segunda-feira, 16 de março de 2009

335. Verbas do Orçamento de Estado suficientes para «manter e melhorar» cuidados de saúde, diz ministra

A Ministra da Saúde, Ana Jorge, considerou que o Orçamento de Estado para 2009 é o suficiente para «manter e melhorar os cuidados de saúde à população». Em declarações à margem da assinatura de um protocolo com as Câmaras de Vila do Conde e da Póvoa de Varzim para a construção de um novo centro hospitalar, Ana Jorge afirmou que «temos o orçamento que é o possível neste momento e, portanto, temos a obrigação de o gerir bem».
Segundo a Ministra da Saúde, «gerir bem não significa cortar, significa pensar nos recursos que existem e nas necessidades que há». «É fundamental definir prioridades, envolver os profissionais e também a população, que tem de ser capaz de recorrer aos serviços de saúde de forma racional e responsável», afirmou Ana Jorge.
A propósito da proposta de Orçamento de Estado para 2009, a ministra frisou que foi feita «com realidade e pensando naquilo que é possível fazer desde que seja bem gerido». Para a responsável, as prioridades «estão definidas», destacando-se a continuidade das reformas dos cuidados de saúde primários e dos cuidados continuados e hospitalares, além dos «programas de saúde que fazem parte do plano nacional e que tem de ser acompanhado».
No que concerne a listas de espera em cirurgia e saúde oral, Ana Jorge afirmou que «vamos dar enfoque nalgumas áreas para melhorar aspectos complicados».
A ministra que detém a pasta da Saúde também anunciou que divulgará um programa sobre a redução das listas de espera em cirurgia, relativo à cirurgia de ambulatório. «Este novo modelo, com um conjunto de atitudes e práticas que divulgaremos segunda-feira, permitirá reduzir as listas de espera, porque há muitas cirurgias que se podem realizar com apenas um dia de internamento, em condições de total segurança para o doente», concluiu Ana Jorge.
* * *
A Senhora Ministra reconhece que não são as verbas que constituem o principal entrave à produtividade na área de saúde pública e, consequentemente, da prestação de cuidados de saúde primária às populações. De facto, existe uma falta de organização da forma de administrar os vários departamentos de saúde pública, quantas vezes obsoletos e que, em vez de melhorar os cuidados de saúde da população, têm o efeito perverso de actuarem em sentido oposto.
O avanço tecnológico pode libertar muitos recursos do Serviço Nacional de Saúde desperdiçados em burocracia para ser implantado directamente na prestação de cuidados de saúde.
Por exemplo, porque é que o Ministério da Saúde não transfere as verbas que gasta em saúde oral para as escolas ou para os centros de saúde? Poder-se-ia assim ganhar imenso em termos de produtividade e resultados em saúde oral; enquanto tal não acontecer, é o desespero de quem precisa e vê recusado tratamentos de saúde oral, especialmente as camadas da população mais carenciada, crianças e idosos a quem lhes é negado qualquer possibilidade de um tratamento eficaz em tempo útil.
Palavras para quê? Exige-se é acção e basta de burocracia nos organismos do Ministério da Saúde.

segunda-feira, 9 de março de 2009

334. Acção de Formação em Voluntariado (ONG Mundo a Sorrir)

Caros Colegas,
Como é do v/conhecimento, a ONGD Mundo a Sorrir desenvolve os seus projectos com o apoio dos seus associados em regime de voluntariado. Assim sendo e para que possamos desenvolver esse mesmo serviço voluntário com qualidade, apostamos na formação dos nossos associados, assim como de potenciais voluntários que se queiram juntar à nossa Causa em prol da Saúde Oral.
E é neste contexto, que nos dirigimos aos Estabelecimentos de Ensino de Medicina Dentária e outros parceiros de comunicação no sentido de solicitar autorização para a divulgação da n/Acção de Formação em Voluntariado junto dos v/associados e Bloguistas, assim como perguntar qual a melhor maneira para o fazermos. Aproveitamos este momento, para informar dos dois grandes projectos a que vamos dar início, ambos aprovados pelo Alto Comissariado da Saúde, e no caso da Clínica, também pela Fundação EDP Solidária:
1) “Projecto Saúde Oral sobre Rodas”, um autocarro que circulará pela cidade, visitando as escolas do 1º ciclo, e onde serão efectuadas sessões de esclarecimento e formação, tendo como objectivos principais da sua intervenção: a promoção de Campanhas de Informação, Prevenção e Promoção da Saúde Oral e desenvolvimento de um trabalho que concorra para a melhoria das condições de vida das famílias. Pretendendo-se também, com estas visitas elaborar um estudo epidemiológico do estado da Saúde Oral na população abrangida pelo projecto.
2) "Projecto Clínica Apoio à Saúde Oral - CASO", uma clínica solidária para apoio a grupos específicos, nomeadamente: jovens, grávidas, idosos e grupos de risco e que pretende ser um veículo de melhoramento da Saúde Oral, numa perspectiva de inclusão social dos utentes.
Certos da v/melhor atenção, agradecemos antecipadamente a V/prezada resposta, enviando
Melhores Cumprimentos
Mundo a Sorrir - Associação de Médicos Dentistas Solidários Portugueses
Rua Ciríaco Cardoso 265-C 5ºDT
4150-213 Porto
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Instituição de Utilidade Pública de Portugal
Organização Não Governamental para o Desenvolvimento
Membro da Plataforma Portuguesa das ONGD

333. VERGONHA DO SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE: Centro de Saúde sem dentista há um mês

Desde Setembro que os utentes do Centro de Saúde de Aveiro não têm à sua disposição os serviços de uma médica dentista. A profissional reformou-se e a sua substituição não está para breve, segundo apurou o JN. A passagem à reforma da médica dentista em Setembro passado que prestava serviço no Centro de Saúde de Aveiro, deixou os utentes sem possibilidade de poderem recorrer à prestação de cuidados de saúde oral, no caso dos doentes agudos.
A solução encontrada para obviar à falta da profissional de saúde ora, foi segundo o responsável pelo Centro de Saúde de Aveiro, João Terrível a distribuição de "cheques-dentistas" aos idosos e grávidas e a contratualização com médicos-dentistas ou estomatologistas privados. "Os doentes agudos terão que recorrer aos serviços privados", disse ao JN, João Terrível que minorou os efeitos da falta da dentista no Centro de Saúde.
"Ela tinha um horário de doze horas por semana, por isso, não eram muitos os utentes que tinha", referiu o director do Centro de Saúde de Aveiro que lembrou que aquela unidade de saúde possui em serviço um higienista oral. "Estamos em démarches para solucionar o problema, estando a ser equacionada uma solução, que de qualquer das maneiras nunca será encontrada a curto prazo, mas sim a médio prazo", disse ao JN.
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É absolutamente vergonhoso a política de saúde oral seguida em Portugal. Este exemplo demonstra claramente a tentativa do Ministério da Saúde em destruir o pouco que ainda vai existindo no atendimento da população.
Entre as promessas e os actos sobra a má fé e a liquidação, por parte do Governo, dos cuidados de saúde oral prestados pelo Serviço Nacional de Saúde, algo impensável durante o Estado Novo.
Haja coragem e denuncie-se a situação, pois os impostos que cada um de nós paga (quer seja rico ou pobre) para a formação de dentistas em Portugal não pode depois reverter apenas e só em benefício da classe social de altos rendimentos, que pode pagar consultas no privado.
Infelizmente (porque será?), a Ordem dos Médicos Dentistas parece estar surda perante tão grave atentado à população do país perpetrado pelo actual governo.

domingo, 1 de março de 2009

331. SAÚDE ORAL: O que devia ser obrigatório no ensino básico e secundário e que ninguém fala.

Sem uma atitude firme dos pais ou responsáveis, qualquer criança ou adolescente pode ter comprometido o seu sorriso definitivamente para o resto da sua vida, com os graves problemas psicológicos e físicos que lhe estão associados.
Porque é que estes assuntos não são directamente abordados e tratados, encontram-se actualmente praticamente banidos dos currículos obrigatórios dos ensinos básico e secundário?
Afinal, se existe uma Ordem dos Médicos Dentistas, qual a sua função no quadro das políticas de prevenção das doenças de saúde oral na infância e adolescência? Não serão concerteza a de adormecer junto aos interesses que os Ministérios da Educação e da Saúde sempre tiveram de desprezar, na generalidade, a saúde oral das crianças e jovens abrangidos pelos ensinos básico e secundário do nosso país.
Afinal, ainda há muito, mas mesmo muito, por fazer pela jovem Democracia Portuguesa nascida em 25 de Abril de 1974; e uma dessas coisas é combater a violação sistemática dos Direitos Humanos pelo estado português e respectivos governos, quando falamos no acesso das crianças e jovens a tratamentos de saúde oral no nosso país, feito actualmente em função das possibilidades económicas de cada família.
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Bibliografia recomendada a qualquer pai ou educador, obrigatório em todas as bibliotecas e centros de recursos didácticos de qualquer escola:

Sorri Dente
Autor: Trigo, Mauricio
Editora: Garrido Editores
ISBN 972-8471-42-4
ISBN 972-8738-15-3

