domingo, 11 de agosto de 2013

623. Araçatuba (Brasil): 70% dos bebês chegam aos nove anos sem cárie

De cada dez bebês atendidos pela Unesp (Universidade Estadual de São Paulo) de Araçatuba, sete chegam aos nove anos sem cárie. A média é calculada por meio do trabalho realizado na Bebê Clínica, programa da FOA (Faculdade de Odontologia de Araçatuba), desde sua fundação, em 1996. Durante esse período foram feitos 16 mil atendimentos. O resultado se deve, segundo o coordenador da clínica, Robson Cunha, à orientação dada pelos profissionais que atuam no serviço junto aos pais dos bebês atendidos.
"Os pais são incentivados a cuidarem da saúde bucal das crianças e com, isso, elas também aprendem a ser saudáveis", disse Cunha, lembrando que é difícil detectar cáries nos bebês acompanhados na clínica. "Quando aparece, são manchinhas brancas." O bebê tem que ter até seis meses de vida para ser inscrito no programa. Os pais também devem participar de uma palestra educativa sobre o assunto. A partir daí, há um acompanhamento na clínica a cada três meses, onde a gengiva e a dentição da criança são analisadas pelos alunos do curso de Odontologia.
"Fazemos uma avaliação estrutural bucal, aplicação de flúor, limpeza com gaze, escovação, uso de fio dental", elenca o coordenador. Durante as consultas, os pais recebem orientação para evitar dar refrigerante, que contém muito açúcar, por exemplo. "Levo minha filha na Bebê Clínica desde os dois meses de vida. Hoje ela tem um ano e um mês e os dentinhos são saudáveis porque somos educados a cuidar da boquinha dos nossos filhos", contou a negociadora Renata Ribeiro dos Santos, 30 anos, mãe da Izadora.
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Este artigo retrata o resultado do trabalho feito pela Universidade Estadual de S.Paulo (Brasil) e demonstra que é possível controlar e erradicar a carie dental infantil.
Infelizmente é um exemplo que não existe em Portugal. Pelo contrário, o estado prefere gastar continuamente largas dezenas de milhões de euros todos os anos em tratamentos nas faixas etárias infantis mais velhas, recorrendo a instituições privadas em vez de se utilizar os recursos do Serviço Nacional de Saúde, descorando-se qualquer trabalho de prevenção que deveria ter início logo aos seis meses de vida das crianças e que não é da competência do sector privado.
Portugal retrata um péssimo exemplo para o mundo, na prestação de cuidados de saúde oral, porque aposta-se em idades etárias já demasiado avançadas e com desperdício dos recursos humanos e equipamentos existentes no sector público.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

622. As consequências da vergonhosa política e dos interesses instalados na medicina oral em Portugal

Uma situação calamitosa oficializada por todas as instituições responsáveis pela saúde oral e medicina dentária em Portugal, desde o Presidente da República, os vários governos, todos os partidos da Assembleia da República (desde os partidos da direita até todos os partidos da esquerda) e as várias organizações representativas dos médicos dentistas e médicos estomatologistas.
Trata-se de um COMPLÔ FECHADO, onde todos colocam os seus interesses acima dos interesses da população portuguesa, gastando largas centenas de milhões de euros dos impostos de quem trabalha em Portugal para formar especialistas candidatos a emigrar para o estrangeiro e a tratar da saúde de pessoas que não contribuíram para a formação dos médicos dentistas, médicos estomatologistas e higienistas orais portugueses.
Em Portugal subsiste um mundo de interesses que beneficiam alguns prejudicando a maioria da população. Portugal vive uma democracia estupidamente doente.
CADA VEZ MAIS DENTISTAS ABANDONAM PORTUGAL
Depois de seis meses sem arranjar trabalho em Portugal, Marina Alves decidiu tentar a sorte em Inglaterra. É um dos cerca de 500 dentistas que foram para aquele país à procura de melhores condições de emprego. Uma fuga que tem crescido nos últimos anos e está até a atrair os profissionais mais experientes. Em Inglaterra, os portugueses já representam 7% dos dentistas.
"São as situações dos eternos recibos verdes e o facto de não existir um serviço público que ofereça estes serviços às pessoas e de o sector privado estar saturado. Os doentes não têm possibilidades para pagar, e o número de consultas diminuiu", diz ao DN Marina Alves, de 27 anos. Há dois anos que está a trabalhar em Inglaterra, onde há 500 portugueses entre os 7500 dentistas registados. Tentou a sorte através de um dos muitos anúncios de empresas de recrutamento na área da saúde. Não se arrepende de nada e confessa que não tem planos para regressar.
"Temos contratos de prestação de serviços renováveis por dois anos. Raramente oferecem menos de sete mil euros a uma pessoa com a minha experiência. Este valor é sem impostos, mas mesmo com a carga fiscal dá para fazer um bom pé-de-meia. Com a situação económica que se vive em Portugal, o regresso é difícil", diz. Marina revela que são muitos os colegas que a contactam para saber as condições que podem encontrar em Inglaterra. "A saída para fora é uma realidade crescente, quer para Inglaterra, Suécia, França... Quer dos mais novos como dos mais velhos".
É fácil encontrar anúncios de recrutamento na Internet. Salários anuais a rondar os 73 mil euros no Reino Unido ou os 127 mil no Dubai. Os contratos podem chegar aos três anos, e é possível aliar o trabalho público e privado. "Nota-se que nos últimos tempos houve um aumento de candidaturas. Só este ano já recrutámos 20 dentistas para o Reino Unido", conta ao DN Luís Teixeira, da Reach Health Recruitment, empresa que também procura enfermeiros e farmacêuticos.
As razões da saída são quase sempre as mesmas. "Estão desempregados e procuram trabalho. No caso dos dentistas, temos pessoas que fecharam as clínicas em Portugal, porque houve um decréscimo de clientes, e procuram agora outras condições", acrescenta Luís Teixeira, referindo que no espaço de um mês receberam entre 30 e 40 candidaturas de portugueses que queriam ir para o Dubai.
Orlando Monteiro da Silva, bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas, diz que a saída de profissionais vai continuar. "A Inglaterra, Irlanda, os países nórdicos vão precisar de mais dentistas. Portugal tem excesso de cursos de Medicina Dentária e muitos profissionais sem colocação. As sete faculdades formam, por ano, cerca de 500 novos dentistas", diz.
Um recém-licenciado ganha no País cerca de 500 euros a recibos verdes, em Inglaterra o vencimento mensal pode ser oito vezes superior. "Há turmas em que 90% dos alunos foram exercer para fora do País. Há o caso de uma turma inteira em que isso aconteceu. Também há colegas mais velhos que vão para Inglaterra para efeitos de reforma, algo difícil de assegurar em Portugal", afirma. Ter dentistas no Serviço Nacional de Saúde (SNS) seria uma solução. "Uma parte enorme da população precisa de assistência e não a pode pagar. Temos entre 30 e 40 médicos dentistas no SNS, o que é manifestamente pouco. Se tivéssemos em média dois ou três dentistas por centro de saúde, seriam cerca de 900 mil dentistas a fazer tratamentos básicos", afirma Monteiro da Silva.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

