quinta-feira, 28 de maio de 2009

352) Intervenção inicial da Ministra da Saúde na audição da Comissão Parlamentar de Saúde

Intervenção inicial da Ministra da Saúde
na audição da Comissão Parlamentar de Saúde
(21 de Abril de 2009)
* * *
Senhora Presidente da Comissão Parlamentar de Saúde, Senhoras e Senhores Deputados, Comunicação Social: É com muito gosto que me encontro aqui para responder às questões dos Senhores Deputados. Manifestei a minha disponibilidade há algum tempo, mas, por razões dos trabalhos desta Assembleia, só hoje se concretizou.
Este ano o Serviço Nacional de Saúde (SNS) faz 30 anos. Nestas décadas foram muitas as mudanças demográficas, sociais, económicas e culturais às quais o SNS teve de se adaptar. Temos dado continuidade às reformas que fazem parte do programa deste Governo, implementando as medidas consideradas relevantes. As políticas certas são para levar até ao fim. A nossa responsabilidade é para com o cidadão. Trinta anos depois, defendemos um Serviço Nacional de Saúde revigorado e capaz de responder às novas necessidades, mas assente nos mesmos princípios: universal, geral e tendencialmente gratuito, como um dos alicerces do Sistema de Saúde Português.
(...)
O alargamento do Programa de Saúde Oral aos mais novos: A atribuição de cheques-dentista a grávidas e a idosos beneficiários do complemento solidário do idoso, que até à data perfazem um total de mais de 50 mil cheques, foi um sucesso. Foi decidido o alargamento deste programa aos mais novos.
Ainda este mês, as crianças e jovens com 7, 10 e 13 anos que frequentam a escola pública vão ter acesso a consultas de saúde oral e, se necessário, direito a dois ou três cheques-dentista para tratamento. Esta medida é o complemento necessário ao programa de prevenção da cárie dentária já existente. No total, serão abrangidas 190 mil crianças.
Estão, ainda, a ser disponibilizados mais 20 mil cheques-dentista para o tratamento de crianças com necessidades identificadas nos exames globais de saúde, dos 4-5 anos, antes da entrada para o ensino obrigatório.
Portal do Governo

segunda-feira, 25 de maio de 2009

351) Higiene oral em crianças com menos de dois anos - Conselhos para os jovens papás!

A higiene oral para crianças deve ser levada a sério desde cedo, pois é na infância que se dá a calcificação dos dentes permanentes. E para criança aprender a importância de cuidar dos dentes e da higiene da sua boca, os pais devem dar o exemplo, escovando os dentes na frente dela. Depois, é interessante comprar uma escova infantil para motivá-la. Ela deve realmente gostar de escovar os dentes; quanto maior for seu interesse e afinidade com a escova, melhor.
A criança deve ser incentivada a mastigar para que aconteça um bom desenvolvimento do aparelho mastigatório. Os dentes são imprescindíveis para a fonação, pois a perda precoce do dente pode prejudicar a pronúncia de alguns fonemas ou acarretar maus hábitos, como a interposição da língua. E a função estética também é muito importante, pois as crianças que perdem algum dente de leite muito cedo passam a ser motivo de gozo pelos colegas, e isso pode causar problemas psicológicos.
Estojo Toilette com:
-Corta-unhas com pega antiderrapante;
-Escova de dentes para os mais pequenos;
-Escova de dentes/estimulador de gengivas para recém-nascido;
-Escova e pente com pegas Soft Grip;
-Pente para recém-nascido;
-Luvas protectoras (2 pares);
-8 limas.
Antes dos 2 anos
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Durante esta fase, limpe os dentinhos do seu filho. Use gaze ou uma fralda húmida nas gengivas, mesmo antes de aparecerem os primeiros dentes. Quando estes começarem a nascer, proceda da seguinte maneira:-Fique atrás da criança, e, com uma das mãos, afaste os lábios e bochechas da criança. Com a outra, escove os lados de fora e de dentro dos dentes em movimentos circulares;
-Escove a parte de cima dos dentes (superfície mastigatória) com movimentos de "vai-vem";
-Escove também a língua.
Importante: o uso da pasta de dentes não é recomendável nesta idade, porque ela contém flúor, que é tóxico se ingerido em grande quantidade. Se desejar usar a pasta, aplique uma quantidade bem pequena. Não corra riscos. Em caso de grande ingestão de pasta de dente, procure o médico imediatamente.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

350) S.Pedro do Sul: Câmara Municipal distribui kits de higiene oral às crianças

Cerca de 1200 crianças que frequentam as escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico (CEB) e Jardins-de-infância do concelho de S. Pedro do Sul vão ser contempladas com um kit de higiene oral, composto por uma escova e uma pasta de dentes, oferecido pela Câmara Municipal. A entrega dos primeiros kits decorreu no dia 14de Abril, na Escola do 1º CEB da vila de S. Pedro do Sul. As actividades estão a cargo da equipa de Saúde Escolar do Centro de Saúde local e de Técnicos de Educação da Câmara Municipal.
O projecto, desenvolvido em parceria com o Centro de Saúde de S. Pedro do Sul no âmbito da Educação para a Saúde, tem como principal objectivo trabalhar com as crianças a higiene em geral e a higiene oral em particular, promovendo a aquisição de conhecimentos, capacidades e competências para a promoção da sua saúde oral. Para além disso, o programa pretende demonstrar a importância da saúde oral para manter um estilo de vida saudável; alterar hábitos de higiene oral; sensibilizar para a importância de consultar o dentista periodicamente; e implementar nas crianças o bom hábito de escovar os dentes após as refeições.
Para o vereador da Educação e Acção Social da autarquia, Rogério Duarte, “uma boa prenda que os pais, encarregados de educação e a sociedade em geral podem oferecer aos mais pequenos é a possibilidade de terem uma dentição saudável, que os acompanha até ao final das suas vidas. A Câmara Municipal, atenta e preocupada com o bem-estar das gerações futuras, quer dar o ‘pontapé de saída’ para um processo que julga ser de extrema importância – a saúde, neste caso a saúde oral. Acreditamos que as crianças de hoje, um dia reconhecerão o quão importante foi, para a sua saúde, esta iniciativa”.
O vereador salienta ainda: “é nossa convicção que as apostas que temos vindo a fazer na área da educação/formação nas nossas crianças orgulhar-nos-ão num futuro próximo”.
* * *
Todas as campanhas de sensibilização para a problemática da saúde oral são bem vindas. Relativamente a esta iniciativa do Município de S. Pedro do Sul, coloca-se a questão de saber se as entidades promotoras da iniciativa tiveram o cuidado de fazer previamente o rastreio da saúde oral de todas as crianças envolvidas e se foi feito o seu devido encaminhamento médico.
Numa altura em que altos dirigentes políticos do país estão mais concentrados para discutirem se as escolas passam a ser porta aberta para a distribuição de preservativos a adolescentes desnecessitados e sem fome do que prestar cuidados de saúde a quem precisa como pão para a boca, resta o poder autárquico que vai colmatando as obrigações dos Ministérios da Educação e da Saúde (já que estes nada fazem pela saúde primária das crianças e adolescentes que frequentam as escolas do país, votados a todo o tipo de abandono e à sorte do seu dia a dia).
Vergonhoso, extremamente vergonhoso, o comportamento, relativo aos cuidados de saúde oral das crianças e adolescentes, por parte do Governo, dos deputados da maioria na Assembleia da República e até do Senhor Presidente da República, isto num país que faz parte da União Europeia.
Gerofil

sábado, 16 de maio de 2009

349) “A boca não deve ser tratada só quando dá problemas"

A Clínica Médica e Dentária (Caldas da Rainha), situada na Rua Heróis da Grande Guerra, n.º 103, 2º andar, tem como objectivo fornecer aos seus pacientes os mais altos padrões de rigor clínico e científico. Natural de Lisboa, o médico dentista Gonçalo Seguro Dias adquiriu a Clínica Médica e Dentária em 2003 e hoje divide a sua actividade profissional entre Caldas da Rainha e Lisboa. É também assistente de cirurgia e de medicina oral na Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa.
Formou-se na Faculdade de Medicina Dentária de Lisboa e frequentou a Universidade Columbia, uma instituição de ensino superior situada na cidade de Nova Iorque. A sua principal preocupação é que os seus pacientes tenham uma boa saúde oral.
Segundo o médico dentista, a mentalidade dos portugueses em relação à saúde oral está a mudar. Há alguns anos atrás a maioria das pessoas recorria ao dentista só quando tinha dores de dentes. “Hoje as pessoas procuram cada vez mais soluções fixas, têm mais cuidados do que tinham há alguns anos atrás”, disse, acrescentando que “é essencial fazer a manutenção da higiene oral”. Por isso, o médico aconselha a que os pacientes recorram aos dentistas desde tenra idade para permitir uma actuação preventiva.
JORNAL DAS CALDAS : Hoje em dia ouvimos falar muito de implantes dentários. O que são?
Gonçalo Seguro Dias - O implante dentário é um meio artificial para substituição de uma ou mais raízes perdidas, sendo constituído à base de titânio, o qual é um material osteointegrável, isto é, que não é rejeitado. Estamos a falar de uma técnica que tem 97 a 99% de sucesso.
J.C: Quem pode colocá-los?
G.S.D. - Qualquer pessoa pode fazer implantes, desde que o seu médico dentista não encontre nenhuma contra-indicação.
J.C.: E não é um procedimento muito complexo?
G.S.D - Não, trata-se de uma técnica que evoluiu muito nos últimos anos e que simplificou todo o procedimento. Numa primeira fase, sob anestesia local (idêntica à utilizada para tratar um dente com cárie), o seu dentista coloca o número de implantes programados e adequados ao seu caso (em função do número de dentes ausentes). Passados 3 a 5 meses, é confeccionada a prótese fixa definitiva que substitui os dentes perdidos, e que ficará apoiada nos implantes colocados anteriormente.
J.C.: E qualquer dentista pode fazer o procedimento?
G.S.D. - Trata-se de um procedimento cirúrgico e, como tal, deve ser realizado por um especialista. Naturalmente, as pessoas devem informar-se sobre o procedimento e obter toda a informação possível. Tudo deve ser explicado aos pacientes.
J.C.: É realmente possível uma pessoa sair logo com dentes fixos?
G.S.D. - Sim, na maioria dos casos conseguimos que os pacientes possam sair da clínica com dentes fixos provisórios.
J.C.: Existe um grande número de pessoas a procurar estes tratamentos?
G.S.D. - Posso-lhe dizer que em 2008 fizemos 400 implantes, que temos pacientes portugueses, ingleses, irlandeses, suíços, etc. Isto é, para um grande número de pessoas é a única solução.
J.C.: Participou recentemente no programa “Doutor, preciso de ajuda”, da TVI. São realmente possíveis transformações tão grandes?
G.S.D. - Hoje em dia tudo é possível. Conseguimos dar dentes a pacientes com osso, sem osso, é tudo uma questão de técnica. O que os pacientes têm de compreender é que é um processo que é feito em várias etapas.
J.C.: Na sua opinião, quais são os principais méritos do programa?
G.S.D. - Penso que teve um papel muito importante em informar os pacientes sobre muitos aspectos da medicina dentária, de certo modo desmistificou uma série de conceitos.
J.C. - E como é a saúde oral dos portugueses?
G.S.D. - Má em relação à média dos países desenvolvidos. Chegamos a ter pacientes entre os 30 e os 40 anos sem dentes, que não conseguem mastigar…isto é qualidade de vida? A minha grande batalha é tentar que os portugueses comecem a pensar que a boca é um bem essencial e não um mal necessário que deve ser tratado só quando dá problemas.
J.C.: Como vê a Medicina Dentária em Portugal?
G.S.D.- Temos em Portugal dos melhores médicos dentistas a nível mundial. Temos profissionais que são requisitados para dar cursos no estrangeiro, que estão envolvidos em projectos muito interessantes ao nível das faculdades. Nesse aspecto melhoramos muito em relação às últimas décadas. Agora o que não é possível é o mesmo dentista saber tudo de todas as áreas. Se queremos trabalhar com qualidade, teremos de trabalhar em equipa, por áreas de especialização. Esse é o futuro. É a única maneira de garantirmos aos nossos pacientes que estão a ter o melhor tratamento. Por isso, hoje temos uma grande equipa e o meu lema é a qualidade.
Marlene Sousa

