Não se esqueça: tire partido da oferta da primeira consulta e opte por passar em duas ou três clínicas ou consultórios, no mínimo, para melhor se inteirar da sua saúde oral, consultar preços e solicitar orçamentos, tendo em consulta sempre a qualidade do serviço prestado. Depois, opte racionalmente para tomar a decisão mais acertada, tendo em conta em primeiro lugar a sua saúde.
segunda-feira, 29 de junho de 2009
362. Quando a primeira consulta é grátis
Não se esqueça: tire partido da oferta da primeira consulta e opte por passar em duas ou três clínicas ou consultórios, no mínimo, para melhor se inteirar da sua saúde oral, consultar preços e solicitar orçamentos, tendo em consulta sempre a qualidade do serviço prestado. Depois, opte racionalmente para tomar a decisão mais acertada, tendo em conta em primeiro lugar a sua saúde.
quarta-feira, 24 de junho de 2009
361) Fórum de Saúde Oral (Ordem dos Médicos Dentistas)
A maior parte das conquistas sociais actuais só foram conseguidas apenas com um grande esforço, dedicação e empenho de pessoas anónimas que fizeram o seu melhor pelo bem da sociedade. Também nós teremos de deixar a nossa marca para as futuras gerações, contribuindo de forma desinteressada pelas causas sociais. E, em Portugal, a saúde oral ainda não é considerada pelo Estado como sendo uma doença; por isso, junte-se nesta caminhada pela causa pública; participe e dinamize todas as acções que possam contribuir para a declaração da saúde oral como uma doença de saúde pública, em plena igualdade com as restantes especialidades médicas.
segunda-feira, 22 de junho de 2009
360) Há um maior cuidado na apresentação da boca
quarta-feira, 17 de junho de 2009
359) Opiniões acerca do Programa SERVIÇO DE SAÚDE - Saúde Oral (2009-06-16)
-positivamente esteve o Doutor João Pimenta, que foca exactamente o principal problema hoje em Portugal na área da saúde oral: os profissionais de saúde oral deveriam estar nos Centros de Saúde e Centros Hospitalares; há dinheiro para muitas coisas mas já não há dinheiro para ter dentistas nos Centros de Saúde. Estou também de acordo, ao comentar o sorriso sarcástico do Doutor Rui Calado, presente no programa, que sabe exactamente onde deveriam estar os profissionais de saúde oral existentes em Portugal;
-o Doutor Francisco Salvado, Coordenador do Serviço de Estomatologia do Hospital de Santa Maria também esteve muito bem, ao lembrar que o cheque-dentista chega apenas a menos de um milhão de portugueses, deixando de fora mais de nove milhões; questionou também acerca da necessidade de apoiar outros grupos de risco, nomeadamente os idosos com dificuldades de locomoção, os deficientes e os doentes oncológicos, além do perigo do abandono da saúde escolar. Já agora, permitam-me lembrar que aguardo esclarecimentos da Direcção-Geral de Saúde relativamente ao Protocolo da promoção da educação para a saúde em meio escolar, assinado entre os Ministérios da Saúde e da Educação no dia 7 de Setembro de 2006, conforme a postagem número 347 deste blogue, publicada no dia 8 de Maio do corrente ano e que, passado mais de um mês, continuo a aguardar pela resposta; tenho algumas dúvidas que o referido protocolo não tenha passado disso mesmo, tendo morrido no mesmo dia em que foi assinado.
-pelo contrário, muito mal esteve o Doutor Paulo Melo, da direcção da Ordem dos Médicos Dentistas, ao considerar que a realidade nacional mudou muito e que seria desadequado que o Serviço Nacional de Saúde gastar uma enorme quantidade de recursos humanos e financeiros em equipar os Centros de Saúde; é exactamente esta posição defendida pelo Doutor Paulo Melo que faz com que cada vez mais se agrave o problema da saúde oral dos portugueses. Com estas opiniões simplesmente estaremos a andar para trás, pois negar a integração dos serviços de saúde oral nos centros de saúde será infelizmente dar continuidade a mais do mesmo, afastando cada vez mais a maior parte da população, obrigada a pagar impostos, de qualquer acesso à saúde oral, assim meia privada;
-por último, saliento aquilo que o Doutor Rui Calado afirmou, ao comentar que a saúde oral não é considerada uma doença em Portugal; eu acrescento, opinião a começar pelos políticos e seguida pelo próprio Ministério da Saúde;
-tenho pena que ninguém tenha falado, durante o programa, que todos os portugueses são obrigados a pagar impostos para a formação dos médicos dentistas mas que, depois de formados, os médicos dentistas não estão disponíveis para tratar a saúde oral de todos os portugueses; mais, considero uma falta de moralidade e extremamente malicioso haver preocupações com gastos de recursos hoje, quando todos sabem os ganhos e poupanças de recursos que se começariam imediatamente a obter no dia de amanhã.
DEIXE A SUA OPINIÃO NOS COMENTÁRIOS.
357) Enxaguante bucal favorece câncer de boca
GazetaWEB.com
sexta-feira, 12 de junho de 2009
356) Cheque-dentistas: Como passar do elogio à desilusão … Tenham vergonha!!!
O primeiro-ministro marcou presença numa sessão realizada no agrupamento de escolas Nuno Gonçalves, na Penha de França, em Lisboa, depois de ter entregue os primeiros cheques-dentista a alunos com sete, dez e treze anos, e destacou como principais características do programa “a livre escolha do prestador, garantia de equidade e ausência de listas de espera”. Segundo José Sócrates, com o arranque da atribuição dos primeiros cheques dentista a jovens estudantes, o SNS “deu um passo muito importante”:
* * *
Atrasos nos pagamentos afastam dentistas
dos cheques-dentistas
Mais uma vez primeiro o elogio que a realidade vem depois; para quem não esteja minimamente atento, é bom que comece a pensar nas boas intenções dos governantes que temos. Afinal, para quando primeiro a obra e só depois os elogios?
