, diz o bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas, para as seguradoras.
"As seguradoras conseguem um excelente negócio, uma vez que a componente de risco não é assumida pelas seguradoras. As pessoas pagam às seguradoras, convencidas que o profissional é convenientemente remunerado e os actos médicos-dentários que praticam e isso não acontece, e não acontece com desconhecimento do público", afirma Orlando Gonçalves.
Recorde-se que a Ordem dos Médicos Dentistas já foi multada por impor preços mínimos por consulta.
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Alguém que possa esclarecer o público do que realmente se passa ? Parece que existe aqui alguma confusão entre dentistas e estomatologista. Fico a aguardar esclarecimentos de ambas as partes e das seguradoras.
Gerofil

38) 25% das crianças só vão ao dentista aos seis anos

E SÃO POUCAS AS ESCOLAS QUE PROMOVEM ACTIVIDADES DE HIGIENE ORAL
Uma em cada quatro crianças vai ao dentista pela primeira vez aos seis anos, apenas 19 por cento das escolas promovem actividades de higiene oral junto dos alunos e só 15 por cento tem por hábito promover a escovagem diária dos dentes das crianças. Estas são as conclusões de um estudo da Sociedade Portuguesa de estomatologia Dentária (SPEMD) que será divulgado esta terça-feira.
O estudo abrangeu 5.500 crianças dos cinco aos 12 anos de cerca de uma centena de jardins-de-infância e escolas do ensino básico de todo o país. Durante a divulgação do estudo será apresentado o 7º Mês da Saúde Oral, uma iniciativa que a SPEMD desenvolve em Outubro, promovendo rastreios dentários gratuitos em todo o país.
O Mês da Saúde Oral, que a SPEMD realiza desde há sete anos em Outubro, conta este ano com a participação de cerca de dois mil consultórios dentários de todo o país, que farão de forma voluntária rastreios dentários gratuitos à população, sem incluir tratamentos ou radiografias. Para poder aceder a uma consulta basta ligar para a Linha de Saúde Oral - 808 205 206.
Segundo os organizadores, além de tornar os rastreios dentários acessíveis a pessoas de recursos económicos mais limitados, a iniciativa pretende «sensibilizar as pessoas para os hábitos correctos de Higiene Oral e traçar um quadro geral da Saúde Oral em Portugal, a partir dos resultados dos rastreios efectuados».
Segundo a SPEMD, na 6/a edição do Mês da Saúde Oral, no ano passado, colaboraram cerca de 1.900 consultórios, que permitiram fazer cerca de 11 mil rastreios dentários.
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A radiografia da situação está feita; falta agora as entidades oficiais assumirem a sua responsabilidade por esta situação e tomar desde já medidas drásticas para terminar com o descalabro completo da saúde oral que existe hoje em dia no nosso país.
Gerofil

segunda-feira, 18 de setembro de 2006

37) Vacina anticárie: Pesquisa inédita estuda a diminuição de bactéria causadora de cárie em bebês

Será que o sistema imunológico do bebê brasileiro é mais prematuro em comparação ao dos de outros países? Essa indagação foi um dos motivadores para que pesquisadores da Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) desenvolvessem pesquisa inédita sobre a Streptococcus mutans, principal bactéria causadora de cárie em bebês até um ano de idade.
Os estudos relacionam-se a causa da proliferação da bactéria que provoca a cárie e incluem pesquisa sobre vacina anticárie. Nos Estados Unidos, destaca Ruchele Dias Nogueira, doutoranda em Microbiologia e Imunologia da FOP/Unicamp, que defende tese sobre o assunto em outubro, a maior propensão dessa bactéria na cavidade bucal somente aparece a partir dos 19 meses de idade. Para saber o fator da propensão aparecer antes dessa idade no Brasil, os pesquisadores acompanharam durante 18 meses, 160 bebês na faixa etária de cinco a 13 meses, de 28 creches públicas de Piracicaba. "O motivo é que os nossos bebês consomem mais açúcar nessa faixa etária e muitas mães desconsideram a importância da higienização bucal nos bebês, o que é um problema cultural", explica a doutoranda.
A pesquisa da FOP/Unicamp mostrou que crianças com apenas um ano de idade, que entram em contato com Streptococcus mutans, possuem anticorpos capazes de interferirem na colonização por esta bactéria. A presença de anticorpos específicos, nas salivas, contra a GbpB - proteína importante para a colonização por Streptococcus - pode reduzir as chances de infecção da cavidade bucal pela bactéria.
O acompanhamento dos bebês acorreu a cada seis meses ao longo de um ano e meio. "Na primeira visita, dos 160, 20% apresentaram a bactéria na boca", ressalta Ruchele. Os 160 bebês acompanhados foram divididos em dois grupos de comparação, o de crianças com a bactéria e sem a Streptococcus. A maioria que não apresentou níveis detectáveis de bactéria era portadora de grandes quantidades de anticorpos específicos para a GpbB na saliva, enquanto que crianças precocemente infectadas por esta bactéria não apresentavam esses anticorpos específicos.
"Embora o percentual de bebês com a bactéria tenha sido baixo é preocupante saber que eles podem ter cárie prematuramente, o que acelera a perda dos dentes", analisa a doutoranda. O estudo indica boas perspectivas para o desenvolvimento da vacina anticárie. Com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), da Prefeitura de Piracicaba e participação da doutoranda Alessandra Castro Alves, que estuda as características genéticas dos microrganismos isolados dessas crianças e seus mecanismos de transmissão, a pesquisa comprovou a ação da vacina em animais.
Com a indução em animais da produção de anticorpos contra a proteína GbpB, houve a redução da colonização pela bactéria e o controle do desenvolvimento da cárie. A tese é orientada pela professora Renata de Oliveira Mattos Graner e teve parte dos resultados publicados na Infection and Immunity, revista internacional de microbiologia e imunologia. Para ser aplicada em humanos, a vacina depende de maior período de estudos.
CULTURAL - Segundo a doutoranda Ruchele Dias Nogueira, o problema cultural de considerar desnecessária a higienização bucal do bebê é perceptível no comportamento de mães que não limpam a saliva das crianças após, por exemplo, a mamadeira noturna. Pelo simples fato de assoprar a papinha dos filhos, continua Ruchele, as mães podem transmitir a bactéria por meio de gotículas de saliva. "Crianças institucionalizadas (freqüentadoras de creches, escolas infantis) apresentam menor índice de presença da bactéria porque são estimuladas a fazer a higiene bucal", enfatiza.
A limpeza da gengiva do bebê, detalha a doutoranda, deve ser feita com gaze embebida em água, em movimento delicado, sempre após as mamadas, mamadeiras e papinhas. Em crianças com dentição, os pais devem fazer escovação e utilizar o fio dental. "A primeira ida ao dentista pode ser a partir dos seis meses de vida, para orientação. Depois, as crianças devem ir a cada seis meses", recomenda a dentista.
ELIANA TEIXEIRA
Gazete de Piracicaba

