segunda-feira, 28 de junho de 2010

463. Jornal i entrevista Orlando Monteiro da Silva (Parte 2: Análise da entrevista/1)

A entrevista prestada pelo bastonário da OMD ao Jornal i assume peculiar importância, constituindo uma mais – valia valiosa e premente para a necessidade urgente que o país atravessa, relativamente de se discutir a sustentabilidade do SNS e, enquadrando nele, o rumo a dar à saúde oral no nosso país. Neste contexto, a entrevista refere vários problemas que hoje condicionam a saúde oral em Portugal e aponta vários cenários para o futuro; por outro lado, levanta questões que merecem carácter urgente de resolução por parte do poder político.
Entenda-se esta reflexão à entrevista como mais um contributo necessário para alargar a discussão, no sentido de procurar consensos e assegurar, para o futuro, o acesso a cuidados de saúde oral a todos os portugueses. O contributo é mínimo; outras contribuições para a discussão serão sempre bem – vindas.
Afirma o presidente da OMD que a Constituição da República não deveria aludir a um SNS tendencialmente gratuito, chamando a atenção para a necessidade de um determinado grau de participação económica na utilização dos serviços de saúde; é necessário e urgente ir muito mais longe nessa questão – os partidos representados na Assembleia da República e o Governo têm o absoluto dever moral de implementarem medidas tendentes à criação de seguros de carácter obrigatório, na área da saúde, destinados aos cidadãos, e que lhes assegurem um complemento às despesas que eventualmente cada cidadão venha a ter ao longo da sua vida.
A política fiscal pode e deve ser utilizada para incentivar a poupança; acontece que o actual Governo, ao limitar os benefícios fiscais relativamente aos gastos em saúde, está directamente a contribuir para os portugueses desinvestirem parte das poupanças na promoção da sua própria saúde e, indirectamente, constitui mais um grave factor de redução drástica da sustentabilidade do SNS.
Não é depois com taxas moderadoras que se vai buscar o financiamento que se perde por políticas erróneas de política fiscal; as taxas moderadoras representavam um dos mais graves atentados de discriminação entre as pessoas no acesso a cuidados médicos, porque ninguém escolhe estar doente.
O bastonário da OMD tem toda a razão quando afirma que o SNS é centralizado e as decisões são tomadas por um pequeno grupo de pessoas; esse constitui realmente um defeito marcante das políticas de saúde em Portugal – meia dúzia de pessoas enfiadas em gabinetes e muitas vezes afastadas das dificuldades do dia a dia que os nossos profissionais do SNS enfrentam no terreno, são capazes de tomar, por vezes, opções absurdas e afundam os cofres públicos do país sem que daí prestem quaisquer contas ou sejam responsabilizados.
Por exemplo, só na área da saúde oral e em postagem anterior, está demonstrado para onde foram parar milhões de euros dos programas de saúde oral que deveriam ter sido gastos em actos médicos.
É urgente implementar a responsabilização a todas as nomeações para cargos intermédios e superiores do SNS: resultados positivos carecem de louvor e promoção; resultados negativos carecem de responsabilização e consequente despromoção ou destituição de funções.
Afirma o bastonário da OMD que é preciso reorientar o SNS para a prevenção; de facto, talvez largas dezenas de milhares de milhões de euros podem anualmente ser poupados com a implementação de um SNS mais preventivo. Também a aplicação de uma verdadeira politica publica de prevenção de saúde oral poderá contribuir para a redução, a médio e longo prazo, do peso do orçamento das famílias em gastos com o tratamento dentário. Haja coragem e assumam que isso é possível; não se peça responsabilização aos cidadãos quando não há educação para esse objectivo.
Afinal, cabe ao Governo e ao SNS a responsabilidade pelo estado de saúde da população em geral; compete-lhes ajudar as pessoas a tomarem as melhores decisões pela sua saúde.
(Continua)

quinta-feira, 24 de junho de 2010

462. Uma clínica familiar que trata de sorrisos há 30 anos

“Porque sorrir revela sempre uma emoção” é a frase que se encontra na sala de espera do Laboratório de Prótese e Clínica de Medicina Dentária Luís Jesus Neves, aberto há mais de trinta anos na rua Gualdim Pais n.º 9, 2.º esquerdo, junto à Biblioteca Municipal de Tomar.
Acumulando a experiência e saber de Luís Neves e sua esposa Hortense, técnicos de prótese dentária, este foi um dos primeiros cinco consultórios a abrir na cidade de Tomar, mantendo uma carteira de clientes que já atravessa gerações. Uma empresa de natureza familiar que agora vê este aspecto reforçado uma vez que a filha mais nova do casal, Diana Neves, de 25 anos, acabou por se formar em Medicina Dentária.
“Os meus pais abriram a empresa como laboratório de prótese dentária mas os pacientes foram evoluindo e decidiu-se, há 15 anos, expandir a clínica com a parte de medicina dentária”, explicou a O MIRANTE, Diana Neves que trabalha há cerca de ano e meio na clínica, onde muitos pacientes a conhecem desde criança. Ser dentista era, de resto, um sonho de Diana Neves, que se especializou em Implantologia e Estética Dentária. “O mais gratificante é ver o sorriso das pessoas no final do tratamento e vermos a sua auto-estima aumentar”, considera a jovem médica.
Actualmente trabalham no Laboratório de Prótese e Clínica de Medicina Dentária Luís Jesus Neves três médicos dentistas, que oferecem todos os tratamentos na área da medicina dentária, e dois técnicos de prótese dentária. Não há protocolos estabelecidos com instituições mas a clínica aderiu ao cheque-dentista, disponibilizado pelo Ministério da Saúde a mulheres grávidas seguidas no Serviço Nacional de Saúde (SNS), utentes do SNS que beneficiem do Complemento Solidário para Idosos e crianças ou jovens com idade inferior a 16 anos.
“Estamos sempre atentos a novas técnicas, apostamos na inovação de equipamentos e materiais e na formação contínua, participando em workshops nacionais e internacionais”, disse Diana Neves salientando ainda a relação muito estreita e até de amizade que estabeleceu com os pacientes. Futuramente, a clínica vai mudar para umas instalações que estão, neste momento, a ser construídas de raíz na Estrada da Serra, podendo aumentar o número de especialidades oferecidas.
O Laboratório de Prótese e Clínica de Medicina Dentária “Luís Jesus Neves está aberto de segunda a sexta-feira, das 09h00 às 13h00 e das 14h30 às 19h00. Apesar deste horário, existe um serviço de urgência 24 horas, estando o telefones da clínica, com o número 249 321 110, redireccionado de modo a atender qualquer situação de emergência, independentemente da hora a que ocorra.

