terça-feira, 10 de julho de 2007

178) «Mundo a Sorrir» debatido na Maia: Intervenção em Cabo Verde e Guiné-Bissau

O projecto «Mundo a Sorrir» vai ser discutido no próximo dia 30 de Maio, durante a reunião do Rotary Club da Maia. «Mundo a Sorrir» é um projecto da Associação de Médicos Dentistas Solidários Portugueses, que tem por objectivo «melhorar as condições da Saúde Oral em Portugal e no Mundo».
De acordo com um comunicado da associação, o projecto tem actualmente em curso duas medidas de apoio à saúde oral em países carenciados de Língua Portuguesa, como Cabo Verde e a República da Guiné-Bissau, levadas a cabo por médicos dentistas voluntários que para além de realizarem vários tratamentos dentários, promovem também campanhas de sensibilização da Higiene Oral.
A próxima missão do «Mundo a Sorrir», desenvolvida pelo Rotary e pelo Rotaract Club da Maia, visa recolher material médico «consumível e medicamentos», a ser utilizado pela associação durante os meses de Agosto e Setembro, na Guiné-Bissau.
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Todas as iniciativas tomadas em prol dos desfavorecidos são sempre de louvar. Mas atenção, jamais esqueçamos as crianças que em Portugal sofrem tanto ou mais que as crianças em Cabo Verde ou na Guiné-Bissau.
Infelizmente, nenhum poder político quer resolver o problema da saúde oral em Portugal, preferindo todos enterrar a cabeça na areia. É assim os políticos que temos em Portugal: incapacidade de sentir emoções ou de qualquer tipo de sentimentos por crianças e jovens indefesos perante o completo desleixo do Serviço Nacional de Saúde pela sua saúde oral. Uma vergonha de um país membro da União Europeia.
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COMENTÁRIO RECEBIDO VIA E-MAIL (17.07.2007):
Apenas uma pequena informação adicional. A noticia corresponde ao projectos desenvolvidos no Ano Passado. Actualmente a ONG Mundo a Sorrir, desenvolve projectos de Saúde Oral na Guiné-Bissau e Cabo-Verde, tendo no próximo Outubro um projecto em parceria com a AMI.
Todavia, por sermos uma ONG Portuguesa, e por estarmos conscientes da realidade de Saúde Oral existente nas comunidades mais desfavorecidas em Portugal a Mundo a Sorrir, desenvolve campanhas de Saúde Oral na zona Norte e Sul do País. É parceira também do projecto "Dentes Saudáveis" da EntrAjuda.
As instituições que a Mundo a Sorrir dá apoio são: Casa Pia, Casa do Gaiato, Bairros do Lagarteiro, Escolas, Orfanatos, Lares e instituições particulares de Solidariedade Social. Sabemos que em Portugal não devemos ultrapassar os órgãos competentes para actuarem e mudarem a triste realidade da Saúde Oral, mas podemos alertar, denunciar e confrontar as autoridades para que estas se envergonhem da sua inoperância.
DESDE JÁ O MUITO OBRIGADO PELAS INFORMAÇÕES. ASSIM TENHAM O APOIO TOTAL DO MINISTÉRIO DA SAÚDE E DA EDUCAÇÃO PARA ALARGAREM A VOSSA ACTIVIDADE.
Gerofil

quarta-feira, 4 de julho de 2007

177) SNS: mais pobres pagam mais pela saúde, diz estudo

Quem é mais pobre paga cada vez mais pela generalidade dos serviços de saúde do Estado. Essa tendência está demonstrada num relatório realizado há quatro meses por um grupo de trabalho nomeado pelo Governo para estudar soluções para a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS), revela o Jornal de Notícias esta quarta-feira. «São os agregados mais pobres que suportam o maior encargo com o financiamento dos medicamentos (maior fatia das despesas das famílias)". As despesas com aparelhos e material terapêutico, bem como despesas com serviços médicos, de enfermagem, paramédicos e outros aumentaram o significativamente o seu nível de regressividade entre 1980 e 2000», refere o documento citado pelo jornal.
As taxas moderadoras pouco ou nada adiantam, representando 0,77% da despesa total de saúde. Por outro lado, especialidades como Estomatologia, Ginecologia, Oftalmologia ou Cardiologia têm vindo a desaparecer do SNS em benefício dos privados.
Os autores do documento alertam também para o facto de a regressividade (pagam mais os mais pobres) estar presente também nas deduções à colecta do IRS, chamando também a atenção para o facto de o sistema ser generoso a esse nível.

176) Crescimento de consultas e cirurgias nos Hospitais do SNS

NOTA DE IMPRENSA DO MINISTÉRIO DA SAÚDE
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Crescimento da Consulta Externa e Cirurgia em cinco
especialidades nos Hospitais do SNS - 2004-2006
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CONSULTA EXTERNA
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Entre 2004 e 2006, as consultas hospitalares, para o total do SNS, cresceram 9,8%, com as 1ªs consultas a crescerem 8,8% nesse período. Analisou-se, em particular, a evolução das consultas de Oftalmologia, Ginecologia/obstetrícia, Estomatologia, Cardiologia e Ortopedia (as especialidades referidas na comunicação social como sendo alvo de «crescente privatização»).
Em todas as especialidades se verifica um aumento da produção do SNS. No entanto, à excepção da Cardiologia, em todas elas o crescimento é inferior ao crescimento médio do total de consultas no SNS, no período 2004-2006.
1) Em Oftalmologia, constata-se um aumento das consultas, no período, de 7,5%, inferior ao do total do SNS (para todas as especialidades). No caso das 1ªs consultas, o aumento foi apenas de 2,8% em 2 anos, contrastando com o aumento de 8,8% do total das 1ªs consultas no SNS. Em termos relativos, portanto, o acesso piorou nesta especialidade.
2) Em Ginecologia/obstetrícia, o aumento total, nos 2 anos em causa foi de 4,22% e houve uma melhoria relativa do acesso, pois o aumento das 1ªs consultas deu-se ao ritmo de 7,7% (inferior, no entanto ao da média das 1ªs consultas do total do SNS, que foi de 8,8%).
3) Em Estomatologia, o aumento médio foi de 7,53% e verificou-se uma melhoria relativa do acesso a 1as. consultas, que cresceram a 11,02% nos 2 anos (mais intenso, portanto, do que para o total do SNS). No entanto, o nº total de 1ªs consultas em 2006 (35.949) é ainda muito reduzido face às necessidades da população.
4) Cardiologia apresenta-se como o único caso de evolução favorável dos 5 estudados: aumento do total de consultas superior ao dos SNS nesses 2 anos e crescimento das 1ªs consultas (13,88%) superior ao das consultas totais (11,85%).
5) Em Ortopedia, tal como em Oftalmologia, constata-se que em termos relativos o acesso piorou nesta especialidade. Houve um aumento das consultas, no período, de 7,2%, inferior ao do total do SNS (9,8%). No caso das 1ªs consultas, o aumento foi de 4,8% em 2 anos, contrastando com o aumento de 8,8% do total das 1ªs consultas no SNS.
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Intervenções cirúrgicas
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Entre 2004 e 2006, as intervenções cirúrgicas (IC), para o total do SNS, cresceram 5,4%.
Analisou-se, em particular, a evolução das IC de Oftalmologia, Ginecologia/obstetrícia, Estomatologia, e Ortopedia (as especialidades referidas na comunicação social como sendo alvo de «crescente privatização»).
Em todas as especialidades se verifica um aumento da produção do SNS no período, e superior ao da média do SNS (excepto para o caso particular da obstetrícia): Oftalmologia com 13,7% nos 2 anos em análise, Ginecologia/obstetrícia com 6,7%, Estomatologia com 24,3% (mas um númeno total de IC muito reduzido) e Ortopedia com um crescimento de 11,9%.

175) Faria Gomes homenageado

No passado dia 26 de Maio de 2007, na Reitoria da Universidade do Porto em sessão solene presidida pelo Magnifico Reitor, realizou-se a apresentação oficial da Academia de Medicina Dentária e fez-se a imposição das insígnias aos académicos fundadores. Entre os distinguidos estavam o ilustre barroense, médico estomatologista e ex-professor associado convidado da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, António Augusto Faria Gomes, e o aguedense Olávio Sereno.
Faria Gomes nasceu em 12 de Maio de 1931, filho de Marcolino Gomes, mecânico dentista, de Barrô, e Olinda Faria, de Mogofores. Embora não tendo nascido em Barrô, desde sempre adoptou esta como sua terra, onde, aliás, os pais viveram largos anos, até para além da morte do pai. Licenciado em medicina pela Universidade de Coimbra, em 1957, efectuou o exame de especialidade de estomatologia à Ordem dos Médicos em 1961, com aprovação por unanimidade.
Responsável pela cirurgia oro-maxilo-facial no Hospital Conde de Sucena, em Águeda, de 1962 a 1965, foi mobilizado como tenente meliciano médico para o Hospital de Luanda, entre 1965 e 1967, tendo sido nomeado médico chefe do serviço de estomatologia. Foi nomeado director do serviço de estomatologia do Hospital Distrital de Aveiro em 1978. Foi presidente do Colégio de Especialidade da Ordem dos Médicos, de 1987 a 1989, presidente da Sociedade Portuguesa de Estomatologia e Medicina Dentária, de 1980 a 1983, professor convidado da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, sendo regente da disciplina de prótese fixa do Departamento de Medicina Dentária, Estomatologia e Cirurgia Maxilo-Facial, de 1988 a 2001, data em que atingiu a reforma por limite de idade.
A sua área de maior interesse clínico-científico tem sido a implantologia, onde é um dos pioneiros e dos mais conceituados profissionais do país. Proferiu inúmeras conferências em reuniões científicas nacionais e internacionais, tendo publicado vários artigos em revistas da especialidade, sendo mesmo correspondente de uma revista espanhola. Foi organizador de vários eventos científicos, tendo sido galardoado pela Sociedade Espanhola de Estomatologia, com o Diploma de Honor, em 1983. É um dos principais impulsionadores das relações profissionais entre Portugal e Espanha, tendo sido presidente e secretário-geral do primeiro e terceiro congresso luso-espanhol organizados em Braga e Coimbra respectivamente. É membro efectivo do “Comité de Liaision Dentaire” da Comunidade Europeia. V.C.