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

330. Câmara de Silves promove rastreios médicos gratuitos

Um conjunto de rastreios médicos e acções de sensibilização terão lugar entre 3 e 6 de Março, em Silves. Esta iniciativa resulta de um protocolo de cooperação estabelecido entre o Município de Silves e a Empresa Tecnifar – Indústria Técnica, que permitiu a implementação do projecto “SMS – Solidariedade Médica Social”.
Estes rastreios terão lugar na Fissul e nos quatro Agrupamentos de Escolas do concelho. No edifício Fissul serão realizados exames às populações adulta e idosa, entre as 09h30 e as 18h00, ininterruptamente. Nos Agrupamentos de Escolas privilegiar-se-ão as crianças do 1º Ciclo do Ensino Básico, decorrendo a actividade entre as 09h30 e as 17h30. Efectuar-se-ão, igualmente, com a colaboração das unidades móveis do CAD de Faro e do Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio, rastreios do VIH/Sida e recolha/doação de sangue.
Assim, durante os dias em que decorrerão estas acções, todos os interessados poderão efectuar Rastreios Visuais, participar em momentos de sensibilização para a Higiene Oral, fazer Avaliações Nutricionais, medições diversas (Tensão Arterial, Glicemia, Colesterol e Índice de Massa Corporal), Densitometrias Ósseas (para averiguar da existência ou não de osteoporose), Electrocardiogramas e Espirometrias (exames que permitem ver o funcionamento dos pulmões, medindo a quantidade de ar que conseguem suportar e a rapidez das expirações).
No caso dos estabelecimentos de ensino serão efectuados, ainda, Rastreios Visuais às crianças sinalizadas para o efeito, bem como uma Acção de Sensibilização para a Higiene Oral a todos os alunos.
Ao todo, esta iniciativa envolverá a participação de 25 técnicos de saúde, entre médicos e enfermeiros, para além do staff da Câmara Municipal de Silves, nomeadamente os técnicos do Sector de Acção Social – Divisão de Desporto, Juventude e Acção Social, que coordenarão esta iniciativa.
Para mais informações, os interessados deverão contactar esta Divisão, através dos telefones 282 440 270, ou 282 440 831.
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Mais uma iniciativa autárquica de louvar; felizmente começam a urgir câmaras municipais e juntas de freguesia que entendem as necessidades das populações locais. Embora sabendo que muitos outros autarcas ainda investem milhares de euros em viagens de luxo pelo estrangeiro (onde anda o Governo e a Procudaria-Geral da República para investigar estas viagens?), começa hoje a surgir uma nova geração de pessoas nas autarquias que colocam os interesses comunitários acima dos interesses dos seus umbigos.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

329) A SAÚDE ORAL DO MINISTÉRIO DA SAÚDE: Entre as promessas e a prática ...

A dívida total vencida (a mais de 90 dias) do Serviço Nacional de Saúde (SNS) ascendia a 908 milhões de euros no final de Setembro. O grosso (727 milhões de euros) é da responsabilidade dos hospitais empresarializados (EPE), que constituem cerca de 90 por cento dos hospitais públicos em Portugal, em dimensão financeira e em número de camas.
Foi justamente para "acabar com o drama dos hospitais que não pagam a tempo e horas" e "injectar liquidez na economia" numa altura de crise que o Governo decidiu alargar e activar o fundo de apoio aos pagamentos do SNS (nunca usado, apesar de existir desde 2006).
Os hospitais SPA e serviços centrais resultará de uma realocação de verbas, nomeadamente desactivações e transferências entre programas - usando, por exemplo, o dinheiro que este ano (2008) sobrou dos programas de saúde oral e da procriação medicamente assistida.
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É absolutamente vergonhoso que a actual equipa do Ministério da Saúde “esconda” os programas de saúde oral, aproveitando daí dividendos para pagar dívidas de má gestão, enquanto se nega tratamentos de saúde oral a centenas de milhares de portugueses, nomeadamente crianças e adolescentes, mantendo-os numa ignorância permanente relativamente às suas necessidades de saúde.
Recado à Senhora Ministra da Saúde: afinal, das promessas politicamente correctas à prática real vai uma grande lata; absolutamente demagoga esta evolução da política de saúde oral em Portugal.
Ao menos que enviem este recado à Juventude Socialista para que também se lembre, no Parlamento, do que realmente precisam as nossas crianças nas escolas.
Gerofil

domingo, 15 de fevereiro de 2009

328) Análise ao Estudo Nacional de Prevalência das Doenças Orais 2008 (6ª Parte)

Crianças e jovens com cárie dentária

A leitura do Estudo Nacional de Prevalência da Doenças Orais 2008 permite concluir que a cárie dentária atinge níveis demasiado alarmantes na população infantil e juvenil do nosso país. A situação quase que se pode dizer de catastrófica, pois a percentagem de crianças afectadas atinge os 49 % aos 6 anos de idade, passando para os 72 % aos 15 anos de idade. Tal constatação deveria constituir, desde já, preocupação absolutamente fundamental em termos de saúde escolar, ao nível do ensino básico.
Numa altura em que se avançam projectos de juventudes partidárias para introdução e reforço de outras valências educativas, é completamente urgente atacar o problema da saúde oral que graça indiscriminadamente, de forma avassaladora, afectando a esmagadora maioria da população escolar e de consequências físicas e psicológicas imprevisíveis em termos futuros.
Não se pode ficar de consciência tranquila quando ficamos a saber que 88,5 % dos adolescentes com 15 anos nos Açores e 75,4 % dos adolescentes com 15 anos no Alentejo apresentarem cárie dentária, sabendo-se dos milhares de milhões de euros de recursos de que o país usufrui provenientes da União Europeia.
Por isso mesmo, é urgente e necessário mudar as políticas irracionais de saúde oral seguidas pelos governos em Portugal desde o 25 de Abril de 1974; não se pode conceber que, num país membro da União Europeia, as crianças e os jovens continuem a ser tratados de forma discriminatória, em que a origem da classe social determina o seu acesso a cuidados de saúde (algo que hoje sucede em Portugal e que é mais típico de um país do Terceiro Mundo).
Assim, cabe também a si, caro leitor deste blogue, denunciar esta situação e alertar a opinião pública; as crianças e os jovens de hoje serão os homens que amanhã irão construir o futuro do nosso país. Não deixe que uma cúpula de políticos e governantes incipientes tenham o direito de limitar e constranger o desenvolvimento físico e psicológico daqueles que serão os homens e mulheres de Portugal na próxima geração.
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NOTA FINAL: Porventura a Presidência da Republica estará disponível para a realização de uma semana aberta, a nível nacional, sobre a temática da prestação de cuidados de saúde primários à população, incluindo o seu acesso a cuidados de saúde oral? Fica a sugestão de quem está no terreno e conhece a realidade.
Gerofil

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

327) Dentistas: Ordem critica alguns comportamentos na classe

O Ministério da Saúde deve assumir as suas competências e resolver a degradação a que chegou a actividade dos médicos dentistas, diz o bastonário Orlando Monteiro da Silva. Há dentistas em Portugal a usar material de menor qualidade nos tratamentos e a poupar nas esterilizações, porque vários seguros diminuíram os preços dos tratamentos dentários, denuncia o responsável.
Orlando Monteiro da Silva considera que o Ministério da Saúde não pode fechar os olhos a esta situação. Confrontada com estas denúncias no Porto, a ministra Ana Jorge mostrou-se “preocupada,” mas sublinhou que é à respectiva Ordem dos Dentistas que cabe o controlo da qualidade dos serviços. A Renascença já contactou o Instituto de Seguros de Portugal para tentar perceber porque estarão as seguradoras a reduzir as coberturas na área dentária, no entanto, o Instituto não faz, para já, qualquer comentário.
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Esperemos, pois, por uma clara acção de fiscalização aos consultórios por parte da Ordem dos Médicos Dentistas; os pacientes exigem e o país agradece.
Gerofil

domingo, 8 de fevereiro de 2009

326) Correio de Itália

Senhor responsável pelo sector da medicina dentária de Angola. O meu nome é Sergio Sabellini, sou Higienista Oral italiano, trabalho como tutor no curso de Higiene Oral no Hospital São Paulo de Milão.
Estou, também a estudar para um master sobre a cooperação internacional (COI-ECTOH) na Universidade de Torino:
Estou a preparar uma tese acerca dos Sistemas de Saúde dos Países Lusofonos Africanos (PALOP`s) e das organizações internacionis do sector, que operam nesses países. Foi ja visitar o site do Ministerio da Saúde de Angola, mas não consigo achar muitos dados.
O Senhor pode aconselhar-me outros links ou outras fontes da Angola? Agradeço muito pela atenção.
Dr. Sergio Sabellini

domingo, 1 de fevereiro de 2009

325) Matosinhos: crianças não pagam pelo dentista

Em parceria com a Junta de Freguesia de Matosinhos, a Clínica Parque da Cidade lançou um projecto que permite o atendimento preventivo de 1.000 crianças da freguesia. «Este é um programa apenas de prevenção, se detectamos anomalias, as crianças serão direccionadas para os seus médicos dentistas. Nós avaliamos o risco de cárie da placa bacteriana e posicionamos as crianças em grupos. É uma oportunidade para todas as crianças, começarem a criar hábitos orais», refere José Maria Corte-Real, Director Clínico.
Este projecto envolve toda uma equipa de médicos, mas sobretudo o envolvimento dos pais e dos professores «porque é com eles que temos de trabalhar para que todo este programa tenha continuidade».
As consultas são destinadas as todas as crianças da freguesia, quer de escolas públicas quer de escolas privadas. «Não vamos excluir nenhuma criança. Este é um projecto de valor para as crianças que nunca tiveram a oportunidade de ir ao Dentista, de certeza que nunca irão esquecer esta clínica», refere António Parada, Presidente da Junta de Freguesia de Matosinhos.
O Presidente deixa um agradecimento à clínica pela coragem de verificar as deficiências do sistema e de as tentar corrigir com este projecto.
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Exemplo de coragem e de determinação que outras autarquias deveriam seguir, em vez de andarem feitos lacaios a esbanjarem milhões e milhões de euros dos nossos impostos em viagens de passeio para Cuba, Canadá, Brasil, Moçambique, Polónia ou outros lados ou organizarem festas sem nenhum resultado para a melhoria de vida das populações locais.
Pena que essa corrupção passiva dos políticos autárquicos não seja investigada pela Procudaria-Geral da República; esse dinheiro devia ser investigado e aplicado directamente nos cuidados de saúde da população de cada concelho.
Bem haja povo de Matosinhos.
Gerofil

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

324) European Association for Osseointegration


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Colmatar o fosso entre ciência e prática clínica, EAO melhora a qualidade da assistência ao paciente como o principal centro de recursos na área de implante de odontologia na Europa.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