36) Nós por cá ... Quase nada !!!

Curitiba, BRASIL - Saúde recebe doação de ministério: Equipamentos odontológicos não foram um presente, mas um reconhecimento ao trabalho de Curitiba. A rede formada pelas 94 clínicas de odontologia da Prefeitura de Curitiba recebeu do Ministério da Saúde, na quinta-feira, 36 conjuntos odontológicos.
A doação, destinada às unidades do Programa Saúde da Família (PSF), foi formalizada através de convênio assinado entre o coordenador nacional do Programa Brasil Sorridente, Gilberto Pucca, e o vice-prefeito e secretário municipal da Saúde, Luciano Ducci. “Esses equipamentos não são um presente para Curitiba, mas traduzem o reconhecimento do trabalho pioneiro que toda a equipe da Secretaria Municipal da Saúde desenvolve na atenção à saúde bucal e que continua sendo vanguarda”, disse Pucca.
Essa é a segunda vez que Curitiba se beneficia da parceria Brasil Sorridente-PSF. A primeira aconteceu em 2004, quando chegaram 44 conjuntos odontológicos. A doação permitirá ampliar a estrutura de trabalho e atendimento das 125 equipes de saúde bucal das unidades que funcionam nos moldes do PSF. Ducci agradeceu a consideração e lembrou que o destaque dado à saúde bucal pelo serviço municipal de saúde vem da década de 60. “Temos um compromisso histórico com essa área. Parcerias como essa são importantes porque representam a possibilidade de potencializar um serviço que já tem qualidade muitas vezes superior à observada na maioria das cidades”, disse.
Entre os destaques da saúde bucal de Curitiba está o índice CPO-d, que representa a média de dentes definitivos cariados, perdidos ou restaurados. Aos 12 anos de idade, as crianças curitibanas têm, em média, 1,27 dente comprometido pela cárie — um dos menores índices do Brasil. Contribuem para isso o acesso às clínicas odontológicas públicas e, principalmente, a política de saúde preventiva levada às escolas e aos centros de educação infantil através do repasse de informações e de orientações práticas sobre escovação dos dentes.
No primeiro semestre deste ano, a rede municipal de saúde realizou 98 mil primeiras consultas odontológicas, 900 mil procedimentos básicos e atingiu cerca de 22 mil pessoas — em especial crianças — com ações de saúde coletiva acompanhadas por técnicos de higiene dental. Apóiam esse trabalho o programa Cárie Zero, que mantém um ônibus caracterizado rodando a cidade para levar a mensagem e as técnicas da odontologia preventiva e o programa e a Unidade de Saúde Amigo Especial, que atende portadores de necessidades especiais.
Bem Paraná
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Fico impressionado quando comparo as políticas de saúde oral seguidas no Brasil com as aplicadas em Portugal. Gostaria que alguém aqui desse conhecimento de iguais projectos em Portugal; presumo que haja necessidade de sensibilizar os poderes central e autárquico para estas questões de saúde oral.
Gerofil

