segunda-feira, 21 de julho de 2008

273) DENTES SÃOS - 1º PASSO PARA UMA VIDA SAUDÁVEL

Esteve hoje presente na nossa escola uma Técnica Superiora de Higiene Oral do Centro de Saúde do Cacém, no âmbito do Programa Nacional de Promoção de Saúde Oral da Direcção Geral de Saúde. Segundo a simpática senhora, este programa desenvolve-se através de várias observações feitas aos alunos de idades compreendidas entre os 7 e os 12/13anos. Por vezes são também observados alunos dos jardins de infância. A 1ª observação dá-se no 2º ano, fazendo-se outra no 4º e uma terceira no 6º ano com alunos já anteriormente referenciados como portadores de alguma cárie.
Ainda de acordo com números fornecidos pela higienista oral contactada, no anterior ano lectivo (2006/07) a percentagem de crianças livres de cárie nos jardins de infância públicos da zona do Cacém foi de 71% e o grupo dos meninos de 7 anos foi de 42% livres de cárie. A nível nacional não há nenhuma estatística actualizada.
Ora, aos 7 anos de idade, 42% de alunos de uma zona citadina estavam livres de cáries, o que significa que 58% apresentam já cáries dentárias. Estes casos são referenciados e depois transmitidos aos pais dos alunos. Infelizmente, muitos não se apresentam nos centros de saúde para posterior tratamento dos filhos. Lamentável atodos os níveis!
Daqui se faz um apelo aos pais para que tratem da higiene oral e da boa saúde dos garotos.
O LENCASTRE, BLOGUE-JORNAL
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Um número a não esquecer: 58 % das crianças com 7 anos de idade já apresentam cárie dentária. Será que este número não diz absolutamente nada aos Ministérios da Saúde e da Educação ? Depois há quem diga que existem médicos dentistas a mais em Portugal.
Gerofil

quinta-feira, 17 de julho de 2008

271) Guiné-Bissau: ONG portuguesa Mundo a Sorrir vai abrir clínica dentária e dar consultas gratuitas

A organização não-governamental (ONG) Mundo a Sorrir vai abrir uma clínica dentária na Guiné-Bissau e prestar tratamentos dentários gratuitos a toda a população guineense, disse hoje o seu presidente Miguel Pavão. Criada há três anos, a Mundo a Sorrir é uma associação de médicos dentistas portugueses que se propõe trabalhar na área da saúde oral, especialmente junto das comunidades mais desfavorecidas, excluídas e marginalizadas.
Além de ter projectos em Portugal, a ONG também desenvolve trabalhos na Guiné-Bissau e em Cabo-Verde, países onde voluntários da Mundo a Sorrir prestam cuidados médicos e sensibilizam as populações para a higiene oral. A ideia de abrir uma clínica na Guiné-Bissau surgiu porque a ONG apenas dispunha de uma cadeira de dentista portátil que limitava o trabalho dos voluntários. "Tínhamos dificuldades em trabalhar. O único meio técnico era uma cadeira dentária portátil, que ajuda mas tem limitações", disse hoje à Agência Lusa Miguel Pavão.
A Mundo a Sorrir contactou com o Orfanato Casa Emanuel, em Bissau, "um parceiro no terreno", que se aliou à iniciativa e ofereceu um espaço nas suas instalações para se montar a clínica, indicou o responsável. "Já foi enviada uma cadeira dentária cedida pela Associação Abraço e 15 caixas de material de estomatologia e medicina dentária que o Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento nos fretou num contentor", disse o presidente da ONG.
De acordo com Miguel Pavão, no próximo mês seguem para a Guiné-Bissau um grupo de voluntários, entre os quais dois finalistas universitários, que vão instalar a cadeira, devendo a clínica abrir a meio de Agosto. A clínica vai prestar serviço gratuito a toda a população guineense.
Esperando "muita clientela", Miguel Pavão disse que vão ter de ser definidas algumas regras no atendimento, devendo ser dada prioridade às entidades parceiras e aos casos prioritários. Para já, o atendimento prestado será "quase paliativo", centrando-se nos tratamentos de cáries, tratamento da dor, prescrições médicas e nos cuidados com os mais jovens.
"Como têm um consumo de açúcar muito baixo, vale a pena apostar quando não lhes surge a primeira cárie. Até aos 12 anos podemos aplicar-lhes um tratamento que evita aparecimentos de cáries", explicou o responsável.
Além da vertente clínica, outra das apostas da organização é a formação dos técnicos locais e a sensibilização da população para os cuidados com a higiene oral.

terça-feira, 15 de julho de 2008

270) Portugal Continental: 5 distritos sem médicos dentistas no S.N.S.

O distrito de Santarém é um dos cinco a nível nacional onde as populações são obrigadas a recorrer a dentistas privados porque esta especialidade não existe nos serviços de saúde públicos, revela um levantamento da Ordem dos Médicos Dentistas. Os restantes são Viana do Castelo, Guarda, Viseu e Portalegre.
De acordo com o “Levantamento informativo efectuado nos centros de saúde e hospitais do continente” pela Ordem dos Médicos Dentistas (OMD), e que foi apresentado no XIV Congresso destes profissionais, nove em cada dez centos de saúde não tem médicos dentistas e sete em cada dez hospitais sofrem da mesma carência. A situação é pior nos cinco distritos citados, dado que nenhum dos hospitais ou centros de saúde que servem estas populações tem esta especialidade.
O coordenador da Sub-Região de Saúde de Santarém, Fernando Afoito, confirma que não há sequer quadros de pessoal para médicos dentistas nos centros de saúde e a especialidade não entra também nas contas dos hospitais públicos do distrito. Mas ressalva que “Santarém não está a zero nesse campo”.
Está em curso há cinco anos um programa de higiene oral, garantido por técnicos habilitados, inicialmente destinado às crianças em idade escolar. Já este ano foi alargado a grávidas e utentes de centros de recuperação infantil.
“Temos dez higienistas orais que fazem a cobertura em onze centros de saúde – Benavente, Salvaterra, Coruche, Cartaxo, Rio Maior, Almeirim, Torres Novas, Tomar, Entroncamento, Fátima e Ourém”, explica Fernando Afoito. Para garantir o serviço nos restantes centros de saúde, a Sub-Região de Saúde contratou médicos dentistas. “Só em Santarém temos contrato com cinco”, diz o mesmo responsável.
O trabalho feito é sobretudo de prevenção de cáries e manutenção da higiene oral. A partir daí, dentista só mesmo no mercado privado. Onde por vezes se paga o serviço a peso de ouro.
O levantamento agora efectuado pela OMD actualiza um anterior, realizado em 2001, e revela que, em relação à oferta de tratamento em saúde oral, “a situação não evoluiu, antes pelo contrário, agravou-se”. A OMD salienta que os médicos dentistas “apenas podem exercer as suas funções como profissionais liberais, uma vez que não existe legislação que os enquadre no Serviço Nacional de Saúde”.
O levantamento da OMD abrangeu 410 estabelecimentos de saúde, repartidos por 79 hospitais e 340 centros de saúde, dos 18 distritos de Portugal continental. Tendo em conta todos os estabelecimentos de saúde inquiridos, “apenas em 11 por cento dos casos existe a especialidade” de medicina dentária ou estomatologia, o que representa uma redução em relação a 2001", conclui a OMD.
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É lamentável que neste país se veja nas televisões digníssimos governantes nacionais na inauguração de unidades de saúde de âmbito privado e esses mesmos governantes nada fazem pelo estado cada vez mais calamitoso da saúde oral nos hospitais centrais e centros de saúde.
Como é possível que o dinheiro dos impostos pagos por todos os que trabalham neste país continue a ser canalizado para negócios chorudos de hospitais privados, onde só os ricos podem entrar ? Quais os políticos responsáveis por esta situação ?
Gerofil

sexta-feira, 11 de julho de 2008

269) Mais de 5.000 cheques-dentista entregues a grávidas e idosos, mas apenas 10% utilizados

Mais de 5.000 cheques-dentista foram entregues a grávidas e idosos em pouco mais de um mês de funcionamento deste projecto de saúde oral, a grande maioria a futuras mães, segundo dados oficiais fornecidos hoje à Lusa. Os cheques-dentista foram criados pelo Governo como forma de colmatar a falta de oferta de saúde oral no Serviço Nacional de Saúde.
De acordo com os números da Ordem dos Médicos Dentistas, de 27 de Maio a 07 de Julho foram emitidos mais de 4.483 cheques-dentista destinados a grávidas e apenas cerca de 600 cheques para idosos. Cada grávida seguida nos centros de saúde tem direito a três cheques-dentista, num valor máximo total de 120 euros, num programa que prevê abranger 65 mil grávidas. Os idosos beneficiários do complemento solidário poderão usufruir de um máximo de dois cheques-dentista, num total anual de 80 euros.
Apesar de terem sido emitidos mais de cinco mil cheques, os números recolhidos até segunda-feira mostram que ainda só foram usados 559 cheques (cerca de 10 por cento dos já emitidos). Para o bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas, Orlando Monteiro da Silva, a diferença entre os cheques emitidos e os já utilizados terá a ver com o facto de as pessoas agendarem as consultas para mais tarde, sublinhando que o uso dos cheques está a ter "nos últimos dias um crescimento exponencial". Esta situação é demonstrada pelo número de chamadas com pedidos de informação para a Ordem dos Dentistas, que têm rondado uma média de 60 telefonemas diários, tendo o bastonário decidido afectar dois funcionários exclusivamente para responder a dúvidas dos utentes.
Na distribuição geográfica da emissão dos cheques-dentista, a Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte surge como a que mais cheques tem entregue, seguida da ARS de Lisboa e Vale do Tejo, da ARS do Centro, do Algarve e do Alentejo. No Norte há 92 centros de saúde a passar estes vales aos utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS), 87 no Centro, 79 em Lisboa e Vale do Tejo, 23 no Alentejo e 15 no Algarve, num total de 296 estruturas em todo o país.
Até ao momento há mais de 2.300 médicos privados que aderiram ao programa dos cheques passados pelo SNS, com mais de 3.000 locais diferentes a que os utentes se podem dirigir para realizar as consultas ou tratamentos. A Ordem dos Dentistas estima que haverá 195 mil consultas para grávidas – num total de 7,8 milhões de euros – e 190 mil consultas para idosos, num total de 7,6 milhões de euros. Se houvesse uma distribuição equitativa dos cheques pelos médicos aderentes, cada clínico teria proveitos superiores a 6.800 euros anuais.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

268) Grupo Parlamentar do Grupo Socialista (Açores)