Gerofil
quarta-feira, 10 de junho de 2009
355) Escovas macias e dentes limpos
A escovação dos dentes dos bebês e crianças deve ser feita de uma forma prazerosa e divertida, justamente para estimular o hábito da escovação e garantir a qualidade da saúde oral nos anos seguintes. De acordo com o dentista Hugo Roberto Lewgoy, nesta fase da vida, deve-se tomar muito cuidado para não provocar uma aversão dos pequeninos em relação aos hábitos de higiene oral.
— As gengivas dos bebês e das crianças são muito delicadas e sensíveis. Recomendo o uso das escovas com um grande número de cerdas e de textura ultramacia — explica o especialista.
Oferecer ao público infantil uma escova eficiente e que possibilite a correta higienização dos dentes sem machucar ou traumatizar as gengivas, é a maior contribuição que os pais podem oferecer para garantir a saúde oral por toda vida de seus filhos. Por isso, a escova é indicada logo após a erupção dos primeiros dentes decíduos (também conhecidos como "dentes de leite"), entre cinco e nove meses, até os seis ou sete anos de idade, quando ocorre o início da erupção dos dentes permanentes.
Uma questão importante, é que a escova infantil não pode ser apenas bonita ou cheia de apelos visuais chamativos, ela precisa ter muita qualidade e não pode machucar as gengivas.
— A escova deve apresentar características desenvolvidas especificamente para esta faixa etária como, por exemplo, a presença de uma cabeça pequena e anatômica, cerdas arredondadas e polidas e um cabo que se adapte facilmente às pequenas mãozinhas — explica.
sábado, 6 de junho de 2009
354) Análise ao Estudo Nacional de Prevalência das Doenças Orais 2008 (7ª Parte)
O cálculo dos índices de cárie dentária permitiu verificar que o seu valor cresce à medida que aumenta a idade das crianças e jovens, o que pode supor uma condição associada a um desleixo da saúde oral à medida que as crianças e os jovens crescem e/ou a uma maior atenção da saúde oral das crianças quando estas são mais pequenas. Não nos podemos esquecer as mudanças do meio que as crianças e os jovens vão tendo à medida que vão crescendo, o que poderá também contribuir para a evolução atrás referida. Estarão os jardins-de-infância e os estabelecimentos escolares do primeiro ciclo mais aptos em apoiar e ajudar de uma melhor forma e mais consistentes do que os outros níveis superiores de ensino? Se sim, porque será?
Cárie dentária aos 6 anos de idade - Muito preocupante é a discrepância registada entre as várias regiões do país: “Na dentição temporária, a Madeira, com um índice cpod de 3,61, apresentava a maior prevalência de doença, sendo a diferença, estatisticamente significativa face à média nacional. Na dentição permanente, os Açores, tinham um índice CPOD de 0,24, que era triplo da média nacional. As regiões do Centro (0,02), de Lisboa e Vale do Tejo e do Algarve (0,03) apresentavam os valores mais baixos; estas variações são estatisticamente significativas. (…) Por regiões de saúde a percentagem de dentes temporários cariados (aos seis anos de idade) era muito elevada, variando entre 83% no Alentejo e Açores e 94% em Lisboa e Vale do Tejo.”
Estes contrastes evidenciam claramente a falta de oportunidade de acesso à saúde oral em grande parte do território nacional, constituindo uma gravíssima injustiça praticada sobre as crianças que vivem em zonas desfavorecidas; por outras palavras, na saúde oral prova-se a discriminação feita em benefício das regiões mais ricas, prejudicando sempre as regiões mais pobres (lógica absurda se pretendermos falar em coesão nacional, pois são as crianças que vivem nas regiões mais desfavorecidas que têm menos garantias de saúde oral).
Cárie dentária aos 12 anos de idade – Neste estudo apurou-se que, aos 12 anos de idade, “as regiões do Alentejo, do Norte e dos Açores, como as que apresentam grupos de jovens com índices de cárie dentária mais elevados”. São também o Alentejo e os Açores onde há jovens com menos dentes tratados. Assim, o estudo realizado permite concluir que as cáries dentárias incidem com mais frequência nos jovens que não têm os dentes tratados.
Note-se que o estudo salienta que estas variações são significativas, tendo em conta a média nacional; quer isto dizer que há disparidades regionais significativas no país e que, como tal, a residência geográfica dos jovens de 12 anos de idade determina directamente a sua saúde oral.
Obviamente existirão factores culturais intrínsecos às famílias que determinam a importância dada aos cuidados de saúde oral das crianças até aos 12 anos de idade, mas os significativos contrastes identificados entre as diferentes regiões também terão a haver, em grande medida, com as políticas ignóbeis de saúde seguidas pelo país ao longo das últimas décadas e que contribuíram para o acentuar da descriminação das regiões mais periféricas.
Urge, pois, implementar com urgência a transferência de meios e de recursos públicos para aonde hoje existem tantas carências; compete aos organismos públicos aplicar políticas que incentivem entidades e profissionais de saúde oral a fixarem-se junto dos que mais necessitam; enquanto não surgirem essas políticas, as crianças que hoje vivem no Alentejo e nos Açores encontram-se muito mais desprotegidas e sem as mesmas condições de acesso a cuidados de saúde oral que existem noutras regiões do país; naturalmente, este facto trará consequências incalculáveis que se irão prolongar por toda a vida destas crianças.