terça-feira, 22 de junho de 2010

461. Jornal i entrevista Orlando Monteiro da Silva (Parte 1: A entrevista)

Hoje com 47 anos, Orlando Monteiro da Silva foi o bastonário mais novo de sempre no país. Está desde 2001 à frente da Ordem dos Médicos Dentistas, área que entrou tarde no comboio na saúde, mas - diz - de forma inteligente. Vai propor num encontro das Ordens de saúde esta quarta-feira em Lisboa que se altere a Constituição: o Serviço Nacional de Saúde não pode ser tendencialmente gratuito, como está escrito, e a auto-responsabilização dos doentes é essencial. Reduzir os numerus clausus das faculdades de Medicina Dentária é outro objectivo. Mas também há seguros e convenções como a ADSE a estrangular a classe.
Jornal i - Como vê as medidas para reduzir a despesa do SNS?
Orlando Monteiro da Silva - Tenho chamado ao SNS uma espécie de comboio, onde a medicina dentária não entrou senão muito recentemente, que se aproxima de um precipício se nada for feito, nomeadamente em termos de financiamento. São medidas simbólicas, num contexto político em que há uma pressão grande para que se faça alguma coisa, mas não vão mudar nada de substancial.
Jornal i - Tem alguma proposta?
Orlando Monteiro da Silva - É preciso rever a Constituição no que respeita ao SNS. O artigo 64º, que fala sobre ele, deve ser o mais resumido possível, sem a alusão a um SNS tendencialmente gratuito. É fundamental que haja um grau de participação económica na utilização dos serviços de saúde.
Jornal i - Mas essa participação existe...
Orlando Monteiro da Silva - Existiu. Foram dados sinais contraditórios, de certa forma até eleitoralistas. Tínhamos taxas moderadoras simbólicas, foram aumentadas e depois foram abolidas. Convém ter em linha de conta que cerca de 50% dos utentes já estavam isentos. A Constituição deve ter um princípio geral sobre o SNS, mas o seu modus operandi não pode estar limitado. Diz por exemplo que o SNS tem gestão descentralizada e participada, quando é tudo menos isto. É centralizado e as decisões são tomadas por um pequeno grupo de pessoas.
Jornal i - Vê outras lacunas?
Orlando Monteiro da Silva - A área da saúde não vive isolada. É preciso uma melhor articulação para reorientar o SNS para a prevenção. Outra noção antipática, provavelmente, é a de auto-responsabilização.
Jornal i - Antipática porquê?
Orlando Monteiro da Silva - É uma noção estranha à maioria da população. O primeiro e último responsável pela saúde é o próprio. É o principal responsável e o principal interessado.
Jornal i - Isso não tem acontecido?
Orlando Monteiro da Silva - Não. Todos os dias vemos uma projecção para os serviços de saúde da resolução de problemas provocados por atitudes ou a falta delas, por decisões que se foram tomando ao longo da vida. É preciso ajudar as pessoas a tomarem as melhores decisões pela sua saúde.
Jornal i - Disse em tempos que o Ministério tratava os portugueses como se não tivessem boca. Mantém esta opinião?
Orlando Monteiro da Silva - Foram dados passos positivos. Nós não apanhámos o comboio do SNS, mas a nossa forma de entrar foi mais inteligente e sobrecarrega menos a sociedade. Com o programa do cheque-dentista foram contratados alguns serviços básicos, para alguns grupos da população, o que é uma lógica de outsourcing muito seguida no SNS inglês. O Estado não tem de prestar cuidados de saúde mas zelar que estes são prestados, regulados e financiados.
Jornal i - Os tratamentos são iguais para quem chega com o cheque-dentista?
Orlando Monteiro da Silva - É essa a nossa ética. O investimento em tratar bem uma criança é uma oportunidade de fidelizar doentes/clientes.
Jornal i - Mas há queixas de que essa diferença existe com os seguros de saúde...
Orlando Monteiro da Silva - A Ordem está proibida de ter tabelas de valores mínimos ou máximos em termos honorários. A intervenção no cheque-dentista foi diferente, por ser um programa social que pressupõe o envolvimento social dos médicos. Lembro-me da conversa com o professor Correia de Campos sobre o montante dos cheques: sugeri 80 euros, ele, 35 euros e o valor final foi de 40 euros. No que diz respeito às seguradoras, os contratos/convenções são uma decisão individual, cada médico aceita ou não trabalhar mediante as condições colocadas.
Jornal i - Houve alguma sensibilização?
Orlando Monteiro da Silva - Já o fizemos. Só há uma coisa que sensibiliza as seguradoras - o dinheiro -, o que não deixa de ser legítimo. Isto obedece a uma lógica de mercado: as seguradoras aproveitam-se do número de médicos-dentistas para unilateralmente imporem as suas tarifas. Dão-se ao luxo até de baixar as tabelas dos valores que propõem. Chega a haver tratamentos ou intervenções propostos a custo zero. Aqui temos uma denúncia de dumping há cerca de um ano e estamos à espera. Mas isto são situações do foro privado, entre o médico dentista e a convenção ou a seguradora. Situação bem diferente é ADSE, que não actualiza os valores nas suas tabelas há 19 anos.
Jornal i - São muito baixos?
Orlando Monteiro da Silva - O valor de uma extracção dentária ronda os 10 euros, o que não paga sequer os materiais envolvidos. É completamente inaceitável e uma situação de concorrência desleal. Mas há mais: uma seguradora tem direito de fazer contratos, enquanto a ADSE deve funcionar com concursos. Um médico dentista que queira fazer contrato com a ADSE não pode, pois há mais de dez anos que a convenção está fechada. Mas se um grande grupo económico abrir uma clínica aparece logo com todas essas convenções. Não há uma regulação eficaz em Portugal.
Jornal i - O que pensa da corrida às clínicas das faculdades?
Orlando Monteiro da Silva - A função das faculdades não é competir com o mercado de saúde, mas é importante que esses serviços existam para formação dos alunos.
Jornal i - Mas também há médicos a dar consultas nas faculdades.
Orlando Monteiro da Silva - Só se estiverem inseridos em pós--graduações.
Jornal i - É isso que acontece na prática? Só em Lisboa e no Porto as faculdades dão mais de 70 mil consultas por ano.
Orlando Monteiro da Silva - Não tenho dados sobre a matéria, mas acho que há uma tentação crescente para isso, por via do estrangulamento do financiamento. Querer fazer das faculdades hipermercados de tratamentos de medicina dentária é um erro profundo. Mas o meu repto principal para as faculdades é que estão a ser uma de fábrica de médicos dentistas.
Jornal i - Vão intervir?
Orlando Monteiro da Silva - Temos uma petição aprovada e em Junho vamos começar a recolher assinaturas para levá-la a discussão em sede de comissão e plenário no início do próximo ano. O objectivo é mudar alguns aspectos da lei para adequar as entradas nas faculdades às necessidades do país. Temos cerca de 500 alunos formados por ano, número que tem aumentado com o processo de Bolonha. Os médicos dentistas têm uma média de idade de 37 anos e sabemos que não haverá gente a reformar-se nos próximos 4/5 anos. Calculo que este número tenha de ser diminuído gradualmente 10%/ano, até chegar a metade.
Jornal i - Vão propor a extinção de algum curso?
Orlando Monteiro da Silva - Não, embora sete faculdades seja excessivo. O Reino Unido, com mais de 50 milhões, de habitantes têm 9 faculdades.
Jornal i - Quais são as perspectivas destes jovens médicos dentistas?
Orlando Monteiro da Silva - Grande parte é forçada a sair do país. A sociedade portuguesa não precisa de mais médicos dentistas, e estamos a assistir a uma fuga de cérebros depois de uma formação cara. Muitos deles nunca voltam e isso constitui um prejuízo enorme se pensarmos que esta formação rondava, há uns anos, os 100 mil euros.
Jornal i - O número de médicos a saírem do país está a aumentar?
Orlando Monteiro da Silva - No Reino Unido são perto de 440. Para os outros países da Europa não temos números.
Jornal i - Pensando no Reino Unido, o que é que têm cá e o que vão ter lá?
Orlando Monteiro da Silva - Cá têm um futuro incerto, uma dificuldade enorme de inserção no mercado, uma rede de mais de 5000 clínicas e consultórios em que abrir mais um é praticamente um suicídio. Sobretudo o número de doentes que atendem é muito baixo. Há colegas nossos que estão no consultório o dia todo à espera de um doente, que pode aparecer ou não. A diferença é que eles chegam a Inglaterra a ganhar sete ou oito mil libras por mês.
Jornal i - Recém-licenciados?
Orlando Monteiro da Silva - Sim. E isso em Portugal nem um sénior. Mas não é solução propor aos jovens que saiam do país.
Jornal i - Mas como se compete com um salário de 8000 libras?
Orlando Monteiro da Silva - Sair do país é um direito, mas há alguma coisa a dizer sobre a política de formação de recursos humanos. Se não houver um acesso crescente da população à medicina dentária, se não houver um crescimento económico do país, se não houver produtos/seguros com qualidade, grande parte destas pessoas não vão ter futuro na medicina dentária.
Jornal i - Há exercício clandestino?
Orlando Monteiro da Silva - Há muito exercício ilegal em Portugal, com redes clandestinas de recrutamento. Com o Brasil é muito frequente. Há colegas que conhecem outros, vêm para cá três/quatro meses fazer umas consultas, depois voltam para lá.
Jornal i - Como passam receitas?
Orlando Monteiro da Silva - No nome de colegas legais que os encobrem. Daí a importância da nova lei do licenciamento: até ao próximo ano todos os consultórios vão ter de pedir licença. E haverá inspecções periódicas.
Jornal i - Qual é a dimensão do problema?
Orlando Monteiro da Silva - Temos ideia das queixas, mas não há ideia do que representa pois só com uma fiscalização eficaz é que seria possível.
Jornal i - É o primeiro português eleito presidente na Federação Dentária Internacional. Sente-se a representar Portugal?
Orlando Monteiro da Silva - Sinto que é bom para o país. A minha voz na Ordem fica mais ampliada pelo facto de ser presidente eleito da FDI, mas nas minhas funções do dia-a-dia embora tente focar a realidade portuguesa, não é isso que se espera. Não fui eleito por ser português, nem por ser bastonário.
Jornal i - Mas se desse um bom exemplo português, qual seria?
Orlando Monteiro da Silva - A qualidade dos médicos dentistas, a prática privada e o programa cheque-dentista. A experiência do cheque-dentista, embora limitada, tem sido acompanhada com bastante interesse em termos internacionais. Não se julgue que só em Portugal é que a saúde oral é negligenciada. Neste momento seria muito penalizante se alguém quisesse acabar com o programa.
Jornal i - Já ouviu falar nisso?
Orlando Monteiro da Silva - Já ouvi dizer que o corte no SNS podia incluir o cheque-dentista.
Jornal i - A quem?
Orlando Monteiro da Silva - Sobretudo comentadores, outsiders. Primeiro porque o que se gasta com o programa - 30 milhões de euros - face ao benefício que dá a milhares de pessoas, é irrelevante. Depois porque não há mais nada, e há muito por onde cortar. O grande problema do cheque-dentista é a expectativa que está a criar na população não abrangida. Isto é que, imagino, se pode tornar difícil de gerir...
Jornal i - Não há inveja nos médicos das outras especialidades?
Orlando Monteiro da Silva - Estou convencido que este programa vai ser alargado a outras áreas. Oftalmologia, otorrinolaringologia... É importante ver que este programa nasce por vontade política mas também por consciência de que por fim é uma área valorizada. Mais de metade da população não tem nenhum dente na boca. Lembro-me de há uns anos faltarem-lhe dois dentes a uma miss de Portugal, o que é impensável.
(Continua)

quarta-feira, 16 de junho de 2010

460. Projecto Paranho Sorridente: Apresentação dos resultados

CONVITE
* * *
O Director da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto e o Presidente da Junta de Freguesia de Paranhos têm a honra de convidar V. Exa. a participar na apresentação dos resultados relativos ao Projecto ParanhoSorridente, que se realiza no Auditório da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto no dia 30 de Junho de 2010, às 18:00 horas.
Afonso Pinhão Ferreira, Director da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto;
Alberto Machado, Presidente da Junta de Freguesia de Paranhos.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

