segunda-feira, 29 de junho de 2009

362. Quando a primeira consulta é grátis

http://www.dentisaude.com.pt/

* * *
Várias clínicas e consultórios dentários oferecem uma primeira consulta grátis de observação (sem qualquer tratamento dentário ou então oferecendo uma simples limpeza). Aproveite e tire vantagem, já que pode ficar a saber como está a sua saúde oral e quais as recomendações para o seu caso.
Não se esqueça: tire partido da oferta da primeira consulta e opte por passar em duas ou três clínicas ou consultórios, no mínimo, para melhor se inteirar da sua saúde oral, consultar preços e solicitar orçamentos, tendo em consulta sempre a qualidade do serviço prestado. Depois, opte racionalmente para tomar a decisão mais acertada, tendo em conta em primeiro lugar a sua saúde.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

361) Fórum de Saúde Oral (Ordem dos Médicos Dentistas)

http://www.omd.pt/pt-PT/Forum/Forum.aspx
* * *
A Ordem dos Médicos Dentista disponibiliza um Fórum de discussão on – line. Participe e divulgue o Fórum; façamos da saúde oral uma causa de saúde pública nacional.
A maior parte das conquistas sociais actuais só foram conseguidas apenas com um grande esforço, dedicação e empenho de pessoas anónimas que fizeram o seu melhor pelo bem da sociedade. Também nós teremos de deixar a nossa marca para as futuras gerações, contribuindo de forma desinteressada pelas causas sociais. E, em Portugal, a saúde oral ainda não é considerada pelo Estado como sendo uma doença; por isso, junte-se nesta caminhada pela causa pública; participe e dinamize todas as acções que possam contribuir para a declaração da saúde oral como uma doença de saúde pública, em plena igualdade com as restantes especialidades médicas.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

360) Há um maior cuidado na apresentação da boca

Após um atraso de décadas na prevenção da saúde oral, os portugueses começam agora a dar a real importância aos dentes. Fundamentais para mastigar os alimentos, para a pronúncia das palavras, mas também para a fisionomia da face, a perda de um dente pode ter consequências graves. Além de ser inestético e de deformar a face, há também perda óssea que, a longo prazo, é de difícil recuperação.
Para fazer a reabilitação da boca, a implantologia tem um papel importante, já que permite a “recuperação” dos dentes. Como explicou ao nosso jornal o presidente da Sociedade Científica Portugal Implantologia, Vasco Carvalho, um implante é um artefacto que substitui a raíz de um dente, sendo finalizado pela coroa, actualmente muito semelhante a um dente natural.
«O implante parece um parafuso, mas é muito rugoso em que o osso o agarra durante a osseointegração. A parte exterior é a coroa. Cinco ou seis implantes podem suportar 12 a 14 dentes», exemplificou aquele médico dentista que também é docente da Universidade Católica Portuguesa.
A implantologia é uma técnica que é desenvolvida apenas há 15 anos na Madeira e são poucos os médicos dentistas que a desenvolvem. O elevado custo da técnica limita o acesso da população. Contudo, Vasco Carvalho garante que cada caso é uma situação diferente. Aquele médico dentista reconhece que a colocação de implantes para as pessoas que têm dificuldades financeiras «é uma miragem», mas também é certo que «se aumentar a quantidade de implantes dentários que são colocados isso irá permitir a perda de patentes e esses preços começam por ser mais acessíveis a todos».
Mesmo assim, sublinha que as pessoas por vezes preferem mudar de automóvel a investir na saúde. Por isso, lembra que «hoje ninguém arranja emprego sem dentes ou ninguém vai para a televisão sem dentes, o aspecto da boca conta».
O aspecto positivo desta técnica de reabilitação da boca é a de que a taxa de sucesso dos implantes actualmente é muito elevada, chegando aos 98 por cento e podem durar «uma vida» se houver cuidados de higiene. É que os tecidos à volta dos implantes podem sofrer as mesmas doenças que surgem nas raízes naturais dos dentes, como a “piorreia”, que costuma atacar o osso e os tecidos à sua volta.
Ainda assim, a técnica da implantologia não tem muitas contra-indicações. Há uns anos atrás, os diabéticos não poderiam colocar implantes, mas com a evolução dos materiais usados e, desde que o protocolo seja seguido, um diabético pode ter a sua boca reabilitada. O mesmo acontece com um doente que tenha feito tratamento oncológico. Neste caso, tem de cumprir um determinado prazo, antes de se submeter à cirurgia. Nos dois casos, o risco de o osso não integrar o implante é quase o mesmo do que nas pessoas saudáveis.
Vasco Carvalho defende que a implantologia não pode ser encarada da mesma forma que se vai ao supermercado comprar produtos, porque tem de haver um trabalho de uma equipa de profissionais. Neste sentido, defendeu que a implantologia «com o tempo terá que fazer parte da intervenção dos colegas, claro que há casos mais complexos que merecem técnicas mais invasivas e mais complexas», mas a implantologia é uma boa solução para a recuperação da boca de quem anda desdentado.
Excesso de médicos dentistas - Enquanto que nos Estados Unidos ou em alguns países europeus as escolas de medicina dentária já contavam muitos anos, em Portugal estas só surgiram em 1976 e foram oferecidas pela Noruega. «Até aí a população estava entregue ao cuidado de alguns práticos de estomatologia», contou Vasco Carvalho, docente de História da Medicina Dentária, na Universidade Católica Portuguesa. Mesmo assim, a evolução da medicina dentária em Portugal foi muito rápida e durante anos «foi do melhor que o país teve».
Actualmente conta com mais de 6.500 profissionais, «um excesso», considera. «Antes, se não tínhamos médicos, como poderíamos ter bons dentes?», questionou Vasco Carvalho. Contudo, há uma questão que o atormenta que é a adaptação dos cursos a Bolonha, o que vai tirar um ano no curso de medicina dentária. «Vamos perder e muito», considera.
Confrontado se os médicos dentistas deveriam integrar os sistemas nacionais e regionais de saúde, aquele profissional afirmou que isso sairia muito caro aos governos. Quanto à prevenção da saúde oral, Vasco Carvalho diz que tem de começar pelos pais. A acção na escola é importante, mas são os adultos que têm de limitar o acesso das crianças aos açúcares refinados e incentivar a comer, por exemplo, uma maçã às dentadas que tem fibras importantes para os dentes.
Apesar da conjuntura económica difícil, os portugueses vão ao dentista por prevenção e há muitas pessoas que aderiram ao cheque dentista da Ordem dos Médicos Dentistas. «É pouco, mas é melhor do que nada». «O problema é que há um núcleo da população que se não têm para comer, não vão ter para comprar pasta para escovar os dentes», lamentou.
Marília Dantas

quarta-feira, 17 de junho de 2009

359) Opiniões acerca do Programa SERVIÇO DE SAÚDE - Saúde Oral (2009-06-16)

Algumas considerações acerca das várias intervenções no programa:
-positivamente esteve o Doutor João Pimenta, que foca exactamente o principal problema hoje em Portugal na área da saúde oral: os profissionais de saúde oral deveriam estar nos Centros de Saúde e Centros Hospitalares; há dinheiro para muitas coisas mas já não há dinheiro para ter dentistas nos Centros de Saúde. Estou também de acordo, ao comentar o sorriso sarcástico do Doutor Rui Calado, presente no programa, que sabe exactamente onde deveriam estar os profissionais de saúde oral existentes em Portugal;
-o Doutor Francisco Salvado, Coordenador do Serviço de Estomatologia do Hospital de Santa Maria também esteve muito bem, ao lembrar que o cheque-dentista chega apenas a menos de um milhão de portugueses, deixando de fora mais de nove milhões; questionou também acerca da necessidade de apoiar outros grupos de risco, nomeadamente os idosos com dificuldades de locomoção, os deficientes e os doentes oncológicos, além do perigo do abandono da saúde escolar. Já agora, permitam-me lembrar que aguardo esclarecimentos da Direcção-Geral de Saúde relativamente ao Protocolo da promoção da educação para a saúde em meio escolar, assinado entre os Ministérios da Saúde e da Educação no dia 7 de Setembro de 2006, conforme a postagem número 347 deste blogue, publicada no dia 8 de Maio do corrente ano e que, passado mais de um mês, continuo a aguardar pela resposta; tenho algumas dúvidas que o referido protocolo não tenha passado disso mesmo, tendo morrido no mesmo dia em que foi assinado.
-pelo contrário, muito mal esteve o Doutor Paulo Melo, da direcção da Ordem dos Médicos Dentistas, ao considerar que a realidade nacional mudou muito e que seria desadequado que o Serviço Nacional de Saúde gastar uma enorme quantidade de recursos humanos e financeiros em equipar os Centros de Saúde; é exactamente esta posição defendida pelo Doutor Paulo Melo que faz com que cada vez mais se agrave o problema da saúde oral dos portugueses. Com estas opiniões simplesmente estaremos a andar para trás, pois negar a integração dos serviços de saúde oral nos centros de saúde será infelizmente dar continuidade a mais do mesmo, afastando cada vez mais a maior parte da população, obrigada a pagar impostos, de qualquer acesso à saúde oral, assim meia privada;
-por último, saliento aquilo que o Doutor Rui Calado afirmou, ao comentar que a saúde oral não é considerada uma doença em Portugal; eu acrescento, opinião a começar pelos políticos e seguida pelo próprio Ministério da Saúde;
-tenho pena que ninguém tenha falado, durante o programa, que todos os portugueses são obrigados a pagar impostos para a formação dos médicos dentistas mas que, depois de formados, os médicos dentistas não estão disponíveis para tratar a saúde oral de todos os portugueses; mais, considero uma falta de moralidade e extremamente malicioso haver preocupações com gastos de recursos hoje, quando todos sabem os ganhos e poupanças de recursos que se começariam imediatamente a obter no dia de amanhã.
Gerofil
DEIXE A SUA OPINIÃO NOS COMENTÁRIOS.

