quarta-feira, 26 de abril de 2017
domingo, 19 de março de 2017
695. VERGONHA (Só em PORTUGAL): Um milhão de cheques-dentista ficaram por usar
Quase um terço
(27%) dos cheques-dentistas emitidos desde 2008 não chegou a ser utilizado,
segundo os dados publicados esta segunda-feira, 20 de Março, pelo Jornal de
Notícias.
Dos 4,3 milhões
de vales lançados nos últimos oito anos ao abrigo do Programa Nacional de
Promoção de Saúde Oral, houve 1,14 milhões que acabaram por ser desperdiçados.
Citado pelo
jornal, o bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas, Orlando Monteiro da Silva,
disse que "é uma pena que os cheques não sejam aproveitados ao
máximo", frisando que "a necessidade existe, mas nem sempre se
transforma em procura".
Os cheques-dentista
podem ser utilizados nos consultórios ou clínicas privadas aderentes, não
havendo restrição quanto à área de residência do utente. As grávidas, os idosos
que recebem o complemento solidário e as crianças e jovens até 16 anos são os
maiores beneficiários desta medida, que há um ano foi alargada até os 18 anos
no caso de já terem sido utilizadores.
Segundo os dados
disponibilizados pela Ordem dos Médicos Dentistas, 69% dos beneficiários
durante o ano passado foram crianças e jovens, enquanto as grávidas
representaram 19% do total de mais de 544 mil cheques-dentistas emitidos em
2016.
* * *
A realidade dos factos revela a política de saúde oral dos governos em Portugal.
Ao poupar 1 140 000 cheques-dentistas, os governos
nos últimos anos pouparam dezenas de milhões de euros à custa da saúde oral das
crianças e adolescentes portugueses. Um
crime aberrante e atroz que traduz o real interesse do governo e da Direcção –
Geral de Saúde em promover efectivamente uma verdadeira saúde oral para todas as
crianças e adolescentes em Portugal, ao subtrair mais de um milhão de
cheques-dentistas.
A pergunta é simples: quantos
filhos e netos de todos os ministros que passaram pelo Ministério da Saúde e da
Educação, dos senhores deputados à Assembleia da República ou altos dirigentes
da Direcção – Geral de Saúde nos últimos dez anos não tiveram acesso a cuidados
de saúde oral? As crianças e jovens sem direitos são os primeiros a sentir o
desprezo que os governos têm para com a saúde oral. Se os governantes
tivessem algum interesse, todos os cheques-dentista teriam sido usados;
infelizmente não é esse o interesse dos governantes nem da Direcção – Geral de
Saúde.
segunda-feira, 6 de março de 2017
694. Março é o mês da saúde oral
Para assinalar o Dia
Mundial da Saúde Oral, que se celebra no dia 20 de Março, a Colgate, em
parceria com a Associação Portuguesa de Higienistas Orais, irá promover a 17ª
edição da “Missão Saúde Oral”, durante os meses de março e abril. O objetivo é
sensibilizar a população para a importância da saúde oral e da adoção de boas
práticas de higiene oral através da promoção dos 4 passos: escovagem com
dentífrico fluoretado pelo menos duas vezes ao dia, uso do elixir, utilização
do fio dentário e visita regular ao dentista/higienista.
Desde o ano 2000 que
a Colgate promove este evento e nestes 17 anos já foram oferecidos mais de
130.000 check-ups dentários. Este ano a marca líder em higiene oral volta a
colocar na rua, e por mais dias, a carrinha-consultório itinerante que passará
não só por Lisboa e Porto, como no ano passado, mas também por
Coimbra,oferecendo check-ups dentários gratuitos e fazendo o
aconselhamento personalizado, sobre os hábitos diários de higiene oral, por
profissionais de saúde oral. Estes check-ups terão lugar igualmente em
hipermercados nacionais, de norte a sul do país. Existe ainda a possibilidade
de quarenta portugueses usufruírem de 100€ em tratamentos dentários. Para isso
basta aceder ao site da Colgate – www.colgate.pt – e participar no passatempo respondendo a
um quiz sobre higiene oral.
Apesar da promoção
deste tipo de campanhas de sensibilização, os estudos indicam que ainda há uma
grande margem para melhorar os cuidados de saúde oral dos portugueses. Exemplo
disso é o facto de os profissionais de saúde oral recomendarem a troca de
escova de dentes pelo menos de três em três meses, mas os portugueses apenas
comprarem escovas de dentes, em média, duas vezes por ano. Outro indicador
é o facto de apenas36% dos lares portugueses ter comprado elixires, pelo
menos uma vez num ano. Quanto à população infantil, estudos recentes
concluíram que quase metade das crianças com idades entre os 2 e 7 anos não
escovam corretamente os seus dentes (não escovam os dentes durante tempo
suficiente; apenas escovam os dentes da frente), existindo consequentemente uma
diminuição da saúde oral das crianças portuguesas, o que acarreta uma elevada
incidência de cárie dentária nestas idades.(…)
Calendário
Carrinha-consultório itinerante Missão Saúde Oral
LISBOA:
- 7/Março | C.C. Colombo (entrada principal) com a presença da Embaixadora desta edição da “Missão Saúde Oral”, Carolina Patrocínio.
- 8/Março | Praça Luís de Camões
- 9/Março | Terreiro do Paço
- 10/Março | Jumbo Cascais
- 11/Março | Gare de Oriente
- 12/Março | Campo Pequeno
- 13/Março | Campo Grande
PORTO:
- 14/Março | Campanhã
- 15/Março | São Bento
- 16/Março | Rua de Santa Catarina
- 17/Março | Av. França (Casa da Música)
COIMBRA:
- 18/Março| Praça da República
- 19/Março | Largo da Portagem
- 20/Março | CC Gira Solum (Rua João Deus Ramos)
domingo, 19 de fevereiro de 2017
693. Cuidados de saúde oral vão ser alargados a todos os utentes do SNS
Menos de um ano
depois, o Governo vai expandir a experiência-piloto de ter dentistas nos
cuidados primários. Uma norma publicada esta quarta-feira pela Direção-Geral da
Saúde adianta que a assistência em saúde oral vai deixar de ser garantida
apenas às pessoas mais vulneráveis e a incluir todos os utentes das unidades
que fazem parte do grupo experimental.
Nos 13 centros
de saúde do Alentejo (Montemor-o-Novo e Portel) e da Região de Lisboa e Vale do
Tejo (Monte da Caparica, Moita, Fátima, Salvaterra de Magos, Cartaxo, Rio
Maior, Azambuja, Alenquer, Arruda dos Vinhos, Lourinhã e Mafra-Ericeira) todos
os utentes inscritos podem agora aceder ao dentista. A consulta é pedida pelo
médico de família.
No ano passado,
quando tive início o projeto-piloto, os cuidados de saúde oral estavam
limitados aos utentes considerados mais vulneráveis. No caso, com diabetes,
cancro, doenças cardíacas ou respiratórias, insuficiência renal ou sujeitos a
transplante. Ao todo, 3396 doentes foram encaminhados para o dentista e foram
realizadas 5316 consultas de saúde oral.
