sábado, 29 de agosto de 2009

382. Porque terei eu de tudo suportar ?

"Para que todos saibam deixo aqui a lista de todas as entidades a quem expos o meu caso, e da qual continuo a aguardar a justa e devida justiça por tudo o que aconteceu comigo; em caso de necessidade comprovo toda a correspondência com cada um dos organismos.
  • Procuradoria-geral da República;
  • Provedor de Justiça;
  • Ex-Ministro da Saúde e actual Eurodeputado Correia de Campos;
  • Actual presidente da Administração Regional de Saúde do Alentejo;
  • Director-Geral da Saúde;
  • Inspecção Geral das Actividades em Saúde;
  • Supremo Tribunal de Justiça.
Continuo a aguardar que se faça a devida reposição de danos físicos e morais de que fui vítima, uma vez que até este momento ainda não obtive quaisquer reparações pelos factos ocorridos. Em última instância reservo-me o direito de recorrer de todos estes organismos para o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem.
Enquanto frequentei o ensino secundário procurei apoio junto ao centro de saúde de Vila Viçosa, onde fui acompanhado por uma doutora “Guida”; desse infeliz tempo tenho a recordação de apenas ter feito um electroencefalograma pelas queixas de zumbido que já padecia na altura; nunca, mas mesmo nunca, foi-me possibilitado qualquer tipo de apoio ou acompanhamento a nível de estomatologia. Mesmo para o serviço militar, fui inspeccionado como carne para canhão, sem que alguém tenha-me realizado qualquer tipo de exame dentário.
Serviram-se assim sempre da minha ingenuidade para, indirectamente, desprezarem-me pois tinham perfeita consciência do que poderia acontecer-me no futuro quando atingisse a idade adulta. Será que nunca terão pensado que, quando fosse adulto, eu também queria ser um homem feliz e realizado como as restantes pessoas ou, pelo contrário, ao demonstrarem desprezo por mim serviu para servirem o seu próprio ego?
Resumindo, ninguém se importou pelo meu futuro; ninguém pensou duas vezes que eu também um dia iria chegar à idade adulta e quereria realizar-me pessoalmente e constituir família. Assumindo a posição que tomaram, o que fizeram (médicos e serviços de saúde a que recorri) foi tornar a minha vida adulta num inferno, votado ao abandono e à solidão. Por isso, hoje sinto um tremendo ódio e remorsos pelas pessoas que na devida altura deviam e teriam a obrigação de ter tornado a minha vida completamente diferente para melhor. Não suporto agora ter de pagar impostos para sustentar esses indivíduos que lixaram-me a minha qualidade de vida para sempre, pois sendo eu criança e adolescente, não estava à altura de ter a mesma consciência que eles tinham relativamente ao que me iria suceder.!"

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

381. Odontologia à noite e em oito anos

Entre os projetos de reestruturação e expansão da UFRGS para 2010, a que promete ter maior impacto é a criação do curso noturno de Odontologia, já aprovado pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Expansão (Cepe). Com aulas exclusivamente à noite, a tradicional formação foi redesenhada e vai exigir oito anos de estudo (16 semestres) para que os alunos consigam cumprir 18 a 22 horas semanais.
* * *
Este exemplo concreto, oriundo do Brasil (Rio Grande do Sul) mostra-nos como é possível rentabilizar os recursos disponíveis para a formação de técnicos de medicina oral, existindo meios e havendo necessidade de haver um maior número de especialistas de saúde oral para atender a população.
Também por cá, em Portugal, se deverá apostar na diversificação da oferta formativa, ao nível das várias valências da saúde oral, aproveitando os recursos disponíveis e possibilitando uma via alternativa de formação para os adultos já activos e que não tiveram a possibilidade de se formarem enquanto jovens.
Fica aqui o repto às várias faculdades de medicina oral espalhadas pelo país para que criem também cursos pós-laborais idênticos aos cursos de regime diurno, com as devidas adaptações dos planos curriculares. Seria dada resposta à larga procura de formação e, por outro lado, constituiria mais uma formula de possibilitar o aumento substancial de recursos humanos da área da saúde oral, ainda tão escassos face às tremendas necessidades básicas actuais da população do nosso país, em termos de saúde oral.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

380. DENTISTAS: Bastonário quer regulação e controlo de sociedades comerciais de saúde oral

O actual bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas e candidato às próximas eleições defendeu hoje a regulação e o controlo das sociedades comerciais que prestam cuidados de saúde oral, algumas delas detidas por pessoas externas à profissão. Orlando Monteiro da Silva alerta para o perigo destas sociedades, que efectuam publicidade enganosa, regendo-se "quase em exclusivo por uma lógica do negócio sem ter em conta a ética e deontologia da profissão". Segundo o bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas (OMD), tornou-se "incomportável que os profissionais sejam regulados e as sociedades anónimas e de franshising não respeitem as obrigações a que os médicos dentistas estão sujeitos".
Na sua candidatura a bastonário – as eleições decorrem a 12 de Dezembro –, Orlando Monteiro da Silva propõe a negociação com o Governo e com a Assembleia da República, no âmbito do processo de revisão do estatuto da Ordem, de um regime especial de constituição das sociedade comerciais de prestação de cuidados no âmbito da saúde oral. Este regime especial, explicou, implicaria a obrigatoriedade do registo destas sociedades na OMD, assim como a obrigatoriedade de o capital social ser detido, em parte, por médicos dentistas. "É nossa intenção propor uma percentagem de quota que assegure que o controlo das sociedades pertencerá, de facto, a médicos dentistas", antecipou.
O regime especial proposto já existe em Portugal para várias outras profissões, nomeadamente advogados, revisores oficiais de contas e solicitadores. Segundo Orlando Monteiro da Silva, a sua candidatura não está contra a criação de sociedades ligadas à saúde oral, mas contra as situações em "que os critérios de rentabilidade e lucro se construam à custa de salários terceiro-mundistas e da baixa qualidade dos serviços prestados". Nos últimos dois a três anos, explicou, assistiu-se a uma profunda modificação da forma como a profissão de médico dentista se organiza.
Segundo Orlando Monteiro da Silva, tem-se verificado "o alastramento de estruturas orientadas exclusivamente para uma lógica de lucro imediato, com uma visão da prestação de cuidados de saúde como um negócio indistinto e com estratégias comerciais agressivas". Estas estruturas, adiantou, usam mensagens de publicidade enganosa, publicitam especialidades que não existem, colocam em causa os princípios éticos fundamentais para a profissão e prejudicam a saúde pública e o consumidor. Este tipo de empresas, frisou Orlando Monteiro da Silva, socorrem-se normalmente de lacunas no ordenamento jurídico português, da actuação deficiente das autoridades de regulação, da morosidade da justiça, da dificuldade de identificar directores clínicos e inclusive de algumas destas estruturas serem entidades franchisadas.
Além de considerar que esta actividade lesa os consumidores, levando-os a fazer tratamentos de que não necessitam, também diz que prejudica os jovens médicos dentistas, "que são obrigados a aceitar honorários e condições de trabalho ultrajantes e humilhantes, hipotecando a independência da profissão".

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

379. Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral - Relatório Contratualização 2008

CONCLUSÕES: No ano 2008 a contratualização permitiu abranger, para tratamento dentários 65 371 crianças e jovens, dos 3 aos 16 anos. A nível nacional, estiveram envolvidos 92% dos Centros de Saúde. As regiões de saúde do Algarve e do Alentejo desenvolveram a contratualização médico-dentária, incluída no Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral, em 100% dos Centros de Saúde existentes naquelas regiões.
Relativamente aos profissionais de saúde contratualizados, estomatologistas e médicos dentistas, aderiram 1532, mais 28% do que em 2007. A taxa de execução em 2007 foi de 81% e em 2008 82%. Contudo o número de crianças e jovens aumentou 19%. De 65 000 crianças e jovens previstos para tratamento dentário, passou-se para 80 000, mais 15 000 do que no ano anterior.
Das 65 371 crianças e jovens que, efectivamente, entraram em programa, 61 612 terminaram os tratamentos dentários efectuados no âmbito da contratualização (94%). As regiões de saúde do Norte e do Centro situaram-se acima da média nacional tendo ambas, atingido 98%. A região de saúde do Algarve atingiu 87%, Lisboa e Vale do Tejo, 88% e o Alentejo 87%.
O número médio de consultas realizadas por criança ou jovem foi 2,2. Destaca-se a região de saúde do Norte onde a média atingida chegou aos 2,6. Apesar das dificuldades relativas ao tratamento das crianças do grupo etário 3-5 anos, a percentagem de crianças incluídas neste processo foi, a nível nacional, de 9% destacando-se a região do Algarve com maior percentagem de encaminhamentos e consequentes tratamentos de crianças deste grupo (12%).
Através da intervenção médico-dentária obtiveram-se ganhos em saúde importantes, nomeadamente no que diz respeito ao tratamento de dentes que apresentavam lesões de cárie dentária. Foram tratados 71% dos dentes temporários e 96% dos dentes permanentes que apresentavam lesões de cárie dentária.
A contratualização com os profissionais de saúde foi efectuada mediante a celebração de contrato entre as duas partes, prestador privado e Administração Regional de Saúde. Para a concretização deste processo e obtenção dos resultados apresentados, é de realçar o empenho dos profissionais dos Centros de Saúde, das Administrações Regionais de Saúde, dos estomatologistas e médicos dentistas contratualizados os quais, de um modo geral, demonstraram inexcedível profissionalismo, tendo todos contribuído para a promoção da saúde das crianças e jovens.
Fonte: Direcção-Geral de Saúde
* * *
A conclusão do relatório refere que foram tratadas 65 371 crianças e jovens dos 3 aos 16 anos; segundo os dados do I.N.E existem mais de 1 000 000 de crianças e jovens entre aquelas idades em Portugal. Fazendo as contas, mesmo que cada criança ou jovem só tenha direito a participar um único ano, ao longo de toda a sua infância e adolescência, no referido programa, constata-se que o referido programa nunca e jamais conseguirá abranger todas as crianças e jovens do país.
E pergunto, uma criança ou um jovem só pode ter acompanhamento da sua saúde oral num só e único ano ao longo de toda a sua infância e adolescência? O caro leitor tirará concerteza as suas ilações.
Só a teimosia em negar o direito à saúde oral praticado sobre pessoa imatura pode levar a este tipo de políticas de saúde, espezinhando direitos e comprometendo a qualidade de vida daqueles que são mais necessitados.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