620. Médicos estomatologistas versus Médicos dentistas

A Estomatologia em Portugal é um campo de actuação por dois profissionais distintos: Médicos Estomatologistas e Médicos Dentistas. Os Médicos Estomatologistas são profissionais licenciados em Medicina que se especializam posteriormente em Estomatologia, exercendo em hospitais públicos/privados e clínicas. Os Médicos Dentistas são profissionais licenciados em Medicina Dentária e exercem quase exclusivamente em clínicas, sendo esta licenciatura algo recente no panorama português, ao passo que há uma tendência para diminuir o número de Médicos Estomatologistas, pois as vagas disponíveis para o internato de especialidade em Estomatologia são cada vez menos.
Ambos têm formação para identificar, diagnosticar e tratar todas as patologias orais e maxilares, bem como as estruturas anexas a estas, quer de forma médica ou cirúrgica. A grande diferença reside na sua classificação profissional e anos de formação: os Médicos Estomatologistas estão contemplados na carreira médica hospitalar, enquanto que os Médicos Dentistas não têm, actualmente, qualquer carreira associada.
Após a licenciatura em Medicina, para obterem a especialidade de estomatologia, os médicos frequentam o Internato de Especialidade que tem a duração de 4 anos. Depois do exame final do internato de Estomatologia passam a ser Assistentes Hospitalares de Estomatologia e podem obter o título de Especialistas em Estomatologia pela Ordem dos Médicos.

domingo, 26 de maio de 2013

618. Iniciativa pede apoio de profissionais de dentária em todo o mundo

Em 2010, o projecto ucraniano Quality of Life for Our Parents foi criado. Profissionais da Dentária dedicado à iniciativa, que tem como objectivo oferecer cuidados de implante livre para pessoas carentes com idades entre 65 anos ou mais, colocaram cerca de 2.000 implantes até hoje, ajudando assim 500 pessoas totalmente desdentadas. Agora, os fundadores do projecto estão a pedir aos colegas de todo o mundo para apoiar o Dia Mundial do Tratamento Dentário Gratuito no dia 31 de Maio.
O projecto foi iniciado pelo Prof Yaroslav Zablotskyy, presidente da Associação dos Implantologistas ucranianos, e se espalhou para outros países, como a Polónia, a Rússia e a Geórgia. Os organizadores realizaram eventos beneficentes em diferentes lugares para fornecer o cuidado profissional para os idosos. Até agora, os médicos de mais de 20 países apoiaram a causa. Os eventos são divulgados através do rádio, televisão e anúncios impressos.
Desde 2012, este projecto foi organizado pela International Implantologists Alliance (IAA)  e o projecto recebeu o apoio oficial da  European Association for Osseointegration este ano. No Dia Mundial do Tratamento Dentário Gratuito, introduzido em 2012 em homenagem ao 60 º aniversário da descoberta da osseointegração do Brånemark e programada para a última sexta-feira em Maio de cada ano, dentistas e Implantologists são convidados para tratar um paciente totalmente desdentado, gratuitamente, em seu local de trabalho, que poderia ser um particular ou uma universidade clínica e de acordo com o protocolo preferido do médico. Na situação ideal, uma empresa de fabricação de implantes dentários apoiaria o médico, fornecendo o material necessário.
Profissionais de Dentária em todas as áreas são bem-vindos para se juntar a IAA, a fim de apoiar a Quality of Life for Our Parents  Os membros também têm a oportunidade de se juntar a outras iniciativas existentes e apoiá-los em um nível local ou internacional, bem como a oportunidade de iniciar seu próprio projecto social baseado nas suas próprias ideias com o apoio do IAA.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