A oferta de
cuidados dentários nos centros de saúde, que exclui todas as intervenções
estéticas, vai continuar a ser avaliada para a eventual extensão a todas as
unidades de cuidados primários do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e assim a
toda a população. A ausência de dentistas nos serviços de saúde do Estado tem
sido sempre referida como uma das fragilidades do SNS.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017
692. Entidades privadas: 80 % cobram serviços fictícios de medicina oral
Aos 58 anos, a procuradora Leonor
Furtado orgulha-se de uma carreira dedicada ao combate à corrupção. Passou por
Timor-Leste, pelo Ministério do Ambiente, pelo Tribunal de Contas, pelo
Conselho da Europa e pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal.
Desde 2015 que se dedica a descobrir de quantas formas se pode enganar o Estado
à custa das doenças: é inspectora-geral das actividades em saúde, uma área onde
as fraudes valem milhões.
Jornal PÚBLICO – Quais as fraudes
na saúde que mais a chocam?
Procuradora Leonor Furtado –
Tanto é fraude um cidadão que adquire óculos de sol para a família toda pedir
comparticipação à ADSE como o caso do médico que prescrevia tantos antibióticos
ao pai idoso que ou já o tinha morto ou então aquilo não era verdade. No ano
passado interviemos na área da saúde oral e do cheque-dentista. Chocou-me
encontrarmos sítios onde não se fazia desinfecção dos instrumentos. Foi uma
acção que visou as cinco maiores entidades privadas da região de Lisboa. Mais
chocante ainda – e aí já raia a fraude – é que em quatro delas tinham sido
facturados ao Estado serviços nunca prestados.
terça-feira, 24 de janeiro de 2017
691. BRAGA: Saúde oral e urbanismo marcam Conselho Económico e Social
A reunião do
Conselho Económico e Social do Município de Braga ficou marcada pelo balanço ao
projeto municipal sobre a saúde oral. O encontro, que teve lugar na sede da
Associação Industrial do Minho, serviu ainda para a autarquia anunciar
novos projetos na área do urbanismo.
«Nesta reunião,
foi apresentado aos parceiros sociais um balanço do projeto "Braga a
Sorrir" – Centro de Apoio à Saúde Oral», disse a fonte, acrescentando que
os indicadores relativos à execução deste projeto inovador [são]
francamente positivos».
Os números
relativos à medida lançada pelo Município de Braga, e que beneficia as
populações em situação de vulnerabilidade socioeconómica, dão conta que, desde
2015, foram abrangidos 1281 beneficiários do projeto. Ao todo foram realizados
9 598 tratamentos, realizadas 7 914 consultas e doadas 252 próteses.
Os responsáveis
pelo projeto distribuíram ainda 2 387 pastas e escovas, sendo que os
serviços envolveram um conjunto de 17 voluntários.
terça-feira, 10 de janeiro de 2017
690. PORTUGAL: Maioria dos adolescentes não usa cheques-dentista
Desde que foi lançado, em 2008, o
programa dos cheques-dentista já chegou a cerca de 2,5 milhões de
pessoas. Mas de acordo com o jornal Público, que cita dados da OMD,
na população mais jovem o programa ainda não teve grande impacto, com
apenas 38% dos jovens com 16 anos a revelar que utilizaram estes cheques
e 43% dos jovens com 18 anos.
De acordo com o bastonário da Ordem dos
Médicos Dentistas, Orlando Monteiro da Silva, a condicionante poderá ser
“o facto de, em ambos os grupos, os cheques terem de ser emitidos pelos
centros de saúde, a pedido do interessado ou por iniciativa do médico
de família. Como este alargamento do programa a estes dois grupos
etários tem sido pouco divulgado, ainda são poucos os utilizadores”.
Segundo os dados da OMD, entre janeiro e
setembro de 2016, cerca de 227 mil pessoas utilizaram os
cheques-dentista, uma taxa de utilização de 83%. As crianças e os jovens
de 7, 10 e 13 anos são as que mais usufruem desta possibilidade (92% do
total).
* * *
O SAUDE ORAL já comprovou que o
cheque – dentista não responde às necessidades das crianças e jovens do país. A notícia
refere que os jovens com acesso ao cheque – dentista é muito reduzida, para além que só as crianças com 7, 10 e 13 anos podem ter acesso aos cuidados de saúde oral. Os
governos mudam, as promessas surgem mas as entidades competentes não dão
resposta às necessidades da esmagadora maioria das crianças e dos jovens.
Portugal continua a ser um país onde
as entidades oficiais continuam a negar o acesso a cuidados de saúde oral à maioria das crianças e jovens, com a conveniência de múltiplos interessados que
persistem em não dar solução ao problema.
quinta-feira, 29 de dezembro de 2016
689. 15 mil crianças aprendem boas práticas de higiene oral
A Colgate acaba de lançar uma nova edição do Programa Escolar
“Sorrisos Saudáveis, Futuros Brilhantes”, em colaboração com a associação Mundo
a Sorrir, chegando a cerca de 15 mil crianças escolarizadas em Portugal, com o
objetivo de fornecer as ferramentas necessárias para a criação de bons hábitos
de saúde oral.
Em Portugal, para a edição deste projeto, a Colgate estabeleceu
uma parceria com o Mundo a Sorrir – Associação de Médicos Dentistas Solidários Portugueses - para apoiar dois dos seus projetos sociais, junto das comunidades
mais desfavorecidas: o projeto Aprender a ser Saudável cujo objetivo é melhorar
os hábitos de higiene oral e de alimentação das crianças do 1.º ciclo de
escolaridade sendo, para tal, implementada a escovagem dentária diária nas
escolas, após o almoço, em contexto de sala de aula, com supervisão do
professor; e o projeto “Dr. Risadas”, direcionado para as crianças dos 3 aos 16
anos de idade comprovadamente carenciadas e apoiadas por instituições de
solidariedade social.
terça-feira, 13 de dezembro de 2016
sexta-feira, 2 de dezembro de 2016
terça-feira, 15 de novembro de 2016
686. LISBOA: Sem-abrigo vão contar com consultas dentárias
As cerca de 800 pessoas que vivem
na rua e que recebem apoio da Câmara Municipal de Lisboa vão passar a contar
com cuidados de saúde oral. Numa primeira fase, irá ser feito um rastreio, para
posteriormente serem realizadas as intervenções dentárias necessárias.
Para a concretização do programa
‘Sorrir não Custa’, foi esta quinta-feira assinado, na Câmara Municipal de
Lisboa, um protocolo entre a autarquia e o responsável pelo projeto. "O
programa deverá arrancar ainda este mês", referiu Mário Almeida, responsável
pelo Programa Municipal para a Pessoa Sem-Abrigo. O objetivo é consultar toda a
população sem-abrigo da capital.