378. Avaria de cadeira deixa utentes sem dentista há mais de três meses em Centro de Saúde

Os utentes do Centro de Saúde da Ajuda, em Lisboa, muitos dos quais idosos e de baixos rendimentos, estão sem dentista há mais de três meses porque a cadeira da especialidade de estomatologia está avariada. A cadeira já há muito que andava a dar sinais de decadência junto dos utentes e dos médicos. Uma utente do Centro da Ajuda, recorda-se de, na sua última consulta, ter quase precisado de um escadote para se conseguir sentar, uma vez que o sistema de elevação não estava, nem a subir, nem a baixar. "Foi preciso muita ginástica!", confessou, entre risos.
As avarias da cadeira tornam-se insustentáveis e a suspensão das consultas de dentistas acabou por acontecer, arrastando-se no tempo. O impasse levou mesmo um grupo de moradores a organizar um abaixo-assinado para contestar a demora e a falta de respostas da direcção do Centro de Saúde da Ajuda.
"É inaceitável esta situação. Muitas pessoas estão a ser prejudicadas, sobretudo idosos", critica um dos promotores da petição, responsabilizando o Ministério da Saúde por não disponibilizar verbas para a substituição da cadeira-dentista, temendo que a falta da cadeira seja um pretexto para acabar com a especialidade; lembra que os idosos e as pessoas carenciadas não têm meios para recorrerem ao privado. "O centro já teve dois dentistas, depois ficou só com um. Este é um receio que tenho, de que a especialidade deixe de existir. Mas, estaremos disponíveis para lutar", avisa um dos subscritores do abaixo-assinado.
A petição, com mais de duas centenas de assinaturas, foi esta semana enviada para a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, Ministério da Saúde e para o Centro da Ajuda, explicou, por sua vez, o presidente da Junta de Freguesia da Ajuda, Joaquim Granadeiro. O autarca revelou ao JN que esteve, há poucos, dias, reunido com um responsável do Centro de Saúde que garantiu que o problema será resolvido brevemente. "Depois de ter enviado o abaixo-assinado, fui contactado pelo director, que me disse que a cadeira seria arranjada e que as consultas seriam retomadas", adiantou Joaquim Granadeiro.
O presidente referiu ainda que a ausência prolongada de consultas tem sido objecto de muitas queixas por parte de munícipes na Junta de Freguesia.
* * *
Na minha modesta opinião já se deveria ter empacotado e enviado a cadeira para o Gabinete do Senhor Director Geral da Saúde ou ao Gabinete da Senhora Ministra da Saúde; estou em querer que ambos ainda desconhecem o assunto e que ainda hão-de solicitar um inquérito de averiguações ao sucedido, não se vá dar o caso de algum deles vir a cair da dita cadeira.

377. Entrevista no "Jornal 2" do bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas

CopyRight @ Medicosdentistas
======================
Uma excelente intervenção do presidente da Ordem dos Médicos Dentistas no Jornal 2 da RTP (emissão do dia 4 de Agosto de 2009). Hoje torna-se claro que o actual pântano da saúde oral em Portugal tem responsáveis: conjunto de políticos sem escrúpulos e altos dirigentes instalados no aparelho estatal, com uma falta de visão de planeamento e de estratégia, alheados dos problemas sociais da população e que têm agravado, de forma continuada, os problemas da saúde oral no país.
Esta situação tem de mudar radicalmente com o próximo governo, que deverá formar e colocar os recursos humanos da área da saúde oral ao serviço de toda a população, sem quaisquer tipos de discriminação. Urge colocar um ponto final na violação dos mais elementares direitos humanos praticados em Portugal que é a discriminação actual no acesso a cuidados de saúde.
Não se pode continuar a permitir que a maioria da população activa portuguesa continue a pagar impostos para cuidar apenas da saúde oral das classes sociais da burguesia e do aparelho estatal.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

376. Saúde Oral a bater no fundo em Portugal

Dentistas portugueses em Inglaterra:


=====================================
Bastonário dos dentistas quer mais investimento:
========================
Jovens fazem rastreio dentário:
CopyRight @ RTP
=============
Estas reportagens mostram o lastimável ponto da situação a que se chegou no nosso país com as políticas que os vários governos executaram desde o 25 de Abril de 1974 até aos nossos dias: investimentos na abertura de faculdades e formação de médicos dentistas sem qualquer planeamento, excesso de oferta de médicos dentistas no mercado interno nacional, exportação dos nossos melhores dentistas para o estrangeiro a troco de nada (depois de terem custado dezenas ou centenas de milhões de euros dos nossos impostos) e nunca como hoje a população está tão abandonada à sua sorte em termos de saúde oral.
Torna-se urgente e necessário uma profunda e drástica mudança do panorama da saúde oral no nosso país, a todos os níveis, e não deixar impunes os políticos totalmente irresponsáveis que são os verdadeiros responsáveis por esta degradação dos cuidados de saúde em Portugal e que deveriam responder na justiça por tão gravíssimos erros praticados enquanto governantes.
O país não pode continuar a tolerar a aberração dos sucessivos ministros que têm orientado as políticas de saúde oral no nosso país; trata-se de crimes públicos em que a justiça deverá agir rapidamente.

domingo, 2 de agosto de 2009

375. Clínica dentária acusada de fraude de 200 mil à ADSE

Durante cinco anos, uma clínica do Porto inventou consultas e emitiu recibos falsos que foram comparticipados pela ADSE. A fraude rondou os 200 mil euros. O MP acusou 63 funcionários dos ex-SMAS e os donos da clínica.
No topo da fraude que, segundo a acusação do Ministério Público (MP), ontem avançada pelo "Público", atinge quase 200 mil euros, estão os donos da Clínica Dentária Santo Ildefonso, no Porto - Felisberto Horácio, odontologista e a esposa, Julieta Monteiro, que geria a empresa. Ambos estão acusados de burla qualificada e falsificação de documentos. No rol de acusados estão também 63 funcionários do ex-Serviços Municipalizados de Águas e Saneamento (SMAS) do Porto, também pelos mesmos crimes e alegadamente cúmplices da estratégia delineada pelos donos da clínica.
Segundo o MP, o esquema consistia na emissão de falsos recibos a favor da referida clínica. Através do endosso das facturas aos ex-SMAS do Porto, actualmente Empresa de Águas do Município do Porto, EM, a ADSE pagou quase 200 mil euros em comparticipações, relativas a apoios e protecção social dos funcionários e agentes da Administração Pública. A acusação considera que existem provas de que, em alguns casos, os funcionários do SMAS do Porto nunca foram sequer clientes da unidade de saúde e que, curiosamente, os recibos de tratamentos apareciam em nome de seus familiares ou colegas.
Em outras situações, porém, os investigadores chegaram à conclusão que o valor dos recibos tinha sido aumentado de forma fraudulenta com o único propósito de sacar reembolsos, muitas vezes de actos clínicos nunca praticados. Por vezes, estes valores funcionavam como uma espécie de conta-corrente, para pagamento de tratamentos aos dentes que, de facto, eram efectuados.
Toda a gente ganhava dinheiro: os gerentes da clínica recebiam verbas de cuidados de saúde nunca prestados e os funcionários do ex-SMAS do Porto (ou familiares) nada pagavam sempre que tinham necessidade de qualquer tratamento médico. As facilidades eram tantas que o tema passou de boca em boca e tornou-se conhecido na empresa. Por outro lado, os gerentes da Clínica Dentária de Santo Ildefonso, procuraram estabelecer relações de amizade e confiança com os potenciais clientes, facilitando, inclusive, os pagamentos de serviços não previstos a amigos e familiares.
O propósito foi duplo: por um lado, fazer aumentar os lucros e, por outro, fazer crescer, consideravelmente o número de clientes, já que, no período em causa (2001-2005) muitos deles foram à clínica por serem funcionários do ex-SMAS e saberem, antecipadamente que, nada pagavam pelos cuidados médicos efectuados. Feito o cruzamento de dados e verificado o excessivo número de recibos, alguns deles rasurados por uma funcionária do ex-SMAS do Porto (que, num mês, chegou a receber mais de comparticipações da ADSE do que o ordenado pago pelos ex-SMAS) os investigadores concluíram que os arguidos mantiveram um plano entre si destinado ao enriquecimento ilícito para a sociedade que eram sócios, decorrente dos valores entregues em dinheiro pela ADSE.
Deduzida a acusação do MP, os 65 arguidos aguardam, agora, o início do julgamento.

