domingo, 7 de janeiro de 2007

115) PROJECTO DE LEI N.º 154/IX (Discussão na Assembleia da Republica, 6 de Fevereiro de 2003)

PROJECTO DE LEI N.º 154/IX
Discussão na Assembleia da Republica,
6 de Fevereiro de 2003
Fonte: DIÁRIO DA ASSEMBLEIA DA REPUBLICA
* * *
O Sr. Presidente (Narana Coissoró): — Passamos à discussão, na generalidade, do projecto de lei n.º 154/IX — Integração da medicina dentária no Serviço Nacional de Saúde (BE). Para iniciar o debate, tem a palavra a Sr.ª Deputada Joana Amaral Dias.
A Sr.ª Joana Amaral Dias (BE): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: Entendemos que o direito à saúde é um direito universal e a sua acessibilidade uma das condições da democracia em que o Estado deverá ter um papel estruturante e regulador e não demissionário. Repudiamos uma visão mercantilista da saúde, opondo a esta uma visão humanista e uma prioridade constitucional que tem vindo a ser sempre adiada.Em Portugal, as deficiências do Serviço Nacional de Saúde, constantemente suborçamentado, revelam a fragilidade dos cuidados de saúde. As nossas famílias suportam cerca de 40% das despesas, o que é, aproximadamente, o dobro do esforço verificado em países desenvolvidos.
A saúde dentária é parte integrante da saúde geral dos indivíduos. A saúde dentária não é nenhum aspecto secundário da condição geral do indivíduo nem tão-pouco um luxo. A prevalência das patologias que visa, bem como as implicações severas que pode ter na saúde global do indivíduo, nomeadamente, digestivas, renais, cardíacas e cancerígenas, colocam a saúde oral, de modo incontornável, como uma questão central na saúde pública.Deveria, então, ser dever do Estado garantir, de forma gratuita e no âmbito do Serviço Nacional de Saúde, os cuidados básicos da saúde oral. Contudo, a situação da saúde oral, em Portugal, é alarmante, estando em último lugar em relação a todos os países da União Europeia e atrás de países não comunitários como a Suíça, a Noruega, a República Checa, a Eslováquia e a Eslovénia. A saúde oral está efectivamente excluída do direito à saúde dos portugueses. 60% da população não tem possibilidade de aceder às clínicas dentárias privadas, 90% das crianças e dos adolescentes não tem acesso ao Programa de Saúde Oral e 98% dos médicos dentistas exercem exclusivamente medicina privada.
Segundo um inquérito da Ordem dos Médicos Dentistas, que abrangeu todos os hospitais públicos e centros de saúde, cerca de 70% dos hospitais não possui serviços de saúde oral e o mesmo sucede em 90% dos centros de saúde, sendo a situação grave, em Lisboa, com listas de espera até três anos nas unidades de saúde que possuam esta valência, gravíssima, no Alentejo ou no Algarve, onde, em cada uma destas regiões, existe apenas um centro de saúde com esta prestação, ou inacreditável, nos distritos de Beja, Guarda e Portalegre, onde não existe um único médico dentista.
Para além das brutais consequências físicas, psíquicas e sociais que advêm para o indivíduo pela negligência constante da saúde oral, constatamos também que, economicamente, é complexa esta questão, sendo que só em absentismo ao trabalho, provocado por baixos índices de assistência neste domínio, Portugal perde anualmente 6 a 7 milhões de contos, ou seja, 35 milhões de euros. Por outro lado, e bizarramente, os médicos dentistas, cuja formação universitária dura seis anos e existe em Portugal desde a década de 70, não têm uma carreira própria, a que, evidentemente, teriam direito, nem tão-pouco são considerados técnicos superiores de saúde.
Também neste aspecto vivemos numa situação paradoxal e muitíssimo injusta, quer para os utentes quer para os profissionais. Por um lado, temos médicos dentistas suficientes e reconhecidamente dos mais bem qualificados na Europa, com um significativo aumento do número de profissionais e caminhando para uma situação potencial de excesso, visto que não está regulamentada a respectiva carreira, e, por outro lado, temos uma grande parte da população impossibilitada de aceder aos serviços por falta de capacidade económica.
As promessas políticas, sistematicamente afirmadas, da contratação de médicos dentistas para as unidades de saúde têm sido sistematicamente adiadas, defraudando as legítimas expectativas dos médicos dentistas e dos estudantes e, especialmente, de uma população que assiste, assim, impotente ao impedimento de um direito humano e social básico.
O Sr. João Teixeira Lopes (BE): —
Muito bem!
A Oradora: —
É no mínimo estranho que, em Portugal, 143 unidades de saúde disponham do equipamento necessário para a prática da medicina dentária, estando a maioria destes dispositivos completamente operacional, mas sem médico dentista que possa exercer e, consequentemente, sem o usufruto do utente. É no mínimo incompreensível que, em Portugal, mesmo as convenções com clínicas privadas sejam feitas ao abrigo de uma tabela que estipula uma comparticipação de 127$, ou seja, cerca de 60 cêntimos, por cada tratamento de um dente.Assim, o Bloco de Esquerda sublinha a necessidade urgente de uma inversão desta situação, integrando a medicina dentária no Serviço Nacional de Saúde (SNS) e incluindo a classificação dos médicos dentistas como técnicos superiores de saúde. Nestes cuidados básicos de saúde oral, defendemos que seja dada prioridade ao acompanhamento de mulheres grávidas, crianças, adolescentes, idosos, doentes cardíacos e outras situações particulares, assegurando também os meios humanos e técnicos necessários nos centros de saúde, nas urgências e nas consultas.Consideramos fundamental alargar, quantitativa e qualitativamente, o programa de saúde oral para crianças e adolescentes, organizar a colaboração do Ministério da Saúde com as autarquias no âmbito das suas competências, em programas de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento de situações de urgência. Consideramos fundamental garantir a comparticipação em operações e próteses dentárias.Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados, com o presente projecto de lei, queremos tão-só ver cumprido um direito constitucionalmente consagrado, o direito à saúde, e que a saúde dentária, em Portugal, deixe definitivamente de ser o «parente pobre».
Aplausos do BE.
O Sr. Presidente (Narana Coissoró): —
Para uma intervenção, tem a palavra o Sr. Deputado José António Silva.
O Sr. José António Silva (PSD): —
Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: A saúde oral é uma parte integrante da saúde em geral. Nenhum indivíduo pode ser considerado saudável se tiver qualquer tipo de doença na cavidade bucal. Embora a mortalidade causada directamente pela doença periodontal seja baixa, estas doenças podem, eventualmente, afectar a saúde de muitos indivíduos. Para além disso, as doenças dentárias contribuem para uma diminuição da produtividade, quer no trabalho quer na escola. A principal característica da cárie dentária é a sua prevalência universal, atingindo praticamente todos os indivíduos. Nas crianças e adolescentes é a principal causa da perda de dentes. A maior parte dos processos preventivos requerem uma acção individual, quer seja em termos de alterações da dieta quer seja na prática de uma boa higiene oral ou nas visitas regulares ao dentista.
Sob o ponto de vista estritamente económico, a importância da prevenção das doenças orais advém do alto preço dos serviços dentários prestados, para tratar as consequências dessas doenças. Em Portugal, a intervenção contínua e persistente do médico de família tem contribuído decisivamente para que sejam prestados às crianças, desde o nascimento, os cuidados indispensáveis à sua saúde dentária.
As consultas de saúde infantil e, mais tarde, a saúde escolar constituem oportunidades privilegiadas para informar e sensibilizar os pais e as crianças. Os pais, aqui, têm um papel insubstituível no combate às doenças orais. Um pai informado e motivado pode fazer mais pela saúde dentária do seu filho do que qualquer médico dentista.No âmbito do SNS, existe um programa de intervenção em saúde oral, definido desde 1985, cuja intervenção tem sido dirigida a crianças e jovens em idade escolar. Este programa tem sido desenvolvido pelos centros de saúde, em saúde infantil e saúde escolar, e ainda nos jardins de infância e escolas do ensino básico.Em 1999, a Direcção-Geral de Saúde reestruturou o programa, definindo uma estratégia de intervenção assente num modelo de prevenção primária e secundária das doenças orais, tendo como objectivo reduzir a incidência e a prevalência das doenças orais, em particular a cárie dentária, em crianças e jovens com menos de 17 anos.Este programa desenvolve-se a três níveis: o nível 1 — programa básico de saúde oral; o nível 2 — programa específico de aplicação de selantes; e o nível 3 — programa de intervenção médico-dentária. O programa básico de saúde oral representa um conjunto de actividades de promoção da saúde e prevenção da doença, como seja a administração de flúor e higiene oral.
O programa específico de aplicação de selantes tem sido executado pelos higienistas orais do SNS e também por outros contratualizados. O programa de intervenção médico-dentária é feito não só através dos serviços do SNS mas também através da contratualização com estomatologistas e médicos dentistas, e é possível a aplicação, nestes casos, de selantes onde não existem higienistas orais, bem como o tratamento daslesões provocadas pela cárie dentária que a prevenção não conseguiu evitar, suprimindo assim as necessidades não satisfeitas, em saúde oral, pelo SNS.
Em 2001, iniciou-se o projecto de saúde oral na deficiência, com o objectivo de reduzir desigualdades em saúde oral, diminuir a prevalência das doenças orais nas crianças e adolescentes portadoras de deficiência física ou mental e intervir, a partir da escola, nas instituições que as apoiam.
Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: Apesar da melhoria nos padrões de saúde oral das crianças e jovens portugueses, temos de continuar a investir na promoção da saúde, na prevenção das doenças orais e no reforço da intervenção curativa. Por isso, obter mais ganhos em saúde oral implica alargar o programa básico a todos os jardins de infância e escolas do ensino básico, reforçar o quadro de pessoal com higienistas orais no SNS e alargar progressivamente a contratualização com o sector privado, criando novas parcerias para a prestação de cuidados de saúde numa área carenciada no SNS (que admitimos como sendo bastante carenciada) e envolvendo os sectores público e privado na resolução dos problemas de saúde oral das crianças e jovens.Assim, para a consecução desta estratégia, foi aprovada a contratualização para 40 000 crianças, mais 15 000 que já iniciaram o processo e este ano concluem o ensino básico.A preocupação com os grupos excluídos e com as crianças com deficiência vai ser reforçada, quer através da produção de materiais adequados quer através de formação aos profissionais de saúde e aos das instituições que os apoiam.
O manual de Boas Práticas em Saúde Oral, para quem trabalha com crianças e jovens com necessidades de saúde especiais, será divulgado por este Governo dentro em breve.Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: Quanto ao projecto de lei apresentado pelo Bloco de Esquerda, ainda que consideremos a iniciativa virtuosa nos objectivos, ela é completamente inútil e desnecessária, já que os ganhos em saúde, obtidos com a aplicação do programa de saúde oral em curso, fazem-nos pensar que estamos no caminho certo.
O modelo em que assenta o projecto de lei do Bloco de Esquerda, em nossa opinião, está ultrapassado — é regredir no que de melhor tem o sistema de saúde, ou seja, a complementaridade entre o sector público, o sector privado e o sector social.
O Sr. Luís Marques Guedes (PSD): —
Muito bem!
O Orador: —
É neste modelo organizacional de prestação de cuidados de saúde que divergimos do Bloco de Esquerda. Para nós, a integração dos médicos dentistas no SNS não passa pela obrigatoriedade do vínculo à função publica e muito menos pela criação de uma carreira de técnico superior para os médicos dentistas.São possíveis mais ganhos em saúde oral celebrando contratos de prestação de serviço com médicos dentistas, com higienistas orais e outros profissionais do sector privado, para a prestação de cuidados a utentes do SNS.
Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: O caminho a seguir deve ser, em nossa opinião, o alargamento de referência para a contratualização no âmbito do programa de saúde oral para crianças e jovens; deve ser investir na formação dos profissionais de saúde que compõem as equipas de saúde escolar e nos profissionais das escolas onde o programa é implementado; deve ser o estabelecimento de parcerias com a Ordem dos Médicos Dentistas e com as autarquias locais, de modo a alargar o âmbito de prestação de saúde oral a outro tipo de população-alvo, nomeadamente idosos e carenciados.