321) Dr Orlando Monteiro da Silva eleito presidente do Conselho Europeu de Dentistas

O Conselho Europeu de Dentistas (CED) é uma organização europeia sem fins lucrativos que representa mais de 300.000 dentistas em toda a Europa. É composto por associações e organizações nacionais de dentistas de 30 países europeus. Os principais objectivos do CED são a promoção de elevados padrões de saúde oral e de representar os interesses da profissão odontológica na União Europeia.
O CED aprovou em 28 de Novembro de 2008, na sua Assembleia Geral, em Bruxelas, uma posição escrita sobre o projecto da directiva europeia relativamente aos direitos dos doentes no que se refere a cuidados de saúde transfronteiriços. O CED aprovou também uma resolução sobre o parecer do CCPC relativamente a produtos de branqueamento utilizados na saúde oral.
Para mais informações sobre o CED consulte WebPage http://www.eudental.eu/

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

318) Educação para a Saúde

O presidente dos populares açorianos anunciou que o seu partido “vai propor e vai bater-se, na próxima Legislatura, para que seja criada no curriculum regional no ensino básico uma cadeira de Educação para a Saúde, de maneira a que as crianças e jovens possam, desde de muito cedo, aprender as noções básicas de saúde e alguns conceitos elementares sobre nutrição, para prevenir a diabetes e a obesidade que são problemas muito graves e sérios nos Açores”.
Segundo Artur Lima, “esta disciplina tem que ser leccionada por um profissional competente e este profissional deve e pode ser, no entender do CDS-PP, o Enfermeiro de Família”, que os populares garantem vão também propor na próxima Legislatura.
“Este é um profissional que, para além de andar nas freguesias dando apoios às famílias e aos idosos, também dará apoio nos jardins de infâncias e nas escolas transmitindo às crianças conhecimentos básicos sobre a alimentação e sobre a prevenção das doenças”, salientou. O candidato a deputado pela Ilha Terceira destacou ainda que “esta disciplina vai ter a vantagem de estimular a prevenção”.
Artur Lima explica que com a disciplina de Educação para a Saúde “as crianças vão aprender a comer, vão aprender o que é a diabetes, o que é a obesidade. Vão tomar conhecimentos, desde muito cedo, daqueles que são os problemas de saúde que podem vir a ter no futuro. Isto é, começam a conhecer as regras para prevenir”. Isto porque, finalizou Artur Lima, a prevenção é fundamental: “Prevenir é infinitamente mais barato do que tratar”.
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A maior lacuna no ensino básico e secundário em Portugal consiste na ausência de qualquer estratégia de educação voltada para a área da saúde; tudo o que se faz ocorre por pura carolice e completamente desenquadrada da realidade das crianças e jovens.
Infelizmente, a falta de vontade política em investir na prevenção e saúde escolar arrasta-se em Portugal desde 1974 e nenhum governo demonstrou qualquer interesse em modificar a situação. No âmbito da saúde oral, então a situação tem sido completamente pantanosa; uma vergonha que os políticos portugueses não devem esconder do resto dos seus parceiros europeus.
Gerofil

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

315) Em Portugal (Século XXI) cobram-se impostos aos pobres para dar assistência médica prioritária primeiro aos ricos

Discriminação no acesso ao privado através do SNS
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A Inspecção-geral das Actividades da Saúde está a investigar várias reclamações de utentes que demoraram mais tempo a obter um exame médico em serviços privados quando vão através do Serviço Nacional de Saúde, conforme denunciou a DECO. Fonte do gabinete da ministra da Saúde, em declarações à Lusa, disse que deram entrada naquela inspecção "algumas, poucas," queixas de utentes a denunciar situações de discriminação, mas não soube precisar quantas. "São poucos, mas não sabemos quantos, e estão a ser investigados. Esperamos as conclusões", adiantou aquela fonte.
Também a Entidade Reguladora da Saúde disse hoje à Lusa ter recebido algumas queixas de utentes que dizem que os exames médicos em entidades privadas são marcados mais rapidamente quando propõem esquecer a credencial do médico de família e pagar tudo do seu bolso. Esta discriminação, proibida por lei, foi hoje alvo de mais uma denúncia da associação de defesa dos consumidores DECO, que afirma que em 11 por cento dos estabelecimentos privados que visitou verificou que foi diminuído o tempo de espera quando se abdicou da credencial do médico de família.
Os colaboradores da DECO realizaram 180 marcações de exames de colonoscopia (um exame ao intestino), ecografia obstétrica e transrectal e em 15 dos sítios visitados conseguiram antecipar a data de marcação do exame quando propuseram esquecer a credencial do médico e suportar o custo.
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O título condiz exactamente com o texto. Todos pagamos impostos para a longa formação de médicos e técnicos de saúde; na hora da assistência médica, quem tem maiores posses económicas é atendido primeiro.
Proponho que o senhor presidente da República, o Senhor Primeiro-ministro, a Senhora Ministra da Saúde, o Senhor Provedor de Justiça, o Senhor Procurador-Geral da Republica e todos os deputados da Assembleia da Republica ponham cobro hoje mesmo a esta situação. Portugal não pode continuar a ter políticas de saúde que violem os direitos humanos.
Gerofil

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

314) Programa da Saúde Oral ao longo do ciclo de vida

Programa da Saúde Oral ao longo do ciclo de vida
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Na gravidez

  • A grávida, ao cuidar da sua saúde oral, está a promover a saúde do seu filho.
  • Uma gravidez programada deverá contemplar os tratamentos dentários da futura mãe

Até aos 3 anos

  • A higiene oral inicia-se com a erupção do primeiro dente
  • A higiene oral é feita com uma gaze, dedeira ou escova macia
  • Os pais devem utilizar uma pequena quantidade de dentífrico fluoretado de 1000-1500ppm

Dos 3 aos 6 anos

  • A criança deve fazer a escovagem dos dentes, com supervisão, pelo menos duas vezes por dia sendo uma delas obrigatoriamente antes de deitar
  • A escova deve ser macia e ter m tamanho adequaado à boca da criança
  • O dentífrico fluoretado deve ter entre 1000-1500 ppm, e a quantidade é idêntica ao tamanho da unha do 5º dedo (mindinho) da criança

Mais de 6 anos

  • A escovagem dos dentes deve ser efectuada pelo menos duas vezes por dia, sendo uma delas obrigatoriamente antes de deitar
  • A escova deve ser macia ou média, de tamanho adequado à boca da criança
  • O dentífrico fluoretado deve ter entre 1000-1500 ppm, e a quantidade é de aproximadamente 1 cm.

Na adolescência

  • A higiene oral faz parte da construção e do reforço positivo da auto-imagem. As expectativas dos jovens acerca dos lábios, da boca e dos dentes, nos planos estético e relacional, são de valorizar

Promoção da Súde Oral em ambiente escolar

No jardim-de-infância

  • Integrar a educação para a saúde e a higiene oral no Projecto Educativo do estabelecimento de educação
  • Efectuar uma escovagem dos dentes no Jardim-de-infância

Na escola do 1º, 2º, 3º ciclo

  • Fazer coincidir as mensagens de promoção da saúde com as práticas da escola
  • Efectuar um bochecho quinzenal com uma solução de fluoreto de sódio a 0,2%
  • Efectuar uma escovagem dos dentes na escola e monitorizar a sua execução e efectividade

Prevenção das Doenças Orais

Em Crianças e jovens de alto risco à carie

  • Selantes de fissura
  • Suplemento de fluoreto de sódio (depois dos 3 anos de idade)
  • Verniz de flúor ou de clorohexidina
  • A avaliação do risco individual deve ser feita por higienista oral, médico estomatologista ou médico dentista.

Diagnóstico precoce e tratamento dentário

Para crianças e jovens em programa

  • No Centro de Saúde
  • Nos serviços de estomatologia dos Hospitais
  • Nos consultórios privados, através de contratualização