segunda-feira, 29 de abril de 2013

615. 40 % das crianças portuguesas com cáries dentárias aos 6 anos de idade

São cada vez menos as crianças entre os seis e os 12 anos que apresentam cáries dentárias. Pelo menos é o que indicam os dados preliminares do III Estudo Nacional de Prevalência das Doenças Orais, apresentado no âmbito do Dia Mundial da Saúde.
Segundo o estudo, 60% das crianças com seis anos não tem cáries, um número que subiu 9% em relação a 2006 e 27% em relação a 2000. Apesar disso ainda persistem algumas desigualdades entre as várias zonas do país, com a zona centro a ser a que apresenta mais crianças com cáries: 53%. Segue-se o norte com 46%, Lisboa e Vale do Tejo com 40%, Algarve com 34% e Alentejo com 29%.
Em relação às crianças com 12 anos, Cristina Cádima, do Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral, da Direção-Geral da Saúde, referiu que 56% não tinham cáries, sendo igualmente a zona centro que apresenta piores resultados, com 51% das crianças desta idade sem cáries, seguido do norte com 53%, Algarve e Lisboa e Vale do Tejo com 58% e Alentejo com 53%.
O estudo avaliou ainda o índice CPOD (média do número de dentes com cáries, perdidos ou obturados que as crianças apresentam) e também aqui se registaram melhorias. Como o programa começa aos seis anos, o índice focou-se nas crianças com 12 anos e percebeu-se que cada uma tinha, em média, 0,77 dentes cariados, perdidos ou obturados, quando em 2006 este número ficava nos 1,48. Relativamente a este índice, a meta definida pela Organização Mundial de Saúde, a atingir até 2020, corresponde a 1,50, pelo que Portugal já ultrapassou a meta.
No encerramento da conferência, o ministro da Saúde Paulo Macedo destacou as escolas como “autênticas instituições promotoras da saúde oral” e anunciou que o projeto SOBE, que intervém nas bibliotecas escolares, venceu os World Dental Hygienist Awards.
Saúde Oral
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Este estudo diz que em Portugal há 40 crianças em cada 100 com cáries dentárias, ou seja, quase metade das crianças portuguesas apresentam cáries dentárias aos seis anos de idade.
O desprezo quase absoluto para combater o flagelo desta doença infecto-contagiosa nos primeiros anos de vida nota-se na quase ausência de uma verdadeira política de saúde de cuidados primários para a primeira infância no país.
É extremamente dramático assistir que um país da União Europeia tenha quase metade das suas crianças com cáries dentárias, antes de ingressarem no primeiro ciclo do ensino básico.
Confrangedor comparar os dados recentes com anos em que o número de crianças era largamente superior; o efeito dramático da redução da taxa de natalidade é o resultado directo da destruição de direitos sociais e que vai criar gravíssimos problemas de sustentabilidade inter-geracional.
As palmas de hoje serão substituídas por lamentos muito brevemente.

domingo, 21 de abril de 2013

614. Facturação dos dentistas diminuiu cerca de 40 por cento em 2012

A facturação dos consultórios de medicina dentária diminuiu cerca de 40 por cento, em 2012, em resultado da crise que leva as pessoas a não gastar na prevenção, revelou o bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas, avança a agência Lusa. “A crise afecta, e de que maneira, os consultórios de medicina dentária”, disse Orlando Monteiro da Silva à Lusa, à margem das cerimónias do Dia Mundial da Saúde Oral, que se assinalou esta quarta-feira.
O bastonário disse que a facturação dos 5.000 a 6.000 consultórios de medicina dentária diminuiu entre 30 a 40 por cento, no ano passado, em relação a 2011. Esta diminuição, adiantou, deve-se à crise e ao facto de as pessoas “adiarem, sempre que podem, a ida ao dentista, a menos que seja para tratar a dor e o desconforto evidentes”. Para Orlando Monteiro da Silva, as consequências deste afastamento dos consultórios pode traduzir-se numa inversão dos resultados optimistas em termos de saúde oral, que se têm registado em Portugal.
“Em tempos de austeridade, a crise afecta a saúde e, nomeadamente, a saúde oral”, lamentou.
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A equidade entre a prestação de serviços de medicina dentária entre o público e o privado, a criação do Boletim Individual de Saúde Oral, a reformulação completa dos programas de prevenção, a fixação de tabelas de preços máximos pelos tratamentos dentários e a mobilidade geográfica dos médicos dentistas são propostas já feitas há vários anos que podem inverter a situação calamitosa da medicina oral em Portugal.
Os problemas de saúde oral em Portugal não têm nada a haver com a crise económica; todos os problemas existentes na medicina dentária devem-se à mentalidade conservadora e interesses instalados no sector, que impedem a adopção de novas estratégias que coloquem a saúde oral ao alcance de todos, mantendo-se restrita aos interesses cooperativistas e monopolistas, visando apenas o lucro.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