SR. Presidente, SR.ª e SRS. Secretários, SR.AS e SRS. Deputados:
A situação de crianças e jovens em risco, manifesta-se de formas diversas, sendo as mais comuns situações de maus-tratos físicos e psicológicos, problemas de saúde, negligência, abusos sexuais, regulação do poder paternal e abandono escolar. As crianças até aos cinco anos são as que mais sofrem atentados contra o seu bem-estar, seguindo-se a faixa dos seis aos 11anos. Na maioria dos casos, as crianças são vítimas da própria família.
(…) Nos Açores, esta realidade tem de ser considerada. Aprofundando a problemática, somos conduzidos a um paradoxo: 13 anos após a proclamação da Convenção dos Direitos da Criança, a qual coloca definitivamente a criança como titular de direitos, nunca como agora foram tão amplas as políticas de protecção das crianças. Assim sendo, a situação actual da infância, já referida, parece dever-se, fundamentalmente, à profunda desigualdade da sociedade contemporânea, com relevo para as situações de pobreza material e destituição escolar que afectam largas parcelas da população, propiciando, no seio das famílias, terrenos estruturais de risco de mau trato na infância, muito especialmente no domínio das grandes negligências de cuidados básicos.
Assim, a resolução do paradoxo só pode situar-se na adopção de políticas económicas e sociais de efectiva transformação e mudança das realidades sociais que promovem a exclusão. Em Portugal, desde 1990 que se vêm desenvolvendo esforços para a implementação de políticas a vários níveis que valorizam o estatuto da criança e do adolescente. Desde a gratuitidade dos cuidados de saúde na infância e na adolescência, alargando-se a idade pediátrica nos centros de saúde e nos hospitais, até ao efectivo desenvolvimento de uma rede pública de estabelecimentos para a educação pré-escolar, ao mesmo tempo que se instituem mecanismos de combate ao insucesso e ao abandono escolar.
(…) Nos Açores, a abordagem da problemática das crianças e jovens em risco baliza-se, por um lado, pela legislação nacional e, por outro, pela execução no terreno dessas determinações com as regulamentações e adaptações que se vão verificando necessárias para que haja uma protecção eficaz, e, não menos importante, para que se previna atempadamente o aparecimento de contextos vulneráveis àquelas situações.
(…) Previne-se o aparecimento de terrenos estruturais de risco, quando:
• Se decide a integração nas escolas das crianças e jovens com necessidades educativas especiais e se colocam docentes com especialização na área;
• Se dota o quadro das escolas de psicólogos (em breve serão 46);
• Se vacinam as crianças;
• Se cria, iniciativa única no País, o boletim de Saúde Oral para as crianças, e o Plano Regional de Saúde Oral;
• Se promove e apoia o debate sobre o tema e a formação de educadores, professores, profissionais de saúde, técnicos sociais, psicólogos, sociólogos, agentes da autoridade, magistrados, etc.
(…) Falando um pouco mais sobre a fase da Sinalização, deve contar-se com o espaço escola como o privilegiado para o efeito, dado que toda a criança vai à escola e está lá muitas horas. Assim, os educadores devem estar sensibilizados para a observação dos comportamentos das crianças e dos jovens, e deve ser-lhes dada formação para os habilitar à observação dos comportamentos, detectando eventuais sinais de maus-tratos.
Por outro lado, é fundamental que a instituição escola se organize de modo a oferecer oportunidades e contextos que permitam aos seus alunos descarregar as suas tensões, fazer confidências, serem autênticos sem receios de críticas. É preciso que se estabeleça uma relação de confiança entres eles e a comunidade educativa, de modo a que os mesmos sintam que podem contar com a instituição escola para tudo o que necessitarem, incluindo a denuncia de eventuais maus tratos a que são sujeitos, com especial referência para o abuso sexual, assunto de abordagem difícil, como é do conhecimento de todos nós.
(…) Muitas vezes, o encaminhamento da criança ou jovem em perigo passa pela institucionalização em casas de acolhimento temporário ou lares. Actualmente, há, em toda a Região Açores, cerca de 580 crianças e jovens institucionalizados. Para dar resposta a esta realidade, a política do Governo Regional tem-se pautado por:
• Construir e/ou criar novos equipamentos, dotando todas as ilhas (excepto o Corvo), de um centro de acolhimento ou de um lar, evitando que as crianças saiam da sua própria ilha;
• Remodelar os lares de grandes dimensões para jovens – conhecidos por Internatos, substituindo-os por equipamentos com características de acolhimento familiar para 10/12 utentes, em que se proporciona um tratamento mais humano, uma educação mais personalizada e por conseguinte melhor desenvolvimento pessoal e bem estar para o jovem;
• Todas as crianças e jovens, com deficiência, têm centros específicos, não necessitam mais de ficar trancados em casa em condições sub-humanas;
As rotinas de vida da criança e dos jovens promovem o seu desenvolvimento sob o ponto de vista emocional, social, motor, intelectual e afectivo. Assim, o que é necessário é definir políticas de intervenção que, de forma continuada, melhorem essas rotinas no dia-a-dia da criança, como tem vindo a ser feito pelos governos da responsabilidade do PS/A.
A pluridimensionalidade da área exige conjugação de vários esforços numa intervenção que tem de ser cada vez mais territorializada. Por isto, a articulação estreita entre a tutela e todos os parceiros sociais que desenvolvem trabalho na área, com especial referência para as Autarquias, Instituições Particulares de Solidariedade Social, Organizações não Governamentais, não esquecendo a própria família, é imprescindível para que se conceba e desenvolva um eficaz plano de intervenção que previna e combata situações de crianças e jovens em perigo.
DISSE!
Horta, Sala das Sessões, 19 de Setembro de 2003
A Deputada Regional do P.S.: Maria Natividade Luz

segunda-feira, 7 de julho de 2008

267) VILA REAL: Informar as camadas mais jovens da população sobre a prevenção na saúde oral

Criada em 2002, a Clínica de Medicina Dentária Dr. Daniel Azevedo (Qt. St Iria Lt. 6-Lj 1 Vila Real 5000-722 VILA REAL Vila Real telef.: 259327004) tem vindo a crescer, apostando em novas especialidades e contribuindo para a melhoria da qualidade dos cuidados de saúde prestados no concelho de Vila Real. Informar as camadas mais jovens da população sobre a prevenção na saúde oral é cada vez mais importante.
Ciente dessa realidade, Daniel Azevedo está a desenvolver um projecto, em conjunto com as autarquias, que se prende com triagens nas escolas e, ao mesmo tempo, motivar as crianças para a importância da prevenção. “Inicialmente este projecto vai ser feito apenas com as escolas da cidade de Vila Real, e mais tarde será alargado a todo o concelho”.
De acordo com o nosso entrevistado, nos últimos dez a 15 anos a medicina dentária sofreu várias modificações, sobretudo ao nível dos materiais. “Os materiais estão cada vez mais evoluídos, o que dá uma maior segurança aos médicos, pois consegue-se resolver com maior rapidez e qualidade os problemas dos utentes”. Este aspecto é bastante importante para as pessoas deixarem de ter medo de ir ao dentista, “travamos uma luta diária no sentido de combater a fobia de consultar o dentista e lentamente temos conseguido grandes resultados a esse nível, o que é bastante importante, sobretudo se tivermos em conta que dez por cento da população mundial é totalmente desdentada. A nossa ida às escolas também irá contribuir bastante para que as crianças deixem de ter medo de ir ao dentista e depois elas próprias irão incentivar os pais a terem mais cuidado com a sua higiene dentária, pois por incrível que pareça, muitos portugueses ainda não sabem o que é uma escova de dentes”.
Na saúde oral, os problemas mais frequentes surgem ao nível da fixação das próteses. Apesar de à primeira vista esta questão parecer muito simples, acaba por ser complexa, porque os utentes que têm este problema acabam por não conseguir um relacionamento agradável com outras pessoas, ficam mais deprimidas e isolam-se da sociedade. “Somos bastante procurados para resolver esse tipo de problemas. Hoje já começa a haver uma mudança de mentalidades e os implantes têm cada vez mais procura”.
Contrariamente ao que se pensa, por vezes, é mais fácil reabilitar um doente que fez um implante do que um que fez uma extracção, “conseguimos que entre três a quatro horas o utente saia daqui com os dentes fixos e pronto para mastigar”, adianta. Por outro lado, Daniel Azevedo aconselha aos pais das crianças que estas devem começar a escovar os dentes desde muito novas, assim como a consultarem o dentista, por forma a se familiarizarem com os consultórios e os com os próprios médicos dentistas. “Ao manterem uma higiene dentária diária desde muito cedo, conseguem evitar problemas mais graves no futuro”.
A Clínica estabeleceu protocolos com a Medis, com a Caixa Geral de Depósitos, com o SAMS Quadros e com a Visavital. Este último protocolo foi estabelecido há cerca de um ano e, de acordo com o nosso entrevistado, está a ter resultados bastante positivos, “porque se trata de um seguro que reduz bastante o custo da medicina dentária em qualquer tratamento”.
O custo dos tratamentos dentários continua a ser um dos factores que mais afasta as pessoas dos consultórios médicos. “É difícil para nós contornarmos esse problema, porque as despesas com os materiais são muito elevadas, devido à sua qualidade, porque alguém que prima pela qualidade tem de usar materiais melhores e logicamente que isso aumenta o custo para o cliente. Por isso mesmo é que tentamos apresentar várias soluções, tais como os financiamentos e os seguros com que trabalhamos”.
Daniel Azevedo confessa que tentou estabelecer protocolos com outras instituições, o que não foi possível por já terem prestadores suficientes nesta região. “Deparamo-nos com uma procura cada vez maior de alguns subsistemas de saúde. Penso que as necessidades dessas pessoas não estão a ser tidas em conta. Por outro lado, é uma injustiça para os novos profissionais que surgem no mercado com conceitos mais actualizados e que não conseguem dar uma resposta por nos serem negadas as convenções, o que acaba por condicionar alguns tratamentos”.
O investimento no espaço, nos materiais e nos equipamentos exigiu um grande esforço financeiro. A Clínica adquiriu todos os equipamentos necessários para desenvolver o melhor trabalho possível. “Hoje, apostamos sobretudo ao nível dos materiais que colocamos na boca dos utentes, porque é isso que nos dá resultados mais imediatos. Ao nível dos equipamentos, as diferenças não são muitas de marca para marca. Penso que acompanhamos sempre as evoluções tecnológicas e de momento não existe nada no mercado que justifique a aquisição de um novo equipamento. O meu sonho, desde que criei a clínica, era acabar com a broca, mas isso ainda não é possível. Existe um tratamento a laser que substitui a broca, mas apenas em casos muito específicos e não se justifica gastar uma verba bastante avultada num equipamento para tratar cerca de um por cento das situações”.
O futuro passa por estar sempre na linha da frente ao nível das evoluções tecnológicas. Daniel Azevedo adianta ainda que nos meses de Outubro ou Novembro, juntamente com outros profissionais do país, irá orientar um curso de medicina dentária na área da implantologia. Este curso terá lugar nas instalações da clínica e destina-se a todos os médicos generalistas que se queiram iniciar em implantologia.

domingo, 6 de julho de 2008

266) Divulgação de outros blogues e sites

O amigo leitor conhece outros blogues e sites referentes à área da saúde e, especialmente, sobre a saúde oral? Nacionais ou estrangeiros, em qualquer língua?
Utilize o correio electrónico tempogero@gmail para fazer as suas sugestões.
Gerofil

sexta-feira, 4 de julho de 2008

265) Estudo regional sobre saúde oral na população escolarizada demonstra melhoria nos cuidados de saúde