Fonte: SPP - Sociedade Portuguesa de Pediatria

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

313) Saúde oral nas escolas

As doenças orais constituem, pela sua elevada prevalência, um dos principais problemas de saúde da população infantil e juvenil. Contudo, a cárie e as doenças periodontais, se adequadamente prevenidas e precocemente tratadas, são de uma elevada vulnerabilidade, com custos reduzidos e ganhos em saúde relevantes.
Em Portugal, o número de dentes cariados, perdidos e obturados por criança (CPOD) aos 12 anos de idade é de 2.95, e a percentagem de crianças livres de cárie dentária aos 6 anos é de 33%. A Organização Mundial da Saúde aponta para que no ano 2020, pelo menos 80% das crianças com 6 anos estejam livres de cárie e, aos 12 anos, o CPOD não ultrapasse o valor de 1.5. Atingir estas metas só é possível através do reforço das acções de promoção da saúde e prevenção das doenças orais, as quais exigem um maior envolvimento dos profissionais de saúde e da educação.
Assim, a higiene oral deve ser abordada no contexto da aquisição de comportamentos de higiene pessoal e as aprendizagens deverão relacionar os saberes com as vivências, dentro e fora da escola.
As orientações curriculares para a educação pré-escolar preconizam uma intervenção educativa, em que a educação para a saúde e a higiene fazem parte do dia a dia do Jardim-de-Infância.Da mesma forma, durante a escolaridade obrigatória, as referências à descoberta do corpo, à saúde, à educação alimentar, à higiene em geral e à higiene oral estão integradas no currículo e nos programas escolares do 1º ao 9º ano do ensino básico.
Neste contexto preconiza-se que todas as crianças que frequentam os JI e as escolas do 1º CB façam a escovagem dos dentes no estabelecimento de ensino, conduzindo desta forma à responsabilização progressiva da criança pelo autocuidado da higiene oral.
A execução da escovagem deve ser orientada pelos professores, a quem deverá ser dada formação para esta actividade, e regularmente, pelo menos uma vez por trimestre, supervisionado pela equipa de saúde escolar.
Esta medida preventiva deve no 1º CB, ser complementada pelo bochecho quinzenal com uma solução de fluoreto de sódio a 0,2%. Esta actividade quando feita de forma contínua e quinzenalmente contribui para a redução da cárie dentária em cerca de 26%.
A educação alimentar é também uma das vertentes centrais de um programa de promoção da saúde oral, pelo que é necessário sensibilizar para os aspectos da vida escolar que afectam a saúde oral das crianças, como a qualidade das ementas escolares e dos alimentos disponibilizados no bar ou máquinas de venda automática, a maior parte deles ricos em açúcar e como tal fortemente cariogénicos.
A adopção pelos estabelecimentos de ensino, da escovagem dos dentes dos alunos pelo menos 1 vez por dia, como factor central de um programa de promoção da saúde oral, vai possivelmente encontrar algumas resistências por parte dos educadores de infância e professores que importa ir resolvendo de forma progressiva e de acordo com as dificuldades reais encontradas, que se prendem normalmente com a deficiência das instalações e a dificuldade em vigiar todos os alunos durante a escovagem.
Assim importa que as actividades de promoção da saúde sejam integradasno projecto educativo da escola, dinamizada pelos professores, mas que inclua desde a fase de planeamento, outros parceiros essenciais para a resolução de obstáculos e para a sustentabilidade do projecto, nomeadamente a Autarquia cuja acção é fundamental na solução de problemas relacionados com a estrutura do edifício escolar.De igual forma, os pais devem ser parceiros activos na programação das actividades de modo a participarem na resolução de problemas, assim como são essenciais para que haja em casa um reforço da prática da escovagem.A experiência diz-nos que projectos que foram iniciados sem o envolvimento da comunidade, frequentemente falham na sustentabilidade e continuidade, com o decorrer do tempo.Contudo, nos projectos em que a participação da comunidade é forte, a probabilidade de estes projectos caírem é menor e a eficácia será tanto maior quanto mais continuadas forem as actividades, dando suporte à mudança comportamental e ao reforço da sua manutenção.
Ângela Meneses Alves

domingo, 16 de novembro de 2008

312) Finalmente ?

Parece finalmente que alguém se preocupa seriamente com o problema típico de país do terceiro mundo e que nós ainda temos por cá; falo sobre saúde oral e como tem sido sistematicamente negligenciada por todos os ministros que passaram pela pasta da saúde desde o 25 de Abril de 1974 até ao ex-ministro da Saúde Correia de Campos.
Surge agora a boa notícia por parte da actual Ministra da Saúde, Doutora Ana Jorge, que, finalmente, tem a sensatez e a humildade de encarar o problema e enfrentá-lo de vez, propondo desde já um investimento de mais de 25 milhões de euros em cheques – dentistas, a serem distribuídos às crianças e jovens de quatro, cinco, sete, dez e treze anos em 2009.
Ao contrário de Correia de Campos (que aconselhava os pais a ensinarem os meninos a escovarem os dentes diariamente), Ana Jorge sabe que a cárie dentária é uma doença infecto – contagiosa e que carece de acto médico para ser devidamente tratada. Esperemos, pois, que o Ministério da Saúde crie finalmente todas as condições para inverter o panorama desolador deixado pelos seus antecessores no cargo e que crie condições para tornar a saúde oral um direito de todos os cidadãos deste país, e não apenas destinada a uma burguesia endinheirada com acesso a tudo e mais alguma coisa, fruto das desigualdades sociais criadas e sustentadas por todos os governos nos últimos trinta anos.
Recomendo que a Senhora Ministra Ana Jorge revitalize uma nova postura à frente do seu Ministério e que saiba fazer frente a lóbis instalados, não se deixando vergar a interesses de grupos mais ou menos oportunistas e que apenas têm olhos para os seus próprios umbigos; que tudo faça para que, passados 34 anos após o 25 de Abril de 1974, finalmente todas as crianças e jovens portugueses tenham o mesmo direito de acesso a tratamentos no âmbito da saúde oral no nosso país, independentemente de serem filhos da classe trabalhadora ou das burguesias instaladas e a viver à custa do poder.
Mais, espera-se que esses 25 milhões de euros anualmente canalizados para a saúde oral juvenil sejam efectivamente e integralmente gastos apenas e só em actos médicos; que não permita, Senhora Ministra, um único desvio desse fundo para outros fins, quaisquer que eles sejam, nem para sustentar empregos parasitas de incompetentes instalados em gabinetes de secretarias de estado ou de administrações regionais de saúde que, ao longo dos últimos trinta anos, nada ou quase nada fizeram, em prol da saúde oral e que deixaram chegar a uma negligência a pontos de quase sem retrocesso, sem se preocuparem minimamente com isso.
E uma boa aposta é exactamente dar continuidade ao grupo de trabalho que realizou o Estudo Nacional de Prevalência das Doenças Orais 2008; trata-se de rentabilizar sinergias e apostar na criação de verdadeiros programas de saúde oral, completamente fora da alçada de quem foram os grandes responsáveis pela mais completa desorganização pela saúde oral em Portugal com que vivemos até aos nossos dias.
Para mim, infelizmente, estes programas chegam com trinta anos de atraso e já não podem remediar a negligencia e o fechar de todas as portas a que bati para ter tratamentos em devido tempo, depois de ter sido tratado selvaticamente por quem, ao serviço de uma determinada Administração Regional de Saúde, arruinou-me definitivamente a minha vida para sempre; mas isso é outra história que será tratada noutro sido e muito brevemente.
Mas estarei por cá e vou continuar a acompanhar, dia a dia, sobre como vai evoluindo a política de saúde oral em Portugal.
Gerofil

terça-feira, 11 de novembro de 2008

311) Cheques-dentista chegam a crianças e jovens

O cheque-dentista vai passar a ser distribuído às crianças e jovens de quatro, cinco, sete, dez e treze anos em 2009, num investimento de mais de 25 milhões de euros, anunciou hoje a ministra da Saúde. Actualmente, os cheques são distribuídos a grávidas seguidas nos centros de saúde e a idosos que recebem o complemento solidário.
Falando na Comissão Parlamentar de Orçamento e Finanças, Ana Jorge lembrou que o número de cáries dentárias tem "vindo a diminuir substancialmente" graças ao trabalho que tem sido feito ao nível da prevenção. "Agora, vamos apostar também no tratamento das cáries. Todas as crianças que frequentam a escola pública terão acesso a cuidados de saúde oral e, quando necessário, a cheques-dentista", anunciou.
Segundo as contas da governante, serão abrangidas 190 mil crianças dos sete, dez e treze anos, somando-se ainda mais 20 mil cheques-dentista a crianças de quatro e cinco anos.
RTP

domingo, 9 de novembro de 2008

310) Análise ao Estudo Nacional de Prevalência das Doenças Orais 2008 (5ª Parte)

Caracterização sócio - demográfica da população estudada
* * *
O Estudo Nacional de Prevalência das Doenças Orais 2008 foi efectuado durante o ano lectivo de 2005/06 e abrangeu uma amostra de 2612 crianças e jovens do ensino público, divididas por três classes etárias: 890 crianças com 6 anos de idade, 837 crianças com 12 anos de idade e 885 jovens com 15 anos de idade, repartidas por sexos e pelas diferentes regiões de saúde do país, incluindo as regiões autónomas dos Açores e da Madeira.
Atendendo ao nível de escolaridade dos pais das crianças e jovens de 12 e 15 anos de idade, constatou-se que a sua maioria tinha a escolaridade obrigatória; os pais com o 12º ano de escolaridade (ou equivalente) e estudos superiores representavam até 28 % do número total de pais.
A análise dos resultados apresentados pelo estudo permite concluir que os pais das crianças com 12 anos de idade têm tendência para apresentar maiores níveis de escolaridade, comparativamente aos pais dos jovens com 15 anos de idade; esta tendência é mais notada na mãe do que no pai.
Um pormenor a referir é o facto de esta conclusão não ter sido mais aprofundada posteriormente na análise dos resultados finais apurados, uma vez que poderia permitir estabelecer uma relação entre a saúde oral das crianças e jovens e o respectivo nível de escolarização dos pais; isto tornaria possível elaborar programas de saúde oral específicos para determinados níveis de escolarização da população portuguesa.
O mesmo se poderá dizer relativamente à profissão dos pais, em que o relatório apenas destaca o facto de que a maioria dos pais exercer profissões de nível intermédio, destacando-se que um quarto das mães das crianças e jovens de 12 e 15 anos de idade serem domésticas.
É evidente que a aplicação de qualquer programa de saúde oral terá de ter em linha de conta o tipo população a que se destina; o universo da população de níveis intermédios de escolarização e/ou precariedade laboral carece de uma intervenção distinta, em termos de programas de saúde oral, da população com elevados níveis de escolarização e/ou profissionalmente estáveis.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

309) Programa «Dente Limpo, Dente Lindo»