Paulo Varela, médico dentista e
diretor clínico do ‘Sorrir não Custa’, referiu que "muitas pessoas
queixam-se de que não vão a entrevistas de emprego por não terem os dentes em
condições". Para inverter esta situação, o projeto visa "identificar
as pessoas que precisam de ajuda, educá-las a nível da higiene oral e tratá-las
através de implantes dentários, sempre que possível".
No sentido de chegar junto de
toda a população sem-abrigo da capital, o projeto irá contar com o apoio do
Núcleo de Planeamento e Intervenção Sem-Abrigo (NPISA) de Lisboa, num trabalho
articulado com as equipas técnicas de rua, explicou o coordenador do núcleo,
João Marrano.
O vereador dos Direitos Sociais
da autarquia, João Afonso, referiu que não existe uma data para a conclusão do
programa. "A Câmara vai ser um facilitador para implementar este programa,
que não terá custos para o município", frisou.
Correio da Manhã
quarta-feira, 2 de novembro de 2016
685. Médicos dentistas do SNS “sem condições para atender todos” em lista de espera
Centenas de milhares de utentes portugueses encontram-se em lista de espera para
consulta de Medicina Dentária através do Serviço Nacional de Saúde, que conta
com apenas 58 médicos dentistas para a totalidade dos atendimentos. Os
profissionais reuniram este sábado em Aveiro, no 1º Encontro Nacional de
Medicina Dentária do SNS, para debater prioridades no atendimento.
O debate fez parte de uma
iniciativa do Ministério da Saúde teve como objetivo reunir vários médicos
dentistas que exercem no SNS, a fim de analisar as condições de trabalho, as
formas de acesso à consulta por parte dos utentes e a interligação entre os
diferentes níveis de cuidados. “Procuramos criar um consenso relativamente ao
tipo de utentes a quem se deve dar prioridade, porque, com os recursos que
existem, não há condições para atender todos”, afirmou o membro da organização
do evento, José Farias Bulhosa.
As dificuldades no acesso à
consulta sentem-se por todo o país: no Baixo Vouga, por exemplo, há 380 mil
utentes em lista de espera e em Lisboa, há médicos com 200 mil potenciais
utentes a aguardar vez.
Relativamente aos profissionais,
apenas existem 18 médicos-dentistas no continente, 11 na Madeira e 29 nos
Açores, todos sem carreira clínica, uma vez que o Estado os considera técnicos
superiores administrativos.
“A dimensão da solicitação da
patologia oral não é um tipo de consulta em que é feita pela primeira vez, e se
dá alta ao doente. Às vezes, é necessário o agendamento de várias consultas para
o tratar, mas não podemos dizer-lhe para vir passados cinco anos, porque a lista
é bastante grande”, explicou José Bulhosa.
Muitos dos utentes que esperam vez
no SNS são pessoas com fragilidade económica para aceder aos cuidados privados.
Apesar de haver equipamentos, estes encontram-se parados ou subutilizados por
não abrirem vagas para os profissionais.
Os médicos dentistas reconhecem a
atenção dada ao assunto por parte do Governo. Contudo, procuram evitar falhas já
assinaladas a nível dos projetos-piloto anunciados para o Alentejo e Vale do
Tejo. Para tal, pretendem que haja uma coordenação nacional e regional exercida
por pessoas que tenham sensibilidade para a Medicina Dentária, preferencialmente
formadas na área, a fim de chegar às realidades distintas de cada serviço.
Na passada semana, o bastonário da
Ordem dos Médicos Dentistas, Orlando Monteiro da Silva, já tinha apelado à
abertura de vagas dentro do serviço público: “Num país com tantas carências no
acesso à saúde oral, era de particular bom senso aproveitar os médicos dentistas
no subemprego, e colocá-los a servir a população mais necessitada, no âmbito do
SNS.”
Monteiro da Silva falou a
propósito do documento “Números da Ordem 2016”, que comprovou um aumento de 4,6%
no número de profissionais inscritos na Ordem, um crescimento considerado muito
acima das necessidades do país e da recomendação da OMS de um médico dentista
por cada dois mil habitantes”.
sexta-feira, 14 de outubro de 2016
684. Médicas dentistas da ULS Nordeste no 1º Enc. Nac. da Especialidade
As médicas dentistas da Unidade
Local de Saúde do Nordeste participaram, no dia 8 de julho, no 1.º Encontro
Nacional de Medicina Dentária no Serviço Nacional de Saúde, que decorreu em
Aveiro. Esta iniciativa teve como objetivo promover uma discussão e análise "das
condições de trabalho, formas de acesso por parte dos utentes, interligação
entre os diferentes níveis de cuidados e partilha de experiências
organizativas".
Na apresentação efetuada no
evento, a responsável da Medicina Dentária na ULS Nordeste, Dr.ª Susana Silva (à
direita na foto), destacou o trabalho desenvolvido nesta área no distrito de
Bragança, ao nível da prevenção e promoção da Saúde Oral. A dispersão geográfica
(sendo o distrito de Bragança o 5.º maior do País), associada aos problemas ao
nível das acessibilidades e às condições específicas da interioridade são as
principais características do território servido pela ULS Nordeste.
Neste contexto, a equipa,
composta por cinco Médicas Dentistas, assegura esta valência em todos os Centros
de Saúde do distrito de Bragança. O trabalho desenvolvido nesta especialidade é
direcionado para os utentes com idades entre os 3 e os 16 anos inseridos no
Parque Escolar da localidade associada a cada Centro de Saúde. O trabalho
desenvolvido pela ULS Nordeste nesta área tem-se revelado uma mais-valia para a
população-alvo e para o distrito, nomeadamente ao nível do aumento do número de
crianças livres de cárie dentária, diminuição da gravidade da cárie
dentária, maior personalização no
contacto com o
utente, maior facilidade no
acesso à consulta e melhoria da Saúde Pública.
Na sequência da sua
comunicação, a equipa da ULS Nordeste recebeu “rasgados elogios” ao nível do seu
método de trabalho por parte do Dr.
Manuel Oliveira, membro da Comissão da Reforma dos Cuidados de Saúde Primários.
As profissionais da ULS Nordeste foram ainda convidadas a participar no próximo
Congresso dos Médicos Dentistas do SNS do Arquipélago dos Açores, pelo seu
responsável Dr. Ricardo Viveiros Cabral.
sábado, 1 de outubro de 2016
683. Dentistas pedem carreira no SNS dentro de um ano
Por dia 250 utentes estão a ter
consultas nos centros de saúde. Há quem nunca tenha estado num dentista por
falta de dinheiro. O bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas espera que
dentro de um ano o Ministério da Saúde tenha criado a carreira que integra
estes profissionais no Serviço Nacional de Saúde (SNS), dando regras e uma
grelha salarial igual para todos. O projeto-piloto, criado pelo Ministério da
Saúde, arrancou no início do mês em 13 centros de saúde das zonas de Lisboa e Vale
do Tejo e Alentejo. Por dia, são 250 utentes com consulta, pagando sete euros
de taxa moderadora.