sábado, 16 de setembro de 2006

35) Dentistas contra seguradoras

A Ordem dos Médicos Dentistas (OMD) apresentou queixa à Autoridade da Concorrência contra algumas seguradoras de saúde por prestações de cuidados médicos "quer abaixo dos custos, quer gratuitos". Para os dentistas, está em causa a saúde pública.
Em comunicado, a OMD refere que entre as situações que detectou encontram-se "consultas, urgências, raios-x, limpezas e extracções de dentes a título gratuito". Segundo a Ordem, as situações detectadas põem em causa a saúde pública. "A existência de tratamentos em que os médicos dentistas são pagos muito abaixo dos custos mínimos necessários à sua execução condiciona, desde logo, a prestação adequada de cuidados de saúde oral", explica a Ordem dos Médicos Dentistas. A instituição garante defender "um funcionamento livre e competitivo do mercado na área da saúde", mas sublinha "preservar de forma intransigente os interesses dos consumidores e dos prestadores de saúde na qualidade dos serviços e bens que são disponibilizados".
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Fica-se sem saber se efectivamente a prestação de "consultas, urgências, raios-x, limpezas e extracções de dentes” é feito a título gratuito para os pacientes ou para as seguradoras. Julgo que existe aqui falta de esclarecimentos.
Aproveitando este pedido, gostaria também que alguém explique de que forma é feita a fiscalização dos cuidados de saúde oral oferecidos pelas seguradoras em Portugal.
Gerofil

34) Clinicas contratualizadas pelas ARS

Relativamente ao e-mail que enviou em 5/9/2006, cumpre-me informar que esta Direcção Geral não dispõe da informação solicitada. De qualquer forma será importante reforçar que uma das finalidades do Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral em vigor é a seguinte:
Prestar especial atenção, numa perspectiva de equidade, à saúde oral das crianças e dos jovens com necessidades de Saúde Especiais, assim como dos grupos economicamente débeis e socialmente excluidos, que frequentam a escola do ensino regular ou instituições.
Caso pretenda mais informações poderá consultar o site: www.dgs.pt
Sem outro assunto,
Divisão de Saúde Escolar

quinta-feira, 14 de setembro de 2006

33) Grupo de investigadores cede direito de patente de vacina para a cárie dentária

No primeiro dia do ano lectivo, os alunos de Medicina do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) foram exortados a apostar mais na investigação. Sousa Pereira, presidente do Conselho Directivo, começou por enaltecer a importância do trabalho realizado por um grupo de investigadores do instituto na descoberta de uma vacina para a cárie dentária e apontou o dedo aos alunos que não aproveitaram a verba destacada no último ano para o programa de investigação.
Este ano, e apesar de no ano passado não terem sido gastos os 20 mil euros previstos, o montante investido será maior na expectativa de haver um aumento de candidaturas com qualidade para avançar. “Um país não se desenvolve pelo número de artigos científicos publicados, mas pelas patentes que regista”, comentou, referindo-se às negociações com uma empresa farmacêutica para a cedência do direito de patentes das descobertas feitas no âmbito da vacina para a cárie dentária. Sousa Pereira insistiu no impacto económico que este trabalho permitirá e reiterou que “é preciso dar um salto” na investigação científica.
O responsável reconheceu que os alunos precisam de ser motivados e listou os investimentos previstos para o ICBAS durante este ano. Além do simulador de resuscitação que já existe, este ano os alunos poderão contar com um simulador de trabalho de parto e de exame ginecológico e com um centro de simulação cardio-respiratória. Na calha está dar aulas práticas recorrendo a doentes simulados a partir de uma parceria com escolas de teatro do Porto. Os universitários terão assim a hipótese de contactar mais cedo com doentes “encenados” que deverão ser sujeitos a uma formação longa para que haja uma grande aproximação a situações reais.
Na cerimónia Sollari Allegro, presidente do Conselho de Administração do Hospital Geral de Santo António, recebeu os alunos com a confirmação que esta unidade receberá o estatuto de hospital universitário. O médico explicou que falta nomear o director pedagógico do HGSA, tendo sido proposto o nome de Amaral Bernardo. Os alunos do ICBAS passam ainda a contar com parcerias com o Centro Hospitalar de Gaia e o IPO.
O Primeiro de Janeiro
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Fica aqui a notícia e um sincero desejo da sua divulgação aos eventuais interessados.
Gerofil

