quarta-feira, 18 de setembro de 2013
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
624. ENTREVISTA: Dentistas brasileiros em Portugal
No início da década de 1990, uma das categorias
de imigrantes brasileiros que ficou mais conhecida era a dos "dentistas em
Portugal". Munidos de seus diplomas, alguns dentistas brasileiros mudaram-se
para Portugal e passaram a exercer lá a sua profissão, um mercado mais
favorável. Na época, havia um acordo entre Portugal e Brasil que estabelecia a
equivalência direta entre todos os diplomas universitários do Brasil e de
Portugal. O fluxo migratório de dentistas brasileiros incomodou tanto os
dentistas portugueses que até a legislação foi alterada.
Foi sobre esse assunto que a revista Com
Ciência conversou com Igor José de Renó Machado, antropólogo, doutorando em
Ciências Sociais (IFCH/Unicamp) e pesquisador do Centro de Estudos de Migrações
Internacionais (CEMI). A pesquisa de doutorado de Machado enfoca as
diferentes visões produzidas em Portugal sobre os brasileiros. Nessas visões,
Machado percebe uma associação entre o estereótipo da malandragem brasileira com
a figura dos dentistas imigrantes.
Com Ciência - Resuma para nós o que você
conhece do problema dos dentistas brasileiros em Portugal.
Igor Machado - Por volta de 1991 a APMD, a Associação Profissional de Médicos Dentistas de Portugal, começa a reclamar da presença de dentistas brasileiros ilegais em Portugal. Esse órgão é o que regulamenta a profissão de médico dentista em Portugal e, para exercer a profissão, é necessário ser associado. Portanto, é ela quem concede a equivalência de diplomas. O caso é que as formações de brasileiros e portugueses têm diferenças (que para portugueses são significativas e para os brasileiros não). Diante do impasse diplomático, já que o acordo Cultural Brasil-Portugal, de 7 de setembro de 1966, no seu artigo XIV, regulamenta a equivalência de diplomas de profissionais brasileiros e portugueses, o governo português baixa uma Portaria legalizando administrativamente a prática de cirurgiões dentistas brasileiros em Portugal. A Portaria 180-A/92, de junho de 1992 equiparava dentistas brasileiros a técnicos e permitia-lhes o exercício da profissão e, como não eram médicos dentistas, estavam vinculados ao ministério da saúde e não à APMD. A fragilidade dessa portaria foi contestada judicialmente pela APDM em 16/04/1993, e todos os cirurgiões dentistas brasileiros estavam sendo citados pessoalmente em processos individuais. Em 1998, época do meu primeiro contato com os dirigentes da ABOP, estava em trânsito uma discussão na assembléia para tentar resolver o caso dos dentistas, enquanto o processo corria na justiça.
Igor Machado - Por volta de 1991 a APMD, a Associação Profissional de Médicos Dentistas de Portugal, começa a reclamar da presença de dentistas brasileiros ilegais em Portugal. Esse órgão é o que regulamenta a profissão de médico dentista em Portugal e, para exercer a profissão, é necessário ser associado. Portanto, é ela quem concede a equivalência de diplomas. O caso é que as formações de brasileiros e portugueses têm diferenças (que para portugueses são significativas e para os brasileiros não). Diante do impasse diplomático, já que o acordo Cultural Brasil-Portugal, de 7 de setembro de 1966, no seu artigo XIV, regulamenta a equivalência de diplomas de profissionais brasileiros e portugueses, o governo português baixa uma Portaria legalizando administrativamente a prática de cirurgiões dentistas brasileiros em Portugal. A Portaria 180-A/92, de junho de 1992 equiparava dentistas brasileiros a técnicos e permitia-lhes o exercício da profissão e, como não eram médicos dentistas, estavam vinculados ao ministério da saúde e não à APMD. A fragilidade dessa portaria foi contestada judicialmente pela APDM em 16/04/1993, e todos os cirurgiões dentistas brasileiros estavam sendo citados pessoalmente em processos individuais. Em 1998, época do meu primeiro contato com os dirigentes da ABOP, estava em trânsito uma discussão na assembléia para tentar resolver o caso dos dentistas, enquanto o processo corria na justiça.
Com Ciência - A associação dos dentistas
brasileiros é relevante em Portugal?
Machado - A importância da movimentação dos dentistas brasileiros é tanta que em 1994, os governos brasileiro e português começaram negociações para resolver as "pendências diplomáticas". Entre essas negociações, estava a intenção de renegociar o Acordo Cultural Luso-Brasileiro, momento em que o governo brasileiro impôs a condição do reconhecimento dos 416 dentistas brasileiros processados pela APMD. O problema agravou-se devido ao fato da CLAD (Comitê de Ligação da Arte Dentária da União Européia), órgão que regula a equivalência dos currículos de médico dentista na Europa, ter ameaçado o governo português com uma queixa ao Tribunal de Justiça Europeu, caso Portugal reconheça os dentistas brasileiros como médicos dentistas. Por fim, em 1999 as associações brasileira de odontologia e portuguesa de estomatologia (o equivalente a nossa "odontologia"), pressionadas pelas respectivas diplomacias nacionais, conseguem chegar a um acordo que resolveu o problemas destes dentistas, além de forçar a escrita de um novo acordo cultural que passa a contemplar as situações como as dos dentistas brasileiros. O novo tratado prevê que concessão de equivalência de diplomas é um problema das respectivas associações profissionais dos dois países. Tendo conquistado seus objetivos, a associação portuguesa admitiu que os dentistas filiados à ABOP fossem integrados à ordem portuguesa, mediante um cronograma suave de cursos de adaptação dos currículos.
Machado - A importância da movimentação dos dentistas brasileiros é tanta que em 1994, os governos brasileiro e português começaram negociações para resolver as "pendências diplomáticas". Entre essas negociações, estava a intenção de renegociar o Acordo Cultural Luso-Brasileiro, momento em que o governo brasileiro impôs a condição do reconhecimento dos 416 dentistas brasileiros processados pela APMD. O problema agravou-se devido ao fato da CLAD (Comitê de Ligação da Arte Dentária da União Européia), órgão que regula a equivalência dos currículos de médico dentista na Europa, ter ameaçado o governo português com uma queixa ao Tribunal de Justiça Europeu, caso Portugal reconheça os dentistas brasileiros como médicos dentistas. Por fim, em 1999 as associações brasileira de odontologia e portuguesa de estomatologia (o equivalente a nossa "odontologia"), pressionadas pelas respectivas diplomacias nacionais, conseguem chegar a um acordo que resolveu o problemas destes dentistas, além de forçar a escrita de um novo acordo cultural que passa a contemplar as situações como as dos dentistas brasileiros. O novo tratado prevê que concessão de equivalência de diplomas é um problema das respectivas associações profissionais dos dois países. Tendo conquistado seus objetivos, a associação portuguesa admitiu que os dentistas filiados à ABOP fossem integrados à ordem portuguesa, mediante um cronograma suave de cursos de adaptação dos currículos.
Com Ciência - Qual a reação da mídia
portuguesa a essa disputa?
Machado - Parte da mídia portuguesa misturou desinformação, sensacionalismo e preconceito e parte procurou informar corretamente sobre os problemas. O fato é que ambas as associações estavam em guerra declarada, o que implicava na divulgação de informações caluniosas dos dois lados. Não vi nenhum trabalho sério que procurasse averiguar as afirmações de ambas as partes (como conferir quais são, de fato, as diferenças de formação entre brasileiros e dentistas). Mas as reportagens preconceituosas, que relacionavam os dentistas a estereótipos sobre o brasileiro malandro, espertalhão foram as que mais se destacaram, claro. Elas, por um lado, sensibilizaram a mídia brasileira que deu destaque ao preconceito da cobertura na mídia portuguesa e, por outro, rentabilizaram a posição dos dentistas, que podiam dizer que o seu caso era um caso de defesa da imagem do Brasil, contra os preconceitos, etc.