613. Cheques-dentista vão ser alargados a jovens de 15 anos

O programa dos cheques-dentista vai ser estendido aos jovens com 15 anos, abrangendo cerca de 50 mil utilizadores, um alargamento sem encargos adicionais para o Serviço Nacional de Saúde (SNS), segundo a Ordem dos Médicos Dentistas. Em declarações à agência Lusa, o bastonário da Ordem dos Dentistas, Orlando Monteiro da Silva, explicou que já houve acordo com o Ministério da Saúde sobre este alargamento do programa de saúde oral nos jovens. Até agora, o programa abrangia crianças em idade escolar até aos 13 anos, que só no ano passado beneficiaram de 300 mil cheques-dentist
Além das crianças, em 2012, o programa permitiu dar cheques a cerca de 100 mil grávidas, idosos com complemento solidário e doentes com VIH/Sida. O orçamento do programa em 2013 é de 16 milhões de euros, o mesmo do que no ano anterior. Após o acordo com o Ministério da Saúde, a Ordem dos Médicos Dentista diz que neste momento está a ser feito «trabalho técnico para operacionalizar» o alargamento aos jovens de 15 anos, não adiantando quando é que podem começar a ser emitidos cheques para este novo público-alvo. O bastonário justificou a possibilidade de extensão do programa sem custos adicionais para o SNS com a melhoria dos índices de saúde oral das crianças já abrangidas no programa: «Melhoraram os índices de saúde oral e diminuiu o risco que está implícito a um alargamento do programa. É totalmente diferente apanhar uma criança aos 15 anos que nunca foi vista ou ter uma criança ou jovem que já foi seguido».
Além disso, Orlando Monteiro da Silva afirma que a Ordem dos Dentistas «não se coloca de fora do esforço de contenção de custos que se pede transversalmente à área da saúde». No início deste mês, o ministro da Saúde anunciou também no parlamento que o acordo com a Ordem resultou nos primeiros passos para a realização de rastreios ao cancro oral. Orlando Monteiro da Silva explicou agora à Lusa que a «operacionalização técnica» está praticamente concluída e que já há linhas de orientação sobre números de rastreios, de biópsias e grupos populacionais a atingir.
Entre a população com maior risco de cancro oral estão os fumadores e consumidores excessivos de álcool e a população mais velha, com o risco a aumentar sobretudo a partir dos 50 anos. Segundo o bastonário, os tumores na boca em fase inicial podem ser curados e representam menos custos financeiros e pessoais. «Se tudo estiver aprovado para este ano, estamos disponíveis para acolher esta vertente de rastreio e tratamento de lesões malignas. É uma questão de definir quando vamos começar», afirmou Monteiro da Silva em declarações recolhidas pela Lusa.
TVI 24
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No caminho da direcção certa. Mas falta implementar o cartão de saúde oral para todas as crianças e jovens; o programa de cheque-dentista apenas abrange uma reduzida percentagem das necessidades reais de saúde oral das crianças e jovens, deixando de fora a esmagadora maioria de quem precisa, como por exemplo quem frequenta o ensino secundário ou universitário (aqueles que mais precisam de apoio).
Não se entende a atribuição de cheque-dentistas a quem por assumida negligencia social contraiu o HIV/SIDA (o dinheiro dos impostos pagos por quem trabalha jamais deveria ser canalizado para esse tipo de pessoas). Também não se entende a falta de implementação de uma rede de cuidados de saúde de medicina oral pública, em igual circunstâncias que o sector privado; uma autêntica vergonha de política de saúde pública que ninguém ousa denunciar.


quinta-feira, 28 de março de 2013

611. Ao Ex. Sr. Presidente da Administração Regional de Saúde do Alentejo

Para pessoas que têm memória curta por interesse próprio

(...) Não me conformo com gestos de moralidade e de o que aconteceu comigo não se voltará a repetir com outra pessoa; pretendo sim que os actos sejam assumidos e as responsabilidades apuradas (actos médicos de medicina dentária ou estomatologia praticados ou que me tenham sido negados) até onde seja possível e exequível a justiça, nem que a mesma venha apenas ter um efeito moralizador dos actos hediondos praticados dentro do Serviço Nacional de Saúde e de que V. Ex.ª jamais deverá permitir que sejam esquecidos ou que se lhe passe um pano por cima deles. Não persigo ninguém; apenas quero entender quem e porquê fui sujeito a determinados cuidados de saúde dentários e fui impossibilitado de ter acesso a outro tipo de tratamentos dentários, pois julgo que fui severamente mal tratado, quando confiei plenamente nos tratamentos que fizeram-me, e que os mesmos se repercutem permanentemente e de forma extremamente negativa sobre a minha actual qualidade de vida.
 
 
A posição ocupada num determinado cargo não pode servir de desculpa alguma para a desresponsabilização civil e criminal de actos médicos praticados, nomeadamente sobre pessoas que à data dos factos eram menores de idade. Ninguém tem o direito de impedir o exercício da justiça quando estão em causa direitos fundamentais do homem.
Portugal ainda é um estado de direito e não se pode permitir determinado tipo de abusos que condicionam e determinam a qualidade de vida de outra pessoa, de forma permanente e para o resto da sua vida; esta situação é ainda mais gravosa por ser praticada sobre crianças.

 