terça-feira, 2 de junho de 2009
353) 10 Conselhos para manteres o teu sorriso sempre bonito
2. Utiliza uma escova do tamanho adequado, macia e com uma cabeça pequena, para evitar lesões sobre os dentes e gengivas;
3. Procura utilizar sempre um dentífrico com 1.000 a 1.500 ppm de flúor (pergunta ao teu dentista qual o dentífrico mais adequado para os teus dentes);
4. Evita escovar os dentes só na horizontal; coloca a escova ligeiramente inclinada, na passagem pelos dentes, para que estes não se desgastem com o tempo;
5. Utiliza diariamente fio dentário, antes da escovagem, para retirar restos alimentares e bactérias dos espaços que existem entre os dentes e entre estes e as gengivas;
6. Segue as recomendações do teu dentista na utilização de elixir para o bochecho;
7. Procura manter os dentes bem limpos, sobretudo junto à linha gengival, evitando a placa bacteriana e tártaro;
8. Efectua uma revisão dentária regular, preferencialmente de 6 em 6 meses, e um check-up oral pelo menos uma vez durante o ano;
9. Mantém uma dieta equilibrada e procura substituir os doces por alimentos mais nutritivos como o queijo, frutos ou vegetais frescos;
10. Se tens sensibilidade dentária visita o seu dentista porque pode ser um indicador de uma cárie dentária, um dente fracturado.
quinta-feira, 28 de maio de 2009
352) Intervenção inicial da Ministra da Saúde na audição da Comissão Parlamentar de Saúde
Este ano o Serviço Nacional de Saúde (SNS) faz 30 anos. Nestas décadas foram muitas as mudanças demográficas, sociais, económicas e culturais às quais o SNS teve de se adaptar. Temos dado continuidade às reformas que fazem parte do programa deste Governo, implementando as medidas consideradas relevantes. As políticas certas são para levar até ao fim. A nossa responsabilidade é para com o cidadão. Trinta anos depois, defendemos um Serviço Nacional de Saúde revigorado e capaz de responder às novas necessidades, mas assente nos mesmos princípios: universal, geral e tendencialmente gratuito, como um dos alicerces do Sistema de Saúde Português.
Estão, ainda, a ser disponibilizados mais 20 mil cheques-dentista para o tratamento de crianças com necessidades identificadas nos exames globais de saúde, dos 4-5 anos, antes da entrada para o ensino obrigatório.
segunda-feira, 25 de maio de 2009
351) Higiene oral em crianças com menos de dois anos - Conselhos para os jovens papás!
-Corta-unhas com pega antiderrapante;
-Escove a parte de cima dos dentes (superfície mastigatória) com movimentos de "vai-vem";
-Escove também a língua.
Importante: o uso da pasta de dentes não é recomendável nesta idade, porque ela contém flúor, que é tóxico se ingerido em grande quantidade. Se desejar usar a pasta, aplique uma quantidade bem pequena. Não corra riscos. Em caso de grande ingestão de pasta de dente, procure o médico imediatamente.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
350) S.Pedro do Sul: Câmara Municipal distribui kits de higiene oral às crianças
Para o vereador da Educação e Acção Social da autarquia, Rogério Duarte, “uma boa prenda que os pais, encarregados de educação e a sociedade em geral podem oferecer aos mais pequenos é a possibilidade de terem uma dentição saudável, que os acompanha até ao final das suas vidas. A Câmara Municipal, atenta e preocupada com o bem-estar das gerações futuras, quer dar o ‘pontapé de saída’ para um processo que julga ser de extrema importância – a saúde, neste caso a saúde oral. Acreditamos que as crianças de hoje, um dia reconhecerão o quão importante foi, para a sua saúde, esta iniciativa”.
Numa altura em que altos dirigentes políticos do país estão mais concentrados para discutirem se as escolas passam a ser porta aberta para a distribuição de preservativos a adolescentes desnecessitados e sem fome do que prestar cuidados de saúde a quem precisa como pão para a boca, resta o poder autárquico que vai colmatando as obrigações dos Ministérios da Educação e da Saúde (já que estes nada fazem pela saúde primária das crianças e adolescentes que frequentam as escolas do país, votados a todo o tipo de abandono e à sorte do seu dia a dia).
sábado, 16 de maio de 2009
349) “A boca não deve ser tratada só quando dá problemas"
JORNAL DAS CALDAS : Hoje em dia ouvimos falar muito de implantes dentários. O que são?
Gonçalo Seguro Dias - O implante dentário é um meio artificial para substituição de uma ou mais raízes perdidas, sendo constituído à base de titânio, o qual é um material osteointegrável, isto é, que não é rejeitado. Estamos a falar de uma técnica que tem 97 a 99% de sucesso.
J.C: Quem pode colocá-los?
G.S.D. - Qualquer pessoa pode fazer implantes, desde que o seu médico dentista não encontre nenhuma contra-indicação.
J.C.: E não é um procedimento muito complexo?
G.S.D - Não, trata-se de uma técnica que evoluiu muito nos últimos anos e que simplificou todo o procedimento. Numa primeira fase, sob anestesia local (idêntica à utilizada para tratar um dente com cárie), o seu dentista coloca o número de implantes programados e adequados ao seu caso (em função do número de dentes ausentes). Passados 3 a 5 meses, é confeccionada a prótese fixa definitiva que substitui os dentes perdidos, e que ficará apoiada nos implantes colocados anteriormente.
J.C.: E qualquer dentista pode fazer o procedimento?
G.S.D. - Trata-se de um procedimento cirúrgico e, como tal, deve ser realizado por um especialista. Naturalmente, as pessoas devem informar-se sobre o procedimento e obter toda a informação possível. Tudo deve ser explicado aos pacientes.
J.C.: É realmente possível uma pessoa sair logo com dentes fixos?
G.S.D. - Sim, na maioria dos casos conseguimos que os pacientes possam sair da clínica com dentes fixos provisórios.
J.C.: Existe um grande número de pessoas a procurar estes tratamentos?