sábado, 30 de junho de 2007

174) Cárie dentária afecta 70% das crianças do Norte do país

Cárie dentária afecta 70% das crianças do Norte do paísRastreios organizados pelo Instituto Superior de Saúde do Alto Ave (ISAVE) indicam que 70% das crianças do Norte do país têm cárie dentária, disse hoje à agência Lusa fonte do ISAVE. Das mais de três mil crianças, entre os seis e os nove anos, alunas do ensino pré-escolar e do 1º Ciclo, de algumas escolas públicas do norte de Portugal analisadas, apenas 30% não apresentam problemas de cárie.
O estudo, iniciado há cinco anos, pelo Departamento de Saúde Oral Comunitária do ISAVE, percorreu já escolas dos distritos de Bragança, Porto, Viana do Castelo e Braga. Em todos os estabelecimentos de ensino percorridos pelos estudantes do Instituto Superior de Saúde do Alto Ave, a junção dos «maus hábitos alimentares com os fracos hábitos de higiene oral», deixam marcas.
«São raras as crianças que não têm problemas de cáries», referiu à Lusa Estela Castro, coordenadora do departamento de saúde oral no Instituto Superior da Póvoa de Lanhoso. Depois de agrupamentos escolares em toda a zona Norte (como Torre de Moncorvo, Vinhais, Miranda do Douro, Carvalhido e Santa Maria da Feira), os técnicos estiveram no agrupamento de escolas de Vermoim, na Maia.
Em parceria com a autarquia local, foram realizados rastreios a 197 crianças para saber pormenores específicos sobre a sua saúde oral e, ao mesmo tempo, promover sessões de educação para a saúde apelativas, de forma a criar hábitos de prevenção de saúde oral. Com esse rastreio, foi criada uma base de dados que permitiu retirar informação precisa sobre problemas orais nas crianças.
Também na Maia, a percentagem de crianças com cárie é de 70%, idêntica à dos restantes concelhos nortenhos.
Para Estela Castro «a melhor forma de assegurar saúde, segurança e bem-estar na área da saúde oral é investir na formação de higienistas orais altamente qualificados de forma a atingir com sucesso as medidas de saúde oral implementadas no nosso país». Com protocolos celebrados com agrupamentos, câmaras municipais, centros de saúde e sub-regiões de saúde, os técnicos que efectuam o rastreio, seguem as indicações do Programa Nacional de Saúde Oral do Ministério da Saúde.
«Queremos ensinar a cuidar os dentes, a comer melhor e a viver melhor», diz Estela Castro. Na maioria dos casos sinalizados, cada escola informou os pais ou encarregados de educação das crianças dos procedimentos que deveriam tomar. Os casos mais graves foram comunicados aos respectivos centros de saúde.
«Depois de tratar, é necessário investir para que esses tratamentos não voltem a ser necessários. As doenças orais são muito caras para as pessoas e para o erário público. É preciso aumentar os níveis educacionais de saúde da população e melhorar os índices de percepção da importância da saúde oral na saúde geral», afirma a coordenadora. Segundo o responsável do curso de Higiene Oral do ISAVE, Mário Rui Araújo, «é urgente investir na saúde oral em Portugal».
«Não podemos somente pensar em tratar dentes. É preciso investir na criação de uma cultura forte de saúde oral, um trabalho que começa nas escolas e nos infantários», disse. Na Maia, disse, «os casos mais urgentes de crianças a necessitarem de tratamento oral serão enviados para o ISAVE, de forma a serem selados os dentes em risco». No futuro, «todas as crianças que necessitem serão atendidas ao abrigo deste programa e do programa nacional de saúde oral», salienta Rui Araújo.
Diário Digital / Lusa
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Este problema tão gravíssimo de saúde oral em Portugal, logo na infância, carece de medidas imediatas; basta de promessas e de mais estudos. O problema é tão grave de tal forma que é necessário alertar toda a comunidade e exigir respostas concretas no terreno por parte dos organismos competentes. Copie e divulgue esta notícia, pelo bem das crianças e jovens de todo o país.
Gerofil

segunda-feira, 25 de junho de 2007

173) Política de saúde a bater mesmo no fundo

De acordo com um estudo realizado por investigadores da Universidade Católica Portuguesa e da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, os internamentos motivados pelo tabagismo custaram 126 milhões de euros, uma verba que acresce aos mais de 308 milhões gastos em medicamentos, consultas e meios complementares de diagnóstico.
Diário Digital
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Até quando pode um país gastar 432 milhões de euros a tratar viciados em tabaco e depois atribuir 5 milhões de euros para o Programa de Saúde Oral Escolar, que abrange largas centenas de milhar de crianças e adolescentes sem recursos para tratamentos de saúde oral ? É a política de saúde nacional a bater mesmo no fundo.
Gerofil

quarta-feira, 20 de junho de 2007

172) 100 centros de saúde equipados sem aproveitamento !!!

Existem cerca de 100 centros de saúde espalhados por todo o País, com todo o material para a prática de medicina dentária. No entanto, o equipamento nunca foi utilizado por falta de médicos da especialidade.
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Já se canstatou que não é a falta de recursos que impede o SNS de servir toda a população portuguesa em termos de saúde oral; aqui basta apenas a vontade política.
Gerofil

171) BRASIL: Saúde oral nas Escolas

DOURADOS – A Escola do Sesi de Dourados realizou com sucesso a "I Semana: Para ter Dentes Bonitos – Creme Dental e Escova". Durante esta semana, os alunos da Educação Infantil e Ensino Fundamental I iniciaram suas atividades com escovação, avaliação odontológica e aplicação de flúor, leitura de textos informativos sobre como escovar os dentes, entre outras atividades.
Além das informações prestadas pela professora em sala de aula, a escola contou com o apoio de orientação, aplicação de flúor e avaliação odontológica da dentista do Sesi, Emanuelle Campos de Menezes.
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Não se entende a razão pela qual este exemplo não é seguido em todas as escolas de Portugal, país membro da UNIÃO EUROPEIA. Também não se entende que não haja uma divulgação do PROGRAMA DE SAÚDE ORAL junto de todas as crianças e adolescentes a frequentarem as escolas do ensino básico e secundário; sem informação, logicamente o programa não funciona correctamente e jamais chegará de quem o precise.
Aguarda-se explicações urgentes por esta lamentável situação por parte dos Ministérios da Educação e da Saúde.
Gerofil

terça-feira, 12 de junho de 2007

170) Patrocínios para o desenviolvimento de projectos de saúde oral nas escolas

Várzea Grande (Brasil) - SECRETARIA BUSCA PARCERIAS PARA O PROJETO "Aprender Sorrindo": O secretário municipal de saúde, Guilherme Maluf, reuniu ontem (01) pela manhã com empresários e representantes de entidades de classe para apresentar o projeto Aprender Sorrindo criado com a finalidade de retomar o programa de prevenção em saúde bucal nas escolas da rede municipal de ensino.
De acordo com a coordenação de Saúde Bucal da SMS, Rita Sinohara, a prevenção traz resultados extremamente importantes na prevenção de cáries e extrações. “Além de ensinar a escovar os dentes, nossas equipes aplicam flúor e distribuem kits odontológicos às crianças”, explica.
Hoje o secretário Guilherme Maluf reuniu parceiros em potencial para a retomada do programa. Participaram da reunião representantes de redes de supermercados, hotéis, farmácias, entidades de classe, dentais, convênios odontológicos e empresários de outros ramos que terão retorno em mídia, na forma de patrocínio.
“Percebemos que a classe empresarial está cada vez mais consciente de suas responsabilidades sociais e acreditamos que o projeto será muito bem recebido principalmente pelo fato de representar mais qualidade de vida para a população cuiabana”, finaliza o secretário.
Durante a reunião o presidente da Associação dos Camelôs do Shopping Popular, Misael Galvão, garantiu participação na parceria. “Conhecemos bem a realidade da periferia e sabemos o quanto este projeto vai pode representar em termos de redução de cáries e extrações”, frisou.
Gustavo Moreira de Oliveira – Presidente do Sindicato dos Odontólogos de Mato Grosso (Sinodonto), elogiou a iniciativa da Secretaria Municipal de Saúde. “Cuidando da saúde bucal do cidadão é possível ainda evitar inúmeras outras complicações à saúde das pessoas”, disse Gustavo, referindo-se a problemas de baixo peso, partos prematuros, problemas cardíacos, dentre outros. “O nosso sindicato está à disposição desta parceria”, garantiu ele.
O projeto ainda recebeu apoio irrestrito do Conselho Regional de Odontologia. “Faltam campanhas preventivas em saúde bucal na mídia e este projeto, com apoio dos parceiros, permitirá que as orientações cheguem às escolas e consequentemente às famílias cuiabanas”, ponderou o presidente da entidade, Hani Fares.
Representantes dos supermercados Comper e Modelo também participaram da reunião e reconheceram a importância do Aprender Sorrindo. A Universidade de Cuiabá também se fez presente e ratificou a disposição de retomar a parceria em recursos humanos.
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Tenho aqui apresentado toda uma série de exemplos de iniciativas tomadas em Portugal e no estrangeiro, no campo da saúde oral. Espero e desejo que as entidades competentes possam tirar daqui também algumas iniciativas para que as possam colocar em pratica. Porque o tempo urge, é já necessário agir hoje.
Gerofil

domingo, 10 de junho de 2007

169) Palestra: Crianças atentas

Crianças atentas à palestra sobre saúde bucal em Cuiabá

Saúde bucal foi o tema da palestra ministrada hoje (08) pela manhã por agentes comunitários de saúde a alunos da Escola Municipal Silvino Leite de Arruda no bairro Planalto. Trata-se de uma ação preventiva e cuja iniciativa partiu dos próprios agentes, sob a coordenação da enfermeira Luciana Regina de Aguiar Silva, responsável pelo Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS).
“Nós estamos trabalhando com a prevenção de doenças através da promoção da saúde”, disse a enfermeira aos alunos ao abrir as atividades. Na oportunidade, os agentes cantaram uma música cujo tema também era saúde, animando a atenta platéia. A professora Irani Ribeiro Gnoatto, responsável pela equipe gestora da escola, enalteceu o trabalho dos agentes comunitários. “A prevenção é a melhor maneira de promover a saúde”, reconheceu, lamentando que muitos pais não se preocupam com cuidados preventivos, favorecendo o surgimento de cáries e a perda de dentes prematuramente.
O secretário municipal de saúde, Guilherme Maluf, considerou louvável a ação dos agentes comunitários e anunciou: “estamos nos organizando para retomar o programa de descentralização do procedimento coletivo odontológico a partir do segundo semestre”. Trata-se de um trabalho preventivo articulado pela Coordenação de Saúde Bucal da SMS e público alvo são alunos de escolas públicas.
24 horas News
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Esta notícia ilustra o interesse que os temas de saúde têm junto dos mais novos. É neste sentido que também se terá de começar a agir e praticar, de forma sistemática, junto da comunidade educativa, fornecendo-lhe as armas de que necessitam para se prevenirem de doenças perfeitamente evitáveis.
Basta de simples intenções emanadas de gente colocada em gabinetes, desconhecedora muitas vezes da realidade do dia a dia.
Gerofil