459. Dentistas 'adoptam' crianças e garantem tratamentos gratuitos

São dentistas e comprometem-se a "adoptar" crianças e a garantir- -lhes tratamentos gratuitos aos dentes até aos 18 anos. Para pôr em prática este projecto de solidariedade pioneiro no País, os dentistas estão no terreno, nas zonas mais carenciadas, e já identificaram 489 crianças. Destas, 109 foram já seleccionadas por apresentarem problemas dentários muito graves.
"Há muito por fazer na saúde oral em Portugal e as crianças não escapam. A nossa ideia é levar estes cuidados aos que mais precisam, mas tendo em conta que, além do tratamento, queremos ajudá-los a formarem-se como pessoas", conta Virgínia Milagre, coordenadora do projecto Dentista do Bem, que hoje é apresentado em Lisboa e conta com o apoio da Fundação EDP.
Em Portugal, desde o início do ano, o projecto já conta algumas dezenas de médicos-dentistas voluntários, que prometem "transformar a vida das crianças e jovens mais carenciados", através de tratamentos dentários gratuitos até aos 18 anos.
"Até podemos ser poucos, mas este nosso trabalho contribuirá para mudar a vida de alguém e só isso já é importante", diz Virgínia Milagre, que também receberá crianças gratuitamente no seu consultório.
O Dentista do Bem promovido pela organização não governamental Turma do Bem arrancou em 2002 no Brasil.
Nesta primeira fase, os profissionais, em articulação com as escolas, visitam os estabelecimentos para um primeiro rastreio, durante o qual são identificados os alunos com carências.
Segue-se depois a segunda fase, em que cada jovem, entre os 12 e os 18 anos, é colocado à "responsabilidade" de um médico-dentista, que o "adopta" profissionalmente.
"Em tempos de crise estamos atentos à nossa realidade e dispostos a ajudar. Mas também sei que, porventura, prestar estes tratamentos de forma gratuita não deve agradar a todos os colegas", desabafa a coordenadora.
No terreno há dois meses, o Dentista do Bem já tem voluntários nas escolas, sobretudo na zona da Grande Lisboa, a identificarem jovens a quem possam proporcionar "um novo sorriso".
Orlando Silva será um dos médicos que vai "adoptar" estas crianças. "Tenho dois consultórios e por isso vou poder tratar quatro crianças e jovens. Mais para a frente logo se vê, quem sabe se não serão mais", conta.
Aderiu ao projecto por contacto com outros colegas e aguarda agora pela atribuição dos menores. "É uma forma de prestar um serviço à comunidade. São crianças que provavelmente não teriam outra hipótese de receber apoio e por isso cá estou", acrescenta ainda.
Todas as crianças do projecto são seleccionadas através de uma triagem feita em escolas da rede pública nacional de acordo com um método próprio, o IHC - Índice de Hierarquia de Complexidade. São três os critérios de escolha fundamentais: problemas de saúde oral graves, poucas possibilidades económicas e idade até aos 18 anos.
O projecto conta com o apoio da Direcção-Geral de Saúde e acaba por servir de complemento ao cheque-dentista. "Este programa é para crianças até aos 12 anos. O nosso projecto é a partir dos 12 anos, para as crianças com maiores dificuldades", justifica Virgínia Milagre. Por isso, de alguma forma, complementam-se.
Será através de Portugal que o Dentista do Bem se "estreará" na Europa. Mas esta organização não governamental já tem provas dadas em poucos anos de existência: já ajudou mais de 12 mil crianças e jovens na América Latina, envolvendo uma rede de mais de 7000 dentistas voluntários.
Diário de Notícias

sexta-feira, 11 de junho de 2010

458. Dentistas aplaudem novas regras de licenciamento de clínicas

A Ordem dos Médicos Dentistas (OMD) veio, esta quarta-feira, a público, elogiar as novas regras de licenciamento das clínicas dentárias, que considera serem uma ferramenta importante para «combater o exercício ilegal da profissão».
«A OMD congratula-se com a publicação desta legislação que tornará possível ao público a identificação dos locais devidamente licenciados, garantindo-se, desta forma, a qualidade e a segurança dos serviços de saúde prestados», refere a instituição, em comunicado citado pela edição online do i. «Esta legislação será igualmente importante no combate ao exercício ilegal da profissão, uma vez que estas situações serão mais facilmente identificáveis, fazendo justiça à maioria esmagadora dos médicos dentistas que cumprem todos os requisitos necessários para uma prestação segura dos actos de medicina dentária».
Em causa está a portaria 268/2010 relativa ao Decreto-Lei nº 279/2209, de 6 de Outubro, que, entre outros requisitos, obriga a que esteja colocado «em local bem visível do público o horário de funcionamento, o nome do director clínico, os procedimentos a adoptar em situações de emergência e os direitos e deveres dos utentes, devendo ainda estar disponível para consulta a tabela de preço».
* * *
Óptimo; a saúde oral precisa e necessita de evoluir no nosso país. Esperemos agora também por legislação que regularize a actividade de todos os profissionais de saúde oral existentes em Portugal, avaliando periodicamente os respectivos exercícios profissionais e as necessidades de aquisição de novos conhecimentos e de aperfeiçoamentos profissionais.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

457. Jovem de Abrantes pede ajuda para voltar a sorrir sem dores

Luís Lourenço gostava de colocar um aparelho nos dentes mas primeiro tem que ser operado para alinhar os maxilares, intervenção que custa cerca de 15 mil euros e que não é comparticipada pelo Sistema Nacional de Saúde.
Depois de ver todas as portas fecharem-se, Luís Lourenço, 21 anos, morador em Rossio ao Sul do Tejo, Abrantes, decidiu expor publicamente o seu problema para tentar encontrar alguém que se solidarize com o problema de dentição que o atormenta. “Tenho muitas dificuldades para comer porque os dentes da frente (inferiores e superiores) não se juntam e acabo por fazer feridas no céu-da-boca com os incisivos da mandíbula inferior”, relata, acompanhado pela irmã, Ana.
Luís, que sempre teve muitos problemas dentários e complexos pela sua situação, gostava de colocar um aparelho de ortodontia mas foi informado pela dentista que o acompanha que tinha o maxilar inferior muito reduzido. De acordo com o atestado passado pela médica, e que faz questão de mostrar, tal só seria possível se fizesse uma cirurgia correctiva de forma a expandir as bases ósseas.
“Fui encaminhado para um cirurgião plástico que me confirmou que tinha um “deficit bimaxilar acentuado” e que só assim conseguiria esticar a mandíbula e obter uma harmonia esquelético-dentária para colocar o aparelho”, relatou. Todo o processo que permitia a Luís voltar a sorrir sem dores está avaliado em 15 mil euros.
O problema é que Sistema Nacional de Saúde (SNS) não comparticipa a medicina dentária. Em Setembro de 2007, o bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas, Orlando Monteiro da Silva, frisava que cerca de metade da população portuguesa não tinha capacidade para pagar uma consulta de medicina dentária. “Enquanto não houver médicos dentistas nos centros de saúde ou sistemas de concessão, as pessoas estarão excluídas da saúde oral”, afirmou em entrevista à agência Lusa.
“Apesar de ter bastantes dores, sei que poderei vir a ter problemas respiratórios graves caso não corrija este problema”, atesta, triste por ter visto recusado financiamento junto de várias instituições bancárias. Também as companhias de seguros recusaram fazer a apólice uma vez que o problema já existe. “O meu pai é reformado, a minha mãe é doméstica e a mim não me dão o empréstimo porque trabalho numa empresa de trabalho temporário”, explica o jovem que diz que o seu problema é mais de saúde do que estético, mostrando-se revoltado por não ser operado através de uma unidade hospitalar estatal, mesmo fazendo os seus descontos e contribuições para a Segurança Social.
“Não temos 15 mil euros nem quem nos empreste este valor. Não temos outra solução e preocupa-me o meu irmão estar a sofrer. Esta não é uma questão estética mas sim de saúde. O meu irmão, neste momento, está a tomar todos os dias medicação para as dores.”, atesta Ana Lourenço, 27 anos, agastada com o problema que se arrasta e sem ter nada para hipotecar que possa ajudar. Por ter esperança e acreditar aceitou expor a situação.
Em Portugal, apenas as regiões autónomas têm sistemas de saúde oral a servir os utentes do SNS. Dados estatísticos da altura, indicavam que nos Açores há 19 médicos dentistas no sistema público regional de saúde e a Ordem prevê que, em alguns anos, os Açores tenham os melhores indicadores de saúde oral. Já na Madeira, há uma convenção entre o serviço regional de saúde e os privados, em que o sistema público reembolsa em parte o custo dos utentes que recorrem a dentistas privados.
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Talvez o Senhor Director – Geral de Saúde e a Senhora Ministra da Saúde tivessem mais tacto e juízo se resolvessem de imediato esta situação, em vez de estarem a financiar os canais de televisão portugueses em centenas de milhares de euros (dezenas de milhares de contos), sem que daí saia um único acto médico.
Como alternativa, coloquem de imediato os seus lugares à disposição de quem saiba gerir melhor os bens públicos do país.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

456. "Lançamento Turma do Bem Portugal", Segunda-feira, 14 de Junho às 19:30

(Clique na imagem para ampliar)
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NOTA PESSOAL:
Pensei várias vezes se deveria publicar a postagem. Infelizmente, para mim, a EDP representa o nicho de empresas puramente capitalistas e sem uma verdadeira vocação social, o que leva-me a questionar o real interesse da TURMA DO BEM em fazer projectos com esta entidade (dá-me a entender que deve entrar aqui o mecenato, numa tentativa desesperada do Grupo EDP de fugir aos impostos; se assim for, então estamos em presença do pior mecenato praticável em Portugal).
Não coloco em causa a boa vontade da TURMA DO BEM em levar a saúde oral aonde o estado português falha por completo e as ordens profissionais do sector tapam os olhos, na tentativa de deixarem tudo como está e assim tudo continuar exactamente na mesma.
Lamentando o facto de o governo tirar dos nossos impostos para pagar a formação de dentistas que jamais estarão à disposição daqueles que mais precisam (a ética, neste caso, não conta para muitos profissionais de saúde oral, não conta para a Direcção - Geral de Saúde, nem tão pouco para o Ministério da Saúde, caso contrário os dentistas formados teriam de trabalhar no Serviço Nacional de Saúde num período mínimo de 2/3 anos para compensar a sua formação à custa dos nossos impostos), assusta-me agora ver aparecer este tipo de projecto associado a empresas multinacionais, aliadas ao grande capital e à exploração de mão-de-obra barata, ao mesmo tempo que nos fornece a energia eléctrica mais cara da Europa (toda a gente se lembra do escândalo do ano passado, quando a EDP pretendia aumentar escandalosamente o preço da energia eléctrica).
Se não bastasse, refiro também que, eu próprio também já fui uma vítima escandalosa por parte da EDP, pois tendo-se realizado concurso externo para admissão de recursos humanos e tendo eu ficado em primeiro lugar, em concurso nacional, aguardo à 20 anos que seja integrado na empresa (infelizmente não tive um padrinho dentro da EDP).