domingo, 26 de julho de 2009

373. 10 Conselhos para manteres o teu sorriso sempre bonito

10 Conselhos para manteres o teu sorriso sempre bonito:
1. Escova os dentes pelo menos duas/três vezes por dia, preferencialmente após as refeições e antes de te deitares;
2. Utiliza uma escova do tamanho adequado, macia e com uma cabeça pequena, para evitar lesões sobre os dentes e gengivas;
3. Procura utilizar sempre um dentífrico com 1.000 a 1.500 ppm de flúor (pergunta ao teu dentista qual o dentífrico mais adequado para os teus dentes);
4. Evita escovar os dentes só na horizontal. Coloca a escova ligeiramente inclinada, na passagem pelos dentes, para que estes não se desgastem com o tempo;
5. Utiliza diariamente fio dentário, antes da escovagem, para retirar restos alimentares e bactérias dos espaços que existem entre os dentes e entre estes e as gengivas;
6. Segue as recomendações do teu dentista na utilização de elixir para o bochecho;
7. Procura manter os dentes bem limpos, sobretudo junto à linha gengival, evitando a placa bacteriana e tártaro;
8. Efectua uma revisão dentária regular, preferencialmente de 6 em 6 meses, e um check-up oral pelo menos uma vez durante o ano;
9. Mantém uma dieta equilibrada e procura substituir os doces por alimentos mais nutritivos como o queijo, frutos ou vegetais frescos;
10. Se tens sensibilidade dentária visita o seu dentista porque pode ser um indicador de uma cárie dentária, um dente fracturado.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

372. Fórum Novas Fronteiras 2009-2013 foi palco de promessas eleitorais no âmbito da saúde oral

A saúde, o tema em debate no Fórum Novas Fronteiras desta quarta-feira, mereceu, no final das intervenções dos especialistas, a participação do primeiro-ministro, José Sócrates, que elogiou o Serviço Nacional de Saúde (SNS).
Com grande ênfase, Sócrates falou numa das grandes metas a atingir no seu próximo mandato. Trata-se do programa cheque-dentista. O líder socialista afirmou que pretende generalizar a abrangência deste programa. Actualmente apenas atinge as crianças com sete, dez e treze anos, num total de 200 mil.
«O nosso compromisso é garantir até ao final da legislatura o acesso a cuidados de saúde oral de todas as crianças e todos os jovens dos quatro aos 16 anos», esclareceu o líder do PS.
* * *
José Sócrates promete garantir o famigerado programa de saúde oral baseado no cheque-dentista a todas as crianças e jovens entre os 4 e os 16 anos de idade em 2013, ou seja, apenas para quem nasceu entre 1997 e 2009. Ficam assim automaticamente garantido, pelo actual chefe de governo, o afastamento do referido programa de largas centenas de milhares de crianças e adolescentes nascidos antes de 1997, independentemente de qualquer critério clínico ou de origem social.
Tendo já em conta a precariedade do referido programa de cheque-dentista, torna-se evidente que não será com a continuação da actual política de saúde preconizada pelo Partido Socialista que a maior parte das crianças e jovens portugueses terão acesso a cuidados de saúde oral. Assim, a maioria da futura geração de homens e mulheres do nosso país continuará fora de quaisquer possibilidade de acesso a cuidados de saúde oral no nosso país.
Agora que José Sócrates colocou preto no branco sobre o que vai continuar a ser a política de saúde oral caso continue a ser Primeiro-ministro, fica a pergunta: valerá a pena votar no Partido Socialista nas próximas eleições legislativas? Talvez você não tenha interesse no tema mas será que vamos sacrificar quase mais uma geração inteira, gastando dezenas de milhares de milhões de euros em investimentos de muito duvidoso interesse para a melhoria de vida da população, ao mesmo tempo que se vai negar o acesso da maior parte das crianças e jovens a cuidados de saúde oral?
Pense bem antes de votar.

terça-feira, 21 de julho de 2009

371. Em Portugal, os criminosos têm melhor assistência de saúde oral que as pessoas sem cadastros

"É de notar que, embora tal não suceda noutros campos, o sistema prisional, hoje, fornece um apoio mais relevante aos reclusos que o SNS à população livre, designadamente no que toca a cuidados dentários."

terça-feira, 14 de julho de 2009

370. Ministro promete dentista gratuito para crianças

Em devido tempo solicitei aos partidos políticos representados na Assembleia da República que fizessem chegar ao SAÚDE ORAL as propostas relativas à saúde oral contempladas nos seus programas para a próxima legislatura. Até ao momento apenas o CDS-PP teve o obséquio de corresponder ao pedido, que pode ser lido teclando aqui.
Sendo assim, e tendo todos conhecimento da politica absurda de descriminação que continua a ser protagonizado pelo actual Ministério da Saúde, afecto ao governo do PS, no campo da saúde oral, dividindo entre portugueses de primeira (muito poucos e sobretudo quem tem dinheiro) e portugueses de segunda (a esmagadora maioria da população e quem mais contribui com impostos), vale a pena lembrar outras políticas por outras forças partidárias quando estiveram no poder.
Abaixo fica a promessa do então Ministro da Saúde Luís Filipe Pereira, afecto ao governo do PSD/CDS em 2004, prometendo consultas gratuitas para todas as crianças e adolescentes até aos 18 anos, para além da promessa da viabilidade da saúde oral no SNS (promessas que eram muito, mas muito mais, que do temos actualmente e implementadas pelo governo do Partido Socialista, nos últimos meses do seu mandato).
Entretanto fico a aguardar pelas propostas dos outros partidos políticos.
Gerofil
* * *
Ministro promete dentista gratuito para crianças
O ministro da Saúde comprometeu-se ontem a implementar, já no próximo ano, duas consultas gratuitas de medicina dentária para todos os cidadãos até aos 18 anos. A promessa foi feita numa reunião com o bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas (OMD), Orlando Monteiro, que admitiu considerar curioso a notícia cair "assim, de repente".
Segundo Orlando Monteiro, Luís Filipe Pereira tem em mãos um plano nacional de saúde oral delineado pela Direcção Geral da Saúde (DGS), que prevê consultas "em consultórios privados", através de uma espécie de convenção em que o Estado "pagará 37,5 euros" por cada exame clínico. Já com dotação orçamental (que Luís Filipe Pereira não quis adiantar à OMD), a iniciativa arranca "em 2005" e deverá ser implementada "gradualmente", sob supervisão conjunta da DGS e da OMD.
Mais "tímida" parece ser a intenção do ministro de começar a rentabilizar os equipamentos de medicina dentária que existem, parados, no SNS. "Ficou combinado que se iria trabalhar para abrir as vagas congeladas de alguns hospitais - muito poucos - e a partir daí estudar" a viabilidade da introdução da saúde oral no SNS, disse Orlando Monteiro, adiantando que Luís Filipe Pereira "frisou bem que não queria abrir demasiadas expectativas à população, para não abrir uma comporta que se tornasse incontrolável em termos de custos". A ideia parece ser fazer experiências-piloto em centros de saúde já equipados, "só para certos tratamento e com taxas moderadoras adequadas". Mas não tem data de arranque.
O bastonário da OMD aproveitou a audiência para denunciar a imposição de serviços gratuitos aos dentistas pelos seguros de saúde e as convenções com o sistema de segurança social da administração pública (ADSE), cujos valores "não cobrem sequer o preço dos materiais" e motivam situações ilegais de sobrefacturação. O ministro remeteu a questão para o Ministério das Finanças, a Autoridade da Concorrência e a Entidade Reguladora da Saúde.

domingo, 12 de julho de 2009

369. Candidatos a bastonário da OMD: Website dos candidatos

368. The most toothless smile in Europe

Portugal has the most toothless smile in Europe! How? Why?
First of all, the problem is cultural and educational. There has never been a program of dental education in the country. For Example, "Between a top model cell phone and a healthy smile people prefer the phone!" Even Public figures, with no financial problems, appear on TV with smiles full of holes, because most of the people think oral health is not a priority!
Second, the public health system has no dental care whatsoever. The oral health of the Portuguese depends on the private sector. Not surprisingly, many people never go to the dentist until it is too late, when pain is not more bearable!
Third, the situation is even more serious when we consider that millions of Portuguese do not have access to dental care. For lack of buying power (a visit costs between 30 and 75 euros). The problem is especially serious among the old, with one half of senior citizens in Portugal not having one tooth in their mouth! The pensions are so low that they don't cover the high expenses of dentistry.
The lack of teeth results in problems of a psychiatric nature, such as isolation and shame. All in all, not a pretty picture.The problem though is not a shortage of dentists. In a region where almost no dentists even existed twenty years ago, there are now enough to attend to the population. All of them are private and not cheap. The seven Portuguese dental schools (three public and four private) now turn out about five hundred graduates in Dental Medicine.
In a few years the growth in the area will be out of control and this will bring serious problems. Of the 4,500 dentists registered in the Order of Medical Dentists (OMD), 20% are foreigners (from 34 nationalities).
The government also allows non-qualified dentists to operate legally. In a controversial decision the National Assembly passed a law legalizing all the dentists without diplomas (called "mechanics") to carry on their practice, with the dubious obligation to do a certain number of courses in a determined number of years. No one thinks that these so called dentists will ever do any courses. Many of them are semi-illiterate and some are too old to set foot in a classroom. Not surprisingly, the population with fewer financial means prefers these ? dentists? because they are cheaper.
The OMD says that in Portugal there are "hundreds of illegal dental clinics." The denunciation of this "shameless situation that occurs in Dentistry, without any control?, comes from Orlando Monteiro da Silva, president of the organization. He states that public health is at risk from the possible transmission of communicable diseases, like Aids and hepatitus, by way of blood and saliva. Furthermore, there is illegal competition for professionals who are already facing the shadow of unemployment.
Recently, the Assembly of the Republic approved a law, readied by the parliamentary group of the Democratic Social Party (PSD) , that will give to the order, powers to inspect and to combat the false dentists, who proliferate all over the country, with particular prominence in the outskirts of Lisbon.
The present law was the only way to change the Order statutes, which now give the Order power to intervening in the combat against the shamless situation that is taking place in Portuguese dentistry, where hundreds of individuals practice with no academic training whatsoever.
With this change in the law, the OMD doesn`t hesitate to "call the police" and "order the closing of clinics that operate illegally?. In addition to the Doctors in Dentistry, who are graduates of the schools of Dental Medicine, there are about 600 "Odontologistas", recognized by the National Association of Portuguese Dentists (ANDEP). Some of these dentists are Brazilians (university graduates and others are graduates of recent courses in Portugal, while others have no diploma whatsoever).
Special recognition was given to these professionals in order to preserve acquired rights. Hundreds of candidates were left out, and despite being excluded by the ANDEP, continue to practice dentistry. These are the targets to be hit. The argument of the OMD, besides the obvious illegal competition, relies on aspects of public health, like improper sterilization of material. Patients visiting these "dentists" put their health at risk!
The European Commission has instituted a suit against Portugal in the Justice Court of the European Communities, because it considers that the legislation regulating the profession of dentist violates the community directives on Dental Medicine. For the Commission, which is acting after a complaint from the OMD, the profession of ?Odontologista?, as it is defined in Portuguese legislation, has a "field of activity almost identical" to that of the graduates of the schools of Medicine and Dental Medicine. Odontology appears as an "alternative and competing" profession with that of dentist, when its professionals do not have the qualifications foreseen in European directives.
The OMD contested Law 4/99, which has already been repealed, but has still not been able to hinder the "odontologistas", who have been awarded professional documents, even some who have any university training.It is thus that the smile of the Portuguese goes!
André Almeida, Dental Student of Health Sciences Faculty of Fernando Pessoa University