quarta-feira, 6 de junho de 2007

168) Saúde oral nos centros de saúde

As últimas semanas trouxeram algumas novidades à inépcia que se tem vivido acerca da falta de capacidade dos Centros de Saúde e Hospitais darem resposta às necessidades de saúde oral das populações. A hipótese da presença de médicos dentistas nos Centros de Saúde foi de novo levantada e apoiada por diferentes personalidades da área da Saúde.
É um facto que sucessivamente todos os governos e políticos presentes no Parlamento têm feito questão de não levantar muito o problema. Excepção feita ao Bloco de Esquerda que ainda recentemente apresentou uma proposta para integração dos médicos dentistas no SNS, que foi liminarmente recusada.
Mas, realmente a (não) política seguida até agora é escandalosamente irresponsável e com repercussões de qualidade de vida e de aumento de custos em saúde perfeitamente desproporcionadas.
Parece que finalmente estão criadas as condições para que se comece a fazer sentir uma pressão da opinião pública e da comunicação social sobre este tema. Até a própria Organização Mundial de Saúde deu orientações a todos os países no sentido de dar prioridade à saúde oral das suas populações. A opinião sobre este assunto solicitada recentemente por diferentes órgãos de comunicação social ao Bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas, Dr Orlando Monteiro da Silva, é paradigmática das repercussões negativas que ausência de médicos dentistas no SNS tem tido sobre a população.
No nosso país, são cada vez mais as vozes que se levantam contra o facto de não haver médicos dentistas nos Centros de Saúde. De um lado temos as famílias com menor capacidade económica que não têm qualquer possibilidade de recorrer ao médico dentista privado, para resolver os seus problemas. Do outro, são os professores das escolas, que falam do absentismo e referindo que as crianças cada vez têm os dentes piores e que vêm para as aulas com imensos problemas, sem que eles saibam como os encaminhar para verem resolvidos esses problemas.
Também os médicos de família têm vindo a sentir cada vez mais dificuldade em dar resposta aos problemas de saúde oral com que os seus utentes se confrontam. A nossa população tem mesmo necessidade de ter médicos dentistas no SNS para dar resposta às suas necessidades de tratamento!
A desculpa de que a inclusão duma valência como a medicina dentária no SNS acarretaria custos acrescidos para o Ministério da Saúde é pouco fundamentada. Inclusivamente, os custos envolvidos nesta falta de apoio de saúde oral por parte do SNS são incalculáveis, pois teríamos que somar os dias de baixa dos trabalhadores e falta às aulas dos alunos por problemas dentários, o recurso ao serviço de urgência dos hospitais por rotina com decisões, exames e medicações nem sempre apropriadas, as repercussões a nível da saúde geral com agravamento de determinadas doenças ou início de outras, entre um número interminável de implicações.
Como já referi várias vezes, considero que a disponibilização de cuidados de saúde oral às populações no âmbito do SNS é uma medida fundamental, num país com as carências que mais de metade da população evidencia. A actual dinâmica do Ministério da Saúde, com a abertura das unidades de saúde a parcerias público-privado, parece ter criado outro tipo de oportunidades e de possibilidade de decisão, muito longe dos jogos dos lobbies anti-médicos dentistas no SNS. Estas estruturas, mais viradas para a optimização de recursos e melhoria da capacidade de resposta às necessidades da população, vão certamente dar passos sólidos e determinantes para que um anseio mais que legitimo da população possa vir a ser correspondido a curto-médio prazo.
PAULO MACEDO

167) O que é gengivite? Sinais e sintomas


O que é gengivite? Gengivite - uma inflamação da gengiva - é o estágio inicial da doença da gengiva e a mais fácil de ser tratada. A causa direta da doença é a placa - uma película, grudento e sem cor de bactérias que se forma, de maneira constante, nos dentes e na gengiva.
Se a placa não for removida pela escovação e uso de fio dental diários, ela produz toxinas (venenos) que irritam a mucosa da gengiva causando a gengivite. Neste estágio inicial da doença da gengiva, os danos podem ser revertidos, uma vez que o osso e o tecido conjuntivo que segura os dentes no lugar ainda não foram atingidos. Entretanto, se a gengivite não for tratada, ela pode evoluir para uma periodontite e causar danos permanentes aos dentes e mandíbula/maxilar.
Como sei que tenho gengivite? Os sintomas clássicos da gengivite incluem gengivas vermelhas, inchadas e sensíveis que podem sangrar durante a escovação. Outro sintoma de doença é o recuo ou retração da gengiva, conferindo aos dentes uma aparência alongada. A doença da gengiva pode formar bolsas entre os dentes e a gengiva, onde se acumulam restos de comida e placa. Algumas pessoas têm mau hálito freqüente ou sentem gosto ruim na boca, mesmo se a doença não estiver em estágio avançado.
Como posso prevenir a gengivite? Uma boa higiene bucal é essencial. A limpeza profissional também é extremamente importante, pois uma vez que a placa se acumula e endurece (ou torna-se tártaro), apenas o dentista ou um higienista podem removê-la. Você pode prevenir a gengivite pela:
-A correta escovação e uso apropriado do fio dental para remover placas e restos, e do controle do aparecimento de tártaro.
-Alimentação correta para garantir nutrição adequada para o osso da mandíbula/maxilar e dos dentes.
-Evitar cigarros e outras formas de tabaco.
-Ir ao dentista regularmente.

sexta-feira, 1 de junho de 2007

166) Confrangedor

O primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou um programa para garantir a meio milhão de pessoas - estudantes, professores e trabalhadores em formação - o acesso a preços reduzidos a um computador e à Internet de banda larga.
Falando na abertura do debate mensal, José Sócrates disse que já a partir de Setembro todos os estudantes que se inscrevam no 10º ano terão acesso a um computador e à ligação à banda larga.
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Esta notícia faz perguntar, a quem quer que seja, quais as reais intenções do governo relativamente às políticas destinadas à infância e juventude do país. Sem querer menosprezar o alcance das medidas preconizadas, é deveras confrangedor o contraste gritante entre as iniciativas governamentais e as reais necessidades que as crianças e jovens de hoje necessitam em Portugal.
Como pão para a boca, a cada dia que passa restringe-se e cortam-se direitos sociais e atiram-se pessoas para largos anos para filas de espera em simples tratamentos dentários muito mais baratos que toda a panóplia assumida pelo governo relativamente à aposta que faz nas novas tecnologias …
E esperava eu que o Senhor Primeiro Ministro iria finalmente divulgar ao país que todas as crianças e adolescentes deste país iriam finalmente ter acesso a consultas de saúde oral.
Gerofil

quarta-feira, 9 de maio de 2007

165) Cuidado com os dentes

Os dentes são fundamentais para diversas tarefas vitais, tais como a alimentação (através da mastigação), a fala, o sorriso e a aparência, contribuindo, de forma inequívoca, para o bem-estar e a auto-estima das nossas crianças. Vamos, pois, aprender a cuidar do sorriso dos nossos pequenos!
Promover uma boa saúde oral nos progenitores - A primeira medida preventiva deverá passar pelo cuidar da sua própria boca. As primeiras bactérias a invadir as bocas dos nossos bebés são, muitas vezes, provenientes da bocas das pessoas mais íntimas!
Iniciar os cuidados com os dentes o mais cedo possível - Lavar as gengivas com uma compressa embebida em água quente deve fazer parte das regras de higiene logo após o nascimento. A utilização de escovas de dentes ficará protelada para o momento em que os primeiros dentinhos começarem a aparecer.
Na criança mais crescida é de reforçar a importância da lavagem dos dentes. Não faça disso uma obrigação, pois poderá estar a tornar o simples acto de escovar os dentinhos um verdadeiro martírio para o seu filho. Opte por entrar 'na onda', dando o exemplo e acompanhando-o sempre que chega a hora de pegar na escovinha.
Mostrar que lavar os dentes é uma tarefa de 'grandes' pode ser muito útil para incentivá-los. É uma estratégia pedagógica que se tem mostrado bastante eficaz, pelo menos até por volta dos 6 anos, altura em que os bons hábitos já deverão estar bem enraizados. Nesta altura, esta pequena tarefa já deverá constituir uma rotina saudável, tão básica como o chichi antes de dormir.
A selecção da escova - A primeira 'escova' não será mais do que uma compressa embebida em água quente, com a qual deverá massajar as gengivas do seu bebé após cada mamada. Logo que surja o dentinho 'inaugural', deverá comprar-se uma escova pequena e macia, tão colorida e atractiva quanto possível.
As escovas deverão ser substituídas quando os filamentos começarem a abrir (aproximadamente de 3 em 3 meses). As escovas eléctricas não são mais eficazes do que as manuais usadas de modo adequado. Contudo, são mais fáceis de utilizar. Além disso são, por vezes, mais apelativas pelo que, não sendo milagrosas, podem constituir um excelente incentivo.
A selecção da pasta dentífrica - Deverá ser de criança, com gosto agradável. Os dentífricos com flúor só estão indicados a partir dos 3 anos, altura em que os miúdos começam a conseguir evitar a sua deglutição. Depois dos 6 anos já serão permitidas pastas de adulto e bochechos com elixir.
Deve utilizar-se sempre uma pequena quantidade de pasta, pois uma pequena porção é suficiente para garantir uma lavagem eficaz. Idealmente dever-se-ia lavar os dentinhos sempre após as refeições ou ingestão de alimentos açucarados. No dia-a-dia será mais prático estipular um mínimo de duas lavagens (uma de manhã e outra à noite).
Assim sairá reforçada a qualidade da lavagem, não a quantidade. Mais vale fazer duas lavagens cuidadas do que várias em dois tempos!
Reconhecer a importância do flúor na higiene oral - O flúor é fundamental na prevenção da cárie dentária, actuando pela inibição da desmineralização do esmalte, ou seja, aumentando a resistência dos dentinhos à cárie. Deve ser administrado na forma de suplemento oral a partir dos 6 meses, através da pasta dentífrica depois dos 3 anos e sob a forma de elixir nas crianças com mais de 6 anos. Em quantidade adequada, o flúor não tem efeitos secundários.
Usar fio dentário - Os espaços entre os dentes são especialmente propensos à acumulação de restos alimentares e, consequentemente, de placa bacteriana. Para além disso constituem os locais menos acessíveis na escovagem regular, pelo que o uso de fio dentário funciona como um complemento da escovagem, não como alternativa.
Consultar regularmente o dentista - A primeira consulta deverá ocorrer por volta dos 12-24 meses. Nesta altura, o objectivo é mais pedagógico do que médico, procurando-se estabelecer desde cedo empatia com o local e as pessoas. Muitas vezes o primeiro contacto faz-se durante uma consulta dos pais, durante a qual o pequenote se familiariza com novos odores e ruídos, inspirando-lhes confiança para um próximo encontro.
Depois uma visita anual será, à partida, suficiente. Nunca, em circunstância alguma, deverá assustar o seu filho com histórias ou ameaças relacionadas com dentistas. Isso só irá contribuir para acalentar os seus receios!
Aproveite para questionar o dentista do seu filho sobre selante de fissuras. É um produto que se aplica nas pequenas reentrâncias dos dentinhos sãos, habitualmente a partir dos 6 anos, actuando como barreira física contra a cárie dentária. Uma excelente arma na prevenção desta doença!
Instituir uma alimentação saudável e equilibrada - Uma alimentação saudável é particularmente benéfica para a saúde da boca do seu filho. Diminuir a ingestão de alimentos açucarados é a chave para uma boca sã!
Não vamos pedir o impossível e tentar transformar as nossas crianças em adultos pequenos, pedindo-lhes que abdiquem das suas guloseimas. Era o mesmo que partir para uma corrida já com a derrota estabelecida. Opte por explicar o mal que os refrigerantes, doces e chocolates podem fazer aos seus dentinhos, tentando 'negociar' de forma a estabelecer dois ou três excessos por semana. Estes deverão ocorrer de preferência após as refeições, altura em que os nossos dentes estão mais protegidos contra a agressão dos açúcares.
Ariana Afonso (Interna Complementar de Pediatria)
Serviço de Pediatria do Hospital de São Marcos de Braga