quinta-feira, 7 de março de 2013

610. CANCRO ORAL

Perguntas e respostas úteis
1 - O QUE É O CANCRO ORAL?
O cancro oral é definido pela Classificação Internacional de Doenças pelo conjunto de tumores malignos que afectam qualquer localização da cavidade oral, dos lábios à garganta, (incluindo as amígdalas e a faringe). A sua localização mais comum é no pavimento da boca (mucosa abaixo da língua), bordo lateral da língua e no palato mole.
Mais de 90% destes cancros são designados por carcinomas afectando o epitélio da mucosa oral. Os restantes correspondem a formas mais raras de tumores e incluem os linfomas, sarcomas, melanomas, etc. O cancro oral está associado a índices de mortalidade elevados, que se deve em grande parte ao seu diagnóstico tardio.
2 - O CANCRO ORAL É FREQUENTE?
O carcinoma da cabeça e pescoço é o 6º cancro mais comum em todo o mundo e corresponde a cerca de 2.8% de todos os cancros. O cancro oral é mais frequente nos homens, acima dos 45 anos de idade, aumentando consideravelmente até aos 65 anos.
3 - QUAIS OS FACTORES DE RISCO DO CANCRO ORAL?
O tabaco e o álcool são os principais factores de risco no desenvolvimento do cancro oral. O fumo do tabaco está relacionado com diversas transformações na mucosa oral e tem um efeito carcinogénico directo nas células epiteliais. Calcula-se que 8 em cada 10 doentes diagnosticados com cancro oral consumam ou tenham consumido tabaco, tendo estes doentes um risco 5 a 7 vezes superior de desenvolverem cancro oral quando comparados com não fumadores.
O cancro oral está, portanto, fortemente associado a um estilo de vida menos saudável, isto é, ao consumo de tabaco e álcool, associado a uma reduzida ingestão de vegetais e frutas e por isso pobre em alimentos contendo agentes anti-oxidantes.
4 - COMO SE MANIFESTA O CANCRO ORAL? QUAIS SÃO OS SEUS PRINCIPAIS SINAIS E SINTOMAS?
Os carcinomas da cavidade oral podem manifestar-se como uma mancha, de cor variável, geralmente branca ou avermelhada, uma massa mais ou menos endurecida ou uma úlcera que não cicatriza. A maior parte das lesões são indolores na sua fase inicial, tornando-se progressivamente dolorosas.
São exemplo de sinais e sintomas: úlceras persistentes, áreas endurecidas, áreas de crescimento tecidular, lesões que não cicatrizam, mobilidade dentária, dor, parestesia (perdas de sensibilidade), disfagia (dificuldade em deglutir), lesões brancas e vermelhas, linfadenopatia (gânglios linfáticos aumentados).
5 - COMO SE TRATA O CANCRO ORAL?
O cancro oral trata-se essencialmente com cirurgia e radioterapia, isoladas ou combinadas. O factor chave para o tratamento é o diagnóstico precoce das lesões, factor que melhora significativamente as taxas de sobrevivência à doença.  
6 - O CANCRO ORAL MATA!
Apesar dos avanços ocorridos nos últimos anos no diagnóstico e tratamento do cancro oral este continua a ter uma taxa de mortalidade bastante elevada. Estima-se que cerca de 6 em cada 10 doentes de cancro oral morram nos 5 anos após a data do seu diagnóstico. O insucesso parece estar ligado ao facto de grande parte dos
casos não serem diagnosticados atempadamente.
7 - COMO POSSO PREVENIR O CANCRO ORAL?
A prevenção do cancro oral passa por:
  • adopção de um estilo de vida saudável;
  • cessação do consumo de tabaco;
  • diminuição do consumo de álcool;
  • consumo regular de vegetais frescos e frutas como factor protector;
  • visitas regulares ao médico dentista que permitam que tais lesões sejam diagnosticadas nas suas fases mais precoces.
  8 - EM QUE CONSISTE UMA CONSULTA DE RASTREIO DE CANCRO ORAL?
Na consulta de rastreio de cancro oral o médico dentista procede a um exame visual de todas as estruturas orais (lábios, língua, gengivas, palato, bochechas, pavimento da boca, etc.) bem como das estruturas anexas à cavidade oral (ex.: glândulas salivares, pescoço). A palpação das estruturas orais e peri-orais é também efectuada para detectar eventuais aumentos de volume e áreas endurecidas. Podem ainda ser solicitados exames complementares de diagnóstico (ex.: radiografias).
Quando uma lesão suspeita é observada, a biopsia da mesma poderá ser aconselhada,
permitindo a confirmação do diagnóstico inicial e os seus sinais de malignidade.
 SABIA QUE?
  • O cancro oral é o 6º cancro mais comum em todo o mundo;
  • Os principais factores de risco são o tabaco e o álcool;
  • Surge de uma forma assintomática, persistindo uma lesão por um tempo indeterminado, só se tornando dolorosa tardiamente;
  • O índice de mortalidade do cancro oral é elevado;
  • A chave para o seu tratamento é um diagnóstico atempado;
  • O risco de desenvolver um cancro na cavidade oral diminui com os anos de cessação tabágica. Após 15 anos da cessação, o risco aproxima-se dos valores de um não fumador.

O seu médico dentista é o profissional de saúde responsável pelo estudo, prevenção, diagnóstico e tratamento das anomalias e doenças dos dentes, boca, maxilares e estruturas anexas.
O médico dentista, pelo contacto regular com os seus pacientes, encontra-se numa posição privilegiada para contribuir no rastreio precoce e prevenção do cancro oral. Consulte-o regularmente, pelo menos 2 vezes por ano.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

609. Em Portugal há dentistas "formados" pelo supremo tribunal administrativo

Parte dos actuais dentistas foram formados por a Lei (Aviso n.º 12 418/2002 (2.ª série). - Nos termos do artigo 5.º da Lei n.º 4/99, de 27 de Janeiro, alterada pela Lei n.º 16/2002, de 22 de Fevereiro, tornam-se públicas as listas definitivas dos profissionais acreditados e não acreditados, no âmbito do processo de regularização dos odontologistas, homologadas por despacho de 22 de Outubro 2002 do Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde. Faz-se, igualmente, pública a lista dos odontologistas já acreditados no seguimento do processo de regularização de 1977 e 1982: ou seja estes senhores eram os chamados mecânicos de prótese e pelas suas horas trabalho foram considerados odontologistas. Eles estão aí com clínicas de luxo e com grandes sinais exteriores de riqueza. A faculdade desses dentistas foi o supremo tribunal administrativo.