sexta-feira, 10 de julho de 2009

367. Ministra refere que dificuldade de acesso a dentistas não é exclusiva de Portugal

A ministra da Saúde, Ana Jorge, sublinha, em declarações à TSF, que a maioria dos idosos, grávidas e crianças já tem acesso a cheques dentista, mas justifica que a dificuldade que se mantém no acesso da população a esta especialidade não é um problema de Portugal.
Em declarações à TSF, a ministra Ana Jorge, lembrou que a maioria dos idosos, grávidas e crianças já têm cheques dentista e referiu que a dificuldade no acesso aos dentistas é um problema que também se coloca nos países mais desenvolvidos da Europa.
«É um problema que não é exclusivo de Portugal. Estamos preocupados com isso de tal forma, que uma das preocupações foi tentar alargar progressivamente à população os cuidados de saúde oral», afirmou.
TSF
* * *
Todos sabem perfeitamente que cerca de 90 % da população ficou excluída do acesso a cheque dentistas que, no caso das crianças, só servem para serem tratados em determinadas idades e não de quando realmente precisam. Mais: a esmagadora maioria dos médicos dentistas que integram o programa fazem-no na maior parte das vezes por caridade, perdendo dinheiro face aos preços irrisórios dos cheques dentistas.
Relativamente à comparação com outros países, não será com o mal dos outros que os portugueses vão viver melhor.A forma demagógica do comportamento do governo que pretende passar para a opinião publica o já desacreditado programa de saúde oral, muitas vezes ajudado pela comunicação social mais ou menos estatizada, demonstra que não será com os actuais governantes que a saúde oral chegará a mais de 90 % da população portuguesa, continuando a ser quase um exclusivo da burguesia.

366. Candidatos a bastonários da Ordem dos Médicoa Dentistas

Candidato a Bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas em Viseu - O candidato a Bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas, Fernando Guerra, esteve na cidade de Viseu para apresentar as linhas de orientação da sua candidatura, auscultando ainda os problemas com que se debatem diariamente os médicos dentistas da região. Fernando Guerra referiu que o objectivo principal desta candidatura passa pela “revitalização da instituição que é a Ordem dos Médicos Dentistas”.
“Queremos introduzir um discurso inovador, encontrar propostas diferentes e concretas para que possam ser encontradas soluções para vários problemas, que teimam em persistir”, explicou. O professor auxiliar da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra considera que representa “uma alternativa clara ao rumo que a Ordem tem tido”.
“Procuramos dar novas energias, incutir claramente soluções inovadoras para que a ordem possa reequilibrar a profissão do médico dentista”, apontou. A pouco mais de seis meses das eleições, o candidato tem vindo a percorrer o país, “de forma a partilhar experiências, escutar os colegas, reaproximar as políticas que se pretendem introduzir na Ordem dos Médicos Dentistas aos médicos dentistas”.
“Os médicos dentistas têm respondido de uma forma muito positiva a este desafio, têm apresentado nestes encontros os seus pontos de vista, partilhado as suas experiências, chamado à atenção para as muitas coisas com que se debatem no seu dia-a-dia”, frisou. Entre as linhas de força, apresenta a necessidade de “reorientar a Ordem dos Médicos Dentistas para as questões profissionais, alargando também a intervenção dos médicos dentistas na sociedade, propondo um plano de saúde oral racional e integrado”.
“Achamos que as verbas que estão disponibilizadas para a Saúde Oral em Portugal carecem de ser racionalizadas, de ter médicos dentistas no terreno a implementar as estratégias da saúde oral. Os médicos dentistas devem integrar o Serviço Nacional de saúde e devem ser eles os protagonistas das estratégias que se desenrolam nesta área”, defendeu. Lamenta que até então “isto não tenha acontecido”. Por isso, “apresentámos propostas concretas, nomeadamente a criação de um Plano Nacional de Urgências em saúde oral e a integração dos médicos dentistas nas equipas nucleares de saúde escolar, para além da atribuição de um boletim de saúde oral aos recém-nascidos e crianças do jardim de infância e do primeiro ciclo”.
Fernando Alberto Guerra é licenciado pela Faculdade de Medicina de Coimbra (1993), concluiu o Mestrado em Outubro de 1997, o Doutoramento em Janeiro de 2004 e efectuou provas de Agregação em Julho de 2008. É professor auxiliar da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra desde 6 de Janeiro de 2004 e investigador principal ou em co-autoria em projectos de investigação nacionais e internacionais sendo responsável pelo Laboratório de Histologia de Tecidos da Cavidade Oral do Departamento de Medicina Dentária. Fernando Guerra cessou, em Março, as funções de pró-reitor da Universidade de Coimbra, para se candidatar à Ordem dos Médicos Dentistas.
=========================
Bastonário dos dentistas apresenta recandidatura este sábado - Cedendo ao «apelo da classe», o bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas, Orlando Monteiro da Silva, vai recandidatar-se ao cargo, com propostas como o alargamento do cheque-dentista. O bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas revelou que apresenta, este sábado, a sua recandidatura ao cargo e que irá propor, entre outras coisas, o alargamento dos cheques-dentista a crianças de idades que ainda não foram contempladas, bem como a pessoas diabéticas.
Monteiro da Silva indica que as suas propostas incidem sobre a inserção obrigatória da medicina dentária na medicina do trabalho e a entrada dos médicos-dentistas nos hospitais públicos através de uma carreira própria. Duas outras propostas surgem também em cima da mesa, como a contratação de médicos desta especialidade pelas Unidade de Saúde Familiar (USF) e a criação de um sistema nacional de comparticipação de cuidados básicos de saúde dentária para todos os utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
De acordo com a Lusa, o actual bastonário cede assim ao apelo dos vários profissionais da especialidade que reclamaram a candidatura e o convenceram a dar «continuidade» às medidas em curso. Apesar de nos últimos anos muita coisa ter mudado na medicina dentária em Portugal e na saúde oral, Monteiro da Silva sublinha que ainda existe uma «faixa muito grande da população que não tem acesso aos cuidados desta especialidade».
Fábrica de Conteúdos

quinta-feira, 9 de julho de 2009

365. 4 tipos de alimentos que fazem sorrir

66% dos portugueses já teve pelo menos uma cárie e a grande maioria evita as visitas ao dentista, seja pelos custos associados ou por puro terror! É certo que a saúde oral passa pela higiene oral diária, mas também por olharmos ao que comemos.
Fique a conhecer 4 tipos de alimentos bons para os seus dentes:

  • Lacticínios (leite meio-gordo, iogurtes e queijo) - O cálcio é um elemento essencial para a constituição dos dentes e dos ossos. Uma dieta rica em cálcio protege os dentes e os maxilares. Uma dieta pobre em cálcio desprotege os maxilares, solta os dentes e expõe-los aos ataques de bactérias.
  • Pêras - As frutas cruas (não ácidas), ricas em água, estimulam a salivação, baixam o pH da boca e exercitam os maxilares. Ao mesmo tempo é feita uma limpeza natural às gengivas.
  • Chá preto - Estudos recentes revelam que o chá preto (de pH neutro) contem compostos que atacam as bactérias causadoras de cáries e doenças nas gengivas. No entanto não se deve adicionar açúcar ao chá.
  • Alimentos integrais - Os alimentos integrais possuem grandes níveis de vitamina D e Ferro, elementos essenciais para gengivas saudáveis. Também contêm magnésio, um importante constituinte dos ossos e dentes.