terça-feira, 12 de maio de 2009

348) Higiene Oral

A higiene oral é uma prática muito antiga e faz parte da construção e do reforço positivo da auto-imagem. As principais doenças e alterações orais provocadas por uma deficiente higiene oral são: a Cárie Dentária, a Gengivite, a Periodontite e a Halitose.
A Placa Bacteriana, responsável pelo aparecimento das doenças referidas anteriormente, é constituída por micróbios (bactérias) e componentes da saliva que aderem fortemente aos dentes, condição que lhe permite resistir às forças de auto-limpeza fisiológica, relacionadas com os movimentos da língua e das bochechas.
A Cárie Dentária, é uma doença localizada e com origem nas bactérias. Estas bactérias, a partir dos açúcares dos alimentos, produzem ácidos que provocam uma perda dos minerais do dente, formando-se com o tempo uma cavidade no mesmo.
Gengivas avermelhadas, inchadas e a sangrar facilmente, são sinais de Gengivite.
A Periodontite é a inflamação e destruição dos tecidos que suportam os dentes na boca, ou seja, há uma perda do osso e alteração das gengivas, ficando os dentes com mobilidade e “descarnados”.
Estas doenças podem provocar uma entrada das bactérias para o sangue, ameaçando todo o organismo (afecções nos olhos, coração, ossos, tubo digestivo, rins, pulmões, gânglios, articulações).
Halitose, ou mau hálito, deriva do latim “halitus”, que significa hálito e do sufixo grego “osis”, que significa condição. A halitose pode tornar-se um problema preocupante por dificultar as relações interpessoais ou diminuir a auto-estima.
O primeiro passo para eliminar ou minorar a Halitose, passa por ter uma boa higiene oral, limpar a língua com a escova ou limpadores próprios e antes de dormir bochechar com elixires. Os portadores de prótese dentária, devem lavá-la sempre e após as refeições e mergulhá-la uma vez por semana em soluções desinfectantes.
Deve-se beber muita água durante o dia, principalmente, se se sentir a boca seca e sobretudo nesse caso, devem-se estimular as glândulas salivares com pastilhas elásticas e rebuçados sem açúcar, isto porque a saliva tem uma função de limpeza e protecção da boca.
É importante fazer uma alimentação rica em alimentos fibrosos, evitando os muito condimentados e com forte odor (cebola e alho) e estar muito tempo sem comer, pois a alimentação é a melhor forma de estimular as glândulas salivares. O tabaco e o álcool são agentes a evitar, pois além de secarem a boca, são grandes promotores de halitose.
Se tem uma boa higiene oral e a halitose persiste, deve consultar o seu Médico Dentista e/ou Higienista Oral, pois só eles lhe poderão dizer se tem outros factores causadores de halitose, tais como, Cárie Dentária, Gengivite, Periodontite, baixo fluxo salivar, excesso de placa bacteriana e tártaro.
Como prevenir as doenças orais:
(1) Escovar os dentes depois das refeições principais e antes de dormir, com uma escova de dureza média ou macia e com um dentífrico com flúor, mantendo-o na boca pelo menos durante dois minutos;
(2) Passar o fio dentário uma vez por dia;
(3) Usar elixires, pois têm um importante papel na prevenção da cárie dentária e sensibilidade dentária;
(4) Fazer uma alimentação saudável (evitando doces entre as refeições e consumindo alimentos com fibras);
(5) Consultar o Médico Dentista e/ou Higienista Oral, duas vezes por ano.
Sofia Machado

sexta-feira, 8 de maio de 2009

347) Balanço do Programa Nacional de Saúde Escolar‏

À Direcção-Geral de Saúde
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Serve o presente para solicitar, no âmbito do PROGRAMA DE SAÚDE ESCOLAR da Direcção-Geral da Saúde, informação pormenorizada, como balanço, acerca de todas as intervenções efectuadas em meio escolar ocorridas no último ano lectivo ou, em alternativa, no último ano civil, relacionadas com a SAÚDE ORAL.
Atendendo que o referido programa visa a “Promoção da saúde oral”, “Monitorizar a realização do Exame Global de Saúde, aos 5-6 anos e 11-13 anos”, “Promover o desenvolvimento de competências pessoais e sociais e identificar as crianças em risco de distúrbios comportamentais”, "Promover a equidade entre alunos”, tendo como finalidade, entre outras, a de “Promover e proteger a saúde e prevenir a doença na comunidade educativa” e “Contribuir para a promoção de estilos de vida saudáveis”, tendo como público-alvo “Toda a comunidade educativa dos Jardins-de-infância, das Escolas do Ensino Básico e do Ensino Secundário e outras instituições com intervenção em meio escolar”, e dando cumprimento ao Protocolo assinado no dia 7 de Fevereiro de 2006 entre os Ministérios da Saúde e da Educação, solicita-se um balanço pormenorizado e discriminado por regiões/distritos das intervenções realizadas nas escolas no âmbito da saúde oral, nomeadamente o número de consultas da especialidade de Medicina Dentária a que as crianças e adolescentes já tiveram acesso após aquele protocolo, bem como dos tratamentos efectuados e acompanhamento actualmente feito nas escolas básicas e secundárias do país.
Mais se agradece a divulgação de outras parcerias estabelecidas, bem como toda e qualquer informação que se torne pertinente e que deva ser transmitida a todas as escolas, a fim de garantir uma igualdade de acesso ao referido programa por parte de todas as crianças e adolescentes que frequentam o ensino básico e secundário de todo o país.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

346) CONSTÂNCIA: Protocolo na área da Saúde Oral

No dia 7 de Abril, Constância viu assinado o Protocolo Para o Desenvolvimento Integrado da Actividade de Protecção e Tratamento Dentário no âmbito da Saúde Oral / Saúde Escolar, uma iniciativa que decorreu no Salão Nobre dos Paços do Concelho. O Protocolo foi assinado entre o Centro de Saúde, a Câmara e o Agrupamento de Escolas de Constância.
O protocolo tem como principais objectivos: reduzir os níveis de cárie dentária na dentição permanente dos jovens que frequentam o 1º e o 2º Ciclo do Ensino Básico do Concelho de Constância, complementar o programa básico de saúde oral em Constância, assegurando que todas as crianças escolarizadas do 1º e do 2º ciclo tenham acesso a este programa.
O Mirante
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Mais uma iniciativa de louvar protagonizada a nível local; é bom que estas iniciativas sirvam de exemplo ao resto do país.
Espera-se que haja resultados e que os mesmos sejam sempre divulgados e tornados públicos; é preciso que os protocolos estabelecidos produzam resultados reais e que não passem de simples manobras teóricas que depois mais tarde não produzem qualquer efeito real e acarretam gastos completamente desnecessários ao orçamento público.
Gerofil

quinta-feira, 23 de abril de 2009

345) A saúde oral proposta pelos partidos representados na Assembleia da República