Machado - Parte da mídia portuguesa misturou desinformação, sensacionalismo e preconceito e parte procurou informar corretamente sobre os problemas. O fato é que ambas as associações estavam em guerra declarada, o que implicava na divulgação de informações caluniosas dos dois lados. Não vi nenhum trabalho sério que procurasse averiguar as afirmações de ambas as partes (como conferir quais são, de fato, as diferenças de formação entre brasileiros e dentistas). Mas as reportagens preconceituosas, que relacionavam os dentistas a estereótipos sobre o brasileiro malandro, espertalhão foram as que mais se destacaram, claro. Elas, por um lado, sensibilizaram a mídia brasileira que deu destaque ao preconceito da cobertura na mídia portuguesa e, por outro, rentabilizaram a posição dos dentistas, que podiam dizer que o seu caso era um caso de defesa da imagem do Brasil, contra os preconceitos, etc.
Com Ciência - Qual o posicionamento político
dos líderes dentistas durante o processo de luta pela equivalidação dos
diplomas? Dentro do universo dos brasileiros em Portugal a liderança política
dos dentistas era ou é significativa?
Machado - A posição era de enfrentamento declarado. Enquanto a CBL (Casa do Brasil de Lisboa) buscava articular um discurso de extensão de direitos devido a irmandade luso-brasileira, como mostra o Gustavo Adolfo P. D. Santos [na tese de mestrado "Relações Interétnicas em Lisboa: Imigrantes Brasileiros e Africanos no Contexto da Lusofonia", também pesquisador do CEMI], a ABOP queria que a letra do tratado de 1966 fosse cumprida, alegando ainda que Portugal devia aos brasileiros o bom tratamento que o Estado brasileiro deu aos portugueses fugidos da revolução dos cravos e a todos os imigrantes portugueses. O discurso da ABOP era tão duro que o consulado brasileiro impediu a presença de dirigentes desta associação no simpósio internacional sobre imigração brasileira em Lisboa, organizado pelo CEMI e CBL. Para ter uma idéia, à época, ABOP que dizer Associação Brasileira de Odontologia Secção Portugal, num profundo desprezo pela APMD. Claro que a liderança destes dentistas é significativa, basta ver que sempre foram recebidos pelos chefes de Estado brasileiro (Itamar e FHC), entretanto não é representativa. Hoje em dia a grande maioria de brasileiros em Portugal é pobre e com baixa formação escolar, e estes definitivamente não se sentem representados pelos dentistas, vistos como verdadeiros magnatas.
Machado - A posição era de enfrentamento declarado. Enquanto a CBL (Casa do Brasil de Lisboa) buscava articular um discurso de extensão de direitos devido a irmandade luso-brasileira, como mostra o Gustavo Adolfo P. D. Santos [na tese de mestrado "Relações Interétnicas em Lisboa: Imigrantes Brasileiros e Africanos no Contexto da Lusofonia", também pesquisador do CEMI], a ABOP queria que a letra do tratado de 1966 fosse cumprida, alegando ainda que Portugal devia aos brasileiros o bom tratamento que o Estado brasileiro deu aos portugueses fugidos da revolução dos cravos e a todos os imigrantes portugueses. O discurso da ABOP era tão duro que o consulado brasileiro impediu a presença de dirigentes desta associação no simpósio internacional sobre imigração brasileira em Lisboa, organizado pelo CEMI e CBL. Para ter uma idéia, à época, ABOP que dizer Associação Brasileira de Odontologia Secção Portugal, num profundo desprezo pela APMD. Claro que a liderança destes dentistas é significativa, basta ver que sempre foram recebidos pelos chefes de Estado brasileiro (Itamar e FHC), entretanto não é representativa. Hoje em dia a grande maioria de brasileiros em Portugal é pobre e com baixa formação escolar, e estes definitivamente não se sentem representados pelos dentistas, vistos como verdadeiros magnatas.
Com Ciência - Quais as conseqüências da
resolução do caso dos dentistas para os demais brasileiros?
Machado - Resumindo, a ABOP resolveu seu problema particular e ao mesmo tempo provocou um novo tratado cultural que dificulta a vida de outros profissionais brasileiros (mesmo de novos dentistas) que agora ficam completamente dependentes das ordens portuguesas e não tem mais o amparo do antigo tratado cultural, que previa a obrigatoriedade da concessão de equivalência. Este processo encerrou-se em julho de 2000, quando o último módulo de cursos de adaptação foi terminado, juntamente com uma solenidade que visava abafar os anos de crise e uma resolução que nada tem de benéfica para a coletividade de brasileiros em Portugal, como tenta afirmar a ABOP. Se antes a ABOP lutava pelo cumprimento da lei, que era benéfica aos brasileiros, agora eles conseguiram resolver o próprio problema e abolir a lei que era boa e permitiu a reivindicação de direitos. Ora, a partir de agora os novos imigrantes qualificados devem resolver suas questões diretamente com as respectivas associações portuguesas, que sempre tentaram defender o seu mercado, como podemos imaginar. Para os brasileiros sem formação o único efeito dessa briga toda foi o reforço de estereótipos por parte da mídia portuguesa, que afeta negativamente a vida de todos.
Machado - Resumindo, a ABOP resolveu seu problema particular e ao mesmo tempo provocou um novo tratado cultural que dificulta a vida de outros profissionais brasileiros (mesmo de novos dentistas) que agora ficam completamente dependentes das ordens portuguesas e não tem mais o amparo do antigo tratado cultural, que previa a obrigatoriedade da concessão de equivalência. Este processo encerrou-se em julho de 2000, quando o último módulo de cursos de adaptação foi terminado, juntamente com uma solenidade que visava abafar os anos de crise e uma resolução que nada tem de benéfica para a coletividade de brasileiros em Portugal, como tenta afirmar a ABOP. Se antes a ABOP lutava pelo cumprimento da lei, que era benéfica aos brasileiros, agora eles conseguiram resolver o próprio problema e abolir a lei que era boa e permitiu a reivindicação de direitos. Ora, a partir de agora os novos imigrantes qualificados devem resolver suas questões diretamente com as respectivas associações portuguesas, que sempre tentaram defender o seu mercado, como podemos imaginar. Para os brasileiros sem formação o único efeito dessa briga toda foi o reforço de estereótipos por parte da mídia portuguesa, que afeta negativamente a vida de todos.
Com Ciência - Qual a atual posição política
dos dentistas após a resolução dos problemas?
Machado - Se antes eram combativos, agora são "mais realistas que o rei". Durante o congresso que encerrou o problema com os últimos módulos de formação para a equivalência dos diplomas, do qual participei, o que mais se ouvia era sobre a "irmandade" luso-brasileira, sobre os eternos laços de amizade, sobre o estreitamento das relações entre a associação brasileira de Odontologia e a portuguesa, etc. Até o embaixador brasileiro estava lá e fez seu discurso na seção final de encerramento, comemorando o fim das brigas entre os "irmãos" transatlânticos.
