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domingo, 23 de junho de 2013
domingo, 26 de maio de 2013
618. Iniciativa pede apoio de profissionais de dentária em todo o mundo
Em 2010, o projecto ucraniano
Quality of Life for Our Parents foi criado. Profissionais da Dentária dedicado
à iniciativa, que tem como objectivo oferecer cuidados de implante livre para
pessoas carentes com idades entre 65 anos ou mais, colocaram cerca de 2.000
implantes até hoje, ajudando assim 500 pessoas totalmente desdentadas. Agora,
os fundadores do projecto estão a pedir aos colegas de todo o mundo para apoiar
o Dia Mundial do Tratamento Dentário Gratuito no dia 31 de Maio.
O projecto foi iniciado pelo Prof
Yaroslav Zablotskyy, presidente da Associação dos Implantologistas ucranianos,
e se espalhou para outros países, como a Polónia, a Rússia e a Geórgia. Os
organizadores realizaram eventos beneficentes em diferentes lugares para
fornecer o cuidado profissional para os idosos. Até agora, os médicos de mais
de 20 países apoiaram a causa. Os eventos são divulgados através do rádio,
televisão e anúncios impressos.
Desde 2012, este projecto foi
organizado pela International Implantologists Alliance (IAA) e o projecto recebeu o apoio oficial da European Association for Osseointegration
este ano. No Dia Mundial do Tratamento Dentário Gratuito, introduzido em 2012
em homenagem ao 60 º aniversário da descoberta da osseointegração do Brånemark
e programada para a última sexta-feira em Maio de cada ano, dentistas e
Implantologists são convidados para tratar um paciente totalmente desdentado,
gratuitamente, em seu local de trabalho, que poderia ser um particular ou uma
universidade clínica e de acordo com o protocolo preferido do médico. Na
situação ideal, uma empresa de fabricação de implantes dentários apoiaria o
médico, fornecendo o material necessário.
Profissionais de Dentária em
todas as áreas são bem-vindos para se juntar a IAA, a fim de apoiar a Quality
of Life for Our Parents Os membros
também têm a oportunidade de se juntar a outras iniciativas existentes e
apoiá-los em um nível local ou internacional, bem como a oportunidade de
iniciar seu próprio projecto social baseado nas suas próprias ideias com o
apoio do IAA.
sábado, 11 de maio de 2013
segunda-feira, 6 de maio de 2013
616. Mega Triagem São Paulo
CopyRight @ Turma do Bem
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Os bons exemplos em destaque. Obrigado
à Turma do Bem e à Oral-B. Portugal também precisa destes exemplos.
segunda-feira, 29 de abril de 2013
615. 40 % das crianças portuguesas com cáries dentárias aos 6 anos de idade
São cada vez menos as crianças entre os seis e os 12 anos que apresentam cáries
dentárias. Pelo menos é o que indicam os dados preliminares do III Estudo
Nacional de Prevalência das Doenças Orais, apresentado no âmbito do Dia Mundial
da Saúde.
Segundo o estudo, 60% das crianças com seis anos não tem cáries, um número
que subiu 9% em relação a 2006 e 27% em relação a 2000. Apesar disso ainda
persistem algumas desigualdades entre as várias zonas do país, com a zona centro
a ser a que apresenta mais crianças com cáries: 53%. Segue-se o norte com 46%,
Lisboa e Vale do Tejo com 40%, Algarve com 34% e Alentejo com 29%.
Em relação às crianças com 12 anos, Cristina Cádima, do Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral, da Direção-Geral da Saúde, referiu que 56% não tinham cáries, sendo igualmente a zona centro que apresenta piores resultados, com 51% das crianças desta idade sem cáries, seguido do norte com 53%, Algarve e Lisboa e Vale do Tejo com 58% e Alentejo com 53%.
O estudo avaliou ainda o índice CPOD (média do número de dentes com cáries, perdidos ou obturados que as crianças apresentam) e também aqui se registaram melhorias. Como o programa começa aos seis anos, o índice focou-se nas crianças com 12 anos e percebeu-se que cada uma tinha, em média, 0,77 dentes cariados, perdidos ou obturados, quando em 2006 este número ficava nos 1,48. Relativamente a este índice, a meta definida pela Organização Mundial de Saúde, a atingir até 2020, corresponde a 1,50, pelo que Portugal já ultrapassou a meta.
No encerramento da conferência, o ministro da Saúde Paulo Macedo destacou as escolas como “autênticas instituições promotoras da saúde oral” e anunciou que o projeto SOBE, que intervém nas bibliotecas escolares, venceu os World Dental Hygienist Awards.
Saúde Oral
* * *
Em relação às crianças com 12 anos, Cristina Cádima, do Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral, da Direção-Geral da Saúde, referiu que 56% não tinham cáries, sendo igualmente a zona centro que apresenta piores resultados, com 51% das crianças desta idade sem cáries, seguido do norte com 53%, Algarve e Lisboa e Vale do Tejo com 58% e Alentejo com 53%.
O estudo avaliou ainda o índice CPOD (média do número de dentes com cáries, perdidos ou obturados que as crianças apresentam) e também aqui se registaram melhorias. Como o programa começa aos seis anos, o índice focou-se nas crianças com 12 anos e percebeu-se que cada uma tinha, em média, 0,77 dentes cariados, perdidos ou obturados, quando em 2006 este número ficava nos 1,48. Relativamente a este índice, a meta definida pela Organização Mundial de Saúde, a atingir até 2020, corresponde a 1,50, pelo que Portugal já ultrapassou a meta.
No encerramento da conferência, o ministro da Saúde Paulo Macedo destacou as escolas como “autênticas instituições promotoras da saúde oral” e anunciou que o projeto SOBE, que intervém nas bibliotecas escolares, venceu os World Dental Hygienist Awards.