Aplausos do PSD.
O Sr. Presidente (Narana Coissoró): —
Não havendo pedidos de esclarecimento, tem a palavra, para uma intervenção, a Sr.ª Deputada Luísa Portugal.
A Sr.ª Luísa Portugal (PS): — Sr. Presidente, Srs. Deputados: O projecto de lei n.º 154/IX, do Bloco de Esquerda, prevê, no seu articulado, a classificação dos médicos dentistas como técnicos superiores de saúde e cria critérios para a sua colocação como profissionais nos serviços e estabelecimentos dependentes do Ministério da Saúde, da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e do Ministério da Justiça, para o que propõe alterações ao Decreto-Lei n.º 414/91, de 22 de Outubro, nos seus artigos 2.º e 9.ºPropõe, nas suas disposições transitórias, a sua aplicação faseada, sendo que, a partir do terceiro ano da sua vigência, se aplique a todas as unidades de saúde. O modelo proposto assenta numa clara opção pelo serviço público de prestação de cuidados, não tendo em conta, nomeadamente, as experiências e impacto das medidas já adoptadas em Portugal e noutros países da União Europeia.
Num primeiro ponto, mais concreto, de análise deste diploma, diremos que o Partido Socialista considera este debate sobre a saúde oral da maior importância. Importante pela magnitude do problema — se a dimensão é grande, com patologia bucodentária altamente prevalente entre a população de todos os grupos etários, podemos estimar, como aliás já foi dito, que 60% dos portugueses não têm acesso a cuidados de saúde nesta área.
Importante ainda pelo esforço económico que provoca nas famílias portuguesas, uma vez que os cuidados existentes são prestados quase exclusivamente no sector privado, e o co-financiamento é apenas para alguns, embora sem prejuízo das deduções fiscais.Importante porque se trata de um problema de saúde com grande vulnerabilidade aos programas de prevenção, cuja avaliação mostra indicadores muito positivos.Importante ainda porque a sua resolução envolve todos os níveis de cuidados de forma transversal, obrigando a um trabalho de equipa programado e continuado.De facto, a saúde oral é um desafio para a organização dos cuidados e serviços de saúde, de tal forma que a implantação correcta das suas medidas e metas programáticas tem impactos positivos, não só na saúde bucodentária mas também nas aprendizagens para uma alimentação correcta, para a higiene pessoal em geral, para o conhecimentos dos factores de risco e, portanto, para os cuidados antecipatórios e ainda para o trabalho em equipa dos vários profissionais e saberes envolvidos.
Não é uma área fácil de dinamizar, até porque a sua concretização põe em causa o modelo biomédico de prestação de cuidados que, apesar de já em desuso, vimos com alguma preocupação tomar corpo no discurso político do actual Ministro da Saúde.
Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: Num segundo ponto de apreciação do projecto de lei, torna-se importante realçar as dificuldades de acesso a cuidados curativos nesta área por parte da maioria da população portuguesa e a necessidade de se encontrar um figurino de organização de recursos humanos e materiais e de financiamento que dê resposta àqueles impedimentos que geram de facto condições de desigualdade, penalizando os mais desprotegidos, nomeadamente em termos económicos.
O Partido Socialista, em 1999, acolhendo ensinamentos anteriores e as propostas estratégicas da Organização Mundial de Saúde (OMS) nesta área, iniciou um programa de promoção de saúde oral para crianças e adolescentes através da contratualização de cuidados curativos com médicos dentistas a exercer clínica no sector privado, beneficiando da rede de recursos e equipamentos já espalhados por todo o País. Este programa fazia parte de uma estratégia de intervenção global, assente em três subprogramas: o programa básico, no âmbito das actividades da saúde escolar, abrangendo grande parte da população escolarizada do ensino pré-escolar e do 1.° ciclo do ensino básico; o reforço dos quadros de pessoal dos centros de saúde com mais higienistas orais para apoio ao programa específico de colocação de selantes de fissura; e o programa de intervenção médico-dentária já referido. Em 2001, iniciou-se ainda um projecto de saúde oral na deficiência.
Este percurso permitiu a Portugal estar hoje entre o grupo de países com moderada prevalência da cárie dentária nestas idades e atingir objectivos compatíveis com os preconizados pela OMS para a região europeia, como consta de avaliação efectuada pela Direcção-Geral de Saúde e publicada em Março de 2002, também já aqui anteriormente referida.
A avaliação positiva da implementação deste programa e da satisfação para profissionais e cidadãos leva-nos a concluir que estamos perante um modelo que, a ser alargado a toda a população, poderá trazer benefícios significativos e ganhos em termos globais de saúde. Dever-se-ão ter em conta os critérios de acesso, os objectivos de saúde a atingir e o custo/benefício do cofinanciamento por parte do SNS.Por fim, diremos que alargar o programa de contratualização não significa para o Partido Socialista — e esperamos que também para o Governo — o abrandamento no programa básico de saúde oral e da colaboração com as escolas e outros parceiros, nem no reforço de higienistas orais nos quadros dos centros de saúde.
Como parêntesis, e para terminar, digo ao PSD e ao CDS-PP que têm, nesta área, uma janela de oportunidade para concretizar o que tanto tem sido repetido pelo Sr. Ministro da Saúde: «dar um médico a cada português». Podem começar com a saúde oral e atingirão boas metas de saúde no sentido transversal do termo, assim como será uma colaboração sadia para colocar um bonito sorriso na boca de cada cidadão.
Aplausos do PS.
O Sr. Presidente (Narana Coissoró): —
Para uma intervenção, tem a palavra o Sr. Deputado Bernardino Soares.
O Sr. Bernardino Soares (PCP): — Sr. Presidente, Srs. Deputados: A primeira constatação que é preciso fazer a propósito deste diploma é que a saúde oral faz parte dos cuidados de saúde. Parece uma redundância dizê-lo, mas, na verdade, é preciso reafirmá-lo também para justificar e assinalar que um instrumento que, no nosso país, existe para dar corpo e conteúdo ao acesso aos cuidados de saúde, previsto da Constituição, que é o SNS, não tem cuidados de saúde oral suficientes para dar resposta à maioria da população e às suas necessidades.
É evidente que esta situação é o resultado de um percurso em que há uma diminuição dos estomatologistas como especialidade da Medicina — hoje, serão 300 ou 400 —, sem que se estejam a formar novos especialistas nesta área, e, em paralelo, a sua substituição, na prática, por um novo curso, relativamente novo, de medicina dentária. Só que os médicos dentistas não estão a ser integrados no SNS, ocupando o lugar, por assim dizer, que, até há alguns anos, era desempenhado pelos médicos estomatologistas.O resultado é que o SNS não tem resposta para os problemas da saúde oral.E isto é bem visível nos índices que o nosso país tem nesta matéria. A OMS estima que, no nosso país, na população até aos 6 anos, 47% dela esteja afectada por cáries; na população até aos 12 anos, 70%; e, num índice que a OMS tem para o cálculo das cáries na população, o nosso país tem um índice de 3.1, quando a média mundial é de 1.74. Sem dúvida, é um índice que nos envergonha!
Também não são estranhos este índice e estes resultados quando vemos que, no nosso país, os gastos com a saúde oral são 0,3% do PIB, contra, por exemplo, 6,2%, em França, ou 4,65%, no Reino Unido.
O Sr. Bruno Dias (PCP): —
Essa é que é essa!
O Orador: —
O diploma do Bloco de Esquerda tem, sem dúvida, um objectivo louvável e oportunidade nesta matéria, propondo medidas concretas para que esta situação comece a inverter-se, designadamente apontando um ratio por habitante, que seria possível atingir se a maioria dos médicos dentistas estivesse integrada no SNS. Não é um problema de quantidade mas, sim, de não integração e de não aposta no serviço público nesta área dos cuidados de saúde.
Uma dúvida que nos suscita este diploma do BE diz respeito à forma utilizada para esta integração, através da inclusão dos médicos dentistas na carreira dos técnicos superiores de saúde. Julgo que poderíamos encontrar uma forma mais adequada, dado que os médicos dentistas se aproximam mais, em termos de função, na prescrição e em muitas outras matérias — na própria formação, têm três anos comuns —, dos médicos.Portanto, poderá não ser este o estatuto mais apropriado. Talvez a criação de uma carreira própria ou outra solução aproximada fosse mais adequado. De qualquer forma, isto não retira validade ao projecto apresentado.
Estamos de acordo com as suas prioridades, valorizando também a proposta em relação à aproximação das comparticipações ao regime da ADSE e lembrando que, em sucessivos Orçamentos do Estado, o PCP propôs para as próteses dentárias, e também para outras, a aproximação das comparticipações do regime geral às comparticipações previstas para a ADSE, coisa que, no tempo do governo socialista, chegou a estar inscrita no Orçamento do Estado mas nunca foi cumprida e que, agora, com o orçamento do PSD foi liminarmente chumbada, na última discussão orçamental, porque, pelos vistos, os Srs. Deputados do PSD e do CDS-PP não estão preocupados com o custo que é o tratamento dos dentes e a utilização de próteses dentárias para a nossa população.
Vozes do PCP: — Muito bem!
O Orador: —
E o vosso voto denuncia esta vossa incompreensão. Ainda sobre a questão dos recursos humanos, é evidente que este quadro é contraditório até com a proliferação de cursos privados nesta matéria, que, aliás, tem gerado contestação até da própria Ordem dos Médicos Dentistas, por falta de qualificação de alguns desses cursos que, não se sabe muito bem porquê, acabam por ser aprovados.Como já se disse aqui, um estudo da ordem dos Médicos Dentistas diz que, dos cerca de 3500 profissionais inscritos, 700 estarão desempregados ou em regime de subemprego, porque o mercado privado já não estende mais e não estão a ser integrados no Serviço Nacional de Saúde, e todos os anos mais 400 a 450 saem das Faculdades.
Por outro lado, isto é contraditório com os tais 60% de portugueses que não têm possibilidades económicas para ir ao dentista privado.Mas isto é especialmente contraditório com a política que este Governo já aprovou, por exemplo, para as Faculdades de Medicina Dentária. Sabe-se que, por exemplo, a Faculdade de Medicina Dentária de Lisboa tem sempre uma parte substancial das suas verbas proveniente de receitas próprias obtidas a partir das consultas e da actividade na profissão que fazem na própria Faculdade e que sempre tiveram. Ora, este ano, o corte orçamental na área da educação e na área do ensino superior leva a que esteja ameaçado o financiamento para os materiais necessários para desempenhar essas tarefas, para fazer essas consultas e esses tratamentos que sempre foram uma receita própria da Faculdade.O que quer dizer que podemos estar confrontados com uma situação daqui a algum tempo de ruptura financeira, o que diz bem da intenção deste Governo em relação às matérias da saúde oral e da formação de profissionais nesta questão.Depois, ainda em relação aos recursos humanos, falta um plano das necessidades de recursos humanos que permita que, nesta área, se planifique o crescimento dos recursos humanos formados tendo em conta a integração no Serviço Nacional de Saúde e tendo em conta a capacidade de a profissão absorver na prática aqueles que vão sendo formados ao longo dos anos.
Há também uma outra questão que continua a estar por estudar: é que, mercê da perversão que a entrada em Medicina, em Medicina Dentária e em Enfermagem têm no nosso país por via das altíssimas notas e do numerus clausus, isto significa que muitos dos alunos de Medicina Dentária são estudantes que tiveram este curso como segunda opção, e é preciso também saber que consequência é que isto acaba por ter na formação destes profissionais e no futuro da profissão.
Queria ainda referir uma importante resolução da Assembleia Legislativa Regional da Madeira onde se diz o seguinte: «Considerando que os cuidados com a dentição são, desde a mais tenra idade, fundamentais do ponto de vista da criação de hábitos tendentes a uma boa saúde oral; considerando que todos os cidadãos devem consultar regularmente o médico dentista; considerando que é frequente o recurso a estas consultas para tratamentos; considerando que os utentes do Serviço Regional de Saúde, quando necessitam deste tipo de cuidados, são obrigados a recorrer às consultas da especialidade no privado, o que acarreta custos» diz a ALR da Madeira «que podem atingir centenas de contos, a Assembleia Legislativa Regional da Madeira recomenda ao Governo Regional a criação de consultas de medicina dentária nos centros de saúde das sedes de concelho, por forma a dar uma resposta mais adequada aos utentes do Serviço Regional de Saúde».
O Sr. Lino de Carvalho (PCP): —
Ora aqui está uma boa coisa!
O Orador: —
Pois o que se pede agora é que os Srs. Deputados do PSD e do CDS-PP, ou, pelo menos, os do PSD que são maioria na Assembleia Legislativa Regional da Madeira, estejam de acordo com esta recomendação dos vossos companheiros madeirenses e que aqui também a adoptem neste debate que estamos a fazer.
Vozes do PCP e BE: — Muito bem!
O Orador: —
Para terminar, Sr. Presidente, com este exemplo se prova que, sem Serviço Nacional de Saúde, não há um acesso democrático aos cuidados de saúde; e, neste caso, não tendo o Serviço Nacional de Saúde capacidade para prestar cuidados de saúde oral, isto tem significado que uma boa parte da população, por razões económica, por razões sociais, não teve acesso a estes cuidados de saúde. É por isso que a privatização do Serviço Nacional de Saúde, das suas valências, como já aconteceu com a saúde oral, significa, na prática, a negação dos cuidados de saúde à faixa da população que mais deles precisam.
Aplausos do PCP e do BE.
O Orador: —
Para terminar, Sr. Presidente, com este exemplo se prova que, sem Serviço Nacional de Saúde, não há um acesso democrático aos cuidados de saúde; e, neste caso, não tendo o Serviço Nacional de Saúde capacidade para prestar cuidados de saúde oral, isto tem significado que uma boa parte da população, por razões económica, por razões sociais, não teve acesso a estes cuidados de saúde. É por isso que a privatização do Serviço Nacional de Saúde, das suas valências, como já aconteceu com a saúde oral, significa, na prática, a negação dos cuidados de saúde à faixa da população que mais deles precisam.
Aplausos do PCP e do BE.
O Sr. Presidente (Narana Coissoró): —
Para uma intervenção, tem a palavra a Sr.ª Deputada Isabel Gonçalves.
A Sr.ª Isabel Gonçalves (CDS-PP): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados, o BE apresentou um projecto de lei que visa a integração da medicina dentária no Serviço Nacional de Saúde uma vez que a situação, na óptica dos subscritores do projecto, é alarmante e preocupante. É certo e é do conhecimento geral que, actualmente, existe uma protecção pouco eficiente na área da saúde oral e que é desejável que a cobertura nacional, tanto em centros de saúde como em hospitais, seja alargada. Mas também é certo — dizemo-lo com toda a certeza — que todos nós gostaríamos de ter dermatologistas, pneumologistas ou oftalmologistas nos centros de saúde…
Risos do PS, do PCP e do BE.