O secretário regional dos Assuntos Sociais presidiu, em Angra do Heroísmo, à sessão de apresentação do Estudo Regional de Prevalência das Doenças Orais na População Escolarizada da Região Autónoma dos Açores, iniciado em 2006 pelo Executivo e que revela uma redução da incidência da cárie dentária na juventude açoriana. Segundo Domingos Cunha, o documento, que vai ser entregue a todas as escolas e unidades de saúde açorianas, “demonstra claramente que as medidas implementadas pelo Governo dos Açores e dinamizadas pelo Grupo de Trabalho de Saúde Oral, resultaram favoravelmente no âmbito da saúde oral”.
Integrado no Programa Regional de Saúde Oral, o estudo, elaborado pelos médicos dentistas Ricardo Cabral, Madalena Mont´Alverne e Artur Lima, abrangeu 517 crianças dos seis, 12 e 15 anos, examinadas nas escolas e centros de saúde de todas as ilhas, tendo sido comprovada a redução dos índices de cárie dentária nas populações jovens açorianas. Elogiando o “trabalho criterioso, metódico, com sustentação científica e clínica” realizado pela equipa de rastreio, o secretário regional realçou as particularidades do estudo regional: “primeiro, foi feito por profissionais que exercem a sua actividade na Região; segundo, é o primeiro estudo direccionado na área das doenças orais; terceiro é um estudo que vai de Santa Maria ao Corvo”.
O governante relembrou ainda o “pioneirismo” da Região neste sector, ao ter criado o Boletim Individual de Saúde Oral para os utentes do Serviço Regional de Saúde, através da Portaria nº93/2005, de 29 de Dezembro.
Na apresentação da investigação, o médico Ricardo Cabral realçou o facto de os Açores serem a única das regiões do País que realiza 25 mil consultas por ano, possuindo igualmente uma “política única de reembolsos”. O investigador adiantou que, no âmbito deste projecto, está já preparado o Estudo Regional do Doseamento de Flúor nas Águas de Consumo que pretende abranger as 154 freguesias existentes nos Açores.
Actualmente, existem 108 médicos dentistas existentes na Região, 15 dos quais integrados nos centros de saúde regionais e 14 bolseiros, sete deles com licenciatura concluída.
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Para quando a colocação de uma equipa multidisciplinar de profissionais de saúde oral em cada um dos agrupamentos de centros de saúde em Portugal Continental? Para quando a criação de uma hierarquia que enquadre a prestação de cuidados de saúde oral no país, estabelecendo definitivamente a ligação entre os médicos de família, a escola, os lares e as famílias e as estruturas de saúde oral estatais, convencionadas e privadas existentes no país? Não haverá técnicos suficientes ao nível dos ministérios com a capacidade de estabelecer estas recomendações?
Basta de políticas a avulso e sem qualquer nexo com a realidade no terreno que os governos nos têm vindo a brindar há anos; siga-se, isso sim, uma política de interesse voltado para as populações porque são elas que pagam impostos e têm necessidade que lhes sejam prestados cuidados de saúde.
Gerofil

quarta-feira, 2 de julho de 2008

264) Ministra disponível para discutir eventual alargamento do Programa de Saúde Oral

A ministra da Saúde, Ana Jorge, criticou a «pressão» da Ordem dos Médicos Dentistas para o alargamento do Programa Nacional de Promoção de Saúde Oral, mas manifestou abertura para discutir com os parceiros essa possibilidade. «A Ordem dos Dentistas fez uma proposta, nós poderemos analisar, mas a Ordem dos Dentistas não pode, obviamente, fazer o que eu quase que diria que é uma pressão junto do Ministério da Saúde [para alargamento daquele programa]», referiu Ana Jorge.
O bastonário da Ordem dos Dentistas, Orlando Monteiro da Silva, reuniu com o Presidente da República, tendo abordado o tema do Programa Nacional de Promoção de Saúde Oral, que entrou em vigor a 1 de Março e que implica a atribuição de cheques-dentistas a grávidas e a idosos beneficiários do complemento solidário. O bastonário saúda a iniciativa, mas defende o seu alargamento às crianças, aos diabéticos a aos portadores de doenças especiais.
Na resposta, a ministra da Saúde referiu que o programa actual já «foi um grande passo» para ajudar dois grupos muito necessitados e defendeu que agora há que ganhar experiência e ver como este programa acontece, mas manifestou abertura para discutir o eventual alargamento. «Estamos disponíveis para, em conjunto com os parceiros, discutir aquilo que é possível fazer», referiu, ressalvando, no entanto, que há que definir prioridades.
«Vamos ver se essa será uma prioridade ou não», afirmou Ana Jorge em Viana do Castelo, à margem do I Congresso sobre Estilos de Vida Promotores de Saúde.

domingo, 29 de junho de 2008

263) Ordem pondera impedir acesso à profissão se continuarem a faltar saídas profissionais

A Ordem dos Médicos Dentistas pondera impedir o acesso à profissão, caso continuem a não existir soluções de emprego para estes profissionais, revelou à Lusa o bastonário da classe. Orlando Monteiro da Silva falava à Lusa no final da audiência que manteve com o Presidente da República, com o qual abordou a questão da emprego dos médicos dentistas.
Para a Ordem, a situação destes profissionais está a atingir um limite, uma vez que todos os anos saem 600 licenciados que se juntam aos 6.000 médicos dentistas que existem em Portugal. Sem emprego para exercer a profissão, muitos têm optado por emigrar, o que a Ordem dos Médicos Dentistas lamenta. Nesta situação estão já 247 médicos dentistas que exercem a profissão em Inglaterra.
Perante este cenário, que classifica de "muito grave", a Ordem está a ponderar impedir o acesso à profissão, alegando que estão cobertas as necessidades sanitárias do país, em termos de medicina dentária.
Outro tema que a Ordem dos Médicos Dentistas abordou com Aníbal Cavaco Silva foi o Programa Nacional de Promoção de Saúde Oral, que entrou em vigor a 01 de Março e que implica a atribuição de cheques-dentistas. De acordo com o programa, cada grávida seguida no centro de saúde terá direito a três cheques-dentista, num valor máximo total de 120 euros. O programa prevê abranger 65 mil grávidas. Os idosos beneficiários do complemento solidário poderão usufruir de um máximo de dois cheques-dentista, num total anual de 80 euros.
Consoante os casos, são requisitos fundamentais um atestado de gravidez ou um comprovativo da situação de beneficiário do complemento emitido pelo Instituto de Segurança Social. Os utentes podem escolher qualquer médico dentista ou consultório, desde que faça parte da lista de profissionais que aderiram ao sistema na respectiva região de saúde.
O bastonário saúda a iniciativa mas defende o seu alargamento às crianças, aos diabéticos a aos portadores de doenças especiais.
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Comentários retirados do SAPO NOTÍCIAS:
- Não percebi. Há dentistas sem emprego? Então porque é que em vez de o estado gastar milhões de euros em cheques-dentista de valor individual miserável não os põe ao serviço da população em geral nos hospitais e centros de saúde? Ah, porque os senhores da ordem não poderiam continuar a pedir 100 euros por consulta, e deixariam de poder acumular fortunas. A saúde tem de deixar de ser um meio de acesso à riqueza individual. Os profissionais da saúde têm direito a uma vida digna – como temos todos – mas não à custa dos desfavorecidos. O que é que um idoso que ganhe um valor mínimo de sobrevivência vai fazer com 2 cheques de 40 euros? A que serviços vai conseguir ter acesso com esse valor? Espero que encontrem um dentista solidário que aceite ficar com o cheque e lhes dê o seu valor em dinheiro para poderem comprar comida. Mas com a mentalidade da classe provavelmente só o farão se apenas devolverem 70%; afinal, há que pagar a casa de férias, carro de luxo e outras despesas essenciais;
- Ordem dos dentistas quer o mesmo para a saúde dentária dos portugueses que temos para a saúde do resto do corpo. Deixem os portugueses escolherem, informem os jovens dos cursos onde não há saída profissional, mas não os impeçam de estudar;
- Meus amigos Portugueses. Hoje para ir ao dentista é preciso contrair um empréstimo bancário!!! Mesmo assim com tantos médicos, como diz o bastonário, os preços e a política de tratamento usados pelos dentistas são completamente irrealistas para o poder de compra, já que a classe média desapareceu. Só os ricos, os políticos, os deputados, os juízes, os futebolistas, os ministros, têm possibilidades de consultarem um médico privado, com preços de consultas em vigor!!! Cada médico se que forma, tem logo no subconsciente a ideia de ficar rico no mês seguinte;
- A questão é tão simples: mais de metade dos dentistas preferiam ter seguido medicina...mas não há vagas!!! Chegamos ao ridículo de haver excesso de dentistas e falta de médicos em quase todas as especialidades. É uma vergonha este país;
- Desde quando é que as ordens impedem o acesso ao exercício de uma profissão devidamente reconhecida pela Republica. Aqui estão ideias manifestamente inconstitucionais, tais como noutras áreas, e ninguém protesta;
- O Sr. bastonário esquece-se que há uma Constituição e um direito de acesso à profissão. A Ordem, nem esta nem outra, tem poderes para vedar o acesso. Parvoíce.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

262) Região dá apoio universal

Continente avança com cheques-dentista
mas Madeira acha que medida não é justa
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O Governo da República deu ontem início a um novo programa que prevê a atribuição de cheques-dentista a grávidas e a idosos. O programa prevê tectos máximos anuais de 120 euros para as grávidas seguidas no Serviço Nacional de Saúde e de 80 euros para os idosos beneficiários do complemento solidário.
A Região não vai seguir esta política e o secretário regional dos Assuntos Sociais explica porquê. «O nosso apoio é de uma forma universal, sejam as pessoas de que grupo forem. Não precisam ser grávidas ou idosos. Basta que tenham dificuldades financeiras e que as comprovem nos serviços de Segurança Social», afirmou Francisco Jardim Ramos, o qual exemplificou referindo que «podem existir grávidas cujo rendimento familiar não necessite desse apoio, assim como existem mulheres, que não estando grávidas, têm mais dificuldades financeiras». Por outro lado, o secretário regional dos Assuntos Sociais lembrou aquilo que tem sido feito, na Madeira, ao nível do plano regional de saúde, o qual apostou na parte preventiva (com a cobertura total de todas as crianças da Região) e na parte curativa, que funciona, actualmente, nos centros de Saúde do Bom Jesus, do Porto Santo e do Porto Moniz.
Relativamente à saúde oral preventiva, Francisco Jardim Ramos destacou o facto de, neste último ano, o Funchal ter vindo a ser coberto por este projecto que já abrange 16 mil e 333 crianças. Só neste concelho, são três mil e 840 crianças, aquelas que foram abrangidas pela iniciativa que visita as escolas e que apresenta uma inovação: «o equipamento escolar inclui a escova e a pasta de dentes. As crianças são obrigadas a levarem para a escola estes dois objectos de higiene».
No que toca à parte curativa, Jardim Ramos não tem datas concretas mas garante que o objectivo, em termos futuros, é estendê-la a um maior número de centros de saúde na Região. «O objectivo é fazermos com que os utentes possam ir tratar dos seus dentes num maior número de centros de saúde até que a cobertura passe também a ser total», frizou o secretário regional dos Assuntos Sociais.
* * *
Como é possível dentro do mesmo país existirem duas orientações distintas em matéria de políticas de saúde oral? Está mais que visto que os problemas de saúde oral dos portugueses se devem pura e simplesmente por opções políticas, uma vez que não existem falta de recursos.
Enquanto assim for, serão as crianças deserdadas da fortuna, os velhinhos, os pobres e os desprotegidos da sorte carrascos das políticas de saúde do regime? Existindo milhares de milhões de euros para investir (projectos megalómanos como o TGV – transporte de grande velocidade, ou o novo aeroporto da OTA), continuam os políticos a fazer o faz de conta com a saúde da maioria dos portugueses.
Já não bastava o desemprego, a miséria e a fome que a tantos afecta como fazer de conta que não existem problemas de saúde no país. Infelizmente não é a poderosa classe política beneficiada com o 25 de Abril de 1974 que tem que se confrontar com essa realidade.
Gerofil

terça-feira, 24 de junho de 2008

261) Saúde Oral: Cheques-dentista só no público é «dispendioso»