G.S.D. - Posso-lhe dizer que em 2008 fizemos 400 implantes, que temos pacientes portugueses, ingleses, irlandeses, suíços, etc. Isto é, para um grande número de pessoas é a única solução.
J.C.: Participou recentemente no programa “Doutor, preciso de ajuda”, da TVI. São realmente possíveis transformações tão grandes?
G.S.D. - Hoje em dia tudo é possível. Conseguimos dar dentes a pacientes com osso, sem osso, é tudo uma questão de técnica. O que os pacientes têm de compreender é que é um processo que é feito em várias etapas.
J.C.: Na sua opinião, quais são os principais méritos do programa?
G.S.D. - Penso que teve um papel muito importante em informar os pacientes sobre muitos aspectos da medicina dentária, de certo modo desmistificou uma série de conceitos.
J.C. - E como é a saúde oral dos portugueses?
G.S.D. - Má em relação à média dos países desenvolvidos. Chegamos a ter pacientes entre os 30 e os 40 anos sem dentes, que não conseguem mastigar…isto é qualidade de vida? A minha grande batalha é tentar que os portugueses comecem a pensar que a boca é um bem essencial e não um mal necessário que deve ser tratado só quando dá problemas.
J.C.: Como vê a Medicina Dentária em Portugal?
G.S.D.- Temos em Portugal dos melhores médicos dentistas a nível mundial. Temos profissionais que são requisitados para dar cursos no estrangeiro, que estão envolvidos em projectos muito interessantes ao nível das faculdades. Nesse aspecto melhoramos muito em relação às últimas décadas. Agora o que não é possível é o mesmo dentista saber tudo de todas as áreas. Se queremos trabalhar com qualidade, teremos de trabalhar em equipa, por áreas de especialização. Esse é o futuro. É a única maneira de garantirmos aos nossos pacientes que estão a ter o melhor tratamento. Por isso, hoje temos uma grande equipa e o meu lema é a qualidade.
Marlene Sousa
terça-feira, 12 de maio de 2009
348) Higiene Oral
A higiene oral é uma prática muito antiga e faz parte da construção e do reforço positivo da auto-imagem. As principais doenças e alterações orais provocadas por uma deficiente higiene oral são: a Cárie Dentária, a Gengivite, a Periodontite e a Halitose.sexta-feira, 8 de maio de 2009
347) Balanço do Programa Nacional de Saúde Escolar
Atendendo que o referido programa visa a “Promoção da saúde oral”, “Monitorizar a realização do Exame Global de Saúde, aos 5-6 anos e 11-13 anos”, “Promover o desenvolvimento de competências pessoais e sociais e identificar as crianças em risco de distúrbios comportamentais”, "Promover a equidade entre alunos”, tendo como finalidade, entre outras, a de “Promover e proteger a saúde e prevenir a doença na comunidade educativa” e “Contribuir para a promoção de estilos de vida saudáveis”, tendo como público-alvo “Toda a comunidade educativa dos Jardins-de-infância, das Escolas do Ensino Básico e do Ensino Secundário e outras instituições com intervenção em meio escolar”, e dando cumprimento ao Protocolo assinado no dia 7 de Fevereiro de 2006 entre os Ministérios da Saúde e da Educação, solicita-se um balanço pormenorizado e discriminado por regiões/distritos das intervenções realizadas nas escolas no âmbito da saúde oral, nomeadamente o número de consultas da especialidade de Medicina Dentária a que as crianças e adolescentes já tiveram acesso após aquele protocolo, bem como dos tratamentos efectuados e acompanhamento actualmente feito nas escolas básicas e secundárias do país.
Mais se agradece a divulgação de outras parcerias estabelecidas, bem como toda e qualquer informação que se torne pertinente e que deva ser transmitida a todas as escolas, a fim de garantir uma igualdade de acesso ao referido programa por parte de todas as crianças e adolescentes que frequentam o ensino básico e secundário de todo o país.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
346) CONSTÂNCIA: Protocolo na área da Saúde Oral
O protocolo tem como principais objectivos: reduzir os níveis de cárie dentária na dentição permanente dos jovens que frequentam o 1º e o 2º Ciclo do Ensino Básico do Concelho de Constância, complementar o programa básico de saúde oral em Constância, assegurando que todas as crianças escolarizadas do 1º e do 2º ciclo tenham acesso a este programa.
* * *
Espera-se que haja resultados e que os mesmos sejam sempre divulgados e tornados públicos; é preciso que os protocolos estabelecidos produzam resultados reais e que não passem de simples manobras teóricas que depois mais tarde não produzem qualquer efeito real e acarretam gastos completamente desnecessários ao orçamento público.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
345) A saúde oral proposta pelos partidos representados na Assembleia da República
Portugal tem um Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral, elaborado em 2005; ao ler o Programa, os cidadãos ficam ainda a saber que “ao sector público compete assegurar a promoção da saúde, a prevenção das doenças orais e a prestação de cuidados de saúde dentários, passíveis de serem realizados no Serviço Nacional de Saúde (SNS). Ora a verdade é que os cuidados de saúde médico-dentários não são, nem pouco mais ou menos, satisfeitos pelo SNS.
Existem actualmente 6 mil dentistas em Portugal, inscritos na Ordem dos Médicos Dentistas, número mais do que suficiente para cobrir as necessidades nacionais. A este propósito, o Bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas afirmou, há poucos meses, que a Ordem poderá ser obrigada a limitar o acesso à profissão. Uma das razões apontadas para o excesso de médicos dentistas deve-se ao número de faculdades e de alunos inscritos, que é bastante avultado dificultando, assim, o escoamento total destes profissionais no mercado de trabalho português. Importa realçar que, todos os anos, saem para o mercado de trabalho 600 novos licenciados e que cerca de 247 dentistas portugueses estão a trabalhar no estrangeiro.