Saúde Oral
* * *
Este estudo diz que em Portugal há
40 crianças em cada 100 com cáries dentárias, ou seja, quase metade das
crianças portuguesas apresentam cáries dentárias aos seis anos de idade.
O desprezo quase absoluto para
combater o flagelo desta doença infecto-contagiosa nos primeiros anos de vida
nota-se na quase ausência de uma verdadeira política de saúde de cuidados primários
para a primeira infância no país.
É extremamente dramático assistir
que um país da União Europeia tenha quase metade das suas crianças com cáries
dentárias, antes de ingressarem no primeiro ciclo do ensino básico.
Confrangedor comparar os dados recentes com anos em que o número
de crianças era largamente superior; o efeito dramático da redução da taxa de
natalidade é o resultado directo da destruição de direitos sociais e que vai criar
gravíssimos problemas de sustentabilidade inter-geracional.
As palmas de hoje serão substituídas por lamentos muito
brevemente.
domingo, 21 de abril de 2013
614. Facturação dos dentistas diminuiu cerca de 40 por cento em 2012
A facturação dos consultórios de medicina dentária diminuiu cerca de 40 por cento,
em 2012, em resultado da crise que leva as pessoas a não gastar na prevenção,
revelou o bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas, avança a agência Lusa. “A
crise afecta, e de que maneira, os consultórios de medicina dentária”, disse
Orlando Monteiro da Silva à Lusa, à margem das cerimónias do Dia Mundial da
Saúde Oral, que se assinalou esta quarta-feira.
O bastonário disse que a
facturação dos 5.000 a 6.000 consultórios de medicina dentária diminuiu entre 30
a 40 por cento, no ano passado, em relação a 2011. Esta diminuição, adiantou,
deve-se à crise e ao facto de as pessoas “adiarem, sempre que podem, a ida ao
dentista, a menos que seja para tratar a dor e o desconforto evidentes”. Para
Orlando Monteiro da Silva, as consequências deste afastamento dos consultórios
pode traduzir-se numa inversão dos resultados optimistas em termos de saúde
oral, que se têm registado em Portugal.
“Em tempos de austeridade, a
crise afecta a saúde e, nomeadamente, a saúde oral”, lamentou.
* * *
A equidade entre a prestação de serviços de medicina
dentária entre o público e o privado, a criação do Boletim Individual de Saúde
Oral, a reformulação completa dos programas de prevenção, a fixação de tabelas
de preços máximos pelos tratamentos dentários e a mobilidade geográfica dos
médicos dentistas são propostas já feitas há vários anos que podem inverter a situação calamitosa da medicina oral em
Portugal.
Os
problemas de saúde oral em Portugal não têm nada a haver com a crise
económica; todos os problemas existentes na medicina dentária
devem-se à mentalidade conservadora e interesses instalados no sector, que
impedem a adopção de novas estratégias que coloquem a saúde oral ao alcance de
todos, mantendo-se restrita aos interesses cooperativistas e monopolistas,
visando apenas o lucro.
sexta-feira, 12 de abril de 2013
613. Cheques-dentista vão ser alargados a jovens de 15 anos
O programa dos cheques-dentista
vai ser estendido aos jovens com 15 anos, abrangendo cerca de 50 mil utilizadores,
um alargamento sem encargos adicionais para o Serviço Nacional de Saúde (SNS),
segundo a Ordem dos Médicos Dentistas. Em declarações à agência Lusa, o
bastonário da Ordem dos Dentistas, Orlando Monteiro da Silva, explicou que já
houve acordo com o Ministério da Saúde sobre este alargamento do programa de
saúde oral nos jovens. Até agora, o programa abrangia crianças em idade escolar
até aos 13 anos, que só no ano passado beneficiaram de 300 mil
cheques-dentist
Além das crianças, em 2012, o programa
permitiu dar cheques a cerca de 100 mil grávidas, idosos com complemento
solidário e doentes com VIH/Sida. O orçamento do programa em 2013 é de 16
milhões de euros, o mesmo do que no ano anterior. Após o acordo com o
Ministério da Saúde, a Ordem dos Médicos Dentista diz que neste momento está a
ser feito «trabalho técnico para operacionalizar» o alargamento aos jovens de
15 anos, não adiantando quando é que podem começar a ser emitidos cheques para
este novo público-alvo. O bastonário justificou a possibilidade de extensão do
programa sem custos adicionais para o SNS com a melhoria dos índices de saúde
oral das crianças já abrangidas no programa: «Melhoraram os índices de saúde
oral e diminuiu o risco que está implícito a um alargamento do programa. É
totalmente diferente apanhar uma criança aos 15 anos que nunca foi vista ou ter
uma criança ou jovem que já foi seguido».
Além disso, Orlando Monteiro da
Silva afirma que a Ordem dos Dentistas «não se coloca de fora do esforço de
contenção de custos que se pede transversalmente à área da saúde». No início
deste mês, o ministro da Saúde anunciou também no parlamento que o acordo com a
Ordem resultou nos primeiros passos para a realização de rastreios ao cancro
oral. Orlando Monteiro da Silva explicou agora à Lusa que a «operacionalização
técnica» está praticamente concluída e que já há linhas de orientação sobre
números de rastreios, de biópsias e grupos populacionais a atingir.
Entre a população com maior risco
de cancro oral estão os fumadores e consumidores excessivos de álcool e a
população mais velha, com o risco a aumentar sobretudo a partir dos 50 anos. Segundo
o bastonário, os tumores na boca em fase inicial podem ser curados e
representam menos custos financeiros e pessoais. «Se tudo estiver aprovado para
este ano, estamos disponíveis para acolher esta vertente de rastreio e
tratamento de lesões malignas. É uma questão de definir quando vamos começar»,
afirmou Monteiro da Silva em declarações recolhidas pela Lusa.