Nota: Aguardo respostas do PS, PSD, PCP, BE e PEV
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A estratégia europeia e as metas definidas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para a saúde oral apontam para que, em 2020, pelo menos 80% das crianças com 6 anos de idade estejam livres de cárie e, aos 12 anos, o CPOD não ultrapasse o valor de 1.5.
Portugal tem um Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral, elaborado em 2005; ao ler o Programa, os cidadãos ficam ainda a saber que “ao sector público compete assegurar a promoção da saúde, a prevenção das doenças orais e a prestação de cuidados de saúde dentários, passíveis de serem realizados no Serviço Nacional de Saúde (SNS). Ora a verdade é que os cuidados de saúde médico-dentários não são, nem pouco mais ou menos, satisfeitos pelo SNS.
Existem actualmente 6 mil dentistas em Portugal, inscritos na Ordem dos Médicos Dentistas, número mais do que suficiente para cobrir as necessidades nacionais. A este propósito, o Bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas afirmou, há poucos meses, que a Ordem poderá ser obrigada a limitar o acesso à profissão. Uma das razões apontadas para o excesso de médicos dentistas deve-se ao número de faculdades e de alunos inscritos, que é bastante avultado dificultando, assim, o escoamento total destes profissionais no mercado de trabalho português. Importa realçar que, todos os anos, saem para o mercado de trabalho 600 novos licenciados e que cerca de 247 dentistas portugueses estão a trabalhar no estrangeiro.
No entanto, e apesar do aparentemente elevado número de dentistas no nosso país, os cuidados de saúde oral no SNS são praticamente inexistentes! Do que se sabe, existem apenas 43 unidades de estomatologia em todo o país, unidades essas que só tratam internados e situações graves.
Iniciativas do CDS:
1. Para tentar confirmar o número de unidades de estomatologia, em Junho de 2008, o CDS-PP enviou por escrito uma pergunta à Senhora Ministra da Saúde, questionando quantos serviços de estomatologia/medicina dentária existem nos Hospitais do SNS; quantos e quais os Centros de Saúde e USF que têm cuidados de saúde oral; e quantos médicos dentistas e estomatologistas exercem funções no SNS, discriminados por Hospitais, Centros de Saúde e USF. O CDS-PP já reenviou esta pergunta mais duas vezes – a última no passado dia 9 de Abril – e, até hoje, a Senhora Ministra nunca respondeu, como é sua obrigação regimental.
Podemos, assim, deduzir que apesar das recomendações internacionais e apesar da existência de um Programa Nacional, as medidas deste Governo para assegurar os cuidados de saúde oral aos cidadãos ficaram-se apenas pela distribuição dos cheques-dentista, apresentados no Orçamento de Estado 2008 e destinados a crianças, grávidas e idosos.
2. O CDS-PP já apresentou, por diversas vezes, uma iniciativa legislativa pedindo a inclusão dos médicos dentistas na carreira dos Técnicos Superiores de Saúde, que foi rejeitada pela maioria socialista.
3. Também defendemos que todos profissionais liberais – médicos e tecnologias da saúde oral incluídos, naturalmente – que pratiquem acções de voluntariado, dando o seu tempo para tratar gratuitamente a saúde dos mais desfavorecidos, possam descontar no IRS as horas que dedicam ao voluntariado.

O CDS-PP entende que muitas medidas têm de ser tomadas em matéria de saúde oral. Medidas que se traduzem nas seguintes questões: onde está a intervenção de prevenção da cárie dentária, que deveria ser realizada nas escolas? Foi ou está a ser feita? Em que escolas? Quantas crianças e adolescentes abrange? Quantos cidadãos podem recorrer ao SNS para obter cuidados de saúde oral, com garantias de atendimento? Em que localidades do país? Quantas acções de formação foram feitas junto das famílias portuguesas? Quantas campanhas de informação e sensibilização foram realizadas a nível nacional? O Ministério da Saúde faz a avaliação dos serviços prestados pelos médicos dentistas contratualizados? Como é feita essa avaliação? Estará Portugal em condições de atingir em 2020 as metas estabelecidas pela OMS?
Infelizmente, estas perguntas continuam sem resposta. Pior, estas e muitas mais matérias relativas à saúde oral continuam sem acção por parte deste Governo. Permanecem esquecidas.
Portugal, um país da União Europeia, em pleno século XXI orgulha-se de distribuir computadores “Magalhães” nas escolas, orgulha-se de, em tempo de crise, poder investir em projectos megalómanos como um novo aeroporto ou o TGV, mas não pode orgulhar-se de assegurar aos seus cidadãos alguns dos cuidados de saúde mais básicos e elementares como são os cuidados de saúde oral.
É em casos como este que entendemos que Portugal deve olhar, com humildade, para um país lusófono, o Brasil, cuja saúde oral é das mais avançadas do Mundo. Este país tomou a decisão política, há décadas, de apostar fortemente na saúde dentária, como factor de saúde pública de pleno direito. Iniciaram-se campanhas de sensibilização em todo o território do país (de dimensão incomparavelmente maior que Portugal) para incutir na população uma ideia: um sorriso com dentes saudável é FUNDAMENTAL. Nas escolas, as crianças e jovens são acompanhados desde cedo para uma preocupação constante com a higiene e saúde oral; em meio hospitalar, todos são acompanhados para não deixarem de cuidar dos seus dentes.
Assim, Portugal deverá assumir a saúde oral como uma prioridade, designadamente:
- Criando campanhas eficazes junto da população (sobretudo a jovem);
- Dignificação dos profissionais;
- criação da carreira ou maior contratualização do Estado com médicos dentistas.

domingo, 19 de abril de 2009

344) EDUCAÇÃO ALIMENTAR: Conselhos aos pais

Educação alimentar
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Prevenir a cárie dentária pela redução dos alimentos cariogénicos implica não só reduzir a quantidade de ingestão de açúcares, mas também, e principalmente, a sua frequência. Também sob este ponto de vista, as instituições têm um papel muito importante, pois podem promover dietas equilibradas, com baixo consumo de alimentos açucarados (ex: uma sobremesa por semana, um pão com manteiga em vez de doce).
Existem materiais muito úteis, nesta área, nomeadamente o ‘Manual para uma Alimentação Saudável em Jardins de Infância’ e o ‘Manual de Educação para a Saúde em Alimentação’, que se recomendam. A dieta deverá incluir alimentos que estimulem a mastigação. No entanto, há pessoas com problemas neste domínio que, geralmente, comem papas. Deve-se, assim, ter o cuidado de não adicionar açúcar a estas preparações.As recompensas alimentares dadas por alguma tarefa bem sucedida não devem ser açucaradas.


Os técnicos devem sensibilizar as instituições e os pais para a importância do baixo consumo de alimentos açucarados e refrigerantes, informando que:
• os alimentos açucarados, sólidos e aderentes aosdentes são os mais cariogénicos;
• o efeito cariogénico dos alimentos é maior se estes forem ingeridos no intervalo das refeições;
• uma boa dieta passa pela selecção de alimentos naturais, fruta, legumes, cereais e alimentos fibrosos.
Fonte:Portugal. Direcção-Geral da Saúde – Divisão de Saúde Escolar, Manual de Boas Práticas em Saúde Oral para quem trabalha com crianças e jovens com necessidades de saúde especiais. –Lisboa, Direcção-Geral da Saúde, Divisão de Saúde Escolar, 2002.
(Retirado de Professor Escovinha)

quinta-feira, 9 de abril de 2009

342) Análise ao Estudo Nacional de Prevalência das Doenças Orais 2008 (7ª Parte)

As doenças orais na infância e na adolescência
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O Estudo Nacional de Prevalência da Doenças Orais 2008 identifica a cárie dentária e as doenças periodentais nas crianças e jovens portugueses, a que se vem juntar a fluorose em determinadas áreas geográficas.
O cálculo dos índices de cárie dentária permitiu verificar que o seu valor cresce à medida que aumenta a idade das crianças e jovens, o que pode supor uma condição associada a um desleixo da saúde oral à medida que as crianças e os jovens crescem e/ou a uma maior atenção da saúde oral das crianças quando estas são mais pequenas. Não nos podemos esquecer as mudanças do meio que as crianças e os jovens vão tendo à medida que vão crescendo, o que poderá também contribuir para a evolução atrás referida. Estarão os jardins-de-infância e os estabelecimentos escolares do primeiro ciclo mais aptos em apoiar e ajudar de uma melhor forma e mais consistentes do que os outros níveis superiores de ensino? Se sim, porque será?
Cárie dentária aos 6 anos de idade - Muito preocupante é a discrepância registada entre as várias regiões do país: “Na dentição temporária, a Madeira, com um índice cpod de 3,61, apresentava a maior prevalência de doença, sendo a diferença, estatisticamente significativa face à média nacional. Na dentição permanente, os Açores, tinham um índice CPOD de 0,24, que era triplo da média nacional. As regiões do Centro (0,02), de Lisboa e Vale do Tejo e do Algarve (0,03) apresentavam os valores mais baixos; estas variações são estatisticamente significativas. (…) Por regiões de saúde a percentagem de dentes temporários cariados (aos seis anos de idade) era muito elevada, variando entre 83% no Alentejo e Açores e 94% em Lisboa e Vale do Tejo.”
Estes contrastes evidenciam claramente a falta de oportunidade de acesso à saúde oral em grande parte do território nacional, constituindo uma gravíssima injustiça praticada sobre as crianças que vivem em zonas desfavorecidas; por outras palavras, na saúde oral prova-se a discriminação feita em benefício das regiões mais ricas, prejudicando sempre as regiões mais pobres (lógica absurda se pretendermos falar em coesão nacional, pois são as crianças que vivem nas regiões mais desfavorecidas que têm menos garantias de saúde oral).

segunda-feira, 6 de abril de 2009

341) Qual a Saúde Oral que os partidos políticos querem para Portugal?

Aos Senhores Presidentes dos Grupos Parlamentares do PS, PSD, PCP, CDS-PP, BE e PEV: Serve o presente para solicitar aos diversos partidos políticos e grupos parlamentares representados na Assembleia da República que tenham a delicadeza de apresentarem ao Blogue SAÚDE ORAL (http://saudeoral.blogspot.com/) qual a sua linha de actuação e propostas de intervenção ao nível da prestação de cuidados de saúde oral que preconização para a população em geral e para os grupos mais vulneráveis em Portugal, tendo em vista as próximas eleições legislativas para nova legislatura de 2009 a 2013.
Agora que estão decorridos trinta e cinco anos após o 25 de Abril de 1974 e mais de vinte após de integração de Portugal na União Europeia, a saúde oral em Portugal continua a ser tratada de uma forma anacrónica e lastimável pelos governos, com intervenções pontuais e de fachada, sem colmatar quaisquer causas pela raiz, pelo que urge informar todos os portugueses pelas soluções que os várias organizações políticas se propõem trabalhar na próxima legislatura para mudar radicalmente o panorama actual da prestação de cuidados de saúde oral no nosso país.
Agradece-se o envio das propostas (máximo duas páginas de tamanho A4), que serão publicadas no Blogue SAÚDE ORAL, a fim de os portugueses poderem ser informados e poderem escolher livremente aquelas que considerarem melhor servir a população e o país.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

340) Dentes de leite - como mantê-los saudáveis?