… transformando os centros de saúde em autênticas policlínicas com todas as especialidades ao serviço dos utentes, só que, infelizmente, a situação financeira do Serviço Nacional de Saúde não permite ao Governo a concretização desta realidade…!
Na exposição de motivos deste diploma, o BE avança com um número elevado de profissionais de medicina dentária que estariam disponíveis para este serviço — não contestamos os números. É verdade que o número dos médicos dentistas está a aumentar em Portugal, também, talvez, decorrendo da situação aqui já referida de a medicina dentária acabar por ser um pouco uma segunda alternativa para quem não consegue, devido ao numerus clausus, entrar em medicina.
Vozes do CDS-PP: —
É verdade!
A Oradora: — Mas também não é menos verdade que as despesas do Serviço Nacional de Saúde também estão a aumentar. Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados, assistimos, nos últimos anos, a um constante adiamento das políticas essenciais na área da saúde.O actual Governo está agora a desenvolver uma política para ordenar as contas da saúde, baixar preços de medicamentos, racionalizar a gestão dos hospitais, minimizar os custos operacionais, assim como potenciar os vastos e qualificados recursos humanos disponíveis nesta área. Não queremos com isto dizer que, a nível da saúde oral, nada se fez — não!
Verificou-se, e com alguns resultados positivos, a implementação de uma estratégia de prevenção oral — estamos a falar, designadamente, do já aqui referido programa de promoção da saúde oral nas crianças e adolescentes, com o qual houve ganhos a nível da saúde oral no nosso país. Não nos parece, no entanto, que a criação de mais uma carreira técnica superior seja a resposta adequada para esta problemática.
Vozes do CDS-PP: —
Muito bem!
A Oradora: —
Seria, provavelmente, a mais fácil e a mais populista, mas seria aquela que iria contribuir com mais um agravamento financeiro, um agravamento das despesas do Serviço Nacional de Saúde.
Vozes do CDS-PP: —
Exactamente!
A Oradora: —
Neste sentido, e inserido no espírito de contenção e rigor das despesas no sector da saúde, este Governo colocou ao dispor dos centros de saúde e dos hospitais, nomeadamente os recentemente empresarializados, mecanismos jurídicos que permitem a contratação destes especialistas. A recente alteração da Lei de Bases da Saúde vem dar abertura jurídica necessária à resolução deste problema, vem permitir a possibilidade do alargamento do regime de contrato individual de trabalho aos profissionais da saúde, permitindo colmatar deste modo as necessidades no que respeita também a esta especialidade.
O Sr. Bernardino Soares (PCP): — Ah, é? É automático?
A Oradora: — Mas, Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados, para além do contrato individual de trabalho, poderá sempre ser celebrado, nos termos da lei, um contrato de prestação de serviços com os profissionais de medicina dentária.No que respeita ao utente, é importante destacar que não está tão desprotegido como os proponentes deste projecto de lei querem fazer crer. Sublinhamos novamente, e reconhecemos, que há muito a fazer pela saúde oral em Portugal, mas é também importante não esquecer que existem já inúmeras convenções e subsistemas, como é o caso da ADSE, que dão uma resposta efectiva aos utentes na área da medicina dentária.
Acreditamos que, com estes instrumentos, será possível melhorar substancialmente a prestação de serviços aos utentes do Serviço Nacional de Saúde no que respeita à medicina dentária.
Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados, é importante os portugueses estarem conscientes de que todos os passos nesta matéria, ao serem dados, têm de ser firmes e sólidos para acautelar a viabilidade deste mesmo sistema de saúde. Assistimos a uma época de mudança, mas de mudança para melhor — melhor gestão, melhor acessibilidade, melhor atendimento, melhores meios, tudo, naturalmente, com vista, em suma, a uma melhor saúde e, já agora, com um bonito sorriso, um melhor sorriso.
Aplausos do CDS-PP e do PSD.
O Sr. Presidente (Narana Coissoró): —
Para uma intervenção, tem a palavra a Sr.ª Deputada Maria de Belém Roseira.
A Sr.ª Maria de Belém Roseira (PS):
— Sr. Presidente, Srs. Deputados: Inscrevi-me para fazer uma intervenção. Espero não vos tirar muito tempo mas acho importante que, neste contexto em que estamos a falar de saúde e sobretudo de ganhos em saúde, haja aqui algum enquadramento de toda esta matéria, até porque, penso eu, todas as bancadas foram unânimes em reconhecer a bondade dos objectivos da medida proposta.
Os caminhos para atingir o resultado não são coincidentes mas, já agora, permitam-me que faça também alguns comentários sobre esta matéria. Quando o Serviço Nacional de Saúde foi criado, em 1979, permitiu expressamente que houvesse articulação com o sector privado para colmatar as falhas daquilo que era um serviço público que respondesse a todas as necessidades da população.O Serviço Nacional de Saúde foi crescendo e foi-se desenvolvendo, tendo-se mantido, em grande parte, as convenções que existiam e se problema se levantou em relação às convenções foi na parte em que, existindo essas convenções, se verificava uma incompatibilidade, quando as pessoas que eram convencionadas eram, simultaneamente, também funcionários do Serviço Nacional de Saúde.
Aliás, isso foi expressamente reconhecido no Estatuto do Serviço Nacional de Saúde que foi feito em 1993, portanto, ainda da responsabilidade do último governo do PSD antes dos governos do PS.
Mas, durante o meu mandato no Ministério da Saúde, considerei que era indispensável, para reforço da actuação do Serviço Nacional de Saúde e para uma articulação saudável quer com o sector privado quer com o sector social, que houvesse uma definição das incompatibilidades, no sentido de permitir que as convenções a celebrar fossem convenções que respeitassem esse mesmo estatuto.
É neste contexto também que surge esse novo programa de saúde oral, assente em contratos com médicos dentistas, convenções, digamos assim, uma vez que os médicos dentistas nunca entraram no Serviço Nacional de Saúde. E isto não porque houvesse falta de reconhecimento da importância da saúde oral, mas porque as dificuldades financeiras, por vezes, condicionam soluções de fundo, numa altura em que já havia médicos suficientes com essa formação. Aliás, esta foi uma medida tomada numa altura muito polémica relativamente à formação dos médicos dentistas, nos idos meados dos anos 80, mas verificava-se uma coincidência: a de haver já um número de médicos dentistas com formação adequada, não fazendo esses médicos parte dos quadros do Serviço Nacional de Saúde, porque a sua integração em carreiras é muito complexa (e não vou ter tempo de me pronunciar sobre isso, mas é complexa porque não podem ser médicos diferentes dos outros, até por causa da ascensão em relação à direcção de serviços, etc.), e também os requisitos de ausência de incompatibilidade para que se pudesse fazer a contratualização que aqui já foi referida pelo Sr. Deputado José António Silva.
Portanto, com base nessas orientações e nessas directrizes, avançou-se, dentro daquilo que era possível e razoável, num programa com potencialidades para crescer. Mas fez-se mais: desenvolveu-se uma intervenção operacional na saúde, centrada na estratégia de saúde, com acesso também uma linha de financiamento para a instalação de consultórios privados, com investimento financiado pelo Estado, para permitir a fixação de preços razoáveis para as pessoas, porque, realmente, uma das dificuldades que existem em Portugal é que não só o Serviço Nacional de Saúde não dá resposta a esta necessidade como também os preços praticados no privado são extraordinariamente elevados, embora não sejam iguais em todo o País.
Portanto, e para concluir, uma vez que já tenho pouco tempo, direi que se verifica essa necessidade por todos aqui diagnosticada; que há vários caminhos para a atingir a sua satisfação, que não passam, necessariamente, pela criação de uma carreira própria; que não é necessária a empresarialização para permitir a contratualização, que foi feita num contexto diferente…
Vozes do PSD: —
Ninguém disse isso!
A Oradora: — Foi a Sr.ª Deputada do PP, aliás com boa intenção. Não estou, sequer, a levantar qualquer problema, estou a dizer que a empresarialização não é necessária, porque essa contratualização pode ser feita, e tanto pode que o foi, num contexto diferente e com legislação diferente. O que é fundamental é que o Governo aproveite a possibilidade de contratualizar, sem incompatibilidades, no sentido de conseguir preços razoáveis para o conjunto da população.
Aquilo que considero que mais justifica a manutenção de um serviço público forte, de um Serviço Nacional de Saúde forte e estrategicamente interveniente, é precisamente, como representante de quase 10 milhões de portugueses, poder negociar com os prestadores preços razoáveis para a população.É este o apelo que deixo aqui, congratulando-me com o facto de matéria desta importância ser aqui abordada, no Plenário, o que significa que é possível entendermo-nos todos quando falamos dos superiores interesses das pessoas, que o mesmo é dizer dos superiores interesses do País.
Aplausos do PS.

O Sr. Luís Marques Guedes (PSD): — Muito bem!
O Sr. Presidente (Narana Coissoró).
— Para uma intervenção, tem a palavra a Sr.ª Deputada Joana Amaral Dias.
A Sr.ª Joana Amaral Dias (BE): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: Em relação ao tom central da intervenção dos partidos da maioria e, especificamente, sobre o Programa de Promoção de Saúde Oral nas Crianças e Adolescentes, é caso para dizer que «a montanha pariu um rato», quanto mais não seja porque este programa é uma coisa que existe em todos os países da União Europeia dos 0 aos 18 anos e não em faixas etárias restritas, como aquelas em que ele está a ser aplicado, ou seja, dos 6 aos 7 anos e dos 11 aos 12 anos, que tem uma valência sobretudo preventiva, quando sabemos que nas crianças, mesmo com idades muito precoces, os aspectos de tratamento e curativos são muito importantes, sendo certo que na valência de tratamento disponibiliza apenas duas consultas, o que levanta restrições sérias ao rigor, à seriedade e ao empenho que, com certeza, os profissionais e os médicos dentistas põem nos tratamentos.
O Sr. João Teixeira Lopes (BE): — Muito bem!
A Oradora: —
Portanto, não vale a pena fazer do Programa de Promoção de Saúde Oral nas Crianças e Adolescentes uma bandeira; obviamente que ele é necessário, mas falta-lhe muito. As novas contratualizações feitas no início deste ano são importantes mas estão longe, muito longe, de serem o ideal.
No que se refere à outra questão central que a maioria aqui apresentou, de que o projecto de lei do Bloco de Esquerda está ultrapassado, quero dizer que, se calhar, está ultrapassado para o que parece ser a nova tendência da maioria, de privatização do Serviço Nacional de Saúde.
Espanta-me que, paradoxalmente, todos os Srs. Deputados que aqui intervieram digam que a saúde oral faz parte da saúde global do indivíduo e, por isso, é um direito humano e social incontornável, e, ao mesmo tempo, venham dizer que não é necessário que ela faça parte do Serviço Nacional de Saúde, a não ser que a maioria tenha decidido que toda a saúde dos portugueses passa a ser garantida pelo privado, o que, aliás, não me espantaria, e nesse caso não existiria qualquer razão para que a medicina dentária não entrasse no Serviço Nacional de Saúde como todas as outras especialidades.
O Sr. João Teixeira Lopes (BE): —
Muito bem!
A Orador: — O que está aqui em discussão, hoje, neste projecto de lei, não são as contratualizações ou as comparticipações, o que está aqui em discussão é a saúde oral como um direito essencial, e os senhores ainda não nos apresentaram uma única razão para que ela não seja vista como tal.
Quanto à intervenção do Sr. Deputado Bernardino Soares, que agradecemos, queremos deixar claro, como penso que já terei deixado na altura da apresentação do projecto de lei, que estamos completamente disponíveis para a discussão de uma carreira própria para os médicos dentistas, o que seria algo de complexo, como disse a Sr. Deputada Maria de Belém Roseira.
Esta solução da sua integração como técnicos superiores de saúde pareceu-nos ser uma solução possível, sobretudo para dar uma resposta imediata e a curto prazo a esta situação dramática que esta classe profissional vive, especialmente os estudantes, que começam a ver esta situação potencial de excesso como muito complicada, e também, obviamente, aos utentes.
Voltando à questão da posição da maioria em relação à mercantilização da saúde e ao slogan «Quem quiser a saúde que a pague», com o qual, obviamente, não estamos de acordo de maneira alguma, a Sr.ª Deputada do Partido Popular fez uma intervenção dizendo que os estudantes de medicina dentária são geralmente estudantes de segunda escolha ou médicos frustrados, …
Vozes do PSD e do CDS-PP: —
Foi daí que foi dito! Foi o PCP! O PCP é que disse isso!
A Oradora: — … devo dizer que, se calhar, isso prova bem qual é a sua posição em relação à saúde oral e à sua importância. Se calhar, continua a querer pôr fora do Serviço Nacional de Saúde a medicina dentária e a vê-la como um parente pobre da medicina, com o desrespeito evidente que há por estes profissionais e pela sua formação rigorosa.
Vozes do BE: — Muito bem!
O Sr. Presidente (Narana Coissoró): — Srs. Deputados, não havendo mais pedidos de palavra, declaro encerrado o debate do projecto de lei n.º 154/IX — Integração da medicina dentária no Serviço Nacional de Saúde (BE).