TVI 24* * *
No caminho da direcção certa. Mas
falta implementar o cartão de saúde oral para todas as crianças e jovens; o
programa de cheque-dentista apenas abrange uma reduzida percentagem das
necessidades reais de saúde oral das crianças e jovens, deixando de fora a
esmagadora maioria de quem precisa, como por exemplo quem frequenta o ensino
secundário ou universitário (aqueles que mais precisam de apoio).
Não se entende a atribuição de cheque-dentistas
a quem por assumida negligencia social contraiu o HIV/SIDA (o dinheiro dos
impostos pagos por quem trabalha jamais deveria ser canalizado para esse tipo
de pessoas). Também não se entende a falta de implementação de uma rede de
cuidados de saúde de medicina oral pública, em igual circunstâncias que o
sector privado; uma autêntica vergonha de política de saúde pública que ninguém
ousa denunciar.
segunda-feira, 8 de abril de 2013
quinta-feira, 28 de março de 2013
611. Ao Ex. Sr. Presidente da Administração Regional de Saúde do Alentejo
Para pessoas que têm memória curta por interesse próprio
(...) Não me conformo com gestos de moralidade e de o que
aconteceu comigo não se voltará a repetir com outra pessoa; pretendo sim que os
actos sejam assumidos e as responsabilidades apuradas (actos médicos de medicina dentária ou
estomatologia praticados ou que me tenham sido negados) até onde seja
possível e exequível a justiça, nem que a mesma venha apenas ter um efeito
moralizador dos actos hediondos praticados dentro do Serviço Nacional de Saúde e
de que V. Ex.ª jamais deverá permitir que sejam esquecidos ou que se lhe passe
um pano por cima deles. Não persigo ninguém; apenas quero entender quem e porquê
fui sujeito a determinados cuidados de saúde dentários e fui impossibilitado de
ter acesso a outro tipo de tratamentos dentários, pois julgo que fui severamente
mal tratado, quando confiei plenamente nos tratamentos que fizeram-me, e que os
mesmos se repercutem permanentemente e de forma extremamente negativa sobre a
minha actual qualidade de vida.
A posição ocupada num determinado
cargo não pode servir de desculpa alguma para a desresponsabilização civil e
criminal de actos médicos praticados, nomeadamente sobre pessoas que à data dos
factos eram menores de idade. Ninguém tem o direito de impedir o exercício da
justiça quando estão em causa direitos fundamentais do homem.
Portugal ainda é um estado de
direito e não se pode permitir determinado tipo de abusos que condicionam e
determinam a qualidade de vida de outra pessoa, de forma permanente e para o
resto da sua vida; esta situação é ainda mais gravosa por ser praticada sobre
crianças.
quinta-feira, 7 de março de 2013
610. CANCRO ORAL
Perguntas e respostas úteis
1 - O QUE É O CANCRO ORAL?
O cancro oral é definido pela
Classificação Internacional de Doenças pelo conjunto de tumores malignos que
afectam qualquer localização da cavidade oral, dos lábios à garganta, (incluindo
as amígdalas e a faringe). A sua localização mais comum é no pavimento da boca
(mucosa abaixo da língua), bordo lateral da língua e no palato mole.
Mais de 90% destes cancros são
designados por carcinomas afectando o epitélio da mucosa oral. Os restantes
correspondem a formas mais raras de tumores e incluem os linfomas, sarcomas,
melanomas, etc. O cancro oral está associado a índices de mortalidade elevados,
que se deve em grande parte ao seu diagnóstico tardio.
2 - O CANCRO ORAL É FREQUENTE?
O carcinoma da cabeça e pescoço
é o 6º cancro mais comum em todo o mundo e corresponde a cerca de 2.8% de todos
os cancros. O cancro oral é mais frequente nos homens, acima dos 45 anos de
idade, aumentando consideravelmente até aos 65 anos.
3 - QUAIS OS FACTORES DE RISCO DO CANCRO
ORAL?
O tabaco e o álcool são os
principais factores de risco no desenvolvimento do cancro oral. O fumo do tabaco
está relacionado com diversas transformações na mucosa oral e tem um efeito
carcinogénico directo nas células epiteliais. Calcula-se que 8 em cada 10
doentes diagnosticados com cancro oral consumam ou tenham consumido tabaco,
tendo estes doentes um risco 5 a 7 vezes superior de desenvolverem cancro oral
quando comparados com não fumadores.
O cancro oral está, portanto,
fortemente associado a um estilo de vida menos saudável, isto é, ao consumo de
tabaco e álcool, associado a uma reduzida ingestão de vegetais e frutas e por
isso pobre em alimentos contendo agentes anti-oxidantes.
4 - COMO SE MANIFESTA O CANCRO ORAL? QUAIS
SÃO OS SEUS PRINCIPAIS SINAIS E SINTOMAS?
Os carcinomas da cavidade oral
podem manifestar-se como uma mancha, de cor variável, geralmente branca ou
avermelhada, uma massa mais ou menos endurecida ou uma úlcera que não cicatriza.
A maior parte das lesões são indolores na sua fase inicial, tornando-se
progressivamente dolorosas.
São exemplo de sinais e
sintomas: úlceras persistentes, áreas endurecidas, áreas de crescimento
tecidular, lesões que não cicatrizam, mobilidade dentária, dor, parestesia
(perdas de sensibilidade), disfagia (dificuldade em deglutir), lesões brancas e
vermelhas, linfadenopatia (gânglios linfáticos aumentados).
5 - COMO SE TRATA O CANCRO
ORAL?
O cancro oral trata-se
essencialmente com cirurgia e radioterapia, isoladas ou combinadas. O factor
chave para o tratamento é o diagnóstico precoce das lesões, factor que melhora
significativamente as taxas de sobrevivência à doença.