358) RTP: SERVIÇO DE SAÚDE - Saúde Oral (2009-06-16)













357) Enxaguante bucal favorece câncer de boca

O uso de enxaguatórios bucais no Brasil cresceu 2.277% de 1992 a 2007, mostra um levantamento realizado pelo cirurgião-dentista Marco Antônio Manfredini, pesquisador da Faculdade de Saúde Pública da USP (Universidade de São Paulo), baseado em informações da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos. De 2002 a 2007, o aumento foi de 190%.
Para Manfredini, o incentivo ao consumo indiscriminado de enxaguatórios deve ser criticado. "Observamos um grande investimento na indução ao uso do produto. E é importante dizer que, ao contrário da pasta, da escova e do fio dental, o colutório não tem indicação universal. É preciso concentrar a utilização para casos específicos."
Além de não ser essencial à saúde oral, o uso frequente de enxaguatórios bucais com álcool aumenta os riscos de câncer de boca e da faringe. Uma revisão científica publicada no fim de 2008 na revista da Academia Dental Australiana compilou estudos do mundo todo que encontraram essa relação. De acordo com os pesquisadores, há evidências suficientes para aceitar a ideia de que enxaguatórios bucais com álcool contribuem para aumentar a taxa de câncer oral.
Grande parte dos produtos comercializados no Brasil contém álcool. Um estudo brasileiro realizado com 309 pacientes e publicado no ano passado na "Revista de Saúde Pública" também encontrou a mesma associação. "Algumas marcas chegam a ter 26% de álcool, e há pessoas que usam todos os dias. Hoje existem produtos no mercado sem álcool, que devem ser os escolhidos", diz o oncologista Luiz Paulo Kowalski, diretor do Departamento de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital A. C. Camargo e um dos autores do trabalho.
De acordo com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), fabricantes são obrigados a informar na embalagem a presença de álcool na composição. O álcool presente nos enxaguantes contribui para o aumento das taxas de câncer oral de forma similar às bebidas alcoólicas --e sabe-se que o álcool é o segundo fator de risco para a doença, depois do tabagismo, aumentando de cinco a nove vezes os riscos.
"Brinco que a pessoa bebe sem usufruir da parte boa da bebida. O produto tem álcool não porque é um antisséptico, mas porque é um veículo muito eficiente, industrialmente conveniente e muito barato. Por isso as versões sem álcool tendem a ser mais caras", explica o dentista Alberto Consolaro, professor de patologia da Faculdade de Odontologia de Bauru da USP.
O álcool não é um agente causador de câncer isoladamente, mas uma enzima do organismo o transforma em acetaldeído, substância que pode alterar as células da boca e causar tumores na região. "O problema é usar diariamente o produto, pois o dano constante não dá tempo de as células se repararem. O uso de enxaguatórios bucais [com álcool] precisa ser mais estudado, mas é algo parecido com o que ocorre com o cigarro: quanto mais exposição, maior o risco", diz Kowalski. Por isso, dentistas recomendam o uso do produto sem álcool, seja manipulado, seja de marca.
"O produto é um bom auxiliar na limpeza da boca, mas não deve conter álcool. As pessoas acham que um enxágue que queima a boca é melhor, mas produto bom não precisa dar essa sensação. A substância antisséptica não é o álcool", diz Consolaro.
Indicações Dentistas recomendam o uso de enxaguatórios após cirurgias, raspagem de dente, casos de alta incidência de cárie, doenças da gengiva e para pessoas que não têm coordenação motora para realizar uma boa escovação. Para o restante da população, o uso é opcional, apesar de boa parte da publicidade desse tipo de produto sugerir que ele combate mau hálito.
"Do ponto de vista da higiene bucal, não é necessário. Quem tem boa higiene bucal geralmente não tem halitose --e, se tiver, não será o enxaguatório que vai resolver o problema", afirma Manfredini.
GazetaWEB.com

sexta-feira, 12 de junho de 2009

356) Cheque-dentistas: Como passar do elogio à desilusão … Tenham vergonha!!!

José Sócrates entregou os primeiros
cheques-dentista para crianças
* * *
CopyRight @ Socrates2009.pt
* * *
José Sócrates considerou o programa “cheque dentista”, que deverá abranger 200 mil crianças, como um bom exemplo de “concertação estratégica” entre público e privado e admitiu estender esta experiência a outras áreas do Serviço Nacional de Saúde.
O primeiro-ministro marcou presença numa sessão realizada no agrupamento de escolas Nuno Gonçalves, na Penha de França, em Lisboa, depois de ter entregue os primeiros cheques-dentista a alunos com sete, dez e treze anos, e destacou como principais características do programa “a livre escolha do prestador, garantia de equidade e ausência de listas de espera”. Segundo José Sócrates, com o arranque da atribuição dos primeiros cheques dentista a jovens estudantes, o SNS “deu um passo muito importante”:
“Em qualquer país do mundo desenvolvido, é um desafio para os SNS a questão da higiene e da saúde oral. O SNS “começou a cumprir a sua missão no que diz respeito à saúde oral para toda a sociedade portuguesa” quando o Governo optou pela atribuição de cheques dentista para determinados públicos-alvo, como jovens, idosos e grávidas.
O primeiro-ministro adiantou ainda que a meta do Governo é “mobilizar” as estruturas e os recursos já existentes no país na área da saúde oral “ao serviço do SNS”: “Por isso, o Governo recusou criar mais um serviço dentro do SNS, que fosse alternativa ao sistema privado, decidindo antes utilizar o sistema privado ao serviços dos objectivos públicos”.
“Queremos que todos, independente da condição económica, tenha acesso à medicina dentária. “As famílias que estiverem inscritas neste programa escolherão com total autonomia a que dentista ir. E escolherão sem terem de esperar pelo próximo ano, ou daqui a três ou quatro meses, porque este sistema garante um acesso ao dentista sem lista de espera”, frisou José Sócrates.

* * *

Atrasos nos pagamentos afastam dentistas

dos cheques-dentistas

Mais uma vez primeiro o elogio que a realidade vem depois; para quem não esteja minimamente atento, é bom que comece a pensar nas boas intenções dos governantes que temos. Afinal, para quando primeiro a obra e só depois os elogios?

Gerofil

quarta-feira, 10 de junho de 2009

355) Escovas macias e dentes limpos

A escolha correta da escova dental deve começar na primeira infância, e os cuidados com a dentição devem começar a partir do nascimento dos primeiros dentes. Por esta razão, deve-se usar a escova correta para esta fase da vida.
A escovação dos dentes dos bebês e crianças deve ser feita de uma forma prazerosa e divertida, justamente para estimular o hábito da escovação e garantir a qualidade da saúde oral nos anos seguintes. De acordo com o dentista Hugo Roberto Lewgoy, nesta fase da vida, deve-se tomar muito cuidado para não provocar uma aversão dos pequeninos em relação aos hábitos de higiene oral.
— As gengivas dos bebês e das crianças são muito delicadas e sensíveis. Recomendo o uso das escovas com um grande número de cerdas e de textura ultramacia — explica o especialista.
Oferecer ao público infantil uma escova eficiente e que possibilite a correta higienização dos dentes sem machucar ou traumatizar as gengivas, é a maior contribuição que os pais podem oferecer para garantir a saúde oral por toda vida de seus filhos. Por isso, a escova é indicada logo após a erupção dos primeiros dentes decíduos (também conhecidos como "dentes de leite"), entre cinco e nove meses, até os seis ou sete anos de idade, quando ocorre o início da erupção dos dentes permanentes.
Uma questão importante, é que a escova infantil não pode ser apenas bonita ou cheia de apelos visuais chamativos, ela precisa ter muita qualidade e não pode machucar as gengivas.
— A escova deve apresentar características desenvolvidas especificamente para esta faixa etária como, por exemplo, a presença de uma cabeça pequena e anatômica, cerdas arredondadas e polidas e um cabo que se adapte facilmente às pequenas mãozinhas — explica.

sábado, 6 de junho de 2009

354) Análise ao Estudo Nacional de Prevalência das Doenças Orais 2008 (7ª Parte)

As doenças orais na infância e na adolescência (1ª Parte)
* * *
O Estudo Nacional de Prevalência da Doenças Orais 2008 identifica a cárie dentária e as doenças periodentais nas crianças e jovens portugueses, a que se vem juntar a fluorose em determinadas áreas geográficas.
O cálculo dos índices de cárie dentária permitiu verificar que o seu valor cresce à medida que aumenta a idade das crianças e jovens, o que pode supor uma condição associada a um desleixo da saúde oral à medida que as crianças e os jovens crescem e/ou a uma maior atenção da saúde oral das crianças quando estas são mais pequenas. Não nos podemos esquecer as mudanças do meio que as crianças e os jovens vão tendo à medida que vão crescendo, o que poderá também contribuir para a evolução atrás referida. Estarão os jardins-de-infância e os estabelecimentos escolares do primeiro ciclo mais aptos em apoiar e ajudar de uma melhor forma e mais consistentes do que os outros níveis superiores de ensino? Se sim, porque será?
Cárie dentária aos 6 anos de idade - Muito preocupante é a discrepância registada entre as várias regiões do país: “Na dentição temporária, a Madeira, com um índice cpod de 3,61, apresentava a maior prevalência de doença, sendo a diferença, estatisticamente significativa face à média nacional. Na dentição permanente, os Açores, tinham um índice CPOD de 0,24, que era triplo da média nacional. As regiões do Centro (0,02), de Lisboa e Vale do Tejo e do Algarve (0,03) apresentavam os valores mais baixos; estas variações são estatisticamente significativas. (…) Por regiões de saúde a percentagem de dentes temporários cariados (aos seis anos de idade) era muito elevada, variando entre 83% no Alentejo e Açores e 94% em Lisboa e Vale do Tejo.”
Estes contrastes evidenciam claramente a falta de oportunidade de acesso à saúde oral em grande parte do território nacional, constituindo uma gravíssima injustiça praticada sobre as crianças que vivem em zonas desfavorecidas; por outras palavras, na saúde oral prova-se a discriminação feita em benefício das regiões mais ricas, prejudicando sempre as regiões mais pobres (lógica absurda se pretendermos falar em coesão nacional, pois são as crianças que vivem nas regiões mais desfavorecidas que têm menos garantias de saúde oral).
Cárie dentária aos 12 anos de idade – Neste estudo apurou-se que, aos 12 anos de idade, “as regiões do Alentejo, do Norte e dos Açores, como as que apresentam grupos de jovens com índices de cárie dentária mais elevados”. São também o Alentejo e os Açores onde há jovens com menos dentes tratados. Assim, o estudo realizado permite concluir que as cáries dentárias incidem com mais frequência nos jovens que não têm os dentes tratados.
Note-se que o estudo salienta que estas variações são significativas, tendo em conta a média nacional; quer isto dizer que há disparidades regionais significativas no país e que, como tal, a residência geográfica dos jovens de 12 anos de idade determina directamente a sua saúde oral.
Obviamente existirão factores culturais intrínsecos às famílias que determinam a importância dada aos cuidados de saúde oral das crianças até aos 12 anos de idade, mas os significativos contrastes identificados entre as diferentes regiões também terão a haver, em grande medida, com as políticas ignóbeis de saúde seguidas pelo país ao longo das últimas décadas e que contribuíram para o acentuar da descriminação das regiões mais periféricas.
Urge, pois, implementar com urgência a transferência de meios e de recursos públicos para aonde hoje existem tantas carências; compete aos organismos públicos aplicar políticas que incentivem entidades e profissionais de saúde oral a fixarem-se junto dos que mais necessitam; enquanto não surgirem essas políticas, as crianças que hoje vivem no Alentejo e nos Açores encontram-se muito mais desprotegidas e sem as mesmas condições de acesso a cuidados de saúde oral que existem noutras regiões do país; naturalmente, este facto trará consequências incalculáveis que se irão prolongar por toda a vida destas crianças.