FIM

quinta-feira, 4 de janeiro de 2007

112) Alemães com dentes a preços da China

O dentista é cada vez mais caro e a caixa de previdência alemã comparticipa cada vez menos. Numa sociedade habituada a ter tudo do sistema de saúde, os cortes feitos com as reformas dos dois últimos governo começam a fazer-se sentir. Mas um sorriso bonito deixou de ser tão caro e já nem é preciso atravessar a fronteira da Polónia, como muitos alemães ainda optam por fazer.
A empresa alemã McZahn AG (já chamado McDentista) propõem-se resolver o problema, assegurando tratamentos dentários a baixo custo. O sucesso não tardou e a empresa tem já trinta consultórios espalhados pelo país e pretende agora evoluir para um regime de franchising. O segredo está no local de produção do material usado: a China.
Os valores dependem do tratamento. Uma coroa, por exemplo, que num dentista normal custa 300 euros para o paciente - paga entre 35 a 50% do custo real, dependendo do respectivo subsistema de saúde - custa apenas 69 a 100 euros na McZahn. Tudo porque a consulta se faz na Alemanha, mas a coroa - tal como as pontes, dentaduras e demais próteses - são produzidas a baixo custo em laboratórios chineses. A qualidade é certificada, pois todo o material utilizado pelos técnicos é produzido em solo alemão.
Os resultados estão à vista. A empresa conta já três mil pacientes por dia em visitas e telefonemas, o que obrigou a McZahn a abrir consultórios de norte a sul do país no espaço de três meses apenas - a primeira clínica inaugurou na cidade de Krefeld em Setembro deste ano. E o fenómeno promete não ficar por aqui. O patrão e pioneiro da ideia, Werner Brandenbush, garante mesmo que, até ao final de 2009, irão abrir mais de 450 consultórios em toda a Alemanha, os quais gerarão mais quatro a cinco mil postos de trabalho.
AS CRÍTICAS E OS RIVAIS - Mas o sucesso da McZahn não fica isento de críticas. A Associação de Dentistas Alemães acredita que o novo negócio é mau para a medicina dentária, por considerar que a qualidade do serviço clínico não é a mesma, e acusa os dentistas que optam por trabalhar na McZahn de apenas procurarem lucro rápido. Para poder trabalhar na empresa, um dentista paga 35 mil euros de "inscrição", e tem de dar uma percentagem da receitas mensais à empresa. Mesmo assim, os ganhos parecem compensar.
Brandenbush argumenta que os seus dentistas são responsáveis pelos pacientes e bons profissionais, e diz-se satisfeito com o sucesso dos consultórios e com o número de dentistas que querem trabalhar na McZahn. O empresário alemão, que vem do ramo dos têxteis, já tornou público que quer avançar para um sistema de franchising. Mesmo assim, vai ter de se preparar para competição de uma nova marca: chama-se "Dr.Z"AG, produz tudo na Turquia e pretende investir na Europa de Leste com a abertura de mais consultórios.
Uma sondagem publicada na revista Stern dá conta de que cerca de 72 % dos alemães estão dispostos aderir a este tipo de serviço.

111) Dentistas adotam medidas para pacientes

Biossegurança odontológica - O nome estranho é um conceito que vem sendo cada vez mais valorizado por dentistas e pacientes e representa uma série de medidas criadas para evitar contaminações no consultório. Hepatite B, herpes, caxumba, rubéola, mononucleose e gripe são algumas das doenças que podem ser contraídas durante uma simples ida ao dentista, caso algumas regras não sejam respeitadas.
Hoje, é exigido legalmente que o profissional use luvas, máscara, avental, óculos de proteção e gorro. Todos os instrumentos que entram em contato com sangue precisam ser esterilizados. Tudo o que o odontologista toca durante o atendimento precisa estar protegido por PVC, da caneta de alta/baixa rotação -o temido motorzinho- ao refletor.
A explicação é simples: o dentista, com a luva, trata um canal, toca em sangue e saliva. Depois, ajusta o refletor para iluminar melhor. O sangue e a saliva ficam ali. O paciente vai embora e a cena se repete com outra pessoa, que pode ter contato indireto com vírus do anterior. Isso se chama infecção cruzada - de paciente para paciente. Há também a contaminação mais óbvia, que é entre o paciente e o profissional.
"Existe o risco, mas, tomando as medidas corretas, é possível atender de forma garantida. A biossegurança odontológica é uma maneira efetiva de trabalho, dando segurança para o profissional e para o paciente'', afirma o odontologista e professor do Centro de Pesquisas Odontológicas São Leopoldo Manvic João Albano Carvalho. Há alguns anos, essas recomendações já existiam, mas foi com o surgimento da Aids que começou a ser dada atenção ao assunto. As faculdades foram aos poucos abrindo espaço para isso e, agora, é a população que toma consciência.
"Nós, professores, temos a preocupação de ensinar isso, mas tem muita faculdade que não destina carga horária adequada ao assunto, muita gente formada sem uma responsabilidade muito grande'', diz Dagmar de Paula Queluz, professora da Faculdade de Odontologia de Piracicaba da Unicamp.
A biossegurança melhorou quando a população começou a cobrar cuidados do dentista. "Quando o paciente chega ao consultório, tem que ver se o chão está limpo, se é feita a desinfecção, a esterilização instrumental, ver se existe estufa ou autoclave. Observar a barreira de proteção, que é o plastiquinho em todo lugar onde o profissional põe a mão. Já olha se ele está paramentado, se tem material descartável. Esses itens de biossegurança você tem condição de reparar.''
Caso haja irregularidades, o paciente pode fazer uma denúncia à Vigilância Sanitária. Todo consultório passa por inspeções: a inicial, de alteração (se houver mudanças), de rotina e em caso de denúncia. Alguns profissionais mais antigos não adotam todas as medidas por falta de hábito, outros não conhecem, e há quem alegue falta de dinheiro. "Essas medidas são fáceis e têm um custo muito baixo no total do custo odontológico. Esse argumento não se justifica'', afirma Marco Antonio Manfredini, mestre em saúde coletiva, cirurgião dentista que integra o grupo assessor da saúde bucal do Ministério da Saúde.

110) Shopping`s X Saúde Oral

CURITIBA (Brasil) - Programa de saúde bucal do Provopar reúne cerca de 350 crianças; cerca de 350 crianças participaram de mais uma etapa do “Paraná Criança Sorriso”, no início deste mês, no Shopping Novo Batel, em Curitiba. O programa de saúde bucal promovido pelo Provopar Ação Social reuniu crianças de 4 a 14 anos, do Centro Sócio-Educacional Esperança, da Escola Maternal Annette Macedo e da Casa da Criança Francisco de Assis, todas de Curitiba, além de alunos da Escola Professora Ceci Sueli da Silva Contador, do Jardim Alvorada, no município de Araucária.
As crianças passavam pelo circuito de palestras sobre a importância da saúde bucal, “o que são e quais são os dentes; para que servem”; quais as principais doenças da boca (cáries e doenças de gengiva); e a técnica correta de escovação dos dentes e o uso do fio dental. Depois, as crianças assistiram à peça teatral “Bocão e os Vampiros do Paraná”, no Teatro Paulo Autran.
Cada escola ganhou um cd contendo todas informações passadas no circuito, além de desenhos, jogos e as músicas da peça teatral. Já os alunos receberam kit com gibi do “Bocão”, pasta, escova e fio dental, e “dente de vampiro”.
O sucesso da iniciativa foi tanto que a direção do shopping pediu a realização de novas etapas do programa, durante o período de férias escolares. “Foi de suma importância retratar de maneira lúdica informações dessa natureza, pois surtiu efeito imediato entre os alunos, não apenas com relação ao uso dos objetos que fazem parte do kit, mas também com o aproveitamento das músicas cantadas no teatro”, destacou Suzana Blanco, diretora do Shopping Novo Batel.
“Paraná Criança Sorriso” – O programa idealizado pelo dentista Julio César de Sá Ferreira foi lançado em caráter experimental pela presidente do Provopar, Lucia Arruda, no ano passado em Campo Largo, na Região Metropolitana da Curitiba. O sucesso da iniciativa foi tanto que novas etapas foram realizadas, com a participação de milhares de crianças. Foram realizadas até agora as etapas de Quatro Barras, Santo Antonio da Platina, Japira, Siqueira Campos, Guaratuba, Pontal do Paraná e Shopping Novo Batel (Curitiba).
O principal objetivo do programa é a prevenção da saúde bucal para crianças de 6 a 12 anos, através de palestras, escovação de dentes, uso de fio dental, além de palestras e a apresentação da peça teatral.
* * *
Esta notícia serve de exemplo do trabalho que se pode levar a efeito (íncluindo eventuais programas de saúde oral) quando exista uma estreita colaboração entre entidades de apoio social e as grandes superfícies comerciais. Todos ficam a ganhar, sobretudo aqueles que mais precisam.
Gerofil

quarta-feira, 3 de janeiro de 2007

109) Despenda de 10 segundos do seu tempo para partilhar o seu apoio


Despenda de 10 segundos do seu tempo para partilhar o seu apoio a uma Resolução da ONU sobre diabetes (tecle na imagem).
Gerofil

sexta-feira, 29 de dezembro de 2006

108) Projeto "Escola Como Promotora de Saúde e Qualidade de Vida"

Piracicaba (Brasil) - Até os 12 anos de idade o índice de dentes cariados em Piracicaba é de 1,6, ficando abaixo do preconizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para 2010, que é de 3 para 32 dentes. Preocupados com o sorriso da garotada após essa faixa etária, os cirurgiões-dentistas Miguel Morano Júnior, professor da Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP/Unicamp), e Fábio Luiz Mialhe iniciaram atividades de prevenção às cáries com 96 estudantes da 6ª série do ensino fundamental da Escola Estadual Dr. Jorge Coury.
Nessa sexta-feira (1º), houve premiação dos alunos destaques, com entrega de bicicleta, walkman, bola, menções honrosas e medalhas. "Aos 18 anos, o adolescente pode ter de cinco a sete dentes cariados. Com a prevenção, podemos diminuir o índice", diz Morano Júnior.
O projeto "Escola Como Promotora de Saúde e Qualidade de Vida" teve início há dois meses na "Jorge Coury". O estabelecimento foi escolhido por ser escola de período integral. Os alunos estudam, fazem atividades complementares e refeições. A partir de 2007, segundo o cirurgião Mialhe, o projeto vai se estender para as escolas Jaçanã Altair Pereira Guerrini e Mello Moraes, que também funcionam em período integral.
Um dos enfoques do projeto é mostrar aos estudantes a importância de levar para a escola, escova, creme e fio dentais, para utilizá-los após as refeições. "Em dois meses que atuamos na Escola Jorge Coury, percebemos a mudança positiva no comportamento dos alunos, que estão mais conscientes dos cuidados com a saúde bucal", relata. Marily Silva Fortunato, coordenadora da Escola, diz que o projeto abordou problemas de saúde em geral e estimulou o relacionamento dos alunos, promovendo a integração.
Ao levar o assunto para ser pesquisado em casa, destaca a coordenadora, os estudantes acabaram envolvendo os familiares. "A participação dos alunos é voluntária. Começamos o projeto com três estudantes e em pouco tempo todos estavam participando", conta. No próximo ano, a escola vai ativar o consultório dentário e contará com atendimento semanal de equipe da FOP, além de 30 profissionais de diferentes áreas - psicólogo, pedagogo, assistente social - que integrarão o projeto visando ao trabalho amplo de conscientização da qualidade de vida dos estudantes.
Foram premiados os alunos que apresentaram os melhores trabalhos escritos. Anderson Luiz Marciano, 12, conquistou o 1º lugar pela dedicação às pesquisas de prevenção à cárie. Para o menino, a teoria somente é assimilada quando colocada em prática. "Eu sabia dos cuidados com a saúde bucal e com o projeto estou mais atento", afirma.
Mas a saúde bucal não é a única preocupação dos alunos. Na hora da paquera, destacam as colegas Lays Caroline Danelon, Ana Carolina Lima, ambas de 12 anos, e Jéssica Godoy, 13, o item ganha pontos. Elas dizem que não "dá para beijar" um garoto que não tem higiene bucal. As meninas receberam menção honrosa e prestaram homenagens aos coordenadores do projeto. "Eles nos ensinaram a importância de trabalhar em grupo, mostraram que é legal a gente se cuidar", observam.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2006

107) Formar jovens em monitores de Saúde Oral

Temuco (CHILE) - Más de 100 niños de trece establecimientos educacionales de la Región de La Araucanía fueron certificados oficialmente como monitores en salud oral escolar por el Departamento de Odontología Integral de la Universidad de La Frontera (UFRO).
La ceremonia se realizó el 15 de noviembre con la presencia de un gran número de alumnos y profesores de las escuelas Municipal D-532 de Las Quilas, 510 de Labranza, Colegio Aplicación de Pedro de Valdivia, Escuela Llaima, Escuela Juan XXIII, Escuela San Bernardo de Padre Las Casas, B-29 de Padre Las Casas, Colegio Santa Inés, Escuela Augusto Winter, Escuela Marcela Paz de Victoria, Colegio San Francisco y Escuela Arturo Prat.
El vicedecano de la Facultad de Medicina y director del Programa de Monitores, Ramón Fuentes, señaló que esta iniciativa "tiene como objetivo entregar herramientas a los niños de las escuelas y colegios para cuidar la salud oral escolar. De esta forma, el Departamento de Odontología Integral de la UFRO desarrolla el programa de prácticas profesionales controladas urbanas, en la búsqueda de la promoción de la salud oral y crear monitores en salud oral escolar", indicó.
En la ceremonia se presentó además la obra "La bacteria asesina", realizada por los propios estudiantes de Odontología, quienes como una forma de ejemplificar de manera lúdica el cuidado dental, teatralizaron esta presentación que fue el deleite de los niños.
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Uma boa alternativa em termos de percurso escolar para jovens que assim o desejassem; fica dado um exemplo ao Ministério da Educação.
Gerofil

106) Para alumnos de EGB: Continuarán aplicando programa de salud dental en la ciudad de Colón