6 - O CANCRO ORAL
MATA!
Apesar dos avanços ocorridos
nos últimos anos no diagnóstico e tratamento do cancro oral este continua a ter
uma taxa de mortalidade bastante elevada. Estima-se que cerca de 6 em cada 10
doentes de cancro oral morram nos 5 anos após a data do seu diagnóstico. O
insucesso parece estar ligado ao facto de grande parte dos
casos não serem diagnosticados
atempadamente.
7 - COMO POSSO PREVENIR O
CANCRO ORAL?
A prevenção do cancro oral
passa por:
- adopção de um estilo de vida saudável;
- cessação do consumo de tabaco;
- diminuição do consumo de álcool;
- consumo regular de vegetais frescos e frutas como factor protector;
- visitas regulares ao médico dentista que permitam que tais lesões sejam diagnosticadas nas suas fases mais precoces.
8 - EM QUE CONSISTE UMA
CONSULTA DE RASTREIO DE CANCRO ORAL?
Na consulta de rastreio de
cancro oral o médico dentista procede a um exame visual de todas as estruturas
orais (lábios, língua, gengivas, palato, bochechas, pavimento da boca, etc.) bem
como das estruturas anexas à cavidade oral (ex.: glândulas salivares, pescoço).
A palpação das estruturas orais e peri-orais é também efectuada para detectar
eventuais aumentos de volume e áreas endurecidas. Podem ainda ser solicitados
exames complementares de diagnóstico (ex.: radiografias).
Quando uma lesão suspeita é
observada, a biopsia da mesma poderá ser aconselhada,
permitindo a confirmação do
diagnóstico inicial e os seus sinais de malignidade.
SABIA QUE?
- O cancro oral é o 6º cancro mais comum em todo o mundo;
- Os principais factores de risco são o tabaco e o álcool;
- Surge de uma forma assintomática, persistindo uma lesão por um tempo indeterminado, só se tornando dolorosa tardiamente;
- O índice de mortalidade do cancro oral é elevado;
- A chave para o seu tratamento é um diagnóstico atempado;
- O risco de desenvolver um cancro na cavidade oral diminui com os anos de cessação tabágica. Após 15 anos da cessação, o risco aproxima-se dos valores de um não fumador.
O seu médico dentista é o
profissional de saúde responsável pelo estudo, prevenção, diagnóstico e
tratamento das anomalias e doenças dos dentes, boca, maxilares e estruturas
anexas.
O médico dentista, pelo
contacto regular com os seus pacientes, encontra-se numa posição privilegiada
para contribuir no rastreio precoce e prevenção do cancro oral. Consulte-o
regularmente, pelo menos 2 vezes por ano.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013
609. Em Portugal há dentistas "formados" pelo supremo tribunal administrativo
Parte dos actuais dentistas
foram formados por a Lei (Aviso n.º 12 418/2002 (2.ª série). - Nos termos do
artigo 5.º da Lei n.º 4/99, de 27 de Janeiro, alterada pela Lei n.º 16/2002, de
22 de Fevereiro, tornam-se públicas as listas definitivas dos profissionais
acreditados e não acreditados, no âmbito do processo de regularização dos
odontologistas, homologadas por despacho de 22 de Outubro 2002 do Secretário de
Estado Adjunto do Ministro da Saúde. Faz-se, igualmente, pública a lista dos
odontologistas já acreditados no seguimento do processo de regularização de
1977 e 1982: ou seja estes senhores eram os chamados mecânicos de prótese e
pelas suas horas trabalho foram considerados odontologistas. Eles estão aí com clínicas
de luxo e com grandes sinais exteriores de riqueza. A faculdade desses
dentistas foi o supremo tribunal administrativo.
(Recebido por email)
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
608. Alcoutim reforça acordo com medicina dentária
Há três anos que foi aberto o primeiro consultório de medicina dentária em
Alcoutim. A iniciativa resultou de um acordo entre a Câmara Municipal e a Santa
Casa da Misericórdia de Alcoutim e permitiu, às famílias carenciadas, o acesso
gratuito à saúde oral.
Com um investimento total de
13.200 euros em 2012, este projeto viu agora a sua verba reforçada em mais
12.000 euros anuais, dadas as dificuldades acrescidas das famílias alcoutenejas
pelas medidas de contenção económica impostas.
Integrado no Contrato Local de
Desenvolvimento Social (CLDS), estabelecido entre o Município de Alcoutim, o
Instituto de Segurança Social I.P. e a Associação Odiana, o programa de Saúde
Oral já permitiu, desde a sua abertura, que cerca de 400 munícipes tivessem um
sorriso mais saudável.
Segundo o Gabinete de Ação
Social, Saúde e Educação da Câmara Municipal de Alcoutim, em 2012 foram dadas
cerca de 500 consultas.
sábado, 2 de fevereiro de 2013
607. Impressionante o número de pessoas que lêem o blogue: obrigado.
É um orgulho chegar aos 100 000 acessos ao blogue Saúde Oral
(página em português). Parabéns a todos os visitantes.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
606. Universidade portuguesa contestada em França
Uma universidade privada portuguesa está a formar profissionais de saúde em
França por 9500 euros, contornando os numerus clausus das universidades.
A Universidade Fernando Pessoa, com sede no Porto, abriu em Toulon e tem
formações para dentistas, farmacêuticos, ortofonistas e psicólogos. De acordo
com o Le Monde, há cerca de uma dúzia de alunos de cirurgia dentária inscritos,
depois de terem pago o referido valor. Mas de acordo com este jornal, os alunos
inscritos nesta universidade estão a passar à frente de alunos que todos os anos
não conseguem entrar numa universidade devido ao numerus clausus das
instituições de ensino francesas, que limitam o número de admissões nos
cursos.