No entanto, e apesar do aparentemente elevado número de dentistas no nosso país, os cuidados de saúde oral no SNS são praticamente inexistentes! Do que se sabe, existem apenas 43 unidades de estomatologia em todo o país, unidades essas que só tratam internados e situações graves.
1. Para tentar confirmar o número de unidades de estomatologia, em Junho de 2008, o CDS-PP enviou por escrito uma pergunta à Senhora Ministra da Saúde, questionando quantos serviços de estomatologia/medicina dentária existem nos Hospitais do SNS; quantos e quais os Centros de Saúde e USF que têm cuidados de saúde oral; e quantos médicos dentistas e estomatologistas exercem funções no SNS, discriminados por Hospitais, Centros de Saúde e USF. O CDS-PP já reenviou esta pergunta mais duas vezes – a última no passado dia 9 de Abril – e, até hoje, a Senhora Ministra nunca respondeu, como é sua obrigação regimental.
Podemos, assim, deduzir que apesar das recomendações internacionais e apesar da existência de um Programa Nacional, as medidas deste Governo para assegurar os cuidados de saúde oral aos cidadãos ficaram-se apenas pela distribuição dos cheques-dentista, apresentados no Orçamento de Estado 2008 e destinados a crianças, grávidas e idosos.
2. O CDS-PP já apresentou, por diversas vezes, uma iniciativa legislativa pedindo a inclusão dos médicos dentistas na carreira dos Técnicos Superiores de Saúde, que foi rejeitada pela maioria socialista.
3. Também defendemos que todos profissionais liberais – médicos e tecnologias da saúde oral incluídos, naturalmente – que pratiquem acções de voluntariado, dando o seu tempo para tratar gratuitamente a saúde dos mais desfavorecidos, possam descontar no IRS as horas que dedicam ao voluntariado.
O CDS-PP entende que muitas medidas têm de ser tomadas em matéria de saúde oral. Medidas que se traduzem nas seguintes questões: onde está a intervenção de prevenção da cárie dentária, que deveria ser realizada nas escolas? Foi ou está a ser feita? Em que escolas? Quantas crianças e adolescentes abrange? Quantos cidadãos podem recorrer ao SNS para obter cuidados de saúde oral, com garantias de atendimento? Em que localidades do país? Quantas acções de formação foram feitas junto das famílias portuguesas? Quantas campanhas de informação e sensibilização foram realizadas a nível nacional? O Ministério da Saúde faz a avaliação dos serviços prestados pelos médicos dentistas contratualizados? Como é feita essa avaliação? Estará Portugal em condições de atingir em 2020 as metas estabelecidas pela OMS?
Infelizmente, estas perguntas continuam sem resposta. Pior, estas e muitas mais matérias relativas à saúde oral continuam sem acção por parte deste Governo. Permanecem esquecidas.
Portugal, um país da União Europeia, em pleno século XXI orgulha-se de distribuir computadores “Magalhães” nas escolas, orgulha-se de, em tempo de crise, poder investir em projectos megalómanos como um novo aeroporto ou o TGV, mas não pode orgulhar-se de assegurar aos seus cidadãos alguns dos cuidados de saúde mais básicos e elementares como são os cuidados de saúde oral.
É em casos como este que entendemos que Portugal deve olhar, com humildade, para um país lusófono, o Brasil, cuja saúde oral é das mais avançadas do Mundo. Este país tomou a decisão política, há décadas, de apostar fortemente na saúde dentária, como factor de saúde pública de pleno direito. Iniciaram-se campanhas de sensibilização em todo o território do país (de dimensão incomparavelmente maior que Portugal) para incutir na população uma ideia: um sorriso com dentes saudável é FUNDAMENTAL. Nas escolas, as crianças e jovens são acompanhados desde cedo para uma preocupação constante com a higiene e saúde oral; em meio hospitalar, todos são acompanhados para não deixarem de cuidar dos seus dentes.
Assim, Portugal deverá assumir a saúde oral como uma prioridade, designadamente:
- Criando campanhas eficazes junto da população (sobretudo a jovem);
- Dignificação dos profissionais;
- criação da carreira ou maior contratualização do Estado com médicos dentistas.
domingo, 19 de abril de 2009
344) EDUCAÇÃO ALIMENTAR: Conselhos aos pais
Educação alimentar
• os alimentos açucarados, sólidos e aderentes aosdentes são os mais cariogénicos;
Fonte:Portugal. Direcção-Geral da Saúde – Divisão de Saúde Escolar, Manual de Boas Práticas em Saúde Oral para quem trabalha com crianças e jovens com necessidades de saúde especiais. –Lisboa, Direcção-Geral da Saúde, Divisão de Saúde Escolar, 2002.
quarta-feira, 15 de abril de 2009
quinta-feira, 9 de abril de 2009
342) Análise ao Estudo Nacional de Prevalência das Doenças Orais 2008 (7ª Parte)
O cálculo dos índices de cárie dentária permitiu verificar que o seu valor cresce à medida que aumenta a idade das crianças e jovens, o que pode supor uma condição associada a um desleixo da saúde oral à medida que as crianças e os jovens crescem e/ou a uma maior atenção da saúde oral das crianças quando estas são mais pequenas. Não nos podemos esquecer as mudanças do meio que as crianças e os jovens vão tendo à medida que vão crescendo, o que poderá também contribuir para a evolução atrás referida. Estarão os jardins-de-infância e os estabelecimentos escolares do primeiro ciclo mais aptos em apoiar e ajudar de uma melhor forma e mais consistentes do que os outros níveis superiores de ensino? Se sim, porque será?