terça-feira, 2 de junho de 2009

353) 10 Conselhos para manteres o teu sorriso sempre bonito

1. Escova os dentes pelo menos duas/três vezes por dia, preferencialmente após as refeições e antes de te deitares;
2. Utiliza uma escova do tamanho adequado, macia e com uma cabeça pequena, para evitar lesões sobre os dentes e gengivas;
3. Procura utilizar sempre um dentífrico com 1.000 a 1.500 ppm de flúor (pergunta ao teu dentista qual o dentífrico mais adequado para os teus dentes);
4. Evita escovar os dentes só na horizontal; coloca a escova ligeiramente inclinada, na passagem pelos dentes, para que estes não se desgastem com o tempo;
5. Utiliza diariamente fio dentário, antes da escovagem, para retirar restos alimentares e bactérias dos espaços que existem entre os dentes e entre estes e as gengivas;
6. Segue as recomendações do teu dentista na utilização de elixir para o bochecho;
7. Procura manter os dentes bem limpos, sobretudo junto à linha gengival, evitando a placa bacteriana e tártaro;
8. Efectua uma revisão dentária regular, preferencialmente de 6 em 6 meses, e um check-up oral pelo menos uma vez durante o ano;
9. Mantém uma dieta equilibrada e procura substituir os doces por alimentos mais nutritivos como o queijo, frutos ou vegetais frescos;
10. Se tens sensibilidade dentária visita o seu dentista porque pode ser um indicador de uma cárie dentária, um dente fracturado.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

352) Intervenção inicial da Ministra da Saúde na audição da Comissão Parlamentar de Saúde

Intervenção inicial da Ministra da Saúde
na audição da Comissão Parlamentar de Saúde
(21 de Abril de 2009)
* * *
Senhora Presidente da Comissão Parlamentar de Saúde, Senhoras e Senhores Deputados, Comunicação Social: É com muito gosto que me encontro aqui para responder às questões dos Senhores Deputados. Manifestei a minha disponibilidade há algum tempo, mas, por razões dos trabalhos desta Assembleia, só hoje se concretizou.
Este ano o Serviço Nacional de Saúde (SNS) faz 30 anos. Nestas décadas foram muitas as mudanças demográficas, sociais, económicas e culturais às quais o SNS teve de se adaptar. Temos dado continuidade às reformas que fazem parte do programa deste Governo, implementando as medidas consideradas relevantes. As políticas certas são para levar até ao fim. A nossa responsabilidade é para com o cidadão. Trinta anos depois, defendemos um Serviço Nacional de Saúde revigorado e capaz de responder às novas necessidades, mas assente nos mesmos princípios: universal, geral e tendencialmente gratuito, como um dos alicerces do Sistema de Saúde Português.
(...)
O alargamento do Programa de Saúde Oral aos mais novos: A atribuição de cheques-dentista a grávidas e a idosos beneficiários do complemento solidário do idoso, que até à data perfazem um total de mais de 50 mil cheques, foi um sucesso. Foi decidido o alargamento deste programa aos mais novos.
Ainda este mês, as crianças e jovens com 7, 10 e 13 anos que frequentam a escola pública vão ter acesso a consultas de saúde oral e, se necessário, direito a dois ou três cheques-dentista para tratamento. Esta medida é o complemento necessário ao programa de prevenção da cárie dentária já existente. No total, serão abrangidas 190 mil crianças.
Estão, ainda, a ser disponibilizados mais 20 mil cheques-dentista para o tratamento de crianças com necessidades identificadas nos exames globais de saúde, dos 4-5 anos, antes da entrada para o ensino obrigatório.
Portal do Governo

segunda-feira, 25 de maio de 2009

351) Higiene oral em crianças com menos de dois anos - Conselhos para os jovens papás!

A higiene oral para crianças deve ser levada a sério desde cedo, pois é na infância que se dá a calcificação dos dentes permanentes. E para criança aprender a importância de cuidar dos dentes e da higiene da sua boca, os pais devem dar o exemplo, escovando os dentes na frente dela. Depois, é interessante comprar uma escova infantil para motivá-la. Ela deve realmente gostar de escovar os dentes; quanto maior for seu interesse e afinidade com a escova, melhor.
A criança deve ser incentivada a mastigar para que aconteça um bom desenvolvimento do aparelho mastigatório. Os dentes são imprescindíveis para a fonação, pois a perda precoce do dente pode prejudicar a pronúncia de alguns fonemas ou acarretar maus hábitos, como a interposição da língua. E a função estética também é muito importante, pois as crianças que perdem algum dente de leite muito cedo passam a ser motivo de gozo pelos colegas, e isso pode causar problemas psicológicos.
Estojo Toilette com:
-Corta-unhas com pega antiderrapante;
-Escova de dentes para os mais pequenos;
-Escova de dentes/estimulador de gengivas para recém-nascido;
-Escova e pente com pegas Soft Grip;
-Pente para recém-nascido;
-Luvas protectoras (2 pares);
-8 limas.
Antes dos 2 anos
=============
Durante esta fase, limpe os dentinhos do seu filho. Use gaze ou uma fralda húmida nas gengivas, mesmo antes de aparecerem os primeiros dentes. Quando estes começarem a nascer, proceda da seguinte maneira:-Fique atrás da criança, e, com uma das mãos, afaste os lábios e bochechas da criança. Com a outra, escove os lados de fora e de dentro dos dentes em movimentos circulares;
-Escove a parte de cima dos dentes (superfície mastigatória) com movimentos de "vai-vem";
-Escove também a língua.
Importante: o uso da pasta de dentes não é recomendável nesta idade, porque ela contém flúor, que é tóxico se ingerido em grande quantidade. Se desejar usar a pasta, aplique uma quantidade bem pequena. Não corra riscos. Em caso de grande ingestão de pasta de dente, procure o médico imediatamente.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

350) S.Pedro do Sul: Câmara Municipal distribui kits de higiene oral às crianças

Cerca de 1200 crianças que frequentam as escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico (CEB) e Jardins-de-infância do concelho de S. Pedro do Sul vão ser contempladas com um kit de higiene oral, composto por uma escova e uma pasta de dentes, oferecido pela Câmara Municipal. A entrega dos primeiros kits decorreu no dia 14de Abril, na Escola do 1º CEB da vila de S. Pedro do Sul. As actividades estão a cargo da equipa de Saúde Escolar do Centro de Saúde local e de Técnicos de Educação da Câmara Municipal.
O projecto, desenvolvido em parceria com o Centro de Saúde de S. Pedro do Sul no âmbito da Educação para a Saúde, tem como principal objectivo trabalhar com as crianças a higiene em geral e a higiene oral em particular, promovendo a aquisição de conhecimentos, capacidades e competências para a promoção da sua saúde oral. Para além disso, o programa pretende demonstrar a importância da saúde oral para manter um estilo de vida saudável; alterar hábitos de higiene oral; sensibilizar para a importância de consultar o dentista periodicamente; e implementar nas crianças o bom hábito de escovar os dentes após as refeições.
Para o vereador da Educação e Acção Social da autarquia, Rogério Duarte, “uma boa prenda que os pais, encarregados de educação e a sociedade em geral podem oferecer aos mais pequenos é a possibilidade de terem uma dentição saudável, que os acompanha até ao final das suas vidas. A Câmara Municipal, atenta e preocupada com o bem-estar das gerações futuras, quer dar o ‘pontapé de saída’ para um processo que julga ser de extrema importância – a saúde, neste caso a saúde oral. Acreditamos que as crianças de hoje, um dia reconhecerão o quão importante foi, para a sua saúde, esta iniciativa”.
O vereador salienta ainda: “é nossa convicção que as apostas que temos vindo a fazer na área da educação/formação nas nossas crianças orgulhar-nos-ão num futuro próximo”.
* * *
Todas as campanhas de sensibilização para a problemática da saúde oral são bem vindas. Relativamente a esta iniciativa do Município de S. Pedro do Sul, coloca-se a questão de saber se as entidades promotoras da iniciativa tiveram o cuidado de fazer previamente o rastreio da saúde oral de todas as crianças envolvidas e se foi feito o seu devido encaminhamento médico.
Numa altura em que altos dirigentes políticos do país estão mais concentrados para discutirem se as escolas passam a ser porta aberta para a distribuição de preservativos a adolescentes desnecessitados e sem fome do que prestar cuidados de saúde a quem precisa como pão para a boca, resta o poder autárquico que vai colmatando as obrigações dos Ministérios da Educação e da Saúde (já que estes nada fazem pela saúde primária das crianças e adolescentes que frequentam as escolas do país, votados a todo o tipo de abandono e à sorte do seu dia a dia).
Vergonhoso, extremamente vergonhoso, o comportamento, relativo aos cuidados de saúde oral das crianças e adolescentes, por parte do Governo, dos deputados da maioria na Assembleia da República e até do Senhor Presidente da República, isto num país que faz parte da União Europeia.
Gerofil

sábado, 16 de maio de 2009

349) “A boca não deve ser tratada só quando dá problemas"