Machado - Se antes eram combativos, agora são "mais realistas que o rei". Durante o congresso que encerrou o problema com os últimos módulos de formação para a equivalência dos diplomas, do qual participei, o que mais se ouvia era sobre a "irmandade" luso-brasileira, sobre os eternos laços de amizade, sobre o estreitamento das relações entre a associação brasileira de Odontologia e a portuguesa, etc. Até o embaixador brasileiro estava lá e fez seu discurso na seção final de encerramento, comemorando o fim das brigas entre os "irmãos" transatlânticos.
IGOR MACHADO
domingo, 11 de agosto de 2013
623. Araçatuba (Brasil): 70% dos bebês chegam aos nove anos sem cárie
De cada dez bebês atendidos pela Unesp (Universidade Estadual de São Paulo) de
Araçatuba, sete chegam aos nove anos sem cárie. A média é calculada por meio do
trabalho realizado na Bebê Clínica, programa da FOA (Faculdade de Odontologia de
Araçatuba), desde sua fundação, em 1996. Durante esse período foram feitos 16
mil atendimentos. O resultado se deve, segundo o coordenador da clínica, Robson
Cunha, à orientação dada pelos profissionais que atuam no serviço junto aos pais
dos bebês atendidos.
"Os pais são incentivados a
cuidarem da saúde bucal das crianças e com, isso, elas também aprendem a ser
saudáveis", disse Cunha, lembrando que é difícil detectar cáries nos bebês
acompanhados na clínica. "Quando aparece, são manchinhas brancas." O bebê tem
que ter até seis meses de vida para ser inscrito no programa. Os pais também
devem participar de uma palestra educativa sobre o assunto. A partir daí, há um
acompanhamento na clínica a cada três meses, onde a gengiva e a dentição da
criança são analisadas pelos alunos do curso de Odontologia.
"Fazemos uma avaliação
estrutural bucal, aplicação de flúor, limpeza com gaze, escovação, uso de fio
dental", elenca o coordenador. Durante as consultas, os pais recebem orientação
para evitar dar refrigerante, que contém muito açúcar, por exemplo. "Levo minha
filha na Bebê Clínica desde os dois meses de vida. Hoje ela tem um ano e um mês
e os dentinhos são saudáveis porque somos educados a cuidar da boquinha dos
nossos filhos", contou a negociadora Renata Ribeiro dos Santos, 30 anos, mãe da
Izadora.
* * *
Este artigo retrata o resultado do trabalho feito pela
Universidade Estadual de S.Paulo (Brasil) e demonstra que é possível controlar e erradicar a carie dental
infantil.
Infelizmente é um exemplo que não existe em
Portugal. Pelo contrário, o estado
prefere gastar continuamente largas dezenas de milhões de euros todos os anos em
tratamentos nas faixas etárias infantis mais velhas, recorrendo a instituições
privadas em vez de se utilizar os recursos do Serviço Nacional de
Saúde, descorando-se qualquer trabalho de prevenção que deveria ter
início logo aos seis meses de vida das crianças e que não é da competência do
sector privado.
Portugal retrata um péssimo
exemplo para o mundo, na prestação de cuidados de saúde oral, porque aposta-se
em idades etárias já demasiado avançadas e com desperdício dos recursos humanos
e equipamentos existentes no sector público.
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
622. As consequências da vergonhosa política e dos interesses instalados na medicina oral em Portugal
Uma situação calamitosa
oficializada por todas as instituições responsáveis pela saúde oral e medicina
dentária em Portugal, desde o Presidente da República, os vários governos,
todos os partidos da Assembleia da República (desde os partidos da direita até
todos os partidos da esquerda) e as várias organizações representativas dos médicos
dentistas e médicos estomatologistas.
Trata-se de um COMPLÔ FECHADO, onde
todos colocam os seus interesses acima dos interesses da população portuguesa, gastando
largas centenas de milhões de euros dos impostos de quem trabalha em Portugal
para formar especialistas candidatos a emigrar para o estrangeiro e a tratar da saúde de pessoas que não contribuíram para a formação dos médicos dentistas, médicos estomatologistas e higienistas orais portugueses.
Em Portugal subsiste um mundo de interesses que beneficiam alguns prejudicando a maioria da população. Portugal vive uma democracia estupidamente doente.
CADA VEZ MAIS DENTISTAS ABANDONAM PORTUGAL
Depois de seis meses sem arranjar
trabalho em Portugal, Marina Alves decidiu tentar a sorte em Inglaterra. É um
dos cerca de 500 dentistas que foram para aquele país à procura de melhores
condições de emprego. Uma fuga que tem crescido nos últimos anos e está até a
atrair os profissionais mais experientes. Em Inglaterra, os portugueses já
representam 7% dos dentistas.
"São as situações dos
eternos recibos verdes e o facto de não existir um serviço público que ofereça
estes serviços às pessoas e de o sector privado estar saturado. Os doentes não
têm possibilidades para pagar, e o número de consultas diminuiu", diz ao
DN Marina Alves, de 27 anos. Há dois anos que está a trabalhar em Inglaterra,
onde há 500 portugueses entre os 7500 dentistas registados. Tentou a sorte
através de um dos muitos anúncios de empresas de recrutamento na área da saúde.
Não se arrepende de nada e confessa que não tem planos para regressar.
"Temos contratos de
prestação de serviços renováveis por dois anos. Raramente oferecem menos de
sete mil euros a uma pessoa com a minha experiência. Este valor é sem impostos,
mas mesmo com a carga fiscal dá para fazer um bom pé-de-meia. Com a situação
económica que se vive em Portugal, o regresso é difícil", diz. Marina
revela que são muitos os colegas que a contactam para saber as condições que
podem encontrar em Inglaterra. "A saída para fora é uma realidade
crescente, quer para Inglaterra, Suécia, França... Quer dos mais novos como dos
mais velhos".
É fácil encontrar anúncios de
recrutamento na Internet. Salários anuais a rondar os 73 mil euros no Reino
Unido ou os 127 mil no Dubai. Os contratos podem chegar aos três anos, e é
possível aliar o trabalho público e privado. "Nota-se que nos últimos
tempos houve um aumento de candidaturas. Só este ano já recrutámos 20 dentistas
para o Reino Unido", conta ao DN Luís Teixeira, da Reach Health
Recruitment, empresa que também procura enfermeiros e farmacêuticos.
As razões da saída são quase
sempre as mesmas. "Estão desempregados e procuram trabalho. No caso dos
dentistas, temos pessoas que fecharam as clínicas em Portugal, porque houve um
decréscimo de clientes, e procuram agora outras condições", acrescenta Luís
Teixeira, referindo que no espaço de um mês receberam entre 30 e 40
candidaturas de portugueses que queriam ir para o Dubai.
Orlando Monteiro da Silva,
bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas, diz que a saída de profissionais vai
continuar. "A Inglaterra, Irlanda, os países nórdicos vão precisar de mais
dentistas. Portugal tem excesso de cursos de Medicina Dentária e muitos
profissionais sem colocação. As sete faculdades formam, por ano, cerca de 500
novos dentistas", diz.