* * *

quinta-feira, 2 de julho de 2009

363. Talvez numa clínica, perto de si

Este vídeo revela o escândalo praticado por várias clínicas, nomeadamente na prestação de cuidados de saúde oral. Também eu já fui "vitima" deste tipo abusivo numa determinada clínica existente em Elvas, num primeiro andar perto do centro da cidade, onde uma determinada doutora não hesitou em passar-me três recibos por uma só consulta pelo qual tive de pagar um preço completamente exorbitante, sem que tenha sido informado antes do início da consulta.
Isto só é e continuará a ser possível enquanto o estado, o governo e as administrações regionais de saúde continuarem a pactuar com privados sem escrúpulos e que apenas visam o lucro e a exploração dos paciente, não olhando a meios para atingirem os seus fins. Estou em crer que isto seria impossível de ocorrer num outro país membro da União Europeia.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

362. Quando a primeira consulta é grátis

http://www.dentisaude.com.pt/

* * *
Várias clínicas e consultórios dentários oferecem uma primeira consulta grátis de observação (sem qualquer tratamento dentário ou então oferecendo uma simples limpeza). Aproveite e tire vantagem, já que pode ficar a saber como está a sua saúde oral e quais as recomendações para o seu caso.
Não se esqueça: tire partido da oferta da primeira consulta e opte por passar em duas ou três clínicas ou consultórios, no mínimo, para melhor se inteirar da sua saúde oral, consultar preços e solicitar orçamentos, tendo em consulta sempre a qualidade do serviço prestado. Depois, opte racionalmente para tomar a decisão mais acertada, tendo em conta em primeiro lugar a sua saúde.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

361) Fórum de Saúde Oral (Ordem dos Médicos Dentistas)

http://www.omd.pt/pt-PT/Forum/Forum.aspx
* * *
A Ordem dos Médicos Dentista disponibiliza um Fórum de discussão on – line. Participe e divulgue o Fórum; façamos da saúde oral uma causa de saúde pública nacional.
A maior parte das conquistas sociais actuais só foram conseguidas apenas com um grande esforço, dedicação e empenho de pessoas anónimas que fizeram o seu melhor pelo bem da sociedade. Também nós teremos de deixar a nossa marca para as futuras gerações, contribuindo de forma desinteressada pelas causas sociais. E, em Portugal, a saúde oral ainda não é considerada pelo Estado como sendo uma doença; por isso, junte-se nesta caminhada pela causa pública; participe e dinamize todas as acções que possam contribuir para a declaração da saúde oral como uma doença de saúde pública, em plena igualdade com as restantes especialidades médicas.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

360) Há um maior cuidado na apresentação da boca

Após um atraso de décadas na prevenção da saúde oral, os portugueses começam agora a dar a real importância aos dentes. Fundamentais para mastigar os alimentos, para a pronúncia das palavras, mas também para a fisionomia da face, a perda de um dente pode ter consequências graves. Além de ser inestético e de deformar a face, há também perda óssea que, a longo prazo, é de difícil recuperação.
Para fazer a reabilitação da boca, a implantologia tem um papel importante, já que permite a “recuperação” dos dentes. Como explicou ao nosso jornal o presidente da Sociedade Científica Portugal Implantologia, Vasco Carvalho, um implante é um artefacto que substitui a raíz de um dente, sendo finalizado pela coroa, actualmente muito semelhante a um dente natural.
«O implante parece um parafuso, mas é muito rugoso em que o osso o agarra durante a osseointegração. A parte exterior é a coroa. Cinco ou seis implantes podem suportar 12 a 14 dentes», exemplificou aquele médico dentista que também é docente da Universidade Católica Portuguesa.
A implantologia é uma técnica que é desenvolvida apenas há 15 anos na Madeira e são poucos os médicos dentistas que a desenvolvem. O elevado custo da técnica limita o acesso da população. Contudo, Vasco Carvalho garante que cada caso é uma situação diferente. Aquele médico dentista reconhece que a colocação de implantes para as pessoas que têm dificuldades financeiras «é uma miragem», mas também é certo que «se aumentar a quantidade de implantes dentários que são colocados isso irá permitir a perda de patentes e esses preços começam por ser mais acessíveis a todos».
Mesmo assim, sublinha que as pessoas por vezes preferem mudar de automóvel a investir na saúde. Por isso, lembra que «hoje ninguém arranja emprego sem dentes ou ninguém vai para a televisão sem dentes, o aspecto da boca conta».
O aspecto positivo desta técnica de reabilitação da boca é a de que a taxa de sucesso dos implantes actualmente é muito elevada, chegando aos 98 por cento e podem durar «uma vida» se houver cuidados de higiene. É que os tecidos à volta dos implantes podem sofrer as mesmas doenças que surgem nas raízes naturais dos dentes, como a “piorreia”, que costuma atacar o osso e os tecidos à sua volta.
Ainda assim, a técnica da implantologia não tem muitas contra-indicações. Há uns anos atrás, os diabéticos não poderiam colocar implantes, mas com a evolução dos materiais usados e, desde que o protocolo seja seguido, um diabético pode ter a sua boca reabilitada. O mesmo acontece com um doente que tenha feito tratamento oncológico. Neste caso, tem de cumprir um determinado prazo, antes de se submeter à cirurgia. Nos dois casos, o risco de o osso não integrar o implante é quase o mesmo do que nas pessoas saudáveis.
Vasco Carvalho defende que a implantologia não pode ser encarada da mesma forma que se vai ao supermercado comprar produtos, porque tem de haver um trabalho de uma equipa de profissionais. Neste sentido, defendeu que a implantologia «com o tempo terá que fazer parte da intervenção dos colegas, claro que há casos mais complexos que merecem técnicas mais invasivas e mais complexas», mas a implantologia é uma boa solução para a recuperação da boca de quem anda desdentado.
Excesso de médicos dentistas - Enquanto que nos Estados Unidos ou em alguns países europeus as escolas de medicina dentária já contavam muitos anos, em Portugal estas só surgiram em 1976 e foram oferecidas pela Noruega. «Até aí a população estava entregue ao cuidado de alguns práticos de estomatologia», contou Vasco Carvalho, docente de História da Medicina Dentária, na Universidade Católica Portuguesa. Mesmo assim, a evolução da medicina dentária em Portugal foi muito rápida e durante anos «foi do melhor que o país teve».
Actualmente conta com mais de 6.500 profissionais, «um excesso», considera. «Antes, se não tínhamos médicos, como poderíamos ter bons dentes?», questionou Vasco Carvalho. Contudo, há uma questão que o atormenta que é a adaptação dos cursos a Bolonha, o que vai tirar um ano no curso de medicina dentária. «Vamos perder e muito», considera.
Confrontado se os médicos dentistas deveriam integrar os sistemas nacionais e regionais de saúde, aquele profissional afirmou que isso sairia muito caro aos governos. Quanto à prevenção da saúde oral, Vasco Carvalho diz que tem de começar pelos pais. A acção na escola é importante, mas são os adultos que têm de limitar o acesso das crianças aos açúcares refinados e incentivar a comer, por exemplo, uma maçã às dentadas que tem fibras importantes para os dentes.
Apesar da conjuntura económica difícil, os portugueses vão ao dentista por prevenção e há muitas pessoas que aderiram ao cheque dentista da Ordem dos Médicos Dentistas. «É pouco, mas é melhor do que nada». «O problema é que há um núcleo da população que se não têm para comer, não vão ter para comprar pasta para escovar os dentes», lamentou.
Marília Dantas

quarta-feira, 17 de junho de 2009

359) Opiniões acerca do Programa SERVIÇO DE SAÚDE - Saúde Oral (2009-06-16)

Algumas considerações acerca das várias intervenções no programa:
-positivamente esteve o Doutor João Pimenta, que foca exactamente o principal problema hoje em Portugal na área da saúde oral: os profissionais de saúde oral deveriam estar nos Centros de Saúde e Centros Hospitalares; há dinheiro para muitas coisas mas já não há dinheiro para ter dentistas nos Centros de Saúde. Estou também de acordo, ao comentar o sorriso sarcástico do Doutor Rui Calado, presente no programa, que sabe exactamente onde deveriam estar os profissionais de saúde oral existentes em Portugal;
-o Doutor Francisco Salvado, Coordenador do Serviço de Estomatologia do Hospital de Santa Maria também esteve muito bem, ao lembrar que o cheque-dentista chega apenas a menos de um milhão de portugueses, deixando de fora mais de nove milhões; questionou também acerca da necessidade de apoiar outros grupos de risco, nomeadamente os idosos com dificuldades de locomoção, os deficientes e os doentes oncológicos, além do perigo do abandono da saúde escolar. Já agora, permitam-me lembrar que aguardo esclarecimentos da Direcção-Geral de Saúde relativamente ao Protocolo da promoção da educação para a saúde em meio escolar, assinado entre os Ministérios da Saúde e da Educação no dia 7 de Setembro de 2006, conforme a postagem número 347 deste blogue, publicada no dia 8 de Maio do corrente ano e que, passado mais de um mês, continuo a aguardar pela resposta; tenho algumas dúvidas que o referido protocolo não tenha passado disso mesmo, tendo morrido no mesmo dia em que foi assinado.
-pelo contrário, muito mal esteve o Doutor Paulo Melo, da direcção da Ordem dos Médicos Dentistas, ao considerar que a realidade nacional mudou muito e que seria desadequado que o Serviço Nacional de Saúde gastar uma enorme quantidade de recursos humanos e financeiros em equipar os Centros de Saúde; é exactamente esta posição defendida pelo Doutor Paulo Melo que faz com que cada vez mais se agrave o problema da saúde oral dos portugueses. Com estas opiniões simplesmente estaremos a andar para trás, pois negar a integração dos serviços de saúde oral nos centros de saúde será infelizmente dar continuidade a mais do mesmo, afastando cada vez mais a maior parte da população, obrigada a pagar impostos, de qualquer acesso à saúde oral, assim meia privada;
-por último, saliento aquilo que o Doutor Rui Calado afirmou, ao comentar que a saúde oral não é considerada uma doença em Portugal; eu acrescento, opinião a começar pelos políticos e seguida pelo próprio Ministério da Saúde;
-tenho pena que ninguém tenha falado, durante o programa, que todos os portugueses são obrigados a pagar impostos para a formação dos médicos dentistas mas que, depois de formados, os médicos dentistas não estão disponíveis para tratar a saúde oral de todos os portugueses; mais, considero uma falta de moralidade e extremamente malicioso haver preocupações com gastos de recursos hoje, quando todos sabem os ganhos e poupanças de recursos que se começariam imediatamente a obter no dia de amanhã.
Gerofil
DEIXE A SUA OPINIÃO NOS COMENTÁRIOS.