A União Nacional de Estudantes de Cirurgia Dentária já se insurgiu contra a
existência da sucursal portuguesa naquele país e acredita que esta "vai contra o
princípio de equidade do ensino superior e contorna diretamente o sistema de
formação em saúde, nomeadamente o numerus clausus".
Saúde Oral, Revista Profissional de Estomatologia e Medicina Dentáriaquarta-feira, 16 de janeiro de 2013
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
603. Cheques-dentista voltam a ser emitidos
A distribuição de cheques-dentista voltou esta quarta-feira a ser realizada,
depois de ter estado suspensa cerca de dois meses, confirmou o bastonário da
Ordem dos Dentistas, congratulando-se com a verba de 16 milhões de euros
prevista para o programa. “Hoje mesmo às 00h foi dada uma indicação para recordar que a emissão de
cheques-dentista retoma o seu curso normal, conforme a Direcção-geral da Saúde
[DGS] já tinha informado”, declarou Orlando Monteiro da Silva, bastonário da
Ordem dos Médicos Dentistas em declarações à agência Lusa.
Por “razões de rigor de gestão
orçamental”, a DGS propôs, em finais de Outubro, a suspensão temporária da
emissão de cheques-dentista para as crianças em idade escolar até 31 de Dezembro
de 2012, mantendo-se inalterado o processo de emissão de cheques para os outros
grupos alvo do programa (grávidas, idosos, doentes com VIH/sida). “Está tudo ocorrer consoante o previsto”, confirmou o bastonário, adiantando
que centros de saúde, escolas e administrações regionais de saúde já foram
avisados da regularização da situação.
Orlando Monteiro da Silva mostrou-se ainda satisfeito com a verba atribuída
ao programa de saúde oral no Orçamento do Estado deste ano, que é pelo menos
igual à do ano de 2012 (16 milhões de euros), como já tinha anunciado o
Ministério da Saúde. Contudo, o bastonário dos Dentistas aguarda, “com expectativa” o detalhe do
orçamento do ministério para saber se há um reforço desta verba para incluir no
programa o rastreio ao cancro oral.
Em 2012 foram emitidos cheques-dentista que abrangeram cerca de 400 mil
utentes, dos quais 300 mil correspondem a crianças em idade escolar e 100 mil a
grávidas, idosos com complemento solidário e doentes com
HIV/Sida.
sábado, 29 de dezembro de 2012
602. Senhor Secretário de Estado da Saúde: vá embora
"Portugueses devem prevenir
doenças", diz Ministério – O secretário de Estado da Saúde, Fernando Leal
da Costa, considera que os portugueses têm a obrigação de contribuir para a
sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS), prevenindo doenças e
recorrendo menos aos serviços. "Se nós, cada um dos cidadãos, não fizermos
qualquer coisa para reduzir o potencial de um dia sermos doentes, por mais
impostos que possamos cobrar aos cidadãos, o SNS será, mais tarde ou mais cedo,
insustentável", afirmou Fernando Leal da Costa, em entrevista à agência
Lusa.
Frisando que a manutenção do SNS
é indiscutível para o Governo, o secretário de Estado Adjunto do Ministro da
Saúde diz que "não basta" cobrar impostos e que é necessário que os
cidadãos comecem a ter uma atitude de prevenção de doenças para que não
precisem tanto dos serviços de saúde.
O bastonário da Ordem dos Médicos
salienta que a prevenção de doenças é um papel do próprio Governo, que
aconselhou os portugueses a evitarem as idas aos hospitais públicos. «É
evidente que se pode fazer mais pela prevenção a nível das responsabilidades
governativas, nomeadamente insistindo mais na educação para a saúde e na
prevenção da doença nas escolas, corrigindo e estimulando os estilos de vida»,
afirmou à TSF.
José Manuel Silva entende que não
são apenas os utentes a conseguir prevenir as suas doenças. «Também usando a
fiscalidade para orientar os cidadãos no sentido de optarem por alimentação e
estilos de vida mais saudáveis», concluiu, em reação às declarações do
secretário de Estado da Saúde.
* * *
Hoje ficou claramente patente a existência
de lobbies (grupo de pessoas envolvidas na tentativa de influenciar
legisladores ou outros agentes públicos em favor de uma causa específica) com o
intuito de transformar o Serviço Nacional de Saúde num serviço oneroso para os
cidadãos, independentemente dos impostos obrigatórios impostos pelo poder
político e da redução dos salários. Assim, perante a forte contração dos
rendimentos disponíveis, o poder político segue a política inversa preconizada
pelos fundadores do Serviço Nacional de Saúde, tornando os cuidados médicos
cada vez menos acessíveis à população em geral, apoiado pelo próprio bastonário
dos médicos. Está aberta a privatização da saúde em Portugal; os grandes grupos
económicos têm agora a possibilidade de concorrer com o Serviço Nacional de
Saúde: o governo apoia e o bastonário dos médicos dá uma ajuda na iniciativa.
No âmbito da saúde oral, o Saúde Oral tem sistematicamente sensibilizado as diversas entidades para a constante degradação
da acessibilidade da maior parte da população, nomeadamente das classes sociais
mais desfavorecidas e das faixas etárias mais frágeis, designadamente da
infância, adolescência e idosos. As postagens 535 (ler aqui) e 536 (ler aqui)
foram remetidas ao Ministério da Saúde; a análise detalhada das várias soluções
propostas para a deficiente saúde oral dos portugueses poderiam ser o ponto de partida para
alterar o atual pântano na prestação de cuidados de medicina dentária em
Portugal. Infelizmente, o Ministério da Saúde não respondeu ao ofício até hoje;
simples medidas poderiam reduzir para metade os custos indispensáveis à
prestação de cuidados de saúde oral.