(Recebido por email)

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

608. Alcoutim reforça acordo com medicina dentária

Há três anos que foi aberto o primeiro consultório de medicina dentária em Alcoutim. A iniciativa resultou de um acordo entre a Câmara Municipal e a Santa Casa da Misericórdia de Alcoutim e permitiu, às famílias carenciadas, o acesso gratuito à saúde oral.
Com um investimento total de 13.200 euros em 2012, este projeto viu agora a sua verba reforçada em mais 12.000 euros anuais, dadas as dificuldades acrescidas das famílias alcoutenejas pelas medidas de contenção económica impostas.
Integrado no Contrato Local de Desenvolvimento Social (CLDS), estabelecido entre o Município de Alcoutim, o Instituto de Segurança Social I.P. e a Associação Odiana, o programa de Saúde Oral já permitiu, desde a sua abertura, que cerca de 400 munícipes tivessem um sorriso mais saudável.
Segundo o Gabinete de Ação Social, Saúde e Educação da Câmara Municipal de Alcoutim, em 2012 foram dadas cerca de 500 consultas.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

606. Universidade portuguesa contestada em França

Uma universidade privada portuguesa está a formar profissionais de saúde em França por 9500 euros, contornando os numerus clausus das universidades.
A Universidade Fernando Pessoa, com sede no Porto, abriu em Toulon e tem formações para dentistas, farmacêuticos, ortofonistas e psicólogos. De acordo com o Le Monde, há cerca de uma dúzia de alunos de cirurgia dentária inscritos, depois de terem pago o referido valor. Mas de acordo com este jornal, os alunos inscritos nesta universidade estão a passar à frente de alunos que todos os anos não conseguem entrar numa universidade devido ao numerus clausus das instituições de ensino francesas, que limitam o número de admissões nos cursos.
A União Nacional de Estudantes de Cirurgia Dentária já se insurgiu contra a existência da sucursal portuguesa naquele país e acredita que esta "vai contra o princípio de equidade do ensino superior e contorna diretamente o sistema de formação em saúde, nomeadamente o numerus clausus".
Saúde Oral, Revista Profissional de Estomatologia e Medicina Dentária



quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

603. Cheques-dentista voltam a ser emitidos

A distribuição de cheques-dentista voltou esta quarta-feira a ser realizada, depois de ter estado suspensa cerca de dois meses, confirmou o bastonário da Ordem dos Dentistas, congratulando-se com a verba de 16 milhões de euros prevista para o programa. “Hoje mesmo às 00h foi dada uma indicação para recordar que a emissão de cheques-dentista retoma o seu curso normal, conforme a Direcção-geral da Saúde [DGS] já tinha informado”, declarou Orlando Monteiro da Silva, bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas em declarações à agência Lusa.
Por “razões de rigor de gestão orçamental”, a DGS propôs, em finais de Outubro, a suspensão temporária da emissão de cheques-dentista para as crianças em idade escolar até 31 de Dezembro de 2012, mantendo-se inalterado o processo de emissão de cheques para os outros grupos alvo do programa (grávidas, idosos, doentes com VIH/sida). “Está tudo ocorrer consoante o previsto”, confirmou o bastonário, adiantando que centros de saúde, escolas e administrações regionais de saúde já foram avisados da regularização da situação.
Orlando Monteiro da Silva mostrou-se ainda satisfeito com a verba atribuída ao programa de saúde oral no Orçamento do Estado deste ano, que é pelo menos igual à do ano de 2012 (16 milhões de euros), como já tinha anunciado o Ministério da Saúde. Contudo, o bastonário dos Dentistas aguarda, “com expectativa” o detalhe do orçamento do ministério para saber se há um reforço desta verba para incluir no programa o rastreio ao cancro oral.
Em 2012 foram emitidos cheques-dentista que abrangeram cerca de 400 mil utentes, dos quais 300 mil correspondem a crianças em idade escolar e 100 mil a grávidas, idosos com complemento solidário e doentes com HIV/Sida.