A ministra da Saúde afirmou hoje que um programa de saúde oral no sector público obrigaria a um «investimento muito dispendioso», por ser necessário instalar equipamento e colocar muitos profissionais nos centros de saúde. Na emissão simbólica do primeiro cheque-dentista a uma grávida, no Centro de Saúde dos Olivais (Lisboa), Ana Jorge assumiu não estarem feitas as contas da poupança para o Serviço Nacional de Saúde (SNS) com o recurso aos serviços contratualizados na área privada, onde existem o equipamento e os profissionais na área da saúde oral. Este ano, o alargamento do programa de saúde oral custará ao Estado 21 milhões de euros.
«[Colocar exclusivamente no sector público o programa de saúde oral] exigiria um esforço muito grande para que o programa fosse alargado equitativamente», sublinhou a ministra, garantindo que a iniciativa dos cheques-dentista permite que o programa se estenda de forma «mais rápida e mais equitativa por todo o país». Até ao momento foram emitidos 43 cheques-dentista, mas a ministra garante que todos os centros de saúde têm já essa possibilidade.
Para o bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas, Orlando Monteiro da Silva, apesar de «com certeza continuar a haver muito por fazer», «um bom começo é sempre um bom princípio». O programa prevê tectos máximos anuais de 120 euros para as grávidas seguidas no SNS e 80 euros para os idosos beneficiários do complemento solidário.
O despacho de Fevereiro que determinou o alargamento do Programa nacional de Promoção de Saúde Oral prevê o aumento da cobertura de cuidados a 80.000 jovens por ano, estimando que o programa abranja 65 mil grávidas anualmente. O acesso às consultas de medicina dentária faz-se mediante um cheque-dentista personalizado emitido e entregue ao utente pelo centro de saúde onde é seguido, sendo necessários, consoante os casos, um atestado de gravidez ou um comprovativo da situação de beneficiário do complemento emitido pelo Instituto de Segurança Social.
Além do cheque inicial, as grávidas podem receber mais dois cheques-dentistas para consultas e tratamentos, num valor total de 120 euros. A realização de tratamentos pode ser concluída até 60 dias após o parto.
Os idosos abrangidos podem receber até dois cheques-dentista por ano, num máximo de 80 euros. Os utentes podem escolher qualquer médico desde que conste da lista dos profissionais aderentes da respectiva região de saúde. Essa lista integra actualmente 2.600 profissionais, o que equivale a 40 por cento dos médicos inscritos na Ordem dos Dentistas (cerca de seis mil), referiu o bastonário, precisando que este é um «processo de adesão contínua».
Maria de Fátima, grávida de mais de 35 semanas, foi o rosto simbólico do início da emissão dos cheques-dentista. A utente do Centro de Saúde dos Olivais recebeu hoje das mãos da ministra da Saúde um cheque que lhe possibilitará «fazer um check-up aos dentes e depois logo se vê», mas por não ter problemas nos dentes, o seu plano passa por uma limpeza oral. «Os dentes ficam mais fracos durante a gravidez e parecendo que não [este cheque] é uma ajuda. Nem todas as pessoas têm meios para ir a um médico privado e por isso concordo com esta medida», referiu.
Diário Digital

domingo, 22 de junho de 2008

260) Pedido de ajuda (modelos de boca e de escova)

Olá.
Estive a ver o seu blog e pensei que talvez me pudesse ajudar na seguinte questão: neste verão irei como voluntária missionária para uma escola em Moçambique e, entre outros projectos, irei fazer promoção da saúde oral, ensinando aos alunos e professores como realizar a sua hegiene oral.
Pensei que seria útil ter um modelo de uma boca em proporções aumentadas e uma escova também maior para mais facilmente explicar a técnica de escovagem. Sei que existe à venda, mas não me saberia informar se existe alguma entidade que me pudesse facultar um modelo, nem que fosse emprestado?
Desde já agradeço pela sua atenção.
Endereço de contacto: tempogero@gmail.com

sexta-feira, 20 de junho de 2008

259) Violência contra idosos e nos hospitais preocupa PGR

O procurador-geral da República mostrou-se hoje preocupado com a violência contra idosos e nos hospitais, crimes que ainda não são denunciados. Pinto Monteiro, que falava na Comissão Parlamentar da Educação e Ciência, disse que há medo de fazer participações.
“Já tenho elementos sobre violências nas escolas, sobre violência doméstica - e aí muito maior - , de violência sobre menores, mas sobre violência nos hospitais até agora ainda não consegui elementos, ou seja, ainda há mais medo de comunicar violência nos hospitais do que outro tipo de violência”, sublinhou.
O procurador-geral da República revela que a sua prioridade é a investigação dos diversos crimes de violência e, neste momento, o que o preocupa mais é a violência sobre os idosos. “Tenho poucos dados da violência sobre os idosos e preocupa-me bastante, é a que me preocupa mais, talvez, porque os idosos não têm voz”, referiu Pinto Monteiro.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

258) Acções de vigilância na saúde infantil e juvenil têm “impacto indiscutível”

A directora regional da Saúde dos Açores garantiu, na Horta, que as acções de vigilância na saúde infantil e juvenil, pertinentes e de qualidade, têm um “impacto indiscutível” na vida das crianças. Teresa Brito falava no V Seminário de Saúde Infantil, que decorreu no Faial, numa iniciativa do Centro de Saúde da Horta, e a cuja abertura presidiu em representação do secretário regional dos Assuntos Sociais.
Segundo sublinhou na ocasião, a saúde não depende, porém, somente da prestação de cuidados, uma vez que a “influencia do ambiente social, biofísico e ecológico é também determinante”. Para Teresa Brito, o apoio às crianças com necessidades especiais, em situação de risco ou especialmente vulneráveis, a redução das desigualdades no acesso aos serviços de saúde e o reconhecimento dos pais como primeiros prestadores de cuidados “são aspectos prioritários”.
Lembrou, ainda, que o aumento do nível de conhecimentos e de motivação das famílias, a par da melhoria das condições de vida, “favorecem o desenvolvimento da função parental e tornam possível que os pais e a família a assumam, como direito e dever, competindo aos profissionais facilitá-la e promovê-la”. Disse também que alimentação e saúde infantil constituem problemática actual e fundamental, na medida em que a “aquisição dos hábitos alimentares resulta da obtenção de competências e saberes na infância, com reflexos na melhoria da qualidade de vida ao longo de todo o ciclo vital”.
“As crianças não possuem capacidades inatas que lhes permitam uma escolha discernidas dos alimentos”, sublinhou a directora regional, adiantando que essa opção resulta da “simples apreensão proveniente da experiência, observação e educação”. Nesse âmbito, “o papel de todos nós, enquanto gestores, profissionais de saúde, pais e educadores, assume uma preponderante importância na produção de práticas condizentes a uma alimentação correcta, equilibrada e completa”, observou Teresa Brito.
Destinado a médicos, enfermeiros, professores, educadores de infância, assistentes sociais e psicólogos, este seminário debateu temas como a adolescência, saúde escolar, patologias pediátricas, imunização e vinculação afectiva.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

257) Açores: Número de crianças sem cáries dentárias aumenta

O número de crianças açorianas com seis anos isentas de cáries dentárias aumentou de 30 para 38 por cento, de acordo com o estudo regional de prevalências orais na população escolarizada, anunciou hoje o Governo Regional.
O secretário regional dos Assuntos Sociais, Domingos Cunha, adiantou que o aumento significativo de médicos dentistas e o acesso dos cidadãos permite a obtenção de “resultados muito positivos, de acordo com as recomendações da Organização Mundial de Saúde”. “Com a contratação de 15 médicos dentistas para as unidades de saúde de todas as ilhas do arquipélago e o trabalho de mais 108 médicos dentistas do sector privado, existe uma maior oferta que tem sido aproveitada pela população”, explicou.
Segundo Domingos Cunha, os centros de Saúde da região estão a realizar, anualmente, 25 mil consultas de saúde oral e a política de reembolsos para quem utiliza os serviços privados dá um contributo decisivo.
O “Estudo Regional de Prevalência das Doenças Orais na População Escolarizada da Região Autónoma dos Açores em 2005” foi orientado pelos médicos dentistas Ricardo Cabral, Madalena Mont’Alverne e Artur Lima. O estudo examinou 517 crianças das nove ilhas, das quais 250 do sexo masculino (48 por cento) e 267 do sexo feminino (52 por cento) com seis anos (165), doze anos (179) e quinze anos (153). Os resultados permitiram concluir que o índice médio de fluorose dentária nos Açores é de 0.7, sendo as ilhas de São Miguel e Pico as que possuem o índice mais elevado (0.9) e as Flores e o Corvo as que têm o índice mais baixo (0.1).
Quanto à cárie dentária, é de 0.2 nas crianças com seis anos, 2.1 aos doze anos e de 3.6 aos quinze anos. Nas crianças ou jovens com seis anos, doze e quinze anos, o maior índice de cárie dentária verifica-se na ilha do Corvo, enquanto o menor é em Santa Maria (seis e quinze anos) e na ilha do Pico (12 anos).
De acordo com o estudo, a prevalência das crianças isentas de cárie dentária na dentição permanente nos Açores é de 44,9 por cento.
As conclusões do trabalho recomendam a realização de um estudo regional do doseamento de flúor nas águas de consumo, que abranja as 154 freguesias dos Açores. O documento, segundo Domingos Cunha, vai ser entregue a todas as escolas e unidades de saúde açorianas.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