Se trata de “A boca sana”, que se implementa desde el año 2000. Está destinado únicamente a alumnos de 1º, 3º, 5º, 7º y 9º grado de la EGB. El alumno concurre al odontólogo de su elección y, si no tiene inconvenientes, se entrega un certificado de buen estado bucal; de lo contrario, deberá recibir tratamiento odontológico hasta conseguir el alta.
La Dirección de Salud de la Municipalidad de Colón (ARGENTINA), por intermedio del Servicio de Odontología del Centro Preventivo Materno Infantil, y conjuntamente con el Círculo Odontológico de esa ciudad bonaerense, informaron sobre la continuación del programa de certificados bucodentales “A boca sana”, implementado desde el año 2000 en todas las escuelas del partido. Dicho programa se aplicará únicamente a alumnos de 1º, 3º, 5º, 7º y 9º grado de la EGB.
Al igual que el año anterior, el alumno concurrirá al odontólogo de su elección –privado u hospitalario–, quien de encontrar la boca en condiciones de buena salud oral otorgará una constancia de buen estado bucal, que será cambiada en el Centro Preventivo Materno Infantil (CPMI) por un certificado oficial, legitimado con sello hospitalario.
En caso contrario, el alumno deberá recibir tratamiento odontológico hasta conseguir el alta, otorgada por el profesional actuante. Todos los trámites y consultas serán atendidos en el CPMI –ubicado en calle 51 entre 12 y 13 de esa ciudad–, los horarios de atención al público son de lunes a viernes de 7 a 12, y la fecha de inicio del programa es el 12 de febrero del 2007.
Agencia Nova
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Um exemplo de política de saúde oral para crianças e jovens que já se faz na Argentina. Mais uma vez fica aqui o alerta aos Ministérios da Educação e da Saúde para a extrema e urgente necessidade de aplicar este tipo de medidas em Portugal, de forma a abranger toda a população escolar do país, sem descriminar qualquer criança ou jovem no acesso aos cuidados de saúde oral.
Gerofil

105) El hilo dental: factor vital para la salud general

Las visitas de rutina al dentista terminan por lo general en lo mismo: los consejos del o la higienista con respecto a que debe usar con mayor efectividad el hilo dental. En la mayoría de los casos aun está recuperándose de una hora en la cual le han revisado, y limpiado a conciencia los dientes, por lo que tal vez no tiene ánimo para preguntar cuál es la técnica idónea al respecto.
El uso adecuado del hilo dental sigue siendo un misterio para muchos. Independientemente de que crea que lo está haciendo bien, siempre hay oportunidad de perfección. Según gran parte de los dentistas, no importa el vigor o la frecuencia del lavado de los dientes, pues eso no equivale a salud oral.
El uso del hilo dental es el factor de complemento de la tarea. De acuerdo al sitio Web Dentistry.com, si sustituyera el cepillo por un uso adecuado del hilo dental, lograría una mejor salud oral que cepillándose solamente tres, cuatro o diez veces al día. Por supuesto, esto no es una invitación a que renuncie al cepillado.
El hilo dental contribuye a la limpieza en las zonas donde el cepillo no llega, o sea, entre los dientes y bajo las encías. Este proceso ayuda a eliminar el sarro, una sustancia pegajosa que se acumula en los dientes y se endurece con el tiempo. Si no se le da tratamiento, la acumulación de sarro puede provocar enfermedades de las encías y deterioro de la dentadura.
VARIEDADES DE HILO DENTAL - En la actualidad hay más variedades que nunca antes. Existen los encerados, sin cera, de cinta e incluso hilos con un soporte y agarradera. También hay ciertos hilos fabricados con materiales de la era espacial para perfeccionar el deslizamiento por los dientes. Experimente con varios tipos para determinar cuál le resulta más conveniente.
También abundan los hilos con sabores. Desde menta a canela, también podrá tener acceso a una experiencia sensorial durante el proceso. Si tiene preguntas acerca de las técnicas adecuadas del uso del hilo dental, formúlelas en su próxima visita de limpieza dental. Algunos dentistas cobran una cuota adicional por una demostración especial, pero la mayoría lo hace gratuitamente.
CÓMO USAR EL HILO DENTAL:
1. Seleccione su variedad favorita de hilo (más detalles a continuación) y corte un fragmento de unas 18 pulgadas de largo. Enrolle cada extremo alrededor de los dedos medios de ambas manos para formar una cuerda.
2. Agarre firmemente el hilo tenso con sus dedos índices.
3. Formando una C, deslice con cuidado el hilo hacia arriba y hacia abajo en cada diente, y bajo la encía.
4. Repita el proceso por el otro lado del diente. Continúe pasando el hilo de diente en diente-por ambos lados-hasta llegar al último. Debe utilizar una parte no usada del fragmento de hilo seleccionado para cada diente.
5. Probablemente necesite un nuevo tramo de hilo para limpiar los dientes traseros, repitiendo el proceso desde el primer paso.
6. Enjuáguese con antiséptico para eliminar cualquier residuo que el hilo dental haya aflojado, y para dar tratamiento a sus encías y aliento.

domingo, 17 de dezembro de 2006

104) Faro realiza 1º Simpósio em Educação e Saúde

Acadêmicos de pedagogia realizaram nesta quarta-feira, o 1º Simpósio em educação e saúde, cujo tema abordado foi “A atuação do Profissional da Saúde na Escola”. O evento, que aconteceu no salão nobre da FARO, foi voltado à docentes e acadêmicos de pedagogia. De acordo com a coordenadora do curso, professora Suzy Mara Aidar, o objetivo maior do evento é evidenciar a importância e a necessidade da atuação dos profissionais da área da saúde na escola.
A primeira palestra foi “A atuação do profissional da área dentária na escola”, ministrada pelo cirurgião-dentista Lourielson Silva Cavalcante. Em seguida as nutricionistas Cleuza Firmino e Edineia da Silva Pereira falaram sobre “A atuação do profissional da área nutricional na escola”. O encerramento do simpósio foi feito pelo psicólogo Ernani Fores Junior que palestrou sobre “A atuação do profissional da área psicológica na escola”.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2006

103) Novo Centro de Saúde em S. João Estoril

A extensão do Centro de Saúde de cascais em S. João do Estoril, está pronta a receber mobiliário e pessoal, para iniciar o serviço à população.
Esta unidade tem cinco andares, parque de estacionamento para automóveis e ambulâncias e vai dispor de serviços de saúde infantil, saúde materna, planeamento familiar, saúde oral, enfermagem, vacinação, colheita de análises, exames radiológicos e actividades de reabilitação física e motora.
Guia da Cidade
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Espero que rapidamente entre em funcionamento e não se percam anos à espera de ser equipado, como já foi o caso de outros Centros de Saúde.
Gerofil

102) Promoção da Saúde Oral na Quinta da Bonjóia

A Fundação para o Desenvolvimento Social do Porto (FDSP) e a Ordem dos Médicos Dentistas assinaram um protocolo de cooperação que prevê a realização de acções conjuntas para a promoção da saúde oral. A primeira arranca já este mês na Quinta da Bonjóia. Com o objectivo de chegar a toda a população carenciada do Porto, esta parceria começa por abranger numa primeira fase crianças.
Orlando Monteiro da Silva, bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas, avançou que estão a ultimar os pormenores da campanha «João Dentão» que deverá abranger 1,3 milhões de crianças em todo o país. No Porto, o local escolhido é a Quinta da Bonjóia, onde serão distribuídos kits de higiene oral. Será também montado um consultório dentário com o equipamento necessária para a realização de rastreios e, para as crianças mais carenciadas, estão previstas duas consultas gratuitas. À Câmara do Porto caberá garantir a deslocação das escolas até esta clínica improvisada na sede da FDSP.
Orlando Monteiro da Silva acredita que a Quinta da Bonjóia pode transformar-se a breve trecho no campus profissional da medicina dentária com a realização de congressos científicos, a promoção de estágios profissionais e a definição de um programa cultural da responsabilidade da Ordem. O responsável referiu ainda que há já várias sociedades científicas interessadas em participar neste projecto nomeadamente faculdades com licenciatura em Medicina Dentária.
Para a presidente do Conselho de Administração da FDSP a maior vantagem desta parceria é permitir que o tema da saúde oral chegue aos inquilinos municipais, 20 por cento da população da cidade. Matilde Alves considera fundamental que esta questão, negligenciada em muitos casos, chegue aos bairros camarários de forma a aumentar o grau de cidadania e a melhorar a auto-estima dos moradores. A ideia é transportá-los até à Quinta da Bonjóia e tirar proveito do consultório dentário aqui improvisado.
O bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas confia que com esta parceria podem chegar a outros públicos carenciados inseridos em programas sociais da Câmara do Porto e exemplificou os utentes do programa Porto Feliz, criado para erradicar os arrumadores da cidade.
Ana Magalhães

101) Dentistas: candidatos à Ordem defendem saúde oral contratualizada no SNS

Médicos dentistas contratualizados com os serviços públicos é uma aposta comum aos dois candidatos a bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas, embora ambos reafirmem diferenças no que toca aos respectivos programas.
Orlando Monteiro da Silva, actual bastonário e candidato a um terceiro mandato nas eleições de amanhã para o triénio 2007/2009, disse à agência Lusa que foram iniciados contactos com a estrutura que lidera a reforma dos centros de saúde para que as Unidades de Saúde Familiar (novas estruturas dos cuidados primários) venham a seguir este modelo.
"Mediante o pagamento de uma taxa moderadora de 15 euros, os utentes das Unidades de Saúde Familiar podem vir a ter acesso a cuidados de saúde oral dentro da sua área geográfica", pormenorizou o bastonário.Para o candidato rival, Américo Afonso, ex-presidente da Sociedade de Estomatologia e Medicina Dentária, a prestação de cuidados de saúde oral aos utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS) passa também pela contratualização de serviços dos médicos dentistas."
A integração no SNS é um modelo esgotado", afirmou Américo Afonso, que defende que a medicina dentária deve ser encarada "de uma forma integrada" no conjunto das especialidades médicas. Américo Afonso, que também foi presidente do conselho de administração do Hospital de S. Marcos, em Braga, entre 2002 e 2005, assume a sua candidatura a bastonário é "uma ruptura" com a actual direcção, em relação à qual se gerou "algum descontentamento".
Entre as propostas do candidato a bastonário contam-se também o reforço do processo de licenciamento e certificação dos consultórios dos médicos dentistas e a creditação da formação ao longo da vida profissional. Estes projectos fazem também parte do programa de Orlando Monteiro da Silva, que rebate as críticas defendendo que a actual direcção "cumpriu quase integralmente os seus objectivos", e que "alguns, poucos, que não conseguiu cumprir deveu-se a entraves burocráticos".

100) Chegar às idades dos primeiros dentes definitivos

Já se encontra no terreno o programa de saúde escolar desenvolvido pela Câmara Municipal da Maia. O primeiro passo foi dado com o rastreio de higiene oral e teve como alvo o Agrupamento Vertical Gonçalo Mendes da Maia. A iniciativa abarcou os alunos desde o jardim de infância até ao quarto ano de escolaridade, dando especial relevância ao 2º ano.
Uma equipa composta por finalistas da Escola de Medicina Dentária da Faculdade de Ciências de Saúde da Universidade Fernando Pessoa esteve no terreno durante três dias a fazer o rastreio, numa carrinha devidamente equipada (género clínica móvel) e a passar várias informações de sensibilização e educação para o tema. As crianças foram sendo avaliadas e elucidadas, desmistificando-se uma área que ainda cria algum temor nos mais novos: o dentista.
José Frias Bulhosa, professor da universidade em questão e coordenador da acção, sublinhou a importância da intervenção junto dos alunos do 2º ano: "Nestas idades chegam a ter o primeiro molar permanente. É um dente muito importante. Nesta fase já aparecem cáries nos dentes temporários e definitivos. O interesse é fazer esta avaliação o mais precoce possível, para facilitar o tratamento. Junto dos encarregados de educação damos conta dos casos encontrados, podendo as crianças ser reencaminhadas para o programa nacional de promoção de saúde oral".
Com outros grupos privilegiou-se o ensino. «Informamos como se devem escovar os dentes e os utensílios para a higiene oral. Em muitos casos, os jovens tomam contacto pela primeira vez com o fio dentário e com os elixires. Mostrámos, também, um conjunto de filmes que incentivam à higiene oral», contou José Frias Bulhosa.
Maia Hoje
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Pela sua extrema importância e porque as entidades competentes devem assumir as suas responsabilidades e alargar estas iniciativas a todo o território nacional.
Gerofil

quarta-feira, 29 de novembro de 2006

99) Quase 4 000 pessoas são atendidas em casa

Fortaleza (Brasil) - Dentistas do Programa Saúde da Família (PSF) estão fazendo um levantamento epidemológico de saúde bucal dos fortalezenses. Quase quatro mil pessoas, entre 18 e 74 anos, serão examinadas em casa. A pesquisa pretende melhorar o atendimento odontológico nos postos de saúde, e diminuir a distância entre o paciente e o consultório do dentista.
Paulo Vinícius, de dois anos, chora durante o exame. Já Maury não parou de rir quando perguntado se o uso de prótese dentária afetava os relacionamentos dele. De casa em casa os dentistas e atendentes do PSF fazem um levantamento sobre a saúde bucal dos moradores de Fortaleza. Serão examinadas quase quatro mil pessoas, mais de 600 por regional.
Faz muito tempo que a dona de casa Elizana Diógenes não vai ao consultório de um dentista. Depois de cada visita, a entrega de um kit básico: com escova, creme e fio dental. No ano que vem o trabalho continua em escolas e creches. A pesquisa será concluída em março de 2007.
E a falta de cuidados com os dentes leva a infecções graves, que podem atingir outros órgãos como pulmão, coração e até o cérebro. E as estatísticas são preocupantes: há três anos, uma pesquisa do IBGE e Ministério da Saúde revelou que, quase dois milhões de cearenses nunca tinham ido ao dentista.
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A idéia é óptima: ir ao encontro dos pacientes, fazendo um primeiro diagnóstico das necessidades de saúde oral da população.
Gerofil