Cárie dentária aos 6 anos de idade - Muito preocupante é a discrepância registada entre as várias regiões do país: “Na dentição temporária, a Madeira, com um índice cpod de 3,61, apresentava a maior prevalência de doença, sendo a diferença, estatisticamente significativa face à média nacional. Na dentição permanente, os Açores, tinham um índice CPOD de 0,24, que era triplo da média nacional. As regiões do Centro (0,02), de Lisboa e Vale do Tejo e do Algarve (0,03) apresentavam os valores mais baixos; estas variações são estatisticamente significativas. (…) Por regiões de saúde a percentagem de dentes temporários cariados (aos seis anos de idade) era muito elevada, variando entre 83% no Alentejo e Açores e 94% em Lisboa e Vale do Tejo.”
Estes contrastes evidenciam claramente a falta de oportunidade de acesso à saúde oral em grande parte do território nacional, constituindo uma gravíssima injustiça praticada sobre as crianças que vivem em zonas desfavorecidas; por outras palavras, na saúde oral prova-se a discriminação feita em benefício das regiões mais ricas, prejudicando sempre as regiões mais pobres (lógica absurda se pretendermos falar em coesão nacional, pois são as crianças que vivem nas regiões mais desfavorecidas que têm menos garantias de saúde oral).
segunda-feira, 6 de abril de 2009
341) Qual a Saúde Oral que os partidos políticos querem para Portugal?
Agora que estão decorridos trinta e cinco anos após o 25 de Abril de 1974 e mais de vinte após de integração de Portugal na União Europeia, a saúde oral em Portugal continua a ser tratada de uma forma anacrónica e lastimável pelos governos, com intervenções pontuais e de fachada, sem colmatar quaisquer causas pela raiz, pelo que urge informar todos os portugueses pelas soluções que os várias organizações políticas se propõem trabalhar na próxima legislatura para mudar radicalmente o panorama actual da prestação de cuidados de saúde oral no nosso país.
Agradece-se o envio das propostas (máximo duas páginas de tamanho A4), que serão publicadas no Blogue SAÚDE ORAL, a fim de os portugueses poderem ser informados e poderem escolher livremente aquelas que considerarem melhor servir a população e o país.
quarta-feira, 1 de abril de 2009
340) Dentes de leite - como mantê-los saudáveis?
segunda-feira, 30 de março de 2009
339) Século XXI: O descalabro da saúde oral em Portugal
“Sou médica dentista e trabalho num centro de saúde a atender só crianças dos 3 aos 18 anos. Estou em risco de ficar desempregada devido à criação do famoso cheque dentista que não é mais do que atirar areia para os olhos do nosso povo... uma criança com 8 anos, por exemplo, terá de esperar até aos 10 para tratar um abcesso? Uma criança com 5 anos já com os primeiros molares terá de esperar até aos 7 para selantes?”
O segundo comentário é de quem também está no terreno e sabe o que vai acontecer à maioria das crianças e jovens com quem está a lidar: daqui a cinco, dez ou quinze anos (2015, 2020 ou em 2025) muitos deles terão perdido metade (escrevi bem, metade) dos dentes porque agora não têm qualquer hipótese de terem acesso a cuidados de saúde oral (falo claro, cuidados de saúde oral no sentido exacto do termo):
“Trabalho como psicóloga num agrupamento de escolas inserido num bairro social muito problemático. Tenho lá alunos que tenho a clara percepção que quando chegarem à idade adulta, não terão metade dos dentes, ou seja, a prevenção nestes jovens já era. Necessitam de inúmeros tratamentos, mas os adultos responsáveis por eles reclamam não conseguir pagar as consultas.
E sabem mais? O senhor Primeiro Ministro, a Senhora Ministra da Saúde, a Senhora Ministra da Educação, o Senhor Director-Geral da Saúde, os senhores Deputados à Assembleia da República, o Senhor Presidente da República e a Ordem dos Médicos Dentistas têm conhecimento destes factos. E o que fazem para os resolver? Todos sabemos que estes senhores lidam com dezenas de milhares de milhões de euros e que bastava tão pouco para que este problema não fosse um cancro dentro do nosso país; apenas a má fé própria de todos eles (vá lá o diabo saber porque agem assim) negam o acesso à saúde oral a largas centenas de milhares de crianças e jovens do país, com consequências devastadoras para o resto das suas vidas.
quarta-feira, 25 de março de 2009
338) Mais de 200 mil crianças abrangidas com cheques-dentista
Em declarações à Agência Lusa, Manuel Pizarro explicou que vão ser abrangidas por esta medida 210 mil crianças. "Todas as crianças que completam este ano sete, dez anos e 13 anos e que frequentam o ensino público", sublinhou. Haverá ainda 20 mil cheques para crianças do ensino pré-escolar, com quatro e cinco anos, que sejam indicadas pelos seus médicos de família, revelou à Lusa.
Segundo Manuel Pizarro, as crianças com sete e dez anos receberão no máximo dois cheques e os de 13 anos três. "Se tomarmos como referência o que está a acontecer com as grávidas que recorrem ao Serviço Nacional de Saúde e que recebem cheques-dentista desde Maio de 2008, cada cheque dá para fazer em média dois tratamentos", justificou.
A medida insere-se no Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral (PNPSO), que foi elaborado pela Direcção-Geral de Saúde e pelas organizações profissionais que representam os médicos dentistas e os estomatologistas. "Eu julgo que todos reconhecemos que uma das limitações do Serviço Nacional de Saúde era o acesso à saúde oral", afirmou o secretário de Estado, acrescentando: "Pretendemos, de uma forma equilibrada e tecnicamente sustentada, ir aos poucos introduzindo programas de saúde oral que valorizem o Serviço Nacional de Saúde".
Em 2008, foram as grávidas e os idosos abrangidos por esta medida, que em 2009 foi alargada às crianças. "Isto é para ter continuidade que seja sustentável do ponto de vista técnico e financeiro e que permita que os portugueses possam sorrir com um sorriso mais bonito", acrescentou.