Um recém-licenciado ganha no País
cerca de 500 euros a recibos verdes, em Inglaterra o vencimento mensal pode ser
oito vezes superior. "Há turmas em que 90% dos alunos foram exercer para
fora do País. Há o caso de uma turma inteira em que isso aconteceu. Também há
colegas mais velhos que vão para Inglaterra para efeitos de reforma, algo
difícil de assegurar em Portugal", afirma. Ter dentistas no Serviço
Nacional de Saúde (SNS) seria uma solução. "Uma parte enorme da população
precisa de assistência e não a pode pagar. Temos entre 30 e 40 médicos
dentistas no SNS, o que é manifestamente pouco. Se tivéssemos em média dois ou
três dentistas por centro de saúde, seriam cerca de 900 mil dentistas a fazer
tratamentos básicos", afirma Monteiro da Silva.
sábado, 27 de julho de 2013
segunda-feira, 15 de julho de 2013
620. Médicos estomatologistas versus Médicos dentistas
A Estomatologia em Portugal é um campo de actuação por dois profissionais
distintos: Médicos Estomatologistas e Médicos Dentistas. Os Médicos
Estomatologistas são profissionais licenciados em Medicina que se especializam
posteriormente em Estomatologia, exercendo em hospitais públicos/privados e
clínicas. Os Médicos Dentistas são profissionais licenciados em Medicina
Dentária e exercem quase exclusivamente em clínicas, sendo esta licenciatura
algo recente no panorama português, ao passo que há uma tendência para diminuir
o número de Médicos Estomatologistas, pois as vagas disponíveis para o internato
de especialidade em Estomatologia são cada vez menos.
Ambos têm formação para
identificar, diagnosticar e tratar todas as patologias orais e maxilares, bem
como as estruturas anexas a estas, quer de forma médica ou cirúrgica. A grande
diferença reside na sua classificação profissional e anos de formação: os
Médicos Estomatologistas estão contemplados na carreira médica hospitalar,
enquanto que os Médicos Dentistas não têm, actualmente, qualquer carreira
associada.
Após a licenciatura em
Medicina, para obterem a especialidade de estomatologia, os médicos frequentam o
Internato de Especialidade que tem a duração de 4 anos. Depois do exame final do
internato de Estomatologia passam a ser Assistentes Hospitalares de
Estomatologia e podem obter o título de Especialistas em Estomatologia pela
Ordem dos Médicos.
domingo, 23 de junho de 2013
domingo, 26 de maio de 2013
618. Iniciativa pede apoio de profissionais de dentária em todo o mundo
Em 2010, o projecto ucraniano
Quality of Life for Our Parents foi criado. Profissionais da Dentária dedicado
à iniciativa, que tem como objectivo oferecer cuidados de implante livre para
pessoas carentes com idades entre 65 anos ou mais, colocaram cerca de 2.000
implantes até hoje, ajudando assim 500 pessoas totalmente desdentadas. Agora,
os fundadores do projecto estão a pedir aos colegas de todo o mundo para apoiar
o Dia Mundial do Tratamento Dentário Gratuito no dia 31 de Maio.
O projecto foi iniciado pelo Prof
Yaroslav Zablotskyy, presidente da Associação dos Implantologistas ucranianos,
e se espalhou para outros países, como a Polónia, a Rússia e a Geórgia. Os
organizadores realizaram eventos beneficentes em diferentes lugares para
fornecer o cuidado profissional para os idosos. Até agora, os médicos de mais
de 20 países apoiaram a causa. Os eventos são divulgados através do rádio,
televisão e anúncios impressos.
Desde 2012, este projecto foi
organizado pela International Implantologists Alliance (IAA) e o projecto recebeu o apoio oficial da European Association for Osseointegration
este ano. No Dia Mundial do Tratamento Dentário Gratuito, introduzido em 2012
em homenagem ao 60 º aniversário da descoberta da osseointegração do Brånemark
e programada para a última sexta-feira em Maio de cada ano, dentistas e
Implantologists são convidados para tratar um paciente totalmente desdentado,
gratuitamente, em seu local de trabalho, que poderia ser um particular ou uma
universidade clínica e de acordo com o protocolo preferido do médico. Na
situação ideal, uma empresa de fabricação de implantes dentários apoiaria o
médico, fornecendo o material necessário.
Profissionais de Dentária em
todas as áreas são bem-vindos para se juntar a IAA, a fim de apoiar a Quality
of Life for Our Parents Os membros
também têm a oportunidade de se juntar a outras iniciativas existentes e
apoiá-los em um nível local ou internacional, bem como a oportunidade de
iniciar seu próprio projecto social baseado nas suas próprias ideias com o
apoio do IAA.
sábado, 11 de maio de 2013
segunda-feira, 6 de maio de 2013
616. Mega Triagem São Paulo
CopyRight @ Turma do Bem
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Os bons exemplos em destaque. Obrigado
à Turma do Bem e à Oral-B. Portugal também precisa destes exemplos.
segunda-feira, 29 de abril de 2013
615. 40 % das crianças portuguesas com cáries dentárias aos 6 anos de idade
São cada vez menos as crianças entre os seis e os 12 anos que apresentam cáries
dentárias. Pelo menos é o que indicam os dados preliminares do III Estudo
Nacional de Prevalência das Doenças Orais, apresentado no âmbito do Dia Mundial
da Saúde.
Segundo o estudo, 60% das crianças com seis anos não tem cáries, um número
que subiu 9% em relação a 2006 e 27% em relação a 2000. Apesar disso ainda
persistem algumas desigualdades entre as várias zonas do país, com a zona centro
a ser a que apresenta mais crianças com cáries: 53%. Segue-se o norte com 46%,
Lisboa e Vale do Tejo com 40%, Algarve com 34% e Alentejo com 29%.
Em relação às crianças com 12 anos, Cristina Cádima, do Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral, da Direção-Geral da Saúde, referiu que 56% não tinham cáries, sendo igualmente a zona centro que apresenta piores resultados, com 51% das crianças desta idade sem cáries, seguido do norte com 53%, Algarve e Lisboa e Vale do Tejo com 58% e Alentejo com 53%.
O estudo avaliou ainda o índice CPOD (média do número de dentes com cáries, perdidos ou obturados que as crianças apresentam) e também aqui se registaram melhorias. Como o programa começa aos seis anos, o índice focou-se nas crianças com 12 anos e percebeu-se que cada uma tinha, em média, 0,77 dentes cariados, perdidos ou obturados, quando em 2006 este número ficava nos 1,48. Relativamente a este índice, a meta definida pela Organização Mundial de Saúde, a atingir até 2020, corresponde a 1,50, pelo que Portugal já ultrapassou a meta.
No encerramento da conferência, o ministro da Saúde Paulo Macedo destacou as escolas como “autênticas instituições promotoras da saúde oral” e anunciou que o projeto SOBE, que intervém nas bibliotecas escolares, venceu os World Dental Hygienist Awards.
Saúde Oral
* * *
Em relação às crianças com 12 anos, Cristina Cádima, do Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral, da Direção-Geral da Saúde, referiu que 56% não tinham cáries, sendo igualmente a zona centro que apresenta piores resultados, com 51% das crianças desta idade sem cáries, seguido do norte com 53%, Algarve e Lisboa e Vale do Tejo com 58% e Alentejo com 53%.
O estudo avaliou ainda o índice CPOD (média do número de dentes com cáries, perdidos ou obturados que as crianças apresentam) e também aqui se registaram melhorias. Como o programa começa aos seis anos, o índice focou-se nas crianças com 12 anos e percebeu-se que cada uma tinha, em média, 0,77 dentes cariados, perdidos ou obturados, quando em 2006 este número ficava nos 1,48. Relativamente a este índice, a meta definida pela Organização Mundial de Saúde, a atingir até 2020, corresponde a 1,50, pelo que Portugal já ultrapassou a meta.
No encerramento da conferência, o ministro da Saúde Paulo Macedo destacou as escolas como “autênticas instituições promotoras da saúde oral” e anunciou que o projeto SOBE, que intervém nas bibliotecas escolares, venceu os World Dental Hygienist Awards.