segunda-feira, 7 de maio de 2007

164) ONG recruta dentistas voluntários para atender as crianças carentes

O Programa Dentista Do Bem, da Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) Turma do Bem, vai começar a atender crianças carentes de Bauru e Lençóis Paulista. Para isso, está recrutando dentistas voluntários.
Atualmente, quatro profissionais da região fazem parte do projeto, que já existe em todo o País.A cirurgiã-dentista Elizandra Paccola Moretto, coordenadora do projeto, explica que crianças de 5ª a 8ª séries da rede pública de ensino passarão por uma triagem e depois iniciarão o tratamento gratuito com os especialistas voluntários. As ações em Bauru ainda dependem de aval da prefeitura, mas a expectativa é que logo as avaliações comecem. Em Lençóis Paulista, a triagem também começará logo.
Moretto explica que as crianças são encaminhadas aos consultórios particulares dos dentistas e receberão o tratamento odontológico necessário. Para aumentar a capacidade de atendimento, ela espera que especialistas se inscrevam no projeto. Cada dentista poderá adotar o número de crianças que tiver interesse. A triagem das crianças será feita por Moretto.
Serão levadas em conta prioridades como dores, cáries e extração de dentes. Ainda sem data prevista para iniciar os atendimentos, o programa mantém profissionais cadastrados na região desde 2002. “Ainda não havia um coordenador regional”, explica Moretto. Ela conheceu o projeto no começo deste ano, quando participou de um congresso internacional. “Eu fui até o stand do programa e me interessei pelo projeto. Então, fui convidada para participar”, lembra.
Os dentistas interessados em participar do Programa Dentista Do Bem podem obter informações no site www.turmadobem.org.br ou com Moretto pelos telefones (14) 3226-2331, (14) 9714-3189 ou e-mail elizandra. moretto@gmail.com
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Bem-haja às pessoas que se prestem no bem das crianças. Que em Portugal também haja quem olhe pelos mais necessitados e que o Estado assuma a sua obrigação de proteger todos aqueles que não encontram respostas de tratamento nas instituições já existentes. A saúde oral tem de ser entendida como um bem de primeira necessidade e não como mais uma actividade económica destinada apenas às classes sociais mais favorecidas pelo sistema.
Gerofil

quarta-feira, 2 de maio de 2007

163) Associação Nacional dos Técnicos de Estomatologia de Angola (ANTEA)

A Associação Nacional dos Técnicos de Estomatologia de Angola (ANTEA) vai realizar o 1º Congresso nacional sobre “Medicina dentária no país”, durante os dias 20 e 21 de Julho do ano em curso. O evento enquadra-se no âmbito da formação contínua dos técnicos de estomatologia, em colaboração com a Ordem dos Médicos Dentistas de Portugal.
A informação foi avançada recentemente, em Luanda, pelo vice-presidente da Antea, Avelino Cachilandala, no final da palestra sobre “a importância da saúde buco oral e sobre a prevenção das doenças da boca” no seminário de “Formação dos formadores de agentes comunitários” que decorre nas instalações do Hospital Pediátrico de Luanda. Ao congresso participarão médicos, especialistas em estomatologia, enfermeiros, técnicos de diagnósticos, bem como empresas do ramo da distribuição de medicamentos.
Segundo Avelino Cachilandala, a situação dentária no país está controlada porque em todas as províncias a Antea possui técnicos e em colaboração com o Ministério da Saúde têm desenvolvido acções de capacitação e campanha sobre a saúde dentária. O especialista pontualizou que a higiene oral consiste na execução de uma série de actividades, utilizando diferentes elementos para retirar os resíduos de alimentos, placa bacteriana entre outros das superfícies dentárias, gengivas, língua e mucosa.
Para uma boa saúde dentária, Avelino Cachilandala recomendou uma boa alimentação com frutas como banana, mamão, maçã, outros alimentos como cereais, carne, peixe, vegetais, verduras, pão, queijo, leite e iogurtes, que são ricos em cálcio, vitamina A e ajudam a cuidar e fortalecer os dentes.
Quanto à escova individual, o especialista aconselha o cidadão a substituir de três em três meses e substituir sempre que estiver muito usada.“Após o uso da escova, lava-se com água e sacode-se para ser guardada. Deve-se evitar comer muitos doces para o cidadão não contrair cáries nem gengivites”, rematou.
A cárie, segundo Avelino Cachilandala, é uma doença transmissível e infecciosa. Ela acontece quando há a associação entre placa bacteriana cariogênica (uma espécie de película composta de bactérias vivas e de resíduos alimentares que se depositam sobre e entre os dentes), dieta inadequada e higiene deficiente.
“Quando o açúcar entra em contacto com a placa bacteriana, formam-se ácidos que serão responsáveis pela saída de minerais do dente”, frisou.
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Vamos ver também se a OMD desenvolve os devidos esforços no sentido de olhar cá para dentro e resolver os graves problemas de saúde oral que afectam grande parte da população portuguesa.
Gerofil

domingo, 29 de abril de 2007

162) Portugal no último lugar

Os quase seis mil dentistas (estão inscritos 5.056 associados na Ordem dos Médicos Dentistas) existentes em Portugal seriam suficientes para que todos os portugueses recebessem os necessários cuidados em saúde oral. No entanto, não é o que acontece. E Portugal apresenta-se como o último dos países da União Europeia em cuidados de saúde a este nível, com cerca de, segundo números da ordem, 40 por cento da população a não receber os cuidados de que necessitam.
E perante esta realidade não resta aos especialistas portugueses senão lamentarem. E tentarem explicar. O esclarecimento – dizem – assenta na ausência de dentistas no Serviço Nacional de Saúde e nos fracos recursos económicos da maioria dos portugueses. Também a falta de informação está, muitas vezes, por trás das bocas mal tratadas dos portugueses, lembrou o bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas (OMD), bem como – reforçou – “a inexistência de mecanismos facilitadores do acesso à Medicina Dentária”. E neste campo inserem-se os mais idosos, os portadores de deficiências ou de doenças congénitas e do foro infeccioso, que necessitam de cuidados (ainda mais) especiais.
Por tudo isto e muito mais, nomeadamente, porque “não há saúde de uma forma geral sem saúde oral” é necessário que esta especialidade seja introduzida no Serviço Nacional de Saúde.
Quando nos referimos aos preços mais ou menos estáveis em todo o País e de consultório para consultório – a ordem garante que não há tabelas nem concertação de preços, até por proibição da Autoridade da Concorrência – como inibidores do acesso dos serviços a uma grande parte dos portugueses, Orlando Monteiro, bastonário, e Paulo Melo, médico dentista e professor na Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto, são unânimes. “Os preços apenas reflectem os elevados custos impostos pelas especificidades da consulta”. E o bastonário da OMD apontou o facto de as consultas desta especialidade serem pagas na totalidade pelo utente, para dar a real noção dos valores.
Pelo contrário – contrapôs –, “as outras especialidades são disponibilizadas pelo Estado, pagas pelos contribuintes através dos impostos, logo, o encargo surge de forma diluída e amenizada”.
Também o especialista Paulo Melo reconheceu que “as pessoas de menores recursos económicos não terão capacidade de ir a uma consulta privada”, mas dirigiu a justificação da impossibilidade de os preços nesta especialidade na direcção da que foi dada por Orlando Monteiro: os custos envolvidos numa consulta de medicina dentária são elevados e que dificilmente poderão baixar. “A solução passa por uma abertura ao acesso às consultas no âmbito do SNS à população mais carenciada”, reforçou o especialista, cujos números que avançou para quem não pode ser visto por um médico dentista se situa próximo dos 60 por cento.
O facto de não existir a especialidade nos quadros da Função Pública, para além de privar um grande número de portugueses de acederem “ao direito fundamental consagrado constitucionalmente, que é o direito à saúde”, levou à eliminação dos, já na altura, insuficientes serviços ao nível da saúde oral. E o especialista Paulo Melo deu a sua visão do que se passa. “Portugal deve ser dos poucos países europeus que não possui um departamento de saúde oral no Ministério da Saúde”, logo, “não existe nenhuma estratégia nacional a este nível”. E lembrou o processo para a retirada daqueles serviços nos centros de saúde.
O que existia nestas estruturas de saúde eram estomatologistas (pessoas com o curso de Medicina que faziam uma especialização em Estomatologia), mas a actual legislação europeia não contempla a formação deste grupo de profissionais, pelo que estarão em vias de extinção e deixaram de estar nos centros de saúde. “O que seria normal” era a substituição daqueles por médicos dentistas, mas como não existe a carreira destes especialistas na Função Pública, aquela situação aparentemente óbvia não se pôde concretizar, levando à cessação de saúde oral no sector público.
Paulo Melo, que fez a viagem pelo tempo para explicar o fim das consultas no serviço público, referiu-se ainda à actualidade. E esta revela que poucos são os centros de saúde que contam com médicos dentistas e quando tal acontece está-se perante contratações fora dos quadros da Função Pública.
Para além dos motivos anteriores para que os portugueses tenham «bocas feias», não se pode passar ao lado das notícias que de vez em quando dão conta da ilegalidade que ronda o sector. Geralmente, as ilegalidades assentam na inexistência de qualificações ou de qualificações inadequadas das pessoas que desempenham as funções de dentista. Os casos denunciados aguardam resposta dos tribunais, que são muitas vezes “deficientes”, até pela morosidade na resolução dos casos, apontou Orlando Monteiro. Não é fácil (como em qualquer outra área) para o comum utilizador perceber quem são os verdadeiros ou os que se fazem passar por tal.
Contra esta insegurança, o bastonário da OMD aconselha o doente a solicitar a carteira profissional a quem lhe está a prestar o tratamento. Ou em alternativa tentar saber junto da ordem se o médico dentista está inscrito e se tem as qualificações adequadas para exercer, ou não, o tratamento a que se propõe. Esta informação pode ser obtida através de telefone ou do sítio da Internet http://www.omd.pt/.
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A radiografia da situação está feita; falta apenas a vontade política para resolver a situação.
Gerofil