Os utentes beneficiários têm liberdade de escolha dos médicos estomatologistas e dentistas aderentes, que constam de uma lista nacional disponível nas unidades funcionais dos agrupamentos de centros de saúde e no sítio electrónico
Em vez de efectuar um projecto inovador e de eficácia, de acesso a todas as crianças e adolescentes, com base naquele estudo, valorizando a qualidade e não os números, voltamos a assistir a iniciativas governamentais de pura demagogia e propaganda em véspera de eleições, pois o que interessa são números e mais número, sem qualquer interesse pela qualidade, durabilidade e sustentabilidade das medidas tomadas.
Espera-se que as entidades profissionais ligadas ao sector da saúde oral saibam demarcar-se destas medidas demagógicas, não alinhando na distribuição de rebuçados às crianças, propondo políticas de saúde oral alternativas e que sejam eficazes e eficientes e que tenham única e exclusivamente o interesse das crianças e jovens portugueses.
terça-feira, 24 de março de 2009
337) Ordem quer baixa do IVA nos dentífricos com flúor como "medida de saúde pública"
"O flúor é comprovadamente uma substância eficaz na prevenção e por isso os dentífricos não devem ser taxados como qualquer perfume ou outro cosmético", a 20 por cento, disse. A Ordem já solicitou a alteração da taxa em 2007, em carta enviada ao então ministro da Saúde Correia dos Campos, mas não obteve qualquer resposta.
A OMD pretende que as pastas, actualmente consideradas produtos de luxo cosméticos, sejam reclassificadas como bens essenciais preventivos e terapêuticos, como já aconteceu com fraldas e preservativos. Depois da reclassificação, a diminuição da taxa de IVA pode ficar inscrita no Orçamento de Estado, previu Orlando Monteiro da Silva.
Por outro lado, os refrigerantes ou os chupa-chupas são tributados a cinco por cento "quando são produtos altamente cariogénicos", notou ainda o bastonário. Fonte da Direcção-Geral da Saúde (DGS) indicou hoje que qualquer decisão nesta área é "política" e que a DGS não recebeu pedido para se pronunciar. Cabe à DGS avaliar e sustentar tecnicamente a relevância e importância dos pedidos, acrescentou a mesma fonte à Lusa.
Fonte da Autoridade Nacional do Medicamento (INFARMED) referiu ser responsável pela garantia de qualidade do que é colocado no mercado em termos de medicamentos, produtos cosméticos e de higiene corporal. Para ser considerado como medicamento, os fabricantes terão de submeter o produto às diversas entidades europeias competentes, explicou ainda a mesma fonte.
O bastonário sustentou, por seu lado, não pretender que as pastas passem a medicamentos, o que acarreta um complexo processo, mas a bens essenciais e lembrou que a reclassificação cabe a cada Estado-Membro. À Lusa, o responsável exemplificou a diferença do IVA taxado entre Portugal (20 por cento) e Espanha (7 por cento) nos materiais de uso médico dentário.
Não é apenas a descida do IVA sobre as pastas dentífricas; a OMD deve e tem a obrigação de ir muito mais longe e exigir firmeza e determinação na resolução do problema do abandono dos cuidados de saúde oral a prestar à população feito pelo actual governo do Partido Socialista, bem como pelos outros que o antecederam.
Porque somos todos nós a pagar impostos para a formação dos médicos dentistas em Portugal; estes médicos formados não podem depois estar apenas ao serviço das pessoas ricas e abandonar ao esquecimento a assistência que devem ter com o resto da população que pagou a sua formação com o dinheiro dos seus impostos.
É lamentável a desgraça que se abate sobre os mais desfavorecidos, nomeadamente crianças, jovens e idosos a quem é descurado qualquer tipo de acesso a cuidados dignos de saúde oral, apesar de sermos um país membro de pleno direito da União Europeia.
quinta-feira, 19 de março de 2009
336) Portugal e Espanha: duas formas distintas e completamente opostas de tratar a saúde oral das crianças
O Ministério da Saúde lançou uma campanha de saúde oral em que todas as crianças espanholas entre 7 e 15 anos podem visitar gratuitamente o dentista durante o ano de 2009. Bernat Soria, ministro da Saúde e Defesa do Consumidor, disse que "o objectivo é que a saúde oral diz respeito a todos e que o sorriso de cada criança nunca deverá depender da sua condição social." Assim, irá promover a extensão destes serviços em Espanha, com a assinatura de acordos com as Comunidades Autónomas. O projecto inclui uma ampla cobertura de serviços odontológicos, a partir de revisões anuais a um tratamento especial, através de obturação, extracção de dentes ou limpeza da boca, por exemplo.
* * *
O mesmo problema em dois países irmãos: em Espanha faz-se campanhas de prevenção para eliminar o problema; em Portugal "esconde-se" o problema para evitar a prevenção.
Completamente vergonhoso o comportamento das entidades públicas e privadas portugueses, relacionadas directamente com a área da saúde oral, ao restringirem o acesso das crianças e jovens a cuidados de saúde primários consoante a sua classe social; não foi para isto que se fez o 25 de Abril de 1974. É imperativo denunciar o escândalo, cá e no estrangeiro, pois todos estamos a pagar impostos de igual modo para a formação dos dentistas e estomatologistas, que não podem estar só ao serviço das classes sociais ricas.
Gerofil
segunda-feira, 16 de março de 2009
335) Verbas do Orçamento de Estado suficientes para «manter e melhorar» cuidados de saúde, diz ministra
Segundo a Ministra da Saúde, «gerir bem não significa cortar, significa pensar nos recursos que existem e nas necessidades que há». «É fundamental definir prioridades, envolver os profissionais e também a população, que tem de ser capaz de recorrer aos serviços de saúde de forma racional e responsável», afirmou Ana Jorge.