Saúde Oral
* * *
Este estudo diz que em Portugal há
40 crianças em cada 100 com cáries dentárias, ou seja, quase metade das
crianças portuguesas apresentam cáries dentárias aos seis anos de idade.
O desprezo quase absoluto para
combater o flagelo desta doença infecto-contagiosa nos primeiros anos de vida
nota-se na quase ausência de uma verdadeira política de saúde de cuidados primários
para a primeira infância no país.
É extremamente dramático assistir
que um país da União Europeia tenha quase metade das suas crianças com cáries
dentárias, antes de ingressarem no primeiro ciclo do ensino básico.
Confrangedor comparar os dados recentes com anos em que o número
de crianças era largamente superior; o efeito dramático da redução da taxa de
natalidade é o resultado directo da destruição de direitos sociais e que vai criar
gravíssimos problemas de sustentabilidade inter-geracional.
As palmas de hoje serão substituídas por lamentos muito
brevemente.
domingo, 21 de abril de 2013
614. Facturação dos dentistas diminuiu cerca de 40 por cento em 2012
A facturação dos consultórios de medicina dentária diminuiu cerca de 40 por cento,
em 2012, em resultado da crise que leva as pessoas a não gastar na prevenção,
revelou o bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas, avança a agência Lusa. “A
crise afecta, e de que maneira, os consultórios de medicina dentária”, disse
Orlando Monteiro da Silva à Lusa, à margem das cerimónias do Dia Mundial da
Saúde Oral, que se assinalou esta quarta-feira.
O bastonário disse que a
facturação dos 5.000 a 6.000 consultórios de medicina dentária diminuiu entre 30
a 40 por cento, no ano passado, em relação a 2011. Esta diminuição, adiantou,
deve-se à crise e ao facto de as pessoas “adiarem, sempre que podem, a ida ao
dentista, a menos que seja para tratar a dor e o desconforto evidentes”. Para
Orlando Monteiro da Silva, as consequências deste afastamento dos consultórios
pode traduzir-se numa inversão dos resultados optimistas em termos de saúde
oral, que se têm registado em Portugal.
“Em tempos de austeridade, a
crise afecta a saúde e, nomeadamente, a saúde oral”, lamentou.
* * *
A equidade entre a prestação de serviços de medicina
dentária entre o público e o privado, a criação do Boletim Individual de Saúde
Oral, a reformulação completa dos programas de prevenção, a fixação de tabelas
de preços máximos pelos tratamentos dentários e a mobilidade geográfica dos
médicos dentistas são propostas já feitas há vários anos que podem inverter a situação calamitosa da medicina oral em
Portugal.
Os
problemas de saúde oral em Portugal não têm nada a haver com a crise
económica; todos os problemas existentes na medicina dentária
devem-se à mentalidade conservadora e interesses instalados no sector, que
impedem a adopção de novas estratégias que coloquem a saúde oral ao alcance de
todos, mantendo-se restrita aos interesses cooperativistas e monopolistas,
visando apenas o lucro.
sexta-feira, 12 de abril de 2013
613. Cheques-dentista vão ser alargados a jovens de 15 anos
O programa dos cheques-dentista
vai ser estendido aos jovens com 15 anos, abrangendo cerca de 50 mil utilizadores,
um alargamento sem encargos adicionais para o Serviço Nacional de Saúde (SNS),
segundo a Ordem dos Médicos Dentistas. Em declarações à agência Lusa, o
bastonário da Ordem dos Dentistas, Orlando Monteiro da Silva, explicou que já
houve acordo com o Ministério da Saúde sobre este alargamento do programa de
saúde oral nos jovens. Até agora, o programa abrangia crianças em idade escolar
até aos 13 anos, que só no ano passado beneficiaram de 300 mil
cheques-dentist
Além das crianças, em 2012, o programa
permitiu dar cheques a cerca de 100 mil grávidas, idosos com complemento
solidário e doentes com VIH/Sida. O orçamento do programa em 2013 é de 16
milhões de euros, o mesmo do que no ano anterior. Após o acordo com o
Ministério da Saúde, a Ordem dos Médicos Dentista diz que neste momento está a
ser feito «trabalho técnico para operacionalizar» o alargamento aos jovens de
15 anos, não adiantando quando é que podem começar a ser emitidos cheques para
este novo público-alvo. O bastonário justificou a possibilidade de extensão do
programa sem custos adicionais para o SNS com a melhoria dos índices de saúde
oral das crianças já abrangidas no programa: «Melhoraram os índices de saúde
oral e diminuiu o risco que está implícito a um alargamento do programa. É
totalmente diferente apanhar uma criança aos 15 anos que nunca foi vista ou ter
uma criança ou jovem que já foi seguido».
Além disso, Orlando Monteiro da
Silva afirma que a Ordem dos Dentistas «não se coloca de fora do esforço de
contenção de custos que se pede transversalmente à área da saúde». No início
deste mês, o ministro da Saúde anunciou também no parlamento que o acordo com a
Ordem resultou nos primeiros passos para a realização de rastreios ao cancro
oral. Orlando Monteiro da Silva explicou agora à Lusa que a «operacionalização
técnica» está praticamente concluída e que já há linhas de orientação sobre
números de rastreios, de biópsias e grupos populacionais a atingir.
Entre a população com maior risco
de cancro oral estão os fumadores e consumidores excessivos de álcool e a
população mais velha, com o risco a aumentar sobretudo a partir dos 50 anos. Segundo
o bastonário, os tumores na boca em fase inicial podem ser curados e
representam menos custos financeiros e pessoais. «Se tudo estiver aprovado para
este ano, estamos disponíveis para acolher esta vertente de rastreio e
tratamento de lesões malignas. É uma questão de definir quando vamos começar»,
afirmou Monteiro da Silva em declarações recolhidas pela Lusa.
TVI 24* * *
No caminho da direcção certa. Mas
falta implementar o cartão de saúde oral para todas as crianças e jovens; o
programa de cheque-dentista apenas abrange uma reduzida percentagem das
necessidades reais de saúde oral das crianças e jovens, deixando de fora a
esmagadora maioria de quem precisa, como por exemplo quem frequenta o ensino
secundário ou universitário (aqueles que mais precisam de apoio).
Não se entende a atribuição de cheque-dentistas
a quem por assumida negligencia social contraiu o HIV/SIDA (o dinheiro dos
impostos pagos por quem trabalha jamais deveria ser canalizado para esse tipo
de pessoas). Também não se entende a falta de implementação de uma rede de
cuidados de saúde de medicina oral pública, em igual circunstâncias que o
sector privado; uma autêntica vergonha de política de saúde pública que ninguém
ousa denunciar.
segunda-feira, 8 de abril de 2013
quinta-feira, 28 de março de 2013
611. Ao Ex. Sr. Presidente da Administração Regional de Saúde do Alentejo
Para pessoas que têm memória curta por interesse próprio
(...) Não me conformo com gestos de moralidade e de o que
aconteceu comigo não se voltará a repetir com outra pessoa; pretendo sim que os
actos sejam assumidos e as responsabilidades apuradas (actos médicos de medicina dentária ou
estomatologia praticados ou que me tenham sido negados) até onde seja
possível e exequível a justiça, nem que a mesma venha apenas ter um efeito
moralizador dos actos hediondos praticados dentro do Serviço Nacional de Saúde e
de que V. Ex.ª jamais deverá permitir que sejam esquecidos ou que se lhe passe
um pano por cima deles. Não persigo ninguém; apenas quero entender quem e porquê
fui sujeito a determinados cuidados de saúde dentários e fui impossibilitado de
ter acesso a outro tipo de tratamentos dentários, pois julgo que fui severamente
mal tratado, quando confiei plenamente nos tratamentos que fizeram-me, e que os
mesmos se repercutem permanentemente e de forma extremamente negativa sobre a
minha actual qualidade de vida.