Faz agora um ano que, a autarquia Mangualdense deu início ao Programa «Dente Limpo, Dente Lindo», que tinha como objectivo a total erradicação neste concelho das «situações pavorosas de cárie dentária que em pleno Século XXI ainda se observam em grande número nas bocas dos portugueses».
De acordo com a Associação Portuguesa de Saúde Oral (APSO), citada pelo Diário de Viseu, este programa conseguiria o controlo total da Saúde Oral das crianças do 1º Ciclo do Ensino Básico em apenas 4 anos, com um custo anual per capita inferior ao custo médio cobrado por uma consulta num consultório privado de Medicina Dentária de Mangualde. Estavam envolvidos neste projecto, além da APSO e da Câmara Municipal de Mangualde, o Departamento de Medicina Dentária Preventiva do Curso de Medicina Dentária da Universidade Católica Portuguesa e todos os médicos dentistas com consultório privado no concelho de Mangualde.
Na verdade, este projecto nunca passou disso. As crianças do 1º ciclo do Ensino Básico de Mangualde nunca tiveram tratamento algum. “Apenas viram o meu filho uma vez e foi lá na escola” relatou um pai ao terreiro. Confrontados com esta situação, fomos informados que o projecto nunca tinha sido posto em prática.
Nenhum aluno, mesmo os que foram primeiramente rastreados pelos alunos do Curso de Medicina Dentária de Viseu, nunca beneficiaram de tratamentos em nenhum consultório privado em Mangualde. António Manuel, pai de uma criança que frequenta o 1º ano do 1º ciclo do ensino básico de uma das escolas de um agrupamento de ensino de Mangualde, pediu para o informarem dos procedimentos a efectuar, no âmbito do projecto “Dente limpo, dente lindo”, para levar a sua educanda a um dos dentista do referido programa de saúde oral.
“Tive a honra, como a carta referenciava, de ser informado que o mesmo estava em reformulação. O projecto que tinha arrancado no transacto ano, Março de 2005 e com duração de 4 anos, passado 12 meses, está em acertos e sem resolução à vista”, comentou.
31 de Março de 2006
* * *
Recebeu o “Terreiro” este esclarecimento por parte do Presidente da Associação Portuguesa de saúde Oral, Dr. António Larcher, Médico Dentista. Muito nos honra a atitude e elevação demonstrada pela APSO. Muito nos apraz registar o agradecimento feito por esta Associação ao “Terreiro”.
Nós é que ficamos agradecidos pela explicação, gostaríamos de ter recebido igualmente, das entidades verdadeiramente responsáveis, tais esclarecimentos e com humildade reconhecerem, que, por vezes os compromissos não se podem cumprir por variadíssimas razões. Mangualde e as nossas crianças só ganhariam com estas atitudes.
"Caro Terreiro Como deve saber, sou Presidente da APSO. Antes de comentar as afirmações que escreve e que atingem a honra da Associação a que presido, agradeço-lhe como cidadão a atenção e exigência de cumprimento das promessas das forças políticas. Se os Portugueses tivessem comportamento semelhante, certamente seríamos melhor servidos.
Esclarecimento sobre o Programa "Dente Limpo, Dente Lindo" Em 2004/2005, como a APSO informou os encarregados de educação dos alunos do 1º Ciclo das Escolas de Mangualde, apenas se iria proceder ao levantamento do estado de Saúde Oral das crianças (determinação do CPOD) para conhecimento efectivo das necessidades reais e custos da implementação da fase seguinte do Programa. Isto foi completamente concretizado com a colaboração do Dep. Saude Oral Comunitária da UCP.
A colaboração da CMM nesta fase foi apenas logística, assegurando transporte dos alunos da UCP às Escolas do Concelho e levando as crianças do Concelho à Clínica Universitária da UCP no âmbito das acções de promoção de Saúde Oral que decorreram naquelas instalações. Não foi possível até agora, por dificuldades de financiamento, que ultrapassam a APSO dar inicio às consultas previstas no Programa. Continuo na esperança de ainda este ano lectivo poder iniciá-las.
Quanto à espécie de projecto da DGS que tanto elogia, devo esclarecer o seguinte. 1º Não é novo! Em Mangualde está em funcionamento há mais de 5 anos. 2º Não é tão abrangente como afirma! Em Mangualde serão vistas cerca de 120 crianças dos 4 aos 16 anos. Só nas escolas do 1º ciclo estão matriculados cerca de 900 alunos. 3º Já deu provas de não funcionar!
Após estes anos todos de PSOCA (Programa Saúde Oral de Crianças e Adolescentes) da DGS, Mangualde apresenta um CPOD total de 3,86, atingindo um valor de 4,35 aos 10 anos. CPOD é o número de dentes definitivos atingidos por cárie numa boca. O valor que dou é a média da desgraça das bocas.
Aos 10 anos, apenas existem 12 dentes definitivos e em média estão mais de 4 com cárie. Estas crianças foram todas beneficiadas pelo programa que tantos elogios tem da sua parte. Eu não sei quem é o Terreiro, mas penso que o Terreiro me conhece. Assim sendo, sabe que politicamente sou suficientemente apartidário para assumir o meu estatuto de "NÃO ELEITOR".
Este esclarecimento final não é portanto qualquer tentativa de desculpar ou culpabilizar qualquer politico ou autarca. Em 2002 foi proposto este programa ao Dr. Fernando Ruas (Viseu - PSD) na sequência do Congresso Internacional de Saúde Oral realizado naquela Cidade. Como conheço pessoalmente o Dr. José Correia, na altura Presidente da CM Nelas (PS), apresentei-lhe o programa, na esperança que este fosse iniciado na minha Terra de origem. A resposta foi igual e portanto penso que se trata de atitudes suprapartidárias: "As Câmaras já têm muito que fazer e a responsabilidade da saúde é do Estado!"
Mangualde sempre foi mais longe: 1º Mostrou interesse! 2º Logo que se arranje dinheiro, poderemos trabalhar. Como certamente concordará o maior entrave à evolução é sempre a modificação de mentalidades. Penso que a abertura tida no nosso Concelho demonstra que pelo menos esta dificuldade estará ultrapassada."
Terreiro (2 de Abril de 2006)
* * *
Política … a sério?
Ainda gostaria de conhecer, pelo menos um jovem, que participou neste projecto! Dizem que é projecto único no panorama nacional … sim deve ser, se a nível nacional não existir gente que tenha imaginação tão fértil, então acredito que seja mesmo único.
Vejamos:
Daremos continuidade ao programa de generalização da Saúde Oral a todos os alunos do 1º Ciclo, através do programa "Dente Limpo – Dente Lindo", em parceria com a Associação Portuguesa de Saúde Oral e a Universidade Católica Portuguesa (programa único no panorama nacional)
Autárquicas 2005 Programa do PSD
Porque tenho uma filha no 1º Ciclo do Ensino Básico, pedi um dia que me informassem sobre este projecto, tive a honra, como a carta referenciava, de ser informado que o mesmo estava em reformulação. O projecto que tinha iniciado em Março de 2005 e com duração de 4 anos, passado 12 meses, estava em acertos e sem resolução à vista porque até hoje nada aconteceu … ou seja; nunca aconteceu nada.
Politica … a sério? Ou políticos de brincar?
Terreiro (3 de Janeiro de 2008)

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

308) Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto

Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto:

A Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto é uma escola pública de ensino superior universitário que promove a ciência, a investigação científica e a prestação de serviços à comunidade na área da Medicina Dentária e goza de autonomia científica, pedagógica, administrativa e financeira, assume as responsabilidades inerentes à gestão e organização interna e promove a realização e desenvolvimento de protocolos com entidades públicas e privadas nacionais e estrangeiras.
Teve o seu inicio como Escola Superior de Medicina Dentária, criada pelo Decreto-Lei nº 368, de 15 de Agosto de 1976 e entrou em funcionamento em Novembro do mesmo ano, tendo constituído, em Portugal, a primeira instituição de ensino médico-dentário de nível universitário.
A Escola Superior de Medicina Dentária funcionou em instalações provisórias, desde 1976, num pré-fabricado anexo ao Hospital de S. João, até à construção de um edifício próprio, situado na Rua Dr. Manuel Pereira da Silva - Paranhos.
Foi integrada na Universidade do Porto, em 6 de Janeiro de 1989, através da Lei nº 10, de 6 de Janeiro de 1989, que cria a Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto. A mudança de Instalações para o actual edifício ocorreu em 15 de Julho de 1997. A Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto é hoje uma instituição de prestigio a nível nacional e internacional.
O Corpo docente integra presentemente 37 doutorados, sendo 8 Professores Catedráticos, 10 Professores Associados com Agregação, 6 Professores Associados, 10 Professores Auxiliares, 2 Professores Auxiliares Convidados, 2 Professores Auxiliares Convidados a 40%, 5 Assistentes, 2 Assistentes Convidados, 7 Assistentes Convidados a 60%, 6 Assistentes Convidados a 40%, 2 Assistentes Convidados a 30%, 4 Assistentes Convidados a 20%, 6 Monitor e 3 docentes contratados.
A Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto prossegue entre outros fins, os seguintes:
a) Ministrar o curso e conferir a Licenciatura em Medicina Dentária, bem como outros que por lei lhe venham a ser atribuídos;
b) Organizar e ministrar cursos de mestrado, de pós-graduação, de especialização e de actualização nos domínios da sua especialidade, bem como promover a formação académica conducente à concessão do grau de doutor;
c) Organizar e ministrar cursos de aperfeiçoamento de ensino continuado em várias áreas das disciplinas da Medicina Dentária e disciplinas afins e ainda organizar cursos livres de extensão, de reciclagem, de aprofundamento e outros que considere necessários ou úteis;
d) Manter, promover e desenvolver a investigação científica;
e) Colaborar com outras unidades orgânicas, instituições ou entidades que requeiram o seu apoio técnico, científico e pedagógico ou delas receber colaboração, segundo protocolo a estabelecer;
f) Propor e assumir a direcção técnico-científica de cursos para-médicos e técnicos de higienistas orais, assistentes dentários, técnicos de prótese dentária e técnicos de equipamento dentário;
g) Organizar e manter em funcionamento uma consulta externa de medicina dentária, subordinada aos interesses científicos e pedagógicos da Faculdade;
h) Estabelecer formas de intercâmbio, cultural, científico, técnico, pedagógico, colaboração em actividades de interesse comum com entidades públicas ou privadas, nacionais e estrangeiras;
i) Contribuir, no seu âmbito de actividade, para a cooperação internacional, designadamente em relação aos países de língua portuguesa e aos países europeus.
FMUP