Os dentes de leite fazem a sua aparição por volta dos seis meses e dão lugar aos dentes definitivos cerca dos seis anos. Apesar de serem um curto episódio na "história" da nossa vida, devem ser cuidados, uma vez que o seu estado de conservação vai influenciar a saúde dos dentes definitivos.
Se os dentes de leite de uma criança estiverem cariados existe um risco real de virem a contaminar, desde o início, os dentes definitivos, enfraquecendo o seu esmalte, ainda frágil durante os primeiros tempos de actividade.
Veja quais os cuidados a ter para que a criança possua sempre dentes saudáveis:
1. Escovar os dentes - A existência de bactérias na cavidade bucal é uma situação perfeitamente normal. Porém, quando o número de bactérias de torna excessivo, quebra-se o equilíbrio existente e podem surgir cáries. A principal causa deste desequilíbrio é a falta de higiene oral.
Para prevenir o aparecimento de cáries, entre os seis e os doze meses, a mãe deve limpar os dentes da criança com uma compressa. A partir desta idade, regra geral, a criança já consegue manusear a sua própria escova de dentes (sem usar dentífrico). A partir dos 24 meses a criança já consegue usar pequenas quantidades de dentífrico sem o engolir e, pouco a pouco, deve ser-lhe incutido o hábito de escovar os dentes depois das refeições.
Atenção: Boa parte dos medicamentos destinados às crianças são açucarados, pelo que devem ser administrados antes da lavagem dos dentes.
2. Fornecer um suplemento de flúor - Os suplementos em flúor estão disponíveis em comprimidos ou em gotas. Podem ser dados à criança desde o nascimento do primeiro dente até cerca da altura em que a criança começa a ter uma alimentação semelhante à dos adultos (catorze meses). Se as águas do concelho não forem (como acontece frequentemente) enriquecidas com flúor, é aconselhável manter o suplemento de flúor até à adolescência.
3. Uma alimentação anti-cárie - Os açúcares contidos nos alimentos são os principais responsáveis pelas primeiras cáries. As bactérias que normalmente habitam a cavidade bucal transformam estes açúcares em ácidos. Estes ácidos criam cavidades nas quais elas se instalam e continuam o seu trabalho de destruição.
Para eliminar este risco há que fazer uma alimentação diversificada, pobre em alimentos ricos em açúcares. É também muito importante definir horários concretos para as refeições, proibindo o consumo de alimentos (ou seja, chocolates, rebuçados, gomas e outros alimentos desta natureza) fora das refeições. Porquê? Porque nestas ocasiões a saliva, que contém enzimas que "partem" as moléculas de açúcar, está menos activa. Logo, estas moléculas estão muito mais disponíveis para serem transformadas em ácidos pelas bactérias. É também importante não exagerar na quantidade de alimentos picados que a criança (já com uma dentição eficiente) consome.
Conhece a "cárie do biberão"? Este problema pode atingir todos os dentes dos bebés, excepto os caninos e os incisivos inferiores. Deve-se a uma exposição excessiva aos açúcares e tem origem nos biberões com água açucarada, sumos de frutas, leites aromatizados, bem como nas tetinas embebidas em mel. Para não ter enfrentar este problema, não dê bebidas açucaradas à criança e não a deixe usar o biberão como chupeta.
* * *
Adenda (Recebida por correio electrónico)
Actualmente já não se recomendam suplementos de flúor a não ser em casos identificados de crianças com mais de 3 anos com alto risco à cárie dentária. Foi estudado o efeito do flúor no organismo e chegou-se à conclusão de que o efeito preventivo do flúor em relação à cárie dentária é apenas tópico e não sistémico como se pensava.
Como tal apenas se recomendam, nos casos específicos que já referi, a utilização dos comprimidos de flúor (e não das gotas) pois são chupados e permanecem em altas concentrações na cavidade oral durante esta administração.
O melhor fornecimento de flúor é feito através do dentífrico e de bochechos de flúor pela sua acção tópica.

segunda-feira, 30 de março de 2009

339) Século XXI: O descalabro da saúde oral em Portugal

Pela sua pertinência trago para aqui dois comentários que foram enviados para o SAÚDE ORAL. O primeiro provem de uma médica dentista que trabalha com crianças e jovens num centro de saúde, chamando a atenção para o facto de ser colocada no desemprego pelo famoso cheque dentista que trata as crianças aquela hora daquele dia daquele mês daquele ano naquele sítio com aquele fulano, mesmo que para isso tenha agora OFICIALMENTE que esperar dois, três ou mais anos para ter idade para ser tratado a um abcesso ou a uma cárie (daria vontade de rir se não fosse verdade e não estivéssemos em Portugal, com um governo do Partido Socialista):
“Sou médica dentista e trabalho num centro de saúde a atender só crianças dos 3 aos 18 anos. Estou em risco de ficar desempregada devido à criação do famoso cheque dentista que não é mais do que atirar areia para os olhos do nosso povo... uma criança com 8 anos, por exemplo, terá de esperar até aos 10 para tratar um abcesso? Uma criança com 5 anos já com os primeiros molares terá de esperar até aos 7 para selantes?”
O segundo comentário é de quem também está no terreno e sabe o que vai acontecer à maioria das crianças e jovens com quem está a lidar: daqui a cinco, dez ou quinze anos (2015, 2020 ou em 2025) muitos deles terão perdido metade (escrevi bem, metade) dos dentes porque agora não têm qualquer hipótese de terem acesso a cuidados de saúde oral (falo claro, cuidados de saúde oral no sentido exacto do termo):
“Trabalho como psicóloga num agrupamento de escolas inserido num bairro social muito problemático. Tenho lá alunos que tenho a clara percepção que quando chegarem à idade adulta, não terão metade dos dentes, ou seja, a prevenção nestes jovens já era. Necessitam de inúmeros tratamentos, mas os adultos responsáveis por eles reclamam não conseguir pagar as consultas.
Digo adultos, pois muitos não têm pais, e muito menos alguém que desde cedo pudesse considerar a saúde oral como uma prioridade a par de outras. Com 2 ou 3 cheques dentistas, como vão estes alunos fazer os tratamentos que necessitam? Já para não falar da quantidade de jovens que já ultrapassaram os 13 anos...Não há nenhuma forma de apoio social a estas pessoas?”
Apesar de estarmos no Século XXI e Portugal pertencer à União Europeia, parece que o destino e o percurso destas crianças e jovens será pouco diferente de outros que agora chegaram à idade adulta (ver aqui).
Mas há mais … Sabe que, se tiver a infeliz necessidade de recorrer a uma urgência de odontologia em determinados hospitais centrais (digo bem, hospitais centrais), não existe sequer um médico especializado para o atender? Vá lá, imagine-se num fim-de-semana em Vila Real e acontece-lhe o azar de ter um acidente facial e necessite urgentemente de ser atendido por um odontologista ou médico dentista? Bem, o melhor é que isso nunca lhe venha a acontecer!
E sabem mais? O senhor Primeiro Ministro, a Senhora Ministra da Saúde, a Senhora Ministra da Educação, o Senhor Director-Geral da Saúde, os senhores Deputados à Assembleia da República, o Senhor Presidente da República e a Ordem dos Médicos Dentistas têm conhecimento destes factos. E o que fazem para os resolver? Todos sabemos que estes senhores lidam com dezenas de milhares de milhões de euros e que bastava tão pouco para que este problema não fosse um cancro dentro do nosso país; apenas a má fé própria de todos eles (vá lá o diabo saber porque agem assim) negam o acesso à saúde oral a largas centenas de milhares de crianças e jovens do país, com consequências devastadoras para o resto das suas vidas.
Gerofil

quarta-feira, 25 de março de 2009

338) Mais de 200 mil crianças abrangidas com cheques-dentista

Mais de 200 mil crianças com sete, dez e 13 anos que frequentam o ensino público vão ser abrangidas pelos cheques-dentista, anunciou hoje o secretário de Estado da Saúde, Manuel Pizarro. A portaria que alarga os cheques-dentista às crianças foi publicada hoje em Diário da República e tem como objectivo essencial a preservação da dentição definitiva.
Em declarações à Agência Lusa, Manuel Pizarro explicou que vão ser abrangidas por esta medida 210 mil crianças. "Todas as crianças que completam este ano sete, dez anos e 13 anos e que frequentam o ensino público", sublinhou. Haverá ainda 20 mil cheques para crianças do ensino pré-escolar, com quatro e cinco anos, que sejam indicadas pelos seus médicos de família, revelou à Lusa.
Segundo Manuel Pizarro, as crianças com sete e dez anos receberão no máximo dois cheques e os de 13 anos três. "Se tomarmos como referência o que está a acontecer com as grávidas que recorrem ao Serviço Nacional de Saúde e que recebem cheques-dentista desde Maio de 2008, cada cheque dá para fazer em média dois tratamentos", justificou.
A medida insere-se no Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral (PNPSO), que foi elaborado pela Direcção-Geral de Saúde e pelas organizações profissionais que representam os médicos dentistas e os estomatologistas. "Eu julgo que todos reconhecemos que uma das limitações do Serviço Nacional de Saúde era o acesso à saúde oral", afirmou o secretário de Estado, acrescentando: "Pretendemos, de uma forma equilibrada e tecnicamente sustentada, ir aos poucos introduzindo programas de saúde oral que valorizem o Serviço Nacional de Saúde".
Em 2008, foram as grávidas e os idosos abrangidos por esta medida, que em 2009 foi alargada às crianças. "Isto é para ter continuidade que seja sustentável do ponto de vista técnico e financeiro e que permita que os portugueses possam sorrir com um sorriso mais bonito", acrescentou.
Os utentes beneficiários têm liberdade de escolha dos médicos estomatologistas e dentistas aderentes, que constam de uma lista nacional disponível nas unidades funcionais dos agrupamentos de centros de saúde e no sítio electrónico
* * *
Mais uma gota de água para colmatar a precariedade e o abandono da valência da saúde oral no nosso país. Depois de um vasto estudo sobre a saúde oral (Estudo Nacional de Prevalência das Doenças Orais 2008), surgem medidas desgarradas e sem qualquer sentido para combater e resolver eficazmente o problema; parece mesmo que afinal não valeu a pena o esforço e o dinheiro gasto naquele estudo, pago pelo dinheiro dos contribuintes.
Em vez de efectuar um projecto inovador e de eficácia, de acesso a todas as crianças e adolescentes, com base naquele estudo, valorizando a qualidade e não os números, voltamos a assistir a iniciativas governamentais de pura demagogia e propaganda em véspera de eleições, pois o que interessa são números e mais número, sem qualquer interesse pela qualidade, durabilidade e sustentabilidade das medidas tomadas.
Espera-se que as entidades profissionais ligadas ao sector da saúde oral saibam demarcar-se destas medidas demagógicas, não alinhando na distribuição de rebuçados às crianças, propondo políticas de saúde oral alternativas e que sejam eficazes e eficientes e que tenham única e exclusivamente o interesse das crianças e jovens portugueses.
Gerofil

terça-feira, 24 de março de 2009

337) Ordem quer baixa do IVA nos dentífricos com flúor como "medida de saúde pública"