quinta-feira, 26 de abril de 2007

161) IV Reunião de Saúde Oral dos Açores com apoio do executivo açoriano

A Secretaria Regional dos Assuntos Sociais vai apoiar a realização da IV Reunião de Saúde Oral dos Açores que decorre de 26 a 28 deste mês, no vale das Furnas, em São Miguel. O encontro, organizado pelo Centro de Saúde da Povoação e acreditado pela Ordem dos Médicos Dentistas, visa promover a saúde oral junto da população açoriana e, em especial, da comunidade escolar.
Nesta iniciativa, de carácter bienal, participam profissionais nacionais e regionais de Medicina Dentária que irão delinear metas e estratégias para a continuidade do trabalho de promoção da Saúde Oral. Para além do seu cariz científico e social, aquele evento pretende ser o corolário do trabalho de prevenção na área da Saúde Oral que tem sido desenvolvido ao longo dos últimos 10 anos nas escolas do ensino básico da Região Autónoma.
Paralelamente às conferências que vão decorrer para Médicos Dentistas e Assistentes de Clínica Dentária, estão programadas algumas actividades destinadas ao público em geral, designadamente, uma sessão para crianças no dia 26, pelas 10 horas, no polidesportivo da Povoação, e conferências sobre Saúde Oral para a população em geral, na manhã do dia 28, no Terra Nostra Garden Hotel, nas Furnas
Governo Regional dos Açores

terça-feira, 24 de abril de 2007

160) Nos Açores - Cerca 18 mil crianças com boletim de Saúde Oral

NOTA INTRODUTÓRIA: GOSTARIA QUE ESTA POSTAGEM FOSSE DO CONHECIMENTO PÚBLICO DO EX.º SR. MINISTRO DA SAÚDE E DE TODOS OS DEPUTADOS DA ASSEMBLEIA DA REPUBLICA NA ACTUAL LEGISLATURA. OBRIGADO.
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Cerca de 18 mil crianças açorianas já dispõem do Boletim Individual de Saúde Oral, um documento inédito no país que regista toda a informação e historial clínico do seu portador, anunciou hoje fonte ligada ao projecto. O coordenador regional do Programa de Promoção da Saúde Oral, Ricardo Cabral, adiantou à agência Lusa que o projecto, que arrancou em 2006, está a decorrer de forma "positiva" e já abrange as nove ilhas do arquipélago.
Segundo explicou o médico dentista, o boletim destina-se a crianças e jovens até aos 18 anos e pode ser solicitado, gratuitamente, nos 16 centros de saúde existentes na região." O objectivo, no futuro, é que toda a população possa ter um boletim individual de saúde oral", afirmou o especialista, que representa os Açores no Programa Nacional de Saúde Oral. Com a criação deste documento, o executivo açoriano pretendeu dotar o Serviço Regional de Saúde (SRS) de um instrumento de registo e consulta para a promoção da saúde e prevenção das doenças orais nas ilhas.
Para Ricardo Cabral, este documento representa mais um contributo para a saúde oral dos açorianos, que conjuntamente com outras acções de sensibilização e informação já realizadas, tem permitido consciencializar a população. O médico dentista assegurou que, embora sejam lentos, os resultados deste trabalho têm surgido, ao apontar o exemplo dos índices de cáries dentárias nas crianças açorianas, que, em 2000, eram de 4,5 por cento e, em 2005, passaram para 2,1 por cento.
Citando as conclusões do último estudo de saúde oral realizado no arquipélago, Ricardo Cabral referiu que, entre 2000 e 2005, houve um "ganho em saúde" real ao nível dos índices de cáries dentárias das crianças de 2,4 por cento. Quanto à percentagem de crianças isentas de cáries aos seis anos de idade, a região passou de 30,8 por cento em 2000 para os 37,3 por cento em 2005, sendo que a Organização Mundial de Saúde preconiza que, em 2020, se atinja os 80 por cento, disse.
Para o presidente da delegação açoriana da Ordem dos Médicos Dentistas, Artur Lima, o Boletim Individual de Saúde Oral constitui um "importante contributo" para a promoção da saúde, embora alerte para dificuldades na implementação do projecto na ilha do Faial. Artur Lima adiantou à Lusa que, no Faial, não há médicos dentistas no sector público, pelo que a distribuição dos boletins tem sido feito através de equipas de enfermagem." Os seis médicos dentistas que trabalham no Faial exercem todos clínica privada, porque o Governo Regional nunca abriu vagas para a função pública", afirmou Artur Lima.
Nos Açores exercem medicina dentária 74 profissionais, que cobrem todas as ilhas do arquipélago. Contactada pela Lusa, a directora regional da Saúde, Teresa Brito, garantiu que a situação do Faial está por resolver, não por falta de vontade da tutela, mas devido a questões de ordem legal. "A contratação de funcionários exige primeiro o descongelamento de vagas e a realização de um concurso público", afirmou Teresa Brito, para quem "a solução para esta lacuna deverá chegar a curto prazo". Segundo disse, os procedimentos legais "não são compatíveis" com a urgência das situações, embora saliente que o Governo açoriano tem feito "um trabalho gradual" para dotar todos os centros de saúde com novos equipamentos e materiais essenciais à prática da medicina dentária.
Cerca de centena e meia de médicos dentistas participam, no final do mês, num encontro sobre saúde oral na ilha São Miguel, que vai servir também para um rastreio gratuito à população, anunciou fonte da organização. A IV Reunião de Saúde Oral dos Açores decorre de 26 a 28 de Abril no concelho da Povoação, revelou Ricardo Cabral, para quem o evento vai permitir debater e trocar experiências entre os profissionais ligados à saúde oral de todo o país. Do programa, que tem início a 26 de Abril, consta uma acção de rastreio gratuita destinada à população, que vai decorrer no pavilhão desportivo da vila da Povoação.
ViaOceânica

segunda-feira, 23 de abril de 2007

159) O absurdo completo da política actual da saúde oral em Portugal

Em Portugal existem sete faculdades de Medicina Dentária e estão a ser formados médicos em números excessos, caminhando-se – alertou o bastonário da OMD – para “o desemprego”. O alerta de Orlando Monteiro teve a intenção de reforçar a necessidade de “uma intervenção política”.
O bastonário lembrou, aliás, que “já existem mais de 140 dentistas portugueses a exercerem a função no SNS de outros países europeus [Inglaterra e Holanda, por exemplo]”. Uma vez que no resto da União Europeia existe esta especialidade no serviço público de saúde e apresentam défice de dentistas. A explicação da deslocalização não assenta numa escolha livre, mas numa alternativa às dificuldades económicas que impedem esses profissionais de abrirem os seus próprios consultórios (única hipótese de exercer a profissão em Portugal).
Também aqui, minimizar a situação passaria pela introdução da especialidade no serviço público.
O Primeiro de Janeiro
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Preto no branco: gastam-se largos milhares e milhares de euros dos nossos impostos para formar especialistas que vão tratar pacientes no estrangeiro, quando é negado pelo nosso SNS a assistência a largas centenas de milhares de crianças, jovens e menos jovens portugueses de algo como pão para a boca.
Realmente, urge mudar seja o que for para colocar ponto final na banalização da pessoa humana praticada por quem dirige o estado.
Gerofil