358) RTP: SERVIÇO DE SAÚDE - Saúde Oral (2009-06-16)













357) Enxaguante bucal favorece câncer de boca

O uso de enxaguatórios bucais no Brasil cresceu 2.277% de 1992 a 2007, mostra um levantamento realizado pelo cirurgião-dentista Marco Antônio Manfredini, pesquisador da Faculdade de Saúde Pública da USP (Universidade de São Paulo), baseado em informações da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos. De 2002 a 2007, o aumento foi de 190%.
Para Manfredini, o incentivo ao consumo indiscriminado de enxaguatórios deve ser criticado. "Observamos um grande investimento na indução ao uso do produto. E é importante dizer que, ao contrário da pasta, da escova e do fio dental, o colutório não tem indicação universal. É preciso concentrar a utilização para casos específicos."
Além de não ser essencial à saúde oral, o uso frequente de enxaguatórios bucais com álcool aumenta os riscos de câncer de boca e da faringe. Uma revisão científica publicada no fim de 2008 na revista da Academia Dental Australiana compilou estudos do mundo todo que encontraram essa relação. De acordo com os pesquisadores, há evidências suficientes para aceitar a ideia de que enxaguatórios bucais com álcool contribuem para aumentar a taxa de câncer oral.
Grande parte dos produtos comercializados no Brasil contém álcool. Um estudo brasileiro realizado com 309 pacientes e publicado no ano passado na "Revista de Saúde Pública" também encontrou a mesma associação. "Algumas marcas chegam a ter 26% de álcool, e há pessoas que usam todos os dias. Hoje existem produtos no mercado sem álcool, que devem ser os escolhidos", diz o oncologista Luiz Paulo Kowalski, diretor do Departamento de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital A. C. Camargo e um dos autores do trabalho.
De acordo com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), fabricantes são obrigados a informar na embalagem a presença de álcool na composição. O álcool presente nos enxaguantes contribui para o aumento das taxas de câncer oral de forma similar às bebidas alcoólicas --e sabe-se que o álcool é o segundo fator de risco para a doença, depois do tabagismo, aumentando de cinco a nove vezes os riscos.
"Brinco que a pessoa bebe sem usufruir da parte boa da bebida. O produto tem álcool não porque é um antisséptico, mas porque é um veículo muito eficiente, industrialmente conveniente e muito barato. Por isso as versões sem álcool tendem a ser mais caras", explica o dentista Alberto Consolaro, professor de patologia da Faculdade de Odontologia de Bauru da USP.
O álcool não é um agente causador de câncer isoladamente, mas uma enzima do organismo o transforma em acetaldeído, substância que pode alterar as células da boca e causar tumores na região. "O problema é usar diariamente o produto, pois o dano constante não dá tempo de as células se repararem. O uso de enxaguatórios bucais [com álcool] precisa ser mais estudado, mas é algo parecido com o que ocorre com o cigarro: quanto mais exposição, maior o risco", diz Kowalski. Por isso, dentistas recomendam o uso do produto sem álcool, seja manipulado, seja de marca.
"O produto é um bom auxiliar na limpeza da boca, mas não deve conter álcool. As pessoas acham que um enxágue que queima a boca é melhor, mas produto bom não precisa dar essa sensação. A substância antisséptica não é o álcool", diz Consolaro.
Indicações Dentistas recomendam o uso de enxaguatórios após cirurgias, raspagem de dente, casos de alta incidência de cárie, doenças da gengiva e para pessoas que não têm coordenação motora para realizar uma boa escovação. Para o restante da população, o uso é opcional, apesar de boa parte da publicidade desse tipo de produto sugerir que ele combate mau hálito.
"Do ponto de vista da higiene bucal, não é necessário. Quem tem boa higiene bucal geralmente não tem halitose --e, se tiver, não será o enxaguatório que vai resolver o problema", afirma Manfredini.
GazetaWEB.com

sexta-feira, 12 de junho de 2009

356) Cheque-dentistas: Como passar do elogio à desilusão … Tenham vergonha!!!

José Sócrates entregou os primeiros
cheques-dentista para crianças
* * *
CopyRight @ Socrates2009.pt
* * *
José Sócrates considerou o programa “cheque dentista”, que deverá abranger 200 mil crianças, como um bom exemplo de “concertação estratégica” entre público e privado e admitiu estender esta experiência a outras áreas do Serviço Nacional de Saúde.
O primeiro-ministro marcou presença numa sessão realizada no agrupamento de escolas Nuno Gonçalves, na Penha de França, em Lisboa, depois de ter entregue os primeiros cheques-dentista a alunos com sete, dez e treze anos, e destacou como principais características do programa “a livre escolha do prestador, garantia de equidade e ausência de listas de espera”. Segundo José Sócrates, com o arranque da atribuição dos primeiros cheques dentista a jovens estudantes, o SNS “deu um passo muito importante”:
“Em qualquer país do mundo desenvolvido, é um desafio para os SNS a questão da higiene e da saúde oral. O SNS “começou a cumprir a sua missão no que diz respeito à saúde oral para toda a sociedade portuguesa” quando o Governo optou pela atribuição de cheques dentista para determinados públicos-alvo, como jovens, idosos e grávidas.
O primeiro-ministro adiantou ainda que a meta do Governo é “mobilizar” as estruturas e os recursos já existentes no país na área da saúde oral “ao serviço do SNS”: “Por isso, o Governo recusou criar mais um serviço dentro do SNS, que fosse alternativa ao sistema privado, decidindo antes utilizar o sistema privado ao serviços dos objectivos públicos”.
“Queremos que todos, independente da condição económica, tenha acesso à medicina dentária. “As famílias que estiverem inscritas neste programa escolherão com total autonomia a que dentista ir. E escolherão sem terem de esperar pelo próximo ano, ou daqui a três ou quatro meses, porque este sistema garante um acesso ao dentista sem lista de espera”, frisou José Sócrates.

* * *

Atrasos nos pagamentos afastam dentistas

dos cheques-dentistas

Mais uma vez primeiro o elogio que a realidade vem depois; para quem não esteja minimamente atento, é bom que comece a pensar nas boas intenções dos governantes que temos. Afinal, para quando primeiro a obra e só depois os elogios?

Gerofil

quarta-feira, 10 de junho de 2009

355) Escovas macias e dentes limpos

A escolha correta da escova dental deve começar na primeira infância, e os cuidados com a dentição devem começar a partir do nascimento dos primeiros dentes. Por esta razão, deve-se usar a escova correta para esta fase da vida.
A escovação dos dentes dos bebês e crianças deve ser feita de uma forma prazerosa e divertida, justamente para estimular o hábito da escovação e garantir a qualidade da saúde oral nos anos seguintes. De acordo com o dentista Hugo Roberto Lewgoy, nesta fase da vida, deve-se tomar muito cuidado para não provocar uma aversão dos pequeninos em relação aos hábitos de higiene oral.
— As gengivas dos bebês e das crianças são muito delicadas e sensíveis. Recomendo o uso das escovas com um grande número de cerdas e de textura ultramacia — explica o especialista.
Oferecer ao público infantil uma escova eficiente e que possibilite a correta higienização dos dentes sem machucar ou traumatizar as gengivas, é a maior contribuição que os pais podem oferecer para garantir a saúde oral por toda vida de seus filhos. Por isso, a escova é indicada logo após a erupção dos primeiros dentes decíduos (também conhecidos como "dentes de leite"), entre cinco e nove meses, até os seis ou sete anos de idade, quando ocorre o início da erupção dos dentes permanentes.
Uma questão importante, é que a escova infantil não pode ser apenas bonita ou cheia de apelos visuais chamativos, ela precisa ter muita qualidade e não pode machucar as gengivas.
— A escova deve apresentar características desenvolvidas especificamente para esta faixa etária como, por exemplo, a presença de uma cabeça pequena e anatômica, cerdas arredondadas e polidas e um cabo que se adapte facilmente às pequenas mãozinhas — explica.

sábado, 6 de junho de 2009

354) Análise ao Estudo Nacional de Prevalência das Doenças Orais 2008 (7ª Parte)