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

307) 9ª edição do Mês da Saúde Oral

No âmbito da 9ª edição do Mês da Saúde Oral da Colgate e da Sociedade Portuguesa de Estomatologia e Medicina Dentária (SPEMD), que decorre até final de Outubro, a cidade de Coimbra conta com rastreios dentários gratuitos. Desta forma, até final do mês, o distrito de Coimbra tem 60 consultórios a realizar os rastreios gratuitos, sem radiografias nem tratamentos.
No mesmo período, em todo o país são mais de 1 700 profissionais de Saúde Oral a participarem, de forma voluntária, na campanha, que tem como objectivo sensibilizar a população para os bons hábitos de higiene oral. A campanha pretende alertar ainda toda a população para a realização de acções correctas com a saúde oral de forma a prevenir eventuais doenças dentárias.
A campanha Mês da Saúde Oral da Colgate e SPEMD, lançada em 2000, já realizou cerca de 85 mil rastreios dentários gratuitos, assim como corrigiu alguns hábitos que estão a afectar a higiene dentária da população portuguesa. A população que estiver interessada em participar na campanha só necessita de se informar junto dos consultórios aderentes mais próximos do local de residência, ou através da «linha azul» (808 205 206), disponível das 9h00 às 23h00, todos os dias.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

305) Ministro recusa rede nacional de cuidados dentários

O ministro da Saúde rejeitou a possibilidade de criar uma rede nacional de cuidados dentários, que representaria «custos muito altos de financiamento e manutenção», e defendeu as vantagens dos "cheques-dentista", que deverão beneficiar milhares de grávidas e idosos. Em conferência de imprensa após o primeiro debate do Orçamento de Estado para 2008, na Assembleia da República, o ministro anunciou a criação de "cheques-dentista" no programa de saúde oral para grávidas e idosos, mas não revelou o seu valor por não estar ainda negociado com a Ordem dos Médicos Dentistas (OMD) e eventualmente com a Ordem dos Médicos, no âmbito da actividade dos médicos estomatologistas.
Em entrevista à rádio TSF, o governante explicou que a OMD não recomendou a criação de uma rede nacional, e ao iniciar-se um novo processo, pretende-se que este seja o mais desburocratizado possível. «Estas medidas são financeiramente sustentadas e controláveis», defendeu.
No caso das grávidas, o médico de família do centro de saúde ao identificar a gravidez emite, através de um computador, um cheque para que a mulher faça um rastreio dentário e mais dois para eventuais tratamentos ao longo da gravidez. A estimativa do Ministério da Saúde é que este programa abranja anualmente 65 mil grávidas que são seguidas nos centros de saúde e que se supõe serem as mais desfavorecidas em termos sociais «e para as quais se orientam as prioridades». No sector privado deverão estar a ser seguidas 35 mil grávidas, que não terão acesso aos cheques-dentista.
Os idosos que recebem o complemento solidário, que contam já com uma comparticipação de 75% renovável a cada três anos na compra de próteses, vão agora receber dois "cheques-dentista". No total, e de acordo com os cálculos do ministro Correia de Campos para o próximo ano, o executivo prevê aumentar as verbas do programa de saúde oral de seis milhões para 21 milhões de euros, podendo os "cheques-dentista" ser utilizados em clínicas privadas.
O Ministério prevê também uma aposta no alargamento do programa de saúde oral às crianças entre os seis e os 12 anos, passando dos actuais 66 mil para 80 mil abrangidos. «É muito importante reduzir a cárie que atinge 50% das crianças, o que ainda é um número excessivo, mas já tivemos apenas nove por cento das crianças sem cárie», recordou.
* * *
Para que saiba a verdade e para que ninguém se iluda, é bom recordar as palavras do anterior Ministro da Saúde. Haja coragem para assumir que o actual governo apenas está disponível para oferece bombons em fez de atacar o problema da saúde oral que graça no país.
Até que ponto estão ou não alinhados os interesses privados na área com esta demagógica e atroz política de negação aos mais elementares direitos humanos por parte da população, praticada pelo governo do Partido Socialista?
Gerofil

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

304) Santa Maria da Feira: Programa de Saúde Escolar

O programa de saúde escolar, através da promoção da saúde oral e rastreios visuais é fundamental para prevenir graves doenças, nomeadamente junto das crianças em risco. As parcerias encetadas com os organismos públicos de saúde são exemplo a nível nacional.
O Programa de Saúde Oral é organizado pelo Centro de Saúde de Santa Maria da Feira e o de Rastreios Oftalmológicos pelo Hospital de São Sebastião, contando ambos com o apoio da Câmara Municipal.
No ano de 2008 prevê-se o estabelecimento de uma parceria com a Universidade Fernando Pessoa para a promoção da saúde oral, para que todos os jardins-de-infância e escolas do 1.º ciclo possam ser contemplados com este projecto.
* * *
Por este meio socilita-se o envio para este blogue (tempogero@gmail.com) do ponto da situação relativamente a este programa de saúde oral organizado pelo Centro de Saúde de Santa Maria da Feira: qual foi o público-alvo, que tipo de intervenção foi feito e quais os resultados já obtidos.
Gerofil

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

301) Faculdade de Medicina Dentária de Lisboa (FMDL)

Faculdade de Medicina Dentária de Lisboa
Morada: Cidade Universitária 1649-003 LISBOA - PORTUGAL
Telefone:+351 217 922 600
Fax: +351 217 957 905
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A FMD tem como atribuições:
-Ministrar o ensino respeitante à licenciatura em Medicina Dentária ou outras licenciaturas relacionadas com as ciências da saúde oral;
-Ministrar o ensino respeitante aos bacharelatos em Higiene Oral e em Prótese Dentária;
-Ministrar o ensino respeitante à obtenção dos graus de mestre e doutor em Medicina Dentária;
-Ministrar o ensino pós-graduado e realizar cursos de actualização, de aperfeiçoamento, de extensão universitária ou outros julgados necessários nos domínios da medicina dentária ou das ciências da saúde oral;
-Incentivar e realizar a investigação científica no âmbito da sua especialidade;
-Contribuir para a defesa da saúde pública e o bem-estar da população na área da saúde oral;
-Colaborar com instituições, organismos e serviços públicos ou privados e outras individualidades, no âmbito da sua competência.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

300) Metade dos portugueses não pode pagar dentista

Em declarações à Agência Lusa, o bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas estima que 50% da população não tenha capacidade para pagar uma consulta de medicina dentária privada. Orlando Monteiro da Silva citou um estudo realizado pela Universidade de Liverpool, com Portugal a apresentar «o cenário mais negro na Europa» nos cuidados de saúde oral. A ordem dos Médicos Dentistas escreveu também uma carta ao Ministro da Saúde defendendo a isenção de IVA das pastas dentífricas com flúor, de acordo com uma recomendação da Organização Mundial de Saúde.
«Se a população portuguesa passasse a ter toda acesso aos cuidados de saúde oral, os médicos dentistas provavelmente não chegariam», declarou à Lusa Orlando Monteiro da Silva, bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas. E é em grande parte o facto de não existir oferta por parte do Serviço Nacional de Saúde (SNS) ao nível da medicina dentária que também está a criar um excesso destes profissionais no país. A Ordem lamenta a «ausência de planeamento de recursos humanos».
Segundo as contas da Ordem, metade dos portugueses não têm acesso à saúde oral. «Estimamos que cerca de 50 por cento da população portuguesa não tenha capacidade para pagar sequer uma consulta na medicina dentária privada. Enquanto não houver médicos dentistas nos centros de saúde ou sistemas de concessão, as pessoas estarão excluídas da saúde oral»
Em Portugal, apenas as regiões autónomas têm sistemas de saúde oral a servir os utentes do SNS, com 19 médicos dentistas no sistema público de saúde nos Açores e uma convenção entre o serviço regional de saúde da Madeira e os privados, em que o sistema público reembolsa em parte o custo dos utentes que recorrem a dentistas privados. A Ordem dos Médicos Dentistas também escreveu ao ministro da Saúde a pedir a isenção ou a redução para cinco por cento do IVA das pastas de dentes com flúor, que considera um bem essencial para a promoção da saúde oral. A Ordem baseia-se também numa recomendação da Organização Mundial de Saúde.
Uma pasta de dentes com flúor comprada num supermercado custa actualmente cerca de dois euros e, estando isenta de IVA, poderia ficar em 1,60 euros.
Para não haver o risco de que as multinacionais que fabricam os dentífricos subam os preços para compensar a perda de IVA, Orlando Monteiro da Silva diz que será necessário assumir compromissos públicos com os principais fabricantes, bem como uma monitorização da autoridade da concorrência.
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Infelizmente o estudo não refere se os familiares dos actuais e antigos ministros, deputados, dirigentes políticos, juízes, empresários e afins estão incluídos na percentagem dos portugueses que não têm possibilidade de ter acesso a consultas de medicina oral privada.
No fundo, tudo é político; no dia que entenderem, todos os portugueses poderão ter iguais direitos. Até lá, seremos um país com duas sociedades diferentes, conforme a classe social a que se pertença.
Gerofil

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

299) Análise ao Estudo Nacional de Prevalência das Doenças Orais 2008 (4ª Parte)