quinta-feira, 19 de abril de 2007

158) Ministério da Saúde sem departamento de saúde oral. As consequências à vida

“Portugal deve ser dos poucos países europeus que não possui um departamento de saúde oral no Ministério da Saúde”. A constatação do médico dentista Paulo Melo revela-se, igualmente, uma contestação. E a consequência daquela afirmação é a inexistência de uma estratégia nacional para a saúde oral dos portugueses.
Os políticos nacionais – continuou o também professor na Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto –nunca se preocuparam com a saúde oral dos portugueses e nunca tiveram a preocupação de irem substituindo os estomatologistas que se iam reformando, por médicos dentistas nos centros de saúde”. Mais uma situação que tem consequências e estas “estão à vista de todos”.
Não seria necessário a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) dizer que Portugal se encontra na cauda da Europa a este nível, uma vez que “quem andar na rua pode aperceber-se da quantidade de pessoas sem dentes anteriores”. Esta é uma realidade inegável, correspondendo “a uma situação embaraçosa, que os políticos teimam em ignorar.
Paulo Melo lamenta uma situação que – garante – “só não está pior por Portugal possuir dos melhores médicos dentistas da Europa”.
“Embaraçoso” é também o adjectivo usado pelo bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas (OMD), que, classificando-se como “ingénuo”, está a depositar esperanças na Comissão de Saúde Oral que o actual Governo criou para avaliar a situação. Em finais de Maio deverão ser conhecidas conclusões.
Orlando Monteiro não escondeu que espera que “as conclusões sejam as óbvias…”. E o óbvio é o mau estado das bocas portuguesas e da necessidade de se proceder à criação de meios de acesso às consultas, no âmbito do Serviço Nacional de Saúde, à população mais carenciada. Este acesso público à saúde oral é uma luta antiga da OMD, a que o bastonário tem dado voz e no qual tem envidado esforços. Para já – apesar de céptico em relação às comissões de uma maneira geral – espera para ver. Mas não de braços cruzados.
E, aproveitando a reestruturação dos serviços de saúde, Orlando Monteiro tem tentado, nomeadamente junto das Unidades de Saúde Familiar, sensibilizar os responsáveis para a necessidade desta especialidade ser introduzida nos centros de saúde e nos hospitais. Este responsável aponta críticas, mas também apresenta propostas. Por exemplo, Orlando Monteiro não considera como melhor solução a abertura de consultórios dentários em todos os centros de saúde do País. Pelo elevado investimento que implica, defende a criação de convenções e protocolos entre aqueles estabelecimentos e os consultórios privados que existem na área geográfica em que se inserir o estabelecimento, “aproveitando que o investimento nas estruturas já foi feito pelo sector privado”.
Reconhecendo que o ministro da Saúde, Correia de Campos, tem demonstrado “sensibilidade nesta área e vontade de, pelo menos, estudar o que poderá ser feito”, o bastonário dos médicos dentistas espera que seja passada para a prática a boa vontade que tem sido demonstrada. E reforçou que se o Plano Nacional de Saúde for cumprido, então até 2010 os hospitais terão de estar equipados com esta especialidade, para responder às emergências e urgências que actualmente não podem ser tratadas. Em situações de acidente não há resposta nas urgências.
No caso de a urgência ser por dor – “uma das mais fortes que o corpo humano sente”, apontou – “na melhor das hipóteses é prescrito um analgésico”. O especialista é categórico ao pedir: “É preciso agir politicamente”. E sabendo que “é impossível que toda a gente tenha tudo, é essencial que se faça o possível para que todos tenham o melhor possível”.
E, apesar de estar aquém das necessidades da sociedade, a criação de um programa de prevenção e tratamento, destinado a crianças dos três aos 16 anos já foi encarado como positivo pelo bastonário: “Não obstante ser ainda inacessível à maioria das crianças”, mesmo dentro desta faixa etária.
Apesar de para a maioria das pessoas poder ser difícil de perceber ou até indiferente, o especialista Paulo Melo quis separar o trigo do joio e apontou as diferenças entre os vários tipos de profissionais que tratam a cavidade oral dos portugueses.
“São três”, disse. Os estomatologistas, formados em Medicina, especializaram-se em Estomatologia e o seu âmbito de acção apenas difere do médico dentista no acesso às áreas vizinhas da cavidade oral, onde o estomatologista pode actuar. Os médicos dentistas com um curso de seis anos (em breve diminuído para cinco segundo Bolonha), têm durante os primeiros anos conceitos gerais de Medicina e nos últimos tempos de formação seguem um caminho próprio. O seu âmbito de acção é vasto, mas compreende apenas as estruturas que dizem respeito à cavidade oral.
Existem também os odontologistas, que “durante muito tempo exerceram a actividade ilegalmente, muitos não tinham sequer a formação básica”, e que depois foram legalizados pelo Estado português após lhes terem sido ministradas algumas horas de formação profissional. O seu âmbito de acção é bastante restrito, estando impossibilitados de realizar cirurgias mais complexas, prótese fixa e ortodontia.
Para complicar tudo isto, asseverou o médico dentista e docente na Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto, “a terminologia adoptada em diferentes países difere da nossa, pelo que profissionais europeus com a mesmo denominação correspondem a formações e áreas de acção completamente diferentes”. Paulo Melo ainda lembrou uma quarta classe de profissionais que são os higienistas orais, mais vocacionados para a prevenção “e devem exercer a profissão superintendidos por um médico ou médico dentista”.

terça-feira, 17 de abril de 2007

157) ERS cobra taxas a clínicas que diz estarem ilegais

O bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas qualifica de, «no mínimo, estranho» e causador de «grande indignação» as denúncias feitas pela Entidade Reguladora de Saúde (ERS) segundo as quais a maioria das unidades de saúde privadas (83%) não estão licenciadas. Isto porque a ERS tem vindo a cobrar, desde o início do ano passado, taxas obrigatórias a todas elas.
Em declarações publicadas na edição de ontem do Diário de Notícias, Orlando Monteiro da Silva afirma concordar com o diagnóstico traçado no relatório da ERS, embora refira também que tal acontece porque, «mesmo para quem deseje ardentemente concluir a via sacra do licenciamento, a tarefa é praticamente impossível». Concordando que não existe nenhum consultório de medicina dentária licenciado em Portugal, o bastonário critica, contudo, a ERS por traçar este cenário sem nunca ter assumido parte da sua responsabilidade no controlo do funcionamento das unidades.
«O caso dos livros de reclamações dos utentes é um exemplo. A experiência que tenho é que eles seguem para a ERS e esta limita-se a distribuir os casos para outros organismos», afirma Monteiro da Silva.
Também o bastonário da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes, desfere críticas a ERS, ao questionar: «Os milhões que as unidades de saúde pagam à ERS servem para fazer relatórios a concluir o que toda a gente sabe há anos?». Pedro Nunes denuncia o facto de, embora apontando os problemas, a ERS não avançar uma «solução consistente» para os resolver, isto apesar de há anos se saber que a lei sobre o licenciamento não tem adequação à realidade e «tornaria ilegais todos os hospitais públicos, incluindo Santa Maria ou S. José», caso se aplicasse às unidades do Serviço Nacional de Saúde.
Diário dos Açores (23 de Março de 2007)

domingo, 15 de abril de 2007

156) 19 mil alunos da rede municipal recebem kit com pasta e escova

Bauru (BRASIL) - Cerca de 19 mil alunos da rede municipal de ensino de Bauru, do berçário à educação fundamental, estão recebendo kit de educação bucal contendo porta-escova, escova e pasta dentária. A prefeitura investiu R$ 50 mil na aquisição de 23 mil kits e ainda bonecos de fantoche, macromodelos, livros e slides educativos que estão sendo utilizados nas atividades do Programa Sorria Bauru.
O programa foi reestruturado e, nesta nova fase, os cirurgiões dentistas e auxiliares-odontológicos estão fazendo visitas às escolas municipais. Eles realizam palestras para alunos e professores enfatizando a importância dos cuidados com a saúde bucal e ensinando a escovação correta.
Ontem, os secretários municipais da Saúde, Mário Ramos, e da Educação, Ana Maria Daibem, participaram de uma visita da equipe do Programa Sorria Bauru à Emeii Maria Helena Amantini, no Núcleo Ouro Verde. A Secretaria Municipal da Saúde conta com três programas educativos. Paralelamente a eles, e além dos consultórios dentários nas escolas, a prefeitura oferece também atendimento gratuito à população. Além do Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), inaugurado na Universidade do Sagrado Coração (USC) no mês passado, Bauru possui consultórios odontológicos nas unidades de saúde e o Odontomóvel. Em 2006 foram realizados 81.177 atendimentos em odontologia na rede municipal de saúde.
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Pelo contrário, nós por cá tudo bem !!! Enquanto permanecer esta anestesia geral da sociedade, persiste uma inércia e continua falta de eficiência das autoridades competentes no que toca a uma política de saúde oral para toda a população; é esta, no fundo, sempre a esquecida e votada ao destino que tiver.
Infelizmente, tanto governos, parlamento como associações de profissionais ligados ao sector da saúde oral têm completa e total responsabilidade pelo que se tem passado nos últimos vinte anos em Portugal – infestam a opinião publica sobre os factos mas jamais se interessam em resolver os reais problemas da saúde oral no nosso país.
Não se compreende gastar algumas migalhas aqui e acolá, mostrando generosidade por meia dúzia de pessoas desafortunados da vida, quando depois existem milhares de milhões para investir e custear em tratamentos completamente evitáveis, em benefício e proveitos de sabe-se lá de quem quer que seja..
É assim que vai a política de saúde oral em Portugal.
Gerofil