As doenças orais na infância e na adolescência (1ª Parte)
* * *
O Estudo Nacional de Prevalência da Doenças Orais 2008 identifica a cárie dentária e as doenças periodentais nas crianças e jovens portugueses, a que se vem juntar a fluorose em determinadas áreas geográficas.
O cálculo dos índices de cárie dentária permitiu verificar que o seu valor cresce à medida que aumenta a idade das crianças e jovens, o que pode supor uma condição associada a um desleixo da saúde oral à medida que as crianças e os jovens crescem e/ou a uma maior atenção da saúde oral das crianças quando estas são mais pequenas. Não nos podemos esquecer as mudanças do meio que as crianças e os jovens vão tendo à medida que vão crescendo, o que poderá também contribuir para a evolução atrás referida. Estarão os jardins-de-infância e os estabelecimentos escolares do primeiro ciclo mais aptos em apoiar e ajudar de uma melhor forma e mais consistentes do que os outros níveis superiores de ensino? Se sim, porque será?
Cárie dentária aos 6 anos de idade - Muito preocupante é a discrepância registada entre as várias regiões do país: “Na dentição temporária, a Madeira, com um índice cpod de 3,61, apresentava a maior prevalência de doença, sendo a diferença, estatisticamente significativa face à média nacional. Na dentição permanente, os Açores, tinham um índice CPOD de 0,24, que era triplo da média nacional. As regiões do Centro (0,02), de Lisboa e Vale do Tejo e do Algarve (0,03) apresentavam os valores mais baixos; estas variações são estatisticamente significativas. (…) Por regiões de saúde a percentagem de dentes temporários cariados (aos seis anos de idade) era muito elevada, variando entre 83% no Alentejo e Açores e 94% em Lisboa e Vale do Tejo.”
Estes contrastes evidenciam claramente a falta de oportunidade de acesso à saúde oral em grande parte do território nacional, constituindo uma gravíssima injustiça praticada sobre as crianças que vivem em zonas desfavorecidas; por outras palavras, na saúde oral prova-se a discriminação feita em benefício das regiões mais ricas, prejudicando sempre as regiões mais pobres (lógica absurda se pretendermos falar em coesão nacional, pois são as crianças que vivem nas regiões mais desfavorecidas que têm menos garantias de saúde oral).
Cárie dentária aos 12 anos de idade – Neste estudo apurou-se que, aos 12 anos de idade, “as regiões do Alentejo, do Norte e dos Açores, como as que apresentam grupos de jovens com índices de cárie dentária mais elevados”. São também o Alentejo e os Açores onde há jovens com menos dentes tratados. Assim, o estudo realizado permite concluir que as cáries dentárias incidem com mais frequência nos jovens que não têm os dentes tratados.
Note-se que o estudo salienta que estas variações são significativas, tendo em conta a média nacional; quer isto dizer que há disparidades regionais significativas no país e que, como tal, a residência geográfica dos jovens de 12 anos de idade determina directamente a sua saúde oral.
Obviamente existirão factores culturais intrínsecos às famílias que determinam a importância dada aos cuidados de saúde oral das crianças até aos 12 anos de idade, mas os significativos contrastes identificados entre as diferentes regiões também terão a haver, em grande medida, com as políticas ignóbeis de saúde seguidas pelo país ao longo das últimas décadas e que contribuíram para o acentuar da descriminação das regiões mais periféricas.
Urge, pois, implementar com urgência a transferência de meios e de recursos públicos para aonde hoje existem tantas carências; compete aos organismos públicos aplicar políticas que incentivem entidades e profissionais de saúde oral a fixarem-se junto dos que mais necessitam; enquanto não surgirem essas políticas, as crianças que hoje vivem no Alentejo e nos Açores encontram-se muito mais desprotegidas e sem as mesmas condições de acesso a cuidados de saúde oral que existem noutras regiões do país; naturalmente, este facto trará consequências incalculáveis que se irão prolongar por toda a vida destas crianças.

terça-feira, 2 de junho de 2009

353) 10 Conselhos para manteres o teu sorriso sempre bonito

1. Escova os dentes pelo menos duas/três vezes por dia, preferencialmente após as refeições e antes de te deitares;
2. Utiliza uma escova do tamanho adequado, macia e com uma cabeça pequena, para evitar lesões sobre os dentes e gengivas;
3. Procura utilizar sempre um dentífrico com 1.000 a 1.500 ppm de flúor (pergunta ao teu dentista qual o dentífrico mais adequado para os teus dentes);
4. Evita escovar os dentes só na horizontal; coloca a escova ligeiramente inclinada, na passagem pelos dentes, para que estes não se desgastem com o tempo;
5. Utiliza diariamente fio dentário, antes da escovagem, para retirar restos alimentares e bactérias dos espaços que existem entre os dentes e entre estes e as gengivas;
6. Segue as recomendações do teu dentista na utilização de elixir para o bochecho;
7. Procura manter os dentes bem limpos, sobretudo junto à linha gengival, evitando a placa bacteriana e tártaro;
8. Efectua uma revisão dentária regular, preferencialmente de 6 em 6 meses, e um check-up oral pelo menos uma vez durante o ano;
9. Mantém uma dieta equilibrada e procura substituir os doces por alimentos mais nutritivos como o queijo, frutos ou vegetais frescos;
10. Se tens sensibilidade dentária visita o seu dentista porque pode ser um indicador de uma cárie dentária, um dente fracturado.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

352) Intervenção inicial da Ministra da Saúde na audição da Comissão Parlamentar de Saúde

Intervenção inicial da Ministra da Saúde
na audição da Comissão Parlamentar de Saúde
(21 de Abril de 2009)
* * *
Senhora Presidente da Comissão Parlamentar de Saúde, Senhoras e Senhores Deputados, Comunicação Social: É com muito gosto que me encontro aqui para responder às questões dos Senhores Deputados. Manifestei a minha disponibilidade há algum tempo, mas, por razões dos trabalhos desta Assembleia, só hoje se concretizou.
Este ano o Serviço Nacional de Saúde (SNS) faz 30 anos. Nestas décadas foram muitas as mudanças demográficas, sociais, económicas e culturais às quais o SNS teve de se adaptar. Temos dado continuidade às reformas que fazem parte do programa deste Governo, implementando as medidas consideradas relevantes. As políticas certas são para levar até ao fim. A nossa responsabilidade é para com o cidadão. Trinta anos depois, defendemos um Serviço Nacional de Saúde revigorado e capaz de responder às novas necessidades, mas assente nos mesmos princípios: universal, geral e tendencialmente gratuito, como um dos alicerces do Sistema de Saúde Português.
(...)
O alargamento do Programa de Saúde Oral aos mais novos: A atribuição de cheques-dentista a grávidas e a idosos beneficiários do complemento solidário do idoso, que até à data perfazem um total de mais de 50 mil cheques, foi um sucesso. Foi decidido o alargamento deste programa aos mais novos.
Ainda este mês, as crianças e jovens com 7, 10 e 13 anos que frequentam a escola pública vão ter acesso a consultas de saúde oral e, se necessário, direito a dois ou três cheques-dentista para tratamento. Esta medida é o complemento necessário ao programa de prevenção da cárie dentária já existente. No total, serão abrangidas 190 mil crianças.
Estão, ainda, a ser disponibilizados mais 20 mil cheques-dentista para o tratamento de crianças com necessidades identificadas nos exames globais de saúde, dos 4-5 anos, antes da entrada para o ensino obrigatório.
Portal do Governo

segunda-feira, 25 de maio de 2009

351) Higiene oral em crianças com menos de dois anos - Conselhos para os jovens papás!

A higiene oral para crianças deve ser levada a sério desde cedo, pois é na infância que se dá a calcificação dos dentes permanentes. E para criança aprender a importância de cuidar dos dentes e da higiene da sua boca, os pais devem dar o exemplo, escovando os dentes na frente dela. Depois, é interessante comprar uma escova infantil para motivá-la. Ela deve realmente gostar de escovar os dentes; quanto maior for seu interesse e afinidade com a escova, melhor.
A criança deve ser incentivada a mastigar para que aconteça um bom desenvolvimento do aparelho mastigatório. Os dentes são imprescindíveis para a fonação, pois a perda precoce do dente pode prejudicar a pronúncia de alguns fonemas ou acarretar maus hábitos, como a interposição da língua. E a função estética também é muito importante, pois as crianças que perdem algum dente de leite muito cedo passam a ser motivo de gozo pelos colegas, e isso pode causar problemas psicológicos.
Estojo Toilette com:
-Corta-unhas com pega antiderrapante;
-Escova de dentes para os mais pequenos;
-Escova de dentes/estimulador de gengivas para recém-nascido;
-Escova e pente com pegas Soft Grip;
-Pente para recém-nascido;
-Luvas protectoras (2 pares);
-8 limas.
Antes dos 2 anos
=============
Durante esta fase, limpe os dentinhos do seu filho. Use gaze ou uma fralda húmida nas gengivas, mesmo antes de aparecerem os primeiros dentes. Quando estes começarem a nascer, proceda da seguinte maneira:-Fique atrás da criança, e, com uma das mãos, afaste os lábios e bochechas da criança. Com a outra, escove os lados de fora e de dentro dos dentes em movimentos circulares;
-Escove a parte de cima dos dentes (superfície mastigatória) com movimentos de "vai-vem";
-Escove também a língua.
Importante: o uso da pasta de dentes não é recomendável nesta idade, porque ela contém flúor, que é tóxico se ingerido em grande quantidade. Se desejar usar a pasta, aplique uma quantidade bem pequena. Não corra riscos. Em caso de grande ingestão de pasta de dente, procure o médico imediatamente.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

350) S.Pedro do Sul: Câmara Municipal distribui kits de higiene oral às crianças

Cerca de 1200 crianças que frequentam as escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico (CEB) e Jardins-de-infância do concelho de S. Pedro do Sul vão ser contempladas com um kit de higiene oral, composto por uma escova e uma pasta de dentes, oferecido pela Câmara Municipal. A entrega dos primeiros kits decorreu no dia 14de Abril, na Escola do 1º CEB da vila de S. Pedro do Sul. As actividades estão a cargo da equipa de Saúde Escolar do Centro de Saúde local e de Técnicos de Educação da Câmara Municipal.
O projecto, desenvolvido em parceria com o Centro de Saúde de S. Pedro do Sul no âmbito da Educação para a Saúde, tem como principal objectivo trabalhar com as crianças a higiene em geral e a higiene oral em particular, promovendo a aquisição de conhecimentos, capacidades e competências para a promoção da sua saúde oral. Para além disso, o programa pretende demonstrar a importância da saúde oral para manter um estilo de vida saudável; alterar hábitos de higiene oral; sensibilizar para a importância de consultar o dentista periodicamente; e implementar nas crianças o bom hábito de escovar os dentes após as refeições.
Para o vereador da Educação e Acção Social da autarquia, Rogério Duarte, “uma boa prenda que os pais, encarregados de educação e a sociedade em geral podem oferecer aos mais pequenos é a possibilidade de terem uma dentição saudável, que os acompanha até ao final das suas vidas. A Câmara Municipal, atenta e preocupada com o bem-estar das gerações futuras, quer dar o ‘pontapé de saída’ para um processo que julga ser de extrema importância – a saúde, neste caso a saúde oral. Acreditamos que as crianças de hoje, um dia reconhecerão o quão importante foi, para a sua saúde, esta iniciativa”.
O vereador salienta ainda: “é nossa convicção que as apostas que temos vindo a fazer na área da educação/formação nas nossas crianças orgulhar-nos-ão num futuro próximo”.
* * *
Todas as campanhas de sensibilização para a problemática da saúde oral são bem vindas. Relativamente a esta iniciativa do Município de S. Pedro do Sul, coloca-se a questão de saber se as entidades promotoras da iniciativa tiveram o cuidado de fazer previamente o rastreio da saúde oral de todas as crianças envolvidas e se foi feito o seu devido encaminhamento médico.
Numa altura em que altos dirigentes políticos do país estão mais concentrados para discutirem se as escolas passam a ser porta aberta para a distribuição de preservativos a adolescentes desnecessitados e sem fome do que prestar cuidados de saúde a quem precisa como pão para a boca, resta o poder autárquico que vai colmatando as obrigações dos Ministérios da Educação e da Saúde (já que estes nada fazem pela saúde primária das crianças e adolescentes que frequentam as escolas do país, votados a todo o tipo de abandono e à sorte do seu dia a dia).
Vergonhoso, extremamente vergonhoso, o comportamento, relativo aos cuidados de saúde oral das crianças e adolescentes, por parte do Governo, dos deputados da maioria na Assembleia da República e até do Senhor Presidente da República, isto num país que faz parte da União Europeia.
Gerofil