Infelizmente, o atual governo
segue a mesma linha de atuação do anterior governo, preferindo que os
portugueses continuem a gastar valores exorbitantes para terem acesso a
cuidados de saúde oral; quando o Secretário de Estado da Saúde fala na
importância da prevenção de doenças (afinal, aonde está o Boletim Individual de
Saúde Oral para todas as crianças e adolescentes portugueses?), é bom lembrar
que o seu governo dá o pior exemplo dessa pratica quando recorre a cortes de cuidados
de saúde oral infantil para transferir dinheiro para os grandes grupos
financeiros da banca mundial. O Ministério da Saúde segue uma política
moribunda, consoante os interesses dos grupos económicos privados e da banca,
espezinhando os direitos fundamentais da Declaração dos Direitos das Crianças,
retificada por Portugal, atos meramente cobardes quando os especialistas sabem
que investindo 100 euros em saúde oral traduz-se numa poupança de até 3 000
euros no futuro.
Já tivemos um antigo Ministro da
Saúde Correia de Campos adepto do uso de escovas de dentes para combater as
doenças infecto-contagiosas (cárie dentária); já tivemos uma alta responsável da
Direção Regional de Educação de Lisboa e do Vale do Tejo a recomendar o consumo
de frutas para combater as doenças infecto-contagiosas (cárie dentária); agora
temos um Secretário de Estado da Saúde que pede aos portugueses para não utilizarem tanto os serviços de saúde (como se cada um de nós pudesse escolher quando ficamos doentes).
Senhor Secretário de Estado da Saúde:
coloque o cargo que ocupa à disposição de quem consiga fazer muito mais pelos
portugueses com menos dinheiro.
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
601. SAÚDE ORAL 2013
O Saúde Oral deseja um bom ano de
2013 para todos os seus leitores. O Saúde Oral pode ser acompanhado no Blogger,
no feedburner e pelo FaceBook. Faça a divulgação do Saúde Oral pelos seus
contactos; só com a colaboração da sociedade civil poderemos melhorar a saúde
oral de todos os portugueses, nomeadamente da população de menores recursos
económicos. Exija que a saúde oral seja obrigatória para todas as crianças e
jovens portugueses.
A saúde oral determina a saúde
geral de qualquer pessoa; a saúde oral constitui um elemento básico de vida, a
que todos os cidadãos portugueses têm direito, sem quaisquer descriminações de origem
social ou económica. Todas as crianças e jovens do país devem ter acesso privilegiado
a tratamentos dentários pelo Serviço Nacional de Saúde; a educação para a saúde
oral deve ser obrigatória em toda a escolaridade obrigatória.
Só com uma forte colaboração da
sociedade civil poderemos garantir o acesso generalizado de cuidados de saúde
oral a todos os portugueses no Serviço Nacional de Saúde. Serão sempre bem
vindas as iniciativas que contribuam para o reforço do combate por uma saúde
oral pública acessível a toda a população portuguesa.
Está comprovado pelos
especialistas que se começar hoje a investir na saúde oral pode-se poupar
largos milhares de milhões de euros dos nossos impostos em gastos desnecessários
com a saúde oral nas próximas décadas. Exijamos e consigamos enfrentar com
coragem e determinação todo o tipo de cooperações e de interesses instalados no
sector e consigamos copiar os melhores exemplos que se fazem no mundo em termos
de saúde oral.
Exija-se escrupulosamente aos
governantes do país o fim imediato de privilégios de acesso à saúde oral para todos
os detentores do poder político. Exijamos a reposição imediata nos cofres do
estado de todo o dinheiro roubado em esquemas fraudulentos pelos políticos que
governaram Portugal desde 1974 até hoje: largas dezenas de milhares de milhões
de euros deverão ser recuperados, um a um, exigidos a cada um dos políticos (antigos
e actuais) que serviram-se da sua condição privilegiada no poder para fazer
riqueza, à custa do trabalho e dos sacrifícios da sociedade civil.
Lamentavelmente a existência actual
de crianças e jovens em Portugal com cáries dentárias, enquanto políticos antigos
e actualmente no poder, de todos os partidos políticos, fazem fortuna com
esquemas fraudulentos; exija-se justiça e prisão efectiva para este tipo de
crimes, actualmente impunes em Portugal.
Que o Senhor Presidente da República,
professor Aníbal Cavaco Silva, seja o primeiro político português a colocar em
acção o fim imediato deste jogo de interesses e de roubo do erário público; as
crianças portuguesas agradecem se sua excelência fazer alguma coisa pela sua saúde
oral.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
599. Campanha DENTISTA SOLIDÁRIO - 19 dezembro 2012
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Campanha DENTISTA SOLIDÁRIO - 19
dezembro 2012 - Dentista24
“Dentista Solidário” Proporciona Tratamentos
Grátis aos mais Carenciados
Pelo 3º ano consecutivo, a Clínica Dentária deLisboa - Dentista24 promove o dia do “Dentista Solidário” junto da população
mais carenciada de Lisboa, por ocasião do período natalício.
A próxima ação solidária será já
no próximo dia 19 de dezembro 2012, dia em que a Clínica Dentária de Lisboa –Dentista 24 e todo o seu corpo clínico vão oferecer dezenas de novos sorrisos à
comunidade. Esta iniciativa surge porque os responsáveis da clínica têm
consciência que os cuidados dentários não estão acessíveis a todos,
principalmente num período em que a austeridade alterou por completo as
prioridades das famílias portuguesas.
Segundo a Dra. Ana Rita Costa,
diretora clínica da Clínica Dentária de Lisboa – Dentista 24, “esta ação
enquadra-se no nosso projeto de responsabilidade social e, por isso, inserimos
no nosso programa de atividades da época natalícia, um conjunto de ações que
visam ajudar a comunidade. Num período tão crítico da vida dos portugueses em
que as pessoas, por vezes, não têm capacidade financeira para satisfazer as
necessidades básicas do seu dia a dia, devemos ajudar os mais carenciados.