segunda-feira, 31 de maio de 2010

455. Transparência nos programas de saúde oral da Direcção - Geral de Saúde

ID Data Ent. Adjudicante Ent. Adjudicada Objecto Montante
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Nº 1 86101 2009-09-10Direcção-Geral da Saúde - Televisão Independente S.A. – TVIEmissão de spot publicitário da Campanha Sempre a Sorrir no âmbito do Programa Vertical da Saúde Oral = 58.581,21 €Nº 2 88042 2009-09-17
Direcção-Geral da Saúde - Sociedade Independente de Comunicação – SIC
Emissão de spot publicitário da Campanha Sempre a Sorrir no âmbito do Programa Vertical da Saúde Oral = 54.539,16 €Nº 3 52866 2009-05-19Direcção-Geral da Saúde - TELEVISÃO INDEPENDENTE S.A. – TVI
Transmissão de spot publicitário da Campanha “Sempre a Sorrir” integrado no Programa Vertical da Saúde Oral = 53.604,28 €Nº 4 85004 2009-09-08Direcção-Geral da Saúde - Rádio e Televisão de Portugal S.A.Emissão de spot publicitário da Campanha Sempre a Sorrir no âmbito do Programa Vertical da Saúde Oral = 49.524,78 €
Nº 5 132383 2010-02-10Direcção-Geral da Saúde (DGS) - Luis Carvalho Neves & Associados, Soc. Advogados de Responsabilidade Ilimitada
Aquisição de serviços de consultoria e assessoria jurídica. Para as áreas relativas ao Centro de Atendimento do Serviço Nacional de Saúde, Projectos de Saúde Oral nas Grávidas e nos Idosos e Acompanhamento e Análise Jurídica do Projecto de Incentivos à Procriação Médica Assistida = 37.677,10 €
Nº 6 52871 2009-05-19Direcção-Geral da Saúde - SOCIEDADE INDEPENDENTE DE COMUNICAÇÃO – SIC
Transmissão de spot publicitário da Campanha “Sempre a Sorrir” integrado no Programa Vertical da Saúde Oral = 37.326,17 €
Nº 7 47739 2009-05-04Direcção-Geral da Saúde - Utopia Azul - Produção de Filmes Ldª.Aquisição de serviços de concepção, criação, rodagem e produção de spot publicitário alusivo às boas práticas em higiene oral, da Campanha “Sempre a Sorrir”, no âmbito do Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral = 35.892,96 €
Nº 8 52885 2009-05-19Direcção-Geral da Saúde - RÁDIO TELEVISÃO PORTUGUESA – RTP 1Transmissão de spot publicitário da Campanha “Sempre a Sorrir” integrado no Programa Vertical da Saúde Oral = 29.089,98 €
Nº 9 39594 2009-03-31Universidade de Aveiro - Instituto de Engenharia Electrónica e Telemática de Aveiro (IEETA)
Aquisição de serviços de desenvolvimento e implementação de componentes de software, concretamente “serviços de integração” e “transversal”, para o sistema de Informação para a Saúde Oral (SISO) – Extensão à Saúde Escolar = 27.633,88 €
Nº 10 83760 2009-09-03Direcção-Geral da Saúde - Look Concepts - Marketing e Comunicação Ldª
Produção gráfica de 450.000 unidades de tripticos para a campanha É Sempre a Sorrir no âmbito do Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral = 26.350,00 €
Nº 11 38761 2009-03-27Direcção-Geral da Saúde - LookConcepts – Communication Group
Aquisição de serviços de concepção criativa e produção de 300.000 “Trípticos” da Campanha “Sempre a Sorrir” no âmbito do Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral = 24.160,00 €
Nº 12 41182 2009-04-06Universidade de Aveiro - !UZ – Technologies, Lda.Aquisição de serviços de desenvolvimento e Implementação de componentes de software, respeitantes às camadas “apresentação” e “lógica aplicacional” da arquitectura aplicacional do Sistema de Informação para a Saúde Oral (SISO), à Saúde Escolar, em desenvolvimento na Universidade de Aveiro = 22.275,00 €
Nº 13 62698 2009-06-22Universidade de Aveiro - Instituto de Engenharia Electrónica e Telemática de Aveiro (IEETA)
Aquisição de serviços de desenvolvimento e Implementação de componentes de software, no âmbito do Sistema de Informação para a Saúde Oral (SISO), respeitantes às funcionalidades de “Edição de Diagnóstico e Plano de Tratamento” e de “Alteração de Registos de Diagnóstico, Plano de Tratamento e Tratamentos” relativos às camadas “serviços de integração” e “transversal” da arquitectura aplicacional do SISO, em desenvolvimento na Universidade de Aveiro = 10.480,16 €
Nº 14 62711 2009-06-22Universidade de Aveiro - !UZ – Technologies, Lda.
Aquisição de serviços de desenvolvimento e Implementação de componentes de software, no âmbito do Sistema de Informação para a Saúde Oral (SISO), respeitantes às funcionalidades de “Edição de Diagnóstico e Plano de Tratamento” e de “Alteração de Registos de Diagnóstico, Plano de Tratamento e Tratamentos” relativas às camadas “apresentação” e “lógica aplicacional” da arquitectura aplicacional do SISO, em desenvolvimento na Universidade de Aveiro = 9.280,00 €
Nº 15 52860 2009-05-19Direcção-Geral da Saúde - ZON – SIC NOTÍCIAS
Transmissão de spot publicitário da Campanha “Sempre a Sorrir” integrado no Programa Vertical da Saúde Oral = 9.144,62 €
Nº 16 87945 2009-09-17Direcção-Geral da Saúde - LookConcepts - Marketing e Comunicação Ldª
Distribuição de 450.000 folhetos (tripticos) referentes à Campanha Sempre a Sorrir no âmbito do Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral = 6.750,00 €
Nº 17 21489 2009-01-26Administração Regional de Saúde do Algarve, I.P. - Isabel Maria Lopes GuerraAvaliação do Programa Nacional de Promoção de Saúde Oral 2008 para Crianças e Jovens Escolarizados - 2.200,00 €Nº 18 21491 2009-01-26Administração Regional de Saúde do Algarve, I.P. - Laura Maria Martins de Sousa
Avaliação do Programa Nacional de Promoção de Saúde Oral 2008 para Crianças e Jovens Escolarizados = 2.200,00 €Nº 19 21492 2009-01-26Administração Regional de Saúde do Algarve, I.P. - Maria Emilia Leite da AssunçãoAvaliação do Programa Nacional de Promoção de Saúde Oral 2008 para Crianças e Jovens Escolarizados = 2.200,00 €Nº 20 21493 2009-01-26Administração Regional de Saúde do Algarve, I.P. - Fernando Miguel Brandão de Pinho
Avaliação do Programa Nacional de Promoção de Saúde Oral 2008 para Crianças e Jovens Escolarizados = 2.200,00 €Nº 21 21495 2009-01-26Administração Regional de Saúde do Algarve, I.P. - Roberto Alexandre Domingues da Costa Fernandes
Avaliação do Programa Nacional de Promoção de Saúde Oral 2008 para Crianças e Jovens Escolarizados = 2.200,00 €Nº 22 21496 2009-01-26Administração Regional de Saúde do Algarve, I.P. - Yussef Moahamad Abon HamiaAvaliação do Programa Nacional de Promoção de Saúde Oral 2008 para Crianças e Jovens Escolarizados = 2.200,00 €Nº 23 21498 2009-01-26Administração Regional de Saúde do Algarve, I.P. - Joana Moutinho FigueiredoAvaliação do Programa Nacional de Promoção de Saúde Oral 2008 para Crianças e Jovens Escolarizados = 2.200,00 €Nº 24 23080 2009-01-29Administração Regional de Saúde do Algarve, I.P. - Ivone Clarisse Neves de Almeida Machado
Avaliação do Programa Nacional de Promoção de Saúde Oral 2008 para Crianças e Jovens Escolarizados = 2.200,00 €Nº 25 25936 2009-02-09Administração Regional de Saúde do Algarve, I.P. - Paula Manuela Gonçalves da CunhaAvaliação do Programa Nacional de Promoção de Saúde Oral 2008 para Crianças e Jovens Escolarizados = 2.200,00 €Nº 26 26591 2009-02-10Administração Regional de Saúde do Algarve, I.P. - Ana Filipa Horta Martins SantosAvaliação do Programa Nacional de Promoção de Saúde Oral 2008 para Crianças e Jovens Escolarizados = 2.200,00 €Transparência na AP
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A presente lista, resumida, ilustra um conjunto de adjudicações ao abrigo dos Programas de Saúde Oral implementados pela Direcção – Geral de Saúde. Uma atenta leitura dos dados e nomeadamente das entidades a quem foram adjudicados os serviços levanta uma serie de dúvidas relativamente ao seu procedimento, tendo em conta a razão dessas entidades e o desbarato orçamental envolvido.
Trata-se de verbas astronómicas, recursos finitos recolhidos a partir dos impostos pagos por cada um de nós e que carecem de razoável explicação relativamente ao fim a que foram destinados, uma vez que em nenhuma das adjudicações discriminadas estão envolvidos quaisquer actos médicos de tratamentos orais a crianças ou a outros pacientes. Trata-se de larguíssimas centenas de milhares de euros que poderiam ter sido canalizado para tratar a saúde oral de largos milhares de pessoas que estão à margem de qualquer acesso a cuidados de saúde oral.
Por cada uma das verbas, temos alguma curiosidade em saber a justificação encontrada para a sua realização. As verbas número 1, 2, 3 e 6 dão a entender que foram utilizadas para pagar publicidade a canais privados de televisão; não se entende o gasto de recursos em canais de televisão privados quando os portugueses suportam integralmente, com os seus impostos, dois canais públicos de televisão, para além de vários canais regionais e internacionais, que emitem largas centenas de hora por semana (bastaria ter aberto um pequeno espaço diário de alguns minutos na sua programação e ter-se-iam poupados centenas de milhares de euros do erário publico); não creio que exista qualquer obrigatoriedade do erário público ter que suportar financeiramente interesses privados de comunicação social (pelo menos disso não tenho conhecimento publico).
As verbas número 4 e 8 não têm justificação plausível, porque não se pode conceber que uma entidade pública subsidie outra entidade pública já suportada pelos nossos impostos. Além disso, a RTP não visa a obtenção de quaisquer lucros e o seu financiamento jamais poderá ser feito à custa do desvio de fundos da saúde oral das crianças (acto imoralmente aceite).
A verba número 7 teria sido largamente poupada se se tem convidado, por concurso público, a realização do spot junto de estabelecimentos de ensino; largas centenas de cursos de audiovisual de escolas secundárias, profissionais ou do ensino superior fariam igual ou melhor por muito menos e muitíssimo empenho pelos actores envolvidos.
As verbas número 9, 12, 13 e 14 levam a interrogação acerca da existência de centros de informática na Administração Pública, concerteza dotada dos melhores recursos materiais e humanos existentes em Portugal; além disso, seria assim tão necessário o desenvolvimento de programas informáticos para a implementação do programa? Simples recursos informáticos livres na internet bastaria e teriam o mesmo alcance, sem necessidade alguma de investir recursos financeiros escassíssimos e sem quaisquer complicações.
As verbas 10, 11 e 16 voltam novamente a ser para entidades externas (e curiosamente sempre a mesma!); se se fossem feitos em tipografias existentes nas escolas ou universidades também ficariam ao mesmo preço? E tão elevada quantidade não teria justificado um concurso publico?
A verba número 15 é extraordinária: pagamentos efectuados a um canal de televisão fechado, inacessível à esmagadora maioria da população portuguesa. Obviamente sem qualquer comentário.
As verbas número 17 a 26 dão a entender que existe falta de recursos humanos na Administração Regional de Saúde do Algarve para fazer o trabalho de casa.
Por todas estas razões, encaminho este poste para o Tribunal de Contas.
Em jeito de conclusão, dou a conhecer o investimento do erário público neste Blogue, ao longo de toda a sua existência – ZERO EUROS.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