sábado, 16 de maio de 2009

349) “A boca não deve ser tratada só quando dá problemas"

A Clínica Médica e Dentária (Caldas da Rainha), situada na Rua Heróis da Grande Guerra, n.º 103, 2º andar, tem como objectivo fornecer aos seus pacientes os mais altos padrões de rigor clínico e científico. Natural de Lisboa, o médico dentista Gonçalo Seguro Dias adquiriu a Clínica Médica e Dentária em 2003 e hoje divide a sua actividade profissional entre Caldas da Rainha e Lisboa. É também assistente de cirurgia e de medicina oral na Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa.
Formou-se na Faculdade de Medicina Dentária de Lisboa e frequentou a Universidade Columbia, uma instituição de ensino superior situada na cidade de Nova Iorque. A sua principal preocupação é que os seus pacientes tenham uma boa saúde oral.
Segundo o médico dentista, a mentalidade dos portugueses em relação à saúde oral está a mudar. Há alguns anos atrás a maioria das pessoas recorria ao dentista só quando tinha dores de dentes. “Hoje as pessoas procuram cada vez mais soluções fixas, têm mais cuidados do que tinham há alguns anos atrás”, disse, acrescentando que “é essencial fazer a manutenção da higiene oral”. Por isso, o médico aconselha a que os pacientes recorram aos dentistas desde tenra idade para permitir uma actuação preventiva.
JORNAL DAS CALDAS : Hoje em dia ouvimos falar muito de implantes dentários. O que são?
Gonçalo Seguro Dias - O implante dentário é um meio artificial para substituição de uma ou mais raízes perdidas, sendo constituído à base de titânio, o qual é um material osteointegrável, isto é, que não é rejeitado. Estamos a falar de uma técnica que tem 97 a 99% de sucesso.
J.C: Quem pode colocá-los?
G.S.D. - Qualquer pessoa pode fazer implantes, desde que o seu médico dentista não encontre nenhuma contra-indicação.
J.C.: E não é um procedimento muito complexo?
G.S.D - Não, trata-se de uma técnica que evoluiu muito nos últimos anos e que simplificou todo o procedimento. Numa primeira fase, sob anestesia local (idêntica à utilizada para tratar um dente com cárie), o seu dentista coloca o número de implantes programados e adequados ao seu caso (em função do número de dentes ausentes). Passados 3 a 5 meses, é confeccionada a prótese fixa definitiva que substitui os dentes perdidos, e que ficará apoiada nos implantes colocados anteriormente.
J.C.: E qualquer dentista pode fazer o procedimento?
G.S.D. - Trata-se de um procedimento cirúrgico e, como tal, deve ser realizado por um especialista. Naturalmente, as pessoas devem informar-se sobre o procedimento e obter toda a informação possível. Tudo deve ser explicado aos pacientes.
J.C.: É realmente possível uma pessoa sair logo com dentes fixos?
G.S.D. - Sim, na maioria dos casos conseguimos que os pacientes possam sair da clínica com dentes fixos provisórios.
J.C.: Existe um grande número de pessoas a procurar estes tratamentos?
G.S.D. - Posso-lhe dizer que em 2008 fizemos 400 implantes, que temos pacientes portugueses, ingleses, irlandeses, suíços, etc. Isto é, para um grande número de pessoas é a única solução.
J.C.: Participou recentemente no programa “Doutor, preciso de ajuda”, da TVI. São realmente possíveis transformações tão grandes?
G.S.D. - Hoje em dia tudo é possível. Conseguimos dar dentes a pacientes com osso, sem osso, é tudo uma questão de técnica. O que os pacientes têm de compreender é que é um processo que é feito em várias etapas.
J.C.: Na sua opinião, quais são os principais méritos do programa?
G.S.D. - Penso que teve um papel muito importante em informar os pacientes sobre muitos aspectos da medicina dentária, de certo modo desmistificou uma série de conceitos.
J.C. - E como é a saúde oral dos portugueses?
G.S.D. - Má em relação à média dos países desenvolvidos. Chegamos a ter pacientes entre os 30 e os 40 anos sem dentes, que não conseguem mastigar…isto é qualidade de vida? A minha grande batalha é tentar que os portugueses comecem a pensar que a boca é um bem essencial e não um mal necessário que deve ser tratado só quando dá problemas.
J.C.: Como vê a Medicina Dentária em Portugal?
G.S.D.- Temos em Portugal dos melhores médicos dentistas a nível mundial. Temos profissionais que são requisitados para dar cursos no estrangeiro, que estão envolvidos em projectos muito interessantes ao nível das faculdades. Nesse aspecto melhoramos muito em relação às últimas décadas. Agora o que não é possível é o mesmo dentista saber tudo de todas as áreas. Se queremos trabalhar com qualidade, teremos de trabalhar em equipa, por áreas de especialização. Esse é o futuro. É a única maneira de garantirmos aos nossos pacientes que estão a ter o melhor tratamento. Por isso, hoje temos uma grande equipa e o meu lema é a qualidade.
Marlene Sousa

terça-feira, 12 de maio de 2009

348) Higiene Oral

A higiene oral é uma prática muito antiga e faz parte da construção e do reforço positivo da auto-imagem. As principais doenças e alterações orais provocadas por uma deficiente higiene oral são: a Cárie Dentária, a Gengivite, a Periodontite e a Halitose.
A Placa Bacteriana, responsável pelo aparecimento das doenças referidas anteriormente, é constituída por micróbios (bactérias) e componentes da saliva que aderem fortemente aos dentes, condição que lhe permite resistir às forças de auto-limpeza fisiológica, relacionadas com os movimentos da língua e das bochechas.
A Cárie Dentária, é uma doença localizada e com origem nas bactérias. Estas bactérias, a partir dos açúcares dos alimentos, produzem ácidos que provocam uma perda dos minerais do dente, formando-se com o tempo uma cavidade no mesmo.
Gengivas avermelhadas, inchadas e a sangrar facilmente, são sinais de Gengivite.
A Periodontite é a inflamação e destruição dos tecidos que suportam os dentes na boca, ou seja, há uma perda do osso e alteração das gengivas, ficando os dentes com mobilidade e “descarnados”.
Estas doenças podem provocar uma entrada das bactérias para o sangue, ameaçando todo o organismo (afecções nos olhos, coração, ossos, tubo digestivo, rins, pulmões, gânglios, articulações).
Halitose, ou mau hálito, deriva do latim “halitus”, que significa hálito e do sufixo grego “osis”, que significa condição. A halitose pode tornar-se um problema preocupante por dificultar as relações interpessoais ou diminuir a auto-estima.
O primeiro passo para eliminar ou minorar a Halitose, passa por ter uma boa higiene oral, limpar a língua com a escova ou limpadores próprios e antes de dormir bochechar com elixires. Os portadores de prótese dentária, devem lavá-la sempre e após as refeições e mergulhá-la uma vez por semana em soluções desinfectantes.
Deve-se beber muita água durante o dia, principalmente, se se sentir a boca seca e sobretudo nesse caso, devem-se estimular as glândulas salivares com pastilhas elásticas e rebuçados sem açúcar, isto porque a saliva tem uma função de limpeza e protecção da boca.
É importante fazer uma alimentação rica em alimentos fibrosos, evitando os muito condimentados e com forte odor (cebola e alho) e estar muito tempo sem comer, pois a alimentação é a melhor forma de estimular as glândulas salivares. O tabaco e o álcool são agentes a evitar, pois além de secarem a boca, são grandes promotores de halitose.
Se tem uma boa higiene oral e a halitose persiste, deve consultar o seu Médico Dentista e/ou Higienista Oral, pois só eles lhe poderão dizer se tem outros factores causadores de halitose, tais como, Cárie Dentária, Gengivite, Periodontite, baixo fluxo salivar, excesso de placa bacteriana e tártaro.
Como prevenir as doenças orais:
(1) Escovar os dentes depois das refeições principais e antes de dormir, com uma escova de dureza média ou macia e com um dentífrico com flúor, mantendo-o na boca pelo menos durante dois minutos;
(2) Passar o fio dentário uma vez por dia;
(3) Usar elixires, pois têm um importante papel na prevenção da cárie dentária e sensibilidade dentária;
(4) Fazer uma alimentação saudável (evitando doces entre as refeições e consumindo alimentos com fibras);
(5) Consultar o Médico Dentista e/ou Higienista Oral, duas vezes por ano.
Sofia Machado