A Ordem dos Médicos Dentistas (OMD) defende a redução do IVA nas pastas dentífricas com flúor, através de uma reclassificação do produto, por "comprovadamente serem eficientes na prevenção da doença infecciosa mais comum, a cárie dentária". À Lusa, o bastonário Orlando Monteiro da Silva argumentou ser uma "medida de saúde pública".
"O flúor é comprovadamente uma substância eficaz na prevenção e por isso os dentífricos não devem ser taxados como qualquer perfume ou outro cosmético", a 20 por cento, disse. A Ordem já solicitou a alteração da taxa em 2007, em carta enviada ao então ministro da Saúde Correia dos Campos, mas não obteve qualquer resposta.
A OMD pretende que as pastas, actualmente consideradas produtos de luxo cosméticos, sejam reclassificadas como bens essenciais preventivos e terapêuticos, como já aconteceu com fraldas e preservativos. Depois da reclassificação, a diminuição da taxa de IVA pode ficar inscrita no Orçamento de Estado, previu Orlando Monteiro da Silva.
Por outro lado, os refrigerantes ou os chupa-chupas são tributados a cinco por cento "quando são produtos altamente cariogénicos", notou ainda o bastonário. Fonte da Direcção-Geral da Saúde (DGS) indicou hoje que qualquer decisão nesta área é "política" e que a DGS não recebeu pedido para se pronunciar. Cabe à DGS avaliar e sustentar tecnicamente a relevância e importância dos pedidos, acrescentou a mesma fonte à Lusa.
Fonte da Autoridade Nacional do Medicamento (INFARMED) referiu ser responsável pela garantia de qualidade do que é colocado no mercado em termos de medicamentos, produtos cosméticos e de higiene corporal. Para ser considerado como medicamento, os fabricantes terão de submeter o produto às diversas entidades europeias competentes, explicou ainda a mesma fonte.
O bastonário sustentou, por seu lado, não pretender que as pastas passem a medicamentos, o que acarreta um complexo processo, mas a bens essenciais e lembrou que a reclassificação cabe a cada Estado-Membro. À Lusa, o responsável exemplificou a diferença do IVA taxado entre Portugal (20 por cento) e Espanha (7 por cento) nos materiais de uso médico dentário.
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A Ordem dos Médicos Dentistas tem a obrigação de intervir nas políticas de saúde oral seguidas no país; é tempo de assumir as suas responsabilidades pelo panorama desolador na prestação dos cuidados primários e preventivos que hoje (não) se fazem em Portugal.
Não é apenas a descida do IVA sobre as pastas dentífricas; a OMD deve e tem a obrigação de ir muito mais longe e exigir firmeza e determinação na resolução do problema do abandono dos cuidados de saúde oral a prestar à população feito pelo actual governo do Partido Socialista, bem como pelos outros que o antecederam.
Porque somos todos nós a pagar impostos para a formação dos médicos dentistas em Portugal; estes médicos formados não podem depois estar apenas ao serviço das pessoas ricas e abandonar ao esquecimento a assistência que devem ter com o resto da população que pagou a sua formação com o dinheiro dos seus impostos.
É lamentável a desgraça que se abate sobre os mais desfavorecidos, nomeadamente crianças, jovens e idosos a quem é descurado qualquer tipo de acesso a cuidados dignos de saúde oral, apesar de sermos um país membro de pleno direito da União Europeia.
Gerofil

quinta-feira, 19 de março de 2009

336) Portugal e Espanha: duas formas distintas e completamente opostas de tratar a saúde oral das crianças


O Ministério da Saúde lançou uma campanha de saúde oral em que todas as crianças espanholas entre 7 e 15 anos podem visitar gratuitamente o dentista durante o ano de 2009. Bernat Soria, ministro da Saúde e Defesa do Consumidor, disse que "o objectivo é que a saúde oral diz respeito a todos e que o sorriso de cada criança nunca deverá depender da sua condição social." Assim, irá promover a extensão destes serviços em Espanha, com a assinatura de acordos com as Comunidades Autónomas. O projecto inclui uma ampla cobertura de serviços odontológicos, a partir de revisões anuais a um tratamento especial, através de obturação, extracção de dentes ou limpeza da boca, por exemplo.

MangaSpam.com

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O mesmo problema em dois países irmãos: em Espanha faz-se campanhas de prevenção para eliminar o problema; em Portugal "esconde-se" o problema para evitar a prevenção.

Completamente vergonhoso o comportamento das entidades públicas e privadas portugueses, relacionadas directamente com a área da saúde oral, ao restringirem o acesso das crianças e jovens a cuidados de saúde primários consoante a sua classe social; não foi para isto que se fez o 25 de Abril de 1974. É imperativo denunciar o escândalo, cá e no estrangeiro, pois todos estamos a pagar impostos de igual modo para a formação dos dentistas e estomatologistas, que não podem estar só ao serviço das classes sociais ricas.

Gerofil

segunda-feira, 16 de março de 2009

335) Verbas do Orçamento de Estado suficientes para «manter e melhorar» cuidados de saúde, diz ministra

A Ministra da Saúde, Ana Jorge, considerou que o Orçamento de Estado para 2009 é o suficiente para «manter e melhorar os cuidados de saúde à população». Em declarações à margem da assinatura de um protocolo com as Câmaras de Vila do Conde e da Póvoa de Varzim para a construção de um novo centro hospitalar, Ana Jorge afirmou que «temos o orçamento que é o possível neste momento e, portanto, temos a obrigação de o gerir bem».
Segundo a Ministra da Saúde, «gerir bem não significa cortar, significa pensar nos recursos que existem e nas necessidades que há». «É fundamental definir prioridades, envolver os profissionais e também a população, que tem de ser capaz de recorrer aos serviços de saúde de forma racional e responsável», afirmou Ana Jorge.
A propósito da proposta de Orçamento de Estado para 2009, a ministra frisou que foi feita «com realidade e pensando naquilo que é possível fazer desde que seja bem gerido». Para a responsável, as prioridades «estão definidas», destacando-se a continuidade das reformas dos cuidados de saúde primários e dos cuidados continuados e hospitalares, além dos «programas de saúde que fazem parte do plano nacional e que tem de ser acompanhado».
No que concerne a listas de espera em cirurgia e saúde oral, Ana Jorge afirmou que «vamos dar enfoque nalgumas áreas para melhorar aspectos complicados».
A ministra que detém a pasta da Saúde também anunciou que divulgará um programa sobre a redução das listas de espera em cirurgia, relativo à cirurgia de ambulatório. «Este novo modelo, com um conjunto de atitudes e práticas que divulgaremos segunda-feira, permitirá reduzir as listas de espera, porque há muitas cirurgias que se podem realizar com apenas um dia de internamento, em condições de total segurança para o doente», concluiu Ana Jorge.
* * *
A Senhora Ministra reconhece que não são as verbas que constituem o principal entrave à produtividade na área de saúde pública e, consequentemente, da prestação de cuidados de saúde primária às populações. De facto, existe uma falta de organização da forma de administrar os vários departamentos de saúde pública, quantas vezes obsoletos e que, em vez de melhorar os cuidados de saúde da população, têm o efeito perverso de actuarem em sentido oposto.
O avanço tecnológico pode libertar muitos recursos do Serviço Nacional de Saúde desperdiçados em burocracia para ser implantado directamente na prestação de cuidados de saúde.
Por exemplo, porque é que o Ministério da Saúde não transfere as verbas que gasta em saúde oral para as escolas ou para os centros de saúde? Poder-se-ia assim ganhar imenso em termos de produtividade e resultados em saúde oral; enquanto tal não acontecer, é o desespero de quem precisa e vê recusado tratamentos de saúde oral, especialmente as camadas da população mais carenciada, crianças e idosos a quem lhes é negado qualquer possibilidade de um tratamento eficaz em tempo útil.
Palavras para quê? Exige-se é acção e basta de burocracia nos organismos do Ministério da Saúde.
Gerofil

segunda-feira, 9 de março de 2009

334) Acção de Formação em Voluntariado (ONG Mundo a Sorrir)

Caros Colegas,
Como é do v/conhecimento, a ONGD Mundo a Sorrir desenvolve os seus projectos com o apoio dos seus associados em regime de voluntariado. Assim sendo e para que possamos desenvolver esse mesmo serviço voluntário com qualidade, apostamos na formação dos nossos associados, assim como de potenciais voluntários que se queiram juntar à nossa Causa em prol da Saúde Oral.
E é neste contexto, que nos dirigimos aos Estabelecimentos de Ensino de Medicina Dentária e outros parceiros de comunicação no sentido de solicitar autorização para a divulgação da n/Acção de Formação em Voluntariado junto dos v/associados e Bloguistas, assim como perguntar qual a melhor maneira para o fazermos. Aproveitamos este momento, para informar dos dois grandes projectos a que vamos dar início, ambos aprovados pelo Alto Comissariado da Saúde, e no caso da Clínica, também pela Fundação EDP Solidária:
1) “Projecto Saúde Oral sobre Rodas”, um autocarro que circulará pela cidade, visitando as escolas do 1º ciclo, e onde serão efectuadas sessões de esclarecimento e formação, tendo como objectivos principais da sua intervenção: a promoção de Campanhas de Informação, Prevenção e Promoção da Saúde Oral e desenvolvimento de um trabalho que concorra para a melhoria das condições de vida das famílias. Pretendendo-se também, com estas visitas elaborar um estudo epidemiológico do estado da Saúde Oral na população abrangida pelo projecto.
2) "Projecto Clínica Apoio à Saúde Oral - CASO", uma clínica solidária para apoio a grupos específicos, nomeadamente: jovens, grávidas, idosos e grupos de risco e que pretende ser um veículo de melhoramento da Saúde Oral, numa perspectiva de inclusão social dos utentes.
Certos da v/melhor atenção, agradecemos antecipadamente a V/prezada resposta, enviando
Melhores Cumprimentos
Mundo a Sorrir - Associação de Médicos Dentistas Solidários Portugueses
Rua Ciríaco Cardoso 265-C 5ºDT
4150-213 Porto
220169882/931653608
http://www.mundoasorrir.org/
geral@mundoasorrir.org
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Instituição de Utilidade Pública de Portugal
Organização Não Governamental para o Desenvolvimento
Membro da Plataforma Portuguesa das ONGD