terça-feira, 28 de novembro de 2006

98) Congresso da Ordem dos Médicos Dentistas

O bastonário dos Médicos Dentistas congratulou-se com o sucesso da 15ª edição do congresso da Ordem, que se realizou na Feira. Orlando Monteiro da Silva apontou o empenho da tutela, mas avisou que “falta democratizar o acesso à saúde oral”.
Os 5 500 médicos dentistas que actualmente exercem funções em Portugal são, de acordo com o responsável, “mais do que suficientes” para garantir a qualidade do serviço: “É um médico para cada dois mil portugueses”, frisou Orlando Monteiro da Silva ao JANEIRO.
Num balanço do congresso que levou ao Europarque mais de 2300 profissionais e estudantes, o bastonário mostrou-se agradado com a visita do ministro da Saúde e com o anúncio de um aumento de 20 por cento na dotação do Orçamento de Estado para a saúde oral, o apoio da tutela à campanha de promoção da higiene oral junto das crianças e a possibilidade de a valência de medicina dentária ser introduzida nas unidades de saúde familiar. No entanto, vincou que “não é suficiente” e que “falta a contratualização de médicos dentistas nos hospitais” e acelerar o processo de implementação das USF, para “democratizar o acesso o acolhimento nas situações urgentes”, porque “há muito a fazer para tirar Portugal da cauda da Europa” e os dentistas podem “ajudar”.
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Isto é Portugal ? Faz-se a pergunta porque onde quer que se aborde o problema da saúde oral em Portugal, apenas se apontam ideias para o futuro e quase sempre sem qualquer vínculo. Mais do mesmo não obrigado; o que realmente é necessário é fazer outra política, não cooperativista e que seja de facto voltada para as reais necessidades da população. E, já agora, porquê só 5 500 médicos dentistas em Portugal, quando estamos na cauda da Europa ? SEM COMENTÁRIOS, POIS CLARO.
Gerofil

segunda-feira, 27 de novembro de 2006

97) A prepósito da transferência de competências para as autarquias

Cuiabá (Brasil) - O atendimento odontológico da rede pública municipal de saúde de Cuiabá foi recentemente visitado por uma equipe da prefeitura de Campo Grande (MS) que atua no setor que e se disse satisfeita com o trabalho realizado na Capital, conforme a assessoria de imprensa. "Nós gostamos muito do que vimos", disse o coordenador de Saúde Bucal do município de Campo Grande, Gilmar Trevizan.
De janeiro a outubro deste ano foram realizados 236.963 procedimentos nas 10 clínicas odontológicas mantidas pela prefeitura de Cuiabá. Além dos procedimentos mais simples, são realizados tratamentos de canal, de gengiva, próteses e atendimentos de odontopediatria, tudo com recursos do próprio município. O governo federal envia uma verba mensal de apenas R$ 1 per capita para tratamento dentário da população. Com esse recurso é possível realizar apenas a prevenção (limpeza e aplicação de flúor) e extração.
Mas a prefeitura vai muito além do tratamento básico. Desde janeiro deste ano, já foram realizados mais de dois mil tratamentos de canal, seis mil tratamentos de gengivas e 1,6 mil próteses foram implantadas. No mesmo período, 15.160 pessoas concluíram o tratamento odontológico, com todos os procedimentos (canal, próteses e cirurgias) incluídos. Os tratamentos mais simples, que na iniciativa privada não saem por menos de R$ 350, duram de cinco a dez sessões. Os tratamentos com canal e prótese podem chegar a R$ 3 mil nos consultórios privados, com o mesmo material usado pelas clínicas da prefeitura. E o resultado final tem grande influência na vida social do paciente.
"Quando a pessoa chega na clínica, ela vem tímida, muitas vezes põe a mão na boca para sorrir. É uma pessoa inteligente, simpática, mas que, com dentes estragados tem dificuldade em conseguir emprego, arranjar namorada ou namorado, e por isso tem uma auto-estima muito baixa", relata a coordenadora de Saúde Bucal da Secretaria Municipal de Saúde e mestre em Saúde Pública, Sílvia Lídia Siqueira.
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Exemplo da aplicação de dinheiros públicos na salvaguarda da saúde da população. É isto que é urgente colocar em prática também no nosso país.
Gerofil

96) Sorriso metálico: Adolescentes falam sobre o que consideram bom e ruim em relação ao uso de aparelhos ortodônticos

Sorriso bonito é fundamental. E para isso é indiscutível a necessidade do cuidado com os dentes em todos os sentidos. Você com certeza já sabe disso e por inúmeras vezes foi advertido pelos pais ou responsáveis da obrigação de escovar os dentes ou da importância de consumir doces com moderação. No caso de quem usa aparelhos para correção dos dentes não é nada diferente. Ao contrário, requer cuidados extras e restringe o consumo de certos alimentos. Apesar disso, usar aparelhos ortodônticos é algo que tem se tornado mais comum a cada dia, e todos que necessitam deste recurso devem ficar espertos para alcançar resultados satisfatórios.
Sacrifícios
Amanda Cunha, Bruna Laízza, Jacqueline Costa, Natália Pacheco e Sérgio Sabino, 13 anos, são estudantes da Escola Municipal Professor Leôncio do Carmo Chaves, no bairro Planalto, e compõem a imensa lista de usuários de aparelhos ortodônticos.
Eles descrevem o uso como um sacrifício que vale a pena. No caso desta turma, todos estão de aparelho por questões reais de necessidade. Eles afirmam que têm consciência da importância de seguirem o tratamento corretamente para beneficiar a saúde em geral. Contudo, garantem que só fazem isso pela estética. Se fosse apenas pela saúde, eles não enfrentariam todas as restrições. Quem usa esses aparelhos fixos não pode comer maçã mordendo, não pode mascar chicletes, não deve comer pipoca e só consegue encarar sopinhas e vitaminas quando ele é apertado. Isso sem falar na dor, explicou a turma.
Sérgio, já está em tratamento há 4 anos. Nesse período chegou a usar dois tipos diferentes de aparelhos e afirma que já sofreu bastante, embora esteja bem acostumado. Enfrenta os momentos de dor com analgésicos e com a expectativa de um sorriso bonito e saudável daqui a algum tempo. O rosto inchado, o jeito engraçado de falar, os alimentos que evito e até mesmo as dores serão compensadas no futuro, quando estiver com os dentes do jeito que sempre imaginei, garantiu.
Toda a galera se esquece dos pontos negativos no uso dos aparelhos, quando o assunto são as paqueras. Não atrapalha beijar. Isso é invenção de quem não tem o que fazer, afirmou Natália. E além do mais, a turma garante que conseguir que os dentes fiquem todos certinhos e o sorriso lindo vale qualquer sacrifício.
Caio Rodrigues, 12 anos, usa aparelho desde os 7. Ele contou que já usou 4 tipos diferentes: um no céu da boca que o impedia de continuar o mau hábito de permanecer mascando o dedão. O móvel, que ele tirava na hora das refeições. O AEB (ancoragem extra-bucal), que fica com a maior parte exposta em volta do rosto e é o que as crianças e adolescentes mais detestam. E por fim, o fixo, que é o mais usado. O garoto garante que nunca deu bola para os comentários maldosos e as piadinhas feitas pelos colegas na escola e sempre seguiu o tratamento à risca. Caio, que já está próximo de tirar o aparelho, afirmou que se sente muito satisfeito com os resultados já alcançados. Ele tem certeza que no futuro terá orgulho dos dentes bonitos e saudáveis. A dica que ele deixou para todos os leitores é de que qualquer preconceito deve ser vencido quando o que está em jogo é a saúde.
Sérgio Sabino, Jacqueline Costa, Bruna Laízza, Natália Pacheco e Amanda Cunha enfrentam todos as restrições relacionadas ao uso dos aparelhos em nome da estética.
A dentista Maria Camin Menezes possui 31 anos de profissão e 26 deles foram dedicados à ortodontia. Aposentou-se recentemente, mas, enquanto esteve atuante, ela sempre buscou tratar os pacientes de forma completa integrando o acompanhamento de otorrinolaringologistas e fonoaudiólogos para um resultado perfeito. De acordo com ela, as indicações de uso dos aparelhos envolvem uma série de fatores que devem ser analisados individualmente. O mais importante, contudo, é a noção dos prejuízos que podem ser evitados ou corrigidos por meio dos tratamentos. "O uso dos aparelhos corrige ou previne problemas no desenvolvimento, na coluna, no aparelho digestivo e respiratório", resumiu.
Ela chama a atenção para um fenômeno muito comum hoje em dia: há muitas crianças e adolescentes que desejam usar os aparelhos por questões de modismo. Camin explicou que o avanço nas técnicas e no material, as cores das borrachas e outros itens são considerados elementos de composição do visual para muitos. Por um lado isso é positivo porque diminui o número de crianças ou adolescentes que precisam usar e não querem. Entretanto o mais importante é que todos saibam que a saúde é o essencial. O tratamento pode começar a partir dos 6 anos e, quanto antes o problema for diagnosticado, maiores são as chances de 100% de correção. "O diagnóstico precoce pode garantir tratamentos mais curtos, menos dolorosos e mais baratos", explicou. Atualmente, todos os profissionais da área bucal, de diferentes especialidades, são preparados para perceber o problema e encaminhar o paciente a um ortodontista. Portanto visitar o dentista regularmente é um hábito necessário para a saúde de todos.

95) Se os pais não se preocupam com a saúde bucal dos filhos ...

Feira de Santana (BRASIL) - Os pais são responsáveis por boa parte dos problemas de saúde bucal das crianças. É o que dizem os especialistas na área, que organizam durante todo o dia de hoje o Programa de Prevenção de Sáude Bucal, na praça da Kalilândia, em Feira de Santana. Para os odontólogos, pais que não valorizam a escovação tendem a criar filhos também despreocupados com o problema. "Tem que começar desde cedo com as crianças", diz Joelma Santa Bárbara, da secretaria de Saúde Muncipal.
Até o final do ano, a secretaria de Saúde do município está organizando uma pesquisa com crianças de 12 a 15 anos, de escolas públicas municipais. Até agora, 833 foram pesquisadas. O objetivo é conhecer a prevalência de cárie entre os estudantes. A Organização Mundial de Saúde preconiza que o ideal é que crianças de 0 a 6 anos tenham no máximo 3 cáries. Os dados inciais em Feira mostram que esses números chegam a quatro ou cinco dentes careados.
No evento de hoje, um dos objetivos é melhorar a qualidade da dentição dos meninos e meninas. O Programa pretende realizar mais de mil atendimentos gratuitos, especialmente a crianças de escolas públicas e particulares, com aplicação de flúor, dicas sobre escovação, palestras com estudantes de fonoaudiologia e odontólogos. "A gente mostra como é fácil e lúdico cuidar da saúde bucal", diz Suzana Fernandes, coordenadora do programa.
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Quando se diz que os pais e os professores devem ensinar as criancinhas a escovar os dentes, compreenda-se que se trata efectivamente de uma necessidade premente e que deve mesmo ser posta em prática. Esperemos para ver qual será a contribuição das entidades oficiais para fazer passar efectivamente essa mensagem, não se ficando meramente por meras sugestões.
Gerofil

domingo, 26 de novembro de 2006

94) Ser solidário

O caráter solidário que marca à Alternativa Bolivariana para as Américas (ALBA) no ramo da saúde pública é demonstrada aliás, com a existência de inúmeros pontos móveis de estomatologia nas zonas pobres da Venezuela, que faz parte do programa Bairro Adentro, com a participação dos especialistas cubanos.
Em simultâneo, 31 mil jovens desse país estudam medicina nos 8 mil centros de atendimento primário que funcionam nessas áreas, locais onde milhares de médicos cubanos, junto a outros venezuelanos, tratam a população.
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Independentemente de factores políticos, é sempre bom saber que existe solidariedade entre os homens de boa vontade.
Gerofil

93) "extermine-se a lista vergonhosa e discriminatória para a marcação de consulta no Serviço de Estomatologia do Hospital de Angra”

AÇORES: Plano e Orçamento da Região Para 2007
Artur Lima, do CDS/PP, abordou especialmente os investimentos previstos para a saúde açoriana. “Não nos opomos a que se gaste milhões na saúde, desde que sejam bem aplicados; o que não aceitamos é que os doentes andem aos trambolhões”.
Sugestões de investimento no sector, também, foram apresentadas pelo popular: “acabe-se com o arcaico, demorado e penoso sistema de referência para as consultas de especialidade para os hospitais, a partir dos centros de saúde; acabe-se com as tricas entre centros de saúde, relativamente aos exames complementares de diagnóstico; acabe-se com o sofrimento e humilhação dos doentes que vão há uma e duas da manhã tomar vez, para terem consulta de apoio no Centro de Saúde de Angra; extermine-se a lista vergonhosa e discriminatória para a marcação de consulta no Serviço de Estomatologia do Hospital de Angra”.

sábado, 25 de novembro de 2006

92) Apelo ?