Lançámos o repto ao nosso corpo clínico e técnico que se disponibilizou
prontamente e com entusiasmo para este desafio do qual o único pagamento que
vai aceitar será o sorriso no final de cada consulta. Com este pequeno gesto,
acreditamos estar a contribuir para um mundo melhor e para uma sociedade mais
justa.”
Neste dia os “Dentistas Solidários”
irão assegurar uma vasta gama de tratamentos completamente gratuitos:
- Destartarizações
- Restaurações Simples
- Extracções Simples
- Rx
- Controlo da dor
- Diagnóstico
- Selantes
No âmbito desta ação não será
possível fazer marcação prévia de consultas pelo que os pacientes serão vistos
por ordem de chegada até ao limite da capacidade do horário da clínica que
funcionará das 9H00 às 20H00. Esta ação solidária é válida para todos os
adultos e crianças, com idade superior a 15 anos, sendo que, no caso das
crianças, estas devem ser acompanhadas por um dos pais.
Clínica Dentária de Lisboa – Dentista 24
Rua Marques da Silva, 89-1º-Dt
1170 - 223 Lisboa
Telefone: 213 540 059 / 918 825
088
Para mais informações:
Cristiana G. Lucas da Silva
21 354 00 59 / 96 932 9491
gestoradesorrisos@gmail.com
domingo, 16 de dezembro de 2012
598. Portugal tem a pior higiene oral da Europa
Portugal é o país com pior
higiene oral da Europa, com quase todas as crianças a apresentar pelo menos uma
cárie e a maioria dos idosos sem um único dente, afirmou o Bastonário da
Ordem dos Médicos Dentistas. Segundo Orlando Monteiro da Silva, alguns estudos
têm revelado dados preocupantes sobre Portugal que o colocam na cauda dos 25
países da União Europeia. Esses estudos revelam que "65 por cento das
pessoas com mais de 60 anos não tem um único dente na boca", indicou o
especialista.
"Perto de cem por cento das
crianças em idade chave de avaliação – 5/6 anos e 9/10 anos – têm pelo menos um
dente com cárie e algumas dessas crianças já têm 70 por cento dos dentes
cariados, arrancados ou obturados", adiantou. Se as crianças forem
instruídas desde cedo, ganham o hábito de cuidar da dentição e nunca vão deixar
de cumprir regras de saúde oral e higiene dentária, explicou Orlando Monteiro
da Silva, para quem o grande problema reside na falta de educação dos mais
novos, tanto por parte dos pais como do Estado.
Na opinião do médico, os pais não
incutem esses hábitos nas crianças porque também não os têm. "Os adultos
mesmo quando vão aos dentistas e são devidamente instruídos só seguem os
conselhos nos primeiros dias, mas como não há background deixam de cumprir as
regras estabelecidas", frisou. Orlando Monteiro da Silva responsabiliza
ainda o Estado pela falta de educação da população, e principalmente das
crianças, ao não promover políticas de saúde oral em escolas, lares ou centros
de dia.
Afirmando que conhece no terreno
estas carências, o bastonário disse que nos lares de terceira idade "não
há quem saiba como se higieniza uma prótese" e em centros com crianças
deficientes profundas acamadas "há um desconhecimento total de que nesses
casos deve ser colocado um antibiótico específico na boca para a
higienizar". O apoio do Estado deveria passar também pelo investimento no
Serviço Nacional de Saúde, defendeu, considerando "inadmissível" que
hospitais e centros de saúde não tenham dentistas.
"O Ministério da Saúde trata
as pessoas como se não tivessem boca", lamentou, acrescentando que
"grande parte dos portugueses não tem acesso aos dentistas – que só
exercem em clínicas privadas – por falta de meios económicos e de
informação". Para Orlando Monteiro da Silva, este não investimento do
Estado é um "erro tremendo" em termos de saúde pública.
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
597. Manual da Medicina Dentária na Europa
O Manual of Dental Practice 2008,
editado pelo Council of European Dentists (CED), é o documento de referência
para compreender o exercício profissional da medicina dentária na Europa.
Contém informação sistematizada e de fácil compreensão.
Aceda ao documento seguindo a seguinte
hiperligação no site da Ordem dos Médicos Dentistas.
Direitos de Autor – AVISO
Faz-se notar, que o EU Manual of
Dental Practice é uma criação da autoria do Conselho Europeu dos Médicos
Dentistas, o qual detém todos os direitos de autor e conexos sobre a obra. Qualquer
acto ou tentativa de aquisição, reprodução, cópia, conservação ou distribuição
do EU Manual of Dental Practice, que não exclusivamente para fins de uso
pessoal pelo utilizador, e na falta de autorização escrita especialmente
concedida pelo proprietário dos direitos sobre a obra, constitui violação grave
da propriedade intelectual da mesma.
sábado, 1 de dezembro de 2012
596. AÇORES: Região abandonou "cauda do país" e tem níveis elevados de saúde oral
O bastonário da Ordem dos
Médicos Dentistas, Orlando Monteiro da Silva, elogiou hoje a situação da
medicina oral nos Açores. “O balanço da saúde oral nos Açores é muito positivo,
na perspetiva da Ordem dos Médicos Dentistas”, afirmou o bastonário, em
declarações aos jornalistas em Ponta Delgada.
Para o bastonário, que falava
no final de uma audiência com o presidente do Governo dos Açores, a existência
de médicos dentistas na generalidade dos centros de saúde do arquipélago e a
convenção com o Serviço Regional de Saúde, que permite um maior acesso da
população aos cuidados de saúde oral, são alguns dos motivos que justificam a
melhoria da situação na região. Para essa melhoria também contribuiu o Boletim
de Saúde Oral, que Orlando Monteiro da Silva considerou “fundamental” para o
acesso das crianças à saúde oral, além do investimento que as autoridades
regionais têm feito ao nível da educação e prevenção.