454. Cáries mais prováveis em crianças que não tomam pequeno-almoço

Um estudo das Clínicas Vital Dent revela que as crianças, entre os dois e cinco anos, que não tomam o pequeno-almoço de maneira correcta apresentam um risco até quatro vezes maior de apresentar cáries em comparação com os que tomam o pequeno-almoço equilibrado. O estudo revela ainda que metade das crianças que tem uma refeição matinal adequada, não lava os dentes depois de comer alimentos ricos em açúcar.
Um vasto número de crianças vai à escola sem tomar o pequeno-almoço, sem que os pais percebam o grave problema que tal pode acarretar, não só no rendimento escolar, mas também na saúde oral. Por um lado, muitas das crianças que saltam a primeira refeição do dia têm tendência a comer entre horas, alimentos açucarados, aumentando o risco de vir a desenvolver cáries.
Por outro lado, é normal que os pais, devido à falta de tempo e impaciência dos filhos, recorram a soluções mais fáceis e atractivas como produtos de fácil consumo, mas ricos em açúcar. Há falta de tempo, ainda se acrescenta o facto das crianças não lavarem os dentes depois de comer estes alimentos.
Segundo o último estudo realizado pelas Clínicas Vital Dent sobre a saúde oral infantil, só uma em cada cinco crianças (57%) afirma lavar os dentes depois de comer alimentos ricos em açúcar, enquanto que 30% afirma fazê-lo só de vez em quando e 13% nunca.
Não podemos esquecer que o açúcar é o maior inimigo dos nossos dentes já que a placa bacteriana transforma-o num ácido que destrói o esmalte dos dentes. Quando esta capa vai desaparecendo progressivamente pela sua descalcificação, deixa de protegê-los e permite que as bactérias presentes na boca os ataquem provocando cáries e, consequentemente, dor.
A educação das crianças como a melhor prevenção - A educação com base em hábitos saudáveis e vigiar o que comem as crianças ajuda a protegê-las contra as cáries. Se desde cedo tomarem o pequeno-almoço correctamente, o organismo irá habituar-se a tal e exigirá um bom pequeno-almoço todos os dias, prevenindo o consumo extremo de açúcar.
“É importante criar hábitos nos mais pequenos para uma dieta saudável. Recomendamos que para os lanches, as crianças que consumam sumos naturais ou frutas e poucos doces”, aconselha João Azevedo, médico dentista das Clínicas Vital Dent. “Para além disso, para prevenir as cáries é necessário que os pais ensinem às crianças a lavar os dentes após as refeições. O uso de uma escova suave, fio dentário e uma pasta dentífrica rica em cálcio e flúor não deve faltar na limpeza diária dos mais pequenos”, acrescenta ainda.
As Clínicas Vital Dent, como especialistas na saúde oral, recomendam que as crianças tomem um pequeno-almoço completo e equilibrado, composto por alimentos lácteos, hidratos de carbono e fibras, proteínas e frutas.

terça-feira, 25 de maio de 2010

453. Crise leva milhares a tratar dentes nas faculdades

A crise está a levar mais pessoas a procurarem tratamentos dentários feitos por alunos a preços reduzidos nas faculdades. No ano passado, realizaram-se mais de 65 mil consultas só em Lisboa e no Porto.
Na Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto, o preço das consultas oscila entre os 15 e os 25 euros. Mas a mesma crise que leva mais gente a estes serviços faz com que muitos comecem a evitar também aqui os tratamentos mais caros.
No terceiro piso da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa (FMDUL), quase só se ouve o barulho dos equipamentos dos mais de cem alunos dos 4.º e 5.º anos. Os pacientes parecem descansados nas mãos dos estudantes: a intervenção só começa depois de uma avaliação da história clínica e cada novo passo só é dado após aval do professor.
Ali, realizam-se anualmente cerca de 40 mil consultas. "Ninguém pode passar para a fase seguinte sem ser controlado e assinado por nós", explica Rosário Mexia, uma das assistentes de Dentisteria da Faculdade. A professora fez parte da primeira turma de alunos daquela faculdade, na década de 70, e garante que "nunca assistiu a nada de grave".
No Porto, o director da clínica, Paulo Melo, lembra que os alunos "começam pelos actos mais simples e conforme vão ganhando experiência e conhecimento vão avançando". Em 2009, realizaram--se cerca de 25 mil consultas.
Nas faculdades existe a obrigação moral de "prestar um serviço de excelência à comunidade", diz o presidente da associação de estudantes da FMDUL, Diogo Monteiro. Sem a pressão comercial das clínicas, os futuros dentistas podem "discutir a história clínica e recorrer a vários especialistas que já são professores catedráticos, professores assistentes", sublinha.
Maria do Carmo Silva, 48 anos, descobriu este serviço há três anos. "Já passei por várias mãos e não tenho razão de queixa. São simpáticos e muito preocupados. Já fiz aqui alguns tratamentos complicados e são tão cuidadosos que às vez ligam-me para saber como estou a reagir."
A questão do preço também é uma mais-valia. "As consultas são bastante mais económicas e, em tempos de crise, isto também conta", admite.
Diário de Notícias

domingo, 23 de maio de 2010

452. Dentistas associam-se a pediatras na saúde oral

Em 2008, os jovens de 15 anos apresentavam, em média, três dentes cariados, perdidos ou obturados. Uma média alta, que resulta muito da falta de prevenção em criança. Alertar os pediatras para a saúde oral é o objectivo da Sociedade de Odontopediatria.
O primeiro congresso ibérico desta subespecialidade de Medicina Dentária pretendeu dar umas luzes a pediatras, médicos-dentistas e higienistas orais sobre a melhor forma de lidar com os mais pequenos. "A saúde oral das crianças portuguesas tem vindo a melhorar, mas ainda há dados que ficam aquém das metas fixadas pela Organização Mundial da Saúde e dos níveis conseguidos nos países nórdicos, por exemplo", explicou ao JN Luís Pedro Ferreira, vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Odontopediatria.
O encontro visou justamente alertar para isso. Criada há um ano, a sociedade associou-se à já antiga congénere espanhola para levar ao Porto vários especialistas internacionais em Odontopediatria. "Ainda persiste a ideia de que não é preciso tratar os dentes de leite. É um erro tremendo. Se a oclusão não estiver equilibrada, por exemplo, vai condicionar o crescimento ósseo do maxilar, vai gerar problemas de mastigação numa altura em que as crianças têm de assimilar o máximo de nutrientes e pode ainda originar problemas de dicção", explicou o médico dentista, que se subespecializou em Barcelona.
É que os dentes de leite surgem entre os seis meses e os três anos de idade e só começam a ser substituídos a partir dos seis, permanecendo com a dentição definitiva durante outros seis anos. "Qualquer infecção pode facilmente afectar o dente definitivo". A situação portuguesa melhorou com a implementação do Programa Nacional de Saúde Oral e, admite Luís Pedro Ferreira, ganhou novo impulso com o alargamento dos cheques-dentista às crianças.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

450. Turma do Bem em Portugal, pela Saúde Oral

Antes de tudo, parabenizo pelo excelente blog “Saúde Oral - A Saúde da Saúde Oral em Portugal”: notícias e comentários que trazem à tona a REALIDADE em que se encontra a saúde oral do portugueses. Pelo mesmo motivo, agradeço pela imensa fonte de dados e informações à cerca desta realidade.
Mas escrevo para dizer que a Turma do Bem, cuja missão é “mudar a percepção da sociedade na questão da saúde bucal e da classe odontológica com relação ao impacto socioambiental de sua atividade” exercida através do nosso principal projeto, o Dentista do Bem. Fundada por um dentista em 2002 no Brasil, país em que o povo também sofre com a falta de atendimento público de qualidade e a outra opção são os dentistas privados: uma classe profissional explorada e desvalorizada.
Através deste inovador projeto de voluntariado em rede, reconhecido internacionalmente, mudamos essa realidade pouco a pouco: já são 7 000 dentistas que atendem gratuitamente 12 000 crianças. E outros projetos, como a “Liga do Dentista Limpo” ou o “Dentista Verde” amparam e informam nossos Dentistas do Bem sobre questões importantes, atropeladas pelo cotidiano.
Abaixo, links de nossos documentários, que traduzem a nossa luta e podem ser vistos no Youtube:
Dente por dente:
Festa do Biscoito:
Estamos em expansão internacional, já estamos presentes em outros oito países da América Latina e com apoio da Fundação EDP, estamos a implementar o projeto em Portugal desde março. Gostaria muito de conhecer o autor ou autora do blog, e poder apresentar nossos desafios, que acredito serem os mesmo do blog Saúde Oral.
Meus sinceros cumprimentos, Murilo Casagrande
Turma do Bem Europa
Avenida Brasília - Central Tejo
1300-598 - Lisboa - Portugal
Tel: + 351 21 002 8125
Tm: + 351 92 620 8751

sexta-feira, 7 de maio de 2010

448. ESCOLA SECUNDÁRIA DR. FRANCISCO FERNANDES LOPES (OLHÃO): Produto Final não aprovado

Tal como já foi dito inúmeras vezes aqui no blogue ao longo do ano, o produto final (pelo menos o oficial) do projecto Saúde Oral era a implantação de máquinas que disponibilizam escovas e pastas dentríficas nas casas de banho da escola. A proposta foi a conselho executivo, contudo, por razões monetárias, esta não foi aprovada.
Como tal, este produto não vai ser realizado já. O grupo vai deixar tudo preparado para que, num próximo ano, as máquinas possam ser postas na escola.
* * *
Extremamente confrangedor e desesperante ver um projecto a ficar na gaveta, quando se trata de algo que foi lançado e trabalhado pelos próprios jovens. É lamentável que as autoridades competentes, nomeadamente a Direcção Regional de Educação do Algarve e a Direcção – Geral de Saúde, façam tábua rasa das iniciativas dos jovens e nada façam para que esta iniciativa seja implantada no terreno e seja um projecto inovador a nível nacional; extremamente vergonhoso a atitude que estas instituições estão a ter para com estes jovens.
Entretanto já há largas dezenas de milhares de milhões de euros em modernização do parque escolar porque é dinheiro fresco que pode ser distribuído para os construtores civis; já a saúde oral das crianças e adolescentes pode ficar para a próxima geração, para os filhos dos nossos filhos.
É isto que os políticos e governantes têm para oferecer aos nossos jovens.