A posição ocupada num determinado
cargo não pode servir de desculpa alguma para a desresponsabilização civil e
criminal de actos médicos praticados, nomeadamente sobre pessoas que à data dos
factos eram menores de idade. Ninguém tem o direito de impedir o exercício da
justiça quando estão em causa direitos fundamentais do homem.
Portugal ainda é um estado de
direito e não se pode permitir determinado tipo de abusos que condicionam e
determinam a qualidade de vida de outra pessoa, de forma permanente e para o
resto da sua vida; esta situação é ainda mais gravosa por ser praticada sobre
crianças.
quinta-feira, 7 de março de 2013
610. CANCRO ORAL
Perguntas e respostas úteis
1 - O QUE É O CANCRO ORAL?
O cancro oral é definido pela
Classificação Internacional de Doenças pelo conjunto de tumores malignos que
afectam qualquer localização da cavidade oral, dos lábios à garganta, (incluindo
as amígdalas e a faringe). A sua localização mais comum é no pavimento da boca
(mucosa abaixo da língua), bordo lateral da língua e no palato mole.
Mais de 90% destes cancros são
designados por carcinomas afectando o epitélio da mucosa oral. Os restantes
correspondem a formas mais raras de tumores e incluem os linfomas, sarcomas,
melanomas, etc. O cancro oral está associado a índices de mortalidade elevados,
que se deve em grande parte ao seu diagnóstico tardio.
2 - O CANCRO ORAL É FREQUENTE?
O carcinoma da cabeça e pescoço
é o 6º cancro mais comum em todo o mundo e corresponde a cerca de 2.8% de todos
os cancros. O cancro oral é mais frequente nos homens, acima dos 45 anos de
idade, aumentando consideravelmente até aos 65 anos.
3 - QUAIS OS FACTORES DE RISCO DO CANCRO
ORAL?
O tabaco e o álcool são os
principais factores de risco no desenvolvimento do cancro oral. O fumo do tabaco
está relacionado com diversas transformações na mucosa oral e tem um efeito
carcinogénico directo nas células epiteliais. Calcula-se que 8 em cada 10
doentes diagnosticados com cancro oral consumam ou tenham consumido tabaco,
tendo estes doentes um risco 5 a 7 vezes superior de desenvolverem cancro oral
quando comparados com não fumadores.
O cancro oral está, portanto,
fortemente associado a um estilo de vida menos saudável, isto é, ao consumo de
tabaco e álcool, associado a uma reduzida ingestão de vegetais e frutas e por
isso pobre em alimentos contendo agentes anti-oxidantes.
4 - COMO SE MANIFESTA O CANCRO ORAL? QUAIS
SÃO OS SEUS PRINCIPAIS SINAIS E SINTOMAS?
Os carcinomas da cavidade oral
podem manifestar-se como uma mancha, de cor variável, geralmente branca ou
avermelhada, uma massa mais ou menos endurecida ou uma úlcera que não cicatriza.
A maior parte das lesões são indolores na sua fase inicial, tornando-se
progressivamente dolorosas.
São exemplo de sinais e
sintomas: úlceras persistentes, áreas endurecidas, áreas de crescimento
tecidular, lesões que não cicatrizam, mobilidade dentária, dor, parestesia
(perdas de sensibilidade), disfagia (dificuldade em deglutir), lesões brancas e
vermelhas, linfadenopatia (gânglios linfáticos aumentados).
5 - COMO SE TRATA O CANCRO
ORAL?
O cancro oral trata-se
essencialmente com cirurgia e radioterapia, isoladas ou combinadas. O factor
chave para o tratamento é o diagnóstico precoce das lesões, factor que melhora
significativamente as taxas de sobrevivência à doença.
6 - O CANCRO ORAL
MATA!
Apesar dos avanços ocorridos
nos últimos anos no diagnóstico e tratamento do cancro oral este continua a ter
uma taxa de mortalidade bastante elevada. Estima-se que cerca de 6 em cada 10
doentes de cancro oral morram nos 5 anos após a data do seu diagnóstico. O
insucesso parece estar ligado ao facto de grande parte dos
casos não serem diagnosticados
atempadamente.
7 - COMO POSSO PREVENIR O
CANCRO ORAL?
A prevenção do cancro oral
passa por:
- adopção de um estilo de vida saudável;
- cessação do consumo de tabaco;
- diminuição do consumo de álcool;
- consumo regular de vegetais frescos e frutas como factor protector;
- visitas regulares ao médico dentista que permitam que tais lesões sejam diagnosticadas nas suas fases mais precoces.
8 - EM QUE CONSISTE UMA
CONSULTA DE RASTREIO DE CANCRO ORAL?
Na consulta de rastreio de
cancro oral o médico dentista procede a um exame visual de todas as estruturas
orais (lábios, língua, gengivas, palato, bochechas, pavimento da boca, etc.) bem
como das estruturas anexas à cavidade oral (ex.: glândulas salivares, pescoço).
A palpação das estruturas orais e peri-orais é também efectuada para detectar
eventuais aumentos de volume e áreas endurecidas. Podem ainda ser solicitados
exames complementares de diagnóstico (ex.: radiografias).
Quando uma lesão suspeita é
observada, a biopsia da mesma poderá ser aconselhada,
permitindo a confirmação do
diagnóstico inicial e os seus sinais de malignidade.
SABIA QUE?
- O cancro oral é o 6º cancro mais comum em todo o mundo;
- Os principais factores de risco são o tabaco e o álcool;
- Surge de uma forma assintomática, persistindo uma lesão por um tempo indeterminado, só se tornando dolorosa tardiamente;
- O índice de mortalidade do cancro oral é elevado;
- A chave para o seu tratamento é um diagnóstico atempado;
- O risco de desenvolver um cancro na cavidade oral diminui com os anos de cessação tabágica. Após 15 anos da cessação, o risco aproxima-se dos valores de um não fumador.
O seu médico dentista é o
profissional de saúde responsável pelo estudo, prevenção, diagnóstico e
tratamento das anomalias e doenças dos dentes, boca, maxilares e estruturas
anexas.
O médico dentista, pelo
contacto regular com os seus pacientes, encontra-se numa posição privilegiada
para contribuir no rastreio precoce e prevenção do cancro oral. Consulte-o
regularmente, pelo menos 2 vezes por ano.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
609. Em Portugal há dentistas "formados" pelo supremo tribunal administrativo
Parte dos actuais dentistas
foram formados por a Lei (Aviso n.º 12 418/2002 (2.ª série). - Nos termos do
artigo 5.º da Lei n.º 4/99, de 27 de Janeiro, alterada pela Lei n.º 16/2002, de
22 de Fevereiro, tornam-se públicas as listas definitivas dos profissionais
acreditados e não acreditados, no âmbito do processo de regularização dos
odontologistas, homologadas por despacho de 22 de Outubro 2002 do Secretário de
Estado Adjunto do Ministro da Saúde. Faz-se, igualmente, pública a lista dos
odontologistas já acreditados no seguimento do processo de regularização de
1977 e 1982: ou seja estes senhores eram os chamados mecânicos de prótese e
pelas suas horas trabalho foram considerados odontologistas. Eles estão aí com clínicas
de luxo e com grandes sinais exteriores de riqueza. A faculdade desses
dentistas foi o supremo tribunal administrativo.