A Clínica Médica e Dentária (Caldas da Rainha), situada na Rua Heróis da Grande Guerra, n.º 103, 2º andar, tem como objectivo fornecer aos seus pacientes os mais altos padrões de rigor clínico e científico. Natural de Lisboa, o médico dentista Gonçalo Seguro Dias adquiriu a Clínica Médica e Dentária em 2003 e hoje divide a sua actividade profissional entre Caldas da Rainha e Lisboa. É também assistente de cirurgia e de medicina oral na Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa.
Formou-se na Faculdade de Medicina Dentária de Lisboa e frequentou a Universidade Columbia, uma instituição de ensino superior situada na cidade de Nova Iorque. A sua principal preocupação é que os seus pacientes tenham uma boa saúde oral.
Segundo o médico dentista, a mentalidade dos portugueses em relação à saúde oral está a mudar. Há alguns anos atrás a maioria das pessoas recorria ao dentista só quando tinha dores de dentes. “Hoje as pessoas procuram cada vez mais soluções fixas, têm mais cuidados do que tinham há alguns anos atrás”, disse, acrescentando que “é essencial fazer a manutenção da higiene oral”. Por isso, o médico aconselha a que os pacientes recorram aos dentistas desde tenra idade para permitir uma actuação preventiva.
JORNAL DAS CALDAS : Hoje em dia ouvimos falar muito de implantes dentários. O que são?
Gonçalo Seguro Dias - O implante dentário é um meio artificial para substituição de uma ou mais raízes perdidas, sendo constituído à base de titânio, o qual é um material osteointegrável, isto é, que não é rejeitado. Estamos a falar de uma técnica que tem 97 a 99% de sucesso.
J.C: Quem pode colocá-los?
G.S.D. - Qualquer pessoa pode fazer implantes, desde que o seu médico dentista não encontre nenhuma contra-indicação.
J.C.: E não é um procedimento muito complexo?
G.S.D - Não, trata-se de uma técnica que evoluiu muito nos últimos anos e que simplificou todo o procedimento. Numa primeira fase, sob anestesia local (idêntica à utilizada para tratar um dente com cárie), o seu dentista coloca o número de implantes programados e adequados ao seu caso (em função do número de dentes ausentes). Passados 3 a 5 meses, é confeccionada a prótese fixa definitiva que substitui os dentes perdidos, e que ficará apoiada nos implantes colocados anteriormente.
J.C.: E qualquer dentista pode fazer o procedimento?
G.S.D. - Trata-se de um procedimento cirúrgico e, como tal, deve ser realizado por um especialista. Naturalmente, as pessoas devem informar-se sobre o procedimento e obter toda a informação possível. Tudo deve ser explicado aos pacientes.
J.C.: É realmente possível uma pessoa sair logo com dentes fixos?
G.S.D. - Sim, na maioria dos casos conseguimos que os pacientes possam sair da clínica com dentes fixos provisórios.
J.C.: Existe um grande número de pessoas a procurar estes tratamentos?
G.S.D. - Posso-lhe dizer que em 2008 fizemos 400 implantes, que temos pacientes portugueses, ingleses, irlandeses, suíços, etc. Isto é, para um grande número de pessoas é a única solução.
J.C.: Participou recentemente no programa “Doutor, preciso de ajuda”, da TVI. São realmente possíveis transformações tão grandes?
G.S.D. - Hoje em dia tudo é possível. Conseguimos dar dentes a pacientes com osso, sem osso, é tudo uma questão de técnica. O que os pacientes têm de compreender é que é um processo que é feito em várias etapas.
J.C.: Na sua opinião, quais são os principais méritos do programa?
G.S.D. - Penso que teve um papel muito importante em informar os pacientes sobre muitos aspectos da medicina dentária, de certo modo desmistificou uma série de conceitos.
J.C. - E como é a saúde oral dos portugueses?
G.S.D. - Má em relação à média dos países desenvolvidos. Chegamos a ter pacientes entre os 30 e os 40 anos sem dentes, que não conseguem mastigar…isto é qualidade de vida? A minha grande batalha é tentar que os portugueses comecem a pensar que a boca é um bem essencial e não um mal necessário que deve ser tratado só quando dá problemas.
J.C.: Como vê a Medicina Dentária em Portugal?
G.S.D.- Temos em Portugal dos melhores médicos dentistas a nível mundial. Temos profissionais que são requisitados para dar cursos no estrangeiro, que estão envolvidos em projectos muito interessantes ao nível das faculdades. Nesse aspecto melhoramos muito em relação às últimas décadas. Agora o que não é possível é o mesmo dentista saber tudo de todas as áreas. Se queremos trabalhar com qualidade, teremos de trabalhar em equipa, por áreas de especialização. Esse é o futuro. É a única maneira de garantirmos aos nossos pacientes que estão a ter o melhor tratamento. Por isso, hoje temos uma grande equipa e o meu lema é a qualidade.
Marlene Sousa

terça-feira, 12 de maio de 2009

348) Higiene Oral

A higiene oral é uma prática muito antiga e faz parte da construção e do reforço positivo da auto-imagem. As principais doenças e alterações orais provocadas por uma deficiente higiene oral são: a Cárie Dentária, a Gengivite, a Periodontite e a Halitose.
A Placa Bacteriana, responsável pelo aparecimento das doenças referidas anteriormente, é constituída por micróbios (bactérias) e componentes da saliva que aderem fortemente aos dentes, condição que lhe permite resistir às forças de auto-limpeza fisiológica, relacionadas com os movimentos da língua e das bochechas.
A Cárie Dentária, é uma doença localizada e com origem nas bactérias. Estas bactérias, a partir dos açúcares dos alimentos, produzem ácidos que provocam uma perda dos minerais do dente, formando-se com o tempo uma cavidade no mesmo.
Gengivas avermelhadas, inchadas e a sangrar facilmente, são sinais de Gengivite.
A Periodontite é a inflamação e destruição dos tecidos que suportam os dentes na boca, ou seja, há uma perda do osso e alteração das gengivas, ficando os dentes com mobilidade e “descarnados”.
Estas doenças podem provocar uma entrada das bactérias para o sangue, ameaçando todo o organismo (afecções nos olhos, coração, ossos, tubo digestivo, rins, pulmões, gânglios, articulações).
Halitose, ou mau hálito, deriva do latim “halitus”, que significa hálito e do sufixo grego “osis”, que significa condição. A halitose pode tornar-se um problema preocupante por dificultar as relações interpessoais ou diminuir a auto-estima.
O primeiro passo para eliminar ou minorar a Halitose, passa por ter uma boa higiene oral, limpar a língua com a escova ou limpadores próprios e antes de dormir bochechar com elixires. Os portadores de prótese dentária, devem lavá-la sempre e após as refeições e mergulhá-la uma vez por semana em soluções desinfectantes.
Deve-se beber muita água durante o dia, principalmente, se se sentir a boca seca e sobretudo nesse caso, devem-se estimular as glândulas salivares com pastilhas elásticas e rebuçados sem açúcar, isto porque a saliva tem uma função de limpeza e protecção da boca.
É importante fazer uma alimentação rica em alimentos fibrosos, evitando os muito condimentados e com forte odor (cebola e alho) e estar muito tempo sem comer, pois a alimentação é a melhor forma de estimular as glândulas salivares. O tabaco e o álcool são agentes a evitar, pois além de secarem a boca, são grandes promotores de halitose.
Se tem uma boa higiene oral e a halitose persiste, deve consultar o seu Médico Dentista e/ou Higienista Oral, pois só eles lhe poderão dizer se tem outros factores causadores de halitose, tais como, Cárie Dentária, Gengivite, Periodontite, baixo fluxo salivar, excesso de placa bacteriana e tártaro.
Como prevenir as doenças orais:
(1) Escovar os dentes depois das refeições principais e antes de dormir, com uma escova de dureza média ou macia e com um dentífrico com flúor, mantendo-o na boca pelo menos durante dois minutos;
(2) Passar o fio dentário uma vez por dia;
(3) Usar elixires, pois têm um importante papel na prevenção da cárie dentária e sensibilidade dentária;
(4) Fazer uma alimentação saudável (evitando doces entre as refeições e consumindo alimentos com fibras);
(5) Consultar o Médico Dentista e/ou Higienista Oral, duas vezes por ano.
Sofia Machado

sexta-feira, 8 de maio de 2009

347) Balanço do Programa Nacional de Saúde Escolar‏

À Direcção-Geral de Saúde
* * *
Serve o presente para solicitar, no âmbito do PROGRAMA DE SAÚDE ESCOLAR da Direcção-Geral da Saúde, informação pormenorizada, como balanço, acerca de todas as intervenções efectuadas em meio escolar ocorridas no último ano lectivo ou, em alternativa, no último ano civil, relacionadas com a SAÚDE ORAL.
Atendendo que o referido programa visa a “Promoção da saúde oral”, “Monitorizar a realização do Exame Global de Saúde, aos 5-6 anos e 11-13 anos”, “Promover o desenvolvimento de competências pessoais e sociais e identificar as crianças em risco de distúrbios comportamentais”, "Promover a equidade entre alunos”, tendo como finalidade, entre outras, a de “Promover e proteger a saúde e prevenir a doença na comunidade educativa” e “Contribuir para a promoção de estilos de vida saudáveis”, tendo como público-alvo “Toda a comunidade educativa dos Jardins-de-infância, das Escolas do Ensino Básico e do Ensino Secundário e outras instituições com intervenção em meio escolar”, e dando cumprimento ao Protocolo assinado no dia 7 de Fevereiro de 2006 entre os Ministérios da Saúde e da Educação, solicita-se um balanço pormenorizado e discriminado por regiões/distritos das intervenções realizadas nas escolas no âmbito da saúde oral, nomeadamente o número de consultas da especialidade de Medicina Dentária a que as crianças e adolescentes já tiveram acesso após aquele protocolo, bem como dos tratamentos efectuados e acompanhamento actualmente feito nas escolas básicas e secundárias do país.
Mais se agradece a divulgação de outras parcerias estabelecidas, bem como toda e qualquer informação que se torne pertinente e que deva ser transmitida a todas as escolas, a fim de garantir uma igualdade de acesso ao referido programa por parte de todas as crianças e adolescentes que frequentam o ensino básico e secundário de todo o país.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