sábado, 29 de dezembro de 2012

602. Senhor Secretário de Estado da Saúde: vá embora

"Portugueses devem prevenir doenças", diz Ministério – O secretário de Estado da Saúde, Fernando Leal da Costa, considera que os portugueses têm a obrigação de contribuir para a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS), prevenindo doenças e recorrendo menos aos serviços. "Se nós, cada um dos cidadãos, não fizermos qualquer coisa para reduzir o potencial de um dia sermos doentes, por mais impostos que possamos cobrar aos cidadãos, o SNS será, mais tarde ou mais cedo, insustentável", afirmou Fernando Leal da Costa, em entrevista à agência Lusa.
Frisando que a manutenção do SNS é indiscutível para o Governo, o secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde diz que "não basta" cobrar impostos e que é necessário que os cidadãos comecem a ter uma atitude de prevenção de doenças para que não precisem tanto dos serviços de saúde.
O bastonário da Ordem dos Médicos salienta que a prevenção de doenças é um papel do próprio Governo, que aconselhou os portugueses a evitarem as idas aos hospitais públicos. «É evidente que se pode fazer mais pela prevenção a nível das responsabilidades governativas, nomeadamente insistindo mais na educação para a saúde e na prevenção da doença nas escolas, corrigindo e estimulando os estilos de vida», afirmou à TSF.
José Manuel Silva entende que não são apenas os utentes a conseguir prevenir as suas doenças. «Também usando a fiscalidade para orientar os cidadãos no sentido de optarem por alimentação e estilos de vida mais saudáveis», concluiu, em reação às declarações do secretário de Estado da Saúde.
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Hoje ficou claramente patente a existência de lobbies (grupo de pessoas envolvidas na tentativa de influenciar legisladores ou outros agentes públicos em favor de uma causa específica) com o intuito de transformar o Serviço Nacional de Saúde num serviço oneroso para os cidadãos, independentemente dos impostos obrigatórios impostos pelo poder político e da redução dos salários. Assim, perante a forte contração dos rendimentos disponíveis, o poder político segue a política inversa preconizada pelos fundadores do Serviço Nacional de Saúde, tornando os cuidados médicos cada vez menos acessíveis à população em geral, apoiado pelo próprio bastonário dos médicos. Está aberta a privatização da saúde em Portugal; os grandes grupos económicos têm agora a possibilidade de concorrer com o Serviço Nacional de Saúde: o governo apoia e o bastonário dos médicos dá uma ajuda na iniciativa.
No âmbito da saúde oral, o Saúde Oral tem sistematicamente sensibilizado as diversas entidades para a constante degradação da acessibilidade da maior parte da população, nomeadamente das classes sociais mais desfavorecidas e das faixas etárias mais frágeis, designadamente da infância, adolescência e idosos. As postagens 535 (ler aqui) e 536 (ler aqui) foram remetidas ao Ministério da Saúde; a análise detalhada das várias soluções propostas para a deficiente saúde oral dos portugueses poderiam ser o ponto de partida para alterar o atual pântano na prestação de cuidados de medicina dentária em Portugal. Infelizmente, o Ministério da Saúde não respondeu ao ofício até hoje; simples medidas poderiam reduzir para metade os custos indispensáveis à prestação de cuidados de saúde oral.
Infelizmente, o atual governo segue a mesma linha de atuação do anterior governo, preferindo que os portugueses continuem a gastar valores exorbitantes para terem acesso a cuidados de saúde oral; quando o Secretário de Estado da Saúde fala na importância da prevenção de doenças (afinal, aonde está o Boletim Individual de Saúde Oral para todas as crianças e adolescentes portugueses?), é bom lembrar que o seu governo dá o pior exemplo dessa pratica quando recorre a cortes de cuidados de saúde oral infantil para transferir dinheiro para os grandes grupos financeiros da banca mundial. O Ministério da Saúde segue uma política moribunda, consoante os interesses dos grupos económicos privados e da banca, espezinhando os direitos fundamentais da Declaração dos Direitos das Crianças, retificada por Portugal, atos meramente cobardes quando os especialistas sabem que investindo 100 euros em saúde oral traduz-se numa poupança de até 3 000 euros no futuro.
Já tivemos um antigo Ministro da Saúde Correia de Campos adepto do uso de escovas de dentes para combater as doenças infecto-contagiosas (cárie dentária); já tivemos uma alta responsável da Direção Regional de Educação de Lisboa e do Vale do Tejo a recomendar o consumo de frutas para combater as doenças infecto-contagiosas (cárie dentária); agora temos um Secretário de Estado da Saúde que pede aos portugueses para não utilizarem tanto os serviços de saúde (como se cada um de nós pudesse escolher quando ficamos doentes).
Senhor Secretário de Estado da Saúde: coloque o cargo que ocupa à disposição de quem consiga fazer muito mais pelos portugueses com menos dinheiro.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

601. SAÚDE ORAL 2013

O Saúde Oral deseja um bom ano de 2013 para todos os seus leitores. O Saúde Oral pode ser acompanhado no Blogger, no feedburner e pelo FaceBook. Faça a divulgação do Saúde Oral pelos seus contactos; só com a colaboração da sociedade civil poderemos melhorar a saúde oral de todos os portugueses, nomeadamente da população de menores recursos económicos. Exija que a saúde oral seja obrigatória para todas as crianças e jovens portugueses.
A saúde oral determina a saúde geral de qualquer pessoa; a saúde oral constitui um elemento básico de vida, a que todos os cidadãos portugueses têm direito, sem quaisquer descriminações de origem social ou económica. Todas as crianças e jovens do país devem ter acesso privilegiado a tratamentos dentários pelo Serviço Nacional de Saúde; a educação para a saúde oral deve ser obrigatória em toda a escolaridade obrigatória.
Só com uma forte colaboração da sociedade civil poderemos garantir o acesso generalizado de cuidados de saúde oral a todos os portugueses no Serviço Nacional de Saúde. Serão sempre bem vindas as iniciativas que contribuam para o reforço do combate por uma saúde oral pública acessível a toda a população portuguesa.
Está comprovado pelos especialistas que se começar hoje a investir na saúde oral pode-se poupar largos milhares de milhões de euros dos nossos impostos em gastos desnecessários com a saúde oral nas próximas décadas. Exijamos e consigamos enfrentar com coragem e determinação todo o tipo de cooperações e de interesses instalados no sector e consigamos copiar os melhores exemplos que se fazem no mundo em termos de saúde oral.
Exija-se escrupulosamente aos governantes do país o fim imediato de privilégios de acesso à saúde oral para todos os detentores do poder político. Exijamos a reposição imediata nos cofres do estado de todo o dinheiro roubado em esquemas fraudulentos pelos políticos que governaram Portugal desde 1974 até hoje: largas dezenas de milhares de milhões de euros deverão ser recuperados, um a um, exigidos a cada um dos políticos (antigos e actuais) que serviram-se da sua condição privilegiada no poder para fazer riqueza, à custa do trabalho e dos sacrifícios da sociedade civil.
Lamentavelmente a existência actual de crianças e jovens em Portugal com cáries dentárias, enquanto políticos antigos e actualmente no poder, de todos os partidos políticos, fazem fortuna com esquemas fraudulentos; exija-se justiça e prisão efectiva para este tipo de crimes, actualmente impunes em Portugal.
Que o Senhor Presidente da República, professor Aníbal Cavaco Silva, seja o primeiro político português a colocar em acção o fim imediato deste jogo de interesses e de roubo do erário público; as crianças portuguesas agradecem se sua excelência fazer alguma coisa pela sua saúde oral.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