"Se o ministério pretende
ter dentistas a exercer no SNS, seja nos centros de saúde ou nos hospitais,
dada a especificidade da profissão, tem de criar uma carreira de médico
dentista. O compromisso para a sustentabilidade do SNS dá início ao processo. A
avaliação da experiência piloto permitirá que sejam dados passos nesse sentido.
Espero que dentro de um ano ela exista", disse ao DN Orlando Monteiro da
Silva, bastonário dos Médicos Dentistas.
A questão já foi abordada com o
ministério e para a Ordem é fundamental que a futura carreira garanta a
independência do dentista, formação continua, trabalho em equipa, idoneidade
dos serviços, grelha salarial igual para todos que tenha como referência o
salário bruto de um médico assistente sénior. A referência dos 13 novos
dentistas do SNS é a carreira de técnico de superior de saúde, com um salário
bruto a rondar os 1500 euros. Mas os poucos que já estavam no SNS recebem
menos.
O bastonário acredita que este
"é um passo histórico" e que a tendência será alargar o projeto. O
Ministério da Saúde explica que a expansão a outros centros de saúde está
prevista, mas que "o número e abordagem do processo está dependente das
avaliações que forem efetuadas". O projeto será avaliado em várias fases,
a primeira no início de 2017.
Ana Filipa Neto é a dentista da
Unidade de Saúde Familiar Monte da Caparica, um dos centros de saúde com projeto-piloto.
Não tem dúvidas do sucesso da medida. "Quando chegam à receção contam como
correu bem, que não deu nada. Uns dizem que foi a primeira vez que foram ao
dentista porque não tinham condições económicas, outros porque têm várias
complicações as clínicas privadas não as atendiam por receio", conta.
Os utentes que atende, todos os
dias da semana entre as 8.00 e as 18.00, são referenciados pelos médicos de
família. Quando a assistente lhes liga "ficam muito contentes e dizem que
esperam por isto há muito tempo". O projeto vem dar cuidados de saúde oral
a doentes crónicos: pessoas com diabetes, cancro, doenças renais, respiratórias
ou cardíacas.
O trabalho de Ana começa com a
pergunta se tem queixas ou dores de dentes, faz-se um raio-x, traça-se o diagnóstico
e o plano de ação. Um trabalho em parceria com outros médicos como
cardiologistas, quando em caso de cirurgia é preciso rever a medicação que o
doente já faz. "Muitos ficam entusiasmados quando pergunto se podemos
começar o tratamento na primeira consulta. Sentimos todos os dias que estamos a
ajudar as pessoas", conta, recordando uma das histórias que mais a marcou
até agora: "Uma senhora, na casa dos 50 anos, que teve vários problemas de
saúde, fez radioterapia, nunca pode ir ao dentista por falta de condições
económicas. Tinha uma infeção, tratamos dos dentes do lado esquerdo. Queria
receitar paracetamol e disse-me que não valia a pena porque não conseguia
pagar".
Para a médica dentista, faz todo
o sentido alargar, no futuro, esta oferta a toda a população. "É preciso
integrar mais médicos dentistas. Se isso se conseguir fico muito contente. Não
são só os pacientes de risco que precisam de cuidados. É toda a
população", afirma.
Ana Maia
sexta-feira, 16 de setembro de 2016
segunda-feira, 12 de setembro de 2016
quarta-feira, 31 de agosto de 2016
680. ESPOSENDE: Parceria garante cuidados de saúde oral a crianças e jovens carenciados do concelho
O Conselho Local de Acção Social
(CLAS) de Esposende estabeleceu parceria com a Clínica Senhora da Saúde, de
Esposende, no sentido de garantir apoio à saúde oral de crianças e jovens de
famílias carenciadas do concelho.
O protocolo com vista à
operacionalização do projeto +Saúde Oral foi formalizado no passado dia 12,
pelo Presidente do CLAS e Presidente da Câmara Municipal de Esposende, Benjamim
Pereira, e pelo Diretor Técnico da Clínica, Thierry Zão da Silva.
Este projeto surge no âmbito da
intervenção da Loja Social de Esposende e pretende responder à frágil situação
económica de algumas famílias, nomeadamente no acesso a serviços de saúde oral,
nomeadamente rastreios e tratamentos médico-dentários.
A Clínica Senhora da Saúde
compromete-se a receber e assistir mensalmente, de forma gratuita, até três
crianças ou jovens com idade inferior ou igual a 18 anos, referenciados e
encaminhados através da Loja Social e que se encontrem em situação de
comprovada carência socioeconómica.
Esta parceria traduz, por um
lado, a singular dinâmica da Loja Social na procura e diversificação de
respostas para a população mais vulnerável do concelho e, por outro, espelha a
responsabilidade social da Clínica Senhora da Saúde e a sua preocupação em
assegurar serviços de saúde oral a crianças e jovens cujos agregados familiares
não possuem capacidade financeira para garantir estes cuidados. Um exemplo que
poderá seguido por outras entidades/empresas que queiram associar-se à Loja
Social na melhoria das condições de vida da população.
terça-feira, 26 de julho de 2016
679. Estado gastaria 280 milhões de euros por ano com medicina dentária para todos em regime convencionado
O Estado precisaria de 280
milhões de euros anuais para dar a todos os utentes acesso a cuidados de
medicina dentária em regime de convenção com consultórios privados, segundo um
estudo da Universidade Nova de Lisboa.
O estudo, a que a agência Lusa
teve acesso, apresentou vários cenários para aumentar o acesso dos portugueses
a cuidados de saúde oral e recomenda que se opte pelo aumento da cobertura
pública através de prestação privada, um regime convencionado como já acontece
noutras áreas (análises clínicas, por exemplo). A aplicação deste regime aponta
para um encargo do Serviço Nacional de Saúde (SNS) de 280 milhões de euros por
ano, o que daria uma despesa de 28 euros por cada português.
O bastonário da Ordem dos Médicos
Dentistas, entidade que encomendou o estudo, refere que "a opção mais
razoável em termos de custos e de equipamentos já instalados" seria
"aproveitar os cerca de 10 mil médicos dentistas que estão distribuídos
por quase sete mil clínicas e consultórios". Em entrevista à agência Lusa,
Orlando Monteiro da Silva, explicou que o custo anual de 280 milhões de euros
permitiria incluir cerca de 90% dos cuidados de saúde para todos os utentes do
SNS. Ou seja, naqueles custos estão contemplados os cuidados e tratamentos mais
frequentes, como extrações, desvitalização ou limpezas.
O bastonário reconhece o peso
económico da medida, admitindo que não seja realizada de forma repentina, mas
sim numa perspetiva gradual, abrindo sucessivamente os cuidados de saúde oral à
população, começando, por exemplo, pelos mais desfavorecidos ou utentes com
patologias crónicas. "Há um caminho gradual que pode ser percorrido. E
deve ser feito, já se perdeu demasiado tempo, com outros custos: o custo de não
fazer nada é muito superior a isto, o custo de ter uma população a evitar
alimentos, o custo do absentismo ao trabalho, de crianças a faltarem à escola,
o custo social de andar desdentado", afirmou.