quarta-feira, 13 de setembro de 2006

32) Sem medo de sorrir

Congresso internacional discute em Belo Horizonte técnicas e avanços da ortodontia
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Entrevista com José Maurício de Barros Vieira
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-Qual é o principal problema na boca de crianças, adultos e idosos? Há diferenças?
-A grande ingestão de açúcares e a falta de higiene bucal são as principais causas de cáries em crianças e adolescentes. Nos adultos se destacam os problemas no osso alveolar ao redor dos dentes e nas gengivas, a exemplo da doença periodontal. Menor ingestão de açúcares e uma melhor condição de higiene bucal também favorecem a diminuição das cáries.
As perdas dos dentes na infância, na adolescência e na fase adulta jovem reflectirão nos idosos a dificuldade de mastigação e, consequentemente, a digestão adequada dos alimentos. A mal oclusão, reconhecida pela má posição dos dentes e ossos da face, também tem uma enorme incidência dentro das populações, tanto nas crianças como nos jovens e adultos.
A procura por tratamentos ortodônticos por pacientes adultos tem crescido bastante, não só pelo conhecimento sobre a movimentação dentária em qualquer idade, mas também pelo desenvolvimento de técnicas ortodônticas que favorecem o tratamento desses casos.
-Por que os serviços odontológicos, mesmo os mais simples, como limpeza e troca de obturação, ainda são tão caros e inacessíveis à população carente?
-O tratamento dentário da população mais carente deveria ser de responsabilidade do sector público. Os valores cobrados pelos cirurgiões-dentistas para os tratamentos dentários seguem uma planilha de custo que leva em consideração o nível de formação do profissional, a localização e gastos gerais do consultório, os auxiliares empregados, os materiais usados, os impostos etc. Sabemos que esses valores podem tornar o tratamento menos acessível, mas também temos nossos gastos que são levados em consideração. E toda pessoa pode e deve fazer sua parte, pois a prevenção e a higiene bucal são fundamentais para uma dentição saudável.
-Os odontológicos têm falado muito do excesso de preocupação dos pacientes com relação à estética dos dentes. Você acredita que há uma exacerbação do culto à beleza?
-A boca e os dentes são realmente um cartão de visita. A pessoa com dentes saudáveis e um sorriso bonito e harmónico tem sua auto-estima mais elevada. Existem estudos que comparam a influência de um belo sorriso na vida das pessoas e que comprovaram essa colocação, quando comparadas com pessoas com alterações dentárias graves. A estética realmente influencia na decisão de tratar os dentes, principalmente em países em que o culto à beleza está mais presente. Em alguns países, especialmente na Europa e na Ásia, não há tanta preocupação com a estética dos dentes. Mas isso se deve também ao desconhecimento das possibilidades de tratamento e até mesmo à falta de acesso a eles. Valorizamos a estética dos nossos dentes; porém, o objectivo principal da preocupação com os nossos sorrisos está na recuperação da oclusão funcional, ou seja, na obtenção dos contactos dentários ideais necessários para uma adequada mastigação, deglutição, fonação e respiração.

31) Canárias (Espanha)