256) Cheques dentista já estão disponíveis para grávidas e idosos

O primeiro cheque dentista para grávidas foi emitido dia 2 de Junho. O programa de saúde oral vai dispor de 21 milhões de euros, para o primeiro ano, e além das grávidas vai também abranger idosos carenciados.
Os utentes vão poder escolher qualquer médico que conste da lista dos profissionais aderentes da respectiva região de saúde. Até ao momento já foram emitidos 43 cheques dentista.
“Será por prescrição do médico de família. No caso dos idosos é necessário que tenham direito ao complemento solidário”, afirmou Ana Jorge, ministra da Saúde, na emissão simbólica do primeiro cheque dentista a uma grávida, no Centro de Saúde dos Olivais (Lisboa). Na ocasião, a ministra da Saúde assumiu que não estão feitas as contas da poupança para o Serviço Nacional de Saúde (SNS).
Segundo Ana Jorge, um programa de saúde oral no sector público obrigaria a “um investimento muito dispendioso”, por ser necessário instalar equipamentos e colocar muitos profissionais nos centros de saúde. “Colocar exclusivamente no sector público o programa de saúde oral exigiria um esforço muito grande para que o programa fosse alargado equitativamente”, acrescentou.
O Ministério da Saúde assegura que todos os centros de saúde do país poderão disponibilizar os cheques dentista. O programa prevê tectos máximos de 120 euros para as grávidas, repartidos por três cheques e a realização de tratamentos pode ser concluída até 60 dias após o parto. Para os idosos o valor máximo é de e de 80 euros mais uma comparticipação até 250 euros para a colocação de próteses dentárias.
Cristina Sambado

segunda-feira, 2 de junho de 2008

255) Dentistas criticam programa de saúde oral nas escolas

O programa de promoção de saúde oral nas escolas, que a Direcção-Geral de Saúde quer avaliar antes de avançar com cheques-dentistas para crianças, merece críticas de médicos dentistas, que defendem uma reorganização do projecto.
As críticas foram transmitidas à margem do Congresso da Ordem dos Médicos Dentistas, que decorreu em Novembro, por um dos representantes da Ordem dos Médicos Dentistas no grupo de análise do programa de saúde oral, Paulo Rompante. A etapa básica e essencial deste programa passa por promover a escovagem diária na escola, o que não está a ser realizado em grande parte das instituições.
«Como o programa foi concebido, só tinham direito a aceder às outras etapas do programa as escolas que promovessem a escovagem diária, nenhum programa funciona se esta escovagem não for promovida», comentou o especialista. O argumento invocado por algumas escolas de que não têm condições para promover a saúde oral não colhe entre os dentistas. «Se uma escola não tem condições para isto, então quase mais vale fechar a escola», considerou Frias Bulhosa, outro dos elementos da Ordem que participou no grupo de análise que fez propostas ao ministro da Saúde.
Até porque, frisa o especialista, para escovar os dentes basta apenas que os alunos tenham uma escova e pasta, sendo o uso de água até prescindível. A par da escovagem, as escolas incluídas no programa de saúde oral promovem a administração de flúor quinzenalmente entre os seus alunos.
Depois desta etapa, devem seleccionar-se as crianças que devem colocar selante nos dentes - um material plástico que é aplicado para prevenir as cáries. Mas também aqui há falhas no programa realizado nas escolas, dizem os dentistas. Isto porque, antes do selante, é necessário detectar se a criança não tem já cáries em desenvolvimento, o que deve ser feito por um médico dentista, que não está presente na escola.
«A selecção das crianças nem sempre é feita por profissionais qualificados. Actualmente isso é a maior parte das vezes feito pelas equipas de saúde escolar, que muitas vezes nem têm sequer um higienista oral», sustentou Paulo Rompante. O médico sublinhou que a cárie é uma doença «infecciosa e contagiosa», cujo diagnóstico deve ser feito pelo dentista.
O bastonário considera que os higienistas orais têm preparação para colocar o selante, mas recorda que estes devem sempre trabalhar sob supervisão de um médico dentista, que é a quem compete fazer o diagnóstico das cáries.
Para o médico Frias Bulhosa, outra das deficiências do programa de saúde oral tem a ver com a falta de acompanhamento das crianças. «Uma criança de quatro, cinco ou seis anos pode entrar num determinado ano no programa, mas depois não voltar a ser acompanhada. A criança não é seguida nos anos seguintes», lamentou.
* * *
Enfim, se é assim que o estado trata as crianças do país ...
Gerofil

domingo, 1 de junho de 2008

254) A condição bucal das crianças não é aquilo que deveria ser

Pindamonhangaba, S. Paulo (BRASIL) - “A condição bucal das crianças não é aquilo que deveria ser”. Essa é a opinião da dentista Janaína Tavares Costa de Castro, que realiza um trabalho social de orientação a crianças de uma escola particular no Distrito de Moreira César, em Pindamonhangaba. Formada em odontologia pela Faculdade de Pindamonhangaba, Janaína tem aperfeiçoamento na área de odontopediatria. Ela acredita que, muitas vezes, a saúde bucal precária bucal de muitas crianças é decorrente da falta de tempo e de informação de muitos pais.
“Hoje em dia, muitas mães trabalham fora e têm essa dificuldade de supervisionar. A criança acaba ficando com a empregada ou até mesmo na escolinha. E não é a mesma coisa. Torna-se difícil perceber a existência de cáries”, explica a dentista. Por isso mesmo, ela diz que a atuação de dentistas nas escolas seria de fundamental importância para a melhoria da saúde bucal das crianças. Na cidade de Guaratinguetá, por exemplo, ela conta que inúmeras escolas municipais já possuem consultórios dentários.
Na opinião de Janaína, é importante que os pais façam o monitoramento de escovação e do uso do fio dental. Segundo ela, esse trabalho deve acontecer por meio da interação entre pais, professores e profissionais da área de odontologia. No trabalho específico realizado na escola em Moreira César, Janaína está fazendo um levantamento da condição bucal das crianças. Mas, segundo ela, na primeira triagem, pela qual 70 crianças passaram, o número de cáries verificado foi além do esperado.
”Vamos fazer esse levantamento, reunir a escola, interagir com os pais e, através de relatórios e palestras, mostrar os casos específicos e estar dando um alerta”, destacou. A profissional alerta que o aparecimento de manchas brancas nos dentes das crianças nem sempre é percebido. “Essas manchas já são a primeira manifestação da cárie e, às vezes passa despercebido”, justifica.
Janaína acredita que um trabalho conjunto entre dentistas, escolas e pais é de suma importância para a prevenção, auxiliando na redução dos problemas bucais.
* * *
Chama-se também a atenção para a necessidade de realização de rastreios da população estudantil em Portugal. Detectar problemas precocemente pode prevenir situações dramáticas no futuro de muitas crianças e dos jovens. Para quando um rastreio a nível nacional ?
Gerofil

sexta-feira, 30 de maio de 2008

253) Mau hálito? Veja causas e como solucionar

O que é halitose?
Halitose significa "mau hálito", um problema que muitas pessoas enfrentam eventualmente. Calcula-se que aproximadamente 40% da população sofre ou sofrerá de halitose crônica em alguma época de sua vida. Muitas são as causas deste mal, incluindo: higiene bucal inadequada (falta de escovação adequada e falta do uso do fio dental), gengivite, ingestão de certos alimentos como por exemplo alho ou cebola, tabaco e produtos alcoólicos, boca seca (causada por certos medicamentos, por distúrbios e por menor produção de saliva durante o sono), doenças sistêmicas tais como câncer, diabetes, problemas com o fígado e rins.
Como saber se tenho halitose?
Uma forma de saber se você tem mau hálito é cobrir sua boca e nariz com a mão, exalar e sentir o hálito. Uma outra forma é perguntar a alguém em quem você confia como está o seu hálito. Mas, não se esqueça de que muitas pessoas têm este problema quando acordam de manhã, como resultado de uma produção menor de saliva durante a noite, o que permite os ácidos e outras substâncias se deteriorarem no interior da boca. Medidas tais como escovar bem os dentes e língua, e usar fio dental antes de dormir e ao se levantar sempre ajudam a eliminar o mau hálito matinal.
Como prevenir a halitose?
Evite alimentos que causam mau hálito e observe o seguinte: escove bem duas vezes ao dia e use fio dental diariamente para remover a placa bacteriana e as partículas de alimento que se acumulam todos os dias (escovar a língua também ajuda a diminuir o mau hálito), remova a dentadura antes de dormir, limpando-a bem antes de recolocá-la de manhã e visite seu dentista periodicamente para fazer uma revisão e uma limpeza de seus dentes.
Se o seu mau hálito persistir mesmo após uma boa escovação e o uso do fio dental, consulte seu dentista, já que isso pode ser a indicação da existência de um problema mais sério. Só o dentista poderá dizer se você tem gengivite, boca seca ou excesso de placa bacteriana, que são as prováveis causas do mau hálito.
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segunda-feira, 26 de maio de 2008

252) Saúde bucal mais intensificada

Pedro Avelino (Rio Grande do Norte), BRASIL - A Secretaria de Saúde de Pedro Avelino intensifica os investimentos na promoção da saúde bucal entre as crianças e os adolescentes. O projeto busca formar uma geração mais saudável que as anteriores, que cresça livre da necessidade de fazer tratamentos dentários mais sérios ou mesmo extrair os dentes por falta de cuidados.
O município, que é administrado pelo prefeito Sérgio Cadó, está promovendo uma reformulação no setor da saúde. Os investimentos também incluem melhorias no hospital municipal, no atendimento do programa Estratégia de Saúde da Família. A prefeitura mantém um serviço de consultas e procedimentos odontológicos variados, através de sues postos de saúde e gabinetes distribuídos na sede e em outras comunidades.
Mas o projeto voltado ao publico escolar propõe estabelecer uma relação mais direta entre o dentista e o paciente, através de uma escala de visitas às escolas municipais. A iniciativa é viabilizada através de uma parceria entre as secretarias municipais de educação e saúde. Segundo informações do órgão municipal de saúde pública, todas as unidades de ensino administradas pela prefeitura estão incluídas no projeto, que tem uma programação formada de palestras sobre higiene bucal e ações como aplicação de flúor e escovação.
A principal meta é fixar na educação dos estudantes a necessidade de escovar os dentes sempre após cada refeição e antes de dormir, como também usar fio dental e visitar o dentista regularmente. O projeto busca atacar, localmente, a cultura de descaso com a saúde bucal, tradicionalmente dominante no interior. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o investimento na saúde bucal nas escolas acontece num momento em que a prefeitura direciona recursos para outros projetos na área de atendimento odontológico.
Um dos objetivos deste ano é adquirir um gabinete odontológico móvel para atender principalmente a população da zona rural. O equipamento será usado para que os dentistas possam atender os moradores nas comunidades mais distantes do centro, sem que os moradores precisem se deslocar, um fator que desestimula a população na hora de procurar atendimento.
* * *
E nós por cá, em Portugal, quem assume a responsabilidade de chegar a quem não pode ir a uma consulta ? Como vai o Programa de Saúde Oral Escolar por essas escolas de todo o país ?
Gerofil

quarta-feira, 21 de maio de 2008

251) Como cuidar do sorriso infantil

Escovação (1) - É preciso sempre escovar os dentes depois de comer - um ritual que deve se repetir, no mínimo, de três a quatro vezes por dia, a partir do nascimento do primeiro dente. Supervisione a escovação da criança - e até mesmo do adolescente - até que ela tenha controle total do procedimento e saiba usar o fio dental.
Por volta dos seis anos, em média, pode ser introduzido o uso de enxagüante bucal. Então, pode-se começar a fazer uma higiene completa, com escova, fio dental e um bochecho com enxagüante para finalizar. O fio deve ser utilizado pelo menos duas vezes ao dia. E lembre-se: o maior e mais eficaz exemplo é o dos pais. Portanto, não adianta só mandar, você precisa fazer também.