346) CONSTÂNCIA: Protocolo na área da Saúde Oral

No dia 7 de Abril, Constância viu assinado o Protocolo Para o Desenvolvimento Integrado da Actividade de Protecção e Tratamento Dentário no âmbito da Saúde Oral / Saúde Escolar, uma iniciativa que decorreu no Salão Nobre dos Paços do Concelho. O Protocolo foi assinado entre o Centro de Saúde, a Câmara e o Agrupamento de Escolas de Constância.
O protocolo tem como principais objectivos: reduzir os níveis de cárie dentária na dentição permanente dos jovens que frequentam o 1º e o 2º Ciclo do Ensino Básico do Concelho de Constância, complementar o programa básico de saúde oral em Constância, assegurando que todas as crianças escolarizadas do 1º e do 2º ciclo tenham acesso a este programa.
O Mirante
* * *
Mais uma iniciativa de louvar protagonizada a nível local; é bom que estas iniciativas sirvam de exemplo ao resto do país.
Espera-se que haja resultados e que os mesmos sejam sempre divulgados e tornados públicos; é preciso que os protocolos estabelecidos produzam resultados reais e que não passem de simples manobras teóricas que depois mais tarde não produzem qualquer efeito real e acarretam gastos completamente desnecessários ao orçamento público.
Gerofil

quinta-feira, 23 de abril de 2009

345) A saúde oral proposta pelos partidos representados na Assembleia da República

Nota: Aguardo respostas do PS, PSD, PCP, BE e PEV
* * *
A estratégia europeia e as metas definidas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para a saúde oral apontam para que, em 2020, pelo menos 80% das crianças com 6 anos de idade estejam livres de cárie e, aos 12 anos, o CPOD não ultrapasse o valor de 1.5.
Portugal tem um Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral, elaborado em 2005; ao ler o Programa, os cidadãos ficam ainda a saber que “ao sector público compete assegurar a promoção da saúde, a prevenção das doenças orais e a prestação de cuidados de saúde dentários, passíveis de serem realizados no Serviço Nacional de Saúde (SNS). Ora a verdade é que os cuidados de saúde médico-dentários não são, nem pouco mais ou menos, satisfeitos pelo SNS.
Existem actualmente 6 mil dentistas em Portugal, inscritos na Ordem dos Médicos Dentistas, número mais do que suficiente para cobrir as necessidades nacionais. A este propósito, o Bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas afirmou, há poucos meses, que a Ordem poderá ser obrigada a limitar o acesso à profissão. Uma das razões apontadas para o excesso de médicos dentistas deve-se ao número de faculdades e de alunos inscritos, que é bastante avultado dificultando, assim, o escoamento total destes profissionais no mercado de trabalho português. Importa realçar que, todos os anos, saem para o mercado de trabalho 600 novos licenciados e que cerca de 247 dentistas portugueses estão a trabalhar no estrangeiro.
No entanto, e apesar do aparentemente elevado número de dentistas no nosso país, os cuidados de saúde oral no SNS são praticamente inexistentes! Do que se sabe, existem apenas 43 unidades de estomatologia em todo o país, unidades essas que só tratam internados e situações graves.
Iniciativas do CDS:
1. Para tentar confirmar o número de unidades de estomatologia, em Junho de 2008, o CDS-PP enviou por escrito uma pergunta à Senhora Ministra da Saúde, questionando quantos serviços de estomatologia/medicina dentária existem nos Hospitais do SNS; quantos e quais os Centros de Saúde e USF que têm cuidados de saúde oral; e quantos médicos dentistas e estomatologistas exercem funções no SNS, discriminados por Hospitais, Centros de Saúde e USF. O CDS-PP já reenviou esta pergunta mais duas vezes – a última no passado dia 9 de Abril – e, até hoje, a Senhora Ministra nunca respondeu, como é sua obrigação regimental.
Podemos, assim, deduzir que apesar das recomendações internacionais e apesar da existência de um Programa Nacional, as medidas deste Governo para assegurar os cuidados de saúde oral aos cidadãos ficaram-se apenas pela distribuição dos cheques-dentista, apresentados no Orçamento de Estado 2008 e destinados a crianças, grávidas e idosos.
2. O CDS-PP já apresentou, por diversas vezes, uma iniciativa legislativa pedindo a inclusão dos médicos dentistas na carreira dos Técnicos Superiores de Saúde, que foi rejeitada pela maioria socialista.
3. Também defendemos que todos profissionais liberais – médicos e tecnologias da saúde oral incluídos, naturalmente – que pratiquem acções de voluntariado, dando o seu tempo para tratar gratuitamente a saúde dos mais desfavorecidos, possam descontar no IRS as horas que dedicam ao voluntariado.

O CDS-PP entende que muitas medidas têm de ser tomadas em matéria de saúde oral. Medidas que se traduzem nas seguintes questões: onde está a intervenção de prevenção da cárie dentária, que deveria ser realizada nas escolas? Foi ou está a ser feita? Em que escolas? Quantas crianças e adolescentes abrange? Quantos cidadãos podem recorrer ao SNS para obter cuidados de saúde oral, com garantias de atendimento? Em que localidades do país? Quantas acções de formação foram feitas junto das famílias portuguesas? Quantas campanhas de informação e sensibilização foram realizadas a nível nacional? O Ministério da Saúde faz a avaliação dos serviços prestados pelos médicos dentistas contratualizados? Como é feita essa avaliação? Estará Portugal em condições de atingir em 2020 as metas estabelecidas pela OMS?
Infelizmente, estas perguntas continuam sem resposta. Pior, estas e muitas mais matérias relativas à saúde oral continuam sem acção por parte deste Governo. Permanecem esquecidas.
Portugal, um país da União Europeia, em pleno século XXI orgulha-se de distribuir computadores “Magalhães” nas escolas, orgulha-se de, em tempo de crise, poder investir em projectos megalómanos como um novo aeroporto ou o TGV, mas não pode orgulhar-se de assegurar aos seus cidadãos alguns dos cuidados de saúde mais básicos e elementares como são os cuidados de saúde oral.
É em casos como este que entendemos que Portugal deve olhar, com humildade, para um país lusófono, o Brasil, cuja saúde oral é das mais avançadas do Mundo. Este país tomou a decisão política, há décadas, de apostar fortemente na saúde dentária, como factor de saúde pública de pleno direito. Iniciaram-se campanhas de sensibilização em todo o território do país (de dimensão incomparavelmente maior que Portugal) para incutir na população uma ideia: um sorriso com dentes saudável é FUNDAMENTAL. Nas escolas, as crianças e jovens são acompanhados desde cedo para uma preocupação constante com a higiene e saúde oral; em meio hospitalar, todos são acompanhados para não deixarem de cuidar dos seus dentes.
Assim, Portugal deverá assumir a saúde oral como uma prioridade, designadamente:
- Criando campanhas eficazes junto da população (sobretudo a jovem);
- Dignificação dos profissionais;
- criação da carreira ou maior contratualização do Estado com médicos dentistas.

domingo, 19 de abril de 2009

344) EDUCAÇÃO ALIMENTAR: Conselhos aos pais

Educação alimentar
* * *
Prevenir a cárie dentária pela redução dos alimentos cariogénicos implica não só reduzir a quantidade de ingestão de açúcares, mas também, e principalmente, a sua frequência. Também sob este ponto de vista, as instituições têm um papel muito importante, pois podem promover dietas equilibradas, com baixo consumo de alimentos açucarados (ex: uma sobremesa por semana, um pão com manteiga em vez de doce).
Existem materiais muito úteis, nesta área, nomeadamente o ‘Manual para uma Alimentação Saudável em Jardins de Infância’ e o ‘Manual de Educação para a Saúde em Alimentação’, que se recomendam. A dieta deverá incluir alimentos que estimulem a mastigação. No entanto, há pessoas com problemas neste domínio que, geralmente, comem papas. Deve-se, assim, ter o cuidado de não adicionar açúcar a estas preparações.As recompensas alimentares dadas por alguma tarefa bem sucedida não devem ser açucaradas.


Os técnicos devem sensibilizar as instituições e os pais para a importância do baixo consumo de alimentos açucarados e refrigerantes, informando que:
• os alimentos açucarados, sólidos e aderentes aosdentes são os mais cariogénicos;
• o efeito cariogénico dos alimentos é maior se estes forem ingeridos no intervalo das refeições;
• uma boa dieta passa pela selecção de alimentos naturais, fruta, legumes, cereais e alimentos fibrosos.
Fonte:Portugal. Direcção-Geral da Saúde – Divisão de Saúde Escolar, Manual de Boas Práticas em Saúde Oral para quem trabalha com crianças e jovens com necessidades de saúde especiais. –Lisboa, Direcção-Geral da Saúde, Divisão de Saúde Escolar, 2002.
(Retirado de Professor Escovinha)

quinta-feira, 9 de abril de 2009

342) Análise ao Estudo Nacional de Prevalência das Doenças Orais 2008 (7ª Parte)

As doenças orais na infância e na adolescência
* * *
O Estudo Nacional de Prevalência da Doenças Orais 2008 identifica a cárie dentária e as doenças periodentais nas crianças e jovens portugueses, a que se vem juntar a fluorose em determinadas áreas geográficas.
O cálculo dos índices de cárie dentária permitiu verificar que o seu valor cresce à medida que aumenta a idade das crianças e jovens, o que pode supor uma condição associada a um desleixo da saúde oral à medida que as crianças e os jovens crescem e/ou a uma maior atenção da saúde oral das crianças quando estas são mais pequenas. Não nos podemos esquecer as mudanças do meio que as crianças e os jovens vão tendo à medida que vão crescendo, o que poderá também contribuir para a evolução atrás referida. Estarão os jardins-de-infância e os estabelecimentos escolares do primeiro ciclo mais aptos em apoiar e ajudar de uma melhor forma e mais consistentes do que os outros níveis superiores de ensino? Se sim, porque será?
Cárie dentária aos 6 anos de idade - Muito preocupante é a discrepância registada entre as várias regiões do país: “Na dentição temporária, a Madeira, com um índice cpod de 3,61, apresentava a maior prevalência de doença, sendo a diferença, estatisticamente significativa face à média nacional. Na dentição permanente, os Açores, tinham um índice CPOD de 0,24, que era triplo da média nacional. As regiões do Centro (0,02), de Lisboa e Vale do Tejo e do Algarve (0,03) apresentavam os valores mais baixos; estas variações são estatisticamente significativas. (…) Por regiões de saúde a percentagem de dentes temporários cariados (aos seis anos de idade) era muito elevada, variando entre 83% no Alentejo e Açores e 94% em Lisboa e Vale do Tejo.”
Estes contrastes evidenciam claramente a falta de oportunidade de acesso à saúde oral em grande parte do território nacional, constituindo uma gravíssima injustiça praticada sobre as crianças que vivem em zonas desfavorecidas; por outras palavras, na saúde oral prova-se a discriminação feita em benefício das regiões mais ricas, prejudicando sempre as regiões mais pobres (lógica absurda se pretendermos falar em coesão nacional, pois são as crianças que vivem nas regiões mais desfavorecidas que têm menos garantias de saúde oral).

segunda-feira, 6 de abril de 2009

341) Qual a Saúde Oral que os partidos políticos querem para Portugal?