599. Campanha DENTISTA SOLIDÁRIO - 19 dezembro 2012



















































Campanha DENTISTA SOLIDÁRIO - 19 dezembro 2012 - Dentista24

 “Dentista Solidário” Proporciona Tratamentos Grátis aos mais Carenciados

 Pelo 3º ano consecutivo, a Clínica Dentária deLisboa - Dentista24 promove o dia do “Dentista Solidário” junto da população mais carenciada de Lisboa, por ocasião do período natalício.
A próxima ação solidária será já no próximo dia 19 de dezembro 2012, dia em que a Clínica Dentária de Lisboa –Dentista 24 e todo o seu corpo clínico vão oferecer dezenas de novos sorrisos à comunidade. Esta iniciativa surge porque os responsáveis da clínica têm consciência que os cuidados dentários não estão acessíveis a todos, principalmente num período em que a austeridade alterou por completo as prioridades das famílias portuguesas.
Segundo a Dra. Ana Rita Costa, diretora clínica da Clínica Dentária de Lisboa – Dentista 24, “esta ação enquadra-se no nosso projeto de responsabilidade social e, por isso, inserimos no nosso programa de atividades da época natalícia, um conjunto de ações que visam ajudar a comunidade. Num período tão crítico da vida dos portugueses em que as pessoas, por vezes, não têm capacidade financeira para satisfazer as necessidades básicas do seu dia a dia, devemos ajudar os mais carenciados. Lançámos o repto ao nosso corpo clínico e técnico que se disponibilizou prontamente e com entusiasmo para este desafio do qual o único pagamento que vai aceitar será o sorriso no final de cada consulta. Com este pequeno gesto, acreditamos estar a contribuir para um mundo melhor e para uma sociedade mais justa.”
Neste dia os “Dentistas Solidários” irão assegurar uma vasta gama de tratamentos completamente gratuitos:

- Destartarizações
- Restaurações Simples
- Extracções Simples
- Rx
- Controlo da dor
- Diagnóstico
- Selantes

No âmbito desta ação não será possível fazer marcação prévia de consultas pelo que os pacientes serão vistos por ordem de chegada até ao limite da capacidade do horário da clínica que funcionará das 9H00 às 20H00. Esta ação solidária é válida para todos os adultos e crianças, com idade superior a 15 anos, sendo que, no caso das crianças, estas devem ser acompanhadas por um dos pais.

 Clínica Dentária de Lisboa – Dentista 24

Rua Marques da Silva, 89-1º-Dt
1170 - 223 Lisboa
Telefone: 213 540 059 / 918 825 088

Para mais informações:
Cristiana G. Lucas da Silva
21 354 00 59 / 96 932 9491
gestoradesorrisos@gmail.com

domingo, 16 de dezembro de 2012

598. Portugal tem a pior higiene oral da Europa


Portugal é o país com pior higiene oral da Europa, com quase todas as crianças a apresentar pelo menos uma cárie e a maioria dos idosos sem um único dente, afirmou o Bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas. Segundo Orlando Monteiro da Silva, alguns estudos têm revelado dados preocupantes sobre Portugal que o colocam na cauda dos 25 países da União Europeia. Esses estudos revelam que "65 por cento das pessoas com mais de 60 anos não tem um único dente na boca", indicou o especialista.
"Perto de cem por cento das crianças em idade chave de avaliação – 5/6 anos e 9/10 anos – têm pelo menos um dente com cárie e algumas dessas crianças já têm 70 por cento dos dentes cariados, arrancados ou obturados", adiantou. Se as crianças forem instruídas desde cedo, ganham o hábito de cuidar da dentição e nunca vão deixar de cumprir regras de saúde oral e higiene dentária, explicou Orlando Monteiro da Silva, para quem o grande problema reside na falta de educação dos mais novos, tanto por parte dos pais como do Estado.
Na opinião do médico, os pais não incutem esses hábitos nas crianças porque também não os têm. "Os adultos mesmo quando vão aos dentistas e são devidamente instruídos só seguem os conselhos nos primeiros dias, mas como não há background deixam de cumprir as regras estabelecidas", frisou. Orlando Monteiro da Silva responsabiliza ainda o Estado pela falta de educação da população, e principalmente das crianças, ao não promover políticas de saúde oral em escolas, lares ou centros de dia.
Afirmando que conhece no terreno estas carências, o bastonário disse que nos lares de terceira idade "não há quem saiba como se higieniza uma prótese" e em centros com crianças deficientes profundas acamadas "há um desconhecimento total de que nesses casos deve ser colocado um antibiótico específico na boca para a higienizar". O apoio do Estado deveria passar também pelo investimento no Serviço Nacional de Saúde, defendeu, considerando "inadmissível" que hospitais e centros de saúde não tenham dentistas.
"O Ministério da Saúde trata as pessoas como se não tivessem boca", lamentou, acrescentando que "grande parte dos portugueses não tem acesso aos dentistas – que só exercem em clínicas privadas – por falta de meios económicos e de informação". Para Orlando Monteiro da Silva, este não investimento do Estado é um "erro tremendo" em termos de saúde pública.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

597. Manual da Medicina Dentária na Europa

O Manual of Dental Practice 2008, editado pelo Council of European Dentists (CED), é o documento de referência para compreender o exercício profissional da medicina dentária na Europa. Contém informação sistematizada e de fácil compreensão.
Aceda ao documento seguindo a seguinte hiperligação no site da Ordem dos Médicos Dentistas.


Direitos de Autor – AVISO
Faz-se notar, que o EU Manual of Dental Practice é uma criação da autoria do Conselho Europeu dos Médicos Dentistas, o qual detém todos os direitos de autor e conexos sobre a obra. Qualquer acto ou tentativa de aquisição, reprodução, cópia, conservação ou distribuição do EU Manual of Dental Practice, que não exclusivamente para fins de uso pessoal pelo utilizador, e na falta de autorização escrita especialmente concedida pelo proprietário dos direitos sobre a obra, constitui violação grave da propriedade intelectual da mesma.