333) VERGONHA DO SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE: Centro de Saúde sem dentista há um mês

Desde Setembro que os utentes do Centro de Saúde de Aveiro não têm à sua disposição os serviços de uma médica dentista. A profissional reformou-se e a sua substituição não está para breve, segundo apurou o JN. A passagem à reforma da médica dentista em Setembro passado que prestava serviço no Centro de Saúde de Aveiro, deixou os utentes sem possibilidade de poderem recorrer à prestação de cuidados de saúde oral, no caso dos doentes agudos.
A solução encontrada para obviar à falta da profissional de saúde ora, foi segundo o responsável pelo Centro de Saúde de Aveiro, João Terrível a distribuição de "cheques-dentistas" aos idosos e grávidas e a contratualização com médicos-dentistas ou estomatologistas privados. "Os doentes agudos terão que recorrer aos serviços privados", disse ao JN, João Terrível que minorou os efeitos da falta da dentista no Centro de Saúde.
"Ela tinha um horário de doze horas por semana, por isso, não eram muitos os utentes que tinha", referiu o director do Centro de Saúde de Aveiro que lembrou que aquela unidade de saúde possui em serviço um higienista oral. "Estamos em démarches para solucionar o problema, estando a ser equacionada uma solução, que de qualquer das maneiras nunca será encontrada a curto prazo, mas sim a médio prazo", disse ao JN.
* * *
É absolutamente vergonhoso a política de saúde oral seguida em Portugal. Este exemplo demonstra claramente a tentativa do Ministério da Saúde em destruir o pouco que ainda vai existindo no atendimento da população.
Entre as promessas e os actos sobra a má fé e a liquidação, por parte do Governo, dos cuidados de saúde oral prestados pelo Serviço Nacional de Saúde, algo impensável durante o Estado Novo.
Haja coragem e denuncie-se a situação, pois os impostos que cada um de nós paga (quer seja rico ou pobre) para a formação de dentistas em Portugal não pode depois reverter apenas e só em benefício da classe social de altos rendimentos, que pode pagar consultas no privado.
Infelizmente (porque será?), a Ordem dos Médicos Dentistas parece estar surda perante tão grave atentado à população do país perpetrado pelo actual governo.
Gerofil

domingo, 1 de março de 2009

331) SAÚDE ORAL: O que devia ser obrigatório no ensino básico e secundário e que ninguém fala.

Sem uma atitude firme dos pais ou responsáveis, qualquer criança ou adolescente pode ter comprometido o seu sorriso definitivamente para o resto da sua vida, com os graves problemas psicológicos e físicos que lhe estão associados.
Porque é que estes assuntos não são directamente abordados e tratados, encontram-se actualmente praticamente banidos dos currículos obrigatórios dos ensinos básico e secundário?
Afinal, se existe uma Ordem dos Médicos Dentistas, qual a sua função no quadro das políticas de prevenção das doenças de saúde oral na infância e adolescência? Não serão concerteza a de adormecer junto aos interesses que os Ministérios da Educação e da Saúde sempre tiveram de desprezar, na generalidade, a saúde oral das crianças e jovens abrangidos pelos ensinos básico e secundário do nosso país.
Afinal, ainda há muito, mas mesmo muito, por fazer pela jovem Democracia Portuguesa nascida em 25 de Abril de 1974; e uma dessas coisas é combater a violação sistemática dos Direitos Humanos pelo estado português e respectivos governos, quando falamos no acesso das crianças e jovens a tratamentos de saúde oral no nosso país, feito actualmente em função das possibilidades económicas de cada família.
* * *
Bibliografia recomendada a qualquer pai ou educador, obrigatório em todas as bibliotecas e centros de recursos didácticos de qualquer escola:

Sorri Dente
Autor: Trigo, Mauricio
Editora: Garrido Editores
ISBN 972-8471-42-4
ISBN 972-8738-15-3

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

330) Câmara de Silves promove rastreios médicos gratuitos

Um conjunto de rastreios médicos e acções de sensibilização terão lugar entre 3 e 6 de Março, em Silves. Esta iniciativa resulta de um protocolo de cooperação estabelecido entre o Município de Silves e a Empresa Tecnifar – Indústria Técnica, que permitiu a implementação do projecto “SMS – Solidariedade Médica Social”.
Estes rastreios terão lugar na Fissul e nos quatro Agrupamentos de Escolas do concelho. No edifício Fissul serão realizados exames às populações adulta e idosa, entre as 09h30 e as 18h00, ininterruptamente. Nos Agrupamentos de Escolas privilegiar-se-ão as crianças do 1º Ciclo do Ensino Básico, decorrendo a actividade entre as 09h30 e as 17h30. Efectuar-se-ão, igualmente, com a colaboração das unidades móveis do CAD de Faro e do Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio, rastreios do VIH/Sida e recolha/doação de sangue.
Assim, durante os dias em que decorrerão estas acções, todos os interessados poderão efectuar Rastreios Visuais, participar em momentos de sensibilização para a Higiene Oral, fazer Avaliações Nutricionais, medições diversas (Tensão Arterial, Glicemia, Colesterol e Índice de Massa Corporal), Densitometrias Ósseas (para averiguar da existência ou não de osteoporose), Electrocardiogramas e Espirometrias (exames que permitem ver o funcionamento dos pulmões, medindo a quantidade de ar que conseguem suportar e a rapidez das expirações).
No caso dos estabelecimentos de ensino serão efectuados, ainda, Rastreios Visuais às crianças sinalizadas para o efeito, bem como uma Acção de Sensibilização para a Higiene Oral a todos os alunos.
Ao todo, esta iniciativa envolverá a participação de 25 técnicos de saúde, entre médicos e enfermeiros, para além do staff da Câmara Municipal de Silves, nomeadamente os técnicos do Sector de Acção Social – Divisão de Desporto, Juventude e Acção Social, que coordenarão esta iniciativa.
Para mais informações, os interessados deverão contactar esta Divisão, através dos telefones 282 440 270, ou 282 440 831.
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Mais uma iniciativa autárquica de louvar; felizmente começam a urgir câmaras municipais e juntas de freguesia que entendem as necessidades das populações locais. Embora sabendo que muitos outros autarcas ainda investem milhares de euros em viagens de luxo pelo estrangeiro (onde anda o Governo e a Procudaria-Geral da República para investigar estas viagens?), começa hoje a surgir uma nova geração de pessoas nas autarquias que colocam os interesses comunitários acima dos interesses dos seus umbigos.
Gerofil

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

329) A SAÚDE ORAL DO MINISTÉRIO DA SAÚDE: Entre as promessas e a prática ...

A dívida total vencida (a mais de 90 dias) do Serviço Nacional de Saúde (SNS) ascendia a 908 milhões de euros no final de Setembro. O grosso (727 milhões de euros) é da responsabilidade dos hospitais empresarializados (EPE), que constituem cerca de 90 por cento dos hospitais públicos em Portugal, em dimensão financeira e em número de camas.
Foi justamente para "acabar com o drama dos hospitais que não pagam a tempo e horas" e "injectar liquidez na economia" numa altura de crise que o Governo decidiu alargar e activar o fundo de apoio aos pagamentos do SNS (nunca usado, apesar de existir desde 2006).
Os hospitais SPA e serviços centrais resultará de uma realocação de verbas, nomeadamente desactivações e transferências entre programas - usando, por exemplo, o dinheiro que este ano (2008) sobrou dos programas de saúde oral e da procriação medicamente assistida.
* * *
É absolutamente vergonhoso que a actual equipa do Ministério da Saúde “esconda” os programas de saúde oral, aproveitando daí dividendos para pagar dívidas de má gestão, enquanto se nega tratamentos de saúde oral a centenas de milhares de portugueses, nomeadamente crianças e adolescentes, mantendo-os numa ignorância permanente relativamente às suas necessidades de saúde.
Recado à Senhora Ministra da Saúde: afinal, das promessas politicamente correctas à prática real vai uma grande lata; absolutamente demagoga esta evolução da política de saúde oral em Portugal.
Ao menos que enviem este recado à Juventude Socialista para que também se lembre, no Parlamento, do que realmente precisam as nossas crianças nas escolas.
Gerofil

domingo, 15 de fevereiro de 2009

328) Análise ao Estudo Nacional de Prevalência das Doenças Orais 2008 (6ª Parte)

Crianças e jovens com cárie dentária

A leitura do Estudo Nacional de Prevalência da Doenças Orais 2008 permite concluir que a cárie dentária atinge níveis demasiado alarmantes na população infantil e juvenil do nosso país. A situação quase que se pode dizer de catastrófica, pois a percentagem de crianças afectadas atinge os 49 % aos 6 anos de idade, passando para os 72 % aos 15 anos de idade. Tal constatação deveria constituir, desde já, preocupação absolutamente fundamental em termos de saúde escolar, ao nível do ensino básico.
Numa altura em que se avançam projectos de juventudes partidárias para introdução e reforço de outras valências educativas, é completamente urgente atacar o problema da saúde oral que graça indiscriminadamente, de forma avassaladora, afectando a esmagadora maioria da população escolar e de consequências físicas e psicológicas imprevisíveis em termos futuros.
Não se pode ficar de consciência tranquila quando ficamos a saber que 88,5 % dos adolescentes com 15 anos nos Açores e 75,4 % dos adolescentes com 15 anos no Alentejo apresentarem cárie dentária, sabendo-se dos milhares de milhões de euros de recursos de que o país usufrui provenientes da União Europeia.
Por isso mesmo, é urgente e necessário mudar as políticas irracionais de saúde oral seguidas pelos governos em Portugal desde o 25 de Abril de 1974; não se pode conceber que, num país membro da União Europeia, as crianças e os jovens continuem a ser tratados de forma discriminatória, em que a origem da classe social determina o seu acesso a cuidados de saúde (algo que hoje sucede em Portugal e que é mais típico de um país do Terceiro Mundo).
Assim, cabe também a si, caro leitor deste blogue, denunciar esta situação e alertar a opinião pública; as crianças e os jovens de hoje serão os homens que amanhã irão construir o futuro do nosso país. Não deixe que uma cúpula de políticos e governantes incipientes tenham o direito de limitar e constranger o desenvolvimento físico e psicológico daqueles que serão os homens e mulheres de Portugal na próxima geração.
* * *
NOTA FINAL: Porventura a Presidência da Republica estará disponível para a realização de uma semana aberta, a nível nacional, sobre a temática da prestação de cuidados de saúde primários à população, incluindo o seu acesso a cuidados de saúde oral? Fica a sugestão de quem está no terreno e conhece a realidade.
Gerofil