Aos Senhores Presidentes dos Grupos Parlamentares do PS, PSD, PCP, CDS-PP, BE e PEV: Serve o presente para solicitar aos diversos partidos políticos e grupos parlamentares representados na Assembleia da República que tenham a delicadeza de apresentarem ao Blogue SAÚDE ORAL (http://saudeoral.blogspot.com/) qual a sua linha de actuação e propostas de intervenção ao nível da prestação de cuidados de saúde oral que preconização para a população em geral e para os grupos mais vulneráveis em Portugal, tendo em vista as próximas eleições legislativas para nova legislatura de 2009 a 2013.
Agora que estão decorridos trinta e cinco anos após o 25 de Abril de 1974 e mais de vinte após de integração de Portugal na União Europeia, a saúde oral em Portugal continua a ser tratada de uma forma anacrónica e lastimável pelos governos, com intervenções pontuais e de fachada, sem colmatar quaisquer causas pela raiz, pelo que urge informar todos os portugueses pelas soluções que os várias organizações políticas se propõem trabalhar na próxima legislatura para mudar radicalmente o panorama actual da prestação de cuidados de saúde oral no nosso país.
Agradece-se o envio das propostas (máximo duas páginas de tamanho A4), que serão publicadas no Blogue SAÚDE ORAL, a fim de os portugueses poderem ser informados e poderem escolher livremente aquelas que considerarem melhor servir a população e o país.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

340) Dentes de leite - como mantê-los saudáveis?

Os dentes de leite fazem a sua aparição por volta dos seis meses e dão lugar aos dentes definitivos cerca dos seis anos. Apesar de serem um curto episódio na "história" da nossa vida, devem ser cuidados, uma vez que o seu estado de conservação vai influenciar a saúde dos dentes definitivos.
Se os dentes de leite de uma criança estiverem cariados existe um risco real de virem a contaminar, desde o início, os dentes definitivos, enfraquecendo o seu esmalte, ainda frágil durante os primeiros tempos de actividade.
Veja quais os cuidados a ter para que a criança possua sempre dentes saudáveis:
1. Escovar os dentes - A existência de bactérias na cavidade bucal é uma situação perfeitamente normal. Porém, quando o número de bactérias de torna excessivo, quebra-se o equilíbrio existente e podem surgir cáries. A principal causa deste desequilíbrio é a falta de higiene oral.
Para prevenir o aparecimento de cáries, entre os seis e os doze meses, a mãe deve limpar os dentes da criança com uma compressa. A partir desta idade, regra geral, a criança já consegue manusear a sua própria escova de dentes (sem usar dentífrico). A partir dos 24 meses a criança já consegue usar pequenas quantidades de dentífrico sem o engolir e, pouco a pouco, deve ser-lhe incutido o hábito de escovar os dentes depois das refeições.
Atenção: Boa parte dos medicamentos destinados às crianças são açucarados, pelo que devem ser administrados antes da lavagem dos dentes.
2. Fornecer um suplemento de flúor - Os suplementos em flúor estão disponíveis em comprimidos ou em gotas. Podem ser dados à criança desde o nascimento do primeiro dente até cerca da altura em que a criança começa a ter uma alimentação semelhante à dos adultos (catorze meses). Se as águas do concelho não forem (como acontece frequentemente) enriquecidas com flúor, é aconselhável manter o suplemento de flúor até à adolescência.
3. Uma alimentação anti-cárie - Os açúcares contidos nos alimentos são os principais responsáveis pelas primeiras cáries. As bactérias que normalmente habitam a cavidade bucal transformam estes açúcares em ácidos. Estes ácidos criam cavidades nas quais elas se instalam e continuam o seu trabalho de destruição.
Para eliminar este risco há que fazer uma alimentação diversificada, pobre em alimentos ricos em açúcares. É também muito importante definir horários concretos para as refeições, proibindo o consumo de alimentos (ou seja, chocolates, rebuçados, gomas e outros alimentos desta natureza) fora das refeições. Porquê? Porque nestas ocasiões a saliva, que contém enzimas que "partem" as moléculas de açúcar, está menos activa. Logo, estas moléculas estão muito mais disponíveis para serem transformadas em ácidos pelas bactérias. É também importante não exagerar na quantidade de alimentos picados que a criança (já com uma dentição eficiente) consome.
Conhece a "cárie do biberão"? Este problema pode atingir todos os dentes dos bebés, excepto os caninos e os incisivos inferiores. Deve-se a uma exposição excessiva aos açúcares e tem origem nos biberões com água açucarada, sumos de frutas, leites aromatizados, bem como nas tetinas embebidas em mel. Para não ter enfrentar este problema, não dê bebidas açucaradas à criança e não a deixe usar o biberão como chupeta.
* * *
Adenda (Recebida por correio electrónico)
Actualmente já não se recomendam suplementos de flúor a não ser em casos identificados de crianças com mais de 3 anos com alto risco à cárie dentária. Foi estudado o efeito do flúor no organismo e chegou-se à conclusão de que o efeito preventivo do flúor em relação à cárie dentária é apenas tópico e não sistémico como se pensava.
Como tal apenas se recomendam, nos casos específicos que já referi, a utilização dos comprimidos de flúor (e não das gotas) pois são chupados e permanecem em altas concentrações na cavidade oral durante esta administração.
O melhor fornecimento de flúor é feito através do dentífrico e de bochechos de flúor pela sua acção tópica.

segunda-feira, 30 de março de 2009

339) Século XXI: O descalabro da saúde oral em Portugal

Pela sua pertinência trago para aqui dois comentários que foram enviados para o SAÚDE ORAL. O primeiro provem de uma médica dentista que trabalha com crianças e jovens num centro de saúde, chamando a atenção para o facto de ser colocada no desemprego pelo famoso cheque dentista que trata as crianças aquela hora daquele dia daquele mês daquele ano naquele sítio com aquele fulano, mesmo que para isso tenha agora OFICIALMENTE que esperar dois, três ou mais anos para ter idade para ser tratado a um abcesso ou a uma cárie (daria vontade de rir se não fosse verdade e não estivéssemos em Portugal, com um governo do Partido Socialista):
“Sou médica dentista e trabalho num centro de saúde a atender só crianças dos 3 aos 18 anos. Estou em risco de ficar desempregada devido à criação do famoso cheque dentista que não é mais do que atirar areia para os olhos do nosso povo... uma criança com 8 anos, por exemplo, terá de esperar até aos 10 para tratar um abcesso? Uma criança com 5 anos já com os primeiros molares terá de esperar até aos 7 para selantes?”
O segundo comentário é de quem também está no terreno e sabe o que vai acontecer à maioria das crianças e jovens com quem está a lidar: daqui a cinco, dez ou quinze anos (2015, 2020 ou em 2025) muitos deles terão perdido metade (escrevi bem, metade) dos dentes porque agora não têm qualquer hipótese de terem acesso a cuidados de saúde oral (falo claro, cuidados de saúde oral no sentido exacto do termo):
“Trabalho como psicóloga num agrupamento de escolas inserido num bairro social muito problemático. Tenho lá alunos que tenho a clara percepção que quando chegarem à idade adulta, não terão metade dos dentes, ou seja, a prevenção nestes jovens já era. Necessitam de inúmeros tratamentos, mas os adultos responsáveis por eles reclamam não conseguir pagar as consultas.
Digo adultos, pois muitos não têm pais, e muito menos alguém que desde cedo pudesse considerar a saúde oral como uma prioridade a par de outras. Com 2 ou 3 cheques dentistas, como vão estes alunos fazer os tratamentos que necessitam? Já para não falar da quantidade de jovens que já ultrapassaram os 13 anos...Não há nenhuma forma de apoio social a estas pessoas?”
Apesar de estarmos no Século XXI e Portugal pertencer à União Europeia, parece que o destino e o percurso destas crianças e jovens será pouco diferente de outros que agora chegaram à idade adulta (ver aqui).
Mas há mais … Sabe que, se tiver a infeliz necessidade de recorrer a uma urgência de odontologia em determinados hospitais centrais (digo bem, hospitais centrais), não existe sequer um médico especializado para o atender? Vá lá, imagine-se num fim-de-semana em Vila Real e acontece-lhe o azar de ter um acidente facial e necessite urgentemente de ser atendido por um odontologista ou médico dentista? Bem, o melhor é que isso nunca lhe venha a acontecer!
E sabem mais? O senhor Primeiro Ministro, a Senhora Ministra da Saúde, a Senhora Ministra da Educação, o Senhor Director-Geral da Saúde, os senhores Deputados à Assembleia da República, o Senhor Presidente da República e a Ordem dos Médicos Dentistas têm conhecimento destes factos. E o que fazem para os resolver? Todos sabemos que estes senhores lidam com dezenas de milhares de milhões de euros e que bastava tão pouco para que este problema não fosse um cancro dentro do nosso país; apenas a má fé própria de todos eles (vá lá o diabo saber porque agem assim) negam o acesso à saúde oral a largas centenas de milhares de crianças e jovens do país, com consequências devastadoras para o resto das suas vidas.
Gerofil