A introdução do Estudo Nacional de Prevalência das Doenças Orais 2008
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Na introdução ao Estudo Nacional de Prevalência das Doenças Orais 2008 faz-se referência à “diminuição significativa da cárie dentária em Portugal, especialmente na população infantil e juvenil.” Este facto estará directamente relacionado com a evolução socioeconómica da sociedade portuguesa, nomeadamente com a alteração das estruturas etárias, o alargamento do poder de compra da classe social média, o aumento da população escolarizada e à expansão dos cuidados médicos pelo território nacional.
No entanto, o estudo reconhece que actualmente “a cárie dentária tem uma elevada prevalência e constitui, ainda, um problema de saúde pública, com uma clara distribuição assimétrica” frisando que “as mudanças de comportamento requerem acções integradas de promoção da saúde e prevenção das doenças crónicas, entre as quais se incluem as doenças orais.” Não deixa de ser curiosa esta última análise, onde se alerta para a necessidade de acções integradas no país, algo que infelizmente muito pouco foi feito no nosso país nos últimos trinta anos.
Descreve a introdução do documento de que desde 1986 surgiram programas de promoção das doenças orais destinadas a crianças e jovens, especialmente em jardins de infância e escolas; infelizmente a realidade dos últimos vinte anos mostrou que esses programas foram quase sempre localizados e abrangeram uma ínfima parte do universo infantil e juvenil, descurando a esmagadora maioria dos mais necessitados. Ainda hoje pode-se esperar três anos pela primeira consulta em algumas unidades de saúde publica que oferecem a valência de estomatologia. Portanto, o contributo desses programas sob orientação da Direcção-Geral da Saúde pouco ou raro impacto traduziram na dura realidade vivida no terreno.
Pena é que as boas vontades das campanhas desenvolvidas nestes últimos vinte anos pelos serviços da Administração Central se tenham pautado essencialmente por orientações e práticas meramente teóricas que muitas vezes nunca chegaram ao público-alvo.
Ao ler a introdução do estudo, muitas questões se levantam. Qual a percentagens de crianças e jovens que foram, a nível nacional e entre 1987 e 2005, acompanhadas na toma de fluoretos e na realização de bochechos com uma solução de fluoreto de sódio, efectuado quinzenalmente na escola? 5 %? 25 %? 90%?
Qual foi o número de crianças que, aos 7 aos 13 anos, tiveram a aplicação de selantes de fissura em dentes molares permanentes, no período compreendido entre 1987 e 2005? Qual a evolução do número de higienistas orais que foram integrados no serviço Nacional de Saúde e o número de crianças que lhe foram atribuídas para aplicação de selantes de fissuras nos dentes permanentes?
É muito fácil que os Ministérios da Educação e da Saúde publiquem os números; depois basta dividir pelo universo da população daquelas idades e fica-se a conhecer o verdadeiro impacto dos programas que foram desenvolvidos sob supervisão da Direcção-Geral de Saúde.
A partir de 1999 foi seguida uma estratégia de contratualização de médicos dentistas e estomatologistas do sector privado para “o tratamento de lesões de cárie dentária que a prevenção não conseguiu evitar e a aplicação de selantes de fissura nos mesmos grupos etários, quando os Centros de Saúde não dispunham de higienistas orais” , em crianças dos 6 aos 16 anos. Quais os profissionais que aderiram a esse tipo de programa, onde prestam esse serviço e como é que uma criança ou um jovem pode ser atendido? Já passaram 9 anos desde o início desta estratégia e torna-se premente levar essa informação a todas as escolas do país e passar a informação a quem dela realmente precisa.
Só colocando os programas à disposição dos necessitados é que realmente conseguirmos ganhar a batalha da promoção da saúde oral no nosso país; travar ou esconder informação atira por terra qualquer boa intenção que se pretenda. Utilize-se a televisão pública para dar essas informações todas que, quase sempre, nunca chegam aos nossos estudantes; a boa vontade está nas mãos da Direcção-Geral da saúde e do Ministério da Educação. Ou será que teremos de continuar a partir pedra mais durante vinte anos?

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

298) É-DENTE

Pelo presente sugiro a iniciativa É-DENTE, ideia retirada do desenvolvimento dos programas e-oportunidades desenvolvidos no sector da educação e formação.
Assim, É-DENTE poderia auto-financiar-se através da canalização das diversas contribuições feitas para o estado pelos profissionais de saúde oral, bem como pelo encaminhamento da verba actual disponibilizada pelo orçamento de estado para a valência de saúde oral, de modo a garantir uma consulta especializada mensal de valor simbólico (20 euros) a cada criança ou jovem matriculado numa escola oficial.
Fica a proposta, que necessariamente precisa de ser trabalhada e alinhavada; acho-a extremamente positiva e capaz de ser o caminho a seguir em Portugal para contornar o gravíssimo problema actual de saúde pública que afecta uma larga maioria da população infantil e juvenil do país.
Deixe o seu comentário a esta sugestão; poderá ser ponto de partida para que todos se sentem à volta da mesma mesa e compreendam finalmente do que está em jogo a saúde e a vida de larguíssima margem da população; está agora na mão dos políticos e dos profissionais de saúde oral o quererem ou não resolver este problema e darem o direito a um sorriso natural a todas as crianças e jovens.
Por mim e com o arranque desta iniciativa, dentro de 10 anos já não existiriam crianças ou adolescentes com problemas de saúde oral em Portugal.
Gerofil

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

296) Eles sabem, não resolvem é nada. Porquê ?

O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda tomou a iniciativa de apresentar à Assembleia da República um projecto de lei n.º 154/IX sobre a «Integração da medicina dentária no Serviço Nacional de Saúde». Essa apresentação foi efectuada nos termos do artigo 167.° da Constituição da República Portuguesa e do artigo 131.º do Regimento, reunindo ainda os requisitos formais previstos no artigo 138.º do Regimento. A iniciativa baixou à 8.ª Comissão para emissão do competente relatório e parecer que agora se apresenta. O projecto de lei vertente encontra-se agendado para discussão na generalidade para a sessão plenária de 6 de Fevereiro de 2003.
O projecto de lei n.º 154/IX, que prevê a «Integração da Medicina Dentária no Serviço Nacional de Saúde» centrando o seu âmbito na definição dos médicos dentistas como técnicos superiores de saúde. Ao considerar urgente:
-Alargar qualitativa e quantitativamente o Programa de Saúde Oral para Crianças e Adolescentes;
-Garantir tratamentos bucodentais para pessoas carenciadas, sobretudo idosos, toxicodependentes, deficientes, reclusos emigrantes e nómadas;
-Dar especial atenção à saúde oral de portadores de doenças gerais como doentes infecciosos, cardíacos, hemofílicos, hemodializados, acidentados da zona maxilo-facial ou outros com risco acrescido;
-Estabelecer um programa estratégico de promoção da saúde oral que integre actividades de prevenção, diagnóstico precoce, tratamento incluindo as situações de urgência e a reabilitação do conjunto das peças dentárias;
-Prever a continuidade do programa através de parcerias de colaboração nomeadamente com as autarquias e da contratualização de médicos dentistas;
Conclui que é dever do Estado:
-Garantir, de forma gratuita e no âmbito do Serviço Nacional de Saúde, os cuidados básicos de saúde oral;
-Dar prioridade ao acompanhamento a grupos especialmente vulneráveis e com risco acrescido derivado de patologia dentária não tratada;
-Assegurar os recursos humanos e técnicos necessários nos centros de saúde, hospitais e serviços prisionais.
Prevendo a classificação dos médicos dentistas como técnicos superiores de saúde, cria critérios para a sua colocação como profissionais nos serviços e estabelecimentos dependentes do Ministério da Saúde, da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e do Ministério da Justiça, para o que propõe alteração ao Decreto-Lei 414/91, de 22 de Outubro, nos seus artigos 2.º e 9.º. Propõe nas suas disposições transitórias a sua aplicação faseada, sendo que a partir do terceiro ano da sua vigência se aplique a todos as unidades de saúde.
A saúde oral em geral e a cárie dentária em particular sempre foi entendida em Portugal como um factor importante para o desenvolvimento de intervenção global para a saúde da população.
O conhecimento dos elevados níveis de doença oral mas também da sua grande vulnerabilidade a medidas de prevenção simples, acessíveis e de comprovada eficácia têm conduzido a programas de intervenção comunitária desenvolvidos no âmbito da Saúde Escolar, Saúde Infantil e dos Adolescentes e no acompanhamento de mulheres grávidas. Os professores, os técnicos das autarquias e de instituições de solidariedade social desde há muito que colaboram com profissionais de saúde nomeadamente de Cuidados Primários de Saúde para se atingirem metas fixadas para controlo deste problema de saúde dos mais frequentes em todos os grupos etários da população portuguesa.
As determinantes de risco causais para este problema de saúde são múltiplas pelo que se torna necessário que o seu combate tenha sempre um perfil multiprofissional e desejavelmente multisectorial. Apesar de toda a estratégia preventiva, existe ainda patologia remanescente para a qual urge dar resposta nomeadamente através de tratamentos dentários.
Apesar de existirem recursos humanos em número suficiente, (médico dentista ou estomatologista para cerca de 2000 habitantes, quando a OMS recomenda 1/1800 ou 1/2000), a acessibilidade a cuidados de tratamento e reabilitação é ainda reduzida. Estima-se que apenas 40% da população portuguesa tem facilidade de acesso a cuidados curativos privados em saúde oral.
Concretamente diremos que «nos grupos socialmente excluídos e nas crianças com deficiência, não só a cárie tem uma prevalência maior, como a acessibilidade a serviços de prevenção e tratamento é mais reduzida» (Ganhos de Saúde em Portugal, DGS, Março de 2002). Ao problema de acessibilidade junta-se, assim, um outro de equidade se tivermos em conta que provavelmente os que mais necessitam são os que têm maior impedimento económico, cultural ou geográfico para utilização destes serviços que se desenvolvem quase na totalidade no sector privado da prestação de cuidados. Os tratamentos estão praticamente restringidos a quem pode pagar directamente ou tem seguros de saúde na área bucodental.
Adicionalmente, sabemos que das sete Faculdades de Medicina Dentária existentes no país, se formam anualmente cerca de 350 novos profissionais, cujo destino de trabalho é o sector privado da prestação de cuidados. Durante o ano de 1999, na sequência de um estudo nacional de prevalência da cárie dentária, desenhou-se uma estratégia de prevenção global assente em três sub-programas:
-O Programa Básico de Saúde Oral, no âmbito das actividades de Saúde Escolar;
-O Programa especifico de Aplicação de Selantes, integrando nos quadros dos Centros de Saúde de mais Higienistas Orais (62 profissionais em Março de 2002);
-O Programa de Intervenção Médico-Dentária, designado Programa de Promoção da Saúde Oral nas Crianças e Adolescentes, com a contratualização de cuidados curativos com profissionais de saúde oral (médicos dentistas e estomatologistas) e cujo pagamento é feito segundo um sistema de capitação.
Este programa envolvia 40 000 crianças dos 6-7 anos, 177 centros de saúde e 400 profissionais privados em regime de contratualização. Em avaliação publicada em 2002, os ganhos em saúde obtidos com a aplicação do Programa de Saúde Oral permitem-nos estar entre os países de moderada prevalência de doença com indicadores, aos 12 anos de idade (índice de CPO igual a 2.95) compatíveis com os aconselhados pela OMS para a Região Europa (índice de CPO igual a 3.00).
Observamos que o número de profissionais é manifestamente insuficiente e que haverá um grande número de equipamentos certamente não rentáveis. Desconhecemos o seu estado de manutenção.
Nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde, parece que apenas 30% deles possuem serviço de Estomatologia, segundo levantamento informativo realizado pela Ordem dos Médicos Dentistas em Junho de 2001. Os cuidados são prestados em consulta externa ou em serviço de urgência por médicos com a especialidade de Estomatologia e inscritos na Ordem dos Médicos.
Concluímos que, apesar da boa evolução dos indicadores e dos ganhos em saúde oral, parece-nos que será necessário:
-Reforçar o programa básico e a colaboração com as escolas e autarquias;
-Aumentar o número de higienistas orais nos Centros de Saúde;
-Alargar progressivamente a contratualização de cuidados em saúde oral, abarcando outras populações que não apenas os escolarizados;
-Promover a avaliação epidemiológica sistemática;
-Tomar decisões perante os equipamentos existentes reduzindo ao mínimo o seu desperdício de utilização.
Grupo Parlamentar do Partido Socialista