7.311 ESCOLARES CANARIOS HAN PARTICIPADO EN EL PROGRAMA 'CEPILLÍN CEPILLÁN' - Está organizado por la Dirección General de Salud Pública del Servicio Canario de la Salud en colaboración con la Dirección General de Programas de la Consejería de Educación, Cultura y Deportes.
Un total de 7.311 escolares canarios han participado en un programa de Educación Sanitaria Escolar para mejorar la salud bucodental denominado 'Cepillín Cepillán', puesto en marcha por la Dirección General de Salud Pública del Servicio Canario de la Salud en colaboración con la Dirección General de Programas de la Consejería de Educación, Cultura y Deportes durante el curso 2005-2006.
En el curso 2005-2006 han participado 7.311 alumnos de 99 centros escolares: 32 en la isla de Tenerife, 25 en la de Gran Canaria y 42 en la de Fuerteventura. Se impartieron en total 62 charlas a los padres y 9 cursos a los profesores, ya que uno de los objetivos prioritarios es promover la participación activa de las partes implicadas en el proceso salud-enfermedad: la familia, los alumnos y los profesores. La meta del Programa es mejorar la salud oral de los alumnos que cursan educación infantil (3-6 años) previniendo la aparición de las patologías orales más frecuentes como caries, gingivitis y fluorosis, así como accidentes bucales y hábitos nocivos.
Para ello, es fundamental promover la adquisición de hábitos de alimentación e higiene saludables desde el punto de vista bucodental, aprendiendo a cepillarse los dientes de manera correcta, y restringir la ingesta de azúcares en especial entre las comidas.A través del programa se busca asimismo corregir hábitos nocivos para la salud bucodental de los niños, como el consumo de tabaco en su presencia, el uso de chupetes, la toma de biberones de leche antes de acostarse, el consumo diario de golosinas, la baja ingesta de frutas y verduras, el consumo frecuente de refrescos, chuparse el dedo, o no acudir a la consulta dental.
ACTIVIDADES - El Programa 'Cepillín Cepillán' consta de actividades como una encuesta a los padres sobre hábitos de salud y alimentación, material educativo para colorear, recortar y pegar, juegos, la obra de teatro 'La Muela Manuela' protagonizada por títeres, así como canciones y registros semanales de desayuno y de hábitos higiénicos en casa, entre otros. Se trata de evaluar la evolución de las actitudes y procedimientos desde el punto de vista bucodental a través de autoevaluación del escolar mediante fichas, encuestas, puestas en común, etcétera; valoración de la asistencia de los padres a las charlas; valoración de la asistencia de los profesores a los cursos de formación del profesorado; registro de cumplimiento de objetivos y actividades por clase y centro escolar Valoración de los hábitos de salud oral de los escolares en una muestra de padres y madres de los centros participantes en el Programa al inicio y al final del Programa cuando los alumnos estén en primero de educación primaria (y lleven tres años de programa); valoración de la salud oral de una muestra de escolares de centros participantes en el programa cuando los alumnos estén en primero de educación primaria (y lleven tres años de programa) y comparación con la salud oral de escolares del mismo curso que no hayan participado en el programa; y las incidencias del desarrollo del programa también servirán para la evaluación del mismo.
Tras la realización del programa en el cuso 2005-2006, se observa que los objetivos más conseguidos, han sido distinguir los alimentos dañinos para los dientes de los que son sanos; saber cuando se pueden tomar algunas cosas dulces; y saber como se realiza la correcta limpieza de la boca. En cuanto a las actividades propuestas, las más realizadas fueron dibujar o recortar y pegar alimentos sanos para una fiesta infantil. Colorear alimentos sanos para los dientes. Colorear los cepillos que sirven para la higiene dental y tachar los que no sirven.
Las actividades para realizar en casa por los padres y los objetivos relacionados con ellas son los menos realizadas, por lo que habría que insistir más para que las familias participen. Además, tanto la actividad del registro de ingesta diaria como del registro semanal del desayuno requieren más tiempo del profesor para evaluar los resultados y de las familias para completarlos, por lo que en la edición del 2006 se ha decidido eliminarlas. Otras actividades que se han realizado poco, como algunas de recortar y pegar, se han incluido en la nueva edición pero recomendándolas solo para 3º de Educación Infantil (5 años de edad).
Para valorar los hábitos de salud bucodental de los escolares de 3 a 6 años se tomó una muestra de 5 colegios del municipio de Santa Cruz de Tenerife. Se utilizó el cuestionario incluido en el cuadernillo de actividades didácticas que presenta 14 preguntas y se pidió a los padres y madres asistentes a las charlas sobre consejo de salud bucodental que lo rellenaran antes de iniciar la charla. Las conclusiones desprenden que rellenaron la encuesta 50 padres/madres. El promedio de asistentes por colegio fue de 12 personas. Del total de padres/madres asistentes el mayor número correspondió a aquellos cuyos hijos/as estaban en el primer curso (3 años de edad). La proporción de asistencia en base al número real de padres/madres con hijos/as en Educación Infantil fue del 13 por ciento.
La mayoría de los encuestados respondió que se sus hijos/as se cepillaban los dientes, siendo el de después de la cena, el más frecuente, con un 46 por ciento.Hay un gran porcentaje de niños que se cepillan solos sin la ayuda de un adulto (45 por ciento), por lo que aún la familia no está concienciada de que es fundamental que un adulto debe ayudar físicamente al niño entre 3 y 6 años a realizar el cepillado y no sólo supervisarlo. La mayoría de los padres afirma que sus hijos sólo toman golosinas y refrescos en ocasiones concretas, pero hay un 10 por ciento que consumen golosinas todos los días, porcentaje que debería intentar disminuirse para reducir uno de los factores de riesgo más importantes de la caries dental.
Solamente el 34 por ciento de los padres afirman que sus hijos toman a diario 2 ó 3 piezas de frutas y 2 ó 3 piezas de verduras, lo cual es fundamental para la salud general del niño/a. El 19 por ciento toma leche u otras bebidas en un biberón para dormir. Estas cifras habría que intentar reducirlas dada la implicación de este hábito en la producción de caries y maloclusiones dentales.
En cambio, el porcentaje de escolares que a esta edad usan chupa o se chupan el dedo para dormir, hábitos que cuando se prolongan demasiado en el tiempo también puede ocasionar maloclusiones, es muy bajo (5 por ciento y 2 por ciento respectivamente).El 20 por ciento admite que sus hijos tienes dificultades para respirar bien por la nariz, otro factor que si se prolonga en el tiempo también puede ocasionar maloclusiones dentales. Un 69 por ciento nunca han ido a la consulta dental. Esto refleja cómo en general la familia no da importancia a la dentición de leche y espera a llevar al niño a la consulta dental cuando tiene algún problema o cuando empiezan a salir los dientes definitivos.
La mayoría de los padres (95 por ciento) usan pasta de dientes en el cepillado de sus hijos y gran parte 60 por ciento coloca en el cepillo la cantidad correcta (0,5 cm de pasta), aunque aun queda un 18 por ciento que ponen 2 cm, lo que debe evitarse para prevenir la aparición de manchas de fluorosis por exceso de pasta en estas edades.
Los contenidos de las charlas para padres y madres pueden ayudar a modificar estos hábitos perjudiciales.
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Já há muito trabalho realizado no estrangeiro. Chegou a data de também se fazer por cá alguma coisa. As entidades competentes têm de dar respostas às necessidades da população.
Gerofil