terça-feira, 4 de maio de 2010

447. Cheques-dentista por pagar aos profissionais

A promessa não foi cumprida. Os médicos dentistas da Região Norte continuam à espera do pagamento da maioria das consultas dadas no âmbito do Programa Nacional de Saúde Oral. Apesar de haver dinheiro. O caos nos serviços só regularizará em Junho.
A garantia dada ainda muito recentemente pelo secretário de Estado Adjunto e da Saúde era de que a pagamento dos cheques-dentista aos profissionais que tratam pacientes encaminhados pelos centros de saúde entraria nos eixos no passado dia 31 de Março. O argumento para justificar o atraso nos pagamentos, que se arrasta desde Outubro, era a incapacidade dos serviços das administrações regionais de Saúde (ARS) do Norte e do Centro em lidar com o volume de pedidos.
A verdade é que a ARS Centro resolveu o problema, mas não a do Norte. A falta de pessoal era a desculpa, numa fase em que caíram pedidos de pagamentos relativos aos tratamentos de crianças, integradas no Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral (PNPSO) em Maio de 2009. Os cheques foram entregues entre Julho e Agosto, originando um excesso de volume a partir de Setembro. Foi preciso recorrer a serviços externos para ajudar na gestão dos pagamentos.
Segundo Paulo Melo, secretário-geral da Ordem dos Médicos Dentistas, a situação só agora começa a ter solução. "De Outubro a Março foram validados 59.148 cheques-dentista, sendo que os prestadores enviaram a facturação correspondente a 12.486 cheques. Os últimos pagamentos dizem respeito, na sua maioria, a facturação de Dezembro", explica Paulo Melo. O próprio atraso levou os médicos a não enviar as facturas. A dívida acumulada está 285 400 euros, com promessa de liquidação "na próxima semana".
Só que, entretanto, vão acumulando os cheques emitidos desde Janeiro. A indicação oficial, adianta o dirigente, é a de que a normalização dos pagamentos (a 30 dias) só será uma realidade em Junho. "Já fizemos sentir aos secretário de Estado que a promessa não foi cumprida", apesar de haver "um sinal" de melhoria. No Centro, com menos volume de vales, a contratação de pessoal resolveu o problema, subsistindo apenas situações pontuais de "atrasos pouco significativos". Nas outras ARS, não se verificou qualquer problema.
O PNPSO permitiu o acesso a cuidados de saúde oral a algumas camadas da população, através da entrega de vales de 40 euros para tratamentos nos consultórios privados que aderiram ao programa. Começou por abranger as cerca de 65 mil grávidas anualmente acompanhadas nos centros de Saúde (não se estendem às que optam pela privada) e os idosos beneficiários do complemento solidário, grupo cuja adesão à medida continua fraco, por dificuldades de "informação" dos próprios e de cruzamento de dados com a Segurança Social. No ano passado, estendeu-se às crianças de sete, dez e 13 anos. Com perto de 30 milhões de euros alocados este ano, o PNPSO alarga-se em breve aos doentes com VIH.
Jornal de Notícias (19 de Abril de 2010)
* * *
Se o Ministério da Saúde e a Direcção – Geral de Saúde provocam o caos tratar uma percentagem tão pequena de crianças e adolescentes, então imagine-se como andará o resto da população portuguesa em termos de saúde oral.
Era bom que a Comissão de Saúde da Assembleia da República apurasse os responsáveis pelo caos que há na saúde oral em Portugal; os portugueses pagam impostos para pagar o trabalho feito pelos senhores deputados e desejam ser esclarecidos porque motivo a saúde oral não funciona em Portugal.

domingo, 2 de maio de 2010

446. Governo dos Açores investe na saúde escolar

As crianças e jovens açorianos, até aos 18 anos, vão passar a ser alvo de exames de saúde periódicos, a partir do próximo ano lectivo, no âmbito de um programa de saúde escolar promovido pelo Governo Regional dos Açores.
O Programa Regional de Saúde Escolar e de Saúde Infanto-Juvenil foi hoje apresentando no auditório da Escola Básica Integrada Francisco Ornelas da Câmara, integrado nas comemorações do Dia Mundial da Saúde. Na ocasião foi, também assinado um protocolo entre as Secretarias Regionais da Saúde e da Educação e Formação, que estabelece os mecanismos de cooperação com vista à implementação deste programa inovador, que contempla a realização de vários exames periódicos para despistagem de doenças em áreas como a saúde oral, obesidade, visão e audição.
Pretende-se incutir nos alunos do Pré-escolar ao Secundário competências de autonomia, de responsabilidade e sentido crítico, indispensáveis à adopção de comportamentos e estilos de vida saudáveis. A Secretaria da Saúde vai assegurar que as unidades de Saúde incluam a promoção da saúde em meio escolar nos respectivos planos de actividade, enquanto a Secretaria Regional da Educação e Formação se compromete a efectuar uma reorganização dos programas do ensino básico e secundário, na perspectiva do desenvolvimento da educação para a saúde, nos projectos de escola e de turma.
Serão formadas 17 equipas de saúde escolar, que incluirão um médico e um enfermeiro na base de 24 horas semanais por cada grupo de 2500 alunos. Podem integrar, ainda, estas equipas outros profissionais da área da Saúde e da Educação. “O Governo Regional, ao intervir na prevenção e no diagnóstico, estará a contribuir para a saúde e bem-estar das nossas crianças e jovens e, simultaneamente, espera-se que venha a reduzir substancialmente os custos sociais e económicos decorrentes de uma despistagem e tratamento tardios”, afirmou a Secretária Regional da Educação e Formação.
Para Lina Mendes este projecto de saúde escolar tem de funcionar como um contributo do Governo para a salvaguarda da saúde das populações mais jovens, sem contudo se sobrepor ao papel das famílias e dos encarregados de educação, os quais são em primeira instância os principais responsáveis pela saúde dos seus filhos/educandos.
Numa fase posterior é intenção da Secretaria Regional da Educação e Formação criar uma base de dados que garanta que cada aluno do Sistema Educativo Açoriano tenha um registo pessoal que integre não só informação relativas ao seu percurso escolar, mas também dados da sua saúde. Segundo Lina Mendes, este registo permitirá melhorar consideravelmente os níveis da gestão escolar, uma vez que, por exemplo, quando um aluno mudar de escola, o novo estabelecimento de ensino terá acesso imediato a todo o historial escolar e de saúde do aluno que recebe.
Para o Secretário Regional da Saúde estamos perante “um Plano de grande alcance em termos de prevenção e, porventura, um dos mais sólidos investimentos na saúde”. Segundo Miguel Correia muitas das nossas crianças e dos nossos jovens têm excesso de peso, uma alimentação desequilibrada e praticam pouca actividade física. Por outro lado a ameaça constante das dependências coloca em sério risco a adopção plena de uma vida saudável.
“Queremos que as nossas crianças sejam vistas regularmente pelo médico, que os seus parâmetros de saúde sejam avaliados periodicamente, que os nossos jovens saibam mais sobre saúde, saibam cozinhar refeições rápidas, divertidas e saudáveis”, disse.
* * *
Não se entende que estes projectos não sejam de âmbito nacional, restringindo-se apenas a uma percentagem muito reduzida de crianças e jovens do país. É nestes aspectos que as entidades promotoras da saúde, e designadamente as organizações de médicos dentistas terão de actuar junto do governo, designadamente dos Ministérios da Saúde e da Educação e da Direcção-Geral de Saúde; tenham coragem e assumam as responsabilidades que lhes competem.
Enquanto não se apostar a sério em cuidados de saúde oral primários em todas as escolas e centros de saúde do país, continuaremos a ser um país europeu lembrado pelas piores condições de saúde oral da população.
Não poderemos continuar a enterrar a cabeça na areia e deixar tudo na mesma como está: a pior coisa que a geração de hoje pode fazer é limitar desde já a saúde oral dos nossos filhos e netos, deixando-os à sorte que tiverem e serem primeiros candidatos a futuros adultos revoltados com o sistema.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