O estudo de Alexandre Lourenço e
Pedro Pita Barros, da Nova School of Busines & Economics, traçou ainda o
cenário de uma prestação de cuidados de saúde oral integralmente pública, equipando
centros de saúde e contratando médicos dentistas. Para cobrir as necessidades
do país, seria preciso contratar 6.500 médicos dentistas, o que representaria
um encargo anual de 182 milhões de euros, apenas destinados ao pagamento de
salários destes profissionais.
O estudo não realizou outras
contas para este cenário, mas a Ordem dos Médicos Dentistas estima que o valor
triplicaria se fossem contabilizados os gastos com ordenados de assistentes
dentárias, obras de adaptação, custos com equipamentos e manutenção, além dos
consumíveis usados nas consultas. "Quarenta anos depois, o panorama do SNS
mudou radicalmente, com quase sete mil consultórios e clínicas dentárias. O
estudo recomenda não duplicar e procurar que haja uma possibilidade de
aproveitar o investimento privado que está desaproveitado", sintetizou.
Para o bastonário, o caminho
futuro não tem de passar por uma solução integralmente pública ou totalmente
convencionada, podendo haver uma combinação de ambas. Uma dessas possibilidades
de solução mista poderia passar por ter um regime convencionado juntamente com
uma "pequena rede de centros de saúde com médicos dentistas" para
alguns grupos de doentes, como os oncológicos ou insuficientes renais ou outro
tipo de doentes crónicos.
O estudo avalia ainda o cenário
de aumentar a cobertura privada de cuidados de saúde oral através de seguros
com prestação privada, cabendo ao Estado negociar com o setor segurador. De
acordo com os autores, esta hipótese poderia "permitir uma redução do
risco financeiro das famílias" e rentabilizar a oferta privada existente,
mas "o enquadramento político e social é adverso ao recurso ao setor
segurador para assegurar funções do Estado".
O bastonário dos Dentistas vinca
que o país "já esperou" demasiado por um acesso universal de cuidados
de saúde oral, considerando que as decisões políticas devem ser ponderadas com
as bases científicas e técnicas e sem "preconceitos ideológicos" como
pano de fundo.
terça-feira, 5 de julho de 2016
678. Consultas de saúde oral em centros de saúde arrancam a partir de sábado
A partir de sábado começam a ser introduzidas de forma faseada consultas de saúde
oral nos centros de saúde, numa primeira fase dirigida a utentes mais
vulneráveis e a partir de 2017 a todos os utentes inscritos. De acordo com um
despacho esta sexta-feira publicado em Diário da República, a partir de dia 2 de
Julho arrancam as experiências piloto, em alguns centros de saúde da Grande
Lisboa e do Alentejo, para ampliar o Programa Nacional de Promoção de Saúde Oral
(PNPSO).
Numa primeira fase, que decorre
até 31 de Dezembro deste ano, têm acesso a consultas de saúde oral os doentes
portadores de diabetes, neoplasias, patologia cardíaca ou respiratória crónica,
insuficiência renal em hemodiálise ou diálise peritoneal e os transplantados,
inscritos nos Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES) onde decorrem as
experiências piloto. Na segunda fase, a partir de 1 de Janeiro de 2017, em
função da avaliação das necessidades não satisfeitas e dos tempos de espera,
pode o projecto ser alargado a todos os utentes inscritos nos referidos ACES, de
forma faseada e progressiva, dependendo da referenciação pelo médico de
família.
Na zona da Administração
Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, as experiências piloto vão decorrer
nos ACES de Almada-Seixal (Centro de Saúde do Monte da Caparica), Arco
Ribeirinho (Centro de Saúde da Moita), Médio Tejo (Centro de Saúde de Fátima),
Lezíria (Centros de Saúde de Salvaterra de Magos, do Cartaxo e de Rio Maior),
Estuário Tejo (Centros de Saúde da Azambuja, Alenquer e Arruda dos Vinhos) e
Oeste Sul (Centros de Saúde da Lourinhã e de Mafra-Ericeira).
No âmbito da Administração
Regional de Saúde do Alentejo, as experiências piloto realizam-se no ACES
Alentejo Central, designadamente nos Centros de Saúde de Montemor-o-Novo e de
Portel.
Os utentes inscritos nestes
centros de saúde poderão ser referenciados para consultas de saúde oral, na
sequência de decisão do médico de família, devendo o médico que presta a
consulta de saúde oral manter "estreita articulação" com os restantes
profissionais da equipa de saúde familiar. O despacho especifica que os cuidados
de saúde oral incluídos nas experiências piloto incluem apenas os tratamentos
considerados necessários em termos clínicos, deixando de forma intervenções de
natureza estritamente estética.
Actualmente, no âmbito do
PNPSO, beneficiam do cheque-dentista, crianças e jovens com idade inferior a 18
anos, grávidas em vigilância pré-natal no Serviço Nacional de Saúde, idosos
beneficiários do complemento solidário e utentes infectados com o vírus do
VIH/Sida. O PNPSO é revisto pela Direcção-Geral da Saúde até ao dia 29 de Julho
de 2016.
sexta-feira, 24 de junho de 2016
677. MIGUEL STANLEY: Há consultórios com 16 consultas diárias; os gestores conspurcam o conceito de medicina dentária.
A celebrar 20 anos de profissão e
associado de várias organizações estrangeiras, Miguel Stanley deixa vários
alertas e fala dos benefícios do serviço público.
O governo anunciou que pretende reforçar os centros de saúde
com médicos dentistas. Este é um passo importante?
Existem vários tipos de medicina dentária: de urgência, de cuidados
básicos e de reconstrução total. A introdução da medicina dentária no SNS é muito
bom para os portugueses. Os tratamentos mais simples devem estar no SNS. Eu
exijo que os meus impostos sejam aplicados para ajudar os portugueses que estão
a sofrer com problemas básicos.
O que são os cuidados básicos?
A restauração, a desvitalização simples, o branqueamento dentário,
próteses removíveis. Isso acredito que o SNS pode garantir sem grandes custos.
Acima desta escala, caso das desvitalizações complexas, reconstrução de
gengivas, implica equipamento e stocks de material mais caros.
Quanto custa montar o consultório de medicina dentária?
Para montar um consultório licenciado, com todas as regras, o custo
por gabinete é tremendo. São precisas várias certificações e equipamento para
os cuidados mais básicos e para os tratamentos mais complexos. Se tirar o valor
da renda, decoração e os custos com os recursos humanos, montar um consultório
pode chegar aos cem mil euros. Pode ficar mais barato sem raio-X panorâmico ou
TAC, que considero fundamental para fazer implantes dentários. O médico dentista
quase que é obrigado a trabalhar a vertente mais cara para poder ter uma
clínica aberta. Existem mais de cinco mil clínicas, que têm de fazer face à
concorrência e a um mercado cada vez mais agressivo.