Escovação (2) - Também é preciso escovar os dentes depois dos lanchinhos fora de hora. Essa orientação vale para tudo, doces e salgados. É muito importante criar o hábito e manter a freqüência de escovação.
Fica mais fácil quando a criança tem uma rotina para se alimentar: come nas horas certas e, logo em seguida, faz a higienização. Pela manhã, ao acordar, o ideal é escovar os dentes, tomar o café da manhã e voltar a escová-los.

Traumatismos - Se seu filho sofrer uma queda e perder um dente, atenção: junte o dente segurando-o pela coroa (a parte que fica aparente na boca, não a raiz) e mergulhe-o, preferencialmente, em um copo com leite. Caso não consiga leite na hora, procure utilizar, pela ordem, soro fisiológico, saliva (coloque o dente que caiu debaixo da sua língua) ou água. Faça uma compressa com gaze no local e procure o dentista imediatamente, para que tente fazer um reimplante.
Jamais enrole o dente em um pano ou guardanapo, o que faria com que perdesse as fibras. Mesmo que esteja sujo, deixe-o como está. Caso a batida não tenha feito o dente cair, mas apenas o deixado meio solto na boca, não tente arrancá-lo. Encaixe-o de volta no lugar e vá ao consultório. Manter a calma, em ambas as situações, é fundamental.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

250) MADEIRA: Doze reclamações contra dentistas

A delegação regional da Ordem dos Médicos Dentistas enviou, recentemente, uma queixa de um utente ao Conselho Deontológico daquela Ordem. Este foi o único caso registado este ano, até agora, segundo Gil Alves, presidente do conselho madeirense.
Este ano, Gil Alves já recebeu 12 reclamações, resultado dos encontros que mantém, todas as quintas-feiras, na sede da delegação regional, com os utentes que vão reclamar de algum acto de um dentista. Aquele responsável sublinha que a maior parte das pessoas apenas quer ser esclarecidas e são casos facilmente resolvidos entre as partes em conflito. «Este ano, apenas um caso se revelou mais grave, o que levou a que o encaminhássemos para o Conselho Deontológico da OM, no Porto».
No ano passado, ao longo de todo o ano, registaram-se 16 pedidos de reunião, por parte de utentes. Daqueles casos, resultaram dois processos enviados ao Conselho Deontológico. Por outro lado, Gil Alves anunciou que o cartão que vai passar a identificar os médicos-dentistas portugueses estará na posse dos profissionais madeirenses, no máximo, até finais de Junho. Os primeiros exemplares serão enviados ao longo deste mês.
O representante dos dentistas madeirenses explica que o objectivo da Ordem foi o de identificar, perante o utente, os profissionais que podem exercer e utilizar a designação de médico-dentista. Isto porque, conforme sublinha, existem “alguns curiosos” que não têm quaisquer certificações e que, sobretudo no Continente, vêm exercendo a profissão ilegalmente. A estes juntam-se os ortodontologistas, pessoas certificados, mas que não podem prestar actos médicos. Há ainda a considerar, os estomatologistas, médicos licenciados, inscritos na Ordem dos Médicos.
Foi para “separar as águas” que a OM optou por um cartão, a ser colocado na vestimenta médica, que permita aos utentes, mais facilmente, identificar os médicos e protegê-los de pessoas sem habilitações para tal.
Gil Alves, questionado pelo JM, sublinhou que nos últimos dois anos não tem havido casos de pessoas detectadas a exercer ilegalmente a profissão. E recorda que, na Madeira e nos Açores, qualquer consultório de médico-dentista é, no início, vistoriado pela Câmara da área onde está localizado e ainda pelo delegado de saúde do mesmo concelho.

terça-feira, 13 de maio de 2008

249) Nos Açores cerca 18 mil crianças com boletim de Saúde Oral

O coordenador regional do Programa de Promoção da Saúde Oral, Ricardo Cabral, adiantou à agência Lusa que o projecto, que arrancou em 2006, está a decorrer de forma "positiva" e já abrange as nove ilhas do arquipélago. Segundo explicou o médico dentista, o boletim destina-se a crianças e jovens até aos 18 anos e pode ser solicitado, gratuitamente, nos 16 centros de saúde existentes na região.
"O objectivo, no futuro, é que toda a população possa ter um boletim individual de saúde oral", afirmou o especialista, que representa os Açores no Programa Nacional de Saúde Oral. Com a criação deste documento, o executivo açoriano pretendeu dotar o Serviço Regional de Saúde (SRS) de um instrumento de registo e consulta para a promoção da saúde e prevenção das doenças orais nas ilhas.
Para Ricardo Cabral, este documento representa mais um contributo para a saúde oral dos açorianos, que conjuntamente com outras acções de sensibilização e informação já realizadas, tem permitido consciencializar a população. O médico dentista assegurou que, embora sejam lentos, os resultados deste trabalho têm surgido, ao apontar o exemplo dos índices de cáries dentárias nas crianças açorianas, que, em 2000, eram de 4,5 por cento e, em 2005, passaram para 2,1 por cento.
Citando as conclusões do último estudo de saúde oral realizado no arquipélago, Ricardo Cabral referiu que, entre 2000 e 2005, houve um "ganho em saúde" real ao nível dos índices de cáries dentárias das crianças de 2,4 por cento. Quanto à percentagem de crianças isentas de cáries aos seis anos de idade, a região passou de 30,8 por cento em 2000 para os 37,3 por cento em 2005, sendo que a Organização Mundial de Saúde preconiza que, em 2020, se atinja os 80 por cento, disse.
Para o presidente da delegação açoriana da Ordem dos Médicos Dentistas, Artur Lima, o Boletim Individual de Saúde Oral constitui um "importante contributo" para a promoção da saúde, embora alerte para dificuldades na implementação do projecto na ilha do Faial. Artur Lima adiantou à Lusa que, no Faial, não há médicos dentistas no sector público, pelo que a distribuição dos boletins tem sido feito através de equipas de enfermagem. "Os seis médicos dentistas que trabalham no Faial exercem todos clínica privada, porque o Governo Regional nunca abriu vagas para a função pública", afirmou Artur Lima.
Nos Açores exercem medicina dentária 74 profissionais, que cobrem todas as ilhas do arquipélago. Contactada pela Lusa, a directora regional da Saúde, Teresa Brito, garantiu que a situação do Faial está por resolver, não por falta de vontade da tutela, mas devido a questões de ordem legal. "A contratação de funcionários exige primeiro o descongelamento de vagas e a realização de um concurso público", afirmou Teresa Brito, para quem "a solução para esta lacuna deverá chegar a curto prazo". Segundo disse, os procedimentos legais "não são compatíveis" com a urgência das situações, embora saliente que o Governo açoriano tem feito "um trabalho gradual" para dotar todos os centros de saúde com novos equipamentos e materiais essenciais à prática da medicina dentária.
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Uma pergunta directa à Senhora Ministra da Saúde: Para quando o Boletim Individual de Saúde para todas as crianças e adolescentes em Portugal Continental ?
Gerofil

domingo, 11 de maio de 2008

248) 10 conselhos para manter o seu sorriso sempre jovem

1. Escove os dentes pelo menos duas/três vezes por dia, preferencialmente após as refeições e antes de se deitar;
2. Utilize uma escova de tamanho adequado, macia e com uma cabeça pequena, para evitar lesões sobre os dentes e gengivas;
3. Procure utilizar sempre um dentífrico com 1.000 a 1.500 ppm de flúor;
4. Evite escovar os dentes na horizontal. Coloque a escova ligeiramente inclinada, na passagem pelos dentes, para que estes não se desgastem com o tempo;
5. Utilize diariamente fio dentário, antes da escovagem, para retirar restos alimentares e bactérias dos espaços que existem entre os dentes e entre estes e as gengivas;
6. Siga as recomendações do seu profissional de saúde oral na utilização de elixir para bochecho;
7. Procure manter os dentes bem limpos, sobretudo junto à linha gengival, evitando a placa bacteriana e tártaro;
8. Efectue uma revisão dentária regular, preferencialmente de 6 em 6 meses, e um check-up oral pelo menos uma vez durante o ano;
9. Mantenha uma dieta equilibrada e procure substituir os doces por alimentos mais nutritivos como o queijo, frutos ou vegetais frescos;
10. Se tem sensibilidade dentária visite o seu dentista porque pode ser um indicador de uma cárie dentária, um dente fracturado.
Médicos de Portugal

quarta-feira, 7 de maio de 2008

247) Apoios para os jovens

Cheques-dentista no valor de 80 euros anuais para distribuir pelas crianças dos três aos 16 anos. Esta é a proposta da Ordem dos Médicos Dentistas (OMD) para alargar o programa de saúde oral aos mais jovens já em 2009.
A ideia vai ser hoje (5 de Maio) debatida com a ministra da Saúde, Ana Jorge, numa reunião para avaliar o arranque da iniciativa que oferece, pela primeira vez, cuidados de saúde oral aos utentes do ServiçoNacional de Saúde – os portugueses são tratados pelos médicos privados, mas o Estado assegura o pagamento. Este ano limitar-se-á às grávidas e aos idosos. Mas a ideia é estendê-la, pouco a pouco, a outros segmentos da população.
Hoje já há um programa de saúde oral para os mais novos. Abrange 65 mil entre os seis e os sete anos e os dez e os 12. Mas o bastonário da OMD, Orlando Monteiro da Silva, considera que 'o ideal' é aproveitar a mudança no modelo e avançar para uma faixa mais alargada, 'dando continuidade aos cuidados e aconselhamento que vão ser prestados às grávidas'. Se a tutela concordar com as idades propostas, serão 1,3 milhões de utentes por ano. O valor dos cheques defendido pelos dentistas seria igual àquele que é dado aos idosos – 80 euros, mais cinco euros do que o actual valor.
Não chega para tratar tudo – fica de fora, por exemplo, a colocação de aparelhos de correcção –, mas seria um passo importante, explica o bastonário. Resta saber se haverá disponibilidade financeira do Ministério da Saúde para um alargamento que poderá custar 104 milhões de euros.
No caso das grávidas e idosos, tudo está pronto para os primeiros cheques-dentista serem distribuídos ainda este mês. Falta apenas terminar os testes ao programa informático que permite registar os tratamentos e encaminhar utentes dos centros de saúde para as clínicas que aderiram ao programa.
Já se inscreveram 2300 dentistas e estomatologistas de todo o País (o Alentejo é a zona com menos adesões). Ocorre hoje uma sessão de esclarecimento aos profissionais interessados, na Faculdade de Medicina Dentária de Lisboa.
O despacho que deu origem ao programa de saúde oral prevê ainda que as autarquias possam desempenhar um papel nestes cuidados. Como? Financiando o alargamento das consultas a outros grupos que não estão abrangidos, ou aumentando o valor dos cheques-dentista. Orlando Monteiro da Silva diz que algumas dezenas de autarquias já contactaram a OMD, mostrando interesse em aderir. Mas a falta de verbas disponíveis tem funcionado como entrave para a conclusão das negociações.
Além dos tratamentos, o programa vai permitir tirar uma radiografia ao estado da saúde oral dos portugueses, já que estão previstas avaliações aos resultados conseguidos.
COMENTÁRIOS:
-Alguma alma caridosa me pode dizer onde se vão buscar os vales? É que a minha filha está quase a fazer 17 anos e visto o caso, a partir daí já pode andar com os dentes podres;
-Mais uma desigualdade deste governo...os outros entre os 16 e os 65 anos não são portugueses nem precisam de ir aos dentista;
-Saúde oral na venezuela é gratis e muito boa!! gasolina mais barata que a agua!! á a agua baratissima e a luz igual!! (ainda nao sei pk é tao caro na europa estes serviços.) cada vez tenho mais vergonha do meu pais!! onde é que portugal vai chegar?;
-Isto não passa de mais uma manobra de «cosmética» deste governo. Tal como os governos anteriores, contribuem para que sejamos um país de terceiro mundo. É uma vergonha o estado da saúde oral de idosos e crianças neste país. 80 euros por ano!!! Só pondo esta gente do governo na rua, e os sucessivos também, até termos o caos instalado e eles repensarem o bem do povo é que resultava. Tenham vergonha;
-Isto não passa de mais um remendo e um rebuçado para um povo desdentado.
Correio da Manhã