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

295) Dentistas querem criação do «dentista de família»

Dentistas portugueses propuseram ao ministro da Saúde a criação da figura do «dentista de família», a ser atribuído às crianças à semelhança do médico assistente, uma proposta que por enquanto não foi acolhida, informa a Lusa.
A proposta foi feita por dois representantes da Ordem dos Médicos Dentistas integrados no grupo de análise do programa de saúde oral, disse Paulo Rompante, um dos médicos responsáveis. A ideia consiste em atribuir a uma criança, quando nasce, um dentista que funcione como uma espécie de médico de família para a saúde oral, mas sem integrar os profissionais nos centros de saúde. «Não estamos a propor médicos dentistas para os centros de saúde. A proposta passa por um sistema de convenção», explicou Paulo Rompante.
Quanto ao programa de promoção de saúde oral nas escolas, o médico aponta algumas falhas e defende uma reorganização deste projecto, críticas que são acompanhadas por outros clínicos e pelo próprio bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas. A etapa básica e essencial deste programa passa por promover a escovagem diária na escola, o que não está a ser realizado em grande parte das instituições.
«Como o programa foi concebido, só tinham direito a aceder às outras etapas do programa as escolas que promovessem a escovagem diária. Nenhum programa funciona se esta escovagem não for promovida», comentou o especialista. O argumento invocado por algumas escolas de que não têm condições para promover a saúde oral não colhe entre os dentistas.
* * *
Para que os portugueses saibam como vai o programa de saúde oral dentro das escolas portuguesas. Simplesmente não existe na maior parte das escolas. Perguntem porquê ao Primeiro-Ministro e à Ministra da Educação.
Gerofil

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

294) Estudo alerta para a necessidade de cuidados de saúde oral junto da população infantil

O programa Rinamaia (link RINAMAIA) - uma operação conjunta entre o ISAVE e a Câmara Municipal da Maia, conclui que onde há higienistas orais se obtêm melhores resultados na redução da cárie dentária.
O Instituto Superior de Saúde do Vale do Ave está a elaborar um estudo que pretende tirar conclusões quanto à saúde oral das crianças em idade escolar. Os resultados baseiam-se num rastreio feito a 1.400 crianças em idade escolar e pré-escolar.
O estudo, elaborado em parceria com a Câmara Municipal da Maia, chegou à conclusão de que a presença de higienistas orais nos Centros de Saúde, nas escolas e infantários poderá permitir que se consiguam melhores resultados ao nível da saúde oral. Os responsáveis pelo estudo defendem que só existirá uma boa saúde oral quando as necessidades básicas começam a estar solidificadas.
Estela Castro refere que existem nichos com incidências elevadas em infantários, onde podem existir 40% de crianças com cárie.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

293) Cuidados dentários para 53 mil crianças e jovens: SNS gastou cinco milhões de euros em 2007

O Serviço Nacional de Saúde (SNS) garantiu o acesso de cerca de 53 mil crianças e jovens a consultas de medicina dentária em 2007, num total de 5 milhões de euros.
Os dados oficiais da Direcção-Geral da Saúde referem que a contratualização de médicos privados para dar resposta ao Programa Nacional de Saúde Oral permitiu que, no ano passado, fosse atingido o número máximo de 53 mil crianças e jovens entre os 3 e os 16 anos abrangidos pelas consultas desta especialidade, o que representa um acréscimo de quatro mil pessoas face ao ano anterior. Ao todo, durante o ano de 2007, o SNS gastou 5 milhões de euros no programa de saúde oral, com verbas distribuídas por todas as administrações regionais de saúde, sendo que a adesão dos centros de saúde manteve-se na ordem dos 90%, à excepção dos localizados nas regiões de saúde do Alentejo e do Algarve que aderiram em massa ao programa.
No período em análise, foram contratados 1 191 estomatologistas e médicos dentistas que efectuaram mais de 112 mil consultas a crianças e jovens entre a faixa etária dos 3 aos 16 anos. A Direcção-Geral de Saúde mostra-se satisfeita com os resultados, ressalvando que «foram tratados 68% dos dentes temporários e 91% dos dentes permanentes que apresentavam lesões de cárie dentária», refere a Lusa.
Recorde-se que o Programa de Saúde Oral está dividido em duas fases distintas, sendo que a primeira contempla uma etapa de educação de higiene oral a efectuar nas escolas e, numa segunda fase, serão encaminhadas para tratamento as crianças que apresentem cáries dentárias.
* * *
Foi você que ouviu falar no Programa Nacional de Saúde Oral na escola do seu filho? Já fez dois anos que pedi ao Ministério de Educação para a divulgação deste programa em todas as escolas do país, fazendo chegar o nome dos estomatologistas e médicos dentistas contratados e indicação dos respectivos consultórios junto de todas as crianças e jovens que precisam de ser tratados urgentemente.
Ainda aguardo resposta; simplesmente vergonhoso o comportamento das entidades oficiais na tentativa indirecta de esconder este programa às crianças e jovens necessitados.
Gerofil

domingo, 14 de setembro de 2008

292) Médico brasileiro faz negócio com turismo dentário

Vicente Belchior, odontologista (médico dentista) brasileiro com consultório apenas em Fortaleza (Brasil), está a promover os seus serviços com anúncios publicitários na imprensa portuguesa. O objectivo? Levar os lusos a sobrevoarem o oceano Atlântico e rumarem ao estado brasileiro do Ceará num misto de férias e tratamento médico.
Fortaleza é um dos destinos preferidos dos portugueses que optam por fazer férias no Nordeste brasileiro. E foi a pensar nisso que Vicente Belchior se lembrou de promover os seus serviços em solo lusitano. "Há vários anos que os portugueses nos procuram para receber algum tipo de tratamento odontológico. Os pacientes fazem o tratamento até sete dias úteis e na hora da folga conhecem praias e belezas turísticas do Ceará, com um motorista colocado à disposição pela nossa clínica", contou o dentista, em entrevista ao DN, por e-mail.
Belchior explica que a oferta aos utentes portugueses funciona através de "uma parceria com a agência de viagens portuguesa Entremares, que oferece pacotes turísticos de 14 dias num dos melhores hotéis de Fortaleza". Mas aqui começam as dúvidas, pois Belchior esquivou-se aos contactos telefónicos e apenas respondeu num depoimento por e-mail que ignorou algumas das questões que tinham sido colocadas. E Paulo Santos, director comercial da Entremares, garantiu ao DN que "não tem qualquer parceria com esse senhor". Até porque a Entremares funciona como operadora turística e só vende serviços directamente a agências de viagens.
Ainda assim, o que levaria um português a escolher fazer tratamento dentário do outro lado do Atlântico? O preço, responde Vicente Belchior: "O valor do tratamento e do pacote turístico é pelo menos a metade do preço cobrado em qualquer país da Europa. E isto sem comprometer a qualidade dos tratamentos, pois temos as últimas técnicas na reabilitação dentária."
O bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas (OMD) portugueses, Orlando Moreira da Silva, tem dúvidas sobre a fórmula proposta pelo brasileiro. "É verdade que o turismo dentário está em crescendo na Europa. Mas, neste caso, não me parece que possam oferecer tratamentos muito mais baratos do que em Portugal, até por causa dos custos inerentes, que não variam assim tanto", apontou ao DN. "Em tempo de crise, não sei como é que os portugueses iriam para o Brasil tratar dos dentes", lembrou, dizendo que se tratou de "uma ideia aventureira" de Vicente Belchior.
Desconhecendo casos de portugueses que já tenham recorrido a serviços do género no estrangeiro, o bastonário da OMD deixa o alerta: "Se estiverem a pensar fazê-lo, informem-se primeiro com a Ordem dos Médicos Dentistas". Nestes casos "é sempre preciso ter em atenção as condições e qualidade do tratamento, a eventual responsabilização dos médicos em causa, as possibilidades de reembolso. Os doentes não podem esquecer isso", frisa.
O anúncio publicado nos jornais portugueses levanta outra questão: em Portugal é proibido prometer resultados em anúncios médicos. "Não se pode prometer resultados. Fazê-lo é enganar o doente", lembra Orlando Moreira da Silva. Mas Vicente Belchior fá-lo, ao garantir "a sua prótese fixa num só dia".
O caso será analisado pelo Conselho Deontológico da OMD - apesar de o brasileiro estar fora da sua alçada disciplinar.