Quais os efeitos da competição?
O negócio em Portugal é 100% privado, o que leva a que muitas vezes o
único foco seja o lucro. Pode ser que haja sobrevenda do aspeto estético versus
os cuidados básicos. Se existem tantos dentistas e sem apoio do Estado, isto
pode acontecer. Se existirem cuidados básicos no SNS, e com isso regulamentação
estatal, pode ser bom para o negócio pois as pessoas já não chegam reféns dos
problemas básicos.
Mas existe regulamentação que os consultórios têm de cumprir.
Nos negócios de medicina dentária só se pode investir ou poupar em
três coisas: materiais, médico dentista e tempo da consulta. Para muitos a
única forma de sobreviver é poupar no médico dentista, no preço dos materiais -
desde que estejam reconhecidos pelo Infarmed e dentro da validade é aceitável -
e no tempo das consultas. Existem consultórios com 16 consultas por dia. Os
gestores conspurcam o conceito de medicina dentária. A qualidade e a excelência
vêm através do tempo. Acho fundamental a existência de medicina dentária no SNS
e que o tempo médio de consulta seja de uma hora para que o SNS, que é pago com
os nossos impostos, possa ensinar a qualidade do ato do médico às pessoas.
Quais os riscos de consultas com menos tempo? É um problema de
falta de higiene?
Esta é a minha nova batalha. Quando as pessoas perguntam nas clínicas
e consultórios qual o preço de determinado tratamento, devem também perguntar
quanto tempo vão gastar com elas. A média nacional de tempo por consulta em
Portugal é de 30 minutos. As pessoas fazem mais consultas e depois acabam por
perder o dente. As seguradoras pagam por ato e o mesmo valor a todos. Não há
incentivo à qualidade. Não é um problema de falta de higiene.
Como é que o SNS pode mudar isso?
Entendo que o SNS vai aumentar a fasquia da qualidade em relação ao
tempo por consulta. As guidelines dizem que o tempo médio de desinfeção entre
consultas deve ser entre oito e dez minutos. Não posso dizer que o fazem ou
não, mas espero que o façam. Não tenho indicação de falhas, mas é um alerta.
Ana Maia
terça-feira, 31 de maio de 2016
676. Conceptsmile
Dentisteria
Operatória: é a área da Medicina Dentária que está relacionada com as
restaurações dos dentes cariados. Estas restaurações hoje em dia são altamente
estéticas em que a cor da restauração é igual á do dente, melhorando assim o
seu aspecto.
Endodontia:
A endodondia (Desvitalização) é o procedimento médico a ser executado quando a
lesão cárie atinge a polpa dentária, (vulgarmente conhecida por Nervo). ou por
outro motivo e a polpa necrosa, temos que proceder à sua remoção total
eliminando assim as bactérias presentes no canal e posteriormente fazer a
obturação/preenchimento dos mesmos.
Cirurgia
Oral: Esta área inclui um vasto leque de tratamentos, desde a
extracção de dentes, simples e complexas, apicetomias, remoção de quistos,
cirurgia pré-protética quando necessário e ainda regeneração óssea, quando
existe osso insuficiente que impossibilita a colocação de implante.
Branqueamento
Dentário: é um tratamento estético, que pode ser efectuado quando há
poucas restaurações. Trata-se de um clareamento da superfície dentária através
do contacto de substâncias activas. O branqueamento externo pode ser feito em
casa através de umas moldeiras ou no consultório. Cada um deles tem as suas
indicações e contra indicações e como tal deve-se aconselhar com o seu médico
dentista.
Um dente desvitalizado e escurecido também pode ser branqueado
através do branqueamento interno.feito no consultório.
Peridontologia:
é a área responsável pela prevenção, diagnóstico e tratamento das doenças das
gengivas e das estruturas de suporte dos dentes. A gengivite é uma situação
clínica muitas vezes relacionada com a inflamação gengival e sangramento. É
reversível aquando da remoção do agente agressor (Bactérias). A periodontite é
resultado da acumulação da placa bacteriana calcificada (Tártaro) originando
assim perda de suporte ósseo envolta do dente, que origina mobilidade dentária
e por vezes perda precoce de dentes.
Prótese
Removível: A prótese removível é uma solução que poderemos utilizar
quando não é possível reabilitações fixas (implantes ou prótese fixa). Estas
próteses podem ser de dois tipos: Acrílicas (Apoiadas directamente na gengiva)
ou Esqueléticas (apoiadas em dentes e tem uma base metálica).
Odontopediatria:Esta
área reservada às crianças. O principal objectivo é prevenir as cáries e para
isso podemos colocar Selantes de Fissura na superfície oclusal do dente sem
cárie de maneira a esta ficar mais lisa. Nesta consulta é importante também
explicar à criança as técnicas de escovagem, aplicação tópica de flúor e fio
dentário.
Implantologia:
especialidade da medicina dentária que está em constante evolução e também
apresenta uma grande taxa de sucesso. O implante é um dispositivo de titânio
que não é mais do que uma raiz artificial, permitindo a substituição de um ou
mais dentes, contribuindo para uma melhor mastigação, fonética e estética.
Posteriormente à fase da colocação do implante que é completamente indolor
através da técnica anestésica, avançamos para a fase protética, isto é,
colocação do dente.
Ortodontia:
Esta área tem por objectivo diagnosticar, prevenir e tratar irregularidades
dento-faciais (“dentes tortos”) que impedem a correcta oclusão. Nesta área são
utilizados aparelhos fixos (brackets metálicos ou estéticos) ou removíveis que
desta forma vão corrigir estes problemas estabelecendo assim uma harmonia
estética do sorriso e promover a saúde do sistema mastigatório pela
movimentação dentária e orientação do crescimento ósseo.
Prótese
Fixa: As próteses fixas são estruturas cerâmicas fixas ao dente. Esta
solução destaca- se sobretudo pela alta estética, resistência e conforto.
Existem coroas e pontes. As coras colocam-se quando um dente está muito
destruído e assim dar-lhe maior resistência. As pontes são indicadas para casos
de inexistência de um ou mais dentes, fixando-se um ou mais dentes artificiais
aos adjacentes, reproduzindo a estética de dente natural.
sábado, 14 de maio de 2016
675. Plano de Reformas: Médicos alertam para constrangimentos na Saúde
O Plano Nacional de Reformas,
apresentado na quinta-feira pelo Governo, prevê, entre outras medidas,
rastreios oftalmológicos em 28 agrupamentos de centros de saúde (ACES) e
consultas dentárias gratuitas no âmbito de projetos-piloto em desenvolvimento.
Em declarações à Lusa, o
bastonário José Manuel Silva considerou "positivas" estas duas
medidas, destacando a inclusão da medicina dentária e da estomatologia nos
cuidados primários do SNS.