(Recebido por email)
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
608. Alcoutim reforça acordo com medicina dentária
Há três anos que foi aberto o primeiro consultório de medicina dentária em
Alcoutim. A iniciativa resultou de um acordo entre a Câmara Municipal e a Santa
Casa da Misericórdia de Alcoutim e permitiu, às famílias carenciadas, o acesso
gratuito à saúde oral.
Com um investimento total de
13.200 euros em 2012, este projeto viu agora a sua verba reforçada em mais
12.000 euros anuais, dadas as dificuldades acrescidas das famílias alcoutenejas
pelas medidas de contenção económica impostas.
Integrado no Contrato Local de
Desenvolvimento Social (CLDS), estabelecido entre o Município de Alcoutim, o
Instituto de Segurança Social I.P. e a Associação Odiana, o programa de Saúde
Oral já permitiu, desde a sua abertura, que cerca de 400 munícipes tivessem um
sorriso mais saudável.
Segundo o Gabinete de Ação
Social, Saúde e Educação da Câmara Municipal de Alcoutim, em 2012 foram dadas
cerca de 500 consultas.
sábado, 2 de fevereiro de 2013
607. Impressionante o número de pessoas que lêem o blogue: obrigado.
É um orgulho chegar aos 100 000 acessos ao blogue Saúde Oral
(página em português). Parabéns a todos os visitantes.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
606. Universidade portuguesa contestada em França
Uma universidade privada portuguesa está a formar profissionais de saúde em
França por 9500 euros, contornando os numerus clausus das universidades.
A Universidade Fernando Pessoa, com sede no Porto, abriu em Toulon e tem
formações para dentistas, farmacêuticos, ortofonistas e psicólogos. De acordo
com o Le Monde, há cerca de uma dúzia de alunos de cirurgia dentária inscritos,
depois de terem pago o referido valor. Mas de acordo com este jornal, os alunos
inscritos nesta universidade estão a passar à frente de alunos que todos os anos
não conseguem entrar numa universidade devido ao numerus clausus das
instituições de ensino francesas, que limitam o número de admissões nos
cursos.
A União Nacional de Estudantes de Cirurgia Dentária já se insurgiu contra a
existência da sucursal portuguesa naquele país e acredita que esta "vai contra o
princípio de equidade do ensino superior e contorna diretamente o sistema de
formação em saúde, nomeadamente o numerus clausus".
Saúde Oral, Revista Profissional de Estomatologia e Medicina Dentáriaquarta-feira, 16 de janeiro de 2013
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
603. Cheques-dentista voltam a ser emitidos
A distribuição de cheques-dentista voltou esta quarta-feira a ser realizada,
depois de ter estado suspensa cerca de dois meses, confirmou o bastonário da
Ordem dos Dentistas, congratulando-se com a verba de 16 milhões de euros
prevista para o programa. “Hoje mesmo às 00h foi dada uma indicação para recordar que a emissão de
cheques-dentista retoma o seu curso normal, conforme a Direcção-geral da Saúde
[DGS] já tinha informado”, declarou Orlando Monteiro da Silva, bastonário da
Ordem dos Médicos Dentistas em declarações à agência Lusa.
Por “razões de rigor de gestão
orçamental”, a DGS propôs, em finais de Outubro, a suspensão temporária da
emissão de cheques-dentista para as crianças em idade escolar até 31 de Dezembro
de 2012, mantendo-se inalterado o processo de emissão de cheques para os outros
grupos alvo do programa (grávidas, idosos, doentes com VIH/sida). “Está tudo ocorrer consoante o previsto”, confirmou o bastonário, adiantando
que centros de saúde, escolas e administrações regionais de saúde já foram
avisados da regularização da situação.
Orlando Monteiro da Silva mostrou-se ainda satisfeito com a verba atribuída
ao programa de saúde oral no Orçamento do Estado deste ano, que é pelo menos
igual à do ano de 2012 (16 milhões de euros), como já tinha anunciado o
Ministério da Saúde. Contudo, o bastonário dos Dentistas aguarda, “com expectativa” o detalhe do
orçamento do ministério para saber se há um reforço desta verba para incluir no
programa o rastreio ao cancro oral.
Em 2012 foram emitidos cheques-dentista que abrangeram cerca de 400 mil
utentes, dos quais 300 mil correspondem a crianças em idade escolar e 100 mil a
grávidas, idosos com complemento solidário e doentes com
HIV/Sida.
sábado, 29 de dezembro de 2012
602. Senhor Secretário de Estado da Saúde: vá embora
"Portugueses devem prevenir
doenças", diz Ministério – O secretário de Estado da Saúde, Fernando Leal
da Costa, considera que os portugueses têm a obrigação de contribuir para a
sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS), prevenindo doenças e
recorrendo menos aos serviços. "Se nós, cada um dos cidadãos, não fizermos
qualquer coisa para reduzir o potencial de um dia sermos doentes, por mais
impostos que possamos cobrar aos cidadãos, o SNS será, mais tarde ou mais cedo,
insustentável", afirmou Fernando Leal da Costa, em entrevista à agência
Lusa.
Frisando que a manutenção do SNS
é indiscutível para o Governo, o secretário de Estado Adjunto do Ministro da
Saúde diz que "não basta" cobrar impostos e que é necessário que os
cidadãos comecem a ter uma atitude de prevenção de doenças para que não
precisem tanto dos serviços de saúde.
O bastonário da Ordem dos Médicos
salienta que a prevenção de doenças é um papel do próprio Governo, que
aconselhou os portugueses a evitarem as idas aos hospitais públicos. «É
evidente que se pode fazer mais pela prevenção a nível das responsabilidades
governativas, nomeadamente insistindo mais na educação para a saúde e na
prevenção da doença nas escolas, corrigindo e estimulando os estilos de vida»,
afirmou à TSF.
José Manuel Silva entende que não
são apenas os utentes a conseguir prevenir as suas doenças. «Também usando a
fiscalidade para orientar os cidadãos no sentido de optarem por alimentação e
estilos de vida mais saudáveis», concluiu, em reação às declarações do
secretário de Estado da Saúde.
* * *
Hoje ficou claramente patente a existência
de lobbies (grupo de pessoas envolvidas na tentativa de influenciar
legisladores ou outros agentes públicos em favor de uma causa específica) com o
intuito de transformar o Serviço Nacional de Saúde num serviço oneroso para os
cidadãos, independentemente dos impostos obrigatórios impostos pelo poder
político e da redução dos salários. Assim, perante a forte contração dos
rendimentos disponíveis, o poder político segue a política inversa preconizada
pelos fundadores do Serviço Nacional de Saúde, tornando os cuidados médicos
cada vez menos acessíveis à população em geral, apoiado pelo próprio bastonário
dos médicos. Está aberta a privatização da saúde em Portugal; os grandes grupos
económicos têm agora a possibilidade de concorrer com o Serviço Nacional de
Saúde: o governo apoia e o bastonário dos médicos dá uma ajuda na iniciativa.
No âmbito da saúde oral, o Saúde Oral tem sistematicamente sensibilizado as diversas entidades para a constante degradação
da acessibilidade da maior parte da população, nomeadamente das classes sociais
mais desfavorecidas e das faixas etárias mais frágeis, designadamente da
infância, adolescência e idosos. As postagens 535 (ler aqui) e 536 (ler aqui)
foram remetidas ao Ministério da Saúde; a análise detalhada das várias soluções
propostas para a deficiente saúde oral dos portugueses poderiam ser o ponto de partida para
alterar o atual pântano na prestação de cuidados de medicina dentária em
Portugal. Infelizmente, o Ministério da Saúde não respondeu ao ofício até hoje;
simples medidas poderiam reduzir para metade os custos indispensáveis à
prestação de cuidados de saúde oral.