30) Dentistas tratam crianças da Serra dentro das escolas

MUNICÍPIO DA SERRA, Espírito Santo, BRASIL - A cárie ainda é um problema que atinge muitas crianças com menos de seis anos de idade. Elas nem trocaram a dentição e já sofrem com dor, mau hálito e, algumas vezes, precisam passar por uma extração, para não comprometer os dentes que ainda vão nascer.
A falta de informação sobre os cuidados adequados com a higiene bucal das crianças e até a falta de acesso a produtos de higiene pessoal são os principais motivadores dessa realidade. Por isso, no município da Serra, os dentistas vão nas escolas públicas de ensino infantil para fazer o tratamento e orientar os alunos.
Os números assustam. Em 2000, mais de 80% das crianças da cidade, nesta faixa etária, já tinham cáries. Depois que os dentistas passaram a visitar as escolas, esse percentual caiu para 47%, segundo levantamento epidemiológico realizado no ano passado. Antes de iniciar o tratamento de limpeza e restauração, os alunos atendidos assistem palestras sobre saúde e higiene bucal, aprendem a escovar os dentes de forma adequada e ainda recebem kits com pasta e escova de dentes e fio dental. Depois, todas as crianças são analisadas e, aquelas com cáries, passam por um tratamento especial, sem o uso de brocas e sem necessidade de anestesia. Elas não sentem dor e ficam felizes com o resultado.
A pequena Leandra Aguiar Pereira, de cinco anos, fez o tratamento nesta quarta-feira. Estava com uma cárie, mas disse que já aprendeu como deve fazer daqui pra frente. “Eu só posso tomar sorvete depois do almoço e depois tenho que escovar os dentes. Foi bom o tratamento porque eu só tenho cinco anos e todos os meus primos têm cárie, mas eu não posso ficar como eles”, falou Leandra. A dentista Flávia Teubner, que participa do programa, destacou que as crianças aprendem fácil e que também passam as informações para os pais e irmãos.
A dentista explicou que a contribuição da família na prevenção à cárie é fundamental. A higiene bucal deve começar logo que a criança nasce, com a limpeza da gengiva. Depois que crescem os dentes, eles devem ser escovados após todas as refeições. Flávia explicou que a saúde do dente de leite vai definir a qualidade dos dentes permanentes.
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Fica o registo como fazer baixar DRASTICAMENTE as cáries dentárias. A prevenção e a educação são as armas fundamentais para a prevenção das doenças. Haja bom senso dos políticos e saibam aplicar políticas de prevenção logo nos primeiros anos de escolaridade das crianças. As crianças portuguesas assim esperam; falta saber até quando?
Gerofil

terça-feira, 12 de setembro de 2006

29) Testemunho jovem na primeira pessoa

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sei que fui indicado pelo médico de família de então (finais dos anos setenta) para a consulta de “dentista” – ao Centro de Saúde do Alandroal lembro-me que se deslocava um “dentista” de Elvas. Geralmente existiam doze a quinze pessoas para serem atendidos numa manhã; logo que o tal dentista chegava, vá de formar uma fila indiana e toca de tomar uma injecção (anestesia) – acho que a mesma seringa servia para injectar toda a gente.Logo depois começam as extracções …
Não me lembro de quaisquer outros tipos de consulta ali praticados; unicamente faziam-se ali extracções (nada de obturações, limpezas ou outro tipo de tratamentos). Ao fim de duas horas já estavam todos “tratados” e lá se ia embora o “dentista”.
Teria eu os meus doze ou treze anos; os tratamentos que o tal dentista me fez foram unicamente de extrair dentes – nunca fiz um raio X ou qualquer outro tipo de tratamento oral. Se ao fim de dez minutos não conseguisse extrair-me uma raiz ou um dente, o “dentista” marcava-me uma nova consulta para oito ou quinze dias depois; assim, uma raiz mais difícil de extrair demorava, por vezes, três ou quatro “sessões”, ou seja, mais de um mês para ser extraída. Não sei exactamente porque acabei cansado de tanto lá ir e nunca ter terminado o tratamento (que consistia unicamente em fazer extracções); também nunca vi que o tal “dentista” fizesse ou tivesse qualquer registo escrito dos tratamentos que fazia – era todo junto, quer se tratasse de crianças, adultos ou idosos .
(...)
Texto completo aqui