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

327) Dentistas: Ordem critica alguns comportamentos na classe

O Ministério da Saúde deve assumir as suas competências e resolver a degradação a que chegou a actividade dos médicos dentistas, diz o bastonário Orlando Monteiro da Silva. Há dentistas em Portugal a usar material de menor qualidade nos tratamentos e a poupar nas esterilizações, porque vários seguros diminuíram os preços dos tratamentos dentários, denuncia o responsável.
Orlando Monteiro da Silva considera que o Ministério da Saúde não pode fechar os olhos a esta situação. Confrontada com estas denúncias no Porto, a ministra Ana Jorge mostrou-se “preocupada,” mas sublinhou que é à respectiva Ordem dos Dentistas que cabe o controlo da qualidade dos serviços. A Renascença já contactou o Instituto de Seguros de Portugal para tentar perceber porque estarão as seguradoras a reduzir as coberturas na área dentária, no entanto, o Instituto não faz, para já, qualquer comentário.
* * *
Esperemos, pois, por uma clara acção de fiscalização aos consultórios por parte da Ordem dos Médicos Dentistas; os pacientes exigem e o país agradece.
Gerofil

domingo, 8 de fevereiro de 2009

326) Correio de Itália

Senhor responsável pelo sector da medicina dentária de Angola. O meu nome é Sergio Sabellini, sou Higienista Oral italiano, trabalho como tutor no curso de Higiene Oral no Hospital São Paulo de Milão.
Estou, também a estudar para um master sobre a cooperação internacional (COI-ECTOH) na Universidade de Torino:
Estou a preparar uma tese acerca dos Sistemas de Saúde dos Países Lusofonos Africanos (PALOP`s) e das organizações internacionis do sector, que operam nesses países. Foi ja visitar o site do Ministerio da Saúde de Angola, mas não consigo achar muitos dados.
O Senhor pode aconselhar-me outros links ou outras fontes da Angola? Agradeço muito pela atenção.
Dr. Sergio Sabellini

domingo, 1 de fevereiro de 2009

325) Matosinhos: crianças não pagam pelo dentista

Em parceria com a Junta de Freguesia de Matosinhos, a Clínica Parque da Cidade lançou um projecto que permite o atendimento preventivo de 1.000 crianças da freguesia. «Este é um programa apenas de prevenção, se detectamos anomalias, as crianças serão direccionadas para os seus médicos dentistas. Nós avaliamos o risco de cárie da placa bacteriana e posicionamos as crianças em grupos. É uma oportunidade para todas as crianças, começarem a criar hábitos orais», refere José Maria Corte-Real, Director Clínico.
Este projecto envolve toda uma equipa de médicos, mas sobretudo o envolvimento dos pais e dos professores «porque é com eles que temos de trabalhar para que todo este programa tenha continuidade».
As consultas são destinadas as todas as crianças da freguesia, quer de escolas públicas quer de escolas privadas. «Não vamos excluir nenhuma criança. Este é um projecto de valor para as crianças que nunca tiveram a oportunidade de ir ao Dentista, de certeza que nunca irão esquecer esta clínica», refere António Parada, Presidente da Junta de Freguesia de Matosinhos.
O Presidente deixa um agradecimento à clínica pela coragem de verificar as deficiências do sistema e de as tentar corrigir com este projecto.
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Exemplo de coragem e de determinação que outras autarquias deveriam seguir, em vez de andarem feitos lacaios a esbanjarem milhões e milhões de euros dos nossos impostos em viagens de passeio para Cuba, Canadá, Brasil, Moçambique, Polónia ou outros lados ou organizarem festas sem nenhum resultado para a melhoria de vida das populações locais.
Pena que essa corrupção passiva dos políticos autárquicos não seja investigada pela Procudaria-Geral da República; esse dinheiro devia ser investigado e aplicado directamente nos cuidados de saúde da população de cada concelho.
Bem haja povo de Matosinhos.
Gerofil

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

324) European Association for Osseointegration


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Colmatar o fosso entre ciência e prática clínica, EAO melhora a qualidade da assistência ao paciente como o principal centro de recursos na área de implante de odontologia na Europa.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

321) Dr Orlando Monteiro da Silva eleito presidente do Conselho Europeu de Dentistas

O Conselho Europeu de Dentistas (CED) é uma organização europeia sem fins lucrativos que representa mais de 300.000 dentistas em toda a Europa. É composto por associações e organizações nacionais de dentistas de 30 países europeus. Os principais objectivos do CED são a promoção de elevados padrões de saúde oral e de representar os interesses da profissão odontológica na União Europeia.
O CED aprovou em 28 de Novembro de 2008, na sua Assembleia Geral, em Bruxelas, uma posição escrita sobre o projecto da directiva europeia relativamente aos direitos dos doentes no que se refere a cuidados de saúde transfronteiriços. O CED aprovou também uma resolução sobre o parecer do CCPC relativamente a produtos de branqueamento utilizados na saúde oral.
Para mais informações sobre o CED consulte WebPage http://www.eudental.eu/

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

318) Educação para a Saúde

O presidente dos populares açorianos anunciou que o seu partido “vai propor e vai bater-se, na próxima Legislatura, para que seja criada no curriculum regional no ensino básico uma cadeira de Educação para a Saúde, de maneira a que as crianças e jovens possam, desde de muito cedo, aprender as noções básicas de saúde e alguns conceitos elementares sobre nutrição, para prevenir a diabetes e a obesidade que são problemas muito graves e sérios nos Açores”.
Segundo Artur Lima, “esta disciplina tem que ser leccionada por um profissional competente e este profissional deve e pode ser, no entender do CDS-PP, o Enfermeiro de Família”, que os populares garantem vão também propor na próxima Legislatura.
“Este é um profissional que, para além de andar nas freguesias dando apoios às famílias e aos idosos, também dará apoio nos jardins de infâncias e nas escolas transmitindo às crianças conhecimentos básicos sobre a alimentação e sobre a prevenção das doenças”, salientou. O candidato a deputado pela Ilha Terceira destacou ainda que “esta disciplina vai ter a vantagem de estimular a prevenção”.
Artur Lima explica que com a disciplina de Educação para a Saúde “as crianças vão aprender a comer, vão aprender o que é a diabetes, o que é a obesidade. Vão tomar conhecimentos, desde muito cedo, daqueles que são os problemas de saúde que podem vir a ter no futuro. Isto é, começam a conhecer as regras para prevenir”. Isto porque, finalizou Artur Lima, a prevenção é fundamental: “Prevenir é infinitamente mais barato do que tratar”.
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A maior lacuna no ensino básico e secundário em Portugal consiste na ausência de qualquer estratégia de educação voltada para a área da saúde; tudo o que se faz ocorre por pura carolice e completamente desenquadrada da realidade das crianças e jovens.
Infelizmente, a falta de vontade política em investir na prevenção e saúde escolar arrasta-se em Portugal desde 1974 e nenhum governo demonstrou qualquer interesse em modificar a situação. No âmbito da saúde oral, então a situação tem sido completamente pantanosa; uma vergonha que os políticos portugueses não devem esconder do resto dos seus parceiros europeus.
Gerofil

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

315) Em Portugal (Século XXI) cobram-se impostos aos pobres para dar assistência médica prioritária primeiro aos ricos

Discriminação no acesso ao privado através do SNS
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A Inspecção-geral das Actividades da Saúde está a investigar várias reclamações de utentes que demoraram mais tempo a obter um exame médico em serviços privados quando vão através do Serviço Nacional de Saúde, conforme denunciou a DECO. Fonte do gabinete da ministra da Saúde, em declarações à Lusa, disse que deram entrada naquela inspecção "algumas, poucas," queixas de utentes a denunciar situações de discriminação, mas não soube precisar quantas. "São poucos, mas não sabemos quantos, e estão a ser investigados. Esperamos as conclusões", adiantou aquela fonte.
Também a Entidade Reguladora da Saúde disse hoje à Lusa ter recebido algumas queixas de utentes que dizem que os exames médicos em entidades privadas são marcados mais rapidamente quando propõem esquecer a credencial do médico de família e pagar tudo do seu bolso. Esta discriminação, proibida por lei, foi hoje alvo de mais uma denúncia da associação de defesa dos consumidores DECO, que afirma que em 11 por cento dos estabelecimentos privados que visitou verificou que foi diminuído o tempo de espera quando se abdicou da credencial do médico de família.
Os colaboradores da DECO realizaram 180 marcações de exames de colonoscopia (um exame ao intestino), ecografia obstétrica e transrectal e em 15 dos sítios visitados conseguiram antecipar a data de marcação do exame quando propuseram esquecer a credencial do médico e suportar o custo.
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O título condiz exactamente com o texto. Todos pagamos impostos para a longa formação de médicos e técnicos de saúde; na hora da assistência médica, quem tem maiores posses económicas é atendido primeiro.
Proponho que o senhor presidente da República, o Senhor Primeiro-ministro, a Senhora Ministra da Saúde, o Senhor Provedor de Justiça, o Senhor Procurador-Geral da Republica e todos os deputados da Assembleia da Republica ponham cobro hoje mesmo a esta situação. Portugal não pode continuar a ter políticas de saúde que violem os direitos humanos.
Gerofil

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

314) Programa da Saúde Oral ao longo do ciclo de vida

Programa da Saúde Oral ao longo do ciclo de vida
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Na gravidez

  • A grávida, ao cuidar da sua saúde oral, está a promover a saúde do seu filho.
  • Uma gravidez programada deverá contemplar os tratamentos dentários da futura mãe

Até aos 3 anos

  • A higiene oral inicia-se com a erupção do primeiro dente
  • A higiene oral é feita com uma gaze, dedeira ou escova macia
  • Os pais devem utilizar uma pequena quantidade de dentífrico fluoretado de 1000-1500ppm

Dos 3 aos 6 anos

  • A criança deve fazer a escovagem dos dentes, com supervisão, pelo menos duas vezes por dia sendo uma delas obrigatoriamente antes de deitar
  • A escova deve ser macia e ter m tamanho adequaado à boca da criança
  • O dentífrico fluoretado deve ter entre 1000-1500 ppm, e a quantidade é idêntica ao tamanho da unha do 5º dedo (mindinho) da criança

Mais de 6 anos

  • A escovagem dos dentes deve ser efectuada pelo menos duas vezes por dia, sendo uma delas obrigatoriamente antes de deitar
  • A escova deve ser macia ou média, de tamanho adequado à boca da criança
  • O dentífrico fluoretado deve ter entre 1000-1500 ppm, e a quantidade é de aproximadamente 1 cm.