sábado, 14 de abril de 2007

155) Quatro em cinco unidades de saúde privadas não têm licença

A maior parte das unidades privadas de saúde (83 por cento) em actividade em Portugal não está licenciada, apesar de este processo ser obrigatório, adianta a Entidade Reguladora da Saúde (ERS).
Entre as cerca de duas mil clínicas e consultórios dentários que existem em Portugal, não há mesmo um único licenciado, o mesmo acontecendo com os estabelecimentos termais." O sistema de licenciamento não funciona em Portugal", sintetiza o presidente da ERS, Álvaro Santos Almeida, ressalvando que isto não implica que as unidades de saúde não legalizadas não tenham condições para funcionar, mas sim que este processo é demasiado "complexo e moroso".
Então como é que as pessoas têm garantias de que estes estabelecimentos têm condições de funcionamento? "Não há garantias...", admite o presidente da ERS. O "caso extremo" das clínicas e consultórios dentários tem uma justificação: a impossibilidade de constituição de comissões de verificação técnica - que fazem as vistorias e inspecções necessárias a este tipo de estabelecimentos nas administrações regionais de saúde - e de elaboração do manual de boas práticas, devido à discordância entre os vários intervenientes no processo (ordens dos médicos, dos médicos dentistas e associações de odontologistas), explica a ERS.
No caso dos estabelecimentos termais, não há licenciamentos por falta de regulamentação de várias questões, como os requisitos de ordem técnica ou os quadros de pessoal. O problema da falta de licenciamento é ainda "particularmente grave" nos laboratórios de patologia clínica ou análises clínicas (dos 393, estão licenciados 98) e ainda mais nos prestadores de radioterapia e radiodiagnóstico (dos 451, apenas 90 estão licenciados).
Apesar de menor, a percentagem de não licenciados é ainda significativa em medicina física e reabilitação (47 por cento) e nas unidades privadas de saúde com internamento (25 por cento). Já das 89 unidades de diálise, só 11 não estão licenciadas.
Mas esta não é a única justificação para os atrasos na instrução de pedidos de licenciamento. Seja como for, a situação varia consoante o tipo de unidade de saúde, até porque não existe um regime jurídico único para o licenciamento, mas sim diplomas específicos. E há mesmo estabelecimentos - como os consultórios médicos - que nem sequer estão sujeitos a este processo, porque o diploma que os enquadra (um decreto-lei de 1942) apenas os obriga a comunicar a sua existência à Direcção-Geral da Saúde (DGS) e à Ordem dos Médicos.
Mas bizarro mesmo é o facto de os pedidos de licenciamento dos postos de enfermagem (também efectuados junto da DGS) terem de ser efectuados mediante a apresentação de um impresso da Imprensa Nacional-Casa da Moeda (INCM). O problema é que "a INCM afirma que tal impresso não existe", o que significa que não existe qualquer centro de enfermagem licenciado, refere a ERS. Além disso, os estabelecimentos do sector público e do sector social (como as instituições particulares de solidariedade social) não estão sujeitos a licenciamento, mas só ao poder orientador e de inspecção do Ministério da Saúde.

quarta-feira, 11 de abril de 2007

154) Do outro lado da fronteira

En 2006, el PADIEx incluyó a 30.000 niños de 6, 7 y 8 años de edad, de los que alrededor del 55% frecuentaron al dentista, un porcentaje que otras comunidades, pioneras en este tipo de planes, tardaron cinco años en alcanzar.
A este respecto, el Gobierno extremeño ha matizado que este año, durante el pasado mes de enero, a todos los niños incluidos en el plan, nacidos entre los años 1998 y 2001, se les hizo llegar a su domicilio el correspondiente talón de asistencia dental y el directorio de dentistas englobados en el citado plan. De esta forma, los padres del menor acuden a las consultas y pueden recibir la oportuna evaluación y el tratamiento necesario a través de uno de los 173 puntos asistenciales ubicados en la región.
Concretamente, cada año se incorporan al plan los niños que cumplen 6 años, y permanecen en él hasta el 31 de diciembre del año en que cumplen 15 años. Desde los centros de salud, y por derivación de los servicios de seguimiento del embarazo, se realizan también actividades preventivas a mujeres embarazadas y, esta actividad, de reciente implantación, ha permitido que, durante el pasado año, fueran atendidas en estas consultas alrededor de 3.000 gestantes. Asimismo, se realizaron actividades de educación para la salud y prevención que benefician la salud oral de la embarazada y redundan en la de su hijo aún no nacido.
Por otro lado, el Plan de Atención Dental al Discapacitado ha atendido hasta la fecha más de 10.000 consultas y ha realizado más de 21.000 procedimientos terapéuticos.Según la Junta, han sido intervenidos bajo anestesia general alrededor de 500 personas que no han podido ser atendidas de manera convencional en las unidades de Salud Bucodental.
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Aqui fica um exemplo do trabalho feito no domínio da saúde oral, na Comunidade de Extremadura (ESPANHA). Está claro que se espera que as autoridades portuguesas tenham também consciência da extrema necessidade na urgência de generalizar o mesmo tipo de programas de saúde oral a toda a população portuguesa; afinal, tal como a Espanha, também fazemos parte da União Europeia (ou, dizendo por outras palavras, não é por falta de recursos que não se implanta em Portugal esses programas de saúde oral).
Gerofil

sexta-feira, 30 de março de 2007

153) Deputado António Gonçalves pretende esclarecimentos sobre os cuidados de saúde nas Flores

O deputado do PSD António Maria Gonçalves, eleito pelo círculo eleitoral das Flores, manifestou a sua preocupação relativamente à prestação dos cuidados de saúde na ilha. Em requerimento entregue na Assembleia Regional, o parlamentar realça que "os habitantes da ilha não têm à sua disposição alguns cuidados de saúde essenciais", e que recentemente questionou o Governo sobre o estado do aparelho de imagiologia existente no Centro de Saúde local, pois "o mesmo não apresenta condições técnicas de fiabilidade enquanto meio complementar de diagnóstico por estar obsoleto".
António Gonçalves refere que o executivo previa "a aquisição e montagem de um novo aparelho de "Raio-X" digital para o Centro de Saúde de Santa Cruz das Flores até final do ano de 2006", o que não se veio a verificar e motiva a dúvida agora apresentada. No tocante ao Serviço Público de Saúde Oral praticado na sua ilha, o deputado destaca o que "a médica dentista que se desloca à ilha para a prestação daqueles cuidados de saúde primários não consegue dar resposta a todas as solicitações que lhe são colocadas atendendo ao seu elevado número", assim "os florentinos não têm outra alternativa que não seja recorrer à prestação de serviços privados na área, o que implica custos avultados para os orçamentos familiares". Refere ainda que "uma primeira consulta de saúde oral pode implicar uma espera superior a quatro meses, sendo o acesso à lista realizado de modo burocrático e limitado pelas segundas consultas, que entretanto a médica dentista recomenda no seguimento dos tratamentos pela mesma iniciados".
António Gonçalves pretende saber se há conhecimento governamental destas realidades e que medidas serão tomadas para modificar a situação existente.

quinta-feira, 29 de março de 2007

152) Escola José Falcão inaugurou Gabinete de Promoção da Saúde

A Escola José Falcão de Miranda do Corvo inaugurou o Gabinete de Promoção da Saúde (GPS), que vai funcionar às segundas-feiras à tarde com a presença de uma enfermeira do Centro de Saúde para esclarecer dúvidas aos estudantes. «Numa população escolar com cerca de 700 alunos e uma multiplicidade de problemas, é indispensável que os estudantes encontrem respostas técnicas e profissionais sobre as suas dúvidas», salientou Fausto Luís, presidente do Agrupamento de Escolas de Miranda do Corvo e director da Escola José Falcão.
Num ambiente informal, a inauguração contou com a presença da vereadora Carla Baptista, médica que vai apoiar tecnicamente o projecto, do director do Centro de Saúde, César Fernandes, do chefe do serviço de enfermagem, José Taborda, e das estagiárias de enfermagem do 4.º ano da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, que foram autoras do projecto, para além de outros responsáveis e de um representante da Associação de Estudantes. Através do GPS, os alunos poderão esclarecer dúvidas sobre saúde, oral, alimentação saudável, actividade física, segurança e prevenção de acidentes, sexualidade, álcool, drogas e outros assuntos relacionados com a saúde.
A vereadora Carla Baptista destacou o grande «valor educativo do projecto», que assenta numa vertente «de promoção da saúde e da prevenção da doença». «A vertente da promoção da saúde tem vindo a ser esquecida no país, mas o Centro de Saúde de Miranda do Corvo mostrou que se mantém na vanguarda dos cuidados primários de saúde, promovendo intervenções de grande valor educativo», sublinhou a autarca.
Para o director do Centro de Saúde, César Fernandes, a criação do GPS insere-se «numa filosofia de implementar uma medicina de proximidade, cada vez mais perto dos cidadãos». Segundo este responsável médico, «a população escolar é tão vulnerável que poderá beneficiar bastante deste espaço», onde os alunos poderão expor as suas preocupações e esclarecer dúvidas num «espaço de diálogo aberto e confidencial».
O GPS resulta da parceria entre o Centro de Saúde, o Agrupamento de Escolas José Falcão e a Câmara Municipal, com o apoio do Instituto do Desporto de Portugal.

terça-feira, 27 de março de 2007

151) Tutela não encerra centros de saúde

A secretária regional dos Assuntos Sociais do Governo em gestão garantiu ontem que não está previsto, a médio prazo, o encerramento de qualquer centro de saúde na Região. Conceição Estudante que falava na apresentação do balanço das actividades relativas a estas unidades de saúde referiu que, neste momento, a principal preocupação é a de proporcionar condições para o bom funcionamento dos centros de saúde existentes.
Crítica quanto aos que entendem que o encerramento destes serviços é uma forma de reduzir custos, a secretária regional dos Assuntos Sociais procurou provar precisamente o oposto, ao afirmar que o efeito pode ser contrário, na medida em que toda a panóplia de cuidados médicos e de enfermagem afectos a um serviço de urgência seja hospitalar, ou num centro de saúde é «objectivamente mais caro, do que a prestação numa situação de consulta médica».
Neste sentido, Conceição Estudante deixou clara a ideia que a redução de custos com a saúde passa, antes de mais, pela aposta na prevenção e na boa prestação de cuidados de saúde primários. Um objectivo que deverá reflectir-se num aumento do número de consulta médicas disponíveis nos centros de saúde.
Conceição Estudante referiu ainda, que nos últimos anos, a taxa de crescimento das despesas do Serviço Regional de Saúde foi inferior à taxa de inflação. Porque a eficácia dos cuidados de saúde prestados nos centros de saúde passa por garantir um número suficiente de médicos de família, a secretária da tutela garantiu, que a Região caminha no bom sentido. Actualmente estão afectos aos centros de saúde 109 profissionais, entre médicos de família e clínicos gerais ao que se soma mais 24 internos, médicos que estão a terminar esta especialidade. Embora o número seja suficiente para os cerca de 114.387 mil utentes que frequentaram, no ano passado, os centros de saúde, não satisfaz a tutela, que pretende fazer subir o número de frequentadores destas unidades.
Segundo os dados divulgados ontem pelo presidente do Conselho de Administração do Serviço Regional de Saúde (SRS) o número de frequentadores corresponde a apenas 42,5 por cento do total de inscritos (269.379), com uma média por frequentador de 3 consultas durante o último ano. No que toca ao total de consultas, o SRS apurou cerca de 334.507 mil actos, dos quais 13.524 mil foram consultas de planeamento familiar, verificando-se, a este nível, um aumento de 5,5 por cento relativamente a 2004.
As consultas domicíliárias registaram um forte crescimento, cerca de 42 por cento durante os últimos dois anos. A medicina dentária foi outra das áreas de maior incremento, com um aumento de 113,9 por cento. Facto relacionado com a extensão do Programa de Saúde Oral a toda a Região, sublinhou Filomeno Paulo.
Tânia Caldeira
Jornal da Madeira
* * *
Embora esta notícia não traga os números de consultas de saúde oral efectuadas na região, pelo menos parece pertinente que esta valência tem abrangido uma maior percentagem da população local.
Já foram aqui apresentados dados relativos à evolução de programas de saúde oral para crianças e jovens no Continente (postagens anteriores). Agradeço quem possa disponibilizar mais estatísticas sobre a evolução no tempo e no espaço do território nacional, sobre saúde oral.
Gerofil