Apelo “Diminuição do número de vagas” - O bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas apelou para a “diminuição do número de vagas para medicina dentária”. Orlando Monteiro da Silva defendeu a “definição [urgente] de regras claras, justas e exequíveis” para o licenciamento de abertura de consultórios de medicina dentária.
Tudo para evitar o aumento de especialistas no desemprego e prevenir o falso exercício clínico. E antes de defender a melhoria das condições de acesso da população excluída à medicina dentária, defendeu que a classe tem que “continuar a assumir-se como um lóbi, sem medo da palavra, um grupo de influência a favor da saúde”.
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???
Gerofil

sexta-feira, 24 de novembro de 2006

91) Teatro de fantoches aborda higiene bucal na Creche Irmã Martistela

Tangará da Serra - Através do teatro de fantoches, os alunos da Creche Irmã Maristela aprenderam com a equipe do Conselho Municipal de Saúde a importância da Higiene Bucal. A equipe do CMS realiza, semanalmente, ações na creche, que também estimulam os estudantes a escovarem os dentes.
"É importante, desde cedo, incorporar esse hábito de cuidar dos dentes", diz a diretora da creche, Rosineire da Silva. Segundo ela, o trabalho preza pela prevenção, não pelo tratamento ou ações curativas. “O teatro de fantoche de uma maneira engraçada e direcionada ao público infantil, os profissionais levam às crianças que participam, mensagens importantes de prevenção a problemas na saúde bucal”, declara Rosineire.
Ela explica que durante todo o ano foram realizadas atividades de orientações sobre a maneira correta de escovar os dentes, passar fio dental, e os cuidados que as crianças devem ter tanto na escola como em casa para evitar cáries. “Além de tirar o medo que a criança tem do dentista, esse projeto de prevenção melhora a condição de saúde bucal e diminui a incidência de cáries ”.
Diário da Serra

90) Cure o mau hálito

Por causa de problemas de mau hálito, muitas pessoas deixam de se casar, freqüentar reuniões sociais e até de procurar emprego, segundo Vinicius Pedrazzi, professor da Faculdade de Odontologia da USP (Universidade de São Paulo) de Ribeirão Preto. Por definição, o mau hálito, ou halitose, é um odor desagradável proveniente da boca, pulmões e narinas.
O mau cheiro é provocado por bactérias, que decompõem alimentos e células mortas da boca. Quando a saliva, que é rica em oxigênio, está muito seca, essas bactérias, que vivem em meio sem oxigênio, proliferam e promovem a fermentação. Aí surge o mau hálito.
Segundo Pedrazzi, somente uma higiene adequada da boca pode combater o mau hálito na maioria das ocasiões. "Escovar os dentes ao menos quatro vezes ao dia, usar o fio dental, pelo menos antes de dormir (e sempre antes da escovação) e fazer a limpeza da língua, um hábito que os brasileiros ainda não assimilaram, é o mínimo que uma pessoa deve fazer para falar sem medo, relacionando-se socialmente e interagindo com segurança com os outros", afirma. De acordo com o professor da USP, apenas 1% dos casos de mau hálito, ou halitose, são decorrentes de problemas no sistema digestivo.
Três por cento dos casos são ocasionados por inflamações e acúmulo de alimentos nas amígdalas, enquanto de 5% a 10% ocorrem por problemas nasais. Sobram, segundo Pedrazzi, uma vasta margem de 90% de causas de mau hálito relacionadas a problemas na cavidade bucal. A grande maioria delas por falta de higiene adequada nos dentes e na língua. Quem nunca se sentiu constrangido por ser flagrado, ou por achar que poderia ser notado, com um mau cheiro característico na boca?
Mas falar sobre mau hálito ainda é um tabu entre as pessoas, embora esse mal seja mais comum do que se imagina. Uma pesquisa realizada nos EUA em 2002 e publicada na revista científica "The Science of Bad Breath" mostrou que 35% dos norte-americanos sofrem de mau hálito crônico (durante toda a vida), enquanto 50% sofrem desse mal esporadicamente.Ou seja, cerca de 90% da população têm, ou já teve mau hálito em algum momento da vida. No Brasil, não existem dados precisos sobre o assunto, mas os especialistas acreditam que os índices sejam muito parecidos com os dos norte-americanos. "As pessoas deveriam aceitar melhor esse problema. Muitas vezes ele se intensifica porque as outras pessoas não comunicam quem está com mau hálito", afirma a dentista Joseane Maria Dias Bosco.

sexta-feira, 17 de novembro de 2006

89) Congresso da Ordem dos Médicos Dentistas: Boas notícias para a saúde oral

O bastonário dos Médicos Dentistas congratulou-se com o sucesso da 15ª edição do congresso da Ordem, que terminou ontem na Feira. Orlando Monteiro da Silva apontou o empenho da tutela, mas avisou que “falta democratizar o acesso à saúde oral”.
Os 5500 médicos dentistas que actualmente exercem funções em Portugal são, de acordo com o responsável, “mais do que suficientes” para garantir a qualidade do serviço: “É um médico para cada dois mil portugueses”, frisou Orlando Monteiro da Silva ao JANEIRO.
Num balanço do congresso que nos últimos três dias levou ao Europarque mais de 2300 profissionais e estudantes, o bastonário mostrou-se agradado com a visita do ministro da Saúde e com o anúncio de um aumento de 20 por cento na dotação do Orçamento de Estado para a saúde oral, o apoio da tutela à campanha de promoção da higiene oral junto das crianças e a possibilidade de a valência de medicina dentária ser introduzida nas unidades de saúde familiar. No entanto, vincou que “não é suficiente” e que “falta a contratualização de médicos dentistas nos hospitais” e acelerar o processo de implementação das USF, para “democratizar o acesso o acolhimento nas situações urgentes”, porque “há muito a fazer para tirar Portugal da cauda da Europa” e os dentistas podem “ajudar”.
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Mais uma vez ficamos à espera para ver; é extremamente desagradável estarmos no Século XXI, sermos membros da União Europeia e sabermos das desigualdades gritantes do acesso da população a tratamentos de saúde oral no nosso país, logo a partir da infância.
Gerofil

88) ESCOLA: Externato de Ruílhe inaugura Gabinete de Saúde Escolar

Educar para a Saúde, contribuindo para a promoção de comportamentos saudáveis por parte da comunidade escolar é o principal objectivo deste gabinete coordenado pelo enfermeiro Ricardo Ferreira. A poucos dias da sua abertura, o gabinete está já a desenvolver um projecto intitulado ‘Ganha Saúde’, inserido no tema integrador das actividades da escola: ‘Escola para a Vida’.Segundo Ricardo Ferreira, este primeiro projecto do gabinete tem a finalidade de tornar a comunidade escolar, nomeadamente os alunos, professores e funcionários ‘pró-activos na busca do seu estado óptimo de saúde, pela adopção de comportamentos saudáveis”.
As actividades do Gabinete de Saúde Escolar serão diversificadas e compreenderão exames de saúde em que se pretende avaliar o crescimento e desenvolvimento físico, psicomotor e psicossocial; estimular a opção por comportamentos saudáveis ao nível, por exemplo, da nutrição, da prevenção de consumos nocivos e a adopção de medidas de segurança da prática regular de exercício físico. Neste âmbito, o primeiro trabalho a desenvolver pelo gabinete será a avaliação dos cerca de 300 alunos que praticam desporto escolar, seguindo-se os alunos do 5.º ano.
Pretende-se também, nos exames de saúde, promover a prevenção de acidentes e intoxicações e dos riscos decorrentes da exposição solar; prevenir, identificar, saber como abordar as doenças comuns nas várias idades; sinalizar e proporcionar apoio continuado às crianças com doença crónica; identificar, apoiar e orientar as crianças e famílias vítimas de violência ou negligência. Nestas consultas serão ainda avaliados diversos parâmetros, tais como, peso, estatura, índice de massa corporal, tensão arterial, dentes, visão, postura, desenvolvimento geral, vacinação, entre outras.
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Fica aqui o pedido ao Ministério da Educação e ao Ministério da Saúde de levarem estas temáticas para dentro das escolas públicas, por pessoas devidamente formadas e que possam encaminhar os alunos para as devidas especialidades de que crianças e jovens tenham necessidade. O Ministério da Educação tem de assumir que o sucesso dos alunos é directamente proporcional ao seu bem estar geral.
Gerofil

domingo, 12 de novembro de 2006

87) XV Congresso da Ordem dos Médicos Dentistas

O XV Congresso da Ordem dos Médicos Dentistas reuniu, no Europarque de Santa Maria da Feira, entre 9 e 11 de Novembro, mais de dois mil especialistas nacionais e internacionais com o duplo objectivo de valorizar a formação contínua dos membros da classe e promover um intercâmbio com a sociedade no sentido de educar para a saúde oral.
O maior encontro da especialidade da Península Ibérica acontece num País que ocupa o último lugar da União Europeia em termos de saúde oral e onde metade da população só faz consulta no dentista em caso limite de urgência.
“Para além da valorização contínua dos profissionais da classe é preciso trabalhar para encontrar formas para que mais pessoas acedam ao médico dentista”, afirmou a O PRIMEIRO DE JANEIRO o bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas. Orlando Monteiro da Silva fez notar, também, que “50 por cento portuguesa está excluída da medicina dentária por dificuldades económicas e por não estar suficientemente elucidada para a importância da saúde oral”. Com efeito, neste aspecto, Portugal está ao nível de países como a Roménia ou a Bulgária em termos de saúde oral, sendo que as classes mais jovens são as mais preocupantes. Apesar de ter 5500 médicos dentistas formados.
Para inverter este “panorama preocupante”, o bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas sugere a comparticipação pelo Ministério da Saúde das consultas na rede de consultórios privados do País. “É preciso estudar fórmulas para fazer com que a população possa aceder à medicina dentária através da contratação comparticipada de especialistas, do reembolso de uma parte do preço das consultas ou até de benefícios fiscais para o utente e o clínico, pelo menos para um pacote básico de tratamento”, avançou a O PRIMEIRO DE JANEIRO o bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas.
De resto, o tratamento e a reabilitação de dentes – ou seja: a consulta regular e a colocação de próteses – são as áreas mais preocupantes. “É preciso dizer às pessoas que a medicina dentária não pode ser vista como um luxo”, afirmou, ainda, Orlando Monteiro da Silva, acrescentando que “não há motivos para não evoluir em termos de saúde oral em Portugal porque temos técnicos, médicos dentistas e vontade [a média de idades da classe é de 35 anos], mas há um problema de vontade política para resolver”.
Em todo o caso, os contactos estabelecidos pela Ordem dos Médicos Dentistas com o Ministério da Saúde permitem ao bastonário concluir que o gabinete do ministro Correia de Campos tem conhecimento da situação e, a par disso, tem vontade de actuar. “Sobretudo ao nível da prevenção, tendo sobre estes assuntos algumas ideias”, acrescentou Monteiro da Silva. Á guisa de enquadramento, no mínimo, cada pessoa deveria fazer uma consulta por ano no dentista. Nos 365 dias do ano, cada pessoa deveria escovar os dentes pelo menos três vezes por dia, após as refeições, durante dois minutos, com uma escova adaptada à sua sensibilidade dentária. Para além desta preocupação, o uso do fio dental é recomendado.
A Ordem dos Médicos Dentistas vai apresentar, por ocasião da sessão solene de abertura do XV congresso da especialidade, uma campanha para a sensibilização dos mais pequenos para a saúde oral. Com o nome sugestivo de «João Dentão», a iniciativa visa chegar, durante o próximo ano, a um universo de quase milhão e meio de crianças, alertando pais e professores para a importância da higiene oral. Esta é uma campanha móvel, que vai passar por várias escolas e centros de saúde do País, criada em parceria com o Ministério da Educação e conta com a colaboração de vários médicos dentistas.
Ainda este ano, em Dezembro, a cidade de Famalicão vai acolher a primeira acção-piloto. “A campanha é importante porque vai no sentido de educar para a higiene oral”, confirmou, em declarações a O PRIMEIRO DE JANEIRO, Orlando Monteiro da Silva, bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas.

86) Humanização, a partir do berço !!!

São Luiz (Maranhão, Brasil) - Dia H, HU conscientiza sobre humanização
O Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), unidades Presidente Dutra e Materno-Infantil, promoveu ontem diversas atividades, como palestras, relativas ao o Dia H de Humanização. A programação se estenderá até a próxima sexta-feira. Violência contra a mulher e contra o idoso, tratamento com plantas medicinais e alimentação saudável foram alguns dos assuntos que prenderam a atenção de pacientes nas salas de espera dos ambulatórios médicos do Materno-Infantil e do Hospital Presidente Dutra.
Estudantes de Odontologia também estiveram nos leitos das mães que acabaram de dar à luz para orientá-las sobre higiene bucal dos recém-nascidos.