Infelizmente, o atual governo
segue a mesma linha de atuação do anterior governo, preferindo que os
portugueses continuem a gastar valores exorbitantes para terem acesso a
cuidados de saúde oral; quando o Secretário de Estado da Saúde fala na
importância da prevenção de doenças (afinal, aonde está o Boletim Individual de
Saúde Oral para todas as crianças e adolescentes portugueses?), é bom lembrar
que o seu governo dá o pior exemplo dessa pratica quando recorre a cortes de cuidados
de saúde oral infantil para transferir dinheiro para os grandes grupos
financeiros da banca mundial. O Ministério da Saúde segue uma política
moribunda, consoante os interesses dos grupos económicos privados e da banca,
espezinhando os direitos fundamentais da Declaração dos Direitos das Crianças,
retificada por Portugal, atos meramente cobardes quando os especialistas sabem
que investindo 100 euros em saúde oral traduz-se numa poupança de até 3 000
euros no futuro.
Já tivemos um antigo Ministro da
Saúde Correia de Campos adepto do uso de escovas de dentes para combater as
doenças infecto-contagiosas (cárie dentária); já tivemos uma alta responsável da
Direção Regional de Educação de Lisboa e do Vale do Tejo a recomendar o consumo
de frutas para combater as doenças infecto-contagiosas (cárie dentária); agora
temos um Secretário de Estado da Saúde que pede aos portugueses para não utilizarem tanto os serviços de saúde (como se cada um de nós pudesse escolher quando ficamos doentes).
Senhor Secretário de Estado da Saúde:
coloque o cargo que ocupa à disposição de quem consiga fazer muito mais pelos
portugueses com menos dinheiro.
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
601. SAÚDE ORAL 2013
O Saúde Oral deseja um bom ano de
2013 para todos os seus leitores. O Saúde Oral pode ser acompanhado no Blogger,
no feedburner e pelo FaceBook. Faça a divulgação do Saúde Oral pelos seus
contactos; só com a colaboração da sociedade civil poderemos melhorar a saúde
oral de todos os portugueses, nomeadamente da população de menores recursos
económicos. Exija que a saúde oral seja obrigatória para todas as crianças e
jovens portugueses.
A saúde oral determina a saúde
geral de qualquer pessoa; a saúde oral constitui um elemento básico de vida, a
que todos os cidadãos portugueses têm direito, sem quaisquer descriminações de origem
social ou económica. Todas as crianças e jovens do país devem ter acesso privilegiado
a tratamentos dentários pelo Serviço Nacional de Saúde; a educação para a saúde
oral deve ser obrigatória em toda a escolaridade obrigatória.
Só com uma forte colaboração da
sociedade civil poderemos garantir o acesso generalizado de cuidados de saúde
oral a todos os portugueses no Serviço Nacional de Saúde. Serão sempre bem
vindas as iniciativas que contribuam para o reforço do combate por uma saúde
oral pública acessível a toda a população portuguesa.
Está comprovado pelos
especialistas que se começar hoje a investir na saúde oral pode-se poupar
largos milhares de milhões de euros dos nossos impostos em gastos desnecessários
com a saúde oral nas próximas décadas. Exijamos e consigamos enfrentar com
coragem e determinação todo o tipo de cooperações e de interesses instalados no
sector e consigamos copiar os melhores exemplos que se fazem no mundo em termos
de saúde oral.
Exija-se escrupulosamente aos
governantes do país o fim imediato de privilégios de acesso à saúde oral para todos
os detentores do poder político. Exijamos a reposição imediata nos cofres do
estado de todo o dinheiro roubado em esquemas fraudulentos pelos políticos que
governaram Portugal desde 1974 até hoje: largas dezenas de milhares de milhões
de euros deverão ser recuperados, um a um, exigidos a cada um dos políticos (antigos
e actuais) que serviram-se da sua condição privilegiada no poder para fazer
riqueza, à custa do trabalho e dos sacrifícios da sociedade civil.
Lamentavelmente a existência actual
de crianças e jovens em Portugal com cáries dentárias, enquanto políticos antigos
e actualmente no poder, de todos os partidos políticos, fazem fortuna com
esquemas fraudulentos; exija-se justiça e prisão efectiva para este tipo de
crimes, actualmente impunes em Portugal.
Que o Senhor Presidente da República,
professor Aníbal Cavaco Silva, seja o primeiro político português a colocar em
acção o fim imediato deste jogo de interesses e de roubo do erário público; as
crianças portuguesas agradecem se sua excelência fazer alguma coisa pela sua saúde
oral.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
599. Campanha DENTISTA SOLIDÁRIO - 19 dezembro 2012
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Campanha DENTISTA SOLIDÁRIO - 19
dezembro 2012 - Dentista24
“Dentista Solidário” Proporciona Tratamentos
Grátis aos mais Carenciados
Pelo 3º ano consecutivo, a Clínica Dentária deLisboa - Dentista24 promove o dia do “Dentista Solidário” junto da população
mais carenciada de Lisboa, por ocasião do período natalício.
A próxima ação solidária será já
no próximo dia 19 de dezembro 2012, dia em que a Clínica Dentária de Lisboa –Dentista 24 e todo o seu corpo clínico vão oferecer dezenas de novos sorrisos à
comunidade. Esta iniciativa surge porque os responsáveis da clínica têm
consciência que os cuidados dentários não estão acessíveis a todos,
principalmente num período em que a austeridade alterou por completo as
prioridades das famílias portuguesas.
Segundo a Dra. Ana Rita Costa,
diretora clínica da Clínica Dentária de Lisboa – Dentista 24, “esta ação
enquadra-se no nosso projeto de responsabilidade social e, por isso, inserimos
no nosso programa de atividades da época natalícia, um conjunto de ações que
visam ajudar a comunidade. Num período tão crítico da vida dos portugueses em
que as pessoas, por vezes, não têm capacidade financeira para satisfazer as
necessidades básicas do seu dia a dia, devemos ajudar os mais carenciados.
Lançámos o repto ao nosso corpo clínico e técnico que se disponibilizou
prontamente e com entusiasmo para este desafio do qual o único pagamento que
vai aceitar será o sorriso no final de cada consulta. Com este pequeno gesto,
acreditamos estar a contribuir para um mundo melhor e para uma sociedade mais
justa.”
Neste dia os “Dentistas Solidários”
irão assegurar uma vasta gama de tratamentos completamente gratuitos:
- Destartarizações
- Restaurações Simples
- Extracções Simples
- Rx
- Controlo da dor
- Diagnóstico
- Selantes
No âmbito desta ação não será
possível fazer marcação prévia de consultas pelo que os pacientes serão vistos
por ordem de chegada até ao limite da capacidade do horário da clínica que
funcionará das 9H00 às 20H00. Esta ação solidária é válida para todos os
adultos e crianças, com idade superior a 15 anos, sendo que, no caso das
crianças, estas devem ser acompanhadas por um dos pais.
Clínica Dentária de Lisboa – Dentista 24
Rua Marques da Silva, 89-1º-Dt
1170 - 223 Lisboa
Telefone: 213 540 059 / 918 825
088
Para mais informações:
Cristiana G. Lucas da Silva
21 354 00 59 / 96 932 9491
gestoradesorrisos@gmail.com
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