445. Oito falsos dentistas condenados a penas de prisão

Oito falsos dentistas foram condenados a penas de prisão e multas nos últimos dois anos, por exercício ilegal da profissão e usurpação de funções, de acordo com dados da Ordem dos Médicos Dentistas (OMD). O bastonário, Orlando Monteiro da Silva, disse ao DN que a maior parte dos casos culminaram "em penas suspensas de dois anos e pagamentos de multas", que foram de 800 a 12 mi l euros. O médico avançou que em 2008, 2009 e nos primeiros meses de 2010 foram recebidas 47 denúncias e contabilizadas 38 queixas-crime, das quais oito terminaram em condenações. "Até agora, nunca perdemos uma acção", refere.
Apesar de estarmos perante dezenas de casos de provável má prática, exercício ilegal ou incumprimento das condições de higiene, Orlando Monteiro da Silva garante que "esta é apenas a ponta do icebergue. Há muitos casos que não são punidos e outros não se conseguem provar porque partem de denúncias anónimas", lamenta. Apesar de haver bastantes queixas-crime relacionadas com situações que envolvem risco higiossanitário, "cerca de 80% devem-se a casos de usurpação de funções e exercício ilegal", sublinha.
No primeiro caso, estamos a falar de situações em que os envolvidos não têm as habilitações para exercer a profissão e ainda se auto-intitulam dentistas; no segundo, não têm a formação necessária, como os protésicos ou odontologistas.
O médico alerta para a existência de redes de emigração, com médicos que estão ilegais no País e não estão registados na Ordem. "Por vezes, há colegas que estão registados e que encobrem a situação. Estes médicos chegam a saltar de clínica em clínica de um determinado grupo ou a trabalhar apenas por três ou quatro meses." Em todo o caso, há situações de profissionais portugueses e estrangeiros que têm formação mas não estão registados na OMD ou não pediram equivalência em relação ao curso de outro país.
A OMD já fez uma campanha junto das autoridades no âmbito da verificação das unidades e profissionais. O médico apela ainda aos utentes que, "em caso de dúvida, peçam a cédula profissional do médico e verifiquem o cartão identificativo da clínica". O objectivo futuro é que as pessoas possam consultar um site onde estão os médicos inscritos na Ordem.
As queixas e denúncias relacionadas com condições higiossanitárias implicam um trabalho conjunto com as autoridades de saúde pública, que podem determinar o encerramento das unidades, mesmo que a título temporário. "Só este ano, foram encerradas dez clínicas e consultórios, mas calculamos que haja 30 a 40 encerramentos por ano", acrescenta o bastonário.
Há muitas situações em que não são utilizados os dispositivos médicos autorizados. Exemplo é o recurso a implantes dentários contrafeitos, sem certificação. "Muitas vezes são materiais de baixo custo que podem pôr em causa a saúde do doente." As denúncias partem tanto de utentes como de médicos e mais profissionais de saúde, entre outros.
Diário de Notícias
* * *
O exercício da actividade de médico dentista, bem como de todas as actividades profissionais que se relacionam com a saúde oral, assume uma importância vital para a saúde humana; um simples erro ou negligência pode vir a condicionar permanente a vida de um paciente, facto que pode assumir repercussões desastrosas e afectar negativamente a vida de uma pessoa. Agora imagine-se se tais erros ou negligência forem praticados sobre jovens ou crianças e os efeitos que daí podem advir para o resto das suas vidas, tanto em termos físicos como em termos psicológicos.
É necessário uma autoridade vigilante e permanente sobre todos os locais onde quer que se façam tratamentos dentários; a fiscalização permanente constitui regra de ouro e de salvaguarda da saúde pública.
Todos os profissionais de saúde oral deverão ter toda a sua actividade profissional coberta por um seguro; a formação profissional deverá ser obrigatória e necessária anualmente para que o profissional de saúde oral possa continuar a exercer a sua actividade.O estado jamais deve permitir o exercício de actividades relacionadas com a saúde oral se não se cumprirem as regras atrás enumeradas.

terça-feira, 27 de abril de 2010

444. Mais de 400 jovens dentistas emigraram para Inglaterra

Há jovens licenciados em Medicina Dentária a ganhar à volta de 500 euros. Outros, pagos à percentagem, auferem menos ainda. A culpa é do excesso de licenciados, que os obriga, não raras vezes, a procurar o estrangeiro. Só em Inglaterra estão já mais de 400.
A denúncia partiu do recém- -formado Sindicato dos Médicos Dentistas (SMD), que alerta para a difícil integração de jovens licenciados no mercado de trabalho. Um risco para o qual a Ordem da classe (OMD) tem vindo a alertar há alguns anos, perante a multiplicação de cursos superiores. Portugal conta já com sete faculdades, em que se inscrevem anualmente perto meio milhar de estudantes.
"Existe uma enorme quantidade de médicos dentistas", admite António Roseiro, do SMD, que recusa, contudo, falar em excesso. "O que há em excesso é a falta de assistência", com um acesso aos cuidados orais ainda restrito para grande parte da população portuguesa. Por falta de cuidados orais no Serviço Nacional de Saúde - que o programa dos cheques-dentista só resolve em pequena parte.
Do seu lado, o bastonário da OMD prefere mesmo falar em excesso. Portugal tem dentistas a mais para um país com a acessibilidade a cuidados orais como o nosso. Diz Orlando Monteiro da Silva que ainda há a ideia errada de que a Medicina Dentária é como o resto da Medicina e tem boas saídas profissionais. "Não é de todo assim".
Resultado: alguns aceitam trabalhar com salários baixos, mas, sendo um "profissão independente, livre e autónoma, nenhum organismo pode interferir" no assunto. "Em 98% dos casos, são profissionais liberais que trabalham em consultórios próprios ou a recibo verde". Por que é que aceitam essas condições? "Porque têm medo de falar", diz António Roseiro. Daí resulta a falta de meios para uma formação contínua que é essencial na profissão, garante. Sobra a solução da emigração. "Só em Inglaterra, há três meses, estavam mais de 400 portugueses registados na respectiva Ordem", assegura o bastonário. E há mais noutros países.
Jornal de Notícias
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O resultado de dezenas de anos das politicas de saúde seguidas pelo Ministério da Saúde, apadrinhadas pela Direcção – Geral de Saúde e elogiadas pelo bloco central na Assembleia da República estão, definitivamente, a levar para o caos a prestação de cuidados de saúde oral no nosso país. A destruição do que resta dos serviços de saúde oral dentro do Serviço Nacional de Saúde e a entrega das responsabilidades da saúde pública a interesses de grupos económicos privados que visam apenas o lucro começam agora a afectar directamente os próprios profissionais de saúde oral formados no nosso país.
É inadmissível a exploração directa dos jovens dentistas em Portugal, feita por clínicas e grupos económicos, com a conveniência das entidades governamentais que nada fiscalizam e que deixam as relações de trabalho destes profissionais altamente qualificados em situações completamente precárias e sujeitas a todo o tipo de exploração.
Seja bem-vindo o Sindicato dos Médicos Dentistas; é tempo também de os médicos dentistas e outros profissionais de saúde oral demonstrarem firmeza e determinação nas políticas de saúde oral públicas do nosso país e darem um alerta vermelho convincente ao governo para a necessidade urgente de alterar profundamente as actuais políticas na área de saúde oral, partindo rapidamente para a necessidade de valorizar socialmente o papel desempenhado por estes profissionais.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

443. Projecto visa cuidar da saúde oral de grávidas e crianças desfavorecidas



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É vergonhoso o pântano da saúde oral em Portugal; infelizmente alguma coisa que se faça tem de partir de iniciativas de carácter privado e de forma voluntária.
É urgente tomadas de posição em defesa das pessoas necessitadas e vitimizadas pelo sistema; a saúde oral deve ser colocada à disposição de todos os portugueses em igualdade de circunstâncias.
O Governo, a Assembleia da República e a Direcção – Geral da Saúde, têm de tomar medidas urgentes para porem fim às tremendas desigualdades em matéria de acesso a cuidados de saúde dentários que hoje existem no nosso país. É urgente e necessária uma profunda reformulação das actuais políticas, de forma a canalizar recursos para actos médicos e esvaziar organismos amorfos que representam despesas e têm zero de mais – valia para a melhoria da saúde oral dos portugueses; os mesmos recursos financeiros podem e devem permitir muito e melhor prestação de cuidados de saúde oral.
É preciso colocar em pé de igualdade o sector público e o sector privado; ambos têm de prestar serviços mínimos de qualidade à população, em termos de saúde oral, sem descriminação baseada nos rendimentos, classe social ou idade das pessoas.
Torna-se premente dar início à promoção da saúde oral preventiva, logo desde a primeira infância, e institucionalizar urgentemente o Boletim Individual de Saúde Oral; veja-se exemplos feitos noutros países, muito menos desenvolvidos que Portugal mas que nos levam muitos anos de avanço em termos de saúde oral.
Elimine-se programas de contratualização, autênticos sacos azuis que mais não são do que meras esmolas que nada resolvem e que tudo deixam ficar na mesma.
Os médicos dentistas formados no país à custa dos impostos de todos os portugueses têm de estar ao serviço de toda a população; as suas diversas organizações, a todos os níveis, devem zelar pelo bem da saúde publica e denunciar energicamente e repudiar, de forma veemente, a utilização da saúde oral como meio de enriquecimento e de manipulação por multinacionais e grupos económicos, que deterioram gravemente a acessibilidade aos cuidados de saúde dentários de quem tem mais necessidades e não o pode fazer por motivos económicos.
Só assim será possível ter melhor saúde oral em Portugal, sem que isso signifique qualquer aumento das despesas de saúde nos orçamentos do país.

Se não têm capacidade para actuar, então coloquem os vossos cargos à disposição e deixem outros fazerem mais e melhor.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

442. Riscos para a saúde em 1 de cada 3 consultórios dentários



Um terço das clínicas dentárias tem condições de higiene que podem gerar perigo ou risco grave para a saúde pública. A conclusão integra o relatório da Inspecção-Geral das Actividades em Saúde (IGAS), no âmbito de uma fiscalização a consultórios privados, feito com o apoio da Ordem dos Médicos Dentistas (OMD). Das 36 clínicas investigadas, 12 foram alvo de medidas cautelares de saúde pública, como o encerramento.As condições de higiene eram, aliás, um dos pontos centrais daquela que é a primeira investigação feita na área da medicina dentária privada. Todas as 36 clínicas investigadas apresentavam deficiências nas instalações ou nas condições de higiene, o que motivou recomendações.Orlando Monteiro da Silva, bastonário da OMD, disse ao DN que as "situações não eram suficientemente graves para pôr em causa a actividade", ao contrário do que aconteceu com as 12 unidades acima referidas. Três delas tiveram de fechar, a que se juntaram mais duas que o fizeram parcialmente, devido a problemas no raio-X.
A maior parte destas irregularidades (20% da amostra) envolvia os materiais utilizados, que foram destruídos logo no momento. Exemplos são lâminas de bisturi ou medicamentos fora de prazo.
A investigação envolveu 36 unidades das cinco regiões do País, grande parte das quais já tinha motivado queixas à IGAS. O Ministério da Saúde e a OMD realçam, porém, que o universo inicial envolvia 46 unidades, mas acabou por ser reduzido. Orlando Silva refere que "muitas destas unidades fecharam as portas, mas tiveram conhecimento da acção inspectiva. Sabemos que algumas integravam um grupo de clínicas."Os inspectores verificaram também que 13 das clínicas não tinham um seguro de responsabilidade civil para os profissionais, um número que atinge 71% das unidades quando o seguro se refere à actividade total do local, o que pode ser complicado caso seja necessário pagar indemnizações. De qualquer forma, neste e noutros casos de irregularidades, a passagem da IGAS motivou mudanças imediatas após a fiscalização.
É um velho problema. Nenhum consultório está licenciado, apesar de uma lei de 2001 o determinar. Na altura, nove das 36 clínicas já tinham feito o pedido, no entanto, ainda não tinham resposta. Este problema deve-se ao facto de a lei não ter sido regulamentada, situação que espera resolução.
Também o equipamento para raio-X está por licenciar: seis tinham licença, sete já o tinha pedido e 22 estavam "ilegais".
Positiva foi a outra vertente essencial da fiscalização: os profissionais. Dos 123 dentistas das unidades, 118 tinham cédula profissional. Dos cinco estomatologistas, quatro eram qualificados. Os restantes casos estavam em vias de ser resolvidos. A maioria dos dentistas (99), a que se juntam dois estomatologistas, estava em regime de prestação de serviços.
Todas as unidades eram dirigidas por directores clínicos, 64% dos quais presentes fisicamente. Mas só 40% tinham designado um substituto deste responsável em caso de necessidade.
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Em Portugal, tome cautela sempre e pense duas vezes antes de transpor as portas de qualquer clínica ou consultório dentário; acautele-se, pois nada lhe garante que não saia pior, em termos de saúde.
Isto para não falar já na técnica da repartição do valor da consulta por vários recibos e outras consultas fictícias (pratica residual), na promessa de maiores reembolsos pela segurança social ou pelas companhias de seguros para os pacientes – forma hábil de agravar facilmente os custos dos tratamentos.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