Na adolescência

  • A higiene oral faz parte da construção e do reforço positivo da auto-imagem. As expectativas dos jovens acerca dos lábios, da boca e dos dentes, nos planos estético e relacional, são de valorizar

Promoção da Súde Oral em ambiente escolar

No jardim-de-infância

  • Integrar a educação para a saúde e a higiene oral no Projecto Educativo do estabelecimento de educação
  • Efectuar uma escovagem dos dentes no Jardim-de-infância

Na escola do 1º, 2º, 3º ciclo

  • Fazer coincidir as mensagens de promoção da saúde com as práticas da escola
  • Efectuar um bochecho quinzenal com uma solução de fluoreto de sódio a 0,2%
  • Efectuar uma escovagem dos dentes na escola e monitorizar a sua execução e efectividade

Prevenção das Doenças Orais

Em Crianças e jovens de alto risco à carie

  • Selantes de fissura
  • Suplemento de fluoreto de sódio (depois dos 3 anos de idade)
  • Verniz de flúor ou de clorohexidina
  • A avaliação do risco individual deve ser feita por higienista oral, médico estomatologista ou médico dentista.

Diagnóstico precoce e tratamento dentário

Para crianças e jovens em programa

  • No Centro de Saúde
  • Nos serviços de estomatologia dos Hospitais
  • Nos consultórios privados, através de contratualização

Fonte: SPP - Sociedade Portuguesa de Pediatria

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

313) Saúde oral nas escolas

As doenças orais constituem, pela sua elevada prevalência, um dos principais problemas de saúde da população infantil e juvenil. Contudo, a cárie e as doenças periodontais, se adequadamente prevenidas e precocemente tratadas, são de uma elevada vulnerabilidade, com custos reduzidos e ganhos em saúde relevantes.
Em Portugal, o número de dentes cariados, perdidos e obturados por criança (CPOD) aos 12 anos de idade é de 2.95, e a percentagem de crianças livres de cárie dentária aos 6 anos é de 33%. A Organização Mundial da Saúde aponta para que no ano 2020, pelo menos 80% das crianças com 6 anos estejam livres de cárie e, aos 12 anos, o CPOD não ultrapasse o valor de 1.5. Atingir estas metas só é possível através do reforço das acções de promoção da saúde e prevenção das doenças orais, as quais exigem um maior envolvimento dos profissionais de saúde e da educação.
Assim, a higiene oral deve ser abordada no contexto da aquisição de comportamentos de higiene pessoal e as aprendizagens deverão relacionar os saberes com as vivências, dentro e fora da escola.
As orientações curriculares para a educação pré-escolar preconizam uma intervenção educativa, em que a educação para a saúde e a higiene fazem parte do dia a dia do Jardim-de-Infância.Da mesma forma, durante a escolaridade obrigatória, as referências à descoberta do corpo, à saúde, à educação alimentar, à higiene em geral e à higiene oral estão integradas no currículo e nos programas escolares do 1º ao 9º ano do ensino básico.
Neste contexto preconiza-se que todas as crianças que frequentam os JI e as escolas do 1º CB façam a escovagem dos dentes no estabelecimento de ensino, conduzindo desta forma à responsabilização progressiva da criança pelo autocuidado da higiene oral.
A execução da escovagem deve ser orientada pelos professores, a quem deverá ser dada formação para esta actividade, e regularmente, pelo menos uma vez por trimestre, supervisionado pela equipa de saúde escolar.
Esta medida preventiva deve no 1º CB, ser complementada pelo bochecho quinzenal com uma solução de fluoreto de sódio a 0,2%. Esta actividade quando feita de forma contínua e quinzenalmente contribui para a redução da cárie dentária em cerca de 26%.
A educação alimentar é também uma das vertentes centrais de um programa de promoção da saúde oral, pelo que é necessário sensibilizar para os aspectos da vida escolar que afectam a saúde oral das crianças, como a qualidade das ementas escolares e dos alimentos disponibilizados no bar ou máquinas de venda automática, a maior parte deles ricos em açúcar e como tal fortemente cariogénicos.
A adopção pelos estabelecimentos de ensino, da escovagem dos dentes dos alunos pelo menos 1 vez por dia, como factor central de um programa de promoção da saúde oral, vai possivelmente encontrar algumas resistências por parte dos educadores de infância e professores que importa ir resolvendo de forma progressiva e de acordo com as dificuldades reais encontradas, que se prendem normalmente com a deficiência das instalações e a dificuldade em vigiar todos os alunos durante a escovagem.
Assim importa que as actividades de promoção da saúde sejam integradasno projecto educativo da escola, dinamizada pelos professores, mas que inclua desde a fase de planeamento, outros parceiros essenciais para a resolução de obstáculos e para a sustentabilidade do projecto, nomeadamente a Autarquia cuja acção é fundamental na solução de problemas relacionados com a estrutura do edifício escolar.De igual forma, os pais devem ser parceiros activos na programação das actividades de modo a participarem na resolução de problemas, assim como são essenciais para que haja em casa um reforço da prática da escovagem.A experiência diz-nos que projectos que foram iniciados sem o envolvimento da comunidade, frequentemente falham na sustentabilidade e continuidade, com o decorrer do tempo.Contudo, nos projectos em que a participação da comunidade é forte, a probabilidade de estes projectos caírem é menor e a eficácia será tanto maior quanto mais continuadas forem as actividades, dando suporte à mudança comportamental e ao reforço da sua manutenção.
Ângela Meneses Alves

domingo, 16 de novembro de 2008

312) Finalmente ?

Parece finalmente que alguém se preocupa seriamente com o problema típico de país do terceiro mundo e que nós ainda temos por cá; falo sobre saúde oral e como tem sido sistematicamente negligenciada por todos os ministros que passaram pela pasta da saúde desde o 25 de Abril de 1974 até ao ex-ministro da Saúde Correia de Campos.
Surge agora a boa notícia por parte da actual Ministra da Saúde, Doutora Ana Jorge, que, finalmente, tem a sensatez e a humildade de encarar o problema e enfrentá-lo de vez, propondo desde já um investimento de mais de 25 milhões de euros em cheques – dentistas, a serem distribuídos às crianças e jovens de quatro, cinco, sete, dez e treze anos em 2009.
Ao contrário de Correia de Campos (que aconselhava os pais a ensinarem os meninos a escovarem os dentes diariamente), Ana Jorge sabe que a cárie dentária é uma doença infecto – contagiosa e que carece de acto médico para ser devidamente tratada. Esperemos, pois, que o Ministério da Saúde crie finalmente todas as condições para inverter o panorama desolador deixado pelos seus antecessores no cargo e que crie condições para tornar a saúde oral um direito de todos os cidadãos deste país, e não apenas destinada a uma burguesia endinheirada com acesso a tudo e mais alguma coisa, fruto das desigualdades sociais criadas e sustentadas por todos os governos nos últimos trinta anos.
Recomendo que a Senhora Ministra Ana Jorge revitalize uma nova postura à frente do seu Ministério e que saiba fazer frente a lóbis instalados, não se deixando vergar a interesses de grupos mais ou menos oportunistas e que apenas têm olhos para os seus próprios umbigos; que tudo faça para que, passados 34 anos após o 25 de Abril de 1974, finalmente todas as crianças e jovens portugueses tenham o mesmo direito de acesso a tratamentos no âmbito da saúde oral no nosso país, independentemente de serem filhos da classe trabalhadora ou das burguesias instaladas e a viver à custa do poder.
Mais, espera-se que esses 25 milhões de euros anualmente canalizados para a saúde oral juvenil sejam efectivamente e integralmente gastos apenas e só em actos médicos; que não permita, Senhora Ministra, um único desvio desse fundo para outros fins, quaisquer que eles sejam, nem para sustentar empregos parasitas de incompetentes instalados em gabinetes de secretarias de estado ou de administrações regionais de saúde que, ao longo dos últimos trinta anos, nada ou quase nada fizeram, em prol da saúde oral e que deixaram chegar a uma negligência a pontos de quase sem retrocesso, sem se preocuparem minimamente com isso.
E uma boa aposta é exactamente dar continuidade ao grupo de trabalho que realizou o Estudo Nacional de Prevalência das Doenças Orais 2008; trata-se de rentabilizar sinergias e apostar na criação de verdadeiros programas de saúde oral, completamente fora da alçada de quem foram os grandes responsáveis pela mais completa desorganização pela saúde oral em Portugal com que vivemos até aos nossos dias.
Para mim, infelizmente, estes programas chegam com trinta anos de atraso e já não podem remediar a negligencia e o fechar de todas as portas a que bati para ter tratamentos em devido tempo, depois de ter sido tratado selvaticamente por quem, ao serviço de uma determinada Administração Regional de Saúde, arruinou-me definitivamente a minha vida para sempre; mas isso é outra história que será tratada noutro sido e muito brevemente.
Mas estarei por cá e vou continuar a acompanhar, dia a dia, sobre como vai evoluindo a política de saúde oral em Portugal.
Gerofil