quarta-feira, 25 de março de 2009

338) Mais de 200 mil crianças abrangidas com cheques-dentista

Mais de 200 mil crianças com sete, dez e 13 anos que frequentam o ensino público vão ser abrangidas pelos cheques-dentista, anunciou hoje o secretário de Estado da Saúde, Manuel Pizarro. A portaria que alarga os cheques-dentista às crianças foi publicada hoje em Diário da República e tem como objectivo essencial a preservação da dentição definitiva.
Em declarações à Agência Lusa, Manuel Pizarro explicou que vão ser abrangidas por esta medida 210 mil crianças. "Todas as crianças que completam este ano sete, dez anos e 13 anos e que frequentam o ensino público", sublinhou. Haverá ainda 20 mil cheques para crianças do ensino pré-escolar, com quatro e cinco anos, que sejam indicadas pelos seus médicos de família, revelou à Lusa.
Segundo Manuel Pizarro, as crianças com sete e dez anos receberão no máximo dois cheques e os de 13 anos três. "Se tomarmos como referência o que está a acontecer com as grávidas que recorrem ao Serviço Nacional de Saúde e que recebem cheques-dentista desde Maio de 2008, cada cheque dá para fazer em média dois tratamentos", justificou.
A medida insere-se no Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral (PNPSO), que foi elaborado pela Direcção-Geral de Saúde e pelas organizações profissionais que representam os médicos dentistas e os estomatologistas. "Eu julgo que todos reconhecemos que uma das limitações do Serviço Nacional de Saúde era o acesso à saúde oral", afirmou o secretário de Estado, acrescentando: "Pretendemos, de uma forma equilibrada e tecnicamente sustentada, ir aos poucos introduzindo programas de saúde oral que valorizem o Serviço Nacional de Saúde".
Em 2008, foram as grávidas e os idosos abrangidos por esta medida, que em 2009 foi alargada às crianças. "Isto é para ter continuidade que seja sustentável do ponto de vista técnico e financeiro e que permita que os portugueses possam sorrir com um sorriso mais bonito", acrescentou.
Os utentes beneficiários têm liberdade de escolha dos médicos estomatologistas e dentistas aderentes, que constam de uma lista nacional disponível nas unidades funcionais dos agrupamentos de centros de saúde e no sítio electrónico
* * *
Mais uma gota de água para colmatar a precariedade e o abandono da valência da saúde oral no nosso país. Depois de um vasto estudo sobre a saúde oral (Estudo Nacional de Prevalência das Doenças Orais 2008), surgem medidas desgarradas e sem qualquer sentido para combater e resolver eficazmente o problema; parece mesmo que afinal não valeu a pena o esforço e o dinheiro gasto naquele estudo, pago pelo dinheiro dos contribuintes.
Em vez de efectuar um projecto inovador e de eficácia, de acesso a todas as crianças e adolescentes, com base naquele estudo, valorizando a qualidade e não os números, voltamos a assistir a iniciativas governamentais de pura demagogia e propaganda em véspera de eleições, pois o que interessa são números e mais número, sem qualquer interesse pela qualidade, durabilidade e sustentabilidade das medidas tomadas.
Espera-se que as entidades profissionais ligadas ao sector da saúde oral saibam demarcar-se destas medidas demagógicas, não alinhando na distribuição de rebuçados às crianças, propondo políticas de saúde oral alternativas e que sejam eficazes e eficientes e que tenham única e exclusivamente o interesse das crianças e jovens portugueses.
Gerofil

terça-feira, 24 de março de 2009

337) Ordem quer baixa do IVA nos dentífricos com flúor como "medida de saúde pública"

A Ordem dos Médicos Dentistas (OMD) defende a redução do IVA nas pastas dentífricas com flúor, através de uma reclassificação do produto, por "comprovadamente serem eficientes na prevenção da doença infecciosa mais comum, a cárie dentária". À Lusa, o bastonário Orlando Monteiro da Silva argumentou ser uma "medida de saúde pública".
"O flúor é comprovadamente uma substância eficaz na prevenção e por isso os dentífricos não devem ser taxados como qualquer perfume ou outro cosmético", a 20 por cento, disse. A Ordem já solicitou a alteração da taxa em 2007, em carta enviada ao então ministro da Saúde Correia dos Campos, mas não obteve qualquer resposta.
A OMD pretende que as pastas, actualmente consideradas produtos de luxo cosméticos, sejam reclassificadas como bens essenciais preventivos e terapêuticos, como já aconteceu com fraldas e preservativos. Depois da reclassificação, a diminuição da taxa de IVA pode ficar inscrita no Orçamento de Estado, previu Orlando Monteiro da Silva.
Por outro lado, os refrigerantes ou os chupa-chupas são tributados a cinco por cento "quando são produtos altamente cariogénicos", notou ainda o bastonário. Fonte da Direcção-Geral da Saúde (DGS) indicou hoje que qualquer decisão nesta área é "política" e que a DGS não recebeu pedido para se pronunciar. Cabe à DGS avaliar e sustentar tecnicamente a relevância e importância dos pedidos, acrescentou a mesma fonte à Lusa.
Fonte da Autoridade Nacional do Medicamento (INFARMED) referiu ser responsável pela garantia de qualidade do que é colocado no mercado em termos de medicamentos, produtos cosméticos e de higiene corporal. Para ser considerado como medicamento, os fabricantes terão de submeter o produto às diversas entidades europeias competentes, explicou ainda a mesma fonte.
O bastonário sustentou, por seu lado, não pretender que as pastas passem a medicamentos, o que acarreta um complexo processo, mas a bens essenciais e lembrou que a reclassificação cabe a cada Estado-Membro. À Lusa, o responsável exemplificou a diferença do IVA taxado entre Portugal (20 por cento) e Espanha (7 por cento) nos materiais de uso médico dentário.
* * *
A Ordem dos Médicos Dentistas tem a obrigação de intervir nas políticas de saúde oral seguidas no país; é tempo de assumir as suas responsabilidades pelo panorama desolador na prestação dos cuidados primários e preventivos que hoje (não) se fazem em Portugal.
Não é apenas a descida do IVA sobre as pastas dentífricas; a OMD deve e tem a obrigação de ir muito mais longe e exigir firmeza e determinação na resolução do problema do abandono dos cuidados de saúde oral a prestar à população feito pelo actual governo do Partido Socialista, bem como pelos outros que o antecederam.
Porque somos todos nós a pagar impostos para a formação dos médicos dentistas em Portugal; estes médicos formados não podem depois estar apenas ao serviço das pessoas ricas e abandonar ao esquecimento a assistência que devem ter com o resto da população que pagou a sua formação com o dinheiro dos seus impostos.
É lamentável a desgraça que se abate sobre os mais desfavorecidos, nomeadamente crianças, jovens e idosos a quem é descurado qualquer tipo de acesso a cuidados dignos de saúde oral, apesar de sermos um país membro de pleno direito da União Europeia.
Gerofil

quinta-feira, 19 de março de 2009

336) Portugal e Espanha: duas formas distintas e completamente opostas de tratar a saúde oral das crianças


O Ministério da Saúde lançou uma campanha de saúde oral em que todas as crianças espanholas entre 7 e 15 anos podem visitar gratuitamente o dentista durante o ano de 2009. Bernat Soria, ministro da Saúde e Defesa do Consumidor, disse que "o objectivo é que a saúde oral diz respeito a todos e que o sorriso de cada criança nunca deverá depender da sua condição social." Assim, irá promover a extensão destes serviços em Espanha, com a assinatura de acordos com as Comunidades Autónomas. O projecto inclui uma ampla cobertura de serviços odontológicos, a partir de revisões anuais a um tratamento especial, através de obturação, extracção de dentes ou limpeza da boca, por exemplo.

MangaSpam.com

* * *

O mesmo problema em dois países irmãos: em Espanha faz-se campanhas de prevenção para eliminar o problema; em Portugal "esconde-se" o problema para evitar a prevenção.

Completamente vergonhoso o comportamento das entidades públicas e privadas portugueses, relacionadas directamente com a área da saúde oral, ao restringirem o acesso das crianças e jovens a cuidados de saúde primários consoante a sua classe social; não foi para isto que se fez o 25 de Abril de 1974. É imperativo denunciar o escândalo, cá e no estrangeiro, pois todos estamos a pagar impostos de igual modo para a formação dos dentistas e estomatologistas, que não podem estar só ao serviço das classes sociais ricas.

Gerofil

segunda-feira, 16 de março de 2009

335) Verbas do Orçamento de Estado suficientes para «manter e melhorar» cuidados de saúde, diz ministra

A Ministra da Saúde, Ana Jorge, considerou que o Orçamento de Estado para 2009 é o suficiente para «manter e melhorar os cuidados de saúde à população». Em declarações à margem da assinatura de um protocolo com as Câmaras de Vila do Conde e da Póvoa de Varzim para a construção de um novo centro hospitalar, Ana Jorge afirmou que «temos o orçamento que é o possível neste momento e, portanto, temos a obrigação de o gerir bem».
Segundo a Ministra da Saúde, «gerir bem não significa cortar, significa pensar nos recursos que existem e nas necessidades que há». «É fundamental definir prioridades, envolver os profissionais e também a população, que tem de ser capaz de recorrer aos serviços de saúde de forma racional e responsável», afirmou Ana Jorge.
A propósito da proposta de Orçamento de Estado para 2009, a ministra frisou que foi feita «com realidade e pensando naquilo que é possível fazer desde que seja bem gerido». Para a responsável, as prioridades «estão definidas», destacando-se a continuidade das reformas dos cuidados de saúde primários e dos cuidados continuados e hospitalares, além dos «programas de saúde que fazem parte do plano nacional e que tem de ser acompanhado».
No que concerne a listas de espera em cirurgia e saúde oral, Ana Jorge afirmou que «vamos dar enfoque nalgumas áreas para melhorar aspectos complicados».
A ministra que detém a pasta da Saúde também anunciou que divulgará um programa sobre a redução das listas de espera em cirurgia, relativo à cirurgia de ambulatório. «Este novo modelo, com um conjunto de atitudes e práticas que divulgaremos segunda-feira, permitirá reduzir as listas de espera, porque há muitas cirurgias que se podem realizar com apenas um dia de internamento, em condições de total segurança para o doente», concluiu Ana Jorge.
* * *
A Senhora Ministra reconhece que não são as verbas que constituem o principal entrave à produtividade na área de saúde pública e, consequentemente, da prestação de cuidados de saúde primária às populações. De facto, existe uma falta de organização da forma de administrar os vários departamentos de saúde pública, quantas vezes obsoletos e que, em vez de melhorar os cuidados de saúde da população, têm o efeito perverso de actuarem em sentido oposto.
O avanço tecnológico pode libertar muitos recursos do Serviço Nacional de Saúde desperdiçados em burocracia para ser implantado directamente na prestação de cuidados de saúde.
Por exemplo, porque é que o Ministério da Saúde não transfere as verbas que gasta em saúde oral para as escolas ou para os centros de saúde? Poder-se-ia assim ganhar imenso em termos de produtividade e resultados em saúde oral; enquanto tal não acontecer, é o desespero de quem precisa e vê recusado tratamentos de saúde oral, especialmente as camadas da população mais carenciada, crianças e idosos a quem lhes é negado qualquer possibilidade de um tratamento eficaz em tempo útil.
Palavras para quê? Exige-se é acção e basta de burocracia nos organismos do Ministério da Saúde.
Gerofil

segunda-feira, 9 de março de 2009

334) Acção de Formação em Voluntariado (ONG Mundo a Sorrir)