441. À atenção da UNICEF e das organizações de defesa dos direitos humanos no Brasil

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Pelos factos mencionados solicita-se que a justiça brasileira actue em conformidade com os actos práticos pelo dentista Wilson Oliveira Santos sobre o menor César de Oliveira, servindo de forma exemplar para toda a comunidade odontológica.
Face aos bárbaros actos praticados sobre pessoa humana menor de idade, em pleno Século XXI, apela-se à justiça brasileira que seja implacável no julgamento do referido dentista, de tal forma que possa ser equivalente ao crime hediondo que praticou.
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Justiça oferece benefício a dentista que
arrancou todos os dentes de estudante
A Justiça vai propor ao dentista Wilson Oliveira Santos a suspensão condicional do processo que ele responde na 2ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). A juíza Geilza Fátima Cavalcante Diniz marcou para 20 de maio a audiência para oferecer o benefício previsto em lei para delitos com pena igual ou inferior a um ano.
O cirurgião-dentista responde ao processo criminal por ter arrancado todos os dentes do estudante César de Oliveira, 17 anos, em 23 de setembro passado. A mãe do rapaz, Maria Aldenora Oliveira, denunciou o caso na 5ª Delegacia de Polícia no segundo semestre do ano passado. Após ouvir as testemunhas e ter o laudo do Instituto Médico Legal em mãos, o delegado Laércio Rosseto convenceu-se tratar-se de lesão corporal gravíssima com dolo. No entendimento da polícia, o médico teria arrancando dentes saudáveis do adolescente.
Mas quando o processo chegou às mãos do promotor Diaulas Ribeiro, da Promotoria de Defesa da Saúde, o entendimento mudou. Em setembro passado, depois de interrogar Wilson Oliveira por quatro horas, o promotor Diaulas Ribeiro entendeu que o profissional agiu com negligência e não com dolo.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

440. Uma escova de dentes com pasta incorporada, “2 em 1”

Uma escova de dentes com pasta incorporada, “2 em 1”, é a ideia de negócio, de um grupo de alunos do 12º ano, turma C, de Sócioeconómicas, da Escola Secundária da Baixa da Banheira, que foi um dos projectos seleccionados para representar o país, no evento internacional “JÁ-YE EUROPE TRADE FAIR 2010 LISBON”, que decorreu nos dias 19, 20 e 21 de Março, no Centro Comercial Colombo, em Lisboa, com a participação de 23 países. A participação nesta feira internacional surgiu no âmbito do “Programa A Empresa” da Júnior Achievement – Aprender a Empreender, que se encontra a decorrer na escola, nas aulas da Área de Projecto.
A equipa de alunos da Escola Secundária da Baixa da Banheira seleccionada, criadores da mini-empresa “Hi! Brush” (Valódia Lopes, Cliff Duarte, Gonçalo Assunção, Soraia Ramalho e Ana Catarina Almeida) apresentou um projecto original e inovador no âmbito do empreendedorismo e foi escolhida para estar presente na feira, que este ano decorreu em Lisboa, entre as seis equipas eleitas a nível nacional para representar o país.
De acordo com a professora Cristina Santos, coordenadora do projecto, “a participação nesta feira internacional foi muito importante para os alunos, para a escola e para o concelho, em todos os aspectos. O feedback dos alunos foi muito positivo, sobretudo pela partilha de experiências que esta iniciativa permitiu”. Os alunos da Escola Secundária da Baixa da Banheira vão agora participar numa competição de mini-empresas criadas por alunos de todo o país, que decorrerá na primeira semana de Junho e da qual vai sair vencedora a mini-empresa que vai representar o país na competição europeia que terá lugar em Itália, de 20 a 23 de Julho.
Recorde-se que a Câmara Municipal da Moita atribuiu um apoio financeiro no valor de 500 euros a este grupo de alunos, de modo a contribuir para a sua participação nesta iniciativa.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

439. Saúde Oral como movimento da sociedade civil

O Saúde Oral está manifestamente interessado em reforçar as campanhas tendentes a chamar a atenção das entidades competentes para a necessidade urgente de definir uma estratégia nacional para a saúde oral, a fim de eliminar as gravíssimas desigualdades existentes actualmente no nosso país.
Enquanto força dinâmica nascida a partir da sociedade civil, pretende-se chamar a atenção da sociedade portuguesa e procurar todas as soluções possíveis que possam contribuir para colocar a saúde oral como condição prioritária para o bem-estar da pessoa humana, durante toda a sua vida.
O trabalho que se tem pela frente é muito árduo e demoroso; a sensibilização das autoridades competentes e a necessidade de alertar a opinião pública para os graves problemas de saúde pública decorrentes pelo desprezo pela saúde oral da população, especialmente dos grupos sociais mais vulneráveis, como sejam as crianças, adolescentes e idosos, seguidas por governo atrás de governo, carecem de um grande esforço e mobilidade de pessoas que se possam entregar a esta causa e que manifestem empenho e interesse pelo bem da sociedade civil em geral.
É chegada a altura de partir para contactos formais com todos os órgãos de soberania que tenham alguma competência na definição das políticas de saúde oral no nosso país.
Se tem algum tempo disponível e pode contribuir para esta causa pelo bem de todos, associe-se voluntariamente ao Saúde Oral; vamos reunir-nos todos juntos num próximo fim-de-semana e definir passos concretos que possam ser a seguidos.
Colabore: contacte o Saúde Oral pelo endereço de correio electrónico tempogero@gmail.com referindo o seu nome, profissão, localidade, contacto telefónico e forma de colaboração que pretende prestar.
À medida que crescer o número de pessoas interessadas nesta causa, serão então definidas as estratégias a seguir e marcada uma reunião formal, num ponto do país que seja geograficamente estratégico para contar com a maior presença possível de pessoas que se queiram juntar a esta causa.
Pelo Saúde Oral:

segunda-feira, 5 de abril de 2010

438. Câmara de Gaia apresentou Projecto de Prevenção para alunos do 1º Ciclo

A apresentação do projecto "Sorria com Gaia" - Prevenção da Saúde Oral - destinado aos alunos do 1º Ciclo de todo o concelho de Gaia, decorreu na Escola Básica do 1º Ciclo e Jardim de Infância do Maninho, na freguesia da Madalena. Este projecto resulta de uma parceria entre a Câmara de Gaia, a Escola Profissional de Saúde e a Clínica Oralsaúde.
Foi concebido com o intuito de promover a aquisição de conhecimentos sobre saúde oral por parte das crianças de Gaia, designadamente criar boas práticas ao nível da prevenção entre os jovens que frequentam o primeiro ciclo; realizar o rastreio e o despiste de casos graves; acabar com o receio de ir ao dentista e impulsionar a investigação sobre a saúde oral na comunidade de Vila Nova de Gaia.
"Dos rastreios já efectuados, aproximadamente cerca de 50% das crianças de Gaia tem cáries e é necessário fazer intervenção. A Escola Profissional de Saúde compromete-se a fornecer à autarquia estatísticas dos resultados, de forma a informar qual o estado da saúde oral nas crianças", referiu Aguiar Falcão, responsável pela Escola Profissional de Saúde.
De acordo com o programa, cerca de 12 mil crianças que frequentam o 1º. Ciclo do Ensino Básico serão sujeitas a rastreio. Neste ano lectivo, são contempladas as que frequentam o 4º ano e, na próxima época, estender-se-á a todos os alunos do Ensino Básico.
"Esta iniciativa enquadra-se numa estratégia Municipal que visa a melhoria do bem-estar e a qualidade de vida das populações, com a possibilidade de abrir a gestão à sociedade e envolver agentes locais. Estabelecemos uma parceria com uma entidade local ligada à Saúde Oral, através de um protocolo com a Escola Profissional de Saúde e cujo objectivo é divulgar e promover comportamentos e hábitos na higiene oral e na saúde", salientou a Vereadora Mercês Ferreira.
Para estimular as crianças a terem boas práticas, foi entregue, a cada uma delas, o "Kit do Agente Sorriso", constituído por uma pequena mala com pasta dentífrica, escova, fio dental e uma amostra de flúor. Depois de o aluno ter efectuado a escovagem, aplicado o flúor e utilizado o fio dental, o rastreio foi executado com uma câmara intra-oral, a qual proporciona uma fácil observação e registo e permite à criança verificar, no próprio momento, as consequências do seu comportamento. Os resultados do rastreio são depois entregues ao aluno, ao professor e aos pais, acompanhado de uma nota, na qual são sugeridas as melhores práticas de saúde oral, como, por exemplo, visitar o médico dentista, se tal for necessário.
Portal do Cidadão de Vila Nova de Gaia
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A importância da saúde oral feita por uma autarquia local, em colaboração com entidades responsáveis e com objectivos sociais.
Infelizmente são muito raros estes exemplos no país; um especial obrigado à Câmara Municipal de Gaia por esta iniciativa.