A propósito da proposta de Orçamento de Estado para 2009, a ministra frisou que foi feita «com realidade e pensando naquilo que é possível fazer desde que seja bem gerido». Para a responsável, as prioridades «estão definidas», destacando-se a continuidade das reformas dos cuidados de saúde primários e dos cuidados continuados e hospitalares, além dos «programas de saúde que fazem parte do plano nacional e que tem de ser acompanhado».
No que concerne a listas de espera em cirurgia e saúde oral, Ana Jorge afirmou que «vamos dar enfoque nalgumas áreas para melhorar aspectos complicados».
O avanço tecnológico pode libertar muitos recursos do Serviço Nacional de Saúde desperdiçados em burocracia para ser implantado directamente na prestação de cuidados de saúde.
Por exemplo, porque é que o Ministério da Saúde não transfere as verbas que gasta em saúde oral para as escolas ou para os centros de saúde? Poder-se-ia assim ganhar imenso em termos de produtividade e resultados em saúde oral; enquanto tal não acontecer, é o desespero de quem precisa e vê recusado tratamentos de saúde oral, especialmente as camadas da população mais carenciada, crianças e idosos a quem lhes é negado qualquer possibilidade de um tratamento eficaz em tempo útil.
Palavras para quê? Exige-se é acção e basta de burocracia nos organismos do Ministério da Saúde.
segunda-feira, 9 de março de 2009
334) Acção de Formação em Voluntariado (ONG Mundo a Sorrir)
E é neste contexto, que nos dirigimos aos Estabelecimentos de Ensino de Medicina Dentária e outros parceiros de comunicação no sentido de solicitar autorização para a divulgação da n/Acção de Formação em Voluntariado junto dos v/associados e Bloguistas, assim como perguntar qual a melhor maneira para o fazermos. Aproveitamos este momento, para informar dos dois grandes projectos a que vamos dar início, ambos aprovados pelo Alto Comissariado da Saúde, e no caso da Clínica, também pela Fundação EDP Solidária:
1) “Projecto Saúde Oral sobre Rodas”, um autocarro que circulará pela cidade, visitando as escolas do 1º ciclo, e onde serão efectuadas sessões de esclarecimento e formação, tendo como objectivos principais da sua intervenção: a promoção de Campanhas de Informação, Prevenção e Promoção da Saúde Oral e desenvolvimento de um trabalho que concorra para a melhoria das condições de vida das famílias. Pretendendo-se também, com estas visitas elaborar um estudo epidemiológico do estado da Saúde Oral na população abrangida pelo projecto.
2) "Projecto Clínica Apoio à Saúde Oral - CASO", uma clínica solidária para apoio a grupos específicos, nomeadamente: jovens, grávidas, idosos e grupos de risco e que pretende ser um veículo de melhoramento da Saúde Oral, numa perspectiva de inclusão social dos utentes.
Certos da v/melhor atenção, agradecemos antecipadamente a V/prezada resposta, enviando
Melhores Cumprimentos
Rua Ciríaco Cardoso 265-C 5ºDT
4150-213 Porto
220169882/931653608
http://www.mundoasorrir.org/
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Instituição de Utilidade Pública de Portugal
Organização Não Governamental para o Desenvolvimento
Membro da Plataforma Portuguesa das ONGD
333) VERGONHA DO SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE: Centro de Saúde sem dentista há um mês
A solução encontrada para obviar à falta da profissional de saúde ora, foi segundo o responsável pelo Centro de Saúde de Aveiro, João Terrível a distribuição de "cheques-dentistas" aos idosos e grávidas e a contratualização com médicos-dentistas ou estomatologistas privados. "Os doentes agudos terão que recorrer aos serviços privados", disse ao JN, João Terrível que minorou os efeitos da falta da dentista no Centro de Saúde.
"Ela tinha um horário de doze horas por semana, por isso, não eram muitos os utentes que tinha", referiu o director do Centro de Saúde de Aveiro que lembrou que aquela unidade de saúde possui em serviço um higienista oral. "Estamos em démarches para solucionar o problema, estando a ser equacionada uma solução, que de qualquer das maneiras nunca será encontrada a curto prazo, mas sim a médio prazo", disse ao JN.
Entre as promessas e os actos sobra a má fé e a liquidação, por parte do Governo, dos cuidados de saúde oral prestados pelo Serviço Nacional de Saúde, algo impensável durante o Estado Novo.
Infelizmente (porque será?), a Ordem dos Médicos Dentistas parece estar surda perante tão grave atentado à população do país perpetrado pelo actual governo.
sábado, 7 de março de 2009
domingo, 1 de março de 2009
331) SAÚDE ORAL: O que devia ser obrigatório no ensino básico e secundário e que ninguém fala.
Porque é que estes assuntos não são directamente abordados e tratados, encontram-se actualmente praticamente banidos dos currículos obrigatórios dos ensinos básico e secundário?
Afinal, se existe uma Ordem dos Médicos Dentistas, qual a sua função no quadro das políticas de prevenção das doenças de saúde oral na infância e adolescência? Não serão concerteza a de adormecer junto aos interesses que os Ministérios da Educação e da Saúde sempre tiveram de desprezar, na generalidade, a saúde oral das crianças e jovens abrangidos pelos ensinos básico e secundário do nosso país.

Autor: Trigo, Mauricio
Editora: Garrido Editores
ISBN 972-8471-42-4
ISBN 972-8738-15-3
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
330) Câmara de Silves promove rastreios médicos gratuitos
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
329) A SAÚDE ORAL DO MINISTÉRIO DA SAÚDE: Entre as promessas e a prática ...
Recado à Senhora Ministra da Saúde: afinal, das promessas politicamente correctas à prática real vai uma grande lata; absolutamente demagoga esta evolução da política de saúde oral em Portugal.
Ao menos que enviem este recado à Juventude Socialista para que também se lembre, no Parlamento, do que realmente precisam as nossas crianças nas escolas.