sábado, 3 de maio de 2008

246) Ensino: Estudantes Medicina Dentária de Lisboa exigem verba extraordinária para repor "condições dignas"

Os estudantes da Faculdade de Medicina Dentária de Lisboa apelaram ao ministro do Ensino Superior para transferir a verba extraordinária prometida em 2007 para "repor as condições dignas para o ensino e prestação de cuidados de saúde".
Numa carta aberta dirigida ao ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago, a qual à Lusa teve hoje acesso, os estudantes pedem que seja transferida "com a máxima urgência" a verba extraordinária que lhes tinha sido prometida em Novembro de 2007, para se que "possa efectuar de imediato as melhorias necessárias à reposição de condições dignas para o ensino e para a prestação de cuidados de saúde".
No documento, os alunos da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa (FMDUL) salientam que se mantém o "profundo descontentamento relativamente às precárias condições de ensino e de prestação de cuidados de saúde" e que a falta de verba obrigou "ao encerramento da clínica e do bloco operatório devido a condições de infra-estrutura abaixo dos parâmetros mínimos aceitáveis".
Segundo os alunos, também "as valências clínicas, pré-clínicas e laboratoriais estão a funcionar com graves limitações e as instalações estão em estado de degradação galopante".
A mesma situação já tinha levado os alunos da FMDUL a fazer um período de greve em Dezembro de 2007, no qual reiteraram a necessidade de implementar medidas adequadas.
Na sequência deste protesto, os estudantes foram recebidos pelo secretário de Estado do Ensino Superior, Manuel Heitor, tendo então o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES) ordenado uma "inspecção com carácter de urgência às instalações da FMDUL".
Durante a inspecção, refere a carta, foram confirmadas "as deficiências 'terceiro-mundistas' nas instalações e equipamento denunciadas pelos alunos durante o protesto e que não podem deixar de envergonhar a tutela de um Ensino que se quer 'Superior'".
Os estudantes referem ainda que, após esta inspecção, o ministério comprometeu-se a dotar a Universidade de Lisboa (UL) "de uma verba extraordinária para colmatar as carências financeiras desta instituição", para o que em Janeiro de 2008 enviaram ao MCTES um plano detalhado de orçamentação para as melhorias a efectuar, num documento conjunto da FMDUL e da Reitoria da UL, e que até agora não obteveram resposta.
"A situação, no que concerne ao prometido financiamento, não se alterou, o que trouxe consequências muito gravosas para o funcionamento da FMDUL" e que "evidenciam condições de funcionamento incompatíveis com a manutenção da imagem de uma Universidade moderna", lamentam os estudantes.
Na carta, os alunos referem que a falta da verba, além do encerramento da clínica e do bloco operatório e as limitações no funcionamento das outras instalações, também obrigou "à recolocação de alunos para espaços já lotados funcionalmente, o que tem gerado graves problemas de índole científica e pedagógica".
"Como espera Vossa Excelência que a Faculdade consiga manter o seu estatuto de Grande Escola de prática e ensino em Saúde Oral no País?", questionam os alunos na carta dirigida ao ministro Mariano Gago.
A Agência Lusa contactou uma fonte do gabinete do ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, que remeteu para mais tarde um eventual comentário sobre este assunto.
* * *
Mostro aqui a minha completa solidariedade para com os alunos da ESMDL; Portugal faz parte da União Europeia e não de um qualquer país do Terceiro Mundo. Os políticos não podem fazer apenas meras promessas.
Gerofil

terça-feira, 29 de abril de 2008

245) Saúde Oral: Crianças terão direito a cheques-dentista no próximo ano

As crianças portuguesas vão ser abrangidas no próximo ano pelos cheques-dentista, que dão aos utentes do Serviço Nacional de Saúde direito a consultas ou tratamentos em clínicas ou consultórios privados, anunciou à Lusa o bastonário dos Médicos Dentistas.
Ainda não há uma decisão sobre quais as faixas etárias que terão direito a estes cheques-dentista, mas as crianças dos seis aos 12 anos deverão ser abrangidas. Segundo o bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas (OMD), Orlando Monteiro da Silva, também não está definido qual o valor desses cheques.
A Ordem está ainda a negociar com o Ministério da Saúde o envolvimento de outros grupos de pessoas, como os diabéticos, neste programa que dá acesso aos utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS) a tratamentos de saúde oral em privados.
No próximo mês deverão começar a ser usados os cheques-dentista para grávidas e idosos. De acordo com Orlando Monteiro da Silva, aderiram até ao momento a este programa mais de dois mil dentistas e estomatologistas um pouco por todo o país. A lista de todos os consultórios e clínicas pode ser consultada na página da Internet da Direcção-Geral da Saúde (www.dgs.pt) e a escolha cabe apenas ao utente.
Cada grávida seguida no centro de saúde terá direito a três cheques-dentista, num valor máximo total de 120 euros. O programa prevê abranger 65 mil grávidas. Os idosos beneficiários do complemento solidário poderão usufruir de um máximo de dois cheques-dentista, num total anual de 80 euros.
Consoante os casos, são requisitos fundamentais um atestado de gravidez ou um comprovativo da situação de beneficiário do complemento solidário emitido pelo Instituto de Segurança Social. Os dados da Ordem dos Médicos Dentistas estimam que haverá 195 mil consultas para grávidas (num total de 7,8 milhões de euros) e de 190 mil consultas para idosos (num total de 7,6 milhões de euros). Se houvesse uma distribuição equitativa dos cheques pelos médicos dentistas aderentes, cada clínico teria proveitos superiores a 6.800 euros anuais.
RTP

segunda-feira, 28 de abril de 2008

244) Pacientes com bulimia e anorexia nervosa sofrem de desgaste dentário

A bulimia e a anorexia nervosa são transtornos psiquiátricos ligados à alimentação que causam diversos problemas de saúde aos seus portadores. Mas além do já conhecido comprometimento nutricional, pacientes que provocam vômito com freqüência expõem sua dentição a ácidos gástricos, sofrendo erosão dentária, como mostra um estudo da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) da USP.
A cirurgiã dentista Juliana Julianelli avaliou 30 pacientes do Grupo de Assistência aos Transtornos Alimentares (GRATA) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HC/FMRP) da USP e chegou a um resultado preocupante: todos eles mostraram algum grau de desgaste, problema que em níveis mais altos pode levar até à perda dos dentes afetados. Dentro do índice utilizado, que vai de 0 a 4, quase 70% dos pacientes apresentavam nível 2, que corresponde a um desgaste moderado, quando a erosão afeta o esmalte e a dentina.
E 13% estavam em situação ainda mais grave: desgaste de nível 4, com severo comprometimento da dentina e também da polpa (parte interna do dente). “Houve casos em que a pessoa teve de fazer tratamento de canal em quase todos os dentes, pois os nervos já estavam expostos”, conta Juliana.
Não foi comparada estatisticamente a prevalência de desgaste dentário nos pacientes com transtorno alimentar e na população em geral, mas, pela experiência da pesquisadora, ficou claro que o primeiro grupo sofre bem mais com o problema.
Desinformação - A divulgação do estudo pode contribuir para um melhor preparo dos profissionais de saúde bucal para lidarem com estes pacientes. “Alguns dentistas inclusive dão orientações erradas, dizendo, por exemplo, para o paciente escovar os dentes logo após o vômito. As pastas de dentes contêm abrasivos que podem intensificar o desgaste e o melhor seria esperar um tempo antes do seu uso”, explica a pesquisadora.
Estão em curso na própria FOB pesquisas em busca de um agente terapêutico que minimize o problema para ser aplicado nos dentes destes pacientes. “Assim que os resultados forem concluídos, pretendemos levar este tratamento para os pacientes do GRATA que avaliamos”, revela a dentista.
Transtornos alimentares - A anorexia nervosa caracteriza-se por uma procura incansável pela magreza, levando o paciente a uma severa e auto-induzida perda de peso, utilizando recursos extremos como longos períodos de jejum, exercícios físicos excessivos, vômitos voluntários, uso de laxantes, diuréticos ou moderadores de apetite. Há distorção de imagem corporal e os ciclos menstruais ficam interrompidos por no mínimo três meses.
Já a bulimia nervosa apresenta-se como uma sensação de completa perda de controle alimentar em que o paciente ingere compulsiva e indiscriminadamente grandes quantidades de alimentos em um período muito curto de tempo. Esta ingestão é seguida de um sentimento de culpa, vergonha e medo de engordar, levando-o a induzir o vômito, em geral várias vezes ao dia, bem como ao uso de laxantes, diuréticos ou inibidores de apetite e à prática de exercícios físicos de maneira exagerada.

sábado, 26 de abril de 2008

243) Periodontite pode levar à perda dos dentes

Todas as pessoas reconhecem que o sorriso serve como um verdadeiro cartão de visitas. No entanto, a má escovação, problemas hormonais e hereditários podem acarretar uma inflamação dos tecidos bucais, conhecida por periodontite, que se não for tratada na fase inicial pode levar à queda dos dentes.
“O maior problema da periodontite é, por se tratar de uma doença sem nenhuma sintomatologia dolorosa, o paciente não sente dor, achando que está tudo bem e não procura tratamento nos estágios iniciais”, esclarece o dentista Sidnei Goldmann.
De acordo com os especialistas, a periodontite é resultado do acumulo de bactérias sobre a gengiva que destrói as fibras da arcada dentária, causa sangramento, mobilidade do dente, detrimento ósseo e, em alguns casos, a perda do dente. Assim, a má escovação faz com que o alimento permaneça na boca e aumente a placa bacteriana.
Entre as mulheres, na época da menopausa, naturalmente, aumenta o número de germes bucal que podem proceder a periodontite. Também se deve alertar que as grávidas devem se prevenir para na repassar aos filhos bactérias danosas. Estudos comprovam clinicamente que os bebês podem herdar microorganismos da mãe e ficar propício a uma inflamação bucal.
O tratamento básico contra a inflamação dos tecidos bucais é a remoção da placa de germes (tártaro) por meio da raspagem da gengiva e raiz do dente. A perda dentária precoce é grave. A orientação é não deixar o quadro se agravar para, daí, procurar o auxílio de um especialista. De acordo, com Goldman, o conceito de que tudo o que é tratado antes tem maior probabilidade de cura também serve para a saúde bucal.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

242) Espaço Saúde: Qual a maneira correta de usar o fio dental?