segunda-feira, 26 de março de 2007

150) Brincar e Aprender…

Na segunda-feira, a Delegação de Saúde Pública do Barreiro foi fazer uma acção de promoção da saúde junto dos mais novos, acção esta que se engloba no projecto saúde escolar. Os alunos da Escola do 1ºciclo do Ensino Básico de Coina e da Escola nº2 do 1ºciclo do Ensino Básico da Telha (St.André) bem que ficaram contentes e no final disseram que aprenderam bastante.
Técnicas, enfermeira, nutricionista e higienista oral fizeram um teatro de fantoches para ensinar às crianças como devem comer bem e lavar os dentes.
A história começa com o Capuchinho Vermelho que é muito guloso e tem preguiça de lavar os dentes. O Capuchinho vai levar o almoço à sua amiga Branca de Neve que está doente, mas no caminho encontra o Pinoquio que é muito mentiroso. A menina diz-lhe que não gosta de sopa nem de fruta e que queria comer sempre doces, o Pinoquio diz-lhe que pode comer os doces, pois não fazem mal. O que é certo é que o Capuchinho ficou com dor de barriga e com uma cárie no dente. Nessa altura encontra o Robin dos Bosques que diz ser necessário a intervenção da Fada Nutricionista, esta diz ao Capuchinho que deve comer sempre o pequeno almoço antes de sair de casa, comer sopa, carne ou peixe e fruta, para crescer saudável e com energia. Como o Capuchinho também lhe doía o dente, foi preciso chamar a Higienista Oral que ensinou aos meninos e meninas como se devem lavar os dentes e que não podem comer muitos doces.
A brincar aos fantoches, os meninos aprenderam que não devem comer doces em exagero, que é importante ter uma alimentação saudável e que devem lavar bem os dentes, pelo menos 3 vezes por dia. Os alunos estiveram com muita atenção ao teatro, visto que estavam interessados em aprender de uma forma diferente. No fim, prometeram não levar mais doces para o lanche, tendo assim uma alimentação saudável.
Este é um bom exemplo de promoção da saúde, para que de pequeninos se comece a cuidar da saúde e em adultos vivam felizes e saudáveis.
Jornal do Barreiro

segunda-feira, 5 de março de 2007

149) Estomatologia: Hospital central com lista de espera de 3 anos !!!

O Hospital do Espírito Santo de Évora, prestando cuidados de saúde pública abrangendo uma população superior a 150 000 habitantes, apresenta actualmente uma lista de espera de cerca de 3 anos para a consulta de Estomatologia.
Esta profunda e lamentável lista de espera não se coaduna com um país dito civilizado, pelo que urgentemente deve merecer especial atenção na sua resolução por parte do Senhor Ministro Correia de Campos. Porque está em causa um grave problema de saúde pública da população do distrito de Évora.

148) Gravidez e Saúde Oral

Um conselho: Durante a gravidez visite o seu médico dentista de 3 em meses, para efectuar uma destartarização, prevenindo assim os problemas gengivais, bem como para efectuar uma aplicação tópica de flúor, que previne a desmineralização dentária, prevenindo assim o aparecimento de novas cáries, ou o desenvolvimento de cáries preexistentes.
Desta forma será possível desfrutar de uma gravidez com uma saúde oral bastante mais estável.
UM CONSELHO DO DOUTOR JOSÉ ANTÓNIO TEIXEIRA (Licenciado em Medicina Dentária, pelo Instituto Superior de Ciências de Saúde Egas Moniz, e Pós-Graduado em Cirurgia e Prótese sobre Implantes; docente convidado da cadeira de Periodontologia no Instituto Superior de Ciências Egas Moniz)

domingo, 4 de março de 2007

147) Saúde Pública

O ar que se respira, as águas públicas são duas das áreas de intervenção do projecto ambulatório de ambiente e saúde que a Universidade Fernando Pessoa (UFP) se prepara para lançar, no decorrer deste mês, em Ponte de Lima. O arranque de mais um projecto ambulatório não dita o fim da iniciativa que, desde 2003, a UFP dedica à saúde oral e pública e que já totalizou 34603 rastreios à população mais carenciada.
O projecto ambulatório de saúde pública, abrangendo o controlo do colesterol, glicemia e tensão arterial, higiene oral, análises clínicas e terapia da fala, iniciou-se, no distrito de Viana do Castelo e passou, o ano passado, por quatro concelhos do distrito de Braga. O gestor do projecto, Jacinto Durães, faz um balanço global "altamente positivo".
No distrito de Braga, onde o projecto incidiu nos concelhos Guimarães, Braga, Vila Verde e Fafe, foram realizados 4784 rastreios. "Conseguimos satisfazer as populações que nos procuraram, mas também as escolas, infantários e lares de terceira idade" afirma Jacinto Durães, que considera que, com este projecto, a Universidade dá um sinal de que "quer chegar às pessoas".
As áreas mais procuradas são as análises clínicas e da saúde pública (colesterol e glicemia), a par do controlo da tensão arterial, descreve o gestor do projecto ambulatório. "Encontramos muita gente com colesterol e glicemia elevados, bem como a tensão arterial" aponta. Para todas as instituições e estabelecimentos de ensino abrangidos, foi enviado um relatório sobre as patologias encontradas. Além das populações, o projecto envolveu centenas de alunos de enfermagem, análises clínicas, medicina dentária e terapia da fala.
Depois do distrito de Braga, no ano lectivo de 2005/6, o projecto seguiu para Baião. Jacinto Durães garante que o ambulatório de saúde pública "é para continuar", em parceria com as autarquias locais. "Dada a importância que tem, o projecto ambulatório de saúde pública é reclamado por outras zonas do país" refere aquele responsável.
O projecto já extravasou fronteiras. Durante o mês de Agosto do ano passado, uma equipa de licenciados em medicina dentária, enfermagem, fisioterapia e análises clínicas esteve em Angola. Os licenciados da UFP deram formação nestas áreas a técnicos de saúde (282 no total) e fizeram rastreios de higiene oral e análises clínicas em dois hospitais e dois centros de saúde.

146) O papel das empresas na saúde dos seus empregados

BRASIL - As ações de promoção e prevenção da saúde continuam tendo papel fundamental nas corporações que, além de buscar a melhoria da qualidade de vida dos empregados, visam manter mais controlados os custos com o benefício-saúde. Essa é a opinião da Watson Wyatt ao concluir a pesquisa sobre Benefícios de Assistência à Saúde.
O destaque do estudo ficou por conta do grande número de empresas (82%) oferecerem planos odontológicos, sinalizando para a conscientização de que o tratamento e a manutenção dentária do colaborador evita futuras complicações de saúde. Na maioria dos casos, essa adesão ocorre de forma voluntária e com cobertura intermediária (inclui os tratamentos básicos e complexos, exceto próteses e ortodontia), sendo que a empresa assume, em geral, 50% do custo.

sexta-feira, 2 de março de 2007

145) “Dois Euros Pela Sua Saúde”

Nas próximas semanas a Avale vai lançar a campanha “Dois Euros Pela Sua Saúde”. “Cada pessoa faz uma inscrição, paga dois euros mensais e tem direito ao acesso a assistência médica e enfermagem ao domicílio, pagando cinco euros pelos médicos e três euros por enfermagem”, explica o presidente. Nesta fase serão adquiridos dois veículos para as deslocações dos médicos e enfermeiros.
Nos dois dias seguintes à publicação do anúncio a pedir médicos de clínica geral, a Avale recebeu vários currículos. Em relação à clínica, irá abrir em breve na urbanização do Monte Penedo, em Milheirós, em instalações da junta, com as especialidades de estomatologia e podologia. Estão previstas a introdução de outras especialidades médicas, que ainda não estão definidas.
Este projecto de medicina ao domicílio, organizado por uma associação de juntas de freguesia, é único em Portugal. O seu director clínico é Jorge Rodrigues, cirurgião plástico, e conta com a colaboração do Hospital de Nossa Senhora da Conceição de Valongo, para onde serão encaminhados os casos de urgência ou os casos em que é necessária a realização de exames mais complexos.
O projecto de médicos ao domicílio da Avale pretende ser autosustentável e não conta com apoios da câmara municipal ou de outra instituição. O autarca de Milheirós refere que “as juntas de freguesia mudaram a sua filosofia, deixaram de ser meros postos administrativos, muitas vezes a desenvolver as tarefas da câmara municipal, e passam agora a desenvolver um trabalho mais autónomo. Por isso é que temos vindo cada vez mais sistematicamente a dizer que as freguesias têm que ter competências próprias, e não delegadas, e têm que ter verbas distribuídas pelo Orçamento Geral do Estado para estas tarefas”.

144) Coimbra vai receber especialistas de medicina dentária

A Universidade de Coimbra (UC) anunciou que a XVI Reunião Anual de Medicina Dentária e Estomatologia vai ter lugar nos Hospitais da UC, entre 22 e 24 de Março.
O encontro vai reunir estudantes e docentes universitários, bem como especialistas nacionais e internacionais na área da medicina dentária.
O programa inclui palestras subordinadas a temas como “Os Cuidados dentários a ter na população idosa”, “Actualidade em Implantologia” e “Como realizar uma acção escolar de educação para a saúde oral”, mas também inclui diversas mesas-redondas e acções de convívio. A XVI Reunião Anual de Medicina Dentária e Estomatologia é organizada pelo departamento de Medicina Dentária, Estomatologia e Cirurgia Maxilo-facial da Universidade de Coimbra.
CONTACTOS:
Telef.: 239 484 183
Fax: 239 402 910