"Saudamos a medicina
dentária nos cuidados de saúde primários. Saudamos os rasteiros oftalmológicos
que vão ser implementados, mas devem ser feitos com médicos e médicos dentistas
do SNS", disse José Manuel Silva, defendendo ainda uma carreira de
medicina dentária/ estomatologia nos cuidados de saúde primários dentro do SNS.
O bastonário reconheceu ainda que
o próprio Estado contribui para a saída de médicos para o setor privado, ao
"pagar mais aos médicos do setor privado que trabalham para o SNS".
"Vemos com muita
preocupação, a manter-se para o setor publico a filosofia do 'entra um, saem
dois' ou 'saem dois, entra um'. Ainda recentemente se falou muito de infeções
hospitalares, e percebemos todos que há uma dramática carência de meios humanos
nos hospitais. Reforçar a contratação de enfermeiros e assistentes técnicos e
operacionais não está previsto, aparentemente, e isso vai continuar a colocar
constrangimentos ao funcionamento", afirmou.
José Manuel Silva chamou ainda a
atenção para a necessidade de as medidas que estão previstas no Plano Nacional
de Reformas não serem feitas através de 'outsourcing'.
"Vamos ver como a experiência
piloto vai ser implementada e depois como vai ser analisada, mas é positivo,
tem sido uma lacuna [ausência] da medicina dentária no SNS", frisou.
domingo, 1 de maio de 2016
674. O Meu Dentista: reclame o seu crédito até 9 de março
A DECO tem conhecimento de que a
clínica dentária O Meu Dentista (DIZIN – Saúde, S.A), a operar em todo o País,
atravessa um Processo Especial de Revitalização (PER). Uma análise às
reclamações apresentadas pelos consumidores permitiu concluir que grande parte
dos tratamentos orçamentados e contratados foi celebrada através do
financiamento da Popular Servicios Financieros. Em muitos casos, há tratamentos
que não chegaram a ser cumpridos, motivo pelo qual os consumidores mantêm um
contrato de crédito ativo.
Estamos perante um crédito ao
consumo coligado com o contrato de prestação de serviços. Nestas situações de
incumprimento contratual, os consumidores devem reclamar junto da instituição
financeira – ou seja, a Popular Servicios Financieros –, uma vez que podem
opor-se ao pagamento das prestações. Os consumidores que detenham estes
créditos coligados deverão fazer chegar aos nossos contactos uma cópia das suas
reclamações, para mediarmos o conflito junto da Popular Servicios Financieros.
Quanto aos consumidores que
contrataram e pagaram diretamente à clínica dentária tratamentos que não lhes
foram prestados e pelos quais não foram reembolsados, deverão reclamá-los junto
do administrador judicial provisório. A carta-tipo que disponibilizamos estápreparada para esse efeito. Deve ser enviada registada e com aviso de receção,acompanhada com uma cópia de toda a documentação relevante.
Esta carta deve ser endereçada
até dia 9 de março para o Dr. Carlos Cintra Coimbra Torres, Av. 25 de Abril de
1974, 23 - 1.º A, 2795-197 Linda-a-Velha, no âmbito do processo n.º
2918/16.0T8SNT, que corre os seus termos na Secção de Comércio – J5 de Sintra –
da Comarca de Lisboa Oeste.
segunda-feira, 18 de abril de 2016
673. Em Portugal, 50% população idosa não tem um único dente
Os dados são da Organização Não Governamental (ONG) “Mundo a Sorrir”, no âmbito do
Projeto Sorrisos Porta em Porta que, durante cerca de quatro anos, promoveu a
melhoria dos índices de saúde oral. Este projeto ajudou à diminuição do risco de
infeções periodontais e patologias orais, bem como a prevenção de infeções ou
patologias associadas a próteses dentárias na terceira idade. O projeto foi
inovador em Portugal e na Europa, nasceu no Porto, em 2012 e associa-se ao novo
consórcio Porto4Ageing, criado no âmbito da recente candidatura da região do
Porto à classificação de Sítio de Referência Europeu na Área do Envelhecimento
Ativo e Saudável.
De acordo com o médico dentista,
fundador da ONG Mundo a Sorrir, Miguel Pavão, “a grande maioria da população crê
que a perda de dentes é uma consequência natural e inevitável da idade, ideia
errada que deriva dos exemplos que temos de familiares e amigos idosos. As
principais causas para este fenómeno são o culminar de pouco investimento em
saúde e saúde oral, associada a uma reduzida rotina de cuidados de higiene
oral”. Miguel Pavão afirma ainda que “A saúde oral na terceira idade é um
problema negligenciado que influencia negativamente a qualidade de vida dos
idosos e que tem repercussões negativas na saúde geral. É manifesto que uma
débil saúde oral tem consequências no relacionamento interpessoal. Pessoas com
uma boca saudável são pessoas com uma maior auto estima. É por isso que projetos
como o Sorrisos Porta em Porta são tão necessários e é preciso continuar a
apostar neste população alvo, pois os mais de 15 mil beneficiários e 300
instituições abrangidos pelo projeto demonstram que não podemos parar e, neste
sentido, estamos a preparar uma nova candidatura para este fim”.
Através de uma abordagem
preventiva e de caráter formativo, o Projeto visou a sensibilização e
consciencialização para o facto de que envelhecer não significa uma diminuição
do bem-estar. Miguel Pavão explica que “a saúde oral na terceira idade consiste
na manutenção dos dentes e estruturas adjacentes saudáveis, mantendo-se saúde,
função e estética na sua plenitude e que proporciona bem-estar e qualidade de
vida ao indivíduo”. Estes objetivos foram conseguidos através de ações de
promoção de saúde, rastreios orais aos idosos, formação aos profissionais,
encaminhamento para realização de intervenções, monitorização de lesões e o
ajuste de próteses, entre outros.
Em 2012, o Projeto Sorrisos Porta
em Porta recebeu o 1.º Lugar no prémio CIS-Porto, após a sua implementação no
Porto. Um ano depois, em 2013, a Mundo a Sorrir ampliou o projeto a Portugal
Continental, tendo sido distinguida com o 1.º Lugar no prémio BPI Séniores. Em
2014, passou a receber o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian e da empresa VOCO
GmbH.
A Organização Mundial de Saúde
(OMS) estima que, até 2025, a faixa etária que compreende os indivíduos com
idade igual ou superior a 65 anos seja aquela com maior crescimento. A OMS deixa
também o alerta para o facto de milhões de idosos espalhados pelo mundo não
estarem a receber os cuidados orais necessários devido à falta de
conscientização dos Governos para este problema.
quinta-feira, 7 de abril de 2016
672. Médicos dentistas defendem novo programa de saúde oral na Madeira
A delegação da
Madeira da Ordem dos Médicos Dentistas defendeu hoje, no Funchal, que o Governo
Regional deve retomar o programa de informação e promoção da saúde oral, face
ao aumento do número de crianças com cáries dentárias.