Quando usado corretamente, o fio dental remove a placa bacteriana e os resíduos de alimentos das áreas onde a escova dental não tem acesso fácil, como, por exemplo, a linha da gengiva e as áreas entre os dentes. O uso diário do fio dental é altamente recomendável uma vez que a placa bacteriana pode levar ao aparecimento de cáries e doenças gengivais.
Para usar o fio dental de maneira correta faça o seguinte: Enrole aproximadamente 40 centímetros do fio ao redor de cada dedo médio, deixando uns dez centímetros entre os dedos. Segurando o fio dental entre o polegar e indicador das duas mãos, deslize-o levemente para cima e para baixo entre os dentes. Passe cuidadosamente o fio ao redor da base de cada dente, ultrapassando a linha de junção do dente com a gengiva. Nunca force o fio contra a gengiva, pois ele pode cortar ou machucar o frágil tecido gengival.
Utilize uma parte nova do pedaço de fio dental para cada dente a ser limpo. Para remover o fio, use movimentos de trás para frente, retirando-o do meio dos dentes.
Que tipo de fio dental devo usar? Existem no mercado fios dentais de nylon, encerados ou não, com uma grande variedade de sabores. Como esse tipo de fio é composto de muitas fibras de nylon, ele pode, às vezes, rasgar-se ou desfiar, especialmente se os dentes estiverem muito juntos. Embora mais caro, o fio de filamento único (PTFE) desliza facilmente entre os dentes, mesmo com pouco espaço, e não se rompe. Usados de maneira adequada os dois tipos de fio removem a placa bacteriana e os resíduos de alimentos.
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1) Use aproximadamente 40 centímetros de fio,
deixando um pedaço livre entre os dedos.
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2) Siga, com cuidado, as curvas dos dentes.
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3) Assegure-se de limpar além da linha da gengiva,
mas não force demasiado o fio contra a gengiva.


terça-feira, 15 de abril de 2008

241) NA PRAIA DA VITORIA - Rastreio dentário aos mais novos

A Escola Básica e Integrada Francisco Ornelas, na Praia da Vitória, está a ser palco de uma iniciativa de sensibilização para a saúde oral, levado a cabo pela dentista Carla Vilas Boas e colaboradoras, da clínica MedicAngra. O objectivo é fazer um rastreio e elaborar um relatório para entregar aos encarregados de educação sobre o estado das bocas das crianças, uma vez que se encontram numa fase crítica de transição de dentes.
Esta avaliação vai abranger 300 crianças do primeiro ciclo do ensino básico. A equipa médica trabalha todas as quintas-feiras pela manhã e atende entre 25 a 30 crianças por dia, até ao mês de Maio.
“Dentinho Feliz” - Este rastreio partiu de uma iniciativa privada, no caso da clínica MedicAngra, na cidade de Angra do Heroísmo, onde a sua responsável, Carla Vilas Boas, viu interesse em perceber a realidade local sobre a saúde e higiene oral. ‘Dentinho Feliz’ foi o nome dado ao projecto que tem como principal objectivo “perceber o estado da saúde dentária das crianças, incutir conceito importantes de higiene oral, desmistificar a figura do médico dentista nas mentes das crianças”.
As idades em causa neste estudo, entre os 6 e os 12 anos, são ainda uma incógnita para os dentistas da região, uma vez que “a maioria nunca foi a um médico dentista, e nem a classe sabe muito bem como se encontram as bocas destas crianças”. Na verdade isso remete-nos para um problema pior, “ao pais das crianças não têm consciência de como vai a saúde oral dos seus filhos”, isto porque existe a ideia de que enquanto os dentes de lente existirem, não é necessário haver consultas e acompanhamento de profissionais.
De acordo com Carla Vilas Boas essa ideia é completamente errada porque “a transição de uma dentição para outra é gradual e neste processo acontecem problemas que se agravam com o crescimento, como má formação de dentes, cáries que passam dos dentes de leite para os definitivos, entre outros mais graves ainda”. As crianças estão animadas e estando num meio que conhecem, a escola, sentem-se seguras, não havendo os problemas de medo que acontecem nos consultórios.
Depois de um diagnóstico, identificação dos problemas existentes e catalogação dos dentes definitivos, são transmitidos conselhos aos jovens e principalmente são “incentivados a consultar um dentista com regularidade”. Como prémio de participação e forma de estimular as crianças é distribuído um livro didáctico, uma escova, uma pasta de dentes e um balão. Os resultados não têm sido animadores, são muitos os problemas e muitas as crianças que deveriam ter um acompanhamento efectivo e maior quer por profissionais, quer mesmo pelos pais no incutir de melhores hábitos de higiene oral.
No diploma final a ser distribuído às crianças para entregarem aos encarregados de educação vai mencionar os problemas que foram detectados para que possam ainda ser solucionados a tempo. “Existem consultas gratuitas nos centros de saúde e que devem ser utilizadas pelos pais para prevenir este tipo de problemas nas crianças, com esta iniciativa quero fazer sentir nos pais a necessidade de consultar um médico dentista”, refere a responsável.
Cáries, tártaro e má formação ou crescimento de dentes definitivos são os problemas mais recorrentes. “Na grande maioria devem-se a maus hábitos e práticas de higiene oral, outros são involuntários e precisam de ajuda profissional para evitar complicações futuras e tratamentos mais longos e dispendiosos”. As escolas também devem assumir um papel na educação de melhores práticas na higiene oral, não só de forma informativa mas de forma mais activa. A grande maioria das crianças faz uma refeição na escola e não têm forma de proceder à limpeza dos dentes, principalmente ao mais novos.
“Esta iniciativa só foi possível com os apoios de algumas empresas privadas, com a participação e empenho da Escola Básica e Integrada da Praia da Vitória, com a colaboração da Clínica médica da Praia e com a participação das minhas colaboradoras na MedicAngra”, conclui Carla Vilas Boas.
Fernando Pereira (fernandopereira@auniao.com)
* * *
Aqui fica o justo reconhecimento pela iniciativa. Que outras entidades saibam dar o mesmo exemplo no resto do país.
Gerofil

domingo, 13 de abril de 2008

240) Há casos de morte causada por piercing

O bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas, Orlando Monteiro, explicou à Lusa que «o piercing na língua não tem uma relação directa com o cancro na língua mas existem casos de morte provocados por estes piercings, apesar de não serem muitos».
«Esta (projecto de lei) é uma proposta extremamente sensata, porque estes piercings apresentam riscos acrescidos para a saúde, nomeadamente hemorragias, infecções e fracturas nos dentes, para além de serem difíceis de higienizar. A serem feitos, deveria ser por médicos», explicou o bastonário, referindo que são os únicos a quem reconhece o conhecimento para tal.
Portugal Diário

quinta-feira, 10 de abril de 2008

239) Dente do siso: sinónimo de problemas

Os dentes do siso, como são conhecidos, são os últimos molares de cada lado dos maxilares e surgem por volta dos 18 anos, quando, presume-se que, o indivíduo adquire a maioridade e o juízo. Porém, em sua maioria, os dentes do juízo encontram uma série de problemas para nascer.
Os problemas mais comuns acontecem quando o dente está total ou parcialmente envolto por tecido ósseo e gengival e não consegue nascer normalmente. O dente totalmente retido pode provocar a reabsorção da raiz do dente vizinho, o aparecimento de cistos odontogênicos e ainda tumores, como o ameloblastoma.
Quando parcialmente erupcionado pode provocar a infecção da mucosa sobre o dente onde houve infiltração de bactérias. Nestes casos há a possibilidade de remoção dos dentes ou acompanhamento odontológico. "Nos casos em que o paciente não apresenta nenhuma sintomatologia, a remoção não é necessária, é feito apenas um acompanhamento clínico e radiográfico", explica Prisco Bortholi, professor de odontologia da Umesp (Universidade Metodista de São Paulo).
A visita periódica ao dentista é a melhor maneira de evitar complicações do mau posicionamento dos dentes do siso, já que não há possibilidade de se prevenção. Atualmente, a remoção de dentes retidos tornou-se um procedimento cirúrgico de rotina. Na maior parte dos casos a remoção é de rápida execução e confortável para os pacientes. Geralmente, pacientes mais jovens toleram melhor o procedimento.
Boa parte dos casos de dentes retidos devem-se ao fato de demorarem a nascer e quando no período normal para surgir não encontrarem espaço suficiente. Essa falta de espaço pode ser por um fator hereditário ou ainda devido a evolução da espécie. É comum membros de uma mesma família apresentarem dentes retidos de forma semelhante e com a evolução do homem, os ossos da maxila e a mandíbula diminuíram, já que a alimentação moderna, composta por alimentos pastosos e cozidos, não exige estruturas maiores.

domingo, 6 de abril de 2008

238) Pesquisadores detectam sinais de osteoporose a partir de simples radiografia panorâmica da boca

A partir da radiografia panorâmica da boca de pacientes, pesquisadores da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão estão conseguindo identificar sinais de osteoporose, doença provocada pela perda de massa óssea, considerada uma epidemia mundial pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
A perda de massa óssea atinge no mundo uma em cada três mulheres e um em cada cinco homens, segundo a International Osteoporosis Foundation. Os dentistas não vão tratar da doença, mas, sabendo reconhecer, podem orientar os pacientes, como já acontece com o diabetes, a hipertensão e uma série de outros problemas que são pegos em exames odontológicos.
Testes com animais feitos por pesquisadores da Forp mostraram até agora que o café em doses excessivas (acima de seis xícaras por dia) pode aumentar as chances de osteoporose em mulheres jovens e acima do peso (grupos que seriam menos vulneráveis ao problema). Segundo os pesquisadores, nas primeiras duas etapas da pesquisa laboratorial, as cobaias que tomaram a bebida tiveram um aumento de até 20% na eliminação diária de cálcio. Para saber se a cafeína é a substância responsável pela perda - o que colocaria outros alimentos como refrigerantes na lista de perigo -, os pesquisadores estão agora injetando nas cobaias a substância pura, em doses proporcionais às encontradas no café.