Caros Colegas,
Como é do v/conhecimento, a ONGD Mundo a Sorrir desenvolve os seus projectos com o apoio dos seus associados em regime de voluntariado. Assim sendo e para que possamos desenvolver esse mesmo serviço voluntário com qualidade, apostamos na formação dos nossos associados, assim como de potenciais voluntários que se queiram juntar à nossa Causa em prol da Saúde Oral.
E é neste contexto, que nos dirigimos aos Estabelecimentos de Ensino de Medicina Dentária e outros parceiros de comunicação no sentido de solicitar autorização para a divulgação da n/Acção de Formação em Voluntariado junto dos v/associados e Bloguistas, assim como perguntar qual a melhor maneira para o fazermos. Aproveitamos este momento, para informar dos dois grandes projectos a que vamos dar início, ambos aprovados pelo Alto Comissariado da Saúde, e no caso da Clínica, também pela Fundação EDP Solidária:
1) “Projecto Saúde Oral sobre Rodas”, um autocarro que circulará pela cidade, visitando as escolas do 1º ciclo, e onde serão efectuadas sessões de esclarecimento e formação, tendo como objectivos principais da sua intervenção: a promoção de Campanhas de Informação, Prevenção e Promoção da Saúde Oral e desenvolvimento de um trabalho que concorra para a melhoria das condições de vida das famílias. Pretendendo-se também, com estas visitas elaborar um estudo epidemiológico do estado da Saúde Oral na população abrangida pelo projecto.
2) "Projecto Clínica Apoio à Saúde Oral - CASO", uma clínica solidária para apoio a grupos específicos, nomeadamente: jovens, grávidas, idosos e grupos de risco e que pretende ser um veículo de melhoramento da Saúde Oral, numa perspectiva de inclusão social dos utentes.
Certos da v/melhor atenção, agradecemos antecipadamente a V/prezada resposta, enviando
Melhores Cumprimentos
Mundo a Sorrir - Associação de Médicos Dentistas Solidários Portugueses
Rua Ciríaco Cardoso 265-C 5ºDT
4150-213 Porto
220169882/931653608
http://www.mundoasorrir.org/
geral@mundoasorrir.org
--------------------------------------------
Instituição de Utilidade Pública de Portugal
Organização Não Governamental para o Desenvolvimento
Membro da Plataforma Portuguesa das ONGD

333) VERGONHA DO SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE: Centro de Saúde sem dentista há um mês

Desde Setembro que os utentes do Centro de Saúde de Aveiro não têm à sua disposição os serviços de uma médica dentista. A profissional reformou-se e a sua substituição não está para breve, segundo apurou o JN. A passagem à reforma da médica dentista em Setembro passado que prestava serviço no Centro de Saúde de Aveiro, deixou os utentes sem possibilidade de poderem recorrer à prestação de cuidados de saúde oral, no caso dos doentes agudos.
A solução encontrada para obviar à falta da profissional de saúde ora, foi segundo o responsável pelo Centro de Saúde de Aveiro, João Terrível a distribuição de "cheques-dentistas" aos idosos e grávidas e a contratualização com médicos-dentistas ou estomatologistas privados. "Os doentes agudos terão que recorrer aos serviços privados", disse ao JN, João Terrível que minorou os efeitos da falta da dentista no Centro de Saúde.
"Ela tinha um horário de doze horas por semana, por isso, não eram muitos os utentes que tinha", referiu o director do Centro de Saúde de Aveiro que lembrou que aquela unidade de saúde possui em serviço um higienista oral. "Estamos em démarches para solucionar o problema, estando a ser equacionada uma solução, que de qualquer das maneiras nunca será encontrada a curto prazo, mas sim a médio prazo", disse ao JN.
* * *
É absolutamente vergonhoso a política de saúde oral seguida em Portugal. Este exemplo demonstra claramente a tentativa do Ministério da Saúde em destruir o pouco que ainda vai existindo no atendimento da população.
Entre as promessas e os actos sobra a má fé e a liquidação, por parte do Governo, dos cuidados de saúde oral prestados pelo Serviço Nacional de Saúde, algo impensável durante o Estado Novo.
Haja coragem e denuncie-se a situação, pois os impostos que cada um de nós paga (quer seja rico ou pobre) para a formação de dentistas em Portugal não pode depois reverter apenas e só em benefício da classe social de altos rendimentos, que pode pagar consultas no privado.
Infelizmente (porque será?), a Ordem dos Médicos Dentistas parece estar surda perante tão grave atentado à população do país perpetrado pelo actual governo.
Gerofil

domingo, 1 de março de 2009

331) SAÚDE ORAL: O que devia ser obrigatório no ensino básico e secundário e que ninguém fala.

Sem uma atitude firme dos pais ou responsáveis, qualquer criança ou adolescente pode ter comprometido o seu sorriso definitivamente para o resto da sua vida, com os graves problemas psicológicos e físicos que lhe estão associados.
Porque é que estes assuntos não são directamente abordados e tratados, encontram-se actualmente praticamente banidos dos currículos obrigatórios dos ensinos básico e secundário?
Afinal, se existe uma Ordem dos Médicos Dentistas, qual a sua função no quadro das políticas de prevenção das doenças de saúde oral na infância e adolescência? Não serão concerteza a de adormecer junto aos interesses que os Ministérios da Educação e da Saúde sempre tiveram de desprezar, na generalidade, a saúde oral das crianças e jovens abrangidos pelos ensinos básico e secundário do nosso país.
Afinal, ainda há muito, mas mesmo muito, por fazer pela jovem Democracia Portuguesa nascida em 25 de Abril de 1974; e uma dessas coisas é combater a violação sistemática dos Direitos Humanos pelo estado português e respectivos governos, quando falamos no acesso das crianças e jovens a tratamentos de saúde oral no nosso país, feito actualmente em função das possibilidades económicas de cada família.
* * *
Bibliografia recomendada a qualquer pai ou educador, obrigatório em todas as bibliotecas e centros de recursos didácticos de qualquer escola:

Sorri Dente
Autor: Trigo, Mauricio
Editora: Garrido Editores
ISBN 972-8471-42-4
ISBN 972-8738-15-3

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

330) Câmara de Silves promove rastreios médicos gratuitos

Um conjunto de rastreios médicos e acções de sensibilização terão lugar entre 3 e 6 de Março, em Silves. Esta iniciativa resulta de um protocolo de cooperação estabelecido entre o Município de Silves e a Empresa Tecnifar – Indústria Técnica, que permitiu a implementação do projecto “SMS – Solidariedade Médica Social”.
Estes rastreios terão lugar na Fissul e nos quatro Agrupamentos de Escolas do concelho. No edifício Fissul serão realizados exames às populações adulta e idosa, entre as 09h30 e as 18h00, ininterruptamente. Nos Agrupamentos de Escolas privilegiar-se-ão as crianças do 1º Ciclo do Ensino Básico, decorrendo a actividade entre as 09h30 e as 17h30. Efectuar-se-ão, igualmente, com a colaboração das unidades móveis do CAD de Faro e do Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio, rastreios do VIH/Sida e recolha/doação de sangue.
Assim, durante os dias em que decorrerão estas acções, todos os interessados poderão efectuar Rastreios Visuais, participar em momentos de sensibilização para a Higiene Oral, fazer Avaliações Nutricionais, medições diversas (Tensão Arterial, Glicemia, Colesterol e Índice de Massa Corporal), Densitometrias Ósseas (para averiguar da existência ou não de osteoporose), Electrocardiogramas e Espirometrias (exames que permitem ver o funcionamento dos pulmões, medindo a quantidade de ar que conseguem suportar e a rapidez das expirações).
No caso dos estabelecimentos de ensino serão efectuados, ainda, Rastreios Visuais às crianças sinalizadas para o efeito, bem como uma Acção de Sensibilização para a Higiene Oral a todos os alunos.
Ao todo, esta iniciativa envolverá a participação de 25 técnicos de saúde, entre médicos e enfermeiros, para além do staff da Câmara Municipal de Silves, nomeadamente os técnicos do Sector de Acção Social – Divisão de Desporto, Juventude e Acção Social, que coordenarão esta iniciativa.
Para mais informações, os interessados deverão contactar esta Divisão, através dos telefones 282 440 270, ou 282 440 831.
* * *
Mais uma iniciativa autárquica de louvar; felizmente começam a urgir câmaras municipais e juntas de freguesia que entendem as necessidades das populações locais. Embora sabendo que muitos outros autarcas ainda investem milhares de euros em viagens de luxo pelo estrangeiro (onde anda o Governo e a Procudaria-Geral da República para investigar estas viagens?), começa hoje a surgir uma nova geração de pessoas nas autarquias que colocam os interesses comunitários acima dos interesses dos seus umbigos.
Gerofil

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

329) A SAÚDE ORAL DO MINISTÉRIO DA SAÚDE: Entre as promessas e a prática ...

A dívida total vencida (a mais de 90 dias) do Serviço Nacional de Saúde (SNS) ascendia a 908 milhões de euros no final de Setembro. O grosso (727 milhões de euros) é da responsabilidade dos hospitais empresarializados (EPE), que constituem cerca de 90 por cento dos hospitais públicos em Portugal, em dimensão financeira e em número de camas.
Foi justamente para "acabar com o drama dos hospitais que não pagam a tempo e horas" e "injectar liquidez na economia" numa altura de crise que o Governo decidiu alargar e activar o fundo de apoio aos pagamentos do SNS (nunca usado, apesar de existir desde 2006).
Os hospitais SPA e serviços centrais resultará de uma realocação de verbas, nomeadamente desactivações e transferências entre programas - usando, por exemplo, o dinheiro que este ano (2008) sobrou dos programas de saúde oral e da procriação medicamente assistida.
* * *
É absolutamente vergonhoso que a actual equipa do Ministério da Saúde “esconda” os programas de saúde oral, aproveitando daí dividendos para pagar dívidas de má gestão, enquanto se nega tratamentos de saúde oral a centenas de milhares de portugueses, nomeadamente crianças e adolescentes, mantendo-os numa ignorância permanente relativamente às suas necessidades de saúde.
Recado à Senhora Ministra da Saúde: afinal, das promessas politicamente correctas à prática real vai uma grande lata; absolutamente demagoga esta evolução da política de saúde oral em Portugal.
Ao menos que enviem este recado à Juventude Socialista para que também se lembre, no Parlamento, do que realmente precisam as nossas crianças nas escolas.
Gerofil