Atualmente, exercem nos Açores
118 médicos dentistas, garantindo o bastonário que asseguram uma “cobertura
eficaz” da população. Por seu lado, o presidente do executivo regional, Carlos
César, manifestou satisfação pela avaliação positiva feita pela Ordem dos
Médicos Dentistas, frisando que o desafio que se coloca aos Açores é “conseguir
ainda melhores desempenhos”.
“O trabalho a fazer é de
melhoria, a promoção da saúde oral é um trabalho que ainda está incompleto”,
afirmou. A existência de médicos dentistas na generalidade dos centros de saúde
do arquipélago e a convenção com o Serviço Regional de Saúde, que permite um
maior acesso da população aos cuidados de saúde oral, são alguns dos motivos que
justificam a melhoria da situação na região.
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
595. Siga-nos no FaceBook
A
saúde oral em Portugal – acompanhamento e
monitorização das políticas de saúde pública relacionadas com a medicina
dentária em Portugal. Tecle sobre a imagem,
inscreva-se e siga-nos no Facebook; em português, inglês, alemão, francês, italiano e em
espanhol.
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
terça-feira, 13 de novembro de 2012
593. Quantos dentistas trabalham nas escolas portuguesas?
Um em cada dez dentistas deixou
Portugal para ir trabalhar noutro país, e esta saída está a acentuar-se por
falta de alternativas, disse o bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas.
Orlando Monteiro da Silva disse que, desde finais de 2009, já emigraram cerca de
700 dentistas, o que representa 10% dos profissionais com autorização para
exercer medicina dentária em Portugal.
A Ordem tem conhecimento destes
dados através dos pedidos de certificado de equivalências que estes médicos
dentistas solicitam, para poderem trabalhar em estados-membros da União Europeia
e noutros países. Segundo Orlando Monteiro da Silva, esta saída acentuou-se no
último ano, existindo turmas inteiras que terminam os cursos de medicina
dentária conscientes de que vão trabalhar fora de Portugal. Os principais países
de destino destes médicos dentistas são o Reino Unido, Suécia, Suíça, França,
Luxemburgo e Noruega.
O bastonário considera que as
condições de trabalho, e respectiva remuneração, que estes dentistas encontram
nos países de destino, são boas. Um médico dentista recém-formado pode receber
entre 500 a 600 euros em Portugal, “se tiver a sorte de arranjar um emprego, e
dez vezes mais em Inglaterra, por exemplo”, disse. “É bom poder exercer a
profissão em outros países, mas o que é negativo é quando isso surge como uma
fatalidade”, disse.
Orlando Monteiro da Silva
revelou ainda que, além dos jovens, também os médicos dentistas com dez, 15 anos
de carreira procuram cada vez mais um emprego no estrangeiro, por falta de
resposta em Portugal. Segundo o documento Os números da Ordem dos Médicos
Dentistas, que revela a estatísticas de 2012 da profissão, em 2016 vão existir
11.510 médicos dentistas em Portugal, “um número 55% superior face ao registado
actualmente”.
* * *
Aproximadamente 2 milhões de crianças e jovens portugueses
continuam a ver a saúde oral por um canudo. Assim vai a saúde oral em Portugal.
Sobre este assunto reina o silêncio em Portugal.
domingo, 4 de novembro de 2012
592. Portugal e Brasil: duas realidades de politicas de saúde oral publicas absolutamente opostas
Em Portugal suspende-se o Programa de Saúde Oral para crianças e jovens; no Brasil reforça-se a aposta em oferecer os mais elevados padrões de saúde oral à população.
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BRASIL
* * *
Proposta obriga hospitais públicos a oferecer serviços odontológicos
Proposta obriga abrigos, creches e asilos a oferecer exame odontológico anual
Proposta prevê advertência em embalagem de produto que causa cárie
Proposta obriga escolas a ter profissionais de saúde
Comissão aprova obrigar empresa a oferecer exame dentário a empregado
Seguridade aprova presença obrigatória de dentistas em hospitais
domingo, 28 de outubro de 2012
591. PORTUGAL: Programa de saúde oral infantil suspenso
O governo suspendeu a emissão de cheques dentista a crianças
e jovens. O Ministério da Saúde invoca razões orçamentais para suspender a
medida para os beneficiários de 7, 10 e 13 anos. A suspensão tem efeitos
imediatos e vai vigorar até ano final do ano. Os cheques dentistas foram
criados em 2008 no âmbito do Programa Nacional de Saúde Oral. Mais de 1 milhão
de pessoas teve acesso por esta via a consultas de especialidade. Só em 2011
mais de 500 mil crianças foram beneficiadas. O Cheque dentista mantêm-se para
todos os idosos que recebam o complemento solidário, para as grávidas e
portadores do vírus de imunodeficiência adquirida.
* * *
Em Portugal, país que integra a União Europeia, foi suspenso
o programa de saúde oral cheque – dentista destinado às crianças. Em Portugal
as crianças agora não têm direito a cuidados de saúde oral, violando assim a
Declaração Universal dos Direitos da Criança. Todos sabiam que aquele programa
abrangia só 10 % das necessidades das crianças; agora o programa foi cancelado.
Em Portugal antigos e actuais governantes desviam milhares
de milhões de euros de fundos públicos para benefícios próprios, sem que sejam
julgados e condenados. Entretanto, as crianças são penalizadas por não terem voz
que as defenda.
Portugal tem um sistema político que garante protecção a
criminosos que governam o país e espezinha os direitos universais das crianças.
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