"Temos, de
algum modo, de investir na área da informação e da promoção da saúde oral, não
só nas escolas, mas também na informação aos pais. Não podemos perder aquilo
que durante 15 anos fizemos nas escolas da região", disse o presidente da
delegação da Ordem dos Médicos Dentistas, Gil Alves, após um encontro com o
secretário regional da Saúde, João Faria Nunes.
O programa de
promoção da saúde oral na Região Autónoma da Madeira encontra-se suspenso e a
Ordem dos Dentistas reconhece que, no caso de ser retomado, deverá aplicar-se
uma nova metodologia, não por falta de recursos humanos, mas sim financeiros.
Gil Alves
sublinhou que há registo de um aumento no índice das enfermidades, sobretudo
cáries e doenças gengivares, e lamentou que a comissão, criada pelo anterior
Governo Regional, no âmbito da intervenção precoce no diagnóstico do cancro
oral, não tenha continuidade.
"Vemos cada
vez mais, na nossa prática clínica, crianças de 3 e 4 anos com lesões da doença
cárie dentária", alertou Gil Alves, realçando: "constrange-nos
estarmos só a fazer o tratamento da doença e não a evitar que ela possa
surgir".
O presidente da
delegação da Madeira da Ordem dos Médicos Dentistas disse, ainda, que o
secretário regional se mostrou recetivo às preocupações, tendo inclusive comunicado
que vai nomear um profissional da área da medicina dentária para o coadjuvar na
implantação das medidas ao nível saúde oral na Região.
* * *
Os programas de
saúde oral devem ser feitos tendo em conta os recursos disponíveis. O Serviço
Nacional de Saúde deverá contemplar meios físicos, humanos e financeiros que
permitam integrar a saúde oral nos centros de saúde e nas unidades de saúde
familiares. O sector privado, ao longo de mais de trinta anos, ainda não
contribuiu para solucionar o problema do desigual acesso dos portugueses a
cuidados de saúde oral e tem usado, em larga escala, recursos públicos de forma
muito duvidosa nos resultados finais obtidos.
Compete às
autoridades públicas o dever de integrar a saúde oral no Serviço Nacional de Saúde
e garantir a igualdade de acesso de todos os portugueses aos cuidados de saúde
oral.Por exemplo, não se pode
continuar a permitir que uma pessoa possa assumir comportamento de riscos e
contrair determinadas doenças e dessa maneira tenha um acesso privilegiado aos
cuidados de saúde oral; é preciso colocar um ponto final nessa discriminação tão
negativa para tantos milhões de portugueses.
domingo, 13 de março de 2016
671. PORTUGAL: Só há 20 dentistas para todos os hospitais e centros de saúde
Todos os anos formam-se, em média, em Portugal entre 500 a 600 médicos dentistas.
Mas para quem sai da faculdade, as opções são basicamente duas: a medicina
privada ou a emigração. A saúde oral ainda é uma realidade muito limitada do
serviço público. Nos centros de saúde trabalham cerca de 20 dentistas. Ou seja,
um para cada meio milhão de utentes. Pela primeira vez um governo assumiu que
esta é uma prioridade e até ao final do ano arrancam experiências-piloto com
dentistas nos cuidados de saúde primários. A proposta da Ordem dos Médicos
Dentistas foi entregue ontem ao Ministério da Saúde.
Dos 20 médicos dentistas a
trabalhar para o SNS, a maioria está na região de Lisboa e Vale do Tejo, seis no
agrupamento de centros de saúde transmontano, dois na zona centro e um no
Algarve. O projeto-piloto está direcionado para responder às necessidades de uma
população economicamente mais desfavorecida e com doenças crónicas. Mas no
futuro, o que se pretende é que estes cuidados básicos, como destartarização,
desvitalização, extração de dentes ou próteses, possam chegar a todos pelo
serviço público.
"É disto que grande parte da
população precisa e que são os cuidados mais procurados. Saudamos a iniciativa
do Governo, que a concretizar-se é um avanço enorme no acesso a cuidados básicos
de saúde oral. Será cumprir os requisitos do SNS na equidade do acesso", diz ao
DN Orlando Monteiro da Silva, bastonário dos Médicos dentistas. Até agora, uma
parte da população - grávidas, crianças e jovens, idosos com complemento
solidário e doentes com VIH - tem tido acesso a estes cuidados através do
cheque-dentista, "que é importante que se mantenha, pois tem tido ganhos em
saúde consideráveis", diz o bastonário. No ano passado foram emitidos 545 mil
cheques-dentista e utilizados 413 mil. Em março entrará em vigor o alargamento
do projeto aos jovens com 18 anos. Em entrevista ao DN Henrique Botelho,
coordenador da Reforma para os Cuidados de Saúde Primários, explicou que este é
um projeto que vai continuar.
A Organização Mundial de Saúde
recomenda um médico dentistas para cada 2500 habitantes. Portugal mais que
cumpre, mas apenas no setor privado, onde existem mais de cinco mil clínicas: um
dentista para cada 1236 habitantes. O país tem 8500 dentistas registados na
Ordem e outros 1200 estão a trabalhar fora do país, sobretudo em Inglaterra
(59%) e França (12%). Mas a oferta traduz-se em cuidados? "Mais de 50% da
população não tem acesso a cuidados básicos. Um parte importante não os consegue
pagar e um seguro de saúde que garanta esta especialidade é caro", refere,
considerando que "deve existir um médico dentista por centro de saúde e nos
maiores mais do que um profissional".
Desde a sua criação que o SNS
nunca teve cuidados de saúde oral. "Primeiro não havia muitos profissionais,
depois foi uma opção política, possivelmente achou-se que não era fundamental.
Há a perceção que é uma especialidade que não é barata, que são precisos
recursos financeiros para equipar os espaços. É lamentável que existam
equipamentos nos cuidados de saúde primários que nunca tenham sido
aproveitados", lamenta.
Para Rui Nogueira, presidente
da associação dos médicos de família, ter dentistas nos centros de saúde deve
ser "prioridade máxima", sugerindo duas formas de o fazer: "um ter é médicos
dentistas nos quadros dos centros de saúde, a outra é fazer convenções com os
consultórios e garantir acesso direto. Temos de nos perguntar se este é um
serviço fácil de instalar e de manter? Um sistema de convenção pode garantir uma
resposta mais rápida e com menos custos. Nos centros de saúde mais periféricos e
isolados poderíamos ter o serviço. As duas soluções podem funcionar em
conjunto". O médico diz ainda que seria fundamental ter higienistas orais em
todos os centros de saúde.
Outra prioridade, aponta
Orlando Monteiro da Silva, são médicos dentistas nos hospitais públicos para
fazer equipa com os estomatologista, uma especialidade que conta com 167
profissionais a trabalhar no SNS. "Mais de 80% tem mais de 50 anos. É preciso
pensar a prazo em equipas mistas se quisermos dar uma cobertura
multidisciplinar. Precisamos de ter equipas nos hospitais para tratar traumas,
doentes operados, hemofílicos, doentes profundos que precisam de anestesia para
tratamentos dentários, cancro oral", afirma.
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