85) Uso de aparelhos por crianças

Qual a melhor idade para levar uma criança ao ortodontista? Devo esperar meu filho trocar os dentes de leite pelos permanentes para colocar aparelho? Estas são só duas das muitas perguntas que os pais fazem ao verificarem que os dentes dos filhos não estão em posição adequada, é o que afirma o especialista em Ortodontia e Ortopedia Facial Davi Cassiano Ueda Simensato.
Nos dias atuais com os avanços tecnológicos dos materiais utilizados na Odontologia e o aperfeiçoamento das técnicas, é possível realizar tratamento ortodôntico na faixa etária de 4 anos até a idade senil.
Algumas pessoas dizem que colocar aparelhos em crianças muito novas aumenta o tempo total de uso e o custo de tratamento. Este conceito não é totalmente verdadeiro, pois cada caso tem que ser avaliado e individualizado.
É claro que a maturidade de cada criança é diferente e, às vezes a motivação para colocar aparelho é diretamente proporcional ao desconforto estético e funcional dentário sentido por ela.
Estes fatores devem ser bem avaliados pelos pais e pelo ortodontista ao tomar a decisão de colocar ou não aparelho antes da dentição permanente. Mesmo porque algumas falhas, como o espaço entre os incisivos centrais (diastema), às vezes são corrigidas pelo próprio crescimento e nascimento dos novos dentes (os caninos ajudam a empurrar os dentes incisivos para o meio).
Por outro lado, muitos profissionais defendem que não podem ficar de braços cruzados enquanto os dentes de leite se entortam, pois estes, são os “guias” para o nascimento dos dentes permanentes. Em pacientes mais jovens, a movimentação de dentes (e até de ossos) é mais fácil, e a colaboração é maior quando precisam usar aparelhos extrabucais (conhecido como “freio de burro”).
Uma grande vantagem com um tratamento precoce é que ele pode simplificar ou até eliminar um futuro tratamento ortodôntico corretivo, reduzindo a chance de precisar extrair dentes por falta de espaço.
Às vezes, um pequeno desgaste em um dente certo, na hora certa, pode evitar que toda a mordida fique cruzada (quando os dentes inferiores se encaixam na mordida por fora dos superiores).
Quando a criança já tiver todos os dentes permanentes, ela estará em fase final de crescimento e não poderemos aproveitar o crescimento ósseo em favor do tratamento. É o que acontece, por exemplo, quando o céu da boca é fundo e estreito e precisamos expandi-lo.
Alguns hábitos bucais ruins são mais facilmente abandonados na infância, principalmente se houver um esforço conjunto de ortodontista, otorrinolaringologista, fonoaudiólogo, fisioterapeuta e psicólogo. É o caso do posicionamento incorreto da língua entre os dentes, facilmente observados em crianças que usam chupeta.
Após a estabilidade do crescimento (fase adulta) a correção ortodôntica ficará limitada às movimentações dentárias, enquanto que as correções ósseas severas poderão ser resolvidas somente com cirurgia ortognática (cirurgia nos ossos faciais).
Se você ainda estiver em dúvida quanto ao momento de seu filho usar ou não um aparelho, uma conversa franca com um profissional que tenha bom conhecimento do desenvolvimento do crânio e da face vai ajudar a decidir quanto aos tipos de técnicas e aparelhos que devem ser usados para correção.

sexta-feira, 10 de novembro de 2006

84) Verbas destinadas à melhoria da higiene dentária aumentadas em 20 por cento em 2007

O Governo prepara-se para introduzir novas regras na lei sobre o fumo em locais fechados. O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, ontem, no Europarque de Santa Maria da Feira, após a sessão de abertura do XV Congresso da Ordem dos Médicos Dentistas, ligando-as às medidas de educação para a saúde oral.
O governante revelou ainda a intenção do Governo em aumentar, em 2007, as verbas destinadas à promoção da higiene dentária em 20 por cento no quadro do Programa Nacional com o mesmo nome. “Há que continuar a investir nesta área para chegar aos 80 por cento de crianças livres de cáries em 2020, conforme a meta apontada pela Organização Mundial de Saúde”, disse Correia de Campos.
Pelas contas do seu Ministério, metade das crianças com idade inferior a seis anos sofre de cárie dentária. O Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral prevê que daqui por quatro anos todas as crianças dos três e os 16 anos tenham acesso a médico dentista.
Até agora, este projecto já levou 140 mil crianças à cadeira do dentista. Daqui em diante, Correia de Campos quer alargá-lo a mulheres grávidas e a populações de risco. No domínio do apoio social, o ministro da Saúde lembrou a criação pelo Governo de dois mil lugares para cuidados continuados de saúde a idosos e salientou a constituição de 22 Unidades de Saúde Familiar (USF), que passarão a ser 50 até ao final do ano. De acordo com o governante, as USF (ligadas aos centros de saúde) vão permitir cobrir um universo de 125 mil portugueses que está sem médico de família. E, para além disso, representam “uma janela de oportunidade” para aumentar as consultas de saúde oral, uma vez que os médicos dentistas podem associar-se a elas. Correia de Campos garantiu, aliás, que a preocupação social do Executivo vai manter-se em 2007, à semelhança do que aconteceu este ano. “O Governo conseguiu cumprir as metas orçamentais sem a perda de sentido social”, afirmou Correia de Campos, que referiu a promoção da saúde oral como uma “preocupação do Governo”, mas recordou que pais e professores “devem ensinar as crianças a escovar os dentes e a usar o fio dentário”.
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Ficam aqui registadas as preocupações do Ministro da Saúde relativas à saúde oral no nosso país; pena é que seja um discurso voltado sobretudo para o futuro, apresentando poucos resultados no presente. Efectivamente, parece que ESPERAR ATÉ 2020 É DEMASIADO TEMPO PARA MUITAS CRIANÇAS E JOVENS DE HOJE (adultos em 2020).
Além disso, o Senhor Ministro não refere qual o número e o âmbito geográfico a aqui ficam desde já afectados as USF com consultas de saúde oral – muito pouco, demasiado pouco para as necessidades presentes.
Gerofil

83) Desporto escolar fomenta aumento de traumatiscos dentários

Os traumatismos dentários estão a aumentar à medida que cresce o número de crianças a praticar desporto, disse o professor de Medicina Dentária José Frias Bulhosa. «As crianças praticam desporto cada vez mais cedo, o que tem provocado um aumento do número de traumatismos dentários, faciais e cranianos», salientou o docente da Universidade Fernando Pessoa (UFP), no Porto.
José Bulhosa realçou que o cuidado com os dentes tem sido associado apenas ao uso de escovas e dentífricos e à redução do consumo de açúcares, mas «é muito mais do que isso». «Um traumatismo pode ter sequelas na saúde oral para o resto da vida», alertou o especialista, referindo que a UFP está a aproveitar as acções de medicina dentária preventiva nas escolas para formar professores de Educação Física, recomendando que evitem exercícios que ponham em risco os dentes.
A UFP celebrou esta semana um protocolo com a Câmara da Maia para a realização de rastreios e acções de prevenção de doenças dentárias em oito escolas do concelho. José Bulhosa referiu que estas acções vão ser desenvolvidas em duas unidades móveis por cerca de 80 alunos dos terceiro e sexto anos do curso de Medicina Dentária da UFP, sob a orientação dos seus professores.
As unidades móveis consistem em duas carrinhas equipadas como consultórios dentários, que, segundo José Bulhosa, não têm paralelo em Portugal, dadas as suas «condições excepcionais» para a prática da medicina dentária. Além da Maia, as duas carrinhas já participaram em acções de medicina dentária preventiva no Porto, Vila do Conde, Ponte de Lima e Braga, tendo também agendadas para os próximos meses deslocações a Baião e Amarante.
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Para começar é óptimo; vamos ver se as autoridades competentes alargam estas iniciativas a todo o país, incluindo os Açores e a Madeira. Têm aqui a palavra os senhores Ministros da Saúde e da Educação - ficamos à espera para ver.
Gerofil

82) Autarquia maiata apresenta programa de «Saúde Escolar»

A Câmara Municipal da Maia anunciou na reunião de Executivo da passada quinta-feira, que os alunos dos jardins-de-infância e das escolas primárias do concelho vão fazer um rastreio e ter aulas de educação alimentar, de higiene oral e de prevenção solar. Para esse fim, o município estabeleceu parcerias com equipas de diversas instituições que irão percorrer os referidos estabelecimentos de ensino do concelho, no âmbito do projecto Saúde Escolar.
Citado pelo Jornal de Notícias, o presidente da Câmara Municipal da Maia, Bragança Fernandes, revelou que o programa irá abranger 7.200 crianças. «Queremos ensinar todos os alunos a tomar um bom pequeno-almoço, a lavar os dentes e a saber quais os cuidados a ter com o sol», referiu o autarca, salientando que «com este projecto, mais uma vez, estamos a substituir-nos ao Estado».
Durante a reunião foi ainda aprovada a proposta de contratação de professores de Educação Física, que serão colocados em instituições particulares de solidariedade social. A autarquia irá apoiar um total de 16 entidades.
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Um exemplo para o Ministério da Educação; em vez de ser fonte geradora de tantos conflitos, apresente projectos deste tipo; todos agradecem, especialmente quem deles mais precise.
Gerofil

segunda-feira, 6 de novembro de 2006

81) Atendimento e prevenção

Natal (Brasil) - Os alunos da rede pública de ensino de Rio do Fogo, município localizado no Litoral Norte, são o público-alvo de uma campanha de saúde bucal desenvolvida pela prefeitura. O objetivo é prevenir as doenças odontológicas ainda na infância e conscientizar a nova geração sobre a importância da higiene bucal e a necessidade de se consultar com um dentista regularmente. O trabalho integra a proposta de saúde preventiva colocada em prática pela administração municipal.
Rio do Fogo fica a 90km de Natal. O município é administrado pelo prefeito Francisco Chagas da Cruz, o Tico. Os profissionais do Programa de Saúde Bucal, que funciona através de uma parceria entre a prefeitura e governo federal, são os responsáveis pelo atendimento das crianças e dos adolescentes que estudam na rede local de ensino público. Além de atendimento odontológico regular, os alunos têm acesso a aplicação de flúor e limpeza, além de palestras e material de conscientização.
ATENDIMENTOS - A rede municipal de ensino atende hoje a 2,8 mil alunos da educação infantil , do ensino fundamental e da educação de jovens e adultos. O trabalho de saúde bucal beneficia jovens que estudam na sede de Rio do Fogo e também nas comunidades. Com 10 mil habitantes, Rio do Fogo tem sua população distribuída não só na principal área de concentração urbana mas também em distritos como Canto Grande, Zumbi, Pititinga e Punaú.
A política de saúde bucal faz parte da proposta de prevenção definida como meta prioritária pela atual administração de Rio do Fogo. O município busca, através da saúde preventiva, melhorar a qualidade de vida da população e reduzir a necessidade de internar pacientes e de transferi-los para fora do município.
PREVENÇÃO - A medicina preventiva é praticada pelo Programa de Saúde da Família (PSF), que atende a todas as áreas de Rio do Fogo. Cada equipe do PSF é composta por médico, enfermeiro, técnico em enfermagem e agente comunitário de saúde, que garantem uma maior amplitude dos atendimentos prestados pela equipe nas diversas localidades onde ela atua.
O programa atende nas comunidades através das visitas domiciliares e da rede de postos de saúde. O PSF desenvolve campanhas de saúde reprodutiva, planejamento familiar, hipertensão e diabetes e está apta também para orientar com relação a outras necessidades que venham a surgir.
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Mais uma matéria de interesse para a saúde oral; aqui ficam métodos de trabalho que em muito beneficiarão as pessoas necessitadas.
Por cá, Portugal, constata-se pela ausência de divulgação de iniciativas deste tipo – de facto, aliando à falta de informação da população necessitada de cuidados de saúde oral alia-se um “compadrio” de silêncio por parte de quem de direito tem a obrigação de zelar pela saúde oral da população, sobretudo dos mais desprotegidos e necessitados. NÃO SERÁ POR FALTA DE COMPETÊNCIA, AUSÊNCIA DE RECURSOS OU FALTA DE MEIOS; SIMPLESMENTE FALTA É VONTADE POLÍTICA.
Por isso é extremamente importante a sua colaboração para criar-se em Portugal uma opinião pública esclarecida; leia e divulgue até onde puder este Blog – os resultados só poderão surgir quando terminar a ignorância no nosso país e a opinião pública ter voto de facto nas questões de saúde pública.
Gerofil

sábado, 4 de novembro de 2006

80) Estatísticas

Lages (Brasil) - Mais de 13 mil pessoas são atendidas De janeiro a setembro deste ano, a Secretaria da Saúde prestou atendimento médico-odontológico para milhares de pessoas residentes no interior de Lages
Na segunda-feira (30) em Passo dos Fernandes e terça-feira (31) em Cadeado, as equipes da Secretaria de Saúde de Lages encerram o roteiro de atendimento médico e odontológico do mês de outubro, no interior do município de Lages.
Já para o mês de novembro, o roteiro de atendimento prevê a visita das equipes de saúde em 17 localidades interioranas. De acordo com a coordenadora do roteiro do interior, Glaucia Ruth Branco, de janeiro a setembro deste ano (faltam computar os números de outubro) já foram realizados 13.331 atendimentos (ou consultas) no interior. As equipes de saúde são formadas pelos seguintes profissionais: médico, dentista, enfermeiros, pessoal técnico e agentes de saúde.
WebLages
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Alguém em Portugal me fornece estatísticas de saúde oral praticada por entidades públicas? Ficava muito agradecido, nomeadamente ficar a saber qual a percentagem de população atendida.
Gerofil

quinta-feira, 2 de novembro de 2006

79) Proposta de discussão

Comente a seguinte afirmação:

"Em Portugal, as iniciativas e gastos financeiros de largos e largos milhões de euros na saúde oral, por parte das entidades públicas, serviram na sua esmagadora maioria para a elaboração de “estudos”, panfletos e afins que, depois de concluídos, acabam quase sempre nas gavetas das secretárias dos ministérios e suas extensões, sem que daí advenha algum benefício publico real para os cidadãos, pagadores de impostos, que acabam por ser tratados de igual ou de pior forma que anteriormente à elaboração daqueles estudos."
Gerofil

78) Proposta interessante de investimento em saúde, a nível municipal

BREJINHO (Brasil) - Os usuários da rede municipal de saúde pública de Brejinho vêm sendo beneficiados por investimentos da prefeitura na infra-estrutura de atendimento e das cirurgias, no quadro de pessoal, nos projetos de saúde preventiva, no acompanhamento dos moradores portadores de doenças crônicas e na distribuição de medicamentos.
A cidade tem cinco equipes do Programa de Saúde da Família (PSF), que cobrem 100% do território do município.
Além das equipes do PSF, a cidade tem quatro equipes do Programa de Saúde Bucal. Os profissionais de odontologia realizam gratuitamente restaurações, extrações, aplicações de flúor e limpezas, entre outros serviços. O programa também trabalha nas escolas, em campanhas de saúde bucal voltadas aos estudantes. Este trabalho é de fundamental importância pois cria uma consciência de prevenção nos alunos da rede municipal que acabam tornando-se multiplicadores deste importante hábito de prevenção.