28) Feira: Dentistas dão apoio gratuito a jovens

Cerca de três dezenas de jovens do concelho de Santa Maria da Feira já beneficiaram do apoio gratuito de medicina dentária, no âmbito do “Serviço Âncora”, do projecto Direitos & Desafios, sendo que parte já terminou o tratamento e, neste momento, 17 utentes estão ainda em fase de atendimento, revela a Câmara da Feira.
A lista de espera conta com cerca de 30 jovens e adultos inscritos. Para a implementação deste apoio gratuito ao nível da medicina dentária, o projecto Direitos & Desafios estabeleceu protocolos de cooperação com três médicos dentistas que estão a proceder ao tratamento dentário em jovens indicados pelas instituições/projectos de intervenção social do concelho. Através destes protocolos, o “Serviço Âncora” financia os materiais necessários e os dentistas oferecem os seus serviços.
Considerando a dimensão do problema das cáries dentárias de muitas crianças e jovens em situação de risco social e as dificuldades económicas das suas famílias em minimizá-lo, o Direitos & Desafios apela a outros médicos dentistas do concelho para que se associem a este projecto, contribuindo, assim, para o bem-estar físico e a auto-estima de muitas crianças e jovens do concelho.
O “Serviço Âncora” pretende ser uma resposta de emergência social para as famílias do concelho de Santa Maria da Feira que apresentam pobreza persistente, permitindo responder de imediato a situações de alto risco, no qual se insere o apoio ao nível da medicina dentária. Este serviço contará ainda com um Centro de Recursos para a Saúde, dotado de artigos para a reabilitação e cuidados continuados, sendo estes cedidos, a título de empréstimo, às famílias carenciadas, bem como às instituições que desenvolvem trabalho nesta área.
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Um exemplo do que deve ser feito ao nível autárquico. Aqui fica também o meu contributo para a divulgação desta iniciativa.
Gerofil

domingo, 10 de setembro de 2006

27) Gomera / Ilhas Canárias

Sanidad realiza obras de mejoras y adaptación en la Unidad de Odontología por 25.000 euros - La Consejería de Sanidad del Gobierno de Canarias, a través de la Gerencia de Servicios Sanitarios del Área de Salud de La Gomera, ha realizado obras de mejora y adaptación en la actual Unidad de Odontología, posibilitando con ello ampliar la capacidad de intervención de esta especialidad, tanto del odontólogo como de la enfermería con el consiguiente beneficio para los ciudadanos de la Isla.
La Unidad, ubicada en el antiguo Centro de Salud de San Sebastián, ha visto con esta iniciativa, la posibilidad de mejorar el equipamiento clínico como: nuevos equipos dentales de extracción de piezas sumándose al ya existente, nuevos equipos de esterilización, carro de parada cardiaca, entre otros.
También se crea un espacio nuevo para el desarrollo administrativo y de gestión totalmente informatizada que permite el acceso a las analíticas ya informatizada desde el Servicio de Laboratorio del Hospital Nuestra Señora de Guadalupe.
Desde la Gerencia de Servicios Sanitarios, entiende que desde dicha Unidad, que atiende aproximadamente más de 1.741 personas adultas cada año, ve con ello, mejorada y garantizada la atención, posibilitando a los profesionales sanitarios trabajar con mayor seguridad y calidad.
Por otro lado, y desde la Gerencia se justifica que las mejoras y adaptaciones realizadas, vienen también avaladas por la importancia del Programa de Salud Bucodental que se desarrolla en los centros escolares. La intervención a través de dicho programa, afecta alrededor de 677 niños y niñas escolarizados cada año, programa que por su importancia e implantación en la Isla, ha posibilitado importantes cambios gracias a los tratamientos preventivos para atender problemas en caries, así como, tratamientos realizados en encías.
Otro de los aspectos que se ve beneficiada tras las mejoras, es el fomento de la educación de la salud oral a través de distintas charlas y coloquios organizado por los profesionales de dicha Unidad en los colegios de la Isla, cuyo objetivo es conseguir que los propios escolares adquieran hábitos higiénicos y sigan una alimentación sana que colabore en el mantenimiento de la salud de los mismos.
Para ello, la Gerencia, ha valorado la importancia de que la Unidad pueda disponer también de las nuevas dependencias de formación existentes en el mismo Centro, dotada de los elementos técnicos y pedagógicos que permita o facilite la labor de los profesionales.
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Não é exactamente a origem geográfica da notícia o mais importante desta postagem; o que interessa, isso sim, é vermos como lá por fora as entidades oficiais vêem a saúde oral como necessidade de investimento prioritário, tentando garantir esse serviço a toda a população.
Por cá, ainda estamos muito longe de dar satisfação às necessidades da população. Até quando? Será que as entidades oficiais ainda não entenderam que urge necessariamente dar resposta a este problema de saúde pública? Espero que, de algum modo, com este Blog chame a atenção da opinião pública nacional que este problema carece de urgente resolução no nosso país.
Gerofil

sábado, 9 de setembro de 2006

26) “Sorrir dá Saúde”

A Câmara Municipal de Cascais, em reunião ordinária de 4 de Setembro, entre outras matérias, deliberou:
Conceder ao Núcleo do Estoril da Cruz Vermelha Portuguesa uma verba de 5 mil euros, destinada a apoiar a campanha “Sorrir dá Saúde”. Com o objectivo de promover a saúde oral, este programa possibilitou, numa primeira fase, efectuar rastreios e, posteriormente, garantir tratamentos dentários a crianças carenciadas dos bairros Novo do Pinhal, Galiza, Liberdade e Fim do Mundo.
Este programa abrangeu no ano passado 112 crianças e jovens, com idades compreendidas 6 e os 14 anos.

sexta-feira, 8 de setembro de 2006

25) SAÚDE ORAL: Mais alguns exemplos práticos desenvolvido no Brasil

Projeto vai prevenir a cárie em estudantes (Encruzilhada do Sul, Brasil) - A Secretaria de Educação de Encruzilhada do Sul lançou o projeto Sorrindo para o futuro, com a parceria das escolas municipais de ensino fundamental e de educação infantil, com o dentista Denis Ferraz da Silva e com o professor José Ronaldo Kapczynski. Eles receberam capacitação para a implantação da atividade no município. O secretário de Educação, Cultura e Desporto, Solismar Ribeiro Figueiró, explica que o trabalho tem a parceria do governo municipal, por meio das pastas de Educação, Saúde e Serviço Social do Comércio (Sesc).
O objetivo do projeto é desenvolver, com os estudantes do município, diversas ações de caráter preventivo à saúde bucal. Serão atendidas crianças matriculadas no nível B de educação infantil e de 1ª a 4ª séries do ensino fundamental.
A intenção do trabalho é prevenir a cárie e as doenças gengivais por meio da educação e conscientização da criança para o autocuidado com a saúde e, por conseqüência, estimular a auto-estima, ensinando uma técnica de escovação e uso do fio dental. A atividade também vai desafiar as habilidades manuais para a higiene por intermédio da prática diária, fornecendo aplicações tópicas de flúor e adotando hábitos alimentares adequados.
Além dessa linha de trabalho, a outra novidade do projeto Sorrindo para o futuro é a utilização da técnica de restauração atraumática, ferramenta que visa atender a número maior de alunos, utilizando recursos mínimos e não precisando do uso de consultório odontológico, mas somente do profissional e alguns equipamentos. O prefeito Artigas Teixeira da Silveira destaca que o trabalho é uma das diversas ferramentas de saúde pública traçadas pela atual administração.
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Projeto piloto do Preven-tão é implantado em unidades de ensino fundamental de Cubatão, Brasil - Reduzir a incidência de cárie dentária e de doenças periodontais e chegar aos índices estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como ideais para 2010. Este são os objetivos do Programa de Educação e Prevenção em Saúde Bucal – Preven-tão, implantado há vários anos pela Secretaria Municipal de Saúde nas creches e nas escolas de educação infantil da Cidade. Agora, o programa passa a atender também outra faixa etária, se estendendo aos alunos do ensino fundamental.
O projeto piloto foi implantado inicialmente na Emef Padre Antonio Olivieri, no Jardim Casqueiro, beneficiando mais de 600 alunos. Na tarde da última segunda-feira (28/08), mais uma escola - a Emef Usina Henry Borden – foi beneficiada. Lá, cerca de 390 alunos ganharam kit de higiene bucal e passaram a ter escovação supervisionada. De acordo com os responsáveis pelo programa, em breve o Preven-tão será implantado também na Emef Luiz Gustavo de Lima, na Vila Natal, abrangendo assim mais de 1.400 estudantes.
A execução do projeto é feita pelo Grupo Técnico de Saúde Bucal em parceria com a Secretaria Municipal de Educação. O Preven-tão permite a retomada do hábito da escovação que muitos alunos perdem ao ingressar no ensino fundamental. Levantamento feito pelos técnicos comprovou que, por não haver o vínculo intimista entre professores e estudantes como é nas creches e no ensino infantil, a rotina da escovação se perde. Outro fator que contribui para isso é o contínuo despertar do sentimento de vergonha nas crianças, conforme a sua evolução etária.
O programa conta também com a participação de voluntários das Associações de Pais e Mestres (APMs) e de monitores de classe. Os alunos recebem um kit de higiene bucal contendo uma escola dental infantil de cerdas macias, um tubo de creme dental e um rolo de fio dental. O kit fica guardado na própria escola para uso exclusivo do aluno, devendo ser usado diariamente após a merenda. A avaliação do programa é feita a cada três meses, quando a equipe técnica passa nas unidades para averiguar os resultados obtidos, utilizando a técnica de evidenciação de placa bacteriana.
Dependendo dos resultados, o Preven-tão será estendido a todas as escolas de ensino fundamental do município, o que permitirá a redução ainda maior dos índices epidemiológicos referentes às doenças bucais mais comuns – a cárie dentária e as doenças periodontais.
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Quem certamente tem acompanhado este Blog já deve ter-se apercebido como as autoridades locais e centrais de Portugal e do Brasil assumem posturas diferenciadas relativamente à saúde oral da população; neste caso parece que nós, portugueses, ainda temos muito a apreender com o trabalho desenvolvido actualmente no Brasil.
Espero, pois, que estas postagens sirvam de alerta para que se crie também em Portugal políticas que possibilitem que todo e qualquer cidadão português possa usufruir atempadamente de serviços de saúde oral, independentemente da